Histórias do Campfire: A internet não é só online [NBC 2010]
Marcelo Douek é sócio-diretor da LUKSO Story & Strategy, uma consultoria de branding que utiliza técnicas de storytelling e cinema para criar histórias fascinantes para as marcas.
[ Esse é o primeiro post da série "Histórias do Campfire", que vai contar sobre os debates realizados pelo Brainstorm #9 durante o NBC 2010. O primeiro deles, com o título “A Internet não é só online”, aconteceu no dia 13 de setembro. ]
Este foi o primeiro Campfire do evento e a expectativa era grande. Além dos convidados especiais Matt Smith (Viral Factory) e David Eriksson (North Kingdom), pessoas com experiências e pontos de vistas diferentes (de agências, produtoras de conteúdo e editoras) debateram acerca de um tema que está em evolução e por isso, há mais opiniões do que convicções. O lado bom é que o Campfire virou uma conversa estimulante sobre a transformação pela qual estamos passando na indústria da comunicação. Abaixo você confere uma reflexão sobre os temas que mais me chamaram a atenção:
O estágio atual da Internet: existia um mito (para mim, enterrado oficialmente no Campfire) de que a Internet iria substituir as mídias antigas. O nascimento da Internet repetiu um fenômeno que acontece sempre que surge uma nova mídia: ela é adicionada à nossa vida. O que leva as pessoas a pensarem em substituição, é que em um primeiro momento, os internautas passaram a consumir conteúdo de outras mídias no computador (o que é natural, pois antes da Internet, tínhamos apenas referências offline e aí, a primeiro passo foi o da migração de conteúdo). Mas foi só o primeiro estágio.
A Internet evoluiu (e continua evoluindo) e encontrou seu próprio caminho enquanto as outras mídias, na maioria das vezes, acabaram se adaptando (algumas se reinventando) para conviver no novo cenário. A história da comunicação mostra isso, sempre que surge um novo meio, ele complementa os meios antigos, mas dificilmente substitui.
Passado esse estágio de migração, as editoras estão percebendo que o tipo de conteúdo que as pessoas consomem na Internet é diferente do que consomem em revista (mesmo quando os canais são de um mesmo veículo) e isso muda totalmente a forma como o conteúdo deve ser criado e distribuído. O ponto é que estamos no meio do furacão então não há receita certa. O que existe são muitas experiências por parte das editoras em como lidar com o conteúdo de maneira transmídia para ir testando as reações da audiência.
# Offline vs. Online
Quando o assunto foi a velha discussão entre offline e online, acredito que surgiu uma reflexão um pouco mais madura do que o “mais do mesmo” que estamos acostumados a ouvir sobre o assunto:
De um lado vem a ótica do consumidor, na qual não existe diferença nenhuma entre os mundos online e o offline. Para ele tudo é real. O que ele quer é acessar a informação que deseja, não importa se está no jornal ou no iPad. O meio com o qual ele vai acessar a informação é um detalhe que está ligado à conveniência, costume, preferência ou o que quer que seja. Nessa ótica, não faz sentido dividir o mundo entre online e offline. O consumidor transita livremente entre os universos e não está nem aí para a divisão.





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