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Just Call Us
Esse é um comercial curioso. Primeiro porque ele foi criado pela DDB de Amsterdã, mas é todo falado em português (e português do Brasil) com legendas em inglês. As cenas foram gravadas na própria Holanda, portanto, nada explica as duas protagonistas do filme falarem a língua tupiniquim. Mas enfim…
É um anúncio que tem uma idéia excelente, mas acho que peca um pouco na produção, principalmente na escolha do elenco. As duas faxineiras parecem que estão declamando o texto, e não atuam com naturalidade. Porém, pensando no aspecto conceitual, é um ótimo comercial.

A anunciante é uma companhia de seguros chamada Centraal Beheer Achmea. Com bom humor, eles mostram que em certo momentos você deve apenas chamá-los.
Duas faxineiras chegam ao serviço e encontram a casa em frangalhos. Uma delas diz: “Esses demônios dessas crianças fizeram festa aqui de novo!”. Elas então começam a limpar a casa toda. Colocam tudo no lugar, tiram cada mancha, deixam o piso brilhando. Agora você faz o download do comercial, assista e descubra como termina essa história.

Intitulado de “Cleaning Ladies”, este anúncio foi premiado com Leão de Bronze no Festival de Cannes 2004 e Prata no Eurobest 2004.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download da versão integral do filme em formato .MPG. O arquivo tem 4.86 MB.
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No clarinho do cinema
Comerciais que parecem interagir com o público causam sempre um grande impacto. E uma das vantagens desse tipo de anúncio, é que certamente as pessoas comentam com as outras, gerando um boca a boca gigantesco.
Isso é melhor ainda quando acontece no cinema, e algumas agências andam aproveitando muito bem esse espaço. Certa vez vi um comercial que foi feito exclusivamente para o cinema, não me lembro do cliente agora.

Na tela aparecia uma frase como: “Um tenor vai aparecer ao seu lado”. Nesse momento as luzes se acendiam, e alguém na platéia se levantava e cantava algo. Em outro momento aparecia: “Um cozinheiro está correndo atrás do ladrão de seu frango”. As luzes novamente se acendiam, e na platéia um cara vestido de mestre-cuca perseguia alguém com um facão na mão.
São ações extremamente simples e isoladas, mas que conseguem despertar o interesse do público. Ainda mais sendo no cinema, a mídia de maior impacto que existe. Sentado na poltrona, nada desvia a atenção do espectador, pois ele está ali para assistir a um filme e seus olhos estão todos voltados para a tela grande.

Para demonstrar a potência de seus novos faróis Bi-Xenon, a BMW também veiculou um anúncio interativo nos cinemas que beira o genial, brincando com as próprias luzes da sala. A ação foi criada pela TBWA\Hunt\Lascaris da África do Sul.
Na cena, uma forte luz se aproxima aos poucos da tela, ficando cada vez mais intensa. A luzes da própria sala de cinema se acendem, o público fica surpreso sem saber o que aquilo significa. Mas, quando as luzes são novamente apagadas, revela-se na tela um carro. Entra então a assinatura: “Bi-Xenon Headlights”. Uma maneira fantástica de demonstrar o efeito e a capacidade de iluminação desses faróis.

No arquivo que disponibilizo aqui vocês poderão ver o anúncio em sua forma original, e logo em seguida como esse efeito ocorreu dentro da sala de cinema. Intitulada de “Bi-Nexon”, a peça foi premiada com Leão de Bronze no Festival de Cannes 2003.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download da versão integral do filme em formato .MPG. O arquivo tem 8.04 MB.
Her kiss. Her smile. Her perfume.
Existem muitos casos onde a assessoria de imprensa e a relações públicas trabalham muito mais do que a agência de publicidade. Ainda mais quando a referida agência torra 20 milhões de dólares do cliente para criar um único comercial.
Bom, mas com 20 milhões de dólares, quem precisa de agência não é mesmo? Vamos chamar logo um diretor “bam-bam-bam” de Hollywood, contratar atores famosos e “Oscarizados”, certamente será um investimento bem melhor.
Foi isso o que aconteceu com o novo comercial (ou filme, como preferem chamar os produtores) do lendário perfume Chanel Nº 5. É um caso onde o marketing é mais feito em cima da própria peça publicitária do que no produto em si.

A criatividade não precisa ser levada em conta, e sim a atmosfera onírica e fantasiosa em que o tal produto vai ser inserido. Você tem dúvidas de que funciona? Não precisa ter, funciona mesmo, e muito bem. Pois este é, provavelmente, o comercial mais comentado do ano e o mais caro da história.
O diretor Baz Luhrmann, de “Moulin Rouge”, convocou a multimilionária atriz Nicole Kidman e o brasileiro Rodrigo Santoro para fazerem um mini-filme de 2 minutos de duração, que conta a história de uma atriz que foge de fotógrafos em uma première e termina nos braços de um estranho escritor. Tudo embalado ao som da Orquestra Sinfônica de Sydney, que toca uma versão de “Clair De Lune” do compositor Claude Debussy.
E a moral da história? Dizer que o Chanel Nº 5 é inesquecível, assim como “seu beijo, seu sorriso, seu perfume”, como diz Santoro ao final.

O comercial, que tem ares de épico hollywoodiano, está estreando essa semana em vários países, inclusive no Brasil. Porém, a versão que está sendo exibida na TV é reduzida, já que o filme integral estará somente nos cinemas.
A única referência óbvia ao perfume em todo o filme está somente na jóia que aparece nas costas de Nicole Kidman. Mas com toda a repercussão gerada antes mesmo da estréia do comercial, não seria preciso mais nada para causar o impacto desejado.
Como a dificuldade é a mãe da criatividade (e convenhamos, 20 milhões de dólares e Nicole Kidman a disposição não é dificuldade pra ninguém), do ponto de vista da idéia este filme não é nada que mereça nossa atenção. Mas quando vemos com olhos de marketeiros, enxergamos aí uma jogada de mestre.

Dizem que o cinema é uma fábrica de sonhos, assim como a propaganda também se tornou. O que dizer quando se juntam os dois? Uma prova irrefutável de que, como muito já discutimos por aqui, a publicidade não serve para vender coisa alguma, e sim para criar desejo, fetiche, vontade. Fatores esses que regem a existência desse comercial. Nem que para isso seja preciso convocar estrelas Hollywodianas para uma ajudinha.
Enfim, assista ao “Nº 5″ e veja como fazer um anúncio sem precisar de uma agência de publicidade. Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download da versão integral do filme em formato .MPG. O arquivo tem 9.42 MB.
Don’t Drink and Drive
Sou fã de comerciais que, para passar sua mensagem, dão um tapa na cara do espectador. Geralmente, isso acontece porque a peça publicitária em si lhe faz pensar o oposto daquilo que ela realmente vai mostrar.
O anúncio induz o espectador a um sofisma, jogando a bomba no seu colo quando você menos percebe. E não tenha dúvidas, ela explode antes mesmo que se possa ter qualquer reação. O resultado disso pode ser surpresa, choque ou até mesmo vergonha.
Um exemplo muito recente, é um comercial da Associação Brasil Parkinson que está sendo veiculado na TV paga. Um típico caso que faz o espectador sentir vergonha, já que este estava pensando justamente aquilo que o anúncio denuncia.
Nele vemos uma senhora sentada no sofá assistindo televisão, e no chão apenas os pés de um rapaz que aparenta ser bem jovem. A TV exibe um clipe de música eletrônica e os dois parecem se divertirem. Enquanto a vovó balança a cabeça, o rapaz mexe o pé, tudo no ritmo da música. E assim ficam por uns 20 segundos.

Nessa altura você já está com o sorriso no canto da boca, achando a cena da velhinha curtindo música eletrônica bem engraçada e ainda tentando imaginar como aquilo vai acabar. Talvez um comercial de um festival de música ou algo que o valha.
Até que o rapaz se levanta, desliga a televisão e a senhora continua a balançar a cabeça por mais alguns longos segundos, em silêncio. Entra então o título: “Mal de Parkinson. Isso não é nada engraçado.”
É um soco no estômago. Natural que o espectador considere a situação engraçada, mas quando é revelada a verdade, descobrimos que não deveríamos rir. As pessoas vivem discutindo a efetividade da publicidade e, na minha opinião, esse é o tipo de idéia que funciona muito bem.
É interessante perceber ainda alguns recursos utilizados no filme para induzir as pessoas ao erro. A cena inicial, mais do que curiosa, é longa e isso nos faz ficar imaginando o que aquilo significa. E mais do que isso, nos faz imaginar qualquer coisa, menos o que será revelado.

O anúncio não pode ser óbvio, pois se o espectador sacar qual será a mensagem, adeus impacto. Outro elemento interessante acontece no uso do texto. São duas pequenas frases, e ambas entram na tela de forma bem lenta. Primeiro, quando diz “Mal de Parkinson”, você tem tempo suficiente de cair na real e pensar: Pô, eu não deveria estar achando engraçado”, e é nesse momento que o comercial concorda: “Isso mesmo, você não deveria estar achando engraçado”.
Enfim, é um excelente anúncio de impacto. Infelizmente não o consegui para disponibilizar para download, mas se você zapear pelos canais da TV a cabo, pode ter a sorte de assisti-lo.
Mas para compensar, trago hoje um comercial sensacional que também nos dá um tapa na cara. Criado pela TBWA de Paris para a Responsible Young Drivers Association (Associação dos Joves Motoristas Responsáveis), ele se utiliza praticamente dos mesmos recuros que citei acima: Uma longa cena inicial aonde se repetem situações, e no fim a revelação e a entrada de um texto de forma lenta na tela.

Filmado de forma amadora, vemos um homem cambaleando que parece ter saído do carro e começa a vomitar. E ali ele fica, passando mal. Entra então a frase: “Não beba e dirija”. Bom, e agora você assiste o comercial para descobrir sozinho o que acontece. Depois, fique a vontade para comentar suas impressões.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 3.80 MB.
Intitulado de “Don’t Drink and Drive”, o filme foi premiado com Prata no Art Directors 2004 e com Bronze no Andy Awards 2004.
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The ride of your life
Fazer seres inanimados parecerem que possuem vontade própria não é nenhuma novidade em propaganda, ainda mais quando tais seres demonstram admiração pelo produto que está sendo anunciado.
Porém, os criativos da agência Arnold Worldwide fizeram isso de forma tão simpática neste novo comercial do Passat da Volkswagen, que se tornou um filme muito bacana.

Aqui, uma folha que acabara de cair de árvore e esta prestes a ser sugada pelo caminhão de limpeza, resolve viver mais um pouco e curtir a vida. Ela parece se agarrar num Passat que passa pela rua e, mesmo sendo ora puxada pela vento, ora empurrada pelo pára-brisa do carro, ela não desiste.
A folha tenta permanecer no carro de todas as maneiras, e mesmo quando esta preste a cair num bueiro, ela retoma a força e continua seguindo sua viagem no belo Passat.
No final, entra a assinatura com o título: “O passeio de sua vida.” Tudo isso pontuado por uma trilha sonora ideal para contar a épica saga da folhinha.

É interessante perceber também, como que essa história da folha não passa de uma desculpa criativa para mostrarem cada detalhe do carro. Além do conceito de que “andar num Passat é tudo o que você pode querer”, o produto também é muito bem demonstrado.
Intitulado de “Leaf”, o anúncio foi premiado no The Cresta Awards (Creative Standards International) 2004.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 2.36 MB.
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Elephant Tower
Quando você fala que é publicitário para alguém que não é da área, muitas vezes lhe imaginam como uma pessoa que usa gravata colorida, passa o dia inteiro atrás de uma mesa sem fazer nada e, quando precisa ter uma grande idéia para um anúncio, vai para o bar beber, falar besteira com os colegas de profissão e viajar na maionese
Bem, tirando a gravata colorida, o resto pode até acontecer muitas vezes. Porém, o viajar na maionese é sempre barrado por quase todos os clientes. Eu disse quase todos, porque para a Pepsi, por exemplo, pode ser um grande anúncio. E palmas para o atendimento que consegue vender uma criação tão estapafúrdia quanto esta.

Provas de que o bom humor e o absurdo continuam gerando ótimas idéias pelo mundo afora. Acompanhe comigo a bizarrice: Um jovem indiano, que está narrando a sua vida, conta que sempre viveu em meio aos elefantes.
Porém, em um belo dia, ele descobriu que tinha um poder sobre os animais. Foi ai que ele decidiu criar algo realmente especial: uma torre de elefantes!
A torre foi ficando cada vez maior e o jovem conquistou muitos admiradores exibindo seu surpreendente e inesquecível espetáculo. Virou um verdadeiro superstar na Índia.

Foi então que em uma de suas apresentações, uma tragédia o fez descobrir que estava enganado sobre seu poder perante aos elefantes. Foi uma decepção, claro. Mas não demorou muito para que ele descobrisse que uma Pepsi também pode controlar outros seres…
Criado pela agência francesa CLM BBDO, este filme carrega o consagrado tom utilizado pela Pepsi em suas campanhas no mundo todo. Sempre com um humor irônico e abusando do non-sense para divertir e criar empatia com o espectador.

Intitulado de “Elephant Tower”, este anúncio foi premiado com Leão de Bronze no Festival de Cannes 2003, Bronze no Clio Awards 2003, Galo de Prata no brasileiro Festival de Gramado 2003, Prata no Kinsale 2003, Ouro no Epica 2003, Prata no Eurobest 2003, Ouro no Grand Prix Stratégies de la Publicité 2003 e Menção Honrosa no Festival Britânico de Publicidade (BTAA) 2004.
É, parece que viajar na maionese dá resultado, e na maioria das vezes sem precisar ir para um bar ou usar gravata colorida.
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Curvas e gás
Toda a comunicação dos carros MINI, marca que hoje pertence a BMW, se destaca sempre pela sua ousadia, ironia e perspicácia ao brincar com as características do veículo.
Eles analtecem o fato do carro ser pequeno e nos mostram as vantagens que isso proporciona ao motorista. Mais ou menos naquele esquema de “Pense Pequeno” que Bill Bernbach criou para o Fusca há mais de 40 anos.
É por isso mesmo que o humor está sempre presente nas campanhas do MINI, e com este comercial que trago aqui hoje não é diferente.

Criado pela agência americana Crispin Porter + Bogusky, este filme mostra um rapaz dirigindo e fazendo altas curvas com seu MINI. Ele vira, corre e se diverte pelas ruas.
Claro, isso é uma maneira de mostrar a mobilidade do carro, a praticidade e facilidade de se guiar um MINI. Porém, a oportunidade para o humor nunca é perdida. Assista até o final e veja o que acontece.

O bom e velho slogan da marca entra: “Let’s Motor”. Uma comunicação típica de um MINI: não é preciso falar mais nada, nem de velocidade, potência do motor, de economia, espaço interno e blábláblá. O que interesse é que ele é pequenino, prático e você vai se divertir a beça dentro de um desses.
Intitulado de “Carbonation”, este filme foi premiado com Prata no Andy Awards 2004.
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Speed Trap
Não dá pra falar muito sobre esse comercial. Apenas que ele é mais um dos inúmeros exemplos que já mostrei aqui no Brainstorm #9, de como é possível fazer um bom filme com pouco dinheiro. Uma grande idéia na cabeça e nada de efeitos mirabolantes.

Criado pela TBWA de Berlim para divulgar a nova moto Ninja ZX-12R da Kawasaki, o comercial mostra um radar no meio da estrada. De repente, ele fotografa algo, ou melhor, tenta fotografar, porque é impossível ver o que passou.
Entra o título: “Ninja ZX-12R. A mais rápida máquina que já construímos.”

Uma comunicação pontual, totalmente pertinente com o target e que nem mesmo mostra o produto anunciado. É só para quem pode.
Intitulado de “Speed Trap”, este filme ficou no Shortlist do Festival de Cannes 2003, foi premiado com Bronze no Eurobest 2003 e venceu o Die Klappe Internationaler und Werbefilm-Wettbewerb 2003, um festival alemão de publicidade.
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