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Microsoft Office 2007 | It’s a new day
O vídeo online tem se mostrado cada vez mais uma alternativa eficiente e relevante para falar com as pessoas, permitindo possibilidades que seriam impensáveis na mídia tradicional.
BMW Films, Pirelli Films, GE Imagination, MINI Hammer & Coop, são alguns exemplos desse tipo de comunicação. Branded Entertaiment, unindo mensagem de marca e entretenimento. Aqui no Brasil, por exemplo, a Close-Up lançou uma sitcom online chamada Loove.
Para demonstrar as facilidades proporcionadas pelo Office 2007, a Microsoft também lançou uma série de webfilmes que conta os dramas bizarros de trabalhadores de escritório, executivos e pessoas que utilizam o computador no dia a dia.
Com bom humor e situações que provavelmente você já viveu (ou conhece alguém que viveu), a campanha mostra os motivos porque você deve migrar para a nova versão do Office, finalizando com a assinatura: “It’s a new day. It’s a new office”.
Mas os mais ácidos irão se lembrar que é quase um tiro no próprio pé, pois quem comprar o Office 2007, provavelmente utilizava Office 2006, 2005…
Assista todos os filmes abaixo ou acesse o site do Office 2007 para ver em melhor qualidade e com legendas.
| The Quest
| Nightmare
| Divider
| Stranger
| Mesmerized
| Hoje no Passado |
- 2007: Mitsubishi | Dirty Car Art — Nos últimos dias, publiquei aqui duas campanhas inspiradas por outros trabalhos artísticos: o filme “In A Man’s Life” do Discovery [...]
- 2007: AlmapBBDO esclarece campanha da Gol — Renato Fernandez da AlmapBBDO, criador da campanha “Dreams Of Flying” da Gol Linhas Aéreas, publicada ontem aqui no Brainstorm #9, [...]
- 2006: Chevy Apprentice — Que o marketing viral e os comerciais costumer-made são os novos queridinhos das boas agências por aí, todo mundo já [...]
- 2004: Como ganhar dinheiro jogando 2 milhões no lixo — A semana passada inteira eu comentei tudo o que vi na 18º Semana Internacional da Criação Publicitária. Agradeço a todos [...]
Projeto Estúdio Coca-Cola
Depois da campanha impressa e do filme “Birdman”, a Coca-Cola dá seqüência a sua conexão com a música através do projeto Estúdio Coca-Cola. Será um programa de TV que mantém o conceito da campanha: unir as diferenças através da música.
Para isso, o projeto irá promover o encontro de artistas de estilos antagônicos. O primeiro programa irá ao ar no próximo domingo, dia 25, às 19h30, na MTV, trazendo um dueto entre Lenine e D2. Outro encontro já gravado é o de Negra Li e Pitty, que irá ao ar em abril, e o próximo programado é o de Nando Reis e Cachorro Grande (não acho que sejam tão antagônicos assim).
Além desse ótimo exemplo de branded entertainment, o projeto terá presença marcante na internet, com um blog para mostrar os bastidores e conteúdo exclusivo online, como músicas e vídeos.
Outro aspecto cross-media da campanha, é a promoção Tag Hits, que irá premiar os consumidores com o iPods Shuffle. Ao juntar 6 pontos em tampinhas e anéis de lada, mais R$ 1,50, além de trocar por tags colecionáveis (colares estilizados), a pessoa ganha um cartão decodificado.
Para saber se o cartão está premiado com o iPod, o consumidor terá três alternativas: aproximá-lo da televisão, na área indicada na tela, durante a exibição do comercial; aproximá-lo em área específica do site Tag Hits ou nos displays de ponto-de-venda.
Entretenimento, conteúdo online, promoção interativa e presença massiva em diversos pontos de contato com o consumidor. Um conjunto da obra admirável e conectado com os tempos atuais, ainda mais considerando o público com o qual a Coca-Cola quer falar.
Criação da JWT e Agência Click, e divulgação da Espalhe.


| Dica de Bruna Calheiros :*
Big Brother: Uma plataforma de marketing
Amanhã começa um novo Big Brother Brasil, e no meio de tantas pessoas reclamando, existirão outras milhões assistindo, vendo vídeos de flagras no YouTube, desesperados atrás de senha da Globo.com, deixando comentários “axim” em fotologs e acessando o perfil dos participantes no orkut.
Sem contar, claro, as dezenas de análises sociais e filosóficas sobre a função de um programa desses na vida dos participantes e espectadores.
Porém, nada disso importa para a Rede Globo e seus parceiros, apenas que o BBB7 será mais uma máquina de fazer dinheiro. Você já sabe que é tudo pré-moldado, desde a escolha dos participantes (que vai de ex-globais até uma ou outra que já posou nua, a tal Flávia dessa edição tem fotos na Sexy e/ou Playboy, sei lá), as provas, até um trabalho monstruoso de RP para propagar notícias na mídia, que chega ao cúmulo de dizer que a emissora “promete” sexo na nova edição.
Você sabia que as cotas de patrocínio do programa nem são oferecidas no mercado? Todos os patrocinadores das edições anteriores renovaram o contrato, num claro sinal de que sim, o investimento milionário dá resultado.
O próprio CEO da Endemol, empresa criadora da coisa toda e de mais um zilhão de programas do gênero, Peter Bazalgette, declarou que o BBB representa uma geração de atrações que irá salvar a publicidade na televisão. É o product placement ou branded entertainment, ou seja lá a expressão marqueteira que preferir.
Alguns acharão pretensão, mas não se pode dizer que ele está errado. Enquanto o comercial de 30 segundos está encontrando na internet uma nova mídia, uma plataforma que irá salvá-lo da extinção, a publicidade na TV tem cada vez mais necessidade de migrar pra dentro dos programas. Se antes a propaganda, que de tão chata chegou a ser chamada pelos seus avós de reclame, representava separação, interrupção, hoje precisa ser “atração”.
Dessa história, “publicidade = entretenimento”, você já está careca de ouvir. Mas se aqui no Brasil ainda não estamos vendo branded entertainment feito da maneira adequada e divertida dentro de novelas e séries de TV, já que a maioria das tentativas não passa de merchandising constragendores e tediosos, o BBB é uma boa vitrine desse tipo de ação.
As marcas e produtos são encaixados dentro das provas, ou melhor, assim como disse Bazalgette: “primeiro vem as parcerias e patrocínios, depois todo o resto”. Assim, entre mulheres seminuas, corpos malhados, seios que escapam do biquíni e muita asneira sendo dita, o Big Brother se transforma em uma plataforma multifacetada para 15 ou mais patrocinadores. Um fenômeno de marketing que é capaz de colocar uma marca na memória das pessoas sem exigir que ela interrompa sua diversão.
Portanto, amigos comunicólogos, antes de reclamarmos “ah, aí vem mais um BBB”, é bom ficarmos de olho nas possibilidades e no que será feito nessa nova edição. No BBB6, gostei particularmente dessa ação da Henkel para Superbonder dentro do programa. Totalmente pertinente ao conteúdo.
Se você estiver zapeando pelos canais (cof! cof!), parar no BBB7 e ver alguma prova ou ação interessante nesse sentido, não deixe de comentar aqui no blog ou mandar um e-mail.
| UPDATE: Programa para quem quiser assistir BBB na internet, online, direto do computador: WebTV.
Absolut Tracks e Sagatiba “Eterna Busca”
No intuito de transformar a mensagem de marca em conteúdo relevante e envolvente para o público, cada vez mais empresas estão buscando integração com conteúdo, seja informativo ou entretenimento. Aqui mesmo no Brainstorm #9 já comentei diversos exemplos desse tipo de comunicação, cada vez mais necessária em uma era em que os consumidores tem acesso a tudo ao mesmo tempo agora.
Marcas que estão buscando contato com as pessoas através da música, por exemplo, são diversas, desde um simples patrocínio, um festival que leve o nome da empresa, até aquelas que estão oferecendo conteúdo exclusivo. A Absolut é uma que se encaixa nessa última opção. Além de vários outros projetos culturais interessantes em que está envolvida, a vodka sueca lançou recentemente o Absolut Tracks.

A inicativa tem a proposta de mostrar diversas interpretações musicais baseadas na experiência de se tormar Absolut. E começou logo de cara com uma música exclusiva gravada por Lenny Kravitz. Chamada “Breathe”, a canção ganhou ainda remixagem de dez outros artistas, de vários locais do mundo, garantindo mais conteúdo exclusivo. O mais bacana disso, é que a marca Absolut entra como parte integrante de um projeto cultural mesmo, não tem seu nome citado na música, e foge de parecer um mero merchandising com um artista pop vendido.
Aqui no Brasil, lá pelos idos de 1969, Os Mutantes gravaram uma música para a Shell. Na verdade, tinha intenção de ser um jingle mesmo, mas a letra era tão sutil que acabou entrando no disco “Mutantes”, como a faixa “Algo Mais”. Se estávamos longe da interatividade de hoje, não deixava de ser uma comunicação por conteúdo, mesmo que a proposta não fosse essa.
Nessa semana, a cachaça Sagatiba deflagrou sua nova campanha também aproveitando a onda do conteúdo. O próximo álbum do Seu Jorge, “Nova América”, que será lançado em março de 2007, trará uma música chamada “Eterna Busca”. É quase um mantra no qual Seu Jorge repete a palavra “Sagatiba” diversas vezes durante a letra. A canção, que já está sendo executada nas rádios, tem o arquivo mp3 disponível para download no site da marca, e está sendo acompanhada por uma campanha de grafite nas ruas.

Agora, comparando a ação da Absolut e a da Sagatiba, qual é a diferença? São duas excelentes propostas, mas acredito que tenha faltado um pouco mais de ousadia, que pode ser traduzida por sutileza, para a iniciativa da Sagatiba. Tudo bem que existe um significado especial por trás do nome da marca, mas a repetição e associação com um produto faz a música composta pelo Seu Jorge parecer quase um jingle.
E digo que isso pode ser um estorvo, pois o público está cada vez mais cético em relação a propaganda. E o público da Sagatiba, acredito eu, ainda mais. Rejeitam qualquer mensagem que não pareça sincera, rejeitam o auto-elogio. É por isso mesmo que tanto se fala atualmente em conteúdo e relevância.
Enquanto a Absolut estabelece uma relação muito mais profunda com o consumidor, a Sagatiba pode conseguir o efeito contrário. Bem, mas devo lembrar que tudo isso não passa de um chute. De repente a música do Seu Jorge vira um hit do dia pra noite (ou com um pouquinho de jabá), e aí eu mordo a língua bonito.
Suzuki | The Mids Big Adventure
Já mostrei aqui no Brainstorm #9 diversos exemplos de marcas que, cada vez mais, estão tentando tornar sua comunicação uma forma de entretenimento. E não digo isso apenas pelo que vem sendo feito na internet, já que nesse meio o conteúdo é intrínseco, mas também pelas iniciativas recentes na mídia tradicional.
Obviamente existem estudos mais elaborados sobre o tema, mas querem uma prova recente? Ontem, o jornal português Meios & Publicidade divulgou uma pesquisa realizada em seis países da Europa, que perguntou o que os consumidores esperam da publicidade. “Diversão” foi a primeira resposta em todos eles. A mesma pesquisa apontou que os europeus acham que a propaganda atual mais aborrece do que diverte.
E no sentido de levar entretenimento ao seu público, o caminho favorito das marcas parece ser animação. A nova ação desse tipo vem da Suzuki que, para divulgar seu novo utilitário esportivo, o XL7, lançou uma série animada exclusiva. Intitulada “The Mids’ Big Adventure”, a animação acompanha o cotidiano da família Mids e sua viagem com o carro da Suzuki.
Criada pela agência LaBov & Beyond, a série pode ser acompanhada no site oficial ou nas versões youtubadas aqui. Abaixo você confere o episódio de introdução.
BrasilTelecom | Eu Vim Em Paz
Ontem falei de um branded entertainment para TV, o “City Hunters” da Axe, e hoje, o Raphael Vasconcellos do Propaganda Interativa me indicou a nova campanha da BrasilTelecom, que se utiliza da mesma estratégia só que exclusivamente para internet.
Em formato videocast, a campanha “Eu Vim Em Paz” é um programa de ficção estrelado pela companhia de comédia Os Melhores do Mundo, que a cada semana apresentarão histórias e relatos sobre o aparecimento de OVNI’s. A marca e os produtos da BrasilTelecom aparecem inseridos no contexto das histórias.
A Agência Click, que criou o projeto, faz os roteiros dos filmes em parceria com os comediantes da Melhores do Mundo. O primeiro episódio se chama “Contato”, e pode ser assistido no site do projeto ou pelo YouTube (abaixo). Além de poder baixar os vídeos em diversos formatos, o site também possibilita assinar um feed RSS para acompanhar os próximos capítulos.
Bom ver esse tipo de ação sendo realizada no Brasil, já que ela entende muito dos aspectos que imaginamos para a “nova publicidade”: relevância, conteúdo e interatividade (incluindo pluralidade de formatos e ferramentas web 2.0).
Axe | City Hunters
Há quem diga que o branded entertainment é o futuro da propaganda. Com tanto conteúdo rolando por aí, principalmente com as toneladas de criações dos próprios consumidores, não se pode duvidar disso.
Em parceria com a Fox, a Axe está desenvolvendo um projeto de entretenimento patrocinado sem precedentes na indústria do marketing, e que vale a pena ficar de olho. Trata-se da série animada “City Hunters”, que estreou há uma semana e tera projeção global. É o primeiro trabalho criado pela Catmandu Branded Entertainment, uma agência argertina especializada nesse tipo de ação.
“City Hunters” narra a história de Axel, um jovem que foi abandonado por sua noiva, e do Dr. Lynch, um conquistador, mestre em criação de fragrâncias masculinas. Lynch é membro e atual guardião da Lodge X, uma sociedade ultra secreta que se dedica a investigar as mulheres e tudo que for relacionado com o mundo da sedução.
Lynch conhece Axel e percebe nele um fogo sagrado, o que indica que talvez seja ele o indicado para se transmitir os segredos da Lodge X para a próxima geração. Para isso, Axel deverá mostrar-se um homem capaz de conquistar todas as mulheres que existem no planeta.
Assista a chamada do “City Hunters” abaixo ou faça download do arquivo (.mov - 3.78 MB)
| Via Llámame Lola
Meow Mix House
Esta aí mais um excelente exemplo de como criar um marketing relevante, unindo entretenimento e ação social.
Assim como um Big Brother, o Meow Mix House é um reality show em que 10 participantes convivem dentro de uma casa e, através de votação, o público decide quem deve ficar ou sair. A diferença é que os participantes do programa são gatos, e cada gato que sai da casa ganha um dono.
É possível acompanhar o reality show através da webcam online, na própria casa (que fica na Madison Avenue em Manhattan) ou pelos episódios de três minutos semanais que estão sendo exibidos no canal Animal Planet.
Ira Cohen, diretor de propaganda e marketing da marca de ração Meow Mix, chama isso de “o programa dentro de um programa”, o que certamente é bem mais eficiente do que um simples comercial.
Além de ser uma poderosa ferramenta de marketing para a Meow Mix, a idéia tem o objetivo de conscientizar e mostrar a importancia da adoção de animais. Os gatos que participam da Meow Mix House são pegos de abrigos ou de grupos de resgate como a American Society for the Prevention of Cruelty to Animals, de Nova York.
Interessante observar como esse tipo de branded entertainment consegue reunir vários aspectos importantes de uma só vez. Uma ação similar ao programa Feed Me Better, da rede de supermercados Sainsbury’s e do star-chef Jamie Oliver, visando melhorar a alimentação das crianças nas escolas britânicas.
E importante não apenas pelo problema dos animais abandonados, que também merece nossa atenção como tantos outros, mas porque os próprios consumidores tornaram-se resistentes a publicidade convencional e preferem consumir marcas que contribuam para um desenvolvimento sustentável.
Assista o primeiro episódio da Meow Mix House abaixo e acesse o site do programa para acompanhar os outros.
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