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Coke Zero | Rooftop Racer

Terça-feira, 22 de Julho de 2008 | 12:13

Além dos 13 pilotos patrocinados pela marca na NASCAR, a parceria da Coca-Cola com a maior associação automobilística americana renomeou a prova das 400 Milhas de Daytona para Coke Zero 400.

A corrida aconteceu no inicio do mês, mas obviamente a Coca-Cola pretende continuar aproveitando o acordo milionário durante todo o ano. Aliás, vale lembrar que a NASCAR é mais um território de disputa ferrenha entre Coca e Pepsi.

O “Coke Zero Rooftop Racer” é um advergame que coloca o jogador na pele do piloto Elliott Sadler. Só que não basta correr, é preciso equilibrar um garrafa de Coca-Cola Zero no teto do carro, enfrentando diversos obstáculos, mudanças climáticas e as batidas dos outros competidores.

O jogador recebe códigos dependendo de sua pontuação, que podem ser trocados por bônus escondidos através do menu do game. Os códigos habilitam novos carros, modos de jogo e até uma vending machine de Coca-Cola.

Criado pela Crispin Porter + Bogusky, o game tem jogabilidade simples, divertida e uma caprichada produção gráfica.

Coke Zero 400 NASCAR Rooftop Racer

Coke Zero 400 NASCAR Rooftop Racer

Categorias/Tags: Bebidas Não Alcóolicas, Branded Entertainment, Coca-Cola, Games, Viral/Internet
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| Hoje no Passado |

  • 2005: Guernica — Não é uma campanha nova, mas mesmo assim merece o destaque. Ainda mais por ter sido premiada recentemente no Prêmio [...]

“Batman: O Cavaleiro das Trevas” mereceu a campanha que teve (e vice-versa)

Sexta-feira, 18 de Julho de 2008 | 12:58

Uma pergunta que eu e os leitores do Brainstorm #9 fizemos nos últimos meses finalmente foi respondida: “O filme vai ser tão bom quanto a campanha de marketing?”. A princípio parece uma pergunta estranha, mas natural depois de tudo o que o ARG de “Batman: O Cavaleiro das Trevas” entregou e prometeu.

A sensação comum era que se a publicidade era tão envolvente e mobilizadora, o produto final só poderia trazer muito mais do que isso. Uma expectativa gerada por mais de 1 ano teria que ser suprida, impossível esperar menos do que isso.

E ao sair do cinema, não há dúvidas de que o melhor filme de super-herói já feito (se é que podemos chamá-lo assim) mereceu a campanha que teve. Todo o seu universo e complexos personagens mereciam fazer parte da vida dos fãs e dos não tão fãs por mais do que duas horas e meia de exibição.

Como você já percebeu, esse post não é uma crítica do filme. Você pode ler ótimas no Omelete e no Cinema Em Cena, por exemplo. Esse texto é para destacar mais um aspecto positivo e que encerra, de maneira magistral, o ARG produzido pela 42 Entertainment.

Batman Dark Knight

Em diversos detalhes do filme de Chistopher Nolan você pode perceber a atuação da campanha. Nenhum aspecto do jogo de realidade alternativa foi aleatório, cada capítulo tem a sua relação com “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, que você pode rever os devidos links, seções e acontecimentos em ordem cronológica no whysoserious.com.

É óbvio que você não precisa ter participado do ARG para gostar do filme. Ninguém precisa procurar pistas, resolver mistérios, atender ligações inesperadas e sair as ruas para ir ao cinema. Mas também é óbvio que quem o fez tem a experiência amplificada.

A indústria do entretenimento anda fazendo isso muito bem nos últimos tempos. Fala com dois públicos distintos. Com o espectador casual da mesma maneira que antes, mas oferecendo uma relação muito mais próxima para os fãs. São inúmeros exemplos recentes: a trilogia “Matrix”, “Lost”, “Cloverfield”, “Heroes”, até a “A Bruxa de Blair” se encaixa nisso.

Batman Dark Knight ARG

Qualquer um pode acompanhar os episódios de “Lost” na TV, e assistir naquele formato que sempre existiu. Mas quem quiser mais, quem quiser participar e fazer parte da história tem ARG, livro, revista em quadrinhos, filmetes para celular, game para PC, Xbox 360 e PlayStation 3, etc.

O que um ARG como o do novo Batman nos ensina é que é preciso mais do que nunca mudar a velha segmentação de público que conhecemos. A decisão de com quem e como falar deve ser baseada em interesses. Não importa se um ARG não atinge a massa, não é pra isso que ele é feito e pensado.

Acredito que o esquema abaixo, feito pela 42 e que me permito copiar aqui, demonstra bem essa divisão de público. Como se trabalha com os diferentes níveis de interesse das pessoas em um ARG. Falamos também bastante sobre o tema no Braincast 14. Ouça aqui.

ARG Levels

Casuais: Representam a maior parte da audiência, com um modesto nível de interação que acontece primariamente online. Eles seguem um guia que o ajudam a participar da experiência.

ARG Levels

Ativos: Representam a audiência média de um ARG, com um nível significante de interação online e offline. Eles seguem a experiência a sua maneira, no ritmo que desejam.

ARG Levels

Entusiastas: Representam o topo da audiência, com o mesmo nível de interação online e offline. São profundamente engajados com a experiência e geradores de conteúdo dentro de sua comunidade.

Qualquer um desses três níveis de público que acompanharam as ações do ARG, certamente terão uma experiência diferenciada no cinema. Pela minha cabeça foi comum o pensamento durante o filme: “Ah, então foi por isso…” ou “Falaram disso naquela ação…”

Quem nunca nem ouviu falar disso ou não teve saco para acompanhar, também se diverte, mas a campanha é uma lição de como falar com um público que espera mais, que precisa mais para dar a você alguns minutos de atenção tão fragmentada.

Quando bem feito os resultados são claros, diretos e lucrativos. Uma mania gerada, ingressos disputados, e que transformam o público em parte essencial da divulgação, os multiplicadores que tornam possível não depender, em nada, da mídia como a conhecemos.

E por fim, gostaria de dizer: não quero ver mais nenhum Coringa. O personagem definitivo já foi feito. Bate uma tristeza ao final do filme por saber que não veremos aquilo novamente. O discurso parece batido por causa de sua morte, mas a verdade é que o cara roubou a cena e entrou pra história.

Categorias/Tags: ARG (Alternate Reality Game), Branded Entertainment, Cinema
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Audi Symphony

Terça-feira, 8 de Julho de 2008 | 15:48

Para marcar o lançamento do Audi R8 no Brasil, foi realizado no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, o evento “The Art of Performance”. A ação ocorrida no mês passado contou com a apresentação da Audi Symphony.

Trata-se da mistura de uma orquestra composta por 41 músicos, 1 maestro e 3 DJs do grupo alemão Bauhouse, que interagem sonoramente com clipes do carro exibidos ao fundo. A coreografia foi criada pelos Irmãos Campana.

Um belo esforço de comunicação por conteúdo, que acho que apropriadamente posso categorizar como “branded entertainment.”

Assista a primeira parte do vídeo abaixo, e as outras aqui e aqui. A criação é da Bullet.


Categorias/Tags: Audi, Automóveis, Branded Entertainment
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As referências à Apple em “Wall•E”

Segunda-feira, 30 de Junho de 2008 | 16:33

Brainstorm #9 tenho o costume de citar bons exemplos de product placement no cinema, muitas vezes em que o filme acaba se tornando um grande comercial de duas horas de duração. Os blockbusters de Hollywood são mestres nessa categoria.

Em “Wall•E”, a nova obra-prima da Pixar e um dos filmes mais importantes do ano, uma marca também está muito presente. Porém, acho que é algo que não podemos chamar de product placement, e sim de homenagem, referência, ou o termo que você preferir.

É uma homenagem por motivos óbvios: a marca onipresente em “Wall•E” é a Apple. E não é só porque Steve Jobs teve papel fundamental na criação da Pixar, mas também pela referência tecnológica.

Para começar, a robô EVE foi desenhada por Johnny Ive, o mesmo designer responsável pelo iPod. E de cara já se percebe as semelhanças. Quem tem um pouco de experiência com qualquer produto Apple encontra cada detalhe.

Wall-E EVE iPod Apple

Quando Wall•E termina de recarregar sua bateria, ele emite o som de boas vindas de um Mac. E quando vai assistir a sequência musical “Put On Your Sunday Clothes” de “Alô, Dolly”, usa um velho e surrado iPod.

A voz de Auto, o robô piloto-automático da nave Axiom, é a mesma do MacinTalk, o sintetizador de voz dos Macs. As referências também passam por mouses e teclados Apple perdidos pelo cenário.

Não é a primeira vez que a empresa de Steve Jobs aparece em uma animação da Pixar. Em “Carros” a Apple tinha seu próprio competidor, e de número 84.

O Slashfilm organizou uma série de easter eggs em “Wall•E”, que incluem auto-referências a outras animações da Pixar e homenagens a clássicos de ficção científica. Eu falo um pouco mais sobre a maestria que é “Wall•E” no Smelly Cat.

Categorias/Tags: Apple, Branded Entertainment, Cinema, Entretenimento
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Greenpeace | WeAtheR

Terça-feira, 20 de Maio de 2008 | 15:02

Acredito que esse já pode ser considerado o melhor advergame brasileiro, provavelmente algo para se comparar ao premiado “Get The Glass”, que tanto babamos o ovo no ano passado.

Inspirado no clássico War, mas sem a filosofia bélica e a megalomania de dominição mundial, o game “WeAtheR” do Greenpeace dá ao jogador a possibilidade de salvar o mundo das crises ambientais. É um multiplayer de estratégia, em que até 4 jogadores devem trabalhar em conjunto.

Os méritos do “Greenpeace WeAtheR” vão além de um visual 3D bonitinho, mas também por ser um advergame em que interface, jogabilidade e roteiro foram pensados e desenvolvidos com a mesma importância do design. Resumindo, um game de verdade.

A criação e produção é da AlmapBBDO e da Colméia, com trabalho 3D da Gabba e trilha e efeitos sonoros pela Cromo.sônica.

Greenpeace WeAtheR

Greenpeace WeAtheR

Greenpeace WeAtheR

Categorias/Tags: Branded Entertainment, Games, Greenpeace, Interatividade, Social e Meio-Ambiente
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Nike | The Cesc Fabregas Show

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008 | 20:38

Foi ao ar hoje no canal britânico Sky Sports, o projeto de conteúdo patrocinado da Nike com o jogador Cesc Fabregas, do Arsenal da Inglaterra.

O meio-campo espanhol ganhou um programa de TV exclusivo, o “The Cesc Fabregas Show”, dedicado as suas jogadas e com conteúdo inédito produzido pela marca.

A idéia é permitir uma integração entre TV e internet, já que quem baixar o widget no site receberá clipes e os melhores momentos do programa, além de poder participar enviando material para um grupo no Facebook.

Nike The Cesc Fabregas Show

Se tiver sucesso, a Nike pretende repetir o formato com outros jogadores que patrocina durante a temporada européia de futebol.

Para desenvolver e produzir o projeto, a Nike convocou três de suas agências para trabalharem em parceria: AKQA, MindShare e Wieden & Kennedy.

Assista abaixo um dos vídeos que foi atração do “The Cesc Fabregas Show”, divulgado antes na internet para gerar expectativa para o programa. Mais no site oficial.

Categorias/Tags: Branded Entertainment, Esportes, Nike, TV/Film, Viral/Internet
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One Show 2008: HBO Voyeur

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008 | 1:43

O projeto interativo multimídia “HBO Voyeur” foi o grande vencedor do One Show 2008, escolhido como o “Best In Show”.

Lançada há quase 1 ano, a campanha é toda baseada no voyeurismo, permitindo ao espectador acompanhar e interagir com 12 histórias que ocorrem simultaneamente e se cruzam em Nova York. São 5 locais diferentes, incluindo 8 apartamentos fictícios de um prédio na esquina da Broome Street com a Ludlow Street.

O usuário clica na janela que deseja espiar, e acompanha uma história que parece durar horas mas, na verdade, são apenas 5 minutos de vídeo em loop. O conteúdo foi expandido para celular, atuação em redes sociais e no blog The Story Gets Deeper, onde era possível descobrir mais sobre os personagens que estão sendo observados.

O projeto, da mesma maneira que é apresentado no site, foi exibido em tamanho gigante na fachada de um prédio, justamente entre Broome e Ludlow Street, dando a impressão de estar ocorrendo em tempo real.

HBO VoyeurFoto via LiveU4 Flickr

Desenvolvido pela BBDO NY, com produção da RSA e da Asylum, o “HBO Voyeur” custou entre 7 e 10 milhões de dólares, levando quase 1 ano para ser concluído. Lembrando que a mesma BBDO NY levou Lápis de Ouro no One Show pelo “outdoor” BBC Cables.

Assista o trailer da campanha abaixo e confira o site para interagir com as histórias.

Categorias/Tags: Branded Entertainment, Entretenimento, HBO, Interatividade, Outdoor/Guerrilha, Publicações e Veículos de Comunicação, Viral/Internet
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Os primórdios dos advergames: “Cool Spot” e “Yo! Noid”

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008 | 3:33

Muito hoje se fala no tamanho estrondoso que o mercado de games tomou. Que ele vale bilhões e já é maior que a indústria do cinema você já está careca de saber. O recém-lançado “GTA IV” vendeu 6 milhões de cópias e faturou 500 milhões de dólares em uma semana. Preciso falar mais?

Com isso, cresce também o investimento de marcas em publicidade dentro dos games e em advergames propriamente ditos. Assunto que virou até matéria de revista semanal brasileira.

Desde jogos em flash simples e rápidos, até produções maiores como o caso já clássico do “Burger King Games”, Titanium da Crispin Porter + Bogusky, existem incontáveis possibilidades dentro do segmento. Atualmente citamos muito esses cases recentes, mas talvez o que pouca gente lembre é que os advergames já estão por aí há um bom tempo.

Eu e o Cavallini conversamos hoje sobre o assunto e ele me mostrou dois exemplos, verdadeiras relíquias que ainda guarda dos tempos de Nintendinho e Super Nintendo. Certamente, dois dos primeiros advergames que se tem notícia.

Cool Spot Yo! Noid Advergames

O “Cool Spot” de Super Nintendo eu também tive, e lembro de ter jogado muito em uma época em que nem podia fazer idéia que estava sendo impactado por uma marca. Afinal, nem idade pra isso eu tinha. Nostalgia total, e que na hora que ele me mostrou o antigo cartucho quase me arrependi de um dia ter dado fim no meu. Quase, porque tenho certeza de que alguém deve ter se divertido muito com eles depois.

O Spot, protagonista do game, nada mais era do que parte do logo do refrigerante 7 Up no começo da década de 1990. O ponto vermelho da marca ganhou braços, pernas e óculos escuros em um game de plataforma que veio na rabeira do sucesso de Sonic. E era um ótimo jogo, com bons gráficos para a época e que ganhou até prêmio por sua trilha sonora.

Lançado em 1993, “Cool Spot” não trazia apenas o mascote de 7 Up, como também diversas outras referencias a marca, incluindo garrafas e latas de refrigerante, além de parte do slogan. Um dos itens que o jogador deveria coletar durante as fases eram letras para formar a palavra “UNCOLA”, saída diretamente de “7 Up, the uncola refreshing drink.”

Originalmente o game saiu para SNES, Mega Drive, Master System, Game Boy e Amiga, mas uma seqüência, “Spot Goes To Hollywood”, foi lançada em meados de 1996/97 para Sega Saturn e PlayStation.

Cool Spot Yo! Noid Advergames

Já o “Yo! Noid” foi um game lançado em 1990 pela Capcom para Nintendo 8-Bits, o personagem era o mascote da Domino’s Pizza. Cada fase do jogo terminava com um “concurso de pizzas”, na forma de uma disputa de cartas. Quem comprava o game, ganhava também um cupom de desconto nas filiais da Domino’s.

Primórdios de iniciativas que tornaram-se tendência e premiadas em festivais de publicidade. Porém, é sempre importante lembrar um aspecto crucial nos exemplos desses dois antigos games: a qualidade. Mais do que advergames, são games que caíram no gosto dos jogadores.

Se você ficou com saudades ou quer conhecer os games, pode jogar “Yo! Noid” online e baixar o “Cool Spot” para rodar com um emulador.

Categorias/Tags: Branded Entertainment, Entretenimento, Games
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