Arquivo para a categoria ‘Social e Meio-Ambiente’
AA
Criado pela J.W. Thompson, este anúncio para os Alcóolicos Anônimos faz uma aventura visual para comunicar de forma extremamente simples.
Dois bancos vazios, duas letras A, duas pessoas que o AA tirou do alcoolismo.
É uma peça que funciona de forma global, pois além de tudo, a marca AA carrega uma representividade própria em todo mundo.
Além do Shortlist no Festival de Cannes 2004, o anúncio ganhou recentemente o Bronze no Festival de Nova York 2004.

| Hoje no Passado |
- 2007: Fiat Punto | Heroína — Gostei bastante do mais recente filme da campanha do Fiat Punto, que estreou na TV nesse fim de semana. Criado pela [...]
- 2005: Kong is King — Por ser um personagem icônico, uma refilmagem de “King Kong” já seria motivo suficiente para causar uma corrida aos cinemas. [...]
África: expectativa de vida
Várias crianças estão brincando na savana, até que uma avista algo e sai correndo para avisar a todos o que se aproxima. As crianças vão até a aldeia e advertem todo mundo. Todas as pessoas na aldeia ficam assustadas e resolvem se esconder da maneira que podem.
Mas é então que descobrimos o que está acabando com a paz dos habitantes da aldeia: um velho homem africano, enrugado, com cabelos brancos e que se apóia em uma bengala.

O texto diz: “A expectativa de vida na África é de 47 anos. Logo, ninguém sabe como uma pessoa velha se parece.”
Entra então o logo da ONG francesa AIDES - Association de Lutte Contre Le SIDA e a assinatura: “Não abandone a África à AIDS”.
Criado pela TBWA de Paris, este filme todo filmado em preto e branco conta com uma incrível dramaticidade e nos mostra a realidade de um continente que está abandonado a própria sorte.

Para nós é totalmente surreal dizer que alguém possa ter medo de uma pessoa idosa, mas imagine num lugar onde a grande maioria da população não passa dos 50. Eles raramente ou simplesmente nunca viram alguém dessa idade.
Intitulado de “Village”, este filme foi premiado com Leão de Prata no Festival de Cannes 2004.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 4.80 MB.
Wake up world!
É comum vermos grandes empresas patrocinando e realizando campanhas com mensagens sociais ou de ajuda a alguma causa. Isso geralmente traz resultados excelentes, não só pela campanha em si, mas para a imagem da marca.
A marca de café Il Vizio lançou uma campanha de outdoors com diversas mensagens sociais, que são excelentemente irônicas e sarcásticas.
Criados pela agência australiana M&C Saatchi, os outdoors mostram fortes imagens em preto e branco acompanhados da assinatura: “Wake up world” e um texto matador.
Na peça do míssil sendo disparado, diz: “Lá se vão outros $20 milhões necessários para pesquisa de câncer.”
Na imagem dos carros e a casa alagada, o texto: “O Protocolo de Kyoto advertiu sobre o enorme aumento da temperatura global. Bush quer mais provas.”
E por fim, no outdoor com as crianças famintas em fila, a frase: “Cinqüenta milhões de crianças africanas estão morrendo de fome. Hey, vamos mandar outra sonda espacial para Marte.”
Um show de ironia e que mexe direto na ferida da humanidade. A campanha foi premiada com Leão de Bronze no Festival de Cannes 2004.



Wond—
A Wonderbra é uma das mais famosas marcas de soutiens do mundo.
E com o intuito de incentivar a prevenção ao cancêr de mama, a agência Grass da Malásia teve a simples e excelente idéia de fazer o que vocês podem ver no outdoor abaixo.
Uma bela demonstração do poder de marca e do design gráfico.
A peça, criada para os laboratórios Thompson, foi premiada com Leão de Ouro no Festival de Cannes 2004.

Não corra perto de escolas
Essa eu achei forte e deve ter impressionado muita gente lá na Nova Zelândia. A agência Colenso BBDO criou este flyer aí embaixo com uma impactante mensagem de segurança no trânsito.
O folheto, que foi colocado em pára-brisas de carros estacionados perto de escolas, simula uma garota que foi atropelada e estatelou a cabeça no vidro do veículo.
O título diz: “Não corra perto de escolas.”
A peça ganhou Leão de Ouro no Festival de Cannes 2004 na categoria Press&Outdoor.

60 anos do Dia D
Todas as guerras que aconteceram desde que o homem é homem mudaram os rumos do mundo. Se você pesquisar sobre qualquer conflito entre povos, vai ver que se o resultado final tivesse sido outro, nossas vidas hoje poderiam ser completamente diferentes.
Um dos maiores exemplos: a Guerra de Tróia. Uma disputa que pôs fim ao mundo como os povos antigos o conheceram por milênios e deu origem ao mundo no qual vivemos. A semente das idéias que formaram nossa civilização vem de lá, a filosofia grega, o judaísmo e o cristianismo, a noção de democracia, a valorização do indivíduo. Enfim, toda a cultura ocidental.
Mas não é preciso ir tão longe para falar de guerras que mudaram o mundo. Se formos pensar em medida de tempo, podemos dizer que a Segunda Guerra Mundial aconteceu ontem. Uma carnificina que também foi decisiva para que o planeta se transformasse no que é hoje, e uma guerra ainda viva na memória de muita gente.
Hoje, dia 6 de Junho, completam-se 60 anos do que podemos considerar o dia mais importante de todos os dias do século XX. Mundialmente conhecido na história como o “Dia D” , a data marcou o início da derrota alemã na Segunda Guerra Mundial com a abertura do front ocidental indispensável para vitória. Centenas de veículos blindados e cerca de 10 mil aviões, 6130 navios, 156 mil soldados foram mobilizados na ocupação de 80 quilômetros da costa ao norte da França, em cinco pontos diferentes: Gold, Juno, Omaha, Sword e Utah.
O desembarque aliado na praia de Omaha, na Normandia, foi o mais difícil, onde tiveram que enfrentar uma construção da chamada “Muralha do Atlântico”, um conjunto de fortificações de concreto, bunkers, que tinham a função de proteger as defesas alemãs de um ataque de surpresa vindo do mar.
Algumas companhias e pelotões de infantaria foram desembarcados com água pela cintura, e, num esforço para salvar a vida, tiveram que jogar fora seus morteiros, bazucas e metralhadoras. Outros nem tiveram tempo de desembarcar das balsas. Muitos morrem ali mesmo, os que sobram avançam com dificuldade e muito lentamente. Foram 6 horas de operação e ao todo aconteceram 10 mil baixas do lado aliado neste primeiro lance da chamada Operação Overlord, que é considerada maior ofensiva anfíbia de guerra já ocorrida.
Quem assistiu pelo menos os 30 minutos iniciais do filme “O Resgate do Soldado Ryan” , já pode ter uma boa idéia do foi esse dia. São momentos sufocantes, carnificina pura, que o próprio Steven Spielberg recomendou só para quem tivesse estômago. Nunca um filme tinha recriado o horror da guerra desta maneira.
Mas a importância do Dia D está mais relacionada à divisão de influência na Europa no pós-guerra que propriamente à queda do Terceiro Reich. A maioria dos historiadores acredita que Hitler já estava condenado em Junho de 1944. Sem a invasão, o mais provável é que os russos vencessem sozinhos, abrindo caminho para uma Europa comunista.
E da mesma forma que hoje você lembra do significado de um dia 11 de Setembro, e continuará lembrando até o fim da sua vida, o Dia D continuará sendo contado como o dia mais importante do século XX.
Bom, mas sei que se você leu até aqui, deve estar se perguntando: “Legal, mas este não é um site que fala de publicidade?”. É sim, e eu não esqueci dela. Muita gente desconhece, mas essa data histórica tem um museu só pra ela. É o Museu Nacional do Dia D situado em New Orleans nos Estados Unidos.
Procurando despertar interesse e a consciência das pessoas para o museu, a agência americana Hill Holliday desenvolveu uma excelente campanha. Utilizando manchetes poderosas e fotos históricas do acervo do museu, os anúncios pintam um quadro vívido dos horrores enfrentados naquele 6 de Junho de 1944.
São imagens que evocam todo o drama e nos fazem refletir sobre o Dia D, relacionando os acontecimentos com o nosso cotidiano.
Os títulos das peças, na ordem em que são exibidas abaixo, dizem:
“Às 6:30 de 6 de junho, 1944, os homens do 116º descobriram que o inferno tinha coordenadas.”
“Após 4 horas nos barcos, a primeira vítima da guerra foi o café da manhã.”
“No fim do dia, a correria não era por causa de uma panela esquecida no fogo.”
“Quando um avião caiu naquela manhã, você não precisou da caixa preta para lhe dizer o por quê.”
A campanha ganhou Ouro no Festival Internacional de Londres 2001 e Ouro no Clio Awards 2001. E mais importante do que os prêmios, a visitação ao museu aumentou em 25%.




Aos olhos de um médico
Anúncios com uma direção de arte espledorosa e um conceito claro e impactante, o que mais podemos querer de uma peça publicitária?
Esta série de quatro anúncios criados pela Publicis Salles Norton para a associação Médicos Solidários, no meu ver, faz justamente isso. Alia uma excelente idéia com um lindo visual.
Médicos Solidários é uma instituição sem fins lucrativos formada por profissionais que atendem pessoas que não podem pagar por uma consulta. O objetivo da campanha é justamente pedir doações, para que eles possam continuar disponibilizando esse serviço.
Para isso, as peças mostram desenhos da musculatura humana ou do sistema sanguíneo, como aqueles cartazes científicos tão comuns em aulas de anatomia. Porém, os personagens dos desenhos estão em situações muito comuns do cotidiano, como um engraxate lustrando o sapato de algum executivo, um mendigo recebendo esmola, um faxineiro limpando o chão e alguém sendo servido por um garçom.
São figuras que demonstram a distinção social, a diferença de classes, mas que, quando vistas pela medicina, são seres humanos completamente iguais. O título de todos os anúncios diz: “Aos olhos de um Médico Solidário, as pessoas são iguais.”
A arte que imita papel antigo se encaixa perfeitamente, adequando todo o conceito no anúncio e dando a carga dramática necessária a esse tipo de ação.
A campanha foi premiada com Ouro no 29º Anuário do Clube de Criação de São Paulo, que será lançado no final deste ano.




Dia Internacional de Combate ao Fumo
Hoje, 31 de Maio, é o Dia Internacional de Combate ao Fumo. E logicamente, nada melhor para o post de hoje do que um anúncio de oportunidade.
Criado pela agência carioca Elipse, esta peça para o jornal O Dia traz um sensacional trabalho de imagem. Mostrando dois cigarros acessos, em clara referência ao World Trade Center, o texto diz: “O cigarro mata centenas de vezes mais do que o terrorismo.”
E olhando este anúncio, eu paro para pensar como uma imagem dessa pode carregar todo o peso de um acontecimento trágico na nossa geração. Pense bem, se fosse há 3 anos atrás, essa foto não significaria absolutamente nada. Acontece o mesmo com essa excelente peça do Discovery Channel, já publicada aqui no Brainstorm #9.
Isso, mais uma vez, mostra como a publicidade pode utilizar do conhecimento popular, dos fatos históricos e de imagens que estão cabeça de todo mundo para passar uma idéia.
A criação é de João Roberto, Raul Santa Helena, Evandro “Barba” Melo com direção de criação de Felicio Torres e fotografia de Kaike.














