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| UPDATE: Tentaram sumir com o comercial do mapa, mas já que é impossível, colocaram no ar novamente. Veja aqui.
Será que o comercial da Apple com Eminem foi tirado do ar porque é um plágio? Se for, a culpa seria da agência que criou, provavelmente a TBWA? Ninguém sabe, mas a similaridade do anúncio banido da Apple com um comercial de 2001 da marca de calçados Lugz é impressionante.
Muitos dizem que é apenas coincidência, já que o estilo adotado no anúncio com Eminem é uma evolução natural da antiga campanha com sombras. Mas, muitos outros também acusam de plágio descarado.
Claro que um gradiente estilo pôr-do-sol não tem dono, mas um gradiente específico que vai do amarelo para o laranja com um fundo urbano em 3D que mostra elementos em grafite voando por todos os lados e uma sombra que dança hip-hop, aí acho que é um caso pra se pensar.
O anúncio da Lugz você pode ver aqui. Clique em “Archive”, depois em “Lugz” e então em “01″. Assista, analise e dê sua opinião aqui no site.
Foi plágio ou apenas coincidência?
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Apple e o comercial com Eminem
| UPDATE: Tentaram sumir com o comercial do mapa, mas já que é impossível, colocaram no ar novamente. Veja aqui.
Na última quarta-feira, em seu evento “One More Thing…”, Steve Jobs revelou a quinta geração de iPods, que nada mais é do que o lendário mp3 player com vídeo, tela de 2,5 polegadas e capacidade de armazenar até 150 horas de video.
Na mesma ocasião também revelou a nova campanha para anunciar o iPod e o player iTunes, mais uma vez baseada em silhuetas. Mas agora as sombras ganharam dinamismo e novas dimensões, nada daquelas formas pretas achatadas que se limitavam a dançar num fundo de cor sólida. (idéia que a Skol copiou solenemente aqui no Brasil).
Incluindo peças impressas e outdoors com uma estética de arte urbana, o destaque mesmo ficou para o anúncio com Eminem, onde sua sombra canta “Lose Yourself” em meio a fundos com imagens e belíssimos efeitos de graffiti. É um comercial de duas vias, pois anuncia iPod e a coletânea chamada “Curtain Call” que será lançada pelo rapper em Dezembro.
E poucas horas depois de mostrar o vídeo, ele já estava disponível para download no site da Apple. Mas…não durou muito tempo. O comercial foi retirado do site. O motivo? Nínguem sabe.
O que se especula é que o comercial, que deveria começar a ser veiculado no próximo mês, vá para a gaveta e nunca coloque a cara na rua. Outras teorias dizem que a Apple voltou atrás em relação a um iPod com vídeo ou que o álbum do Eminem não estará nas lojas no prazo prometido.
De qualquer maneira, os arquivos do comercial continuam nos servidores da Apple e muita gente está fazendo a festa. Prova de que, quando alguém na internet quer, nínguem segura.
Faça o download do vídeo em formato .mov, em dois tamanhos diferentes: (é necessário o QuickTime 7 para visualização).
| 640×480 (8.75 MB)
| 480×360 (6.95 MB)
Se você não liga para qualidade e nem tamanho do vídeo, pode assistir aqui com alguma versão mais antiga do QuickTime.
Abaixo, uma amostra de mídia externa:
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Apple | Think Different
Publicitários precisam anunciar um produto, ou seja, eles precisam falar com os consumidores, comunicar algo que possa ser pertinente na vida de alguém. Telemarketing? Esqueça, as pessoas tem identificador de chamadas e nenhuma paciência para atendentes chatos.
Internet? Com a difusão de programas que bloqueiam spam e janelas pop-up, sem chance. Rádio? Já é possível instalar no carro e em casa, rádio via satélite livre de comerciais. Televisão? Com o advento dos sistemas digitais, as pessoas gravam seus programas favoritos e simplesmente cortam os anúncios.
Resumindo, hoje as pessoas escolhem os comerciais que querem ver. A intrusão não funciona mais. Consumidores assim estão se tornando um enorme desafio para empresas e marqueteiros. O problema maior é que ainda são poucos os que estão sabendo adequar suas marcas a esse novo mundo.
Muitas das gigantes corporações desse planeta esperam ser ajudadas apenas por comerciais de 30 segundos. Mas as coisas mudaram. A monolítica TV e publicações de massa perderam espaço para veículos mais específicos, que falam com um público que tenha um interesse especial.
Essa fragmentação é claríssima se analisarmos a nova geração de marcas que estão invadindo nossas vidas atualmente. Amazon.com, eBay, Starbucks, Google, são apenas alguns exemplos de marcas que falam globalmente com quase nada ou nada de publicidade tradicional.
A prova disso é que muitas dessas empresas não estão presentes fisicamente em muitos países e, mesmo assim, são motivos de boca-a-boca. Quando as pessoas no Brasil falariam de Starbucks e Amazon se essas marcas comunicassem apenas com comerciais na TV nos países que operam? Elas não vendem aqui, não oferecem nada ao público brasileiro, mas ainda assim são desejadas.
O desafio hoje é saber falar com esses novos consumidores que cada vez mais tem o controle da mídia. Muitas das marcas mais desejadas hoje, ou nasceram nesse novo meio ou souberam se adaptar. Diferentes campanhas para diferentes consumidores nos mais variados tipos de mídia, tudo simultaneamente e o mais importante: criando entretenimento.
Algumas marcas trabalham de forma tão agradável suas mensagens, que os consumidores vêem isso como diversão e não como intrusão. Certamente você deve lembrar, nesse momento, de várias que falam com você dessa maneira, de marcas que você não só gosta, mas procura saber o que elas estão dizendo.
Eu escolhi uma para falar nesse post: a Apple. A empresa de Steve Jobs não só foi eleita a marca mais influente do mundo como é também um case único de marketing, um ícone. A admiração em torno da Apple é resultado de todo um histórico de inovações e revoluções, tanto dentro como fora da empresa.
Um exemplo de adaptação ao modo como as pessoas e o mundo mudam. A Apple deixou há muito tempo de ser uma fabricante de computadores, ela é um sentimento. Assim como disse o jornalista da Wired, Leander Kahney, em seu livro “The Cult Of Mac”(sem edição no Brasil), A Apple não tem consumidores, mas sim seguidores.
De modo geral, existem duas grandes rupturas na Apple, ambas marcadas por campanhas publicitárias barulhentas e históricas. Quando a IBM dominava o mercado de computadores pessoais, a Apple revolucionou lançando sua linha de Macintosh, o primeiro computador a incluir uma interface gráfica, a chamada GUI (Graphical User Interface). O lendário comercial “1984″ marcou essa primeira mudança, e é uma linha divisória não só na história da empresa como na da publicidade.
Veiculado apenas uma vez, “1984″ é considerado o melhor comercial de todos os tempos e o responsável pela instituição do intervalo do SuperBowl como um evento publicitário. Pronto, a Apple conquistou multidões, novos consumidores-seguidores, prêmios e tinha caminhos promissores pela frente.
Mas na metade dos anos 1980, a Apple contratou John Sculley, ex-executivo da Pepsi, que achou que as coisas não estavam tão bem assim. Ele afastou Steve Jobs e começou a eliminar tudo o que era ligado a ele. Tirou ainda a conta da Apple da Chiat/Day, agência responsável pelo “1984″.
Neste artigo, Washington Olivetto conta um pouco sobre isso e fala de Jay Chiat, uma das grandes estrelas da publicidade americana. Vale a pena ler.
A empresa passou por tempos turbulentos, perdia cada vez mais o mercado que havia conquistado e parecia fadada ao fim quando finalmente veio 1997. 1997 foi outro 1984 para a Apple. Quando todos os computadores não passavam de caixas bege, inexpressivas, sem nenhuma diferenciação, a Apple mudou tudo e fez o mercado inteiro se coçar para seguir suas idéias.
Steve Jobs retornara e a conta publicitária também voltará para a Chiat/Day, que agora era TBWA Chiat/Day. Era o momento de mostrar que a Apple não era apenas chips e processadores como as outras, mas sim uma marca que inspira as pessoas, que promove o pensamento. Mais do que um computador, é a integração perfeita entre hardware-software, com design consistente, elegante e atenção total aos detalhes.
Em 28 de Setembro de 1997 durante a premiere de “Toy Story”, foi apresentada a arrebatadora campanha “Think Different”. Com peças impressas, mídia externa e um comercial de 1 minuto, a campanha celebra figuras históricas que mudaram o mundo por pensarem de maneira diferente, uma homenagem a gênios criativos que nos servem de inspiração hoje.
Mais do que um comercial, “Think Different” foi um manifesto:
Here’s to the Crazy Ones.
The misfits.
The rebels.
The troublemakers.
The round pegs in the square holes.
The ones who see things differently.They’re not fond of rules.
And they have no respect for the status quo.You can praise them, disagree with them, quote them,
disbelieve them, glorify or vilify them.
About the only thing that you can’t do, is ignore them.Because they change things.
They invent. They imagine. They heal.
They explore. They create. They inspire.
They push the human race forward.Maybe they have to be crazy.
How else can you stare at an empty canvas and see a work of art?
Or, sit in silence and hear a song that hasn’t been written?
Or, gaze at a red planet and see a laboratory on wheels?We make tools for these kinds of people.
While some may see them as the crazy ones, we see genius.
Because the ones who are crazy enough to think that they can change the world,
are the ones who do.
É uma versão reduzida desse texto que o ator Richard Dreyfuss narra no anúncio para TV da campanha enquanto cenas em preto e branco aparecem, na ordem: Albert Einstein, Bob Dylan, Martin Luther King, Jr., Richard Branson, John Lennon, R. Buckminster Fuller, Thomas Edison, Muhammad Ali, Ted Turner, Maria Callas, Mahatma Gandhi, Amelia Earhart, Alfred Hitchcock, Martha Graham, Jim Henson, Frank Lloyd Wright, Picasso.
O sucesso foi enorme e começava ali o renascimento da Apple como marca. As pessoas que eram fiéis a empresa, mesmo no árduo período bege, e pareciam abandonadas foram resgatadas, levando consigo milhões de novos adeptos. Disso para iMacs, iPods, iTunes e etc, foi um pulo.
Hoje a Apple dita moda e usa as novas mídias como poucas empresas fazem. As pessoas param para escutar o que a marca diz. O sucesso da empresa não é resultado apenas de produtos revolucionários ou campanhas publicitárias, mas sim uma união das duas coisas.
Não são apenas comerciais na TV que fazem a Apple tornar-se a marca mais influente do planeta, e sim um planejamento de comunicação que fala da maneira certa nos lugares certos. Eu imagino qual seria o impacto da campanha “Think Different” se naquela época a internet fosse o que é hoje, em que as pessoas viralizam tudo o que gostam e até criam seus próprios anúncios. A eficiência da campanha seria multiplicada milhares de vezes.
A Apple é um exemplo a ser seguido nessa era em que a construção de marcas vai além da comunicação de massa. As marcas de mais sucesso nesses novos tempos não seguem as velhas regras de alcance (quanto consumidores vão ver meu anúncio) e frequência (quantas vezes esses consumidores vão ver meu anúncio), e sim procuram caminhos de fazer essas pessoas convidarem a marca para dentro de suas vidas.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MOV. O arquivo tem 10.0 MB. Ou assista abaixo:
PS2 Bubbles
Plástico bolha é viciante. 9 de cada 10 pessoas quando se deparam com um desses ficam estourando as bolhas até cansar os dedos. Impossível parar.
Playstation 2, segundo a Sony, também é viciante. Quem começa não consegue parar de jogar.
Então, juntando as duas coisas e um ponto de ônibus, a Mccann-Erickson da Malásia criou uma peça que é quase um evento.
O plástico bolha tem os desenhos do controle do Playstation 2. Logo, quem vê chega a irremediável conclusão dita acima: PS2 é viciante.
Intitulado de “Bubbles”, a peça foi premiada com Bronze no The One Show 2005 na categoria Inovação em Marketing e Bronze no Asia Pacific Advertising Festival 2005.



Clip
Esse é daqueles de dar raiva. Pois você, se tivesse a idéia logicamente, faria com apenas alguns minutos de Photoshop.
Criado pela agência Tonic Communications de Dubai no Emirádos Árabes Unidos para a linha de TVs de Plasma Wega da Sony.
Premiado com Leão de Ouro no Festival de Cannes 2005 e Ouro no The One Show 2005.

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Cannes 2005: Would you save or delete?
Das campanhas de filmes premiadas em Cannes neste ano, uma das mais inteligentes, na minha opinião, é a série criada pela Springer & Jacoby para a Olympus.
Para falar das câmeras digitais da marca, os comerciais contam com um excelente humor irônico ao brincar com os problemas mais comuns na hora de se tirar uma foto. O famoso olho vermelho, a foto que fica embaçada, fora de foco ou mal enquadrada e por aí vai.
O mais interessante, é que os tais defeitos são representados pelos próprios elementos atingidos. São quatro filmes que criam um drama em cima de cada tipo de problema e no final lhe oferece a facilidade guardar ou apagar as fotos defeituosas, assim como é numa câmera digital.
Um deles é o “Red-Eyed Baby”. Um homem chega em casa e vê no quarto uma fotografia deixada por um casal amigo de um bebê com os olhos vermelhos (aqui representada pela própria criança). Ele diz para a esposa que a foto lhe causa arrepios, ela então pega o bebê e guarda dentro do armário.
Em “Distorted Dogs”, uma mulher está no apartamento da amiga e fica perturbada com a quantidade de fotos do cachorro de estimação espalhadas pela casa. O problema é que o cão está com o nariz e olhos enormes, completamente distorcido.
Em “Cropped Tourists”, um homem prometeu enviar a um casal em férias a foto tirada deles em frente a Torre Eiffel. Mas o homem quer deletar a foto, pois os turistas saíram a cabeça cortada. No comercial, a própria imagem (pessoas sem os topos de suas cabeças) o tentam convencer a enviar a foto.
Finalmente, “Blurry Boy” mostra uma senhora chegando no apartamento da filha e se mostrando desapontada ao saber que a garota ainda guarda uma foto embaçada do ex-namorado, que aqui é representada pelo próprio rapaz. Ela conta que cometeu o mesmo erro anos atrás, ao tirar uma foto do pai da garota.
A campanha foi premiada com Leão de Ouro no Festival de Cannes 2005, e você poderá fazer o download dos filmes clicando nos links abaixo (botão direito - Salvar destino como…):
:: “Red-Eyed Baby” (4.39 MB)
:: “Distorted Dogs” (4.39 MB)
:: “Cropped Tourists” (3.29 MB)
:: “Blurry Boy” (3.30 MB)
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O Gordo e o Magro
Essa é outra campanha que sempre quis colocar aqui no Brainstorm #9, mas acabava adiando por algum motivo qualquer.
Ela não é nova, muita gente já viu, já até recebeu por e-mail. De tanto que cativou o público, acabou se tornando um viral e se espalhando pelo mundo afora.
Também pudera, é uma série de anúncios totalmente globalizada. Praticamente qualquer ser do planeta bate o olho e entende a mensagem.
Intitulada de “Gordo e o Magro”, a campanha foi criada pela Giovanni, FCB para a Samsung. Brinca com personagens clássicos da cultura pop, sempre com o mais magro permanecendo em cima do monitor.
O título diz: “Monitor TFT LC Samsung. Apenas 2 polegadas de espessura”. Simples como nunca, simpática como sempre.
A campanha foi premiada com Leão de Bronze no Festival de Cannes 2003.




Cannes 2004: Disco arranhado
As grandes potências da publicidade mundial são Inglaterra, Estados Unidos e Brasil, mais ou menos nessa ordem. São esses três países que dominam os festivais de propaganda, levam pra casa os maiores prêmios e garantem cases de sucesso.
Mas como você já ter percebido aqui no Brainstorm #9, existem peças sensacionais vindas de todos os lugares do planeta. Este que trago aqui hoje, por exemplo, foi criado pela Euro RSCG Flagship de Bangkok, na Tailândia e é um grande favorito a levar pra Ásia algum Leão no próximo Festival de Cannes.
O filme anuncia um aparelho de DVD da marca Soken, que tem como característica principal a alta tecnologia na reprodução dos discos, executando-os de forma suave e não dando margem para “pulos” ou pausas indesejáveis.

Intitulado de “Kill Bill Kill Bill”, o comercial mostra dois caras conversando num escritório. Um está contando para o outro que comprou o DVD do maravilhoso “Kill Bill” de Quentin Tarantino. Ele diz que o filme é muito excitante e começa a descrever algumas cenas. Porém, como seu aparelho de DVD não é Soken, o rapaz teve alguns probleminhas enquanto assistia.
Você vai descobrir o que é conferindo esse engraçado comercial. Excetuando-se o terrível logotipo da empresa, o anúncio é muito divertido e com certeza rende boas risadas.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 3.83 MB.
A peça levou Ouro no AP AdFest (Festival de Publicidade da Ásia-Pacífico) e como eu disse, é um dos favoritos a levar algum prêmio também em Cannes, que começou no domingo e vai até o dia 26.




































