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Arquivo para a categoria ‘ICA’



ICA | Pasquale

Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006 | 18:45

De tempos em tempos, trago a tona aqui no Brainstorm #9 a velha discussão de como comunicar varejo. É óbvio que existem clientes e clientes, consumidores e consumidores, mas existem provas de sucesso de que não é preciso ser chato e repetitivo na hora de anunciar produtos e preços.

O exemplo mais famoso vem da Suécia, do supermercado ICA, com o excelente comercial “The Banana” que publiquei aqui em abril do ano passado. Recentemente, a ICA resolveu repetir a dose e mais uma vez conseguiu unir varejo com “conteúdo”, anunciando preço ao mesmo tempo que leva entretenimento ao seu público.

A agência King criou nada menos que uma série de TV em forma de anúncios de 45 segundos, com um novo episódio sendo exibido a cada semana. A série mostra o cotidiano dos funcionários da rede de supermercados, incluindo um sujeito chamado Pasquale, especialista em etiquetar os preços nos produtos.

Uma campanha auto-referencial que, além de anunciar ofertas com entretenimento evitando tornar-se paisagem para o espectador, tinha o grande potencial de gerar um sentimento de expectativa nas pessoas, curiosas em saber o próximo capítulo da história. Prova de que ainda é possível inovar na mídia tradicional.

Abaixo você pode assistir três episódios da campanha, que foi premiada no Epica 2006.

| Episode 178

| Episode 180

| Episode 182

Categorias/Tags: Alimentos, ICA, TV/Film
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| Hoje no Passado |

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A banana do varejão

Quarta-feira, 20 de Abril de 2005 | 1:21

Uma discussão que acalora qualquer ânimo entre publicitários e profissionais de comunicação é: conceitual x varejo. Quando podemos apenas criar uma imagem sem argumento de venda? Quando devemos ser agressivos e estampar o preço e telefone em letras garrafais?

Quem cria, quer um anúncio conceitual e que desafie o consumidor. Quem vende, quer preço, quer resultado. Uma campanha da BMW como essa aí no post abaixo é execrada por muitos. “Que absurdo! Um anúncio que não mostra o produto”. Por outros, é adorada. Que maravilha! Que idéia inteligente e que valor agrega a marca.”

Afinal, quem tem razão? Acho que os dois, mas em momentos diferentes. Tem hora que é preciso ser conceitual, e tem outra que é preciso colocar o preço sim. Depende do cliente, depende do produto, depende do objetivo. Nada é engessado.

Convenhamos, a BMW não quer recall e não que você veja o anúncio dela e saia correndo até a próxima concessionária pra comprar. A peça publicitária vai muito além disso, transcende o impulso de comprar.

Nenhum ser humano com pelo menos um dos olhos funcionando diria: “Poxa, que anúncio legal, vou comprar uma BMW”. Ninguém compra porque o anúncio é bonito e/ou inteligente. Compra porque, durante anos e anos, foi criada uma imagem de marca, um trabalho de comunicação, uma relação de amor e respeito entre empresa x pessoa.

Quer um exemplo? Determinado sujeito pode ver um produto pelo preço mais em conta na Loja Y. Mas se a Loja X cobra um pouco mais caro, mas o consumidor tem identificação maior com ela, certamente vai preferir a Loja X.

Um tênis, outro exemplo. Marca B custa bem mais barato, mas que chatice, ela não parece amar tanto o esporte e ser tão moderna e descolada quanto a marca A. Já sei, vou economizar dinheiro esse mês, e aí sim compro a marca A.

Se eu for ficar aqui falando disso, levarei uma eternidade e nem tenho a pretensão de esgotar o assunto ou ser dono da verdade absoluta. A questão é que enrolei tudo isso para mostrar que existem situações e situações. E também trouxe um exemplo para provar que o varejão não precisa ser tosco com “explosão de ofertas” ou “quer pagar quanto”.

A ICA é uma rede de supermercados na Suécia que, um belo dia, resolveu anunciar seus produtos sem um garoto-propaganda estúpido que repete preços e bordões como se falasse com uma criança de 4 anos. Para isso, ela contratou uma agência, também sueca, chamada King.

O que os criativos da King fizeram foi bem simples. Criaram uma pequena história de um funcionário atrapalhado que escorrega e começa derrubar tudo o que tem pela frente ao som de “Danúbio Azul”, de Johann Strauss II. No meio dessa ópera do caos, imagens e preços dos produtos vão aparecendo. E, o mais importante, sem fazer o espectador mudar de canal.

Aqui acontece o contrário. Ao invés de você correr para o controle remoto e ver o que está passando na emissora vizinha, fica interessado e entretido com a lambança do sujeito. Lembram do que eu falei de competir com os programas de TV? Divertir o espectador? De que publicidade tem que ser entretenimento? É isso.

Com vocês, “The Banana”. Comercial premiado com Ouro no SAAwards 2005 - Scandinavian Advertising Awards. Um jeito inteligente e divertido de se fazer varejo.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 3.61 MB.

Categorias/Tags: Diversos, ICA, TV/Film
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