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A desmistificação da propaganda
Acho incrível essa gente que insiste em discutir a ética na publicidade, e o pior, grande parte desta gente está dentro da própria publicidade. Estou tocando neste assunto tão polêmico, porque dias atrás numa lista de discussão alguém criticou a nova campanha da Coca-Cola, falando inclusive em boicote as empresas americanas, chegando a dizer que a publicidade denigre a sociedade e blábláblá…
Detesto aquela balela dirigida ao grande público de que: “a propaganda é feita para ajudar você a viver melhor”. Como disse Roberto Menna Barreto já na década de 1980, isso é uma conversa fiada que poucos homens de criação, realmente competentes reconhecem como verdadeira.
A propaganda só ajuda os “donos” da propaganda a viverem melhor (anunciantes, agências e veículos), nínguem mais. E o que há de absurdo nisso?
Nós vivemos num determinado sistema econômico, político e cultural, que é o de economia de mercado. Se ele é bom ou mau, cabe a cada um julgar. Agora, o que todos concordarão sem dificuldades, é que todas as atividades e profissões dentro desse sistema estão condicionadas por ele. A engenharia, a medicina, o jornalismo, a religião e tantas outras…
Somente a propaganda comercial não está condicionada pelo sistema. Ela é o sistema! E o é abertamente, confessamente, como matéria paga.
Sendo mais claro, a publicidade está abertamente dizendo a todos, que veio apenas para ganhar dinheiro, dar lucros, sem maiores pretensões humanitárias. A função da propaganda é vender, fazer circular mercadorias. Que escândalo há nisso?
As pessoas precisam colocar de uma vez por todas na cabeça, que a propaganda não esta aí pensando em ajudar você. Se a Coca-Cola gastou milhões em um único anúncio de televisão ou revista, é preciso ter convicção de que aquilo - abertamente, caracterizadamente - não foi feito com a intenção de matar a sede de nínguem. Tudo foi criado única e exclusivamente para fazer você abrir a tampinha da garrafa, e assim, gerar dividendos para a empresa.
Portanto, não adianta viver na lenda de que a Coca-Cola Company, ou qualquer outra grande multinacional, veio para o Brasil antes de tudo para ajudar a nos transformar em potência e, em segundo lugar, para proporcionar a todo brasileiro o melhor acompanhamento possível para seus pratos típicos, como um Big Mac ou uma Pizza Hut.
Chega de insistir no caráter “benemérito” da propaganda.
| Hoje no Passado |
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It’s War Time
Quando postei sobre a guerra, me declarando ser a favor dela, já sabia que choveriam comentários a respeito. A única coisa que não imaginei é que as pessoas que se dizem pregadoras da paz, fossem partir para a agressão gratuita.
Ao invés de argumentos, preferem xingar e não são capazes de aceitar uma opinião diferente da delas. Que hipócrita não? Aonde está a paz?
Gostaria de deixar bem claro que não sou americanista, nem a favor de Bush, nem a favor de nínguem, simplesmente sou a favor de uma vida digna para o povo iraquiano. E para que isso aconteça, apenas com a saída (ou morte, como queiram) de Saddam Hussein. Ele que é um ditador sanguinário e inescrupuloso (seus filhos são ainda piores), faz seu povo passar fome e mata aqueles que ousam falar alguma coisa contra.
Você usa internet é? Faz protesto quando não gosta de alguma coisa? Faz greve? Então vai fazer isso lá no Iraque pra ver o que acontece.
Enquanto ele e sua família moram em palácios suntuosos, com animais de estimação e tapetes felpudos, as crianças procuram comida no meio do lixo, vivem na lama. Aposto que muito iraquiano está dando graças a Deus que essa guerra esteja ocorrendo, só isso explica o fato de muitos deles terem atirado pedras e até dado chineladas em retratos e quadros de Saddam espalhados pelo país.
É muito fácil pregar a paz quando se vive um cotidiano aceitável, ao contrário do povo iraquiano, que vive subjulgado a Idade Média.
Acho que os protestos deveriam acontecer mesmo depois da guerra. A briga tem que ser para que o Iraque pós-Saddam, seja entregue única e exclusivamente aos iraquianos. E os outros países que limitem a dar ajuda financeira e humanitária para a reconstrução.
Concordo que os EUA não tem o direito de invadir o que quiserem, eles não são os donos do mundo. Porém, tenho que admitir que eles são o único país que tem condições de financiar uma guerra como essa. Também não acho que os EUA são bonzinhos, e foram lá para ajudar o povo sofrido. Claro que eles tem seus interesses, mas já que estão lá, que armaram tudo isso, que façam alguma coisa útil para tirar a população da miséria.
Portanto, chega desse discurso panfletário ultra-nacionalista, um dos sentimentos mais medíocres que existem. Muita gente fala como se o mundo fosse apenas terras divididas em fronteiras imaginárias, onde cada um se vira como pode e passa o tempo brigando como vizinhos descontentes com o barulho alheio.
Quando McLuhan falou da aldeia global, talvez ele tenha esquecido desse pensamento mesquinho do povo, que só sabe viver com as divisões políticas decididas por generais engomados que ficam atrás de uma mesa. Tudo como se fosse: oriente x ocidente, solteiros x casados, camisas x sem-camisas.
Por isso, carrego comigo a frase do imortal Raulzito: “Porque longe das cercas embadeiradas que separam quintais, no cume calmo do meu olho que vê assenta a sombra sonora de um disco voador.”
Ginecologista psicodélico

Você que sempre quis se tornar um ginecologista, mas desistiu pois descobriu que vai ser como um entregador de pizza: “põe a mão, sente o cheiro, mas nunca pode comer”, agora vai poder ter um novo ponto de vista.
O designer carioca (mas que agora vai virar paulista) Diego Zambrano, resolveu “photoshopar” o mulheril dentro de um caleidoscópio. Trata-se do Vaginoscópio, uma experiência totalmente surreal, que um ginecologista só tem depois de fumar umas ou engolir um LSD.
Isso é o que o trabalho de sol a sol está fazendo com a cabeça do Diego. Ele que escolheu a carreira de designer e agora precisa trabalhar das 7 da manhã até a hora que Deus, ou melhor, o diretor de criação mandar, usa o tempo vago para praticar experimentações.
Aproveitando o ensejo:
caleidoscópio . [De cal(i)- + -id(o)- + -scópio.] S. m. 1. Pequeno instrumento cilíndrico, em cujo fundo há fragmentos móveis de vidro colorido, os quais, ao refletirem-se sobre um jogo de espelhos angulares dispostos longitudinalmente, produzem um número infinito de combinações de imagens de cores variegadas. 2. Fig. Sucessão rápida e cambiante (de impressões, de sensações).
Guerreiros do Capacete Furado
A revista Veja desta semana, traz como reportagem de capa algo que todos já sabiam, mas que os manda-chuvas iraquianos insistem em dizer o contrário. Isso ainda serve para aqueles que cogitam uma derrota da Coalizão nesta guerra, algo que qualquer ser mais inteligente já sabe que é impossível.
Não sou americanista, e nem vou colocar aqui a minha opinião sobre a guerra (sim, sou a favor e não vou entrar no mérito da questão), apenas reportarei os fatos. A realidade é que a Tropa de Elite de Saddam, a melhor do Iraque, não passa de um exército de maltrapilhos. Os soldados dispõem de pouca munição e usam capacetes furados de plástico presos com um pedaço de pano velho.
Os soldados americanos contam com óculos de visão noturna e um fuzil de assalto equipado com mira a laser e lançador de granada. O colete à prova de balas, feito de kevlar e reforçado com placa de cerâmica, protege o soldado dos projéteis de fuzis. A arma dos iraquianos é o fuzil russo AK-47, mais velho que andar pra frente.

Isso tudo se reverte no campo de batalha. A intervenção americana no Sudeste Asiático durou dez anos. No Iraque, os atacantes precisaram de apenas duas semanas para chegar a Bagdá. É uma velocidade espetacular, como poucas vezes se viu na história militar. Em 1940, os alemães levaram 44 dias para obter a rendição da França, e isso foi chamado de “guerra-relâmpago”.
Sou a favor da saída (assassinato) de Saddam e não dos EUA, mas temos que reconhecer que atualmente poucos tem como combater a superioridade da maior potência militar do mundo.
Ai, ai…que tédio

Mais um Campeonato Paulista pra fatura, isso já está ficando monótono. Eles poderiam arrumar uns adversários melhores para o Corinthians no ano que vem, ou talvez deveriam declarar o Timão como hours concours e deixar que os times pequenos disputem o campeonato sozinhos….hehehe
Tô cansado de comemorar títulos, ai…ai…
A Guerra Bilionária
Nunca fiz uma charge na vida, aliás, mal sei desenhar. O que acharam desta primeira tentativa?

Trabalhos vencedores do Art Directors chegam ao Brasil
A Panamericana - Escola de Arte e Design e a Folha de S. Paulo promovem a partir do dia 20 de março a exposição dos trabalhos vencedores da 81ª edição do Festival Internacional The Art Directors Club NY.
A mostra reúne 122 trabalhos publicitários internacionais, divididos nas duas unidades da escola, na Rua Groenlândia e Avenida Angélica. Entre as peças, 88 são impressas e 34 filmes. Dezoito delas foram premiadas com Ouro, 57 com prata e 106 com os Distinctive Merits. Sete agências brasileiras foram premiadas na última edição do Festival. A AG2, a AlmapBBDO, a Young & Rubicam, a DPZ, a Giovanni,FCB, a Leo Burnett e a Lobo.
Dia 22 começam minhas aulas na Panamericana e já poder conferir trabalhos renomados vai ser um ótimo início.
3 horas na fila para ver 5 mil anos da China
Aproveitei o feriadão e ontem fui ver a exposição China: Guerreiros de Xi’An e os Tesouros da Cidade Proibida, que acontece na Oca do Parque do Ibirapuera. Estava lotado, a fila dava voltas e mais voltas no parque, no final das contas acabei ficando mais de 3 horas esperando. É fácil explicar o motivo de tanta gente, além do feriado, os ingressos estavam em promoção: apenas R$ 1,00.
Mas valeu a pena, a mostra é belíssima. São cerca de 450 peças, com destaque para os 11 guerreiros de Xi’An em terracota. Tudo espalhado em três andares e mais o sub-solo (onde estão os guerreiros), pra ver tudo é preciso mais ou menos umas 2 horas.
Vendo aquelas raridades ali, fica até difícil imaginar que grande parte delas existiam há mais de 5000 mil anos atrás. Vasos, esculturas, moedas, roupas, móveis e tudo mais. A parte dedicada a Cidade Proibida é impressionante, com a sala e o trono do rei montados inteirinhos na nossa frente. O setor que mostra as armaduras e roupas militares do exército chines também é fantástico, as cores das vestimentas obedecem uma ordem hierárquica.
Claro que a parte mais esperada da exposição, são os Guerreiros de Xi’An em terracota. São 11 expostos na mostra, mais 2 cavalos. É tudo em tamanho natural, cada um em posições e com feições diferentes. É impressionante o detalhismo das peças.
Recomendo, é um passeio obrigatório. A exposição vai até o dia 18 de Maio e quem for, recomendo levar um agasalho. Lá dentro da Oca faz um frio desgraçado, chegando a 18 graus.













