Arquivo para a categoria ‘Diversos’
Listas e WSJ
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Quantas listas de melhores e piores do ano você já viu nesta semana? Eu já perdi a conta. Tem os melhores filmes, os 50 melhores discos, e essa lista das melhores campanhas publicitárias escolhidas pelo Wall Street Journal. |
Vale a pena dar uma olhada na matéria do WSJ, tem link para todos os anúncios. A melhor do ano você já viu aqui, essa da Dove. Agora, só americano mesmo pra colocar este comercial imbecil da Anheuser-Busch entre os melhores.
Logo também publicarei aqui no Brain#9 minha lista de melhores do ano, não resisto a fazer isso. Não de melhores comerciais de 2005, mas dos melhores publicados aqui. Essa foi a do ano passado.. Vá preparando a sua.
| Hoje no Passado |
- 2007: Viagem a Darjeeling — Título original: The Darjeeling Limited Ano: 2007 Estréia: 29.09.2007 (EUA) | 23.11.2007 (Brasil) Estúdio: Fox Searchlight Pictures Elenco: Bill Murray, Owen Wilson, Natalie Portman, [...]
- 2006: Monges destróem outdoor de “O Código da Vinci” — Em São Paulo, monges destróem outdoor que divulga DVD de “O Código da Vinci”. E a paranóia: reação espontânea ou uma [...]
- 2006: Buscapé | Aeroporto — Com a crise aérea que assola o Brasil, nada melhor que ações de marketing para nos distrair enquanto se passa [...]
- 2005: X de posição — Lembram dessa campanha, para publicitário entender, do estúdio Julian Wolkenstein Photography? Essa é uma espécie de continuação dela, também criada pela [...]
- 2004: A Fantástica Fábrica de Tim Burton — Faz tempo que não falo de cinema aqui no Brain#9. Assisti “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã” e [...]
Porque o Brain#9 sai do ar?
Desde que esse blog se rebelou, saiu do Blogger e resolveu ter sua própria casa, que ele sofre com problemas de consumo de banda.
Todo mês o site fecha com a banda no limite, mas desta vez, só na primeira quinzena de Dezembro, o Brainstorm #9 teve mais visitas do que durante todo o mês de Novembro, sendo que em Novembro a visitação já havia sido muito acima da média.
Então por isso o site fica fora do ar. Estoura o limite de banda. O Cristiano do Vilago tem sido paciente, aguentando minha encheção de saco e sempre dando mais uma palhinha pro Brain#9.
Mas se sair do ar de novo, acho que o site só volta mês que vem (ano que vem, pra não perder a piada). Portanto, se o Brain#9 estiver fora do ar, não desista, ele volta logo.
Obrigado!
Brasil, mau humor e publicidade
Antes do post de hoje, gostaria de explicar melhor o que disse ontem. Algumas pessoas entenderam errado ou eu me expressei mal.
Eu sou apaixonado pela publicidade brasileira, e a admiro assim como o mundo todo faz. Depois de Inglaterra e EUA, somos o melhor país do planeta para se trabalhar com propaganda (apesar de que muitos países vêem surpreendendo nos últimos anos, como Nova Zelândia, Austrália e Argentina, só para citar alguns).
Porém, ao contrário de outros mercados, o Brasil está atrasado em adaptar sua comunicação para o novo consumidor que está surgindo. A maior parte das agências sabe disso, mas encontram dificuldade para conseguir clientes que banquem idéias ousadas.
Não é surpresa que os comerciais brasileiros que fazem mais sucesso nem sequer chegam a ser veiculados na TV. Claro que existem marcas e marcas, consumidores e consumidores. Mas muitas marcas hoje em dia mereciam um tratamento melhor do que a mesmice que vemos diariamente nas campanhas publicitárias. E é obrigação nossa reeducarmos esses clientes.
A internet não vai acabar com as outras mídias, mas a internet modifica drasticamente a forma como as pessoas consomem outras mídias. O Brasil é o recordista mundial em tempo de acesso a internet. Em média, cada usuário navegou cerca de 18 horas e 42 minutos durante o último mês de outubro. Isso significa alguma coisa.
O caso Panamericana foi difícil de engolir, como publicitário, como defensor de boas idéias e como consumidor. Isso me lembra uma palestra, em 2004, do Jonathan Harries, vice-presidente executivo e diretor mundial de criação da FCB Chicago.
Na época, Jonathan disse que o conservadorismo e a obsessão por ataques terroristas estavam tornando os americanos muito ranzinzas e mau-humorados, já que se ofendem com tudo, desde o peito da Janet Jackson até o peido do cavalo no comercial da Budweiser. E que isso estaria resultando numa comunicação chata. Segundo ele, o mau-humor dos americanos é um passo pra trás na publicidade.
Espero que isso não afete também os brasileiros, pois uma das virtudes que sempre vendemos por aí, é nossa capacidade de se divertir com nós mesmos e rirmos até nas piores situações.
Saleiro
Quem faz um portfolio sempre quer colocar um anúncio engraçadinho de camisinha no meio. O difícil é ser original.
Essa antiga peça da Durex criada pela McCann é um um show de simplicidade. Adaptando coisas comuns no nosso cotidiano para criar uma mensagem.

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Ad Conceptor

Agora você não precisa mais quebrar a cabeça tentando agradar seu diretor de criação e cliente, muito menos passar madrugadas regadas a pizza. Com o gerador de conceitos você terá aquela “sensacional” idéia para sua campanha em segundos.
Basta selecionar o produto, o tom do comercial e o público-alvo. Pronto. Ouça atentamente a explicação e crie agora mesmo sua maravilhosa campanha com aqueles conceitos genéricos que todo mundo adora.
Lobos da mídia
Esses dias tivemos aqui no site toda aquela velha discussão de sempre entre jornalistas e publicitários, tudo por conta do texto do Millor e depois da resposta do Cássio Zanatta da AlmapBBDO.
Não tenho intenção de dizer quem está certo ou errado, nem vou ficar aqui defendendo a publicidade. Acho essa discussão toda uma bobagem, desde a época da faculdade. Mas acredito que cabe uma reflexão sobre o episódio ocorrido na quarta-feira com o avião da JetBlue, mesmo sabendo que postando isso já estarei colaborando com a rixa.
Como bem disse o Zanatta em seu texto, o poder de um jornalista é muito maior que o de um publicitário. Comercial nenhum no mundo causaria tanto terror quanto as redes de TV causaram nos passageiros do vôo 292 da Jetblue. Um episódio que me lembrou o filme “O Quarto Poder” do diretor Costa-Gavras, onde uma situação de tensão é transformada em um circo da mídia.
Nenhum jornalista quis dizer para não acabar com o drama, mas como revelou o piloto Scott Burke, pousar um avião nesse estado é relativamente simples. Mesmo descer sem roda nenhuma é algo a que se pode sobreviver.
Zachary Mastoon, um dos passageiros desse vôo que ia de Burbank a Nova York, contou que a tripulação informou a todos que o problema não era tão grave, mas que o cenário de “o-pior-pode-acontecer” exibido pelas TVs era aterrorizante e sádico para quem estava lá dentro.
A JetBlue, que oferece 36 canais de TV via satélite durante seus vôos, diz não ter planos de desligar o sistema durante emergências e que prefere respeitar o direito de escolha de cada um.
Mas acompanhar o terror criado pelos repórteres, que monitoravam o avião sobrevoando Los Angeles para queimar combustível, talvez possa ser considerado masoquismo. O pouso foi perfeito. No ar, o piloto estava tão calmo que se preocupava mais com a mídia do que com cometer um erro fatal.
“Quero que os lobos da mídia fiquem longe de mim”, disse à torre de controle.
Ficam as perguntas. Será que as companhias aéreas deveriam desligar o sistema de TV durante emergências? Será que os jornalistas deveriam criar cenários apocalípticos em situações relativamente simples?
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Nike vs. Adidas nos campos de futebol
Quem acha que patrocínio se resume a mera exposição de marca, precisa saber o que as duas grandes grifes do esporte mundial andam fazendo.
Eu imaginava que existia algo do tipo, mas não tanto. Nike e Adidas patrocinam tantos clubes rivais que, logicamente, não pode ser coincidência. Uma logomarca no canto direito da camisa pode significar muito mais do que parece.
Leia na Folha a matéria “Disputa entre gigantes Adidas e Nike chega aos clubes de São Paulo”. Para mim foi surpreendente.
Briga das boas. Mas em São Paulo, eu sou muito mais a Nike. ![]()
Millor e a publicidade
Na edição de 21 de agosto, o Estado de S.Paulo trouxe no caderno “Aliás” uma entrevista com Millor Fernandes.
Millor disse não ter respeito pela publicidade: “Não é por acaso. O jornalismo é uma profissão cujo objetivo ‘filosófico’ é trazer à tona coisas que as pessoas não sabem. Tem um compromisso com a verdade. Agora, qual o objetivo ‘filosófico’ da publicidade? A mentira. É mentir sobre o sabonete, a maionese, a margarina, o político.”
“Os caras ficam aí se gabando de que sabem fazer slogans e passam anos para criar coisas como ‘Coca-Cola é isso aí’. De quantos slogans precisam? Faço dez agora.”
Cássio Zanatta, diretor de criação da AlmapBBDO, respondeu a essas palavras nesse artigo publicado no CCSP. Vale a pena.












