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Titanium Lions: Design Barcode
O Leão de Titanium, desde que foi criado em 2003, tornou-se o mais desejado e disputado do Festival de Cannes. A intenção é premiar com Titanium projetos ousados, inovadores e integrados, ou seja, que sigam a tal convergência das mídias que está se tornando obrigatória para qualquer comunicação eficiente.
Quem praticamente obrigou o jurí de Cannes a criar o Leão de Titanium, foi o famoso e já clássico projeto BMW Films. Para quem não se lembra, era aquela série de filmes feitos por famosos diretores de cinema, como Ridley Scott, John Frankenheimer, Ang Lee e John Woo, onde um modelo da BMW sempre fazia parte da história.
A proposta da montadora não se enquadrava em nenhuma das categorias tradicionais do festival, pois como todos os filmes ultrapassavam os 60 segundos, a BMW decidiu usar todos os meios de comunicação para convidar o consumidor a assistí-los na internet, criando aí a tal convergência.
No último sábado, 24 de junho, a edição de 2006 do festival deu o Titanium Lions ao case japonês “Design Barcode” , ou seja, design no código de barras.
A idéia é aproveitar o tedioso e antiquado espaço do código de barras, geralmente escondido nas embalagens do produto, para transformá-lo numa nova mídia, com inúmeras possibilidades e formas.
É uma proposta que por si só já mereceria um Leão. Mas, para divulgar a idéia, os designers japoneses lançaram um livro chamado “The Barcode Revolution”, trazendo 200 maneiras diferentes de se aproveitar o código de barras. A publicação causou um furor na mídia e obteve publicidade espontânea em diversas redes de TV, jornais, revistas, internet e rádio.
Sem gastar quase nada em propaganda, a Design Barcode hoje atende 15 empresas que compraram a idéia. Calculam terem gerado 1 milhão de dólares em publicidade gratuita.
Apenas três cases estiveram entre os finalistas do Leão de Titanium e, surpreendentemente, o design sobrepujou a propaganda em um festival de…propaganda.
| UPDATE: Um leitor do blog, que não se identificou, apontou esse estúdio de Berlim que desenvolveu a mesma proposta. Segundo ele, fazem isso há alguns anos. Será que um copiou o outro?
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Rossi Residencial
Visando chamar atenção para o seu novo empreendimento em Porto Alegre, a Rossi Residencial colocou “pessoas” tentando ver o que tem do outro lado do muro.
Uma maneira inusitada e barata de surpreender quem passa na rua. Melhor ainda nessa categoria, que geralmente carece de boas idéias.
A foto foi tirada e enviada pela Laura Lopes. Está também no Flickr dela. Valeu Laura!

Chuta Que É Macumba
A Copa do Mundo está chegando e, com certeza, precisaremos de dicas e mandingas para “amarrar” adversários nos dias de jogos. No Chuta Que É Macumba tem alguns itens essenciais para esses trabalhos, como velas, farofa e pinga.
Além disso, algumas camisetas bem bacanas com diversas cores e temas, como a Galinha Preta (mascote do site), o Frango (para fechar a goleira) e os Carrascos (com ilustrações de Paolo Rossi, Platini, Maradona, Caniggia e Zidane). Olha lá.
Só podia ser coisa de publicitário.
Ciclorama Cancelado
Atenção para um aviso importante:
Devido aos acontecimentos em São Paulo, que infelizmente só pioram, o
Ciclorama, que anunciei aqui semana passada, foi cancelado.
Não há previsão para nova data.
Comércio fecha as portas e toque de recolher às 20h. Ou seja, SP Burning…
Tudo sob controle
Pausa para um comentário off-topic:
Eu sai de casa hoje de manhã e fiquei preocupado. Eram 5 da manhã, precisava chegar bem cedo na agência. Pego um táxi. Dentro do carro, parado no semáforo, vejo um ônibus atravessar a avenida, vazio, parecia dirigido por um fantasma. De repente, um estouro e o ônibus se incendeia.
Passo em frente a um banco, bombeiros já indo embora. O taxista me diz que o banco foi atacado com coquetéis molotov. Tudo isso perto de casa, fico mais preocupado.
Por um momento pensei que tivesse dormido em São Paulo e acordado em Bagdá. Mas aí chego no trabalho e leio no jornal: “governador diz que está tudo ’sob controle’”. Ah, que ótimo, estou no Brasil mesmo.
Inside Crispin Porter + Bogusky
Hoje em dia, qualquer empresa que pensa em encomendar uma campanha publicitária para sua marca diz: “Quero uma campanha estilo Crispin Porter + Bogusky!”
Quer entender porque? Leia a matéria de capa da Business Week dessa semana: The Craziest Ad Guys In America.
Fala da filosofia de trabalho da agência, campanhas famosas e como eles pretendem mudar a cara da Volkswagen, a queridinha conta conquistada em setembro do ano passado.
Diversos trabalhos da CP + B já foram publicados aqui no site. Dá uma olhada.
A Queda da Propaganda
Ao adotar um discurso xiita de que “A propaganda é o vento. As RPs são o sol”, os autores de “A Queda da Propaganda - Da mídia paga à mídia espontânea”, Al Ries e Laura Ries, perdem a oportunidade de embasar uma tese que é mais do que adequada no cenário atual, é necessidade. E ainda mais: de não se tornarem objeto de ódio dos publicitários convencionais.
Eles têm razão ao afirmar que a eficácia da propaganda diminui à medida que o volume cresce, que a propaganda não tem credibilidade e que os consumidores a encaram como “algo a ser tolerado”. Também acertam muito quando falam da importância da RP na construção de marcas.
Porém, o que defendemos atualmente não é o equilíbrio das coisas? O meio-termo? Ninguém seria louco de afirmar que os clientes devem investir 100% de sua verba de marketing apenas em mídia online e interativa, e sim que eles devem balancear o montante.
Al Ries e Laura Ries dizem a todo momento que a publicidade está morta e só a RP salva. Afirmam que só marcas conhecidas têm credibilidade diante do consumidor. Mas oras, como as marcas se tornam conhecidas afinal?
Podemos citar diversas marcas que foram construídas com quase nenhuma ou nenhuma publicidade, mas todas colocaram em prática um plano estratégico completo, um gerenciamento de marca habilidoso.
A propaganda perdeu sim a importância e eficácia que desfrutava antes, mas continua sendo parte importante do processo de comunicação. Acreditar que um comercial de 30 segundos na TV vai resolver o problema de sua empresa, é furada, mas também pode ser furada afirmar que só RP é o remédio milagroso para seus lucros aumentarem.
Os autores mesmo afirmam quando citam um anunciante que só pensa em televisão: “Se a única ferramenta de sua caixa de ferramentas é um martelo, cada problema parece um prego” .
Ainda sim, é uma leitura válida (e que garante boas risadas), já que os Ries defendem pontos que precisam ser colocados em prática imediatamente por qualquer marca. Sem contar os inúmeros casos de campanhas que se tornaram famosíssimas, caíram no gosto popular, mas que o anunciante faliu e fechou as portas no mês seguinte.
Al Ries diz que os publicitários não ligam pra isso, o que importa é o sucesso da campanha. E define: “E foi assim. A operação publicitária foi um sucesso, mas o paciente morreu.”
notirT e Copo
Dois recados:
| O Brainstorm #9 entrou na seleção do notirT, um site colaborativo de links bacanas. Você pode votar nos melhores e enviar suas sugestões. O Brain#9 está na seção Trabalho.
| Vocês estão acompanhando os copos vermelhos aí do lado? Estão chegando algumas artes bem bacanas. Não deixe de participar também, vale viajar a vontade. Para se inspirar visite o site do copo.












