Arquivo para a categoria ‘Cinema’
Titanic 2: The Surface
Como é bom ver o poder com o consumidor, ver a mídia sendo a expressão das pessoas. Quem ainda consome mídia como antigamente, sendo que há muito mais coisa interessante sendo feita pelas pessoas na internet? Exemplo: Titanic 2: The Surface. Não dá pra viver sem assistir isso.
Impagável. E tem empresa quebrando a cabeça tentando descobrir como ter atenção das pessoas e ser tão comentada como um vídeo-montagem feito em casa. Tarefa complicada, mas conteúdo procurado pelo consumidor, e não enfiado goela abaixo dele, é o caminho.
| Hoje no Passado |
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Remember the 5th of November
Foram necessários quatro meses para 2006 ter seu primeiro filme realmente memorável. Mesmo que os fãs de quadrinhos tenham motivos de sobra para reclamar das mudanças em relação à obra original de Alan Moore, “V de Vingança” é um filme corajoso, provocativo e visualmente estonteante.
Para quem acha que um blockbuster hollywoodiano e roteiro com cérebro não podem caminhar juntos, os irmãos Wachowski provam, pela segunda vez, que entretenimento é um veículo perfeito para entregar uma mensagem.
Claro que existem alguns pontos fracos, como a ênfase no amor entre Evey e V e alguns momentos que transformam a história em um “O Fantasma da Ópera”. No mais, é irrepreensível.
A alegoria política e a maneira como cada referência no filme se encaixa com os tempos atuais, faz de “V de Vingança” uma obra que permanece na mente por muito tempo.
The Science Of Sleep
Michel Gondry é um cara que você já conhece. E quem conhece, vira fã. O diretor francês é responsável por clipes bacaníssimos do White Stripes, Chemical Brothers, Björk, etc. Gondry também dirigiu e co-roteirizou “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”.
Bom, depois de falar que o cara é responsável por um dos melhores filmes que já apareceram no planeta Terra, o que mais eu poderia dizer? Só babar o ovo, claro.
Então vou me concentrar em falar de “The Science of Sleep”, o novo filme de Michel Gondry que foi exibido no Festival de Berlim no mês passado e deve estrear nos EUA no segundo semestre.
O longa segue a mesma linha surreal dos trabalhos anteriores do diretor. Gael García Bernal (“Diários de Motocicleta”, “Má Educação”, etc) é um sujeito que desenvolve uma técnica para controlar seus sonhos e a usa para, ao menos assim, ficar com a garota pela qual se apaixonou. Mas algo não funciona e ele acaba preso entre o sonho e a realidade.
“The Science Of Sleep” vem sendo chamado de “fantasia visualmente deslumbrante”. Ainda não existe poster oficial, muito menos trailer. Mas está rolando na rede um clipe de quase 2 minutos com uma cena do filme. Vale a pena o download (.mov - 14.8 MB).
Pra variar, o filme ainda não tem data de estréia prevista para o Brasil. Se demorar muito, vamos ter que apelar…
Crash *****
Por não ter nenhum filme que eu tenha verdadeiramente ficado fascinado em 2005, não consegui formular uma lista dos melhores do ano. Porém, descobri hoje que o melhor filme de 2005 eu assisti em 2006.
“Crash” é simplesmente soberbo. Um filme daqueles que se tornam inesquecíveis e já entra facilmente no meu hall de favoritos. O fantástico “Magnólia” de P.T. Anderson ganhou um concorrente de peso, pois essa história escrita e dirigida por Paul Haggis (o mesmo roteirista de “Menina de Ouro”) é um extase emocional que suga todas as forças dos espectadores.
Existe uma infinidade de filmes sobre a natureza humana e o quanto podemos ser um poço sem fundo de preconceitos e atitudes hipócritas, mas poucos conseguem causar tamanho impacto. “Crash” é um daqueles filmes raros, que só surgem de tempos em tempos e, sem dúvida, um dos mais poderosos que o cinema já nos ofereceu.
Ainda faltam assistir dois um dos indicados a Melhor Filme, mas a menos que eles sejam tão primorosos quanto “Crash”, no que depender da minha torcida, o Oscar deste ano já tem dono.
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Boa Noite e Boa Sorte ****
Por se tratar de um assunto completamente americano, a impressão inicial ao se assistir “Boa Noite e Boa Sorte” é de total alienação. Pelo menos a minha.
Mas isso deixa de ser problema quando percebemos que a história de Edward R. Morrow e sua rixa com o senador Joseph McCarthy é uma apenas um intermediário para falar de algo muito maior. Mas digo isso não apenas pela defesa da liberdade de imprensa e política, e sim pelo paralelo que traça com os dias atuais e a crítica ao papel da televisão na sociedade.
O discurso final de Morrow sobre a televisão, que não deve ser apenas uma caixa de luz e fios para emburrecer e desviar a atenção das pessoas, é pra fazer sair do cinema vibrando. Outro ponto, é que se trocarmos a expressão “McCarthy” por “Bush”, teremos um filme que se passa em 2006.
Mas “Boa Noite e Boa Sorte” não é um filme fácil, tanto pela opção estética quanto pelo roteiro. Não existe aquele didatismo freqüente de Hollywood, e os diálogos são rápidos e ácidos. Mérito de George Clooney, que faz filmes pipoca para bancar seus filmes e que se mostra um promissor diretor.
É só uma pena que produções com mensagens tão importantes quanto esta geralmente passem desapercebidas do grande público. Pois da mesma maneira que Morrow fala em determinado momento, você sai lá fora e continuam todos levando suas vidinhas preocupados apenas com banalidades.
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Munique *****
Sei que muitos pensarão que isso não é um grande elogio, mas “Munique” é o melhor filme de Spielberg desde “A Lista de Schindler”. Não apenas pela nova prova de que o diretor é extremamente hábil no manejo da camera, na montagem e em criar cenas brutais de tensão, mas também por não se acovardar diante de um tema tão espinhoso.
“Munique” é um thriller cinematicamente visceral com seu suspense e violência gráfica, mas acima de tudo é eficiente em contar uma história sobre moral, ética e política sem acobertar nínguem ou tentar tornar tudo mais digerível para a platéia.
Ao traçar a todo instante paralelos com os dias atuais, somos levados aos mesmos questionamentos de Avner. Será que é possível um dia interromper um ciclo vicioso de violência, sendo que retaliações são incentivadas e financiadas?
Mas Spielberg também é corajoso ao mostrar que, os mesmos responsáveis por atos tão violentos, são também pessoas com família, sonhos e o desejo de ter um lar. Mesmo que o custo seja alto demais. Sem tomar partido por nenhum dos lados, “Munique” utiliza diálogos de duplo sentido para dizer algo que nem precisaria ser dito: toda violência tem volta.
Muito distante daquele diretor que fugiu do sangue no fraco “Guerra dos Mundos”, Spielberg faz o público não apenas entender porque a imagem de um homem com a cabeça coberta por uma meia na sacada de um apartamento durante as Olimpíadas de 1972 tornou-se uma das mais emblemáticas do século passado, mas sim se perguntar porque tudo o que aconteceu ali e depois dali não serviu de aprendizado para nínguem.
Assim, da mesma maneira que Avner e seu grupo procura legitimidade moral para matar, quando pergunta por exemplo “Você sabe porque estamos aqui?”, fazemos hoje ao questionarmos o real propósito de terem exércitos espalhados pelo planeta em busca de condenação ao inimigo, porém, matando todo mundo antes “apenas por prevenção”. Será que um dia ainda teremos chance à paz?
Pelo impacto, coragem, frieza e inteligência, “Munique” é até agora o melhor filme do ano. Sinal de que Spielberg continua sendo um mestre de seu tempo, pelo seu talento e poder de criar uma obra comercial tão provocativa.
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Movie Marketing

Como já falei aqui outra vezes, sou completamente fanático por marketing de cinema. Criar posters, trailers e todo tipo de material promocional pra filmes é um sonho de consumo que sempre tive pra minha carreira.
Mas como profissionalmente ainda não dá pra fazer isso no Brasil, pelo menos como hobby. Ando brincando até em programas de edição para fazer trailers de filmes.
Quem também se interessa pelo assunto, vale conhecer as inúmeras agências especializadas em marketing de cinema e entretenimento. Grande parte delas só vive disso: assistir os filmes antes de todo mundo e desenvolver um plano completo de comunicação para as produções.
The Ant Farm | Art Machine | BLT & Assoc. | Cimarron Group | cold open | Concept Arts | Crew Creative Advertising | Eden Creative | Faction Creative | Frankfurt Balkind | Indika | Intralink Film Graphic Design | Kaleidoscope Creative Group | KO Creative | New Wave Creative | Pulse Advertising | Samuels Advertising | Shoolery Design
Não deixe de conhecer também o blog especializado Movie Marketing Madness
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A Marcha dos Pingüins
Não há como assistir “A Marcha dos Pingüins” e sair imune do cinema. Mais do que imagens impressionantes, o documentário de Luc Jacquet mostra o quanto a natureza funciona tão maravilhosamente bem sem a devastação humana.
Nós aqui, em nossas vidinhas urbanas, mal somos capazes de perceber que milagres como a jornada dos pingüins imperadores se repetem diariamente. Um épico dramático de amor, sangue, morte e dedicação que supera qualquer ficção inventada pelo ser humano.
Espero que o sucesso do filme faça com que as pessoas reflitam sobre o especismo inerente em nossas cabeças. Pois como diriam os golfinhos de Douglas Adams: “Vocês não possuem nosso intelecto, talvez isso explique o desrespeito a natureza exuberante que cresce ao seu redor”.












