Arquivo para a categoria ‘Cinema’
Projeto ONG Nós do Cinema
Dentre as toneladas de reality shows que invadiram a TV nos últimos anos, sem dúvida o mais bacana que vi foi o Projeto 48 da TNT, onde um grupo de jovens cineastas tinham o desafio de escrever, produzir e filmar um curta-metragem em apenas 48 horas.
Nesse ano a rede criou um novo desafio, mas desta vez voltado para publicitários: é o Projeto ONG Nós do Cinema. A proposta é criar, desenvolver, redigir e monitorar a realização de um comercial de TV de 30 segundos para divulgar a ONG criada pelos cineastas Fernando Meirelles e Kátia Lund, durante as filmagens de “Cidade de Deus”.
Para participar do projeto, basta formar uma equipe de até três integrantes e enviar um roteiro, uma foto e o currículo de cada um dos integrantes até o dia 18 de agosto. Tudo pode ser feito através do site.
Serão selecionadas três equipes e cada uma ficará responsável por todas as decisões criativas do comercial, que deverá satisfazer as exigências do cliente. Todos os custos da produção e pós-produção serão bancados pela TNT. As equipes terão três dias de preparação, mas o comercial deverá ser filmado em até 24 horas.
O comercial vencedor será exibido nos intervalos da programação dos canais da Turner (TNT, Cartoon Network, Boomerang, CNN Internacional e CNN Español), e a equipe será premiada com uma viagem para o Festival de Cannes 2007, incluindo passagem aérea, traslado, hotel, entradas pro festival e uma verba para despesas diárias.
Além da boa ação e dos prêmios, vale citar que é uma excelente oportunidade para mostrar a cara no mercado de trabalho, já que todo o desafio terá supervisão e avaliação de grandes profissionais. Se você tem aquele ótimo storyboard mofando aí no seu portfólio, é a chance de vê-lo produzido. Se não tem nada, coloque a cabeça pra pensar em uma nova idéia genial.
| Hoje no Passado |
- 2007: Futurama: Advertising in your dreams — Das criações de Matt Groening, “Futurama” é melhor que “Os Simpsons”. Sempre que digo isso, os fãs de Homer & [...]
- 2007: Íris Stefanelli, a garota-azeitona na Playboy — Essa vai diretamente para a seção de bizarrices. A Íris Stefanelli, a Siri, ex-BBB e agora (cof) apresentadora de TV, [...]
- 2006: Truth in Advertising — O assunto da vez é o vídeo da Agency.com, que mostra o pessoal da agência trabalhando na concorrência da rede [...]
- 2006: ESPN | X Games 12 — Em tempos de propaganda interativa, nada como impressionar na comunicação offline. A campanha da ESPN para o X Games deste [...]
- 2005: If this toy… — No Dia Internacional da Cruz Vermelha, que é comemorado em 8 de Maio, a DDB da Noruega colocou nas ruas [...]
Piratas do Caribe: O Baú da Morte
O problema de “Piratas do Caribe: O Baú da Morte” (ou Piratas do Caribe 2, se preferir) é o excesso de Disney correndo em suas veias. O que não explica a classificação ser 12 anos, já que é um filme que agradaria mais o público infantil do que adulto.
Aventura pastelão, excessivas tentativas de fazer rir (sendo que a maioria das piadas não funciona como deveria) e inclusão de sucessivos eventos dramáticos para esticar o filme, que no fim das contas cansam o espectador, fazendo-o se revirar incomodado na poltrona do cinema.
Ai você me diria: “mas o intuito do filme é esse mesmo, aventura sem compromisso e humor ingênuo”. Sei disso, e adoro produções assim. O problema é que é tudo em excesso, e isso cansa lá pra metade da projeção.
Faltou um fio condutor mais consistente, para acabar com aquela sensação de que os roteiristas inventam a todo momento mais um problema inesperado para os personagens, só para ter mais motivo para ação desenfreada.
Mas não é um filme ruim. Diverte, tem ótimas cenas de ação e efeitos digitais fantásticos. Por outro lado, quase que o sempre competente Hanz Zimmer afunda a contagiante trilha sonora original composta por Klaus Badelt, para o primeiro filme.
Porém, os responsáveis mesmo por salvar essa seqüência do desastre respondem pelos nomes: Johnny Depp e Bill Nighy. Ambos com seus maneirismos e trejeitos, roubam a cena e engrandecem o filme.
Depp repete o sucesso do seu caricato pirata Jack Sparrow (capitão!), e Nighy, bem, ele faz aquilo que se acostumou a fazer ao longo dos últimos anos: atuações cativantes, mesmo que dessa vez com “toneladas” de camadas computadorizadas sob seu rosto. Mais um motivo para colocá-lo na minha lista de atores preferidos, na qual ele consta desde que o vi no excelente “Ainda Muito Loucos”.
De qualquer maneira, com suas falhas e virtudes, “Piratas do Caribe: O Baú da Morte” é um sucesso arrasa-quarteirão, que tornou-se a maior estréia de todos os tempos nos EUA. É bom que a Disney aproveite bem esse momento, porque a fórmula já começa a dar sinais de desgaste. A não ser que eu queime a língua com o terceiro e último episódio, o que estarei torcendo para acontecer.
Superman Elevator
Assim como essa peça do Kill Bill, mais uma idéia que aproveita um elevador para divulgar um filme.
Criação da JWT Brasil para “Superman: O Retorno”.

| Via Brief Blog
Superman: O Retorno ****
É lógico que ver Superman no século 21, com tudo o que a tecnologia dos efeitos digitais pode oferecer, é algo que muita gente esperou por muito tempo. É claro que ver Superman em cenas como a do avião em queda livre e um estádio de beisebol é de fazer levantar na sala de cinema e aplaudir. E sem esquecer que, finalmente, Superman voa de verdade.
Mas a maior qualidade de “Superman: O Retorno” é a homenagem que presta ao filme original, de 1978. Está tudo lá: diálogos memoráveis, piadas, planos de câmera, créditos iniciais, trilha sonora, o aspecto da Fortaleza da Solidão, a maneira como ele salva Louis Lane pela primeira vez e, claro, Marlon Brando e seu Jor-El dizendo: “I have sent them you, my only son…”
Assim como fez com X-Men, o diretor Bryan Singer prova seu respeito e fidelidade com super-heróis, entregando justamente aquilo que os fãs esperariam, e melhor, os deixando em estado de êxtase ao reverenciar o legado deixado por Christopher Reeve e Richard Donner. Singer nos faz crer em um mundo onde Superman III e IV nunca existiram.
Pra quem tinha medo de Brandon Routh, o cara provou ser ideal para o papel do Homem de Aço. Não só fisicamente, mas porque consegue demonstrar a complexidade emocional do herói. Claro que não tem o carisma que Reeve empregava a Clark Kent, mas mostrou que todo aquele drama feito pelos fãs após as imagens iniciais não se justificava.
Mas sempre existe um porém. Bryan Singer também tem sua kriptonita, já que “Superman: O Retorno” perde o ritmo em diversos momentos, algo que nunca acontecia com seus X-Men’s. E sem contar alguns furos de roteiro se formos considerar nos mínimos detalhes todos os fatos apresentados nos dois primeiros filmes da série (que são o ponto de partida para o filme de Singer).
Agora, ir ao cinema e ver Superman voando ao som da clássica trilha de John Williams (um dos temas mais memoráveis da história da sétima arte), é uma sensação inenarrável, que aguardava desde que assistia aqueles efeitos toscos na Sessão da Tarde quando criança.
Sensação essa que espero repetir em 2009, quando o Homem de Aço estrear na tela grande mais uma vez e, ainda bem, pelas mãos de Bryan Singer.
Earthlings
Sessão de cinema especial no Brainstorm #9. Divirta-se.
Os três estágios da verdade:
1) Ridículo
2) Forte oposição
3) Aceitação
| Earthlings - Make The Connection
Narrado por Joaquin Phoenix. Legendas em espanhol. Música por Moby.
Para ver ampliado. Para ver os primeiros 18 minutos com legendas em português.
Recomenda-se assistir inteiro antes de tecer comentários.
Kill Bill Elevator
Uma ação que deve ser um pouco antiga, mas que não deixa de ser uma excelente idéia. Desconheço a agência que criou.

Apple Cars
Steve Jobs vendeu a Pixar para a Disney, mas não sem antes incluir uma pequena homenagem à sua Apple na nova animação do estúdio.
Na corrida que abre “Carros”, o carro 84 é branco e traz a maçã mordida. O número 84, logicamente, uma referência ao famoso “1984″.
A Disney não costuma fazer “product placement” em seus filmes, mas desta vez não teve como escapar. Por outro lado, a Apple, junto com a Ford, é a marca que mais apareceu no cinema neste ano.

PS: “Carros” está recheado de outras homenagens.
| Via FreeMacBlog
O Código da Vinci *
Comparar adaptações para o cinema de obras literárias, discutindo suas diferenças, nunca leva a lugar nenhum. Todos sabem que são linguagens distintas e por isso mesmo chamamos de “adaptação”. O problema é que, como produto cinematográfico, “O Código da Vinci” é ruim, muito ruim.
Chega a ser constrangedora a forma como o diretor Ron Howard e o roteirista Akiva Goldsman tentam condensar o livro de Dan Brown em pouco mais de duas horas de filme. Duas horas essas, que parecem intermináveis e imensamente cansativas. Olhar no relógio para saber se o filme está acabando, é lembrar que estamos numa sala de concreto olhando para uma tela.
O roteiro é confuso, com temas e fatos que vão sendo salpicados na tela sem ligação aparente. Para quem não leu o livro, a pergunta “porque isso está acontecendo?” permanece durante toda a projeção. Da mesma forma, os personagens são superficiais, parecendo apenas bandidos e mocinhos numa perseguição enfadonha.
Se no livro entendemos a dimensão de cada um deles e estabelecemos um relacionamento com os personagens, nos importando com eles, no filme isso nunca acontece. Felizmente, “O Código da Vinci” fica um pouco mais interessante a cada vez que o (sempre) excelente Ian McKellen aparece em cena (e semana que vem tem Magneto novamente…).
De qualquer forma, uma adaptação cinematográfica não deve depender do conhecimento prévio do material original por parte do público, mesmo que isso sempre enriqueça a experiência. E é por isso que filme de Ron Howard não se sustenta em momento algum, estando fadado a cair no esquecimento caso não fosse as bobagens ditas por fanáticos religiosos.












