LANGUAGE:

Arquivo para a categoria ‘Cinema’



Oscar 2007: Minhas apostas

Domingo, 25 de Fevereiro de 2007 | 16:44

| UPDATE: Foi um dois piores anos para as minhas previsões. Depois de três anos consecutivos acertando o prêmio de Melhor Filme, errei desta vez.

Absurdo mesmo foi o prêmio de Filme Estrangeiro não ir para “O Labirinto do Fauno”. Enfim, nada de cinema grátis por 1 ano.

———–

Como já fiz em outros anos, publico aqui minhas apostas nos vencedores do Oscar hoje a noite. Digam que é comercial, sem valor e tudo mais, mas eu adoro a disputa. Depois atualizo o post com o meus acertos e erros.

Se eu conseguir uma boa pontuação, posso ganhar 1 ano de cinema em alguma dessas dezenas de promoções que surgiram na internet.

| ATOR:
Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia )

| ATOR COADJUVANTE
Mark Wahlberg (Os Infiltrados)

| ATRIZ
Helen Mirren (A Rainha)

| ATRIZ COADJUVANTE
Jennifer Hudson (Dreamgirls)

| ROTEIRO ADAPTADO
Os Infiltrados

| FILME ESTRANGEIRO
O Labirinto do Fauno (México)

| ANIMAÇÃO
Carros

| FOTOGRAFIA
O Labirinto do Fauno

| DIREÇÃO DE ARTE
O Labirinto do Fauno

| FIGURINO
Maria Antonieta

| MONTAGEM
Vôo United 93

| MAQUIAGEM
O Labirinto do Fauno

| EFEITOS VISUAIS
Superman - O Retorno

| MÚSICA ORIGINAL
“Listen” (Dreamgirls)

| TRILHA SONORA
O Labirinto do Fauno

| EDIÇÃO DE SOM
Apocalypto

| SOM
Apocalypto

| DOCUMENTÁRIO
Uma Verdade Incoveniente

Categorias/Tags: Cinema
Compartilhe:

| Hoje no Passado |

  • 2004: Vasectomia — Ela pode não ser a maior anunciante do mundo, mas em termos de qualidade acredito que esteja no topo. É [...]
  • 2003: Zoo SP: Nova fase, nova identidade visual — O zoológico de São Paulo inicia nova fase e passa a funcionar sob o conceito de Bioparque, local onde todos [...]

Become Ghost Rider

Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007 | 16:25

A adaptação de “O Motoqueiro Fantasma” da Marvel para os cinemas, com Nicolas Cage, só estréia no Brasil no dia 2 de março (16 de fevereiro nos EUA). Mas até lá, você pode brincar de “pegar fogo” com o novo site promocional criado para o filme.

Com o “Become Ghost Rider”, basta ligar a webcam que você se verá na tela em chamas. Os usuários ainda podem salvar fotos para postar no site, que são submetidas a votação popular.

A ação online foi criada pela agência brasileira VirtualNet, que prometeu uma versão em português do site para os próximos dias. Bom potencial viral e relevância total com o universo do personagem.

| Valeu Marcelo Guarnieri!

Categorias/Tags: Cinema, Entretenimento, Viral/Internet
Compartilhe:

Minority Report: publicidade contextual

Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007 | 18:37

Se alguns filmes não tivessem existido, o mundo não seria o mesmo. Um exemplo básico: “Star Wars”. Já se passaram mais de três décadas desde que a saga imaginada por George Lucas chegou aos cinemas, mas já paramos pra pensar no quanto muitas das idéias apresentadas no filme influenciaram nossa vida?

Você pode detestar ficção científica, achar Skywalker, Darth Vader e sabres de luz uma bobagem sem fim. Porém, nunca vai poder negar o poder de revolução da Força. Em maio de 2005, a Wired traçou um mapa mostrando “como Star Wars mudou o mundo”, influenciando pessoas, empresas, a criação de novas tecnologias e, claro, toda a indústria de entretenimento.

Quando o primeiro capítulo de “Star Wars” estreou nos cinemas, eu nem nascido era. Mas em 2002, eu já estava no alto dos meus 21 anos. E você se pergunta agora: “mas o que diabos isso tem a ver, oras?”. Eu explico: tem a ver que eu (e provavelmente você) estava em algum dia de 2002, dentro de alguma sala de cinema, presenciando um filme que influenciaria nossas vidas para sempre e nem sabíamos disso: “Minority Report”.

Quando Steven Spielberg imaginou seu filme, baseado no conto de Philip K. Dick, publicado em 1956, o situou em 2054. Porém, o que talvez ele não imaginava, é que já em 2007 diversas idéias apresentadas em apenas duas horas se tornariam realidade.

Alguem falou em iPhone? Quando Steve Jobs demonstra, com touch-screen, o manuseio de imagens no mais novo gadget revolucionário da Apple, está usando o que chamam de “Minority Report Interface”. Você viu Tom Cruise mexendo coisas com as mãos em uma tela gigante, achou legal, mas não podia imaginar que aquilo se tornaria nome, sinônimo de uma tecnologia.

Em fevereiro do 2006, quando Jeff Han, cientista do Instituto de Ciências Matemáticas de Nova York, colocou esse sistema de manipulação intuitiva para funcionar de verdade, disse: “Minority Report tornou-se realidade”.

Não é preciso muito esforço para saber que isso vai se estender em muitos aspectos, mudando definitivamente a forma como iremos interagir com a tecnologia. Mas, como publicitário, o que “Minority Report” tem a ver com você? Tudo, é claro. Isso porque o filme de Spielberg faz uma demonstração futurista de publicidade contextual, que em breve estará nas ruas. Veja a cena abaixo:

Ontem você viu o outdoor da MINI, que reconhece os donos de um carro da marca e exibe mensagens personalizadas. A idéia é genial, mas acha que a execução ainda é arcaica para um “Minority Report”?

Então espere para ver as tecnologias inovadoras que estão sendo desenvolvidas pelo Google e pela Microsoft, e que certamente irão revolucionar a propaganda “out-of-home”, um mercado que movimentará cerca de 7.4 bilhões de dólares em 2007 só nos EUA.

O Google, que já transformou a publicidade online usando simplesmente texto, registrou a patente de um sistema de outdoor digital, capaz de atualizar em tempo real de acordo com o estoque das empresas e outros fatores. Exemplo simples: uma loja de DVDs faz um painel anunciando os últimos lançamentos, caso um dos produtos acabe no estoque, o anúncio no outdoor é automaticamente substituído por outro.

Também dotados de touch-screen, esses painéis irão mensurar o que podemos chamar de “taxa de toque”. O consumidor vê o produto na tela e pode conseguir mais informações tocando no anúncio. Além disso, com essa tecnologia, o Google quer fazer o AdSense funcionar nas ruas. Os anunciantes enviam suas peças para um servidor, que as exibe em painéis digitais de acordo com a localidade e tráfego.

Já a Microsoft, com sua divisão AdCenter, levou “Minority Report” ao pé da letra: equiparam painéis digitais com uma tecnologia de reconhecimento de face. Uma câmera “lê” 129 pontos no corpo de uma pessoa, identificando sua idade, sexo, altura e peso para exibir anúncios demograficamente e criativamente direcionados. Em testes feitos pela empresa de Bill Gates, o sistema teve 90% de eficácia, que vai permitir também interação com o usuário.

A miríade de possibilidades que se abre com essas tecnologias é inimaginável, seja na mídia exterior ou proporcionando uma experiência de compra dinâmica e intuitiva. Logicamente, levarão ainda alguns anos para que tudo isso esteja funcionando adequadamente, mas não há dúvidas de que é o fim da linha para o mundo da publicidade off-line estática.

Por essas e outras, tenha certeza, não é exagero dizer: se alguns filmes não tivessem existido, o mundo não seria o mesmo.

| Compre aqui “Minority Report” em DVD. R$ 19,90.
| Compre aqui a coletânea de contos “Minority Report: A Nova Lei” de Philip K. Dick.

Categorias/Tags: Artigos, Cinema, Outdoor/Guerrilha
Compartilhe:

The Messengers | Ringtones ultra-sônicos

Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2007 | 13:05

Para divulgar o filme de terror “Os Mensageiros”, que estréia no mês que vem nos EUA, a Sony Pictures está vendendo (?!) dois ringtones ultra-sônicos.

Isso quer dizer que os toques estão em uma frequência tão alta, que são virtualmente inaudíveis para um adulto, apenas crianças e adolescentes são capazes de escutar.

A ação acompanha o roteiro do filme, que conta a história de uma criança paranormal que vê “coisas” que os adultos não vêem. “Se eles não podem ouví-los, não quer dizer que não estejam aí…”.

A idéia é interessante, mas vender os ringtones, que são promocionais, é muito. 2.49 dólares por cada toque.

Pelo menos eles pedem pra você se certificar de que consegue ouví-los antes de comprar. Eu só consegui ouvir um zunido bem baixo, será que já sou um adulto? Teste aqui.

| Dica da Baunilha, do Baú Wulffmorgenthaler :*

Categorias/Tags: Cinema, Sony, Viral/Internet
Compartilhe:

O Labirinto do Fauno *****

Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006 | 23:16

Às vezes me surpreendo ao ver uma como uma história simples pode ser contada de forma inesquecível. Quero dizer, não tão simples assim, já que “O Labirinto do Fauno” é uma sombria fábula para adultos, que abre espaço para discutir temas sociais e fazer alegorias políticas.

A mistura do real e fantasia deixa claro o constraste entre esses dois mundos. Coloca a ficção sendo usada como fuga, para em seguida mostrar a realidade inescapável. Poético ao mesmo tempo em que é violento. Lúdico ao mesmo tempo em que é escatológico.

Dirigido por Guillermo del Toro (“Hellboy”), “O Labirinto do Fauno” é como um “Peixe Grande” pessimista, onde a fantasia e o extraordinário são usados para provar que, sim, o mundo é cruel.

Tecnicamente impecável, del Toro usa o que aprendeu na máquina de moer hollywoodiana (livrando seu filme dela, logicamente) e constrói um visual fantástico, com uma bela fotografia e linda trilha sonora (que você pode ouvir inteira aqui), composta por Javier Navarrete.

Não por menos, “O Labirinto do Fauno” é a aposta do México para filme estrangeiro no Oscar 2007. Uma pérola escondida (infelizmente) nos cinemas, da qual você não vai sair ileso.

Categorias/Tags: Cinema
Compartilhe:

Fast Food Nation | Hamburger

Terça-feira, 28 de Novembro de 2006 | 9:44

Uma ação de guerrilha para divulgar o fime “Fast Food Nation”, dirigido por Richard Linklater, colocou hamburgeres no meio da calçada e convidava os pedestres a se servir.

A intenção era questionar sobre as origens e condições de produção do produto.

E se você for assistir o filme de Linklater (deveria), não deixe também de assistir o fantástico “Earthlings”. Está inteiro no YouTube.

Categorias/Tags: Cinema, Entretenimento, Outdoor/Guerrilha
Compartilhe:

Os Infiltrados ****

Segunda-feira, 13 de Novembro de 2006 | 12:03

“Marty voltou!”. Quem diz isso depois de assistir “Os Infiltrados” comete a sandice de pensar que Martin Scorsese não fazia um bom filme há anos. Bullshit. “O Aviador” é um filmaço, e digo mais, muito mais autoral que este remake do chinês “Conflitos Internos”.

Para chover no molhado, vou dizer que o elenco estelar é um show à parte, apesar de Jack Nicholson, caricatural, já estar numa fase em que faz papel dele mesmo. Leonardo DiCaprio colocando mais uma pá de areia sob seu estigma passado de ser só um rostinho bonito, Matt Damon quase num novo Ripley e Mark Wahlberg para ator coadjuvante no Oscar 2007, por favor.

Mas os momentos realmente ‘a lá Scorsese’ são poucos. Alguns movimentos de câmera, planos-seqüência, câmera lenta e outros maneirismos visualmente e narrativamente típicos do diretor estão lá, mas pouco para quem esperava ver a genialidade de “Os Bons Companheiros” e “Cassino” (sinal da cruz três vezes ao mencionar esses clássicos).

Ainda assim, “Os Infiltrados” é um dos thrillers mais inteligentes dos últimos anos e, ao mesmo tempo, de uma simplicidade que me fez perguntar em certo momento: “será que nenhum roteirista tinha pensado nisso antes?”. Bem, tirando os chineses, não.

É bom ver Scorsese voltando ao mundo do drama urbano, com gângsters irônicos, discussões morais, a violência que nunca é ocultada e mais preocupado com seus personagens do que com uma história. E mais uma vez ele faz com que, mesmo sabendo da insanidade do sujeito, torçamos para o “bandido”.

O que faltou para tornar-se mais um épico do diretor, foi mais de sua originalidade e menos das convenções hollywodianas para um remake. Planos como o último do filme, onde vemos a literalização de tudo com um rato na sacada e a assembléia ao fundo.

Categorias/Tags: Cinema
Compartilhe:

Dália Negra ***

Segunda-feira, 9 de Outubro de 2006 | 10:46

Eu não tenho vergonha de dizer: adoro “Missão Marte”. Por isso, estou longe de achar que Brian De Palma está há mais de uma década sem fazer um filme realmente bom.

Com Dália Negra, a expectativa era que o diretor eliminasse qualquer dúvida em relação ao seu passado recente, mas não foi desta vez que conseguiu.

Não que “Dália Negra” seja um filme ruim, está longe disso, mas parece muito mais uma homenagem ao noir, um exercício de estilo, do que uma história realmente bem contada. E o novo filme de Palma, tem um grande fator jogando contra: a genialidade de “Los Angeles: Cidade Proibida”, também baseado em um romance de James Ellroy, e suas atuações memoráveis.

“Dália Negra” guarda muitas semelhanças com “Los Angeles: Cidade Proibida”, mas nunca consegue decolar e envolver o espectador como fez o filme de Curtis Hanson. As subtramas são mais confusas do que interessantes, e pouco adicionam para tornar a reviravolta final digna de um suspiro esclarecedor. Para quem viu Russel Crowe como o policial Bud White e Kim Basinger como Lynn Bracken, o que sobra para Josh Hartnett e Scarlett Johansson? Quase nada.

Tudo isso faz de “Dália Negra” um filme apenas mediano, o que não combina nada com o frase que eu teria para dizer a Brian De Palma caso o encontrasse depois da sessão de cinema: “Porra cara, você é o motherfucking diretor de ‘Scarface’!” Palma vai trazer Al Capone de volta em uma sequência de os “Os Intocáveis” em 2008, mas pra mim, só Tony Montana salva…

Categorias/Tags: Cinema
Compartilhe:

Arquivo por Data
* 2008: Jan Feb Mar Apr May Jun Jul Aug Sep Oct Nov Dec
* 2007: Jan Feb Mar Apr May Jun Jul Aug Sep Oct Nov Dec
* 2006: Jan Feb Mar Apr May Jun Jul Aug Sep Oct Nov Dec
* 2005: Jan Feb Mar Apr May Jun Jul Aug Sep Oct Nov Dec
* 2004: Jan Feb Mar Apr May Jun Jul Aug Sep Oct Nov Dec
* 2003: Jan Feb Mar Apr May Jun Jul Aug Sep Oct Nov Dec
* 2002: Jan Feb Mar Apr May Jun Jul Aug Sep Oct Nov Dec


Categorias Principais
AVISO: O sistema de comentários é disponibilizado aos usuários do Brainstorm #9 exclusivamente para a publicação de opiniões e comentários relacionados ao conteúdo deste site. Todo e qualquer texto publicado na internet através do referido sistema não reflete, a opinião deste blog ou de seus autores. Os comentários aqui publicados por terceiros através deste sistema são de exclusiva e integral autoria e responsabilidade dos leitores que dele fizerem uso. Os autores deste site reservam-se, desde já, ao direito de excluir comentários e textos que julgarem ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos, de alguma forma prejudiciais a terceiros, ou que tenham caráter puramente promocional.