Na Av. Presidente Vargas, altura do 1741, no Rio de Janeiro, a Nivea instalou um outdoor feito com 1.000.000 de miçangas brancas para promover o seu protetor solar.
Quando expostas ao raios do sol, as miçangas ficam coloridas e formam a imagem. O próprio protetor solar foi utilizado no painel para criar mais tons.
A Honda no Brasil é um cliente complicado. Vê as filiais britânica e americana emplacando campanhas memoráveis e premiadas, mas por aqui opta pela esquema coxinha “imagem computadorizada + descrição de feature” em que sequer conseguimos lembrar o modelo anunciado.
Na divisão de motos até já teve boas iniciativas, mas os comerciais dos carros geralmente são enfadonhos. E não me digam que isso é complexo de vira-lata – que só gosto de campanha gringa – o problema não vem das agências brasileiras, mas das decisões de marketing da Honda no país.
A nova campanha da marca por aqui, para lançar o Civic 2012 e seu “espectáculo de tecnologia”, representa bem o que eu quero dizer. Cheio de cenas lindas, filmadas na Provincia de Jujuy, na Argentina, com carros correndo pelo deserto gerando formas (recurso já utilizado por outras montadoras, vale lembrar), mas com um locutor que não cala a boca e estraga o clima.
É um bom filme, mas se a decisão fosse de alguma outra Honda pelo mundo, posso apostar que não seria dita uma única palavra durante os 90 segundos de duração.
A criação é da F/Nazca, com produção da Rebolucion.
Em 1951 o arquiteto Oscar Niemeyer projetou sua nova residência em São Conrado, no Rio de Janeiro. E apresentou o projeto, conhecido como “Casa das Canoas”, assim:
Minha preocupação foi projetar essa residência com inteira liberdade, adaptando-a aos desníveis do terreno, sem o modificar, fazendo-a em curvas, de forma a permitir que a vegetação nelas penetrasse, sem a separação ostensiva da linha reta.
Dois anos depois, o fundador da Bauhaus Walter Gropius – que havia recentemente abandonado seu cargo como Diretor da Escola de Arquitetura de Harvard – veio ao Brasil para ser jurado do Prêmio de Arquitetura da 2ª Bienal de São Paulo. E como era de se imaginar, os dois genios se encontraram e Niemeyer o convidou para uma visita na Casa das Canoas. > Continue lendo
Para agradecer os seus 1.021.969 fãs brasileiros no Facebook, a Heineken inventou seu próprio Isaiah Mustafa. Porém, ao invés de mensagens só de toalha, a marca se propôs a encher um balão para cada like que o vídeo acima tiver no YouTube.
A campanha conta com vídeos personalizados para determinados usuários que interagirem com a marca nas redes sociais, e até agora já encheu 2914 balões, de acordo com o último vídeo (abaixo) publicado há 19 minutos.
Durante o dia de hoje, o cara vai continuar por lá gastando oxigênio, num crossover de mídias sociais. Usando YouTube para agradecer aos fãs no Facebook que podem interagir por qualquer outro lugar e vice versa.
Veja todos os vídeos no canal: youtube.com/UmLikeUmBalao. A criação é da Wieden+Kennedy de São Paulo.
Embora o design bio-orgânico não seja a minha praia (e, em alguns aspectos, nem concorde com todas as defesas e aplicações), sempre admirei boa parte do trabalho do Fred Gelli e a Tátil, no Rio. Ainda assim, lembro-me de ter feito um texto criticando detalhes do logo das Olimpíadas de 2016, quando o mesmo foi lançado. Detalhes que não faziam sentido e justificativas que pareciam místicas ou gratuítas. Mas ainda assim: Era um grande trabalho.
E meses depois, cá estão eles novamente, em um vídeo que apresenta o desenvolvimento do projeto para os Jogos Paraolímpicos. Arrisco dizer: se o Design, fundamentalmente, responde uma função, o que eles propuseram responderá absolutamente todas para esses incríveis atletas.
Um projeto sensorial. E que tapa na cara levei hoje.
Parabéns, Tátil. Clap. Clap. Clap.
De tempos em tempos nos amamos (sendo que as Copas dos Mundo são um desses momentos mais intensos) e, normalmente, mais comumente, nos odiamos e mostramos todo o nosso complexo de cucarachos, daqueles que acham que tudo que é gringo é melhor, mais bonito, mais organizado, mais sério, etc., etc. Conhece a cena? Pois é.
2012 começou com tudo e, como não poderia deixar de ser, com uma bela polêmica nas mídias sociais: Michel Teló.
Pra entender, resolvi ver os vídeos do moço e, claro, ferrou, pois não consigo mais tirar da minha cabeça o “ai se eu te pego na minha humilde residência!” Ok, ok, eu sei que misturei as músicas… mas que elas pegam, pegam, já ouvi em inglês, uma dupla francesa ótima (abaixo), os israelenses fake, e várias impublicáveis, etc. e aí fiquei pensando.
O cara é bom. Não é erudito, não é um Chico, mas nem acho que seja a proposta dele. O que ele perde pruma Macarena, por exemplo, ou prum Axé ou pruma Lady Gaga? É pop, é fun, é lazer, é só diversão. Toca Teló no autofalante do cara parado na praia com o porta-malas aberto, toca na favela, toca nos casamentos da classe média e toca no Jurerê Internacional, ou seja, toca no Brasil – a revista Época tem sua razão. E toca Teló no mundo!
Eu desconhecia a tradição de comerciais de fim do ano dos supermercados Zaffari até a minha namorada gaúcha me abrir a mente. Descobri que em Porto Alegre existe toda uma expectativa para saber qual será o filme de Natal da marca.
Vi alguns antigos bem bons, como esse ou esse, e o de 2011 não fica atrás, daqueles pra você dizer que caiu um cisco no seu olho.
A criação é da Agência Matriz, com produção da MFX Filmes e Gogó Conteúdo Sonoro. Em Porto Alegre o comercial vai ao ar na TV, e em São Paulo só nos cinemas.
Você escolhe dois pontos – no máximo 20 km – e o site cria uma animação stop motion com a sua rota.
Esse mashup com o Google Maps promove o Peugeot RCZ, que o coloca para dar uma voltinha dentro do carro. Dependendo do trecho, a animação funciona muito bem.
A ideia foi legal e na execução até funcionou bem, mas a cara de c* do Ronaldinho ao entrar no gramado e com a traquitana desligada apagaram a essência da homenagem.
Em uma ação para comemorar os 30 anos do título mundial do Flamengo, a Procter & Gamble, patrocinadora do clube, fez a Duracell acender a estrela da camisa através de um dispositivo instalado na manga.
Mas segundo apurou o GloboEsporte, o R10 decidiu não participar da iniciativa devido aos seus contratos pessoais de publicidade. O fato gerou uma série de desentendimentos nos bastidores, que pode acarretar com a não renovação da P&G com o Flamengo no ano que vem.
A criação é da 9ine, do Ronaldo Fenômeno, que inclusive fez gol no Flamengo quando jogava em um time bacana aí. Pode chamar de “Líder”.
O próximo GP do Brasil de Fórmula 1, que será disputado no dia 27 de novembro, vai ter uma novidade direta do fundo do mar.
Os troféus para os três primeiros colocados estão sendo produzidos com rocha do pré-sal, extraída a cerca de cinco mil metros de profundidade. A criação está sendo feita pelo artista plástico Paulo Soláriz.
Além de mais uma ação focada em sua tecnologia, a Petrobras potencializa o patrocínio a Fórmula 1. Entre os dias 14 e 26 de novembro, os troféus serão expostos em São Paulo (Shopping Eldorado e Aeroporto de Congonhas), Rio de Janeiro (New York City Center) e Brasília (Aeroporto Juscelino Kubitschek).
Integrando Ingresso.com e Cinemark, a Natura realizou uma ação nos últimos dias 16 e 17 para promover a linha Natura Plant.
Ao comprar dois ou mais ingressos pela internet, o usuário era perguntando se estava levando uma mulher no cinema. Quem respondia sim, podia gravar um vídeo que seria exibido de surpresa antes do início da sessão.
A ação aconteceu no Shopping Market Place em São Paulo. A criação é da ID\TBWA
Meu primeiro trabalho na colmeia, em março, foi conceber com a rapeize daqui um manifesto para o projeto Sonho Brasileiro, da Box 1824, que nasceu de um autodesafio delineado pelos mentores da empresa de pesquisas numa palestra em pleno TEDx Amazônia.
Deu um trabalho danado pra gente chegar na primeira versão, que foi festejada, mas acabou não indo pro ar por uma razão justíssima: a pesquisa acabou tendo impacto muito maior do que o manifesto mensurava. Tornou-se, então, uma missão de meses acompanhar a viagem dos resultados do trabalho da Box pelos rincões social-trendsetters do Brasil.
Na época, esse teaser lindo de viver rolou web afora, estimulando o debate e a curiosidade sobre os vindouros resultados.
Essa semana, para alegria geral da nação, finalmente veio ao mundo a versão final, montada nas ilhas de fantasia, gráficos e edição aqui da colmeia, com texto final e direção da Box 1824. É de encher os olhos, cérebro, consciência e coração.
Não sei se dá, ou se a gente precisa, sediar uma Copa ou Olimpíadas maneiras, mas vê-se que rola fácil o Brasil ir para algum lugar, essencialmente se o sinal não estiver fechado pra eles, que são jovens.
Existem poucos perfis corporativos de mídia social que se equiparam com o @PontoFrio no Twitter. É claro que tem muita empresa fazendo certinho, atendendo bem seus clientes e oferecendo conteúdo relevante, mas convenhamos, poucas pegaram o espírito da coisa.
“Hoje é dia de rack, bebê” – com um link para ofertas de racks, é claro – deveria ganhar GP de Cyber em Cannes se esse mundo fosse justo.
Mas hoje o Bradesco deu uma demonstração inesperada no Facebook. É um banco, com uma das campanhas mais coxinhas da televisão, e ainda assim alguém teve coragem de sair do marasmo.
O cliente Mauro Júnior reclamou na demora em receber seu cartão do banco, mas nada de esbravejar, e sim com uma bela rima (acima). Foi então que em vez de uma resposta padrão pré-marcada em algum Excel 2007, a área de mídia social do Bradesco respondeu na mesma moeda.
Tem gente que fala em armação. Mas eu quero acreditar.
Além de ser o maior investimento da marca no Brasil, é a primeira vez que Johnnie Walker cria um filme local.
Assinando com “Keep Walking, Brazil”, a campanha que estreia domingo na TV celebra o momento de progresso do país, com alusão ao hino – “gigante pela própria natureza” – e naquela velha história de que o Brasil é um gigante adormecido.
A criação é da Neogama/BBH, com produção da The Mill.