Location-Based F**K?

Quem me conhece pessoalmente sabe da minha recente empolgação com uma rede social em particular, o Foursquare, já bastante comentado por aqui em ações interessantes e nas reuniões da equipe do B#9 no que diz respeito ao seu uso, como deixá-lo ainda melhor, etc.

Certa vez, lembro de comentarmos, em tom de piada, quem seria a primeira pessoa a dar um check-in em locais como prostíbulos, motéis, surubas, etc.

Como se pôde ver no próprio Foursquare, nossas dúvidas não demoraram muito para serem respondidas: eis as localidades de uma sauna na Rua Bela Cintra, um American Bar na Rua Augusta e um motel de São Paulo.

Para ajudar os nossos embaixadores do amor nas redes sociais, surgiu recentemente o I Just Made Love, um site (com seus devidos aplicativos para Android e iPhone) para você registrar via GPS o local onde você está e contar alguns detalhes sobre o sexo que você praticou ali:

Apesar do tema, o site é realmente muito bom, e pede localização até em sua versão online (acorda, Foursquare). Sei lá se eu lembraria de pegar meu celular após o coito para falar um pouco a respeito disso para o mundo, mas se tem gente que faz (ou finge fazer) isso, que mal tem, não é?

Os recentes lançamentos de sites como este, o ChatRoulette, o PornYourSelf e estas amostras retiradas do Foursquare estão aí para nos dizer alguma coisa: Internet is for porn. E o porn está virando 2.0 e Geosocial. =)

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Greve virtual na Bélgica e alguns pitacos

Na semana em que nós, os brasileiros, nos preparávamos para o esquindolelê do carnaval, o mundo da publicidade da Bélgica parou conosco por motivos mais nobres. Quer dizer, não parou de fato, já que o que eles chamaram de greve foi uma brincadeira virtual e cheia de malemolência “viral” (que até consta entre os cases recentes da Famous, uma das agências grevistas).

Opa, fui um pouco rápido com os pitacos? Então voltemos: algumas agências da Bélgica tiraram os seus sites do ar e, durante uma semana, publicaram em seus endereços os pedaços de uma carta da ACC, um órgão auto-regulamentador da publicidade por lá (o CONAR deles), falando sobre o motivo daquela ação: a prática de concorrências de maneira onerosa às agências do país por parte de empresas e governo.

Os principais pontos levantados pela ACC dizem respeito ao grande número de agências que são colocadas num shortlist da concorrência e ao roubo de idéias.

Sobre roubo de idéias, chega a ser um absurdo pensar que uma empresa convoca uma concorrência, não seleciona ninguém (ou seleciona a mais barata) e aplica as idéias de uma agência que foi derrotada. É o tipo de situação que, como profissional, espero não ter que passar nem como agência derrotada, nem como agência vitoriosa: é de uma falta de ética sem tamanho.

Pelo que vi no site da ACC, a recomendação às agências é proteger o seu material, ainda que seja difícil realmente proteger uma idéia de quem quer copiá-la a qualquer custo. Há recomendações de sinalização de direito de uso em todos os materiais utilizados na concorrência, registro legal de idéias e assinatura de contrato mútuo de confidencialidade do que for apresentado.

No caso do grande número de agências num shortlist de concorrência, a recomendação da ACC é que empresas e governos aceitem um limite de quatro. Já houve casos em que mais de 10 agências foram chamadas para um shortlist para que apenas uma fosse chamada.

Ok, o motivo é nobre. Mas não se engane, publicitário canarinho, com a campanha aqui comentada. A grande negociação está sendo feita diretamente entre ACC e governo belga para que o segundo passe a adotar em suas concorrências as regras propostas pelo primeiro. Até porque carta em inglês num país cujas línguas oficiais são o francês, o alemão e o holandês pode ser comparado a pedir para o Ashton Kutcher retwittar #forasarney…

No mais, já pensou se a moda pega? Participei de algumas concorrências e, pelo menos, achei todas elas normais do ponto de vista ético. Nada a reclamar nem nas que perdemos e muito menos nas que ganhamos. Mas você sempre ouve falar do caso de cliente que envia briefing para agência, desiste do job e o aplica internamente, depois de receber uma proposta bacana de ações. Ou de empresas médias que acionam um monte de agências de porte pequeno e se aproximam das práticas execradas pelos “grevistas” belgas. Não faz barulho porque os milhões de euros, neste caso, não passam de milhares de reais, e assim acabamos nos resignando.

Como procurei na norma-padrão da CENP e no Código do CONAR algum tipo de recomendação sobre concorrências e não encontrei nada (se houver, por favor, avise), a relação de transparência de uma concorrência fica como regra de bom-senso.

Pelo menos para termos a sublime impressão de que as grandes contas deste país não são decididas em almoços do alto escalão, festinhas em Comandatuba ou coisa do gênero, e sim por muito suor e criatividade das equipes, não é?

(Com informações da matéria do AdAge)

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Plástico-bolha gigante e impresso

Instalação do artista plástico Gebhard Sengmüller é para total deleite dos tecnófilos e amantes de plástico-bolha: a transmissão de TV na “incrível” velocidade de um frame por dia, impresso em enorme plástico-bolha em 3 cores. #euquero (via @zeneddine)

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Wikimedia Foundation anuncia parceria com a Telefónica

Foi com algum espanto que acabei de ler sobre a parceria entre Wikimedia Foundation (aquela da Wikipedia, entre outros projetos de conhecimento livre) e a Telefónica, já bastante conhecida entre o povo daqui.

Segundo o press release publicado no site da Wikimedia, a parceria foi firmada por um período de três anos, quando ambas as empresas trabalharão junto para disseminar o conteúdo livre produzido pelos diversos projetos da Wikimedia Foundation (e devo sempre lembrar: como, por exemplo, a Wikipedia) em canais desenvolvidos pela Telefonica: aplicativos, mobile web e outros canais de acesso que a empresa atua ou atuará.

Especificamente:

- Aplicativos: desenvolvimento de aplicações mobile e para TV utilizando o conhecimento de projetos da Wikimedia.
- PC Web: Criação de canais e busca para a Wikipedia, bem como o acesso ao vasto material multimídia acumulado pela enciclopédia.
- Mobile web: Distribuição de conteúdo mobile da Wikimedia em portais da Telefónica.

Além disso, a Telefónica poderá explorar comercialmente todo e qualquer material da Wikimedia Foundation, que é considerado livre para todo o tipo de uso. Também dará suporte e patrocínio a iniciativas educacionais da Wikimedia Foundation.

Para bom entendedor, a empresa espanhola de telecomunicações supre um problema crônico da Wikimedia (principalmente por causa da Wikipedia): se bancar. Não é de hoje que suas pesquisas dentro da Wikipedia acompanham um pedido formal por doações, feito pelo Jimmy Wales, para ajudar a Wikipedia a conseguir pagar os seus servidores.

Contas pagas, criam-se alguns problemas:

O primeiro deles tem relação com a isenção que a Wikipedia sustenta: por ser fruto de uma fundação, a Wikipedia seria um terreno livre dos interesses comerciais e poderia tratar de assuntos da maneira mais imparcial possível. Num mundo em que todos têm algum interesse no que diz respeito à informação, a Wikipedia seria aquele canto utópico criado por hippies cibernéticos do bem que possibilitaria a qualquer um ter informação livre de manipulação.

Este discurso é tão forte que os usuários da Wikipedia o defendem a todo custo, muitas vezes passando por censores cruéis, eliminando artigos inteiros que contenham qualquer tipo de rastro de parcialidade comercial. Se a sua empresa de Social Media ainda vende “colocar a ação como verbete da Wikipedia”, tente executar a promessa uma vez apenas e conte quantos segundos e verbete dura por ali.

Como poderia agora a Wikipedia garantir, com 100% de credibilidade, que uma parceria com a Telefónica não irá interferir em alguns tópicos de interesse da empresa?

Um outro problema diz respeito ao uso que a Telefónica poderá fazer do conteúdo da Wikimedia de maneira comercial. Eu até acredito no press release, que garante que todo o “lucro” da Wikimedia é revertido para aumentar a sua capacidade de disseminar o conhecimento livre (pagar as contas). Mas estariam todos os usuários preparados para continuar defendendo com unhas e dentes um conteúdo que poderá ser explorado comercialmente pela Telefónica? O que torna, agora, a Wikipedia tão mais romântica que o Knol, do Google?

Finalmente: e quem garante que os frutos dos projetos da Telefónica envolvendo know-how da Wikimedia Foundation serão para o livre usufruto do homem?

Na verdade, eu não tenho conclusões. Somente dúvidas que tal parceria colocou na minha cabeça. Dúvidas que já haviam sido tratadas anteriormente, mas que finalmente se materializaram. E vocês, o que acham?

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Ação da CCE promove micro-inclusão digital dentro da Campus Party

A Campus Party acabou ontem, mas os resultados de uma ação que aconteceu por lá eu só vi com mais calma hoje. A CCE levou para o evento quatro perfis distintos: José, um artesão de máscaras; Sonhador e Peneira, uma dupla de repentistas; Renan, um florista e as costureiras da ONG Retece. Em comum, o fato de todos eles serem desconectados ou, em outras palavras, desprovidos de contato com a Internet e o que ela poderia oferecer para os seus respectivos serviços.

Durante o evento, eles conversaram com alguns campuseiros e aprenderam a ter um monte de perfil nos mais descolados sites das Mídias Sociais. Tiveram ajuda de blogueiros, designers, programadores e afins para aprender a abrir um blog, mexer no Twitter, fazer um folder, montar portifólio virtual, enfim, divulgar o seu trabalho no mundo online.

Todos ganharam equipamentos CCE e aquele que melhor desenvolveu sua presença online durante a semana, o artesão, ainda levou um bônus de R$ 3000,00. Prêmios também foram sorteados entre os campuseiros que se dispuseram a ajudar os desconectados.

A ação pareceu interessante à primeira vista, uma vez que mostrou que conectar-se não é tão complicado assim. Talvez não mostrou isso às pessoas certas (uma vez que a divulgação da ação ficou por conta de blog no Posterous, Twitter, Flickr e outras redes para pessoas minimamente conectadas), mas teve uma intenção legal. Se a CCE tiver bala na agulha, é uma ação para ser levada para fora da Campus Party e executada na raça com diversos pequenos empresários, artistas começando, ONGs, em acordos com Sebrae, selos e gravadoras pequenas, outras ONGs e até com um Criança Esperança da vida. Se ficar só na Campus Party, ficamos com aquela sensação de que é pouco. Tire você mesmo as suas conclusões no site da campanha.

Agora, se um dos ex-desconectados incrementar consideravelmente as vendas, as encomendas ou o reconhecimento por causa desta primeira experiência com a Internet, o esforço terá valido à pena pelo espírito da inclusão digital, mesmo que num universo micro (e ainda que, talvez, não aumente em nada as vendas da CCE). Aos novos conectados, deixo a recomendação: só não vale sair por aí dizendo que é Especialista em Social Media =)

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Compondo músicas no Microsoft Word

Três programadores, dois músicos, uma produtora (colmeia) e uma agência (TV1.Com) mostrando que é possível compor músicas no Word. O vídeo é parte da campanha do Microsoft Office 2010.

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Tendências duvidosas #1: O dirigível de controle remoto

Então nossos amigos do marketing recebem aquele brochure bonito da Campus Party e decidem que, sim, vão pagar uma pequena bagatela para estarem presentes como marca no evento. Brifam suas agências (ou não) a respeito de uma ação moderna e descolada para este público geek e antenado.

Aí alguém pensa: vamos levar o ápice da tecnologia. Mas é muito caro.

Então outro pensa: vamos levar uma tecnologia razoavelmente barata, mas que seja simpática.

Eis que surge o dirigível de controle remoto, exibido pela primeira vez aqui na Campus Party pelo Windows SkyDrive.

E então surge um segundo… o do Mercado Livre.

Depois que os organizadores das distintas, porém idênticas, ações se descobrirem, resolveram que cada balão ficará em um canto da enorme Arena da Campus Party.

Não duvido que o pessoal que organizou o terceiro dirigível esteja agora ligando desesperadamente para o cliente para propor algo mais criativo. Talvez sortear estes dirigíveis seja uma excelente solução. Eu gostaria!

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LG Labs desenvolve sua idéia de APP para Android

A LG lançou um concurso cultural para escolher a melhor idéia de aplicativo para Android (e seu novo aparelho GW620). As pessoas também podem enviar mensagens ao site usando a tag #naLGviraAPP no Twitter e algumas palavras nos tweets liberam easter eggs no hotsite.

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