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	<title> &#187; Fábio M. Barreto</title>
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		<title>Jogamos a toalha para Rick Baker</title>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2012 20:34:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Burbank]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra nas Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[Homens de Preto 3]]></category>
		<category><![CDATA[J.J. Abrams]]></category>
		<category><![CDATA[O Monstro da Lagoa Negra]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>O prédio de fachada sóbria e escura não tem nenhuma indicação além do número. Uma porta de aço gigante é a única dica de que aquele lugar, escondido no meio da movimentada cidade de Burbank, tem algo especial. Basta abrir a porta da recepção e dar de cara com pôsteres de clássicos como &#8220;O Monstro [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/rick0001.jpg" alt="" title="" width="630" height="405" class="alignnone size-full wp-image-30074" />
<p>O prédio de fachada sóbria e escura não tem nenhuma indicação além do número. Uma porta de aço gigante é a única dica de que aquele lugar, escondido no meio da movimentada cidade de Burbank, tem algo especial. Basta abrir a porta da recepção e dar de cara com pôsteres de clássicos como <strong>&#8220;O Monstro da Lagoa Negra&#8221;</strong> e <strong>&#8220;Drácula&#8221;</strong>, além de algumas estatuetas e prêmios, para todo o mistério terminar e se ter a certeza de que, ali dentro, os sonhos mais alucinados de <strong>Rick Baker</strong> ganham vida&#8230; bem, o mais próximo da vida que maquiagem, látex e animatronics permitem.</p>
<blockquote><p>Embora estivesse lá para conversar com ele sobre <strong>&#8220;Homens de Preto 3&#8243;</strong>, só conseguia pensar em uma coisa: <strong>&#8220;Guerra nas Estrelas&#8221;</strong>!</p></blockquote>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/rick003.jpg" alt="" title="" width="600" height="355" class="alignnone size-full wp-image-30075" /></center></p>
<p>Rick Baker foi o responsável pela criação da maioria dos alienígenas em <strong>&#8220;Uma Nova Esperança&#8221;</strong> e, especialmente, pela cena da Cantina de Mos Eisley, que só existiu graças a seus esforços malucos para <em>“um filme de ficção cheio de alienígenas esquisitos”</em>, como diz. É meio inevitável assumir que, depois dos X-Wing e dos sabres de luz, a cena da Cantina – mais especificamente, a banda Figrin Dan e os Modal Nodes – marcaram muito visualmente e ali estava eu, prestes a conversar com o cara que fez tudo aquilo.</p>
<p><span id="more-30073"></span></p>
<p><center><iframe width="600" height="450" src="http://www.youtube.com/embed/35cLo7d07Xs?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<p>Fiquei mais empolgado ainda quando a “área de espera” era uma mistura de vila gótica européia, uma escadaria protegida pelos macacos alados de <strong>&#8220;O Mágico de Oz&#8221;</strong> e um cemitério bizarro, com lápides de Bela Lugosi, Ed Wood e outros ícones do gênero.</p>
<blockquote><p>O cemitério foi construído para uma festa de Halloween e eles nunca tiveram coragem de desmontar.</p></blockquote>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/rick004.jpg" alt="" title="" width="600" height="800" class="alignnone size-full wp-image-30076" /></center></p>
<p>Conversar com Baker sempre foi um daqueles sonhos malucos e comecei a ter ideias quando fui assistir <strong>&#8220;Super 8&#8243;</strong>, numa exibição dentro da sede da Academia lá em Beverly Hills. Ele estava sentado na fileira da frente. O fanboy quase venceu a briga, mas resisti bravamente e não fui tietar. Parece que eu sabia. Pois bem, lá estava eu, bobo com a entrada da oficina do Baker. Já ouviram a expressão “Tolinho!”.</p>
<blockquote><p>O show estava apenas começando.</p></blockquote>
<p>Subimos as escadarias – juro que os macacos <em>from hell</em> parecem olhar para você! – e depois de passar por corredores com uma vibe meio Hogwarts, cheios de estátuas e elementos assustadores, foi impossível conter o sorriso e a alegria. O escritório de Rick Baker, que é basicamente uma mistura de área de trabalho com mega show-room e “recanto particular” é do tamanho de uma quadra de futebol de salão. É um lugar onde sonhos nascem e, os melhores deles, ficam guardados!</p>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/rick005.jpg" alt="" title="" width="600" height="337" class="alignnone size-full wp-image-30077" /></center></p>
<blockquote class="quoteleft">É o orgulho de um profissional apaixonado pelo que faz e, como toda a indústria, ainda luta para se manter em atividade.</blockquote>
<p>Os alienígenas da franquia &#8220;Homens de Preto&#8221;, inclusive do novo filme, que estreia hoje nos cinemas brasileiros, ocupavam o lado direito, no começo do salão e eram seguidos por uma floresta habitada pelo <strong>&#8220;Grinch&#8221;</strong>, General Thade (<strong>&#8220;O Planeta dos Macacos&#8221;</strong>, de <strong>Tim Burton</strong>) e o pé-grande Harry, além do gigantesco gorila de <strong>&#8220;Poderoso Joe&#8221;</strong>. Esse cara gosta de símios, né? <strong>Eddie Murphy</strong> também estava por ali, representado pelos personagens de <strong>&#8220;O Professor Aloprado&#8221;</strong>.</p>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/professor.jpeg" alt="" title="" width="600" height="366" class="alignnone size-full wp-image-30082" /></center></p>
<p>Um dos itens mais maravilhosos &#8211; e escondido longe do oba-oba de MIB3, porém &#8211; foi algo muito marcante na minha formação como nerd de raiz: a máscara original do lobisomem que ataca os americanos nas colinas em <strong>&#8220;O Lobisomem Americano em Londres&#8221;</strong>. <em>“Construí a cabeça e também a operei no set”</em>, conta Baker, sempre sorridente e com seu tradicional rabo de cavalo, me surpreendendo ao se aproximar da peça pela qual só eu babava – o resto dos jornalistas tentava tirar foto justo do que não era permitido, os aliens de Homens de Preto.</p>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/rick006.jpg" alt="" title="" width="600" height="664" class="alignnone size-full wp-image-30078" /></center></p>
<p><em>“O pior de tudo foi falar para os atores ‘evite manipular o focinho com força, ele vai quebrar!’ e adivinha a primeira coisa que o <strong>Griffin Dunne</strong> faz na hora do ataque? Ele agarrou com tanta violência que arrancou a mandíbula fora! Todo mundo riu. Eu não. Bem, não na hora.”</em> A olho nu, não havia dano aparente. </p>
<p><em>“Consegue ver aquela resina nos dentes traseiros? Entupi aquilo com cola e arame. Funcionou e nunca mais mexi com medo de quebrar de novo”</em>. Os olhos do sujeito brilhavam ao falar de algo feito em 1981. É o orgulho de um profissional apaixonado pelo que faz e, como toda a indústria, ainda luta para se manter em atividade.</p>
<p><center><iframe width="600" height="337" src="http://www.youtube.com/embed/SQoNv-hzC_Y?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<blockquote><p>“A coisa mais bizarra que acontece comigo é sempre encontrar jornalistas ou até gente do mercado me perguntando por que me aposentei e se pretendo voltar à atividade”, revela Baker, enquanto falávamos sobre pontos marcantes da carreira.</p></blockquote>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/rick007.jpg" alt="" title="" width="600" height="800" class="alignnone size-full wp-image-30079" /></center></p>
<blockquote class="quoteleft">Nada mal para quem começou a fazer suas primeiras máscaras de látex cozinhando o produto no fogão da mãe, não é?</blockquote>
<p><em>“Eu nunca parei. Pode parecer esquisito, mas é preciso lembrar as pessoas que no nosso ramo [maquiadores e modelistas] manter uma estrutura como essa requer muito trabalho, dedicação e um desprendimento absurdo da fama. Em resumo, não temos muito tempo para festas e oba-oba, nosso comprometimento é com a borracha e a próxima tarefa!”.</em></p>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/rickBAKER.jpeg" alt="" title="" width="600" height="655" class="alignnone size-full wp-image-30083" /></center></p>
<p>Entre os créditos de sua companhia nos últimos 12 anos estão <strong>&#8220;Encantada&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Tropic Thunder&#8221;</strong>, <strong>&#8220;X-Men 3&#8243;</strong> e <strong>&#8220;O Lobisomem&#8221;</strong>, além de Baker ter sido consultor em <strong>&#8220;Hellboy&#8221;</strong>. Nada mal para quem começou a fazer suas primeiras máscaras de látex cozinhando o produto no fogão da mãe, não é?</p>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/2.jpeg" alt="" title="" width="600" height="356" class="alignnone size-full wp-image-30080" /></center></p>
<p>Dedicação não faltou durante a produção de &#8220;Homens de Preto 3&#8243;. <em>“Desde o primeiro filme venho tentando incluir algumas ideias e referencias, mas o Barry [Sonnenfield, o diretor] sempre preferiu fazer outras coisas ou teve outras necessidades. Dessa vez, logo de cara, perguntaram: e aquelas suas ideias?”</em> O sorriso que se seguiu revelou o fanboy nerd existente dentro de Rick Baker.</p>
<blockquote><p>“Foi como se tivesse aberto uma cartola mágica e as ideias não paravam de pular”.</p></blockquote>
<p>Sonnenfield tomou a decisão certa, pois a construção da franquia precisava se apoiar em novidades e Baker tinha uma visão mais saudosista e insistia em referências. O roteiro de Homens de Preto 3 foi perfeito para isso, pois ao visitar o passado, ele precisava das homenagens idealizadas pelo maquiador. <em>“Tem um E.T. ligando para a casa dele, por outras razões, mas ele está ali”</em>, diz Rick Baker, apontando para a estátua da criatura abestada e com olhos estranhos.</p>
<p><em>“Mas nem tudo é tão óbvio assim e temos muitas referências aos filmes da Era de Ouro da Ficção Científica. Pensei no seguinte, se os alienígenas existem e influenciam a gente, quer dizer que alguém viu um desses caras e transportou o visual para as raízes da cultura pop. Então, vamos ver trajes espaciais típicos dos anos 50 e 60, criaturas retro-inspiradas em monstros de filmes e livros e outras homenagens que retratam a época, mais do que retratam seus criadores”</em>. Logo, a viagem no tempo do Agente J é também um mergulho no túnel do tempo do gênero.</p>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/3.jpeg" alt="" title="" width="600" height="365" class="alignnone size-full wp-image-30081" /></center></p>
<p>Mas claro que precisávamos falar sobre Guerra nas Estrelas, não é mesmo? Vestido a caráter, com camiseta da Saga, ele sabia que eu perguntaria e faltou pedir para entrar no assunto. <em>“Uma Nova Esperança foi um trabalho meio estranho, pois entramos quando o show já estava em andamento e tivemos que correr atrás do prejuízo”</em>, conta. <em>“Outro dia apareceu um cliente pedindo algo parecido, mas ele estava preocupado com a qualidade, pois teríamos que incluir uma cena – feita no mesmo ambiente – mas que já havia sido filmada. Bem, toda a cena da Cantina de Mos Eisley foi filmada 6 meses depois do fim da fotografia principal. Com o iluminador certo e as orientações necessárias, podemos incluir qualquer coisa em qualquer filme. E se conseguimos fazer aquilo em 76, imagine agora?”</em></p>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/fim.jpg" alt="" title="" width="600" height="399" class="alignnone size-full wp-image-30084" /></center></p>
<p>Para Baker, <em>“a chave da criatividade é exercitá-la diariamente, em qualquer coisa que você faça, é ver o potencial de tudo e, se puder, transformar aquela coisa em algo melhor”</em>. </p>
<p>Sua opinião é muito semelhante à de <strong>J.J. Abrams</strong>, não é à toa que os garotos do filme o relembraram de sua infância. <em>“Poderia jurar que inspirei aqueles moleques, bem, não eu, mas minha geração. Precisávamos buscar modos de ser criativos e tudo a nossa volta se transformava em ferramenta. Era uma questão de necessidade, daquela tara pessoal de pensar em algo e fazer de tudo para transformar em realidade”</em>.</p>
<blockquote><p>É dessa inspiração que nossos sonhos nerds são construídos, de gente insatisfeitas com as coisas como eles são, com ideias pedindo para ganhar vida. No caso de Rick Baker, elas nascem de moldes de borracha, maquiagem realista e referências de sua carreira.</p></blockquote>
<p>E você, como dá vazão à sua inspiração?</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>&#8220;Os Vingadores&#8221;: Nerds, vencemos a batalha. O mundo é nosso.</title>
		<link>http://www.brainstorm9.com.br/29672/entretenimento/os-vingadores-nerds-vencemos-a-batalha-o-mundo-e-nosso/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 17:12:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[avngers]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[osvingadores]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Aviso: CONTÉM SPOILERS! LOS ANGELES &#8211; Não só Hollywood, mas toda a indústria do Entretenimento, vive um momento definitivo e, nas proporções corretas, desesperador: ninguém sabe para onde o cinema, a TV e a literatura vão. Índices de atenção cada vez menores, oferta gigantesca de conteúdo, a necessidade absurda por produtos gratuitos e, claro, a [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ving1.jpg" alt="" title="Os Vingadores" width="630" height="420" class="alignnone size-full wp-image-29673" />
<blockquote><p>Aviso: <strong>CONTÉM SPOILERS!</strong></p></blockquote>
<p>LOS ANGELES &#8211; Não só Hollywood, mas toda a indústria do Entretenimento, vive um momento definitivo e, nas proporções corretas, desesperador: ninguém sabe para onde o cinema, a TV e a literatura vão. Índices de atenção cada vez menores, oferta gigantesca de conteúdo, a necessidade absurda por produtos gratuitos e, claro, a pirataria contra os gigantes do mercado. São muitas variáveis e a instabilidade torna-se inevitável.</p>
<blockquote class="quoteright">Os produtores entenderam a sociedade moderna: divertir, homenagear o passado, e permitir o sonho por um futuro interessante.</blockquote>
<p>Logo, todo mundo está testando soluções – algumas às claras, outras só nos nichos ou mesmo a portas fechadas. Já existe um projetor de 8k de resolução, projetores 3D sem óculos tão poderosos que não se sabe onde acaba o filme e começa o ambiente real e até mesmo hologramas com sensor de movimento, transmissão ao vivo e reconhecimento de voz. </p>
<p>Parte dos testes, porém, envolve descobrir os gostos do público para sustentar a indústria durante essa transição traumática – que deve ocorrer nos próximos cinco anos – e é aí que <strong>&#8220;Os Vingadores&#8221;</strong> se encaixa nisso tudo. Quadrinhos e filmes de nicho tem o maior potencial para unir gerações, garantir resultados e, de certa forma, ser um porto seguro durante a tempestade. E é exatamente isso que a <strong>Marvel</strong> fez sob o comando de Kevin Feige. </p>
<p><span id="more-29672"></span><br />
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ving2.jpg" alt="" title="Os Vingadores" width="600" height="400" class="aligncenter size-full wp-image-29674" /></p>
<p>Porém, &#8220;Os Vingadores&#8221; não é um teste, mas sim a conclusão óbvia da estratégia por trás dos bons filmes do <strong>&#8220;Homem de Ferro&#8221;</strong> (com vantagem para o primeiro), os dois <strong>&#8220;Hulk&#8221;</strong> (com desvantagens espalhadas entre o criativo Ang Lee e pau-mandado Louis Leterrier), o neutro <strong>&#8220;Thor&#8221;</strong> e o fantástico <strong>&#8220;Capitão América&#8221;</strong>! Gostem os fãs de quadrinhos, ou não, a verdadeira estratégia por trás disso tudo é a construção de um novo público. </p>
<blockquote class="quoteleft">A lição tirada de “Os Vingadores” é justamente a da consolidação de um plano efetivo e lucrativo.</blockquote>
<p>Os nerds foram a base inicial e já cumpriram sua função como o primeiro estágio de um foguete. Deram a propulsão, agora está na hora de expandir e solidificar. Basta olhar as análises de público antes mesmo da estréia nos Estados Unidos: o filme lidera as bilheterias em TODOS os quesitos. </p>
<p>Remanescentes da Golden Age, jovens dos anos 80, mulheres, crianças, espectadores casuais&#8230; todos optaram pela aventura de Joss Whedon. E como poderiam resistir? Mesmo quem nunca encostou num quadrinho na vida, mas vai ao cinema ou vê TV, já ouviu falar no Homem de Ferro, no Hulk, em Thor e, claro, no Capitão América – especialmente aqui no Tio Sam. </p>
<p>De maneira alguma essa foi uma invenção de Feige e da Marvel, mas eles encontraram a medida certa para construir seu sucesso e, para isso, precisaram revisitar o passado ao usar os pesos pesados da companhia e fazer isso de caso pensado. Os produtores parecem ter entendido a necessidade da sociedade moderna: divertir, homenagear o passado, e permitir o sonho por um futuro interessante. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ving5.jpg" alt="" title="Os Vingadores" width="600" height="400" class="aligncenter size-full wp-image-29675" />
<p>Essa frase não é nem um pouco idealista, basta ver o mito construído por Stallone com a franquia <strong>&#8220;Mercenários&#8221;</strong>. É exatamente a mesma táctica utilizada pela Marvel. E Avi Arad também sabe disso com seu <strong>&#8220;Espetacular Homem-Aranha&#8221;</strong>, o grande inimigo intelectual e dramático de Christopher Nolan, pelo menos nesse ano. </p>
<blockquote class="quoteright">Comédias entregam gratificação instantânea e isso está incutido no cerne de “Os Vingadores&#8221;.</blockquote>
<p>Essa estratégia é para poucos pela gigantesca proporção de investimento necessário para atrair a atenção do público antes mesmo da estreia. Já se fala em maior bilheteria da história, alias. Tudo isso passa pela arriscada opção de super-expor a marca, com infindáveis trailers, pôsteres, prévias, campanha de imprensa com marcação homem a homem em todos os grandes mercados e, mais recentemente, o convencimento à esfera blogueira, que não precisa de mais que uns trocados para vestir qualquer camisa, infelizmente. </p>
<p>Entretanto, a lição tirada de <strong>&#8220;Os Vingadores&#8221;</strong> é justamente a da consolidação de um plano efetivo e lucrativo. Como tudo que fica popular, a “posse” dos heróis dos quadrinhos passa das mãos dos leitores intelectuais dedicados a cada detalhe aos volúveis espectadores satisfeitos apenas com as duas horas de projeção.</p>
<p>Joss Whedon trabalhou três elementos fundamentais para o sucesso de &#8220;Os Vingadores&#8221; no aspecto cinematográfico: comédia, distribuição de tempo de tela e o Hulk! </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ving12.jpg" alt="" title="Os Vingadores" width="600" height="400" class="aligncenter size-full wp-image-29681" />
<p>Comecemos pelo gigante esmeralda: Depois de duas tentativas frustradas do ponto de vista qualitativo (embora eu tenha gostado de Edward Norton como Bruce Banner), eis que o Hulk surge com personalidade, utilidade e apareceu apenas nas horas certas. Mark Ruffalo atrapalhou menos do que aparentava e criou curiosidade ao “outro cara”. Esse personagem foi tanto a arma tática dos Vingadores em combate, como do filme, construído em torno de sua revelação, sem se preocupar muito com os dilemas de Banner e seu passado. Hulk apareceu, esmagou e conquistou!</p>
<blockquote class="quoteleft">Tudo foi bem distribuído, evitando assim, o “filme do Homem de Ferro e seus amigos”.</blockquote>
<p>Se ele apareceu nas horas certas, o humor esteve presente ao longo de todo filme. Essa parece ser a grande chave dos vídeos virais mais atuais e, sem dúvida, o gênero favorito dos espectadores online. Comédias entregam gratificação instantânea e isso está incutido no cerne de &#8220;Os Vingadores . O roteiro arma sua estrutura e fecha todos os pontos, cômicos ou dramáticos, ao longo da exibição e isso é muito importante, pois entrega um produto fechado. É mentalidade de linha de produção e decisão de executivos, <a href="http://www.brainstorm9.com.br/29597/entretenimento/os-vingadores-quando-a-criatividade-e-a-imaginacao-viram-producao-em-massa/">como disse o Merigo</a>? Com certeza. Mas a execução foi fantástica.</p>
<p>Outro dia ouvi o Spielberg dizendo que sempre assistia filmes tentando ver os movimentos de camera, onde usaram grua ou dolly, onde entraram os efeitos ou a edição mais fresta, até que ele desistiu e agora só quer ver se puderam contar uma história. Bem, &#8220;Os Vingadores&#8221; conta uma história. Simples, pelo olhar de quem nunca ouviu falar nos quadrinhos, mas conta. </p>
<p>Um cara mal quer mandar na gente (e resolve aparecer justamente na Alemanha, onde se depara com um velhinho casca-grossa que não quer ver a história se repetir), então vamos chamar uns sujeitos meio problemáticos, mas superpoderosos, para segurar a onda e lutar pela gente. Tudo bem que ela começou vários filmes atrás, mas está lá. Começo, meio e fim. Infelizmente, hoje em dia isso é celebrado perante tantos roteiros confusos, temas pretensiosos e tentativas frustradas de se atingir alta intelectualidade. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ving11.jpg" alt="" title="Os Vingadores" width="600" height="400" class="aligncenter size-full wp-image-29680" />
<p>Se os produtores se meteram no processo, e, com certeza, Kevin Feige virou o Kuato do Joss Whedon, os medos financeiros garantiram foco nas fórmulas que dão certo. Se a comédia – com suas piadas quase sempre certeiras – e o Hulk – com sua magnanimidade – funcionaram, o outro elemento da base foi o tempo de tela. Tudo foi bem distribuído, evitando assim, o <em>“filme do Homem de Ferro e seus amigos”</em>. </p>
<blockquote class="quoteright">&#8220;Os Vingadores&#8221; escorrega pesado nos dois personagens secundários que são, estruturalmente, o freio de mão do filme: Gavião Arqueiro e Viúva Negra.</blockquote>
<p>Formaram-se vários núcleos renovados constantemente, primeiro reforçando a desorganização dos heróis, depois explorando as forças. Uma das melhores decisões foi inserir o Thor tarde e deixa-lo meio escondido, afinal, seu filme solo foi o mais insosso e o Deus do Trovão não aguentaria levar a ação toda nas costas. E nem seria o caso, afinal, se o filme é d’Os Vingadores, eles devem lutar juntos. E como lutaram! As cenas de combate foram fantásticas e, enquanto aquele mundo caia, o espectador empolgado queria mais. </p>
<p>Como ação, &#8220;Os Vingadores&#8221; é empolgante. Loki deixa claro desde o princípio: vou enganar todo mundo e quem dita as regras sou eu. Tanto Nick Fury quanto os heróis caem na arapuca e pagam caro por isso, até por uma certa ingenuidade, algo que todo ser humano tem ao imaginar que as coisas vão funcionar da maneira ideal logo de cara. Bem, não é por aí e Whedon transferiu um grande conceito norte-americano para seus heróis: a América só funciona com motivação e um objetivo único. Desde a Segunda Guerra Mundial, esse pais não faz nada de forma unilateral. Nem mesmo a Guerra ao Terror foi aceita por todo mundo, logo, olha a referência ao nazismo novamente. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ving10.jpg" alt="" title="Os Vingadores" width="600" height="355" class="aligncenter size-full wp-image-29679" />
<p>Acima de tudo, os realizadores buscaram elementos de fácil acesso à memória de seu público e isso deve ser encarado de forma positiva, uma vez de que fácil e efetivo não são sinônimos. Nolan quer ser cerebral, deixar o espectador tenso o tempo todo e extrapolar os limites do drama? Ótimo. Whedon fez isso na alucinação do último combate (que deve estar dando calafrios até agora no Michael Bay) e no envolvimento prático e simples gerado pelo bom-humor. Entretanto, isso não significa que &#8220;Os Vingadores&#8221; seja isento de falhas.</p>
<blockquote class="quoteleft">A Marvel lembrou que filmes de heróis podem ser divertidos e, acima de tudo, que o ciclo está completo.</blockquote>
<p>No geral, agrada. E muito. É bem feito. E muito. Merece os louros da fama e do sucesso. Totalmente. Mesmo assim, escorrega pesado nos dois personagens secundários e, estruturalmente, o freio de mão do filme: Gavião Arqueiro e Viúva Negra. Se toda a preparação dos heróis principais foi feita ao longo de seus filmes solo, esses dois eram apenas rostos pouco familiares, com histórias de fundo praticamente nulas. Mesmo sabendo do extremo respeito e devoção entre eles, foi difícil engolir uma dinâmica aparentemente forçada na tela. Como arqueiro, adoraria ter o arco high-tech do Gavião, mas esse foi o máximo de atenção gerado pelo sujeito, mas tenho noção de que esse sentimento é bastante pessoal. </p>
<p>Mas isso se encaixa perfeitamente no contexto que estou trabalhando: esse filme é sobre gente especial que salva a “gente comum” na hora do aperto. Sendo frio e calculista, o personagem de Jeremy Renner é um baita arqueiro. E ponto. Foi escravizado pelo vilão, matou meio mundo e não teve tempo, nem roteiro, nem dramaticidade para se redimir de forma a justificar sua presença. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ving9.jpg" alt="" title="Os Vingadores" width="600" height="355" class="aligncenter size-full wp-image-29678" />
<p>O outro grande problema foi a morte do agente Colson. Assim como Boba Fett, em <strong>&#8220;O Retorno de Jedi&#8221;</strong>, morreu para render uma piada. Falo da cena em si, não dos efeitos provocados por seu ato heróico (e a artimanha do Fury). Faltou algo, uma justificativa melhor naquele momento, mas diria que foi mesmo falta de respeito por um personagem tão querido, pois ele era uma espécie de C-3PO dos Vingadores poderia muito bem ter permanecido como constante no universo Marvel nas telonas. </p>
<p>Saí da sessão de &#8220;Os Vingadores&#8221; absolutamente apaixonado pelo trabalho em equipe, pelo Hulk todo espirituoso, pela grandiosidade do quebra-pau, e louco de vontade de encher o Loki de safanões a lá Marshall, do <strong>&#8220;How I Met Your Mother&#8221;</strong>. Saí feliz, doido para ver outra vez e, devo dizer, arrependido por ter vaiado o Kevin Feige na <strong>Comic-Con</strong> quando ele anunciou o Rufallo como Bruce Banner. A Marvel fez um ótimo trabalho, demonstrou a força da grande marca frente ao público disperso, lembrou que filmes de heróis podem ser divertidos e igualmente agradáveis, e, acima de tudo, que o ciclo está completo. </p>
<p>Nerds, vencemos a batalha. O mundo é nosso.</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<item>
		<title>DreamWorks apresenta &#8220;A Origem dos Guardiões&#8221;, adaptação da série literária infantil de William Joyce</title>
		<link>http://www.brainstorm9.com.br/28965/entretenimento/dreamworks-apresenta-a-origem-dos-guardioes-adaptacao-da-serie-literaria-infantil-de-william-joyce/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 14:57:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Dreamworks]]></category>
		<category><![CDATA[processocriativo]]></category>
		<category><![CDATA[riseoftheguardians]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>LOS ANGELES &#8211; O reinado de &#8220;Shrek&#8221; pode ter chegado ao fim depois de quatro filmes, mas a DreamWorks já prepara um substituto: &#8220;A Origem dos Guardiões&#8221; (Rise of the Guardians), animação programada para estrear em 30 de novembro do Brasil. Curiosamente, esses dois títulos tem muita coisa em comum e reforçam alguns conceitos apreciados [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/03/guardi.jpg" alt="" title="Rise Of The Guardians" width="630" height="303" class="alignnone size-full wp-image-28966" />
<p>LOS ANGELES &#8211; O reinado de <strong>&#8220;Shrek&#8221;</strong> pode ter chegado ao fim depois de quatro filmes, mas a <strong>DreamWorks</strong> já prepara um substituto: <strong>&#8220;A Origem dos Guardiões&#8221;</strong> (Rise of the Guardians), animação programada para estrear em 30 de novembro do Brasil. </p>
<blockquote class="quoteright">A primeira impressão é de uma animação profunda e envolvente, daquelas que tenta provocar mudanças no espectador.</blockquote>
<p>Curiosamente, esses dois títulos tem muita coisa em comum e reforçam alguns conceitos apreciados pelos funcionários de Jeffrey Katzenberg. Ambos subvertem contos de fadas, revitalizam ideias seculares ou milenares pelo aspecto cômico e, quando podem, mostram seu lado sombrio e emocional. Ah, claro, tratam-se de duas adaptações literárias. Dessa vez, o autor escolhido foi William Joyce que, veja só, acabou de ganhar o <strong>Oscar</strong> de <em>Melhor Curta-Metragem de Animação</em> por <strong><a href="http://www.brainstorm9.com.br/28497/web-video/the-fantastic-flying-books-of-mr-morris-lessmore/">&#8220;The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore&#8221;</a></strong>. </p>
<p>A DreamWorks conseguiu algo virtualmente impossível nos dias de hoje: manteve &#8220;A Origem dos Guardiões&#8221; em sigilo por praticamente três anos, enquanto desenvolvia o projeto e já começava a animar. Ontem o <strong>BRAINSTORM9</strong> foi o único veículo escrito brasileiro a participar da exibição de algumas cenas em 2D e do fantástico trailer em 3D, dentro do <strong>Directors Guild of América</strong> (DGA), aqui em Los Angeles. </p>
<p>O conceito da história é bem interessante, embora nada inovador, ao mostrar as versões guerreiras e apaixonadas de Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Fada do Dente, João Pestana (também conhecido como Sandman) e de Jack Frost, uma figura folclórica do panteão nórdico e anglo-saxão inexistente no Brasil por razões óbvias, afinal, não temos um inverno tão rigoroso e neve como no Hemisfério Norte.</p>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/03/guard2.jpg" alt="" title="RIse Of The Guardians" width="600" height="400" size-full wp-image-28880" /><p class="caption">Ilustração original da série literária The Guardians of Childhood</p></center></p>
<p>Para resolver esse problema de localização, a equipe comandada pelo diretor Peter Ramsey deve usar a boa e velha artimanha de apresentar os personagens. Tivemos a oportunidade de ver o “nascimento de Jack Frost”, que abre o filme, e a narrativa beira a poesia. <em>“Precisamos levar em conta as diferenças culturais ao redor do mundo, ignorar esse fato é irresponsabilidade”</em>, comenta Ramsey, à reportagem do Brainstorm9. </p>
<p><span id="more-28965"></span></p>
<blockquote><p>“Cada cultura vê esses personagens de uma maneira, então, teoricamente, a releitura de Bill Joyce acaba nivelando o conhecimento da platéia e todo mundo pode mergulhar numa história única”.</p></blockquote>
<p>O mais curioso dessa preocupação, não só da DreamWorks, mas também da <strong>Illumination Studios</strong> – que fez <strong>&#8220;Meu Malvado Favorito&#8221;</strong> e <strong>&#8220;The Lorax&#8221;</strong> – estão altamente atentas à performance internacional de seus filmes. Chris Melandandri, chefão da Illumination, deixa claro que <em>“nossos filmes são internacionais, feitos por uma equipe internacional [baseada na França] e com histórias mais universais”</em>. </p>
<p>Ele defende essa prática desde que capitaneou o primeiro <strong>&#8220;Era do Gelo&#8221;</strong>, que apresentava os primeiros traços dessa estrutura mais globalizada. <em>“O cinema é muito mais abrangente hoje em dia e precisamos transferir essa realidade para as histórias”</em>, disse ao Brainstorm9 numa visita à sede americana do estúdio, em Santa Mônica. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/03/guard3.jpg" alt="" title="Rise Of The Guardians" width="600" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-28982" />
<p><em>“Especialmente pelo tempo envolvido na execução de um longa de animação, não podemos dedicar três ou quatro anos a um produto que vai surtir efeito apenas nos Estados Unidos; é um jeito de aumentar a responsabilidade, e o orgulho, de nossa equipe e garantir algo realmente duradouro”</em>, completa Melandandri.</p>
<p>O argumento mais matador nesse cenário é do ator britânico, radicado em Vermont e invejado por meio mundo por ser casado com a Jennifer Connelly, Paul Bettany: </p>
<blockquote><p>“Muita gente não liga para o que a bilheteria ou os críticos americanos acham de um filme, e há muito mais gente morando fora daqui. É só fazer as contas. &#8216;O Turista&#8217; foi destruído no mercado local, aí estourou no resto do mundo. Há uma lição a ser aprendida aí”. </p></blockquote>
<p>Né?</p>
<p>Não é a toa que a DreamWorks selecionou &#8220;A Origem dos Guardiões&#8221;, originalmente influenciado por diversas culturas e sotaques, e <strong>&#8220;Madagascar 3 – Europe’s Most Wanted&#8221;</strong>, para formarem seu line up de 2012. O Coelhinho da Páscoa badass, por exemplo, é dublado por Hugh Jackman em seu sotaque australiano original; o Papai Noel lenhador de Alec Baldwin é meio russo, meio nórdico; e a Fada do Dente de Isla Fisher é bem americana. </p>
<p><em>“Tudo está ficando muito homogêneo, estamos perdendo a noção do que nossa imaginação é capaz em todos os aspectos, especialmente no entretenimento. Aplicam-se formulas torcendo pelo mesmo resultado. Não há espaço para criatividade e imaginação quando a bilheteria do filme é mais importante que sua paixão, envolvimento e fé na história em questão”</em>, concordam Ramsey e a produtora Christina Steinberg, que trabalhou em <strong>&#8220;Bee Movie&#8221;</strong> e <strong>&#8220;A Lenda do Tesouro Perdido&#8221;</strong>. <em>“Se conseguirmos mostrar para pais e filhos que imaginar faz bem, já me dou por satisfeita”</em>, completa Christina.</p>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/03/guard4.jpg" alt="" title="RIse Of The Guardians" width="600" height="400" size-full wp-image-28880" /><p class="caption">Arte conceitual da adaptação animada, por Jayee Borcar</p></center></p>
<p>Sem dúvida, a qualidade da animação despertou o interesse, por conta de cenas belíssimas como o nascimento de Jack Frost ou o trenó do Papai Noel. Entretanto, é impossível julgar sem ver o produto final. É aí que o trailer ainda inédito cumpriu sua função e vendeu a história de forma bem grandiosa. O maior trunfo é lançado logo de cara: dos mesmos criadores de <strong>&#8220;Como Treinar Seu Dragão&#8221;</strong>, um dos melhores filmes desse século! </p>
<p>Eles têm um grande desafio de marketing pela frente para definir o perfil público, pois, aparentemente, o filme tem apelo mais adulto que infantil &#8211; algo reforçado pelo primeiro pôster, com Papai Noel mostrando tatuagens de Nice e Naughty em seus braços e pela escola de Chris Pine para dublar Jack Frost, um personagem visualmente adolescente. Ser universal pode aumentar suas chances de atingir mais que um segmento, mas complica a campanha e pode prejudicar o desempenho, assim como aconteceu com <strong>&#8220;Hugo&#8221;</strong>, claramente vendido com filme infantil e cujo conteúdo entregava outro produto.</p>
<p>A primeira impressão é de uma animação profunda e envolvente, daquelas que tenta provocar mudanças no espectador, com uma técnica efetiva. Enfim, plantou a semente. Gosto de pensar que se é para continuar adaptando livros, que, pelo menos, escolham livros dignos e proveitosos e o conceito básico de &#8220;A Origem dos Guardiões&#8221; se vende rapidinho para quem adora mitologia, folclore, contos de fadas e ainda acredita na imaginação como parte necessária no dia a dia. </p>
<p><center><iframe width="600" height="335" src="http://www.youtube.com/embed/f_ELTvY51vo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>John Carter: Narrativa clássica e meio bilhão de dólares para fantasiar em Marte</title>
		<link>http://www.brainstorm9.com.br/28875/entretenimento/john-carter-narrativa-classica-e-meio-bilhao-de-dolares-para-fantasiar-em-marte/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 18:07:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[andrewstanton]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[EdgarRiceBurroughs]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[johncarter]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O homem pós-vitoriano é um sujeito interessantíssimo. Embora absurdamente distante da tecnologia moderna, havia um senso intrínseco de aventura e a necessidade pela exploração. Também pudera, o mundo era menor, as comunicações ocorriam de forma lenta e apenas entre grupos seletos e tudo levava mais tempo. Naquele tempo, sonhar era mais que simples exercício mental [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/03/johncarter.jpg" alt="" title="John Carter" width="630" height="326" class="alignnone size-full wp-image-28884" />
<p>O homem pós-vitoriano é um sujeito interessantíssimo. Embora absurdamente distante da tecnologia moderna, havia um senso intrínseco de aventura e a necessidade pela exploração. Também pudera, o mundo era menor, as comunicações ocorriam de forma lenta e apenas entre grupos seletos e tudo levava mais tempo. Naquele tempo, sonhar era mais que simples exercício mental e demonstrava certa fé na potencialidade humana, sempre representada por pioneiros genais como o Viajante do Tempo, na <strong>&#8220;Máquina do Tempo&#8221;</strong>, de H.G. Wells e o guerreiro John Carter, de <strong>&#8220;A Princesa de Marte&#8221;</strong>, de Edgar Rice Burroughs. </p>
<blockquote class="quoteright">A Disney não brincou em serviço e simplesmente entregou uma das melhores direções de arte da história da ficção científica</blockquote>
<p>Com a relativa baixa circulação de conceitos, muito a ser descoberto e sem ninguém por perto para ficar comparando tudo que era escrito no resto do mundo, os autores da virada do século 19, assim como seus personagens, extrapolavam os limites de seu tempo e, sem querer querendo, definiram não apenas o gênero da ficção científica, mas tudo que entendemos por grande jornadas, heróis intergalácticos e até mesmo os menos em relação ao futuro do planeta. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/03/john2.jpg" alt="" title="A Princesa de Marte" width="600" height="255" class="aligncenter size-full wp-image-28877" />
<p>Nascido em folhetim e consagrado como romance, &#8220;A Princesa de Marte&#8221; reúne um pouco de tudo isso e garante um ótimo exercício de perspectiva social tanto no livro de Burroughs quanto na adaptação zilhardária <strong><a href="http://disney.go.com/johncarter/">&#8220;John Carter: Entre Dois Mundos&#8221;</a></strong>, dirigida por Andrew Stanton (estreando em live-action depois de entrar para a história com <strong>&#8220;Wall-E&#8221;</strong> da <strong>Pixar</strong>), a maior aposta da <strong>Walt Disney</strong> nesse ano – basicamente, o estúdio gastou meio bilhão de dólares, contando filme e a campanha de marketing megalossaurica mundial!</p>
<p><span id="more-28875"></span></p>
<p>Alegoria clara à Guerra Civil norte-americana e socialmente relevante para permanecer relevante até hoje, a história mostra que nossos desejos não mudaram tanto nos últimos dois séculos. O formato pode ter sofrido alterações, afinal, os super-heróis são figuras culturalmente fundamentais há pelo menos 50 anos e sua multiplicidade garante a cobertura e análise em foco de praticamente todas as variáveis relevantes ao tema, mas o cerne não muda: queremos acordar de um sonho e nos descobrirmos donos de algum poder especial; queremos ser especiais e nos destacar. </p>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/03/john6.jpg" alt="" title="John Carter" width="600" height="400" size-full wp-image-28880" /><p class="caption">Andrew Stanton no set de John Carter</p></center></p>
<p>Obviamente, todas as histórias seriam as mesmas se esse fosse o único argumento, afinal, assim como seus criadores, as narrativas tem que encontrar seu diferencial. Aí entra a humanidade do protagonista, suas falhas, seus desafios, seus fantasmas. Isso também não mudou. O homem do século 19 sofria da mesma forma que o sujeito tecnológico atual. Por definição, John Carter é uma alma perdida no tempo e, ao fim de sua história, também no espaço. Ele é praticamente um ronin em busca de um novo senhor, um valente descrente. Toda a saga épica desenvolvida por Burroughs vai desvendando essa busca pela identidade depois de um insuperável trauma pessoal e, claro, isso vai envolver paixão, luta, superação e perigo por todos os lados.</p>
<blockquote class="quoteleft">Por mais clássica que a narrativa seja, há uma lição a ser aprendida com “John Carter”. </blockquote>
<p>Você já viu essa história, certo? Com certeza! &#8220;A Princesa de Marte&#8221; é uma das estruturas narrativas mais seminais da literatura e, em especial, da ficção científica e que, anos depois, foi assimilada por completo pelas HQs. Manter boa parte do ritmo e do encadeamento original foi uma das decisões mais arriscadas de Andrew Stanton, pois &#8220;John Carter&#8221; vai parecer com absolutamente tudo que fez sucesso nos últimos 30 anos nesse gênero. Ou quase tudo, já que <strong>&#8220;O Senhor dos Anéis&#8221;</strong> escapa um pouco. <strong>&#8220;Guerra nas Estrelas&#8221;</strong> leva na cara e <strong>&#8220;Avatar&#8221;</strong>, então, nem se fala. </p>
<p>O importante é entender que, nesse caso, tais semelhanças não são demérito. Algumas histórias precisam ser recontadas por sua natureza formativa, o que acontece é estarmos vendo a original depois de tantas outras por ela “inspiradas”. Do mesmo modo que a propaganda, a moda e a música se renovam, reinventam ou revolucionam, o cinema precisa fazer o mesmo; é utopia demais ficar achando que o primeiro &#8220;Guerra nas Estrelas&#8221; vai causar o mesmo efeito na garotada de hoje assim como fez em 77, e por aí vai. </p>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/03/johnmak1.jpg" alt="" title="John Carter" width="600" height="400" class="alignnone size-full wp-image-28882" /><p class="caption">Set de John Carter montado no deserto de Utah, EUA</p></center></p>
<p>Tecnologia faz diferença, infelizmente. E é aí que &#8220;John Carter&#8221; merece uma rasgação de seda meio forte, mas merecida. Misturar história épica, com tudo grandioso e, bem, uma porrada de efeitos especiais, tela verde, alienígenas, naves e aquele pacote todo típico do gênero pode terminar em lambança, assim como provado por George Lucas nos novos &#8220;Star Wars&#8221;. </p>
<p>A Disney não brincou em serviço e simplesmente entregou uma das melhores direções de arte da história da ficção científica, ficando pau a pau com &#8220;Avatar&#8221; em termos visuais. Nunca foi tão fácil acreditar num ambiente alienígena como nesse filme e digo isso com sinceridade. Foi uma das melhores surpresas, pois, por saber a história e não parar de ver similaridades com filmes recentes, qualquer escorregada me faria perder o interesse e aconteceu o oposto.</p>
<p>Aproveitando o ambiente criado por Burroughs, que optou por não encher seu protagonista com cacarecos tecnológicos cafonas e transformou Marte, ou Barsoom, num planeta habitável, a equipe pode criar à vontade e inserir Carter em situações e locais plenamente plausíveis dentro de sua proposta. Essa é uma característica bastante interessante sobre a visão do espaço e do futuro de escritores como Wells, Burroughs ou Arthur Conan Doyle. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/03/johnmak2.jpg" alt="" title="John Carter" width="600" height="400" class="aligncenter size-full wp-image-28883" />
<p>As “semelhanças” entre os mundos e suas dinâmicas permitiam que seus personagens não precisassem transformar seu modo de agir ou pensar, podendo apenas se adaptar e, baseados em suas descobertas, atingirem o potencial do qual eram privados na Terra ou em sua sociedade de origem. Sherlock Holmes era ótimo nisso, aliás; destacando-se dos demais policiais com seus “poderes” intelectuais e um desejo insaciável por aventura e descoberta.  </p>
<p>Seguindo um pouco a estrutura proposta por Joseph Campbell, Carter é o herói relutante, mas, diferente de Luke Skywalker ou Neo, um sujeito maduro e pronto para cair na porrada. Ele passa pelo encontro que vai lhe arremessar em sua jornada, na qual precisará passar pelo submundo, enfrentar seus demônios e sair de lá renovado e decidido a lutar pela nova causa. De modo prático, estar em Marte permite que ele faça a diferença. O sujeito comum deixa de existir, o herói se define e ele é recebido como igual pelo novo grupo. </p>
<p><center><iframe width="300" height="182" src="http://www.youtube.com/embed/owAqujhSf_Q" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> <iframe width="300" height="182" src="http://www.youtube.com/embed/t_hma5zkVXA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<p>Normalmente, trata-se de um gigantesco rito de passagem, mas no caso de Carter ele atravessa uma purificação motivado pela necessidade de liberar seu ódio e aliviar sua consciência. Isso faz dele alguém altamente próximo e passível de compaixão, especialmente para o público adulto. Para os mais jovens, sobram batalhas e, claro, o agrado universal: o cachorro, ou melhor, um equivalente marciano de cachorro, Woola, um sidekick fantástico e bom de briga!</p>
<p>Por mais clássica que a narrativa seja, há uma lição a ser aprendida com &#8220;John Carter&#8221;. Houve um tempo em que era importante imaginar o que encontraríamos lá fora, na infinidade do espaço, e como faríamos de tudo para encontrarmos nosso lugar, em vez de se concentrar apenas nas mazelas e problemas inerentes ao ser humano. </p>
<p>Burroughs propõe alternativas à guerra, modos de exorcizar a tristeza, valoriza a força de vontade e vislumbrou um futuro no qual o livre arbítrio fosse, de fato, algo valioso. Ao longo dos anos, mesclar todos esses conceitos transformou-se em clichê de história infantil ou autor iniciante, porém, existe uma razão para que essa jornada seja contada e recontada tantas vezes, de tantas formas, em tantas línguas: precisamos, e sempre precisaremos, dela. </p>
<p><center><iframe width="600" height="335" src="http://www.youtube.com/embed/ZCWhOJjNLso" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>&#8220;O Brado Retumbante&#8221; e suas muletas visuais</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 13:36:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[bradoredumbante]]></category>
		<category><![CDATA[Globo]]></category>
		<category><![CDATA[série]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Quem joga videogame sabe que a chave para aprender os novos golpes, ou truques, é repeti-los ao extremo. Às vezes o jogo exige um número específico de repetições para melhorar a habilidade, às vezes o único jeito de aprender é tentando até decorar. Bem, no cinema é a mesma coisa. Há uma série de técnicas [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<div class="chamada">Entender da gramática cinematográfica é fundamental, especialmente para evitar o uso indiscriminado de algumas ferramentas, como fez a série global &#8220;O Brado Retumbante&#8221;</div>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/02/brado.jpg" alt="" title="O Brado Retumbante" width="630" height="354" class="alignnone size-full wp-image-28545" />
<p>Quem joga videogame sabe que a chave para aprender os novos golpes, ou truques, é repeti-los ao extremo. Às vezes o jogo exige um número específico de repetições para melhorar a habilidade, às vezes o único jeito de aprender é tentando até decorar. Bem, no cinema é a mesma coisa. Há uma série de técnicas específicas dentro da gramática cinematográfica, tudo isso à disposição do diretor, responsável direto pelas escolhas de movimento de câmera, uso de lentes e outras invenções visuais. Um erro comum – muitas vezes transformado em “estilo” – é repetir alguns deles à exaustão, como visto na recente série brasileira <strong><a href="http://obradoretumbante.globo.com/platb/o-brado-retumbante/">&#8220;O Brado Retumbante&#8221;</a></strong>, da <strong>Rede Globo</strong>. Aposto que todos os espectadores sabem de cor como fazer <em>rack focus</em> e como não fazer diálogos <em>over the sholder</em>.</p>
<p><span id="more-28544"></span></p>
<p>Aproveitando minha breve passada por São Paulo em janeiro, conferi a mais recente minissérie da Globo. Muita gente tem falado sobre as câmeras HD do plim-plim e da melhoria na qualidade e tal, foi hora de colocar tudo isso à prova. Sem dúvida, o visual é impressionante e a alta definição valoriza muito um produto televisivo, assim como o famoso production value e a grandiosidade do projeto. Fiquei empolgado com o primeiro episódio especialmente pela decisão do roteiro em criar uma Linha do Tempo Alternativa, com um Brasil contemporâneo, mas cheio de alterações políticas. Pois bem, fui fisgado&#8230; mas alguma coisa incomodou. Seriam os vícios de TV, com cortes bem característicos ou alguns diálogos excessivos? Talvez. Fiquei com a pulga atrás da orelha.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2012/02/brado2.jpg" alt="" title="Brado Redumbante" width="600" height="399" class="aligncenter size-full wp-image-28546" />
<p>A ficha caiu no segundo episódio. O diretor e o diretor de fotografia pareciam dispostos a tentar todas as vertentes possíveis e imagináveis do rack focus – quando o foco da lente varia entre o primeiro e o segundo plano, normalmente executado em diálogos para garantir a atenção do espectador num ponto específico – e de diálogos com over the shoulder sujo, ou seja, um personagem fala ao fundo, enquanto alguma parte do corpo da contraparte aparece, desfocada, em primeiro plano.</p>
<blockquote class="quoteright">Por mais técnico que pareça, é responsabilidade do diretor garantir a manutenção de sua criação visual</blockquote>
<p>Essas ferramentas são bastante efetivas e usadas por praticamente todos os cineastas de Hollywood. No caso de &#8220;O Brado Retumbante&#8221;, a insistência na mesma técnica passou a incomodar e aí é que mora o perigo, pois, rapidamente, fez a transição de truque bacana para elemento responsável por tirar o espectador do clima muito bem estabelecido pelos pontos fortes da produção, como, por exemplo, as belíssimas tomadas aéreas do Rio de Janeiro. Por mais técnico que esse argumento pareça, é responsabilidade do diretor garantir a manutenção de sua criação visual, não de ficar lembrando o público a todo momento que há uma lente focando e desfocando. </p>
<p>Entretanto, o rack focus repetitivo não chega aos pés da pior decisão da série. O uso do diálogo over the shoulder sujo é bem definido e aceito, aliás, praticamente uma obrigação para não parecer tudo certinho o tempo todo. A escorregada se deu pelo fato da direção ter optado pelo enquadramento mais estranho possível, ao colocar a parte suja – ou seja, o corpo ou cabeça do interlocutor – ocupando mais de 60% da tela, deixando o personagem que falava espremido no cantinho da tela. Isso é um deserviço quando se tem gente como Maria Fernanda Candido e Zé Wilker em ótimos papéis. </p>
<p><center><iframe width="300" height="233" src="http://www.youtube.com/embed/-YJvMiIA-ZY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> <iframe width="300" height="182" src="http://www.youtube.com/embed/LAMhyLechDc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<p>A ideia de ter atores famosos e talentosos é justamente se aproveitar de sua habilidade, não de esconde-los atrás da cabeça de alguém, e isso &#8220;O Brado Retumbante&#8221; fez aos montes. Chegava a ser um alívio ver uma cena limpa e sem exageros. A impressão é de que a equipe envolvida aprendeu esses truques e resolveu mostrar que sabia fazer. Ok, entendemos o recado, mas para isso eles cometeram o maior dos pecados: cair na repetição. TV normal pode ser feita no automático e cheia de clichês de enquadramento e técnica, é esperado. TV em HD e com um production value tão grande, e cara de cinema, não pode cair na mesmice. Variedade é obrigatória e a Rede Globo deveria saber disso.</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		</item>
		<item>
		<title>Procura-se: Público disposto a ler bons textos, independente do tamanho</title>
		<link>http://www.brainstorm9.com.br/27953/entretenimento/procura-se-publico-disposto-a-ler-bons-textos-independente-do-tamanho/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 18:07:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[startrek]]></category>
		<category><![CDATA[williamshatner]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Meses antes de sequer imaginar que teria a chance de conhecer William Shatner na última Comic-Con, fui surpreendido por sua série de entrevistas – Raw Nerve, no canal Bio &#8211; com atores de &#8220;Jornada nas Estrelas&#8221; e outras celebridades. Cheguei a acompanhar o Mind Meld &#8211; no qual Shatner e Leonard Nimoy batiam papo sobre [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/12/nerve1.jpg" alt="" title="" width="630" height="659" class="alignnone size-full wp-image-27954" />
<p>Meses antes de sequer imaginar que teria a chance de conhecer William Shatner na última <strong>Comic-Con</strong>, fui surpreendido por sua série de entrevistas – <strong><a href="http://www.biography.com/tv/shatners-raw-nerve/episodes">Raw Nerve</a></strong>, no canal <strong>Bio</strong> &#8211; com atores de <strong>&#8220;Jornada nas Estrelas&#8221;</strong> e outras celebridades. Cheguei a acompanhar o <strong>Mind Meld</strong> &#8211; no qual Shatner e Leonard Nimoy batiam papo sobre a série e os filmes – mas não carreguei muita coisa, de fato, daquelas conversas.</p>
<p>Nessa nova fase, porém, um Bill mais experiente e contemplativo surgiu e essa versão fez com que toda essa relação de amor e ódio estabelecida ao longo dos últimos 20 anos (por conta de minha devoção inabalável a <strong>&#8220;Guerra nas Estrelas&#8221;</strong>, claro) fizesse sentido. Se não falhe a memória, na entrevista com Walter Koenig, ele disse algo inesquecível: </p>
<blockquote><p>“Quero conhecer as pessoas, quero entender o que faz com que elas funcionem, como pensam e por que pensam”.</p></blockquote>
<p>Por mais idealista que possa soar, Shatner definiu a essência de qualquer comunicador, que, antes de comunicar, precisa compreender qual mensagem precisa transmitir. É um pensamento indispensável nos dias de hoje com o público pulverizado, maior acesso à informação e, seja na publicidade, seja no jornalismo, com clientes perdidos no tiroteio de opções.</p>
<p><span id="more-27953"></span></p>
<p>Em meus anos de faculdade, ninguém questionava a validade do trabalho do jornalista. Não havia opção à escola da reportagem e ao grande veículo impresso, rádio ou programa de TV, logo, boa parte das conversas de dedicavam a preparar a técnica, manter a ética e respeitar aquela neutralidade utópica que, de fato, nunca existiu. Veio a Internet. Boom. A escola clássica despencou e o resultado é uma imprensa perdida, em busca de novos formatos, de novas rendas, mas, acima de tudo, em busca de uma razão para continuar existindo. </p>
<blockquote class="quoteright">“Seu texto é muito longo, ninguém lê”</blockquote>
<p>Aproximando esse cenário do meu dia a dia como correspondente de entretenimento, um dos mais afetados pela nova mídia, a coisa piora um pouco, pois quando não se existe mais o elemento “especial” da proximidade com o astro e se a janela de lançamento caiu de 1 ano para 3 meses, o que sobra? É aí que William Shatner acerta em sua definição, é aí que editores brasileiros – especialmente os online – precisam lembrar das razões que os levaram a essa profissão e focar no objetivo do que fazem, é aí que todo mundo precisa se concentrar, mas ninguém sabe o que fazer.</p>
<p>Qualquer blog consegue traduzir entrevistas, pegar fotos, repercutir feeds de notícias e se chamar de <em>“site de notícias”</em>; quem faz isso vai ter milhares de concorrentes exatamente iguais, fato, mas estamos falando de jornalistas ou de verdadeiros redatores que, felizmente, puderam se expressar sem o filtro da grande imprensa. Negada que faz isso para tentar ficar famosa quer saber de hit, não do efeito que seu trabalho causa nas pessoas.</p>
<p>Quantas vezes não ouvi <em>“seu texto é muito longo, ninguém lê”</em>. Eu luto contra essa mentalidade e já perdi muito trabalho por isso. Não é reclamação, foi uma opção. Ouvi isso hoje, aliás. Aquela desculpinha do “ninguém lê texto grande na internet” não cola, desculpe. Se a internet é realmente o novo canal de comunicação, significa que todas aquelas pessoas que aprenderam a apreciar a boa matéria apurada e informativa, ou aquela opinião fantástica do articulista preferido, desaprendeu e vai ser obrigado a “análises” de quatro parágrafos? Duvido. Quando digo Hollywood é de todo mundo, falo do acesso; hoje, pulverizado e quase sempre insosso criado pelo atual sistema de assessoria de imprensa, que encara o profissional como uma mera ferramenta do departamento de marketing.</p>
<p>Olhando esse cenário, um modo de escapar da cobertura rasa e do nivelamento por baixo – o que realmente matou o jornalismo, por conivência de editores e preguiça de “repórteres” que não vivem sem <strong>IMDB</strong> ou <strong>Wikipedia</strong> – é justamente a compreensão que Shatner busca em suas aventuras como entrevistador.</p>
<blockquote class="quoteleft">Em algum lugar nessa internet de Deus e o Diabo deve existir um público disposto a ler bons textos</blockquote>
<p>Claro que a fofoca sempre vai existir como filão milionário ao revelar as últimas estripulias de gente relevante como as Kardashians ou Lindsay Lohan, entretanto o cinéfilo quer e precisa conhecer seus ídolos, sejam eles atores ou diretores. Com o avanço tecnológico, as chances do cinéfilo se arriscar como produtor de conteúdo é gigantesca com um blog ou até mesmo fazendo seus próprios filmes. A existência de uma base de informações confiável e relevante se torna fundamental e precisa ser oferecida em algum lugar que não os extras dos Blu-Rays.</p>
<p>Ao entendermos como as pessoas bem-sucedidas tomam suas decisões, o que as inspira, onde procuram talentos, o que julgam valioso nos dias de hoje, podemos compreender melhor o mercado do entretenimento, planejar nosso próximos passos e, sem dúvida nenhuma, aprender com erros dos outros. Foi algo que James Cameron comentou uma vez, sobre a importância das referências e da manutenção do conhecimento: </p>
<blockquote><p>“Ninguém mais faz filmes bons sobre H.P. Lovecraft, por que muita gente errou demais quando tentou; já sabemos o que não fazer”.</p></blockquote>
<p>De certa forma, esqueceram da função do jornalismo, a de reportar e registrar, e só querem saber de resolver o problema: voltar a vender. Mudou-se o fim, perdeu-se o meio, danou-se tudo. </p>
<p>Alterando levemente as palavras de Shatner, quero conhecer meus entrevistados e meus ídolos, quero entender o que faz com que eles funcionem do modo como funcionam, quero saber como pensam e por que pensam. </p>
<p>Quero entende-los e compartilhar essas descobertas, pois sei que, em algum lugar nessa internet de Deus e o Diabo exista um público disposto a ler bons textos, independentes de seu tamanho, que clame por informação e ainda se empolgue com as declarações com alguém capaz de te emocionar na tela e te deixar orgulhoso fora dela. Se a velha imprensa já perdeu, que, pelo menos, encontremos um bom meio de continuar o trabalho no mundo online. Pode chamar de idealista, mas eu prefiro ser chamado de jornalista.</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>Retrospectiva 9 anos: Quem passa por aqui fecha o browser mais inspirado</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 16:36:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brainstorm9]]></category>
		<category><![CDATA[retrospectiva]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Embora seja o mais novato escrevendo no Brainstorm9, posso bater no peito e dizer que tanto o site quanto o Carlos Merigo salvaram minha carreira virtual. E não é exagero não. Como jornalista veterano, sofri com a derrota da classe perante o levante online e depois de algumas experiências ruins com “blogs profissionais”, entre eles [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<img class="aligncenter size-full wp-image-27706" title="retrospectiva1" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/11/retrospectiva11.jpg" alt="" width="630" height="240" />
<p>Embora seja o mais novato escrevendo no <strong>Brainstorm9</strong>, posso bater no peito e dizer que tanto o site quanto o Carlos Merigo salvaram minha carreira virtual. E não é exagero não. Como jornalista veterano, sofri com a derrota da classe perante o levante online e depois de algumas experiências ruins com “blogs profissionais”, entre eles um tal de <strong>ComLimão</strong> que ainda me deve uma pequena fortuna; ser vítima de estelionato; e perder as esperanças com as infinitas ofertas de parcerias havia desistido de trabalhar na internet. Simples assim. Eis que surgiu o Brainstorm9 e minha vida mudou.</p>
<p>Mudou por conta do profissionalismo com o qual o Merigo trabalha e com a paixão que ele, inevitavelmente, transfere para o site. Quem é apaixonado não desrespeita, não empurra com a barriga, não se esconde na hora da decisão. Não sabia de nada disso quando entrei para a equipe, então, imaginem a felicidade ao encontrar um cantinho virtual tocado com a mesma tara que me ajudou a atravessar os difíceis anos de estágio na redação do <strong>Estadão</strong>? Foi fantástico. Para melhorar ainda mais a situação, o Merigo pediu exatamente o que eu sempre quis fazer na rede: jornalismo de entretenimento com qualidade e relevância. Assim começou minha caça aos “criativos” de Hollywood. E, para minha surpresa, num site focado em publicidade. Nada de grande portal, nada de revista online. Vai entender.</p>
<p>Comecei a jornada com <a href="http://www.brainstorm9.com.br/20527/entretenimento/jimmy-kimmel-criatividade-e-videos-fazendo-a-diferenca/">Jimmy Kimmel</a>, já passei por <strong><a href="http://www.brainstorm9.com.br/21850/entretenimento/dexter-o-duelo-entre-emocao-e-indiferenca-b9-entrevista-michael-c-hall/">&#8220;Dexter&#8221;</a></strong>, o <a href="http://www.brainstorm9.com.br/21608/entretenimento/a-maquina-do-tempo-da-publicidade-b9-conversa-com-o-criador-de-mad-men/">criador de <strong>&#8220;Mad Men&#8221;</strong></a>, papeei <a href="http://www.brainstorm9.com.br/21053/entretenimento/b9-entrevista-danny-boyle-fazendo-muito-com-pouca-verba/">com Danny Boyle</a>, visitei <a href="http://www.brainstorm9.com.br/22110/entretenimento/o-legado-do-mariachi-b9-visita-a-troublemaker-studios-e-bate-um-papo-com-robert-rodriguez/">o estúdio</a> do Robert Rodriguez, <a href="http://www.brainstorm9.com.br/tag/comic-con-2011/">cobri a <strong>Comic-Con 2011</strong></a>, ganhei uma coluna – <a href="http://www.brainstorm9.com.br/escola-de-cinema/">“Escola de Cinema”</a> –, fiz dois curtas-metragens e <a href="http://www.brainstorm9.com.br/26812/entretenimento/b9-entrevista-j-j-abrams-o-guru-moderno/">entrevistei J.J. Abrams</a> e <a href="http://www.brainstorm9.com.br/26658/entretenimento/b9-entrevista-jeff-bridges-o-cara-uma-foto-e-um-pote-de-sorvete%e2%80%a8/">Jeff Bridges</a>. Parece coisa de sonho, não é? E é bem por aí. Batalhar por algo forte desse tipo depende do objetivo final e vesti a camisa, além de ter que melhorar mais ainda a qualidade do trabalho. Vacilar com os leitores do Brainstorm9 é a pior coisa do mundo. </p>
<p>Dá um baita orgulho ver um destaque na home, mas tem uma coisa que vocês não sabem. Muitas vezes, envio as matérias e a vibração do Merigo ao reagir ao material bruto é tão, mas tão animal, que ganho o dia ali mesmo. Conheço outros editores online que fazem isso, mas eles são poucos e tem algo em comum: todos fazem sucesso. </p>
<p>Outro dia, William Shatner me disse algo sobre criatividade. Ideias são raras e precisamos celebrar quando acontecem. No aniversário do Brainstorm9, celebro não apenas uma ideia, mas tudo que ela construiu e promoveu. Quem passa por aí fecha o browser mais inteligente, informado e, no mínimo, inspirado. Parabéns a todos!</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>B9 perguntou a grandes nomes de Hollywood: Qual a sua relação com a criatividade?</title>
		<link>http://www.brainstorm9.com.br/27710/entretenimento/b9-perguntou-a-grandes-nomes-de-hollywood-qual-a-sua-relacao-com-a-criatividade/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 13:37:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[hollywood]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Perguntei a Don Cheadle o que significa ser criativo, a resposta veio num piscar de olhos: “Não sei viver de outro jeito”. A surpresa positiva veio em meio a um mercado repleto de pessoas que, embora ligadas diretamente a produtos criativos, limitem-se meramente à execução de ordens, sejam eles atores ou diretores com pouca força [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/11/hol.jpg" alt="" title="" width="630" height="150" class="alignnone size-full wp-image-27712" />
<p>Perguntei a Don Cheadle o que significa ser criativo, a resposta veio num piscar de olhos: </p>
<blockquote><p>“Não sei viver de outro jeito”. </p></blockquote>
<p>A surpresa positiva veio em meio a um mercado repleto de pessoas que, embora ligadas diretamente a produtos criativos, limitem-se meramente à execução de ordens, sejam eles atores ou diretores com pouca força autoral. </p>
<p>Muito além da felicidade profissional ao encontrar gente capaz de encarar o cinema com tanta empolgação quanto os espectadores, descobrir que a paixão e a empolgação tradicionais a novatos ainda persiste no alto escalão permite um novo olhar sobre grandes filmes, e, claro, perceber por que eles funcionam. </p>
<p>Continuei a fazer a essa pergunta a diversos artistas e as respostas foram reveladoras, divertidas e bastante sinceras.</p>
<div class="chamada">Brendan Gleeson</div>
<p>Nos últimos dois anos andei pensando muito nisso e conclui que o objetivo da arte é fazer com que as pessoas se sintam menos sozinhas. Criatividade é isso para mim, oferecer um meio de experimentar a vida sem que isso seja um ato solitário. Já nascemos e morremos sozinhos, então é legal envolver algo coletivo nesse meio tempo e nos divertirmos com isso. </p>
<p>Tudo isso é a conclusão de um processo bastante pessoal que vivi e tem muito a ver com o que minha mãe me dizia: para que fazer algo feio se o mundo já está cheio de feiúra? Se vai fazer algo, seja um quadro ou um filme, faça de forma bela e motivadora. É difícil balancear isso quando se interpreta um torturador sul-africano, por exemplo, mas é algo que precisa ser levado em conta, sempre. A verdade pode ser bela, mas precisa servir a um objetivo maior.</p>
<div class="chamada">J.J. Abrams</div>
<p>Ser criativo significa que sou extremamente sortudo por poder ganhar a vida inventando coisas. Mas, acima de tudo, é poder executar qualquer tarefa com paixão e prazer. Não é preciso ser um cineasta ou artista para fazer isso. </p>
<p>Um cirurgião pode ser criativo, professores fazem isso todos os dias e aprimoram o que fazem; qualquer profissional tem essa possibilidade e o efeito, inevitavelmente, é atingir seus objetivos sem perder o interesse ou fazer apenas de forma mecânica.</p>
<div class="chamada">Danny DeVitto</div>
<p>Criatividade que é algo que acontece. Não tenho nenhuma preocupação consciente de tentar exerce-la ou amplia-la sem que a situação peça. Todo mundo pode ser criativo, de certo modo, o que muda é a sorte. Tive sorte de conseguir mostrar meu trabalho e de ainda poder fazer isso. </p>
<p>Não acredito em Deus de forma estritamente religiosa, penso nisso como algo que cada um tenha dentro de si, e esse é um paralelo válido. Devemos encontrar nossas vozes dentro de nós. No ambiente certo, tudo vai gerar frutos.</p>
<div class="chamada">Don Cheadle</div>
<p>Não sei viver de outro jeito. Criatividade é algo que existia antes mesmo de saber quem eu era. Algo totalmente inconsciente. Meus pais incentivavam brincadeiras dentro de casa, a ter a língua solta. Valia tudo em nome do humor. </p>
<p>Família foi o berço de tudo isso; não tenho dúvidas de que a criação vai ditar muito da sua capacidade no futuro. Nunca busquei ser criativo de forma ativa, estava envolvido com musica quando saí do colégio e escolhi a Califórnia por causa do clima quente e quando percebi, estava fazendo dinheiro com comédia. </p>
<div class="chamada">Ed Helms</div>
<p>Considero-me alguém criativo, mas fico à mercê do público para saber se sou bom ou não. Nunca paro de exercitar minhas ideias, seja com música, roteiros, projetos manuais, piadas e etc. Criatividade é uma força vital, algo que me guia constantemente. </p>
<p>Isso não significa que tenha a fórmula do sucesso ou que tenha muita certeza de como agir. O mais importante é expor e colocar suas ideias à prova. Fiz muita porcaria que, felizmente, não está na internet (risos). Se você quer ser um criador, tem que dar a cara a tapa. Ficar em casa idolatrando sua genialidade em potencial é uma p$#% perda de tempo!</p>
<div class="chamada">Michael Giacchino</div>
<p>É processar e criar baseado naquilo que me inspira. A música que escrevo é um reflexo das minhas emoções perante uma cena que assisti. Vejo uma cena e transformo aquela sensação em elementos musicais. </p>
<p>É praticamente ação e reação, mas com uma finalidade específica. Ou seja, ser criativo na composição significa encontrar o nível de envolvimento correto com a cena em questão.</p>
<div class="chamada">William Shatner</div>
<p>Ideias são muito raras. Um pensamento criativo é algo único e difícil de acontecer, seja o conceito de um livro, seja um modo diferente de cozinhar para alguém que amamos. Nos últimos anos tenho vivido uma jornada cheia de descobertas na qual a grande ideia criativa foi a de fazer coisas como o filme <strong>&#8220;The Captains&#8221;</strong>, por exemplo, sem ter um objetivo específico. Trabalhei acreditando na possibilidade de encontrar a razão no meio do caminho. </p>
<p>Essa foi a criatividade trabalhando, pois pudemos explorar muito mais pelo fato de não termos uma pauta fechada e, necessariamente, diminuta. No meio de tudo isso, tive uma epifania. Comecei a notar a humanidade das pessoas, suas personas palpáveis, facetas que desconhecemos acompanhando apenas o lado profissional. Cada um com sua própria criatividade, cada um com um modo de encarar a vida.</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		</item>
		<item>
		<title>Escola de Cinema: A Fotografia é mesmo linda?</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 20:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escola de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[filmagem]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[makingof]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>“A fotografia está linda!” Com seus altos altos níveis de clichê e, na maioria das vezes, repleta de falsa intelectualidade, essa frase é uma das mais odiadas por quem realmente gosta, entende ou faz cinema. A razão é simples, normalmente isso significa: o filme é bonito, se desconsiderarmos os alucinados que tentam elocubrar sobre o [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/11/fim.jpg" alt="" title="" width="630" height="354" class="aligncenter size-full wp-image-27402" />
<blockquote><p>“A fotografia está linda!” </p></blockquote>
<p>Com seus altos altos níveis de clichê e, na maioria das vezes, repleta de falsa intelectualidade, essa frase é uma das mais odiadas por quem realmente gosta, entende ou faz cinema. A razão é simples, normalmente isso significa: o filme é bonito, se desconsiderarmos os alucinados que tentam elocubrar sobre o assunto sem ter ideia do que estão falando. </p>
<p>Então, o que diabos é essa tal “fotografia”? De modo bem prático, é o resultado visual das decisões do diretor e do diretor de fotografia (em inglês, cinematographer), das necessidades da cena e do clima desejado. E isso envolve muito mais do que “estar bonito” ou apontar a câmera, manter o foco, esperar a cena terminar e repetir o ciclo. Porém, tudo isso é fruto de um longo processo de aprendizado e compreensão. Não entendia a profundidade desse trabalho até me deparar com um DP (diretor de fotografia) que precisava aprender tanto quanto eu nas filmagens de <strong>“Filhos do Fim do Mundo”</strong> (When It Ends, 2011, EUA/BR).</p>
<p>Antes de continuar, veja o filme:</p>
<p><center><iframe src="http://player.vimeo.com/video/31359208" width="600" height="338" frameborder="0" webkitAllowFullScreen allowFullScreen></iframe></center></p>
<p><span id="more-27398"></span></p>
<p><a href="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/11/greenzone3.jpg"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/11/greenzone3.jpg" alt="" title="" width="200" height="162" class="alignleft size-full wp-image-27401" /></a>A ideia desse texto surgiu quando o <strong><a href="http://www.twitter.com/saulomileti">Saulo Mileti</a></strong> perguntou: o que é o A.S.C que aparece depois do crédito do Diretor de Fotografia em todos os grandes filmes de Hollywood? É a abreviação para <strong>American Society of Cinematographers</strong>, o sindicato da categoria e também representa a chancela do nível de trabalho do profissional. A ASC só aceita membros experientes, testados e capacitados a executor o trabalho. Isso implica em salários garantidos e, claro, mais altos. </p>
<p>Em termos práticos, ter um DP alinhado no set é fundamental. Ele é o maior aliado do diretor e isso não se discute. Tomemos <strong>&#8220;O Resgate do Soldado Ryan&#8221;</strong>, por exemplo, com fotografia de Janusz Kaminski. Todo mundo fala da sequência do desembarque na Normandia por dois motivos: a câmera na mão do Spielberg e o visual. Misturando técnicas de exposição, velocidade de filme e outros elementos controláveis diretamente na câmera – e preparados com grande antecedência –, foi possível encontrar aquele clima meio sujo, meio antigo, com a saturação ideal de cores e grande realismo. De forma efetiva, o visual ajudou a contar a história, ajudou a dar peso e relevância aos atos de Tom Hanks, Tom Sizemore e cia.</p>
<p>Esse é o cenário ideal, no qual o DP teve tempo para experimentar em película e ter a fórmula certa para as filmagens. Habitualmente, aqui nos Estados Unidos, pelo menos, quando se inicia um projeto grande, é comum o contato entre o DP e a Kodak, por exemplo, para que o profissional tenha amostrar de vários tipos de película – de acordo com suas orientações iniciais – para testes de campo. O laboratório fornece alguns rolos e o sujeito escolhe o melhor. No mundo das câmeras digitais, o laboratório sai e quem entra em cena é a locadora de câmeras, que vai tentar encontrar a combinação de equipamento capaz de maximizar o resultado desejado.</p>
<p>Tudo isso mostra apenas um aspecto da preparação necessária e do nível de envolvimento entre diretor e DP. Outros fatores fazem a diferença, claro, entretanto, para efeito dessa conversa aqui só esse já basta, pois o maior problema dos sets de filmagem – especialmente os amadores ou independentes – é exatamente a falta de sincronia ou até mesmo a disputa pelo poder. Com gastos gigantescos de aluguel de equipamento, locações e etc, cada segundo em set custa horrores e todo mundo sabe, tanto é que diretores demorados são extremamente criticados nos bastidores, entretanto, pior que um diretor lerdo, é um diretor incapaz de escolher o DP certo e aí o problema começa. Passei por algo assim e fui descobrir que existe uma tendência marcante em fotógrafos iniciantes para tentar impor seus gostos ou ideias. De fato, são sujeitos que querem – e pode até acabar conseguindo – ser diretores, mas ainda não perceberam.</p>
<p>O primeiro problema é a inconsistência. Quando há dois comandantes, o barco fica virando de um lado para o outro até que o controle seja estabelecido. Isso afeta a imagem, prejudica o objetivo visual desejado e, inevitavelmente, vai te deixar com um monte de cenas visualmente díspares nas mãos na hora de editar. Num filme maior, o problema seria identificado na primeira exibição de diárias, porém, quando se trata de algo independente o estrago pode ser grande demais para ser reparado, afinal, refilmar é um dos maiores pesadelos do diretor indie. E uma coisa importante: arrumar na pós-produção não é uma opção aceitável, pode apostar. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/11/greenzone2.jpg" alt="" title="" width="600" height="399" class="aligncenter size-full wp-image-27400" />
<p>Existe essa escola de pensamento sobre qualquer coisa ser resolvida, melhorada ou decidida com a manipulação digital e isso está criando uma gerações de apertadores de botão que se dizem DPs, afinal, para que trabalhar direito atrás da câmera se, meses depois, um técnico vai arrumar suas cagadas? Tenho ouvido de muitos produtores indies por aqui que <em>“não precisa de luz para a 5D”</em> ou que <em>“é só filmar em RAW e a pós resolve”</em>. Quer dizer, o sujeito já entra no jogo pensando num pênalti nos acréscimos da prorrogação? Não digo isso só pelo aspecto da arte, mas do cuidado com a produção. Imagina como esses caras estão ficando preguiçosos e acomodados? Esperar resultado bom disso é, no mínimo, utópico. Isso sem entrar nos debates iniciados pela câmera que foca depois.</p>
<p>Esse cenário nos leva a dois pontos importantes: identificar que tipo de DP você quer contratar e qual a relação dele com a obra. Existe o “DP técnico ou Apertador de Botão”, aquele que sabe tanto sobre a máquina, as lentes e as configurações que considera o diretor um ser inferior; esse cara vai entregar uma cena tecnicamente perfeita, mas sem input criativo e, se der errado, bota a culpa no diretor e no elenco. Ele é praticamente um assistente de câmera melhorado, entretanto, é ideal caso você tenha um diretor controlador e com tendências egocêntricas. As chances de atrito serão pequenas. </p>
<p>Também existe o “DP Fominha”, basicamente um cara se considera um storyteller melhor que o diretor e quer impor suas ideias de movimento, linguagem e, as vezes, até decisões de roteiro. <em>“Na minha versão, a cena deveria acontecer assim”</em> foi a pior frase que ouvi até hoje, num set de filmagens. Esse cara é encrenca certa e só baixa a bola quando erra feio ou leva porrada (aka “ou trabalha em grupo ou vai pra rua”). E, no meio de tudo isso, temos o “DP Criador”, um cara disposto a colaborar, cheio de ideias e questionamentos na pré-produção, mas totalmente fiel ao acordo final durante a execução. Essa é a melhor configuração. A mais cara e difícil de achar, mas é a ideal.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/11/greenzone.jpg" alt="" title="" width="600" height="398" class="aligncenter size-full wp-image-27399" />
<p>E nem vou entrar nos méritos organizacionais necessários a um DP (coordenação de iluminação, grip, operadores e assistentes de câmera, DIT e etc). É um trabalho importante e que transcende a simples beleza da imagem, alias, às vezes, o objetivo é o inverso. Pensando rapidamente aqui, penso nas cenas noturnas com a câmera na mão alucinada, granulada à enésima, e tremida de <strong>&#8220;Zona Verde&#8221;</strong>, fotografado por Barry Ackroyd e dirigido pelo Paul Greengrass. Concorda que nada ali teria dado certo se não houvesse uma única visão em execução? Tudo isso pode parecer óbvio, mas a realidade dos filmes de baixo orçamento é muito diferente do paraíso ideal de Hollywood. Ter que trabalhar com o que há de disponível é um fator inegável em projetos pequenos, entretanto, tomar certos cuidados na escolha são fundamentais. Seus clientes ou espectadores vão sentir instantaneamente, pode apostar.</p>
<p>As filmagens de “Filhos do Fim do Mundo” aconteceram meio a ferro e fogo por conta de vários aspectos apresentados acima e os problemas foram incontáveis. Cheguei ao ponto de questionar se valeria a pena seguir em frente, mas precisei colocar a casa em ordem depois de um shot que levou 2 horas para ser preparado, tinha duração de 8 segundos, simplesmente, não ficou bom. Que o sujeito era apertador de botão eu já sabia, entretanto, houve uma série de atritos com o diretor e com a equipe quando, do nada, o DP resolveu sair dando ordem em departamentos fora de seu escopo e até mesmo dirigindo atores. Fiquei menos frustrado quando descobri que isso é algo muito comum por aqui, portanto, cuidado é preciso. No fim das contas, tudo fez o processo de edição ser muito mais complicado e a correção de cor, por exemplo, teve papel fundamental no resultado final.</p>
<p>A maior lição, sem dúvida, foi a compreensão de que é preciso ter um DP tão ou mais preocupado que o diretor com a qualidade visual do que ele vai apresentar. Ou seja, se todo mundo deu ok e as condições eram ideias, no momento em que alguém começar a gravar, significa que tudo que está naquela tomada está 100% de acordo com o objetivo do filme. É a responsabilidade do diretor e do diretor de fotografia combinada, a serviço da história. Um apertador de botão quer saber de enquadrar, manter em foco e gravar. No dia em que isso for suficiente, o cinema estará a caminho do buraco. É algo a se pensar. É algo que nunca vou esquecer</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>Treme: Caos, tradições e superação</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 18:14:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[estúdio]]></category>
		<category><![CDATA[HBO]]></category>
		<category><![CDATA[neworleans]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[série]]></category>
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		<category><![CDATA[televisão]]></category>
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		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>NOVA ORLEANS – O imaginário popular é um dos maiores formadores de opinião da nossa espécie. Mais forte que celebridades, mais efetivo que o maior dos especialistas; ele simplesmente existe e, na maioria dos casos, é inabalável e extremamente longevo, por ser um conglomerado de conceitos, ideias, histórias, mitos, fofocas e rumores sobre determinado lugar, [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<div class="chamada">Brainstorm9 visitou o set de filmagens do drama musical &#8220;Treme&#8221;, da HBO, no coração da histórica Nova Orleans para descobrir os maiores trunfos da série: simplicidade e responsabilidade.</div>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/10/treme1.jpg" alt="" title="" width="630" height="473" class="alignnone size-full wp-image-27281" />
<p><strong>NOVA ORLEANS</strong> – O imaginário popular é um dos maiores formadores de opinião da nossa espécie. Mais forte que celebridades, mais efetivo que o maior dos especialistas; ele simplesmente existe e, na maioria dos casos, é inabalável e extremamente longevo, por ser um conglomerado de conceitos, ideias, histórias, mitos, fofocas e rumores sobre determinado lugar, pratica ou pessoas. </p>
<p>Um dos melhores exemplos é Nova Orleans, uma cidade repleta de histórias envolvendo magia negra, as origens da <em>“verdadeira música norte-americana”</em>, dos extremos sociais e de sua natureza guerreira – basta andar pelas ruas estreitas, falar com os músicos ambulantes ou simplesmente olhar para a Jackson Square de noite para sentir tudo isso. Pelo menos foi assim até 2005, quando o furacão Katrina devastou a região e inseriu novos elementos de terror e desespero à mitologia local. A realidade e o mítico se confundiram demais e, de certa forma, alguém precisava trazer ordem ao caos e registrar o levante da Big Easy; foi o gancho perfeito para David Simon e Eric Overmeyer, os criadores de <strong>&#8220;The Wire&#8221;</strong>, mergulharem em <strong><a href="http://www.hbo.com/treme">&#8220;Treme&#8221;</a></strong>, uma das principais séries da grade da <strong>HBO</strong>.</p>
<blockquote class="quoteright">Sempre me perguntei qual era o diferencial técnico da HBO, bom, aí está: um set de cinema para um programa de TV.</blockquote>
<p>Na noite anterior ao longo café da manha – uma mistura maluca de invasão de sabores e discussões políticas e criativas – que teria com David Simon no centro de Nova Orleans, fui passear pela cidade. O lugar é alucinante. Começando pela vista magnífica do hotel na curva do largo rio Mississipi, onde navios de transporte manobravam vagarosamente rumo ao porto mais próximo. Boa comida convive lado a lado com muitos bares, prostituição, gente de todos os cantos e, claro, muita musica. Por sorte, a visita ocorreu no comecinho do Jazz Fest e o movimento era garantido. O senso histórico é imenso, com algumas ruas de paralelepípedos – coisa que nunca tinha visto nos Estados Unidos –, construções antiquíssimas e aquele clima de <em>“vai acontecer alguma coisa”</em>. Talvez seja culpa da Anne Rice ou do filme <strong>&#8220;Lafite – O Corsário&#8221;</strong>, com Yul Brynner e Charlton Heston; arquitetonicamente falando, pensei no Pelourinho sem o show de cores. Treme é o nome de um dos bairros centrais da cidade, uma área não recomendada para turistas depois que o Sol se põe.</p>
<p><span id="more-27252"></span></p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/10/treme3.jpg" alt="" title="" width="600" height="450" class="aligncenter size-full wp-image-27282" />
<p>Falar tudo isso sobre a cidade é fundamental, pois &#8220;Treme&#8221; engloba todos esses elementos em sua narrativa. São histórias fictícias por natureza – “não somos documentaristas”, como define David Simon –, entretanto aglomeram inúmeros acontecimentos e personas reais. Cada personagem da série funciona como um catalisador para os diversos efeitos do Katrina, seja ele um escritor indignado, um dos chefes indígenas (que de índio não tem nada&#8230; será?), os inúmeros músicos e suas famílias, donos de lojas e restaurantes, policiais e todos os “novatos” atraídos pela perspectiva da reconstrução. </p>
<p><em>“Seguir acontecimentos históricos funciona bem com base, seguir acontecimentos individuais reais pode causar mais problemas do que gerar soluções”</em>, explica Simon. </p>
<blockquote><p>“Isso é função do jornalismo, não de uma série de TV. Egos são facilmente feridos nesse tipo de situação e tudo que não queremos é ver gente contrapondo cada momento de determinado personagem em cena. Não é o objetivo”. </p></blockquote>
<p>Efetivamente, trata-se de um drama com função de registro histórico, afinal, por mais inventado que tudo possa parecer, a produção de Treme precisa representar Nova Orleans de forma responsável, afinal, boa parte da equipe e elenco fazem parte da comunidade. </p>
<p>E é aí que a simplicidade entra em cena. O elenco é liderado por Wendell Pierce – que conseguiu sair da cidade, com sua família, pouco antes do rompimento dos diques de contenção no Katrina –, e diversos outros atores também foram selecionados localmente. Com raríssimas exceções, a série é filmada em locações autênticas, injetando dinheiro na economia local e fazendo com que as pessoas participem do processo de produção. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/10/treme2.jpg" alt="" title="" width="600" height="400" class="aligncenter size-full wp-image-27283" />
<p><em>“Acho que somos uma das últimas séries a filmar em película e gravar som ao vivo”</em>, brinca Eric Overmeyer, figura sempre presente nos sets e a primeira linha do controle de qualidade da dupla. <em>“Muita gente defende a mentalidade da ‘melhoria ou solução de problemas na pós-produção’, não concordo com isso. Se podemos fazer no set e em câmera, vamos fazer. Parece que estou enganando o público e o único faz de conta que aceitamos está no aspecto fictício das histórias que contamos, o resto tem que ser real”</em>. </p>
<p>Com a preparação ideal e boa comunicação entre a equipe, muitos efeitos práticos reduzem custos de produção, aumentam a efetividade e permitem a Overmeyer e Simon transmitir a sensação de imersão que tanto almejam. Especialmente no aspecto musical.</p>
<blockquote class="quoteleft">Nova Orleans é o maior personagem da série e afeta todos os envolvidos. Essa foi uma decisão criativa das mais importantes.</blockquote>
<p>Pude acompanhar as filmagens de um show da banda de Antoine Batiste (Wendell Pierce) num dos muitos pequenos palcos espalhados pelos subúrbios de Nova Orleans. A produção precisou de poucos props e os instrumentos da banda para encontrar o ambiente desejado, afinal, muita decoração já estava presente. Uma mesa de bilhar na sala que separava o bar da área de shows, pôsteres de celebridades locais e tiras de papel laminado davam conta do recado e toda a parafernália técnica (monitores, mesa de som, controle de luz e etc) ficava escondida no limite da área que seria filmada. Basicamente, a cena começava num show no palco, os personagens discutiam sobre escolhas artísticas em meio à canção e um deles saia de lá mandando todo mundo às favas, e uma terceira câmera – uma steady cam – seguiria a atriz através do bar. </p>
<p>Mesmo com uma porção musical relativamente pequena, todo o som estava armado como se trata-se de um grande show. E, para resolver o problema de atores interpretando músicos, como no caso de Rob Brown, a produção esconde os verdadeiros músicos perto dos atores para que os movimentos o som venha da mesma região do palco e, em certos casos, os movimentos do interprete possam ser simulados pelo músico e tudo soe o mais real possível. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/10/treme4.jpg" alt="" title="" width="600" height="414" class="aligncenter size-full wp-image-27284" />
<p>Sempre me perguntei qual era o diferencial técnico da HBO, bom, aí está: um set de cinema para um programa de TV. Isso sempre foi claro, mas, finalmente, pude ver a coisa acontecer em primeira mão. Essa é uma das razões pelas quais a TV a cabo disparou tanto em qualidade, afinal, maior investimento nesse formato – <strong>&#8220;Roma&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Spartacus&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Sons of Anarchy&#8221;</strong>, <strong>&#8220;The Wire&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Band of Brothers&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Game of Thrones&#8221;</strong> e tantas outras – faz a diferença. </p>
<p>Séries semanais dos canais abertos podem até compartilhar alguns desses princípios, porém, por sua natureza enlatada, <strong>ABC</strong>, <strong>NBC</strong>, <strong>CBS</strong> e etc ainda insistem nas filmagens em estúdios em Los Angeles. Poder controlar tudo é uma vantagem, claro, mas sabemos que a casa de Castle é de mentira e que o cenário de <strong>&#8220;The Mentalist&#8221;</strong> é todo construído dentro da <strong>Warner</strong>. Há exceções, claro. <strong>&#8220;Supernatural&#8221;</strong> é uma delas e a alucinante <strong>&#8220;Southland&#8221;</strong> também, mas são casos diferentes e também pelo fato de estúdio não comportar seus objetos de estudo.</p>
<p>A possibilidade de filmagem em locação é algo fantástico e, claro, depende do orçamento, mas, no caso de &#8220;Treme&#8221;, é fundamental. Afinal, a cidade é o maior personagem da série e afeta todos os envolvidos. Essa foi uma decisão criativa das mais importantes, pois afetou roteiro, investimento em pré-produção e reduziu o tempo em pós, mas, acima de tudo, garantiu o envolvimento local. </p>
<p><em>“Nossa responsabilidade é com a história, porém seus rumos não podem nos tirar de Nova Orleans ou se distanciar da essência de quem vive aqui. Trouxemos investimento para cá depois do furacão e nosso respeito e paixão pela música é gigantesco, é quase uma questão de princípios manter quase tudo centralizado aqui na região”</em>, concordam Simon e Overmeyer. Em termos de gastos com elenco, a série tem uma vantagem, pois os atores residentes normalmente são de fácil acesso enquanto os “importados” sempre tem incentivos extras para visitar a região. <em>“É fácil fazer certas coisas quando todo mundo gosta de passar uns dias por aqui”</em>, Overmeyer. </p>
<p><center><iframe width="600" height="335" src="http://www.youtube.com/embed/nJWmu2S6lLI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<p><em>“Aqui é tudo muito simples, em termos da estrutura básica de filmagem”</em>, explica Overmeyer. <em>“Odeio essas comparações de qual é o melhor show, qual o melhor elenco, qual o melhor isso e aquilo. Simon não tem paciência para essas bobagens e eu não perco tempo. Cada programa tem seu público e seu estilo, todos podem ser bons a seu modo; claro que existe muita porcaria por aí e quem faz sabe que está nivelando por baixo. Vou dizer que somos melhores por gravarmos som ao vivo ou por filmarmos em película? Não. Foi uma escolha criativa. Como produtores, nossa função é garantir a qualidade do que fazemos e dar a impressão de que gastamos muito mais do que efetivamente investimos.”</em> </p>
<p>Claro, quando se mistura criatividade de produção com tranquilidade financeira e a HBO garantindo exibição, é mais fácil fazer certas apostas, afinal de contas, no caso de falha, sempre há verba para correr atrás do prejuízo. </p>
<p>O resultado de tudo isso é um drama fantástico, alavancado pela interpretação apaixonada de John Goodman, um dos filhos mais ilustres da Big Easy, na primeira temporada, e agora segue firme com o Melissa Leo, Clark Peters e Wendell Pierce. Visualmente, &#8220;Treme&#8221; aposta num visual mais bruto e valoriza os contrastes de Nova Orleans, sejam eles as cores de seus moradores, os zeros em suas contas bancárias ou suas preferências musicais. É um verdadeiro caldeirão cultural e há muito mais que o famoso gumbo a ser apreciado, afinal, como John Boutte diz an música tema do seriado: </p>
<blockquote><p>“Down in the Treme / We’re all going crazy”.</p></blockquote>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>Escola de Cinema: O Drama da Comédia</title>
		<link>http://www.brainstorm9.com.br/27134/escola-de-cinema/escola-de-cinema-o-drama-da-comedia/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 18:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escola de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[aula]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>foto: Tom Newby Clichês podem não ser a melhor das ideias para defender um ponto, mas, às vezes, são ótimos pontos de partida, então aí vai um deles: para entender melhor a realidade (ou atualidade, no caso desse texto), basta olhar para o lado e prestar atenção. Óbvio? Sim, sem dúvida. Entretanto, é nessa obviedade [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<div class="chamada">Na série &#8220;Escola de Cinema&#8221;, Fábio M. Barreto conta suas aventuras e desafios na formação acadêmica em cinema direto de Los Angeles.</div>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/10/cliche.jpg" alt="" title="" width="630" height="450" class="alignnone size-full wp-image-27138" /> <small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/" title="Attribution-NonCommercial-NoDerivs License" target="_blank"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2009/02/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/noodle93/4652373324/" target="_blank">Tom Newby</a></small>
<p>Clichês podem não ser a melhor das ideias para defender um ponto, mas, às vezes, são ótimos pontos de partida, então aí vai um deles: para entender melhor a realidade (ou atualidade, no caso desse texto), basta olhar para o lado e prestar atenção. Óbvio? Sim, sem dúvida. Entretanto, é nessa obviedade que constatei mais um fator da inevitável consolidação da geração <strong>YouTube</strong>. Não é nenhuma descoberta maravilhosa, mas ver os reflexos disso de forma tão marcante merece certa atenção, pois, de uma forma ou de outra, todos seremos influenciados. E o principal conceito dessa brincadeira é: precisamos de comédia em tudo? <span id="more-27134"></span></p>
<blockquote class="quoteright">O quão benéfica é essa enxurrada cômica? Existe mesmo tanto talento para o gênero ou é uma necessidade de mercado?</blockquote>
<p>Escrever os artigos da <strong><a href="http://www.brainstorm9.com.br/escola-de-cinema/">“Escola de Cinema”</a></strong> se provou mais desafiador do que imaginei por um simples motivo: queria transmitir informações mais fechadas, mas estou no meio de um processo e, como a gente aprende na faculdade de jornalismo, é bobo e feio reportar algo sem ter todas as informações. Por sorte, esse problema se resolveu sozinho por conta da boa e velha prática de prestar atenção no que é dito ao redor. Basicamente, estava dando um duro danado na aula de roteiro quando uma certa mensagem era martelada constantemente – de forma instintiva e vinda de diversos backgrounds – toda vez que alguém apresentava um novo roteiro à turma. </p>
<p>A ficha caiu quando um aluno da Rússia e um do Japão apresentaram roteiros inegavelmente dramáticos, pesados e intensos. Eis que vários alunos comentam sugerindo coisas como <em>“se você quiser deixar mais engraçado, faça isso; se o personagem ficar aquilo, vai ficar engraçado; talvez, se retirar o elemento X, fique mais cômico”</em>. Depois de passado o ódio inicial pelas ideias tresloucadas, caiu a ficha. De onde vem tudo isso? </p>
<p>Chamei de geração YouTube por comodidade, mas essa tendência engraçadinha tem sido linha condutora forte em boa parte dos formatos de comunicação gerados pela internet. Começando pelos mini-filmes – caseiros ou não – cujo objetivo é garantir aquela risada instantânea e, claro, disparar nos hits; depois passa pelos curta-metragens, inegavelmente enveredados para o lado humorísticos para servir como plataforma mais efetiva do que, digamos, uma ficção científica ou um drama. É só para para pensar, dos filmes compartilhados pela sua timeline no <strong>Facebook</strong> ou no <strong>Twitter</strong>, recentemente, quantos eram engraçados e quantos eram sérios?  </p>
<a href="http://ibraheemyoussef.com/ibraheemshop/index.php?main_page=product_info&#038;cPath=1&#038;products_id=24"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/10/yt.gif" alt="" title="y" width="600" height="433" class="aligncenter size-full wp-image-27140" /></a>
<p>Outra vítima dessa influência é o ainda incipiente, mas valioso, podcast. Só os engraçados sobrevivem. Informação foi a base para a força dos programas no princípio, mas, de fato, quem faz dinheiro, atrai multidões e se estabeleceu com o formato – fora dos programas musicais – precisou incorporar o humor ao programa. Alguns beiram um stand up comedy improvisado. Tem gente que cria personagem engraçado, gente que lê piada semanal e etc, com o intuito de manter o ouvinte interessado, entretido e disposto a baixar o próximo episódio. Esse cenário vai além da necessidade de aceitação, tem mais a ver com o medo do fracasso e da rejeição, especialmente se considerarmos os poucos casos de sucesso financeiro do formato. </p>
<p>Junte tudo isso e inclua a perspectiva de cerca de 25 anos universitários, cujas escolhas para os próprios roteiros flertam com a comédia em pelo menos 85%, e cujas esperanças – como público – nos filmes dos colegas sempre pedem mais humor. Mesmo quando não há espaço para o gênero. Fica a impressão de que, de certa forma, deixamos a responsabilidade da transmissão das ideias mais densas para os longas-metragens e para os filmes indies (que, atualmente, estão batendo forte em temas como depressão, suicídio e conflitos internos), e passamos a encarar a produção online como algo mais leve, assumindo de vez a natureza curtinha e passageira.  </p>
<blockquote class="quoteleft">Se essa é a vocação da produção online, que seja explorada devidamente</blockquote>
<p>Nada de errado, aliás. Se essa é a vocação da produção online, que seja explorada devidamente. Desde que comecei a estudar cinema, passei a prestar atenção na produção de filmes estudantis e há muita coisa boa por ali, especialmente no <strong>Vimeo.com</strong> – é só pesquisar por student film, que vai chover coisa boa – e a mescla parece ser boa, mas, mesmo em dramas comportamentais, a presença da comédia é inegável. Isso lembra filmes de terror com aqueles sustos gratuitos, sem força dramática, mas utilizados para manter o espectador ligado na história. Tudo paliativo.  </p>
<p>No fim das contas, esse pensamento todo levanta mais perguntas do que respostas. Justamente por considerar a comédia um dos gêneros mais complicados de se escrever, vejo esse exagero como algo perigoso e desnecessário. O quão benéfica é essa enxurrada cômica? Existe mesmo tanto talento para o gênero ou é uma necessidade de mercado? Ou pior, uma demanda superficial gerada pelo que os atuais criadores de conteúdo consideram comercial? Superexposição é sempre um problema para novas tecnologias ou formatos, basta olhar para o recente surto de filmes em 3D e sua rápida retraída. O 3D, porém, foi limitado às grandes produções por conta de seu alto custo, o que não é o caso da comédia, capaz de ser incorporada a qualquer filme ou formato.  </p>
<p>O maior problema é estarmos diante de uma nova geração condicionada a buscar a diversão constante e pelas razões erradas. Uma das coisas que aprendemos ao escrever roteiros é que a piada – quando encerrada antes do tempo ou prolongada em demasia – perde a razão de ser. É algo similar ao desespero dos diretores em repetir o <em>“Efeito Hitchcock”</em> e incluir o mesmo truque de câmeras diversas vezes num mesmo filme. É necessário contexto e razão para um resultado marcante quando se fala em risadas inesquecíveis. Será que estamos mais perto desse cenário ou do puro exagero?</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>B9 entrevista J.J. Abrams: O Guru Moderno</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 21:25:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>De certo modo, a carreira de J.J. Abrams sempre foi marcante na minha jornada profissional. Quando desembarquei nos Estados Unidos em janeiro de 2008, o destino era a junket de estréia de &#8220;Cloverfield&#8221;, que deveria contar com a participação do diretor. Ele não apareceu. Meses depois desse desencontro, Joshua Jackson mencionou algo que nunca esqueci: [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<div class="chamada">Em entrevista exclusiva, diretor comenta &#8220;Super 8&#8243;, recursos do iPhone para o cinema, 3D, &#8220;Fringe&#8221;, relação com Steven Spielberg, imprensa e fala um bocado sobre seu estilo cinematográfico.</div>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/jj.jpg" alt="" title="jj" width="630" height="426" class="alignnone size-full wp-image-26813" />
<p>De certo modo, a carreira de J.J. Abrams sempre foi marcante na minha jornada profissional. Quando desembarquei nos Estados Unidos em janeiro de 2008, o destino era a junket de estréia de <strong>&#8220;Cloverfield&#8221;</strong>, que deveria contar com a participação do diretor. Ele não apareceu. </p>
<p>Meses depois desse desencontro, Joshua Jackson mencionou algo que nunca esqueci: </p>
<blockquote><p>“J.J. é um daqueles caras que pensa em velocidade acelerada, nunca para de ter ideias e fazer zilhões de coisas ao mesmo tempo. Você vai ver quando puder conversar com ele”. </p></blockquote>
<p>Talvez por isso, ou simplesmente pelo respeito profissional e certa idolatria pelas ideias malucas dele, entrevistar J.J. acabou se tornando um objetivo a ser atingido com honras. Coisas de jornalista obstinado. Quase quatro anos se passaram e os ventos soaram ao meu favor, logo, tive quatro oportunidades de conversar com Jeffrey Abrams. A última delas, porém, foi especial pois, finalmente, tive uma individual (ou 1-1 como chamamos por aqui) com o sujeito e aí foi a hora de libertar o nerd cinéfilo que existe dentro de mim. </p>
<p>Não digo isso para me gabar nem algo do gênero, mas como compartilho da devoção pelo J.J. com o Carlos Merigo, achei legal contar um pouco dessa história para vocês entenderem as razões e circunstâncias do longo papo a seguir. Ficar empolgado também faz parte do jogo, o que não impede o exercício do profissionalismo. Nunca entendi essa história de que repórter de cinema não pode demonstrar paixão pelo que faz. Nada tira da minha cabeça que, em qualquer profissão, amor extremo pelo assunto traga muitos benefícios. Especialmente quando se sabe exatamente onde o fanboy acaba e o profissional começa.</p>
<p>Chega de enrolação. Com vocês, J.J. Abrams. <span id="more-26812"></span></p>
<p><center><img class="alignnone" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/jj2.jpg" alt="" width="610" height="406" /><p class="caption">J.J. Abrams comanda o elenco mirim no set de Super 8</p></center></p>
<p><strong>B9: Gosta do potencial do iPhone 4 para gravação de áudio? A maioria dos jornalistas já entrou na onda.</strong></p>
<p><em>J.J.: É uma grande ferramenta. No começo da produção de <strong>&#8220;Super 8&#8243;</strong>, gravei alguns diálogos temporários no meu iPhone e mandava por e-mail para os editores e eles já encaixavam no corte. Quando estava fazendo &#8220;Star Trek&#8221;, eu tinha que ir até o set para fazer esse tipo de coisa; cada vez que precisava gravar uma fala demorava&#8230;desta vez, era só gravar e enviar.</em></p>
<p>	<strong>Facilita o processo&#8230;</strong></p>
<p><em>&#8230; bastava ligar para os atores e dizer: “pode gravar essa linha rapidinho?”. Eles falavam na hora ou então mandavam por email. No máximo, o processo demorou uns 20 minutos para ser concluído envolvendo um ator em Nova Iorque e um editor em Los Angeles. Acho que acabei usando uma dessas temporárias em &#8220;Super 8&#8243;!</em></p>
<p>	<strong>O que eu mais gostei foi a assinatura visual que você trouxe. Ao mesmo tempo em que parecia tão realista, parecia desconectado da realidade com o elemento dos alienígenas. E tem também a atmosfera de Spielberg. O quanto foi difícil se afastar do conceito de aliens monstruosos e fazer um alienígena que não tem tanta cara de alienígena?</strong> </p>
<p><em>Você fala do alienígena?</em></p>
<p><strong>Sim, o jeito como vocês conceberam a criatura foi uma boa sacada. Não fazê-la parecer completamente estranha. Isso garantiu uma atmosfera spielbergiana sem precisar fazer um bicho tão mostruoso e mais relaciovável, como os de &#8220;Cowboys &#038; Aliens&#8221;, por exemplo.</strong></p>
<blockquote class="quoteright">&#8220;Eu não descarto nenhuma tecnologia, desde que encontre um bom uso para ela.&#8221;</blockquote>
<p><em>O grande desafio do filme foi imaginar uma criatura que fosse assustadora, difícil de definir, intimidante e misteriosa – e que ainda assim, no final do filme pudesse nos surpreender. Porque as pessoas precisam ser capazes de entender a face da criatura para poderem se apegar a ela. Ela precisa, em algum nível, ser antropomorfizada, para que as plateias possam se identificar com ela. Tivemos longas discussões sobre isso. </p>
<p>Poderíamos facilmente imaginar um alienígena que se parecesse com uma Pirâmide (risos), mas aí não haveria como identificar se a tal pirâmide está furiosa ou assustada. Percebemos que o extraterrestre precisava ser alguma coisa que tivesse olhos e uma boca. Alguma coisa para a qual você pudesse olhar e ter uma vaga ideia do que se trata. É uma questão de gosto; algumas pessoas vão ver a criatura e dizer “é o melhor alien que eu já vi”, enquanto outras dirão “que desastre”. Quem sabe o que as pessoas vão pensar, mas nossa meta era criar algo crível, com que as pessoas pudessem se sentir ligadas em algum nível. Acho que a <strong>Industrial Light &#038; Magic</strong> fez um grande trabalho neste filme.</em></p>
<p><strong>Falando em crível, acabei de ver &#8220;Cowboys &#038; Aliens&#8221;. Percebi muitas semelhanças entre os alienígenas de Jon Favreau e os seus.</strong> </p>
<p><em>Sério? </em></p>
<p><strong>Bem, eles são grandes monstros velozes com vários braços. Mas, em vez de criar monstros semelhantes a insetos, como os de &#8220;Distrito 9&#8243;, eles seguiram pelo caminho algo bizarro de &#8220;Cloverfield&#8221;. Como é criar um novo estilo de aparência para alienígenas? Você cria as aparências dos aliens pensando em estabelecer tendências, ou segue o que lhe parece fazer mais sentido?</strong></p>
<blockquote><p>Nunca crio algo pensando em estabelecer uma tendência, sempre penso no que preciso para o filme.</p></blockquote>
<p><em>Isso meio que responde à  pergunta. Sempre levo em consideração coisas como o tom da cena, o estilo visual do filme, e enxergar do que o filme precisa. O que preciso fazer para servir à história que quero contar. Se temos uma cena com um forte senso de urgência, imagino que a câmera deva ter alguma energia por si só. Ela vai estar em movimento, nunca fixa. Se temos uma cena calma, a câmera não deve se mover muito. Se quero criar suspense e tensão, procuro me manter próximo do objeto de foco. </p>
<p>Existem algumas coisas que você decide em resposta às necessidades do filme; se vou usar uma câmera de mão ou fixa, qual ângulo devo usar. A criatura surgiu partindo do princípio de que precisava ser uma coisa da qual as pessoas pudessem ter medo a princípio, mas com a qual acabariam ficando ligadas com o decorrer da trama. Isso exigia uma criatura que não fosse uma coisa só; dependendo da cena, ela é bípede ou anda como uma aranha. Queríamos algo único, que você pudesse identificar pela silhueta, mas que fosse muito diferente do que você esperaria ver. Foi uma questão de perceber do que o filme precisava, e encontrar a abordagem adequada.</em></p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/jjtrain.jpg" alt="" title="" width="600" height="254" class="aligncenter size-full wp-image-26815" />
<p> 	<strong>Falando sobre o filme, o quanto a cena na estação de trem é autobiográfica? Eu quase chorei vendo aquilo, é brilhante. As reações&#8230; (risos)</strong></p>
<p><em>&#8230;(risos) Essa é uma cena particularmente autobiográfica, mas o conceito de um grupo de crianças fazendo um filme em &#8220;Super 8&#8243; foi basicamente o que eu cresci fazendo; eu e todos os meus amigos diretores. Quase todo mundo que conheço viveu isso quando criança, e essa foi uma parte da diversão de fazer este filme. Especialmente com alguém como Larry Fong (diretor de fotografia de &#8220;Super 8&#8243;), que conheço desde os 12 ou 14 anos. Era isso que costumávamos fazer. </p>
<p>Essa é uma parte muito autobiográfica do filme, mas claro que o que acontece depois não é. Nunca filmei numa estação de trem com uma mega explosão acontecendo atrás de mim! (gargalhadas).   Em termos de estabelecer a cena, de viver a situação. Estou estudando cinema, então começo a entender bem como é.  	Foi muito familiar. Quase como se você estivesse lá.</em></p>
<p><strong>Devo que dizer que fiz algo incomum para este filme. Não li nenhuma notícia sobre a produção, só vi o teaser, e entrei na sessão pensando “vamos ver o que J.J. Abrams aprontou desta vez”. </strong></p>
<p><em>Ainda dá pra fazer isso? (risos).</em></p>
<p><strong>É difícil, mas possível.</strong></p>
<p><center><img class="alignnone" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/jjsuper.jpg" alt="" width="600" height="406" /><p class="caption">Abrams, Elle Fanning, Joel Courtney e Spielberg no MTV Movie Awards 2011</p></center></p>
<p><strong>Entendi todas as piadas sobre cinema que aparecem no roteiro. Mas o mais engraçado foi ver grande parte da imprensa descrevendo o filme como “uma mistura de Os Goonies com E.T.” Não tem nada de Goonies no filme, só porque é um grupo de crianças? </strong>	</p>
<p><em>Tudo que fiz sempre passou por esse tipo de comparação. Quando fiz<br />
<strong>&#8220;Alias&#8221;</strong>, a série era chamada de “versão família de La Femme Nikita”. <strong>&#8220;Lost&#8221;</strong> era visto como uma mistura de <strong>&#8220;Arquivo X&#8221;</strong> com <strong>&#8220;Survivor&#8221;</strong>. Obviamente, <strong>&#8220;Missão: Impossível 3&#8243;</strong> e <strong>&#8220;Star Trek&#8221;</strong> não tiveram esse problema; foram comparadas ao que já havia sido feito nas franquias. Tudo é comparado, e ano que vem surgirá uma série que alguém vai comparar a &#8220;Alias&#8221;. Ou algum filme de ET que será comparado a &#8220;Super 8&#8243;, e aí meu filme se torna algo cool. Vai entender.  </em>	</p>
<p><strong>É até meio absurdo, porque eu não vi nada de &#8220;Os Goonies&#8221; no seu filme. Nem a sensação de aventura que &#8220;Os Goonies&#8221; tinha; trata-se de um filme de monstro, e as crianças estão em perigo de verdade. Você mudou alguma coisa no seu trabalho quando começou a ouvir esse tipo de comparação?</strong></p>
<p><em>Entendo que as pessoas precisem comparar coisas que elas não conhecem com coisas que elas conhecem. Faz todo sentido. Mas eu sempre rio quando vejo esse tipo de coisa, porque uma novidade futura sempre acaba sendo comparada ao que você fez. Nesse momento é minha vez de perguntar, então estava certo na primeira vez? (risos).</em></p>
<p><center><img class="alignnone" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/jjspiel.jpg" alt="" width="600" height="404" /><p class="caption">J.J. Abrams e George Lucas. (Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/joi/1088700233/">Joi Ito</a>)</p></center></p>
<p><strong>Basta ver o que acontece hoje, quando as pessoas comparam tudo a &#8220;Lost&#8221;.</strong>  	</p>
<p><em>Sim, mas&#8230; enquanto estava trabalhando com Steven (Spielberg) na história, perguntei a ele se uma trama com evacuação de cidades e conspiração do governo não seria semelhante demais a <strong>&#8220;Contatos Imediatos do Terceiro Grau&#8221;</strong>. </p>
<blockquote><p>Ele me disse, sem pensar muito: ‘A ideia de uma conspiração militar para esconder a existência de alienígenas não é minha, isso vem de outros filmes’.</p></blockquote>
<p> Acredito que o ponto seja que muitos jornalistas americanos disseram que a presença de crianças no filme é algo que Steven sempre fez, assim como Steven foi influenciado por (François) Truffaut e outros cineastas. Existem influências, e influências das influências.</em></p>
<p><strong>Talvez parte disso tenha a ver com o fato de que as pessoas sempre esperam por um filme de criatividade extrema, com uma história completamente nova&#8230; mas isso nunca vai acontecer, já que todas as histórias já foram contadas. As pessoas sempre esperam por algo que não acontece.</strong></p>
<p><em>Isso tem a ver com vários fatores. Todo mundo é um crítico agora, e todos os filmes estão disponíveis para serem usados como referências. As pessoas sempre estão comparando filmes a outros filmes; elas dizem que querem algo diferente, mas quando surge um filme inovador como <strong>&#8220;A Origem&#8221; </strong>reclamam que “é muito confuso”. Sempre há algo para criticar. “Esta tomada é muito monocromática”, “o roteiro tem camadas demais”&#8230; entendo que as pessoas comparem e critiquem as coisas, porque eu mesmo também faço isso. Mas ao mesmo tempo, quem quer apenas criticar sempre encontra algo.  	</em></p>
<p><center><img class="alignnone" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/jjstar.jpg" alt="" width="600" height="400" /><p class="caption">Abrams no set de Star Trek</p></center></p>
<p><strong>Num artigo que escrevi para a edição brasileira da Rolling Stone mencionei o fato de como você e outros, poucos, diretores estão liderando uma onda para trazer novas ideias, mudar um pouco as coisas. Uma coisa que mencionei foi como, em &#8220;Star Trek&#8221;, você foi um dos únicos a realmente olhar para o espaço. E agora, em &#8220;Super 8&#8243;, você traz os aliens para a Terra. Eu estava discutindo essa tendência com  James Cameron alguns dias atrás: por que a ficção científica parou de mostrar o espaço e começou a se concentrar em trazer as ameaças para a Terra? Vimos isso em filmes como &#8220;Distrito 9&#8243;, &#8220;Super 8&#8243;&#8230; e mesmo em &#8220;A Origem&#8221;, em que a mente humana serve de cenário. </strong></p>
<p><em>Primeiro&#8230; bem, eu não sei. (risos) Segundo, parte disso tem a ver com a paranoia. Alienígenas ameaçadores diante de nós.  </em>	</p>
<p><strong>A sensação de que estaríamos sendo observados.</strong></p>
<blockquote class="quoteright">&#8220;Executivos olharam para as contas de um filme como “Cloverfield” e disseram: &#8216;Olha só, eles fizeram isso por US$ 20 milhões!&#8217;&#8221;</blockquote>
<p><em>Exatamente. Além disso, a tecnologia que prometia viagens espaciais, e que nos levou à Lua e era vastamente divulgada não só em publicações científicas, mas em ficção científica entre os anos 30 e 60, nunca se tornou realidade. Um dos meus episódios favoritos em <strong>&#8220;Além da Imaginação&#8221;</strong> era o piloto (Where is Everybody?). Ele mostra Earl Holliman acordando sozinho numa cidade, e ao final do episódio você descobre que ele está passando por um teste antes de ser enviado ao espaço – mas agora terá que ser levado para um hospício, porque enlouqueceu no decorrer do episódio. Enquanto é carregado pelos médicos, ele olha pra Lua e diz “da próxima vez, não vai ser um teste”.  </p>
<p>Ainda não tínhamos ido à Lua na época, então a vontade de “audaciosamente ir aonde ninguém jamais esteve” era uma influência muito forte. Era uma possibilidade que inevitavelmente se tornaria uma conquista. Uma vez que alcançamos à Lua e a vida fora da Terra tornou-se possível, uma série de histórias começou a ser contada sobre isso – algumas maravilhosas e outras horríveis, claro. </p>
<p>Outra coisa a ser considerada é que é obviamente muito mais barato filmar na Terra e criar criaturas digitais do que criar outro planeta, e muito mais fácil construir um relacionamento com personagens humanoides que fazem coisas do dia a dia e têm reações humanas. Tantos filmes espaciais já foram feitos que a ideia do espaço sendo misterioso e assustador se tornou uma espécie de clichê. No começo de Star Trek, na cena em que a mulher é sugada da nave para o vazio do espaço, tudo fica em silêncio por algum tempo. Mesmo estando num filme, onde isso geralmente é mostrado com barulho e explosões, eu queria lembrar às pessoas que o espaço é esse vácuo frio e aterrorizante. </p>
<p>De qualquer forma, esse processo é cíclico. Faz sentido pra mim que os filmes venham para a Terra, ainda que eu pense que isso começou quando os executivos olharam para as contas de um filme como &#8220;Cloverfield&#8221; e disseram “olha só, eles fizeram isso por US$ 20 milhões”. Acredito que seja um jeito mais barato e menos óbvio, e até por isso é inevitável que voltem a fazer filmes com humanos indo ao espaço, em vez de aliens vindo à Terra.</em></p>
<p><center><img class="alignnone" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/jjbad.jpg" alt="" width="600" height="407" /><p class="caption">Os cabeças da produtora <strong>Bad Robot</strong>: Abrams, Damon Lindelof, Carlton Cuse, Alex Kurtzman, Roberto Orci e Bryan Burk</p></center></p>
<p><strong>Como você encara esse momento para o gênero e qual a função de &#8220;Fringe&#8221; nesse cenário?</strong></p>
<p> <em>De onde você tira tantas perguntas boas? (risos). Cada dia mais, a ficção científica se transforma na nossa vida cotidiana. Por exemplo, quando trabalhamos em &#8221;Fringe&#8221;, constantemente lemos matérias bizarras sobre acontecimentos reais e também acompanhamos discussões sobre novas possibilidades descobertas pela comunidade científica, sejam testes, teorias ou mesmo produtos sendo aprovados para uso. </p>
<blockquote><p>Encaro as duas primeiras temporadas de &#8221;Fringe&#8221; como uma história de fundo para o desenvolvimento da terceira, não apenas dando respostas, mas construindo uma base dramática. </p></blockquote>
<p>Seria impossível iniciar a história nesse momento, sem esse embasamento, pareceria maluco demais, mesmo para a gente (risos). Convenhamos, &#8220;Fringe&#8221; é um show ridículo em vários aspectos; mostra essa ciência ultrajante e coisas totalmente exageradas, mas não lida com Ficção Científica do modo que &#8221;Star Trek&#8221; faz, por exemplo. </p>
<p>&#8220;Fringe&#8221; é claramente algo fora do normal, uma vida cotidiana bastante incomum, mas cujo sentimento é de estarmos lidando com teorias científicas sem pensar “isso vai acontecer daqui centenas de anos”, mas imaginar suas aplicações imediatas. Não tentamos simular os resultados de Além da Imaginação, por exemplo, uma série que amo de paixão, ao investigar alienígenas e elementos claramente sobrenaturais, ou mesmo Arquivo-X. Pode-se pensar: tudo isso é absolutamente improvável, entretanto, isso não torna o assunto impossível. É isso que me atrai na série, pois passamos a impressão como é viver num mundo de ficção científica, sendo que, na verdade, é exatamente onde já vivemos.</em></p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/jjset.jpg" alt="" title="jjset" width="600" height="429" class="aligncenter size-full wp-image-26818" />
<p><strong>Quando &#8220;Cloverfield&#8221; foi lançado, eu lembro de ouvir você dizer que queria mostrar às pessoas que americanos podem fazer um bom filme de monstro. Você sente que isso foi alcançado?</strong></p>
<p><em>Quando eu estava no Japão, foi uma inspiração para mim ver que&#8230;bem, eles têm o Godzilla. E o Godzilla ainda é uma figura tão relevante lá.</em></p>
<p><strong>Ele está na TV até hoje.</strong></p>
<p><em>E é muito legal fazer um filme de monstro que não precise do Godzilla para funcionar, mas que siga o mesmo estilo. &#8220;Cloverfield&#8221; foi meio assim. A ideia de fazer algo quase artesanal, filmado com uma câmera caseira, foi fundamental para o que nos propusemos, e funcionou muito bem. Sou um grande fã de criaturas e monstros, e existe muita coisa nesse estilo que eu ainda gostaria de fazer. Claro que nem tudo que eu faço precisa ter monstros, mas desde criança eu sempre adorei os filmes de Ray Harryhausen e os monstros dos anos 50 e 60. Adoro todos eles. Quando eu era criança não havia DVDs, então nós líamos livros sobre filmes de terror para conhecer os filmes, cartazes e histórias.</em></p>
<p><strong>Devemos esperar que o novo &#8220;Star Trek&#8221; seja lançado em 3D? (Por favor, diga “não”.) </strong>	</p>
<p><em>Eu não descarto nenhuma tecnologia, desde que encontre um bom uso para ela. Ainda estamos trabalhando no roteiro, então é meio cedo para falar sobre isso. Sei que &#8220;Star Trek&#8221; em 3D poderia ficar muito bom visualmente falando, mas isso não pode ser o objetivo do filme. A história que eu resolver contar não pode ser diretamente influenciada pelo número de dimensões em que o filme será rodado. O importante é se concentrar nos personagens, nas condições e credibilidade do filme. Se acontecer de filmarmos em 3D, tem que ser porque temos grandes ideias de como usar esse efeito, e que isso seja a coisa certa a fazer.</em> </p>
<blockquote><p>Parte de mim adoraria brincar com o 3D só pra ver como ele funciona, mas eu não sou um grande fã da tecnologia pela tecnologia.</p></blockquote>
<p> <strong>Você tem gostado do que viu em 3D até agora? </strong>	</p>
<p><em>Acho que Michael Bay criou um visual muito bom em <strong>&#8220;Transformers: O Lado Oculto da Lua&#8221;</strong>. Mas o fato é que existem poucos bons filmes em 3D que eu possa citar: <strong>&#8220;Avatar&#8221;</strong>, &#8220;Transformers&#8221; e  <strong>&#8220;O Expresso Polar&#8221;</strong>. Três filmes que usaram essa tecnologia de um modo espetacular. A maioria do que eu tenho visto, porém&#8230; adorei o último Harry Potter, mas não fez diferença tê-lo visto em 3D. Houve uma ou duas cenas em que o 3D realmente foi bem usado, mas fora isso eu me peguei pensando que estava vendo um ótimo filme em 2D. Eu não recomendaria vê-lo em 3D.</em></p>
<p><center><img class="alignnone" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/jjfringe.jpg" alt="" width="600" height="399" /><p class="caption">Abrams com o elenco de Fringe</p></center></p>
<p><strong>Falando um pouco sobre TV, atualmente, qual seu papel em &#8220;Fringe&#8221;? Manda-chuva controlador ou ombro amigo?</strong></p>
<p><em>(risos) Meu trabalho é estar disponível quando sou necessário. Seria muito destrutivo ficar me intrometendo e mudando tudo. Sempre penso muito no nível de envolvimento, pois posso facilmente começar a impor meus desejos e até que ponto vou permitir aos produtores fazerem seu trabalho? Não me sinto confortável ao dizer que os produtores comandam o programa até o momento em que eu resolva mudar tudo. Leio todos os roteiros e vejo todos os efeitos visuais, mas evito ser como produtores com quem já trabalhei que passavam a semana fora e, quando apareciam, detonavam absolutamente tudo que havia sido feito. É impossível manter uma equipe motivada dessa maneira, pois sabem que tudo precisará ser refeito, não importa a qualidade.</em></p>
<p><strong>A quantidade de projetos com os quais você está envolvido te transforma numa espécie de Jerry Bruckheimer dedicado à ficção científica? Aliás, quando você consegue dormir?</strong></p>
<p><em>(risos) Mais do que todo mundo imagina, menos do que eu gostaria. (risos) É impossível estar presente em seis programas ao mesmo tempo, mesmo Bruckheimer – um sujeito que conheço há anos, com quem já trabalhei e que admiro além da imaginação – pode fazer isso. É um erro brincar de fantoche e tentar controlar todas as cordas. Fato: parece que estou implantando dedos novos (risos), mas confio no meu pessoal. Damon [Lindelof] está escrevendo o segundo &#8221;Star Trek&#8221; com Alex [Kurtzman] e Bob [Orci]. Bryan Burk é meu parceiro de produção em todos os projetos e Jeffrey [H. Wyman] controla muito bem o desenvolvimento de Fringe.</em> </p>
<blockquote><p>Acredito na definição de uma equipe competente, acima de qualquer crença na minha qualidade individual.</p></blockquote>
<p><strong>O quão importante são esses aliados na hora de ter novas idéias, então? Elas surgem e você comenta com eles ou há espaço para colaboração bilateral em todos os aspectos?</strong></p>
<p><em>Boa pergunta. Dou muito crédito ao pessoal que trabalha comigo, pois, inevitavelmente, muitas das idéias não são minhas. Como todo roteirista, sempre que tenho contato com uma idéia, reajo de maneira diferente e tenho idéias de como ela poderia ser desenvolvida. E isso varia do desejo de fazer algo diferente, familiar ou até mesmo esotérico. Às vezes, alguém sugere algo que tenha apenas três silabas e eu já tenho uma reação para o conceito, simplesmente por achar que seguiriam outro caminho. Aí contam tudo e acho legal, mas aí digo: pensei que você faria tal e tal coisa. É alquimia. É basicamente a mistura de diversas reações e estímulos tanto físicos quanto circunstanciais para uma ideia.</em></p>
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		<title>B9 entrevista Jeff Bridges: O Cara, uma foto e um pote de sorvete </title>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 12:45:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[dude]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[jeffbridges]]></category>
		<category><![CDATA[lebowski]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Trancado dentro da “casinha” no Velho Oeste e sendo interrogado por uma garota de 14 anos, Jeff Bridges nem precisou mostrar o rosto para demarcar território em &#8220;Bravura Indômita&#8221;, dirigido pelos irmãos Coen. O personagem rabugento, ranzinza e isolado, que já foi interpretado por John Wayne, poderia ser reflexo da vida do vencedor do Oscar [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<div class="chamada">Pergunte a qualquer um em Hollywood e a resposta vai ser a mesma: Jeff Bridges é, e sempre foi, o cara mais bacana do mercado. E quando o ninho de cobras dos correspondentes e jornalistas locais não consegue criticar alguém, acredite, há algo especial ali. Entrevistamos o Cara; e o Cara tem um CD!</div>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/jeff1.jpg" alt="Jeff Bridges" title="Jeff" width="630" height="401" class="alignnone size-full wp-image-26676" />
<p>Trancado dentro da “casinha” no Velho Oeste e sendo interrogado por uma garota de 14 anos, Jeff Bridges nem precisou mostrar o rosto para demarcar território em <strong>&#8220;Bravura Indômita&#8221;</strong>, dirigido pelos irmãos Coen. O personagem rabugento, ranzinza e isolado, que já foi interpretado por John Wayne, poderia ser reflexo da vida do vencedor do <strong>Oscar</strong> de <em>Melhor Ator</em> de 2010, mas se há um consenso em Hollywood é que Bridges é o mesmo sujeito bonachão, meio avoado e carismático desde o início de sua carreira. E não restam dúvidas quando ele abre sua carteira para mostrar seu item mais querido: uma foto da esposa, com quem foi fotografado no momento em que levou seu primeiro fora, há 37 anos. </p>
<p><em>“Estava filmando Rancho Deluxe, em Montana, vi uma garota linda, mesmo com o nariz quebrado e a chamei para sair; ela disse não! Alguém da produção do filme tirou a foto naquele instante. Quinze anos mais tarde, o maquiador me mandou uma carta com a foto”. </em> Bridges carrega o retrato desde então, inclusive quando sobe ao palco para dar vazão a outra paixão, a música, com o lançamento do CD <strong><a href="http://www.amazon.com/Be-Here-Soon-Jeff-Bridges/dp/B00004RI61">“Be Here Soon”</a></strong>.</p>
<p>Mesmo assim, não se considera um romântico. Pelo menos não no sentido idealizado do termo. <em>“Isso é coisa do meu irmão [o também ator Beau Bridges]! Ele sabe comprar presentes e armar jantares íntimos. Nunca fui bom nisso”</em>, admite Jeff Leon Bridges, aos 61 anos, em entrevista exclusiva ao nosso correspondente. </p>
<blockquote><p>“Depois daquele primeiro encontro, pensei ‘bem, é uma cidade pequena, talvez a reencontre. A profecia se realizou um tempo depois e a encontrei num bar, dançamos e o resto é história”.</p></blockquote>
<p> <span id="more-26658"></span></p>
<p>Se falta talento no jantar a luz de velas, sobra em trabalhos icônicos no cinema, coisa de berço, aliás. Filho do falecido Lloyd Bridges – cuja carreira começou nos westerns, mas ganhou notoriedade na TV e especialmente nas comédias – como <strong>&#8220;Apertem os Cintos O Piloto Sumiu&#8221;</strong> e <strong>&#8220;Top Gang: Ases Muito Loucos&#8221;</strong> – Jeff sempre atuou e cantou, como, por exemplo, no imperdível <strong>&#8220;Susie e os Baker Boys&#8221;</strong>. Parando para pensar, o lançamento de um CD próprio até que demorou. <em>“Cantar e tocar violão sempre foram importantes para mim. Mais como um passatempo criativo do que mais nada, mas sempre fiz questão de praticar em público quando o papel pedia. É algo que levanta meu espírito, cara”</em>, conta.  </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/jeff3.jpg" alt="Jeff Briges" title="Jeff" width="600" height="450" class="aligncenter size-full wp-image-26678" />
<p>Antes de mais nada, ele é o que se chama de “working actor”, a seleta camada de atores normalmente empregados e capazes de sobreviver às custas de sua atuação. <em>“Muita gente pense que o simples ato de fazer um filme, e o meu nome dos créditos, garante sua exibição, mas a quantidade de coisa boa que acaba sendo lançado diretamente em DVD é imensa. Tínhamos medo de que isso acontecesse com <strong>&#8216;Coração Louco&#8217;</strong> [filme que lhe rendeu o Oscar]”</em>, comenta. </p>
<blockquote><p>“Reconhecimento é importante. Não há sensação melhor, profissionalmente falando. Mas ele só acontece se as pessoas vêem o seu filme!”.</p></blockquote>
<p>Teoricamente, Bridges não precisaria se preocupar com visibilidade. Filmes como <strong>&#8220;O Grande Lebowski&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Tron: Uma Odisséia Eletrônica&#8221;</strong>, <strong>&#8220;King Kong&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Starman: O Homem das Estrelas&#8221;</strong> e o recente blockbuster <strong>&#8220;Tron: O Legado&#8221;</strong> garantiram seu lugar numa Hollywood cada vez mais carente de verdadeiros astros. <em>“Fazer um filme é um compromisso que te leva além da morte, sabe; pois o resultado é algo duradouro”</em>, filosofa. </p>
<p>A barba e os cabelos grisalhos dão força ao momento guru, escutar e aprender é inevitável: <em>“Como falamos em &#8216;Bravura Indômita&#8217;, é preciso saber levar as coisas até o fim, cumprir suas metas. Sei que estou no caminho das minhas, pois quando vejo minha filmografia sinto orgulho pelo que fiz, sinto vontade de assistir àqueles filmes. E minha melhor meta é corresponder às oportunidades que recebo, e aceito. Ganhar Oscar nunca esteve nos planos, mas não quer dizer que nunca tenha pensado nele ou ficado feliz quando ganhei. Estou nessa pelo desafio do trabalho, ainda mais com essa idade toda”</em>.</p>
<blockquote class="quoteleft">“Recusei o roteiro de &#8216;Coração Louco&#8217; na primeira vez que me ofereceram.&#8221;</blockquote>
<p>São reflexões de alguém nascido em Los Angeles e imerso no entretenimento desde os primeiros passos. Com mais de 75 filmes e programas de TV na extensa filmografia, Bridges pode não ser romântico, mas tem suas paixões. Susan Bridges, sua esposa, é a maior delas, ao lado dos três filhas, incluindo Jessica Lily, de 27 anos, que foi sua assistente pessoal nas filmagens de &#8220;Bravura Indômita&#8221;. </p>
<p><em>“Sempre tento trabalhar com meus amigos e minha família, então, dessa vez pude convidar Jessie para ser meu braço direito”</em>, explica. <em>“Passei tanto tempo longe delas na infância por conta do trabalho e, agora que posso exigir algumas coisas, faço de tudo para ficar com elas. Passamos 12 semanas juntos. Meu Deus, como ela é boa! Fiquei impressionado e como ela é música, também pudemos tocar juntos e curtir aquele tempo”</em>. Cantora, compositora e talentosa no violão, Jessica se apresentou em shows organizados pelo pai em Austin e Santa Fé.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/jeff5.jpg" alt="" title="" width="600" height="319" class="aligncenter size-full wp-image-26680" />
<p>Os Bridges são uma família talentosa em diversos aspectos e a música é um deles. Guitarrista de mão cheia e cantor “que dá para o gasto”, conforme auto-avaliação, Jeff já exibiu seu talento em diversas ocasiões, inclusive no trabalho que lhe rendeu o Oscar, mesclando atuação marcante e boa música. <em>“Recusei o roteiro de &#8216;Coração Louco&#8217; na primeira vez que me ofereceram, sabe. Não havia música envolvida na primeira idéia e perdeu o sentido para mim, mas foi aí que recebi uma ligação do meu grande amigo T. Bone Burnett, ligou perguntando, pois havia sido convidado também. Quando ele falou que estava pensando em algumas letras e daria para mudar aquela idéia, topei na hora!”</em>. Burnett é produtor de Gregg Allman, Elvis Costelo, John Mellencamp e lançou o último álbum de Willie Nelson, Country Song, além de ter comandado <strong>The Union</strong>, a impecável parceria entre Elton John e Leon Russell. </p>
<blockquote><p>“Há uma história magnífica por trás de The Union, pois Russell era ídolo de Elton e ele resolveu apoiá-lo nesse retorno à música. Só de pensar me sinto mais humilde e agradecido a quem me ajudou na vida”.</p></blockquote>
<p>Burnett e Bridges estreitaram a relação durante as filmagens de <strong>&#8220;O Portal do Paraíso&#8221;</strong>, em 1980, um fracasso de bilheterias produzido pela <strong>United Arts</strong> e dirigido por Michael Cimino. <em>“Confio em T. Bone desde aquela época e sei da qualidade de suas músicas, mas, cara, demora para encontrar a mistura correta e até aprender a cantá-las como se as cantasse minha vida toda foi algo maluco. Fiz isso em 24 dias, cara! Foi insano!”</em>, brinca Bridges, para quem o termo “cara” funciona praticamente como pontuação obrigatória em suas falas. É uma situação paradoxal para essa dupla, envolvida no filme acusado de ter “matado os faroestes no cinema”, mas igualmente vinculada ao sucesso de &#8220;Coração Louco&#8221; e, no caso de Bridges, o porta-voz do retorno do gênero às telas com o recente &#8220;Bravura Indômita&#8221;. </p>
<p><em>“Muita gente reclama de &#8216;O Portal do Paraíso&#8217;, mas ainda bem que estavam errados em dizer que o faroeste tinha morrido, cara”</em>, comenta o ator, coçando levemente a barba. <em>“Clint [Eastwood] ajudou muito o gênero com <strong>&#8216;Os Imperdoáveis&#8217;</strong>. Faroestes são maravilhosos e sempre brincava de caubói em casa, especialmente quando meu pai voltava das filmagens todo paramentado e eu chamava meus amigos para ver o figurino. Eu ficava brincando com o distintivo e tal. Era mágico, cara!”</em></p>
<p><center><img class="alignnone" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/jeff2.jpg" alt="" width="610" height="406" /><p class="caption">Jeff Bridges e os Irmãos Coen</p></center></p>
<p>Seguindo o exemplo sempre presente de Lloyd, Jeff incentivou as filhas a explorar seus talentos artísticos pelas mesmas razões do pai. <em>“Ele nunca forçou ninguém ou teve planos de enriquecer às nossas custas, meu pai nunca pensaria nisso. Era apaixonado pela atuação e por tudo envolvido no entretenimento e isso era descarado. Crescemos vendo esse exemplo de devoção e aí ficou meio difícil pensar diferente”</em>. </p>
<p>Entretanto, isso nunca evitou um confronto profissional – existente apenas na cabeça de Jeff – entre ele, o pai e o irmão. <em>“Mesmo assim eu resisti por um tempo. Era aquela rebeldia juvenil, inevitável. E abraçar a idéia foi uma das melhores coisas da minha vida, assim como aprender com seus erros”</em>.</p>
<p>Dono de um rancho em Montana e hábil com cavalos desde Wild Bill, em 1995, Jeff Bridges sempre procurou manter contato com a vida mais natural e tranquila. Praticamente uma aberração em Hollywood, onde o hi-tech e o gadget do momento tem guiado a vida dos famosos. Bridges usa <strong>iPod</strong>, mas medita pelo menos uma hora por dia! Vê-lo em &#8220;Tron: O Legado&#8221;, quando o personagem se revela meditando profundamente e tentando manter uma “atitude zen” é o maior retrato dessa figura carismática e intensa. </p>
<p><em>“Reservar um momento para parar, sentar e ganhar consciência sobre o que acontece à nossa volta é fundamental. Nada daquela história de limpar a mente e tal, na verdade, o objetivo é compreender os pensamentos que saltam durante a meditação e afastá-los, para então poder perceber as coisas maravilhosas à sua volta. Viver nesse turbilhão de idéias pode te aprisionar”</em>, ensina. </p>
<p>Esse pensamento se reflete nas escolhas profissionais de Bridges, que aceitou o trabalho em &#8220;Tron: Uma Odisséia Eletrônica&#8221; por conta da natureza arrojada da tecnologia envolvida e retornou décadas mais tarde sob a mesma égide. </p>
<blockquote><p>“Atuamos sem câmeras, cara! É a nova fronteira. O faroeste costumava mostrar isso, mas, falando em atuação, o jogo mudou com essa captura de movimento ou seja lá qual for o nome atual para esse sistema”. </p></blockquote>
<p>Em &#8220;Tron: O Legado&#8221;, Bridges se viu rejuvenescido graças à construção de um personagem digital inspirado em seus movimentos, mas com sua fisionomia da década de 80. <em>“Passamos muito tempo da nossa vida esperando por inspiração, às vezes, enchendo a cara ou buscando a perfeição. Quando cai a ficha, você percebe que nossos erros vão nos seguir em qualquer lugar ou sociedade, seja na realidade ou no mundo virtual. Reagir pode ser mais recomendável do que ponderar, assim é a vida”</em>, analisa. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/jeff4.jpg" alt="" title="" width="600" height="255" class="aligncenter size-full wp-image-26679" />
<p><em>“O mundo está meio esquisito, com novas dinâmicas e necessidades, cara. Precisamos descolar alguns mitos novos, não acha?”</em>, pergunta como se ignorasse a importância de sujeitos como O Cara, de &#8220;O Grande Lebowski&#8221;, o extraterrestre de &#8220;Starman&#8221;, o próprio Kevin Flynn, de &#8220;Tron&#8221;, e o recente Rooster Cogburn, um agente federal bebum em &#8220;Bravura Indômita&#8221;, cuja primeira versão cinematográfica rendeu o único Oscar a John Wayne, em 1970.</p>
<blockquote class="quoteright">“Fazer um filme é um compromisso que te leva além da morte; pois o resultado é algo duradouro.”</blockquote>
<p>Sua carência mítica poderia ser mais ligada ao mundo real, cada vez mais desprovido de grandes heróis, ainda mais depois da clara insatisfação dos norte-americanos com as dificuldades do governo de Barack Obama. Mas a mente de Bridges, mesmo sem meditar ou fazer cerimônia, estava dedicada a um grande pote de sorvete <strong>Häagen-Dazs</strong>, um de seus prazeres proibidos. <em>“Esse é meu último pote antes de voltar a controlar o peso. Comi muita porcaria gostosa para engordar nos últimos papéis, especialmente comida salgada para ficar mais inchado. É um barato, mas faz um mal danado! Saca? Adoro esse sorvete!”</em>. Era hora de deixar o hotel beira mar em Santa Monica, enquanto O Cara se despediria do quitute. O pôr-do-sol era, literalmente, coisa de cinema.</p>
<p>O clima de tristeza e melancolia pelo fim da entrevista diz mais respeito à indústria do que à conversa em si. Jeff Bridges curte um momento profissional fantástico, não poderia estar mais feliz com sua família e, mesmo assim, é um sujeito com quem se pode conversar durante horas sem o papo ficar chato ou mecânico. É um ator ainda apaixonado pelo ofício e com opinião própria, algo raro de se encontrar na Hollywood do novo milênio. Ele é fino representante da realeza cinematográfica, mas, pode apostar, alguém esqueceu e dizer isso a ele. Afinal, O Cara aguenta. </p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>Escola de Cinema: Inspiração inesperada</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 18:18:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escola de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[aula]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Bilbo Bolseiro foi sábio ao nos alertar sobre os perigos do simples ato de colocar o pé fora de casa. Embora tenhamos uma boa ideia e, na maioria dos casos, realizemos a tarefa planejada, os meandros da simples tarefa de ir do ponto A ao ponto B podem ser surpreendentes, cheios de novidade visual, intelectual [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<div class="chamada">Fábio. M Barreto conta suas aventuras e desafios na formação acadêmica em cinema direto de Los Angeles. O segundo semestre só está começando.</div>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/sco1.jpg" alt="" title="" width="630" height="368" class="alignnone size-full wp-image-26624" />
<p>Bilbo Bolseiro foi sábio ao nos alertar sobre os perigos do simples ato de colocar o pé fora de casa. Embora tenhamos uma boa ideia e, na maioria dos casos, realizemos a tarefa planejada, os meandros da simples tarefa de ir do ponto A ao ponto B podem ser surpreendentes, cheios de novidade visual, intelectual e, claro, epifanias malucas. </p>
<p>Sinto-me exatamente assim toda vez em que um dos meus professores começam a falar, no curso de cinema da <strong><a href="http://www.lacitycollege.edu/">Los Angeles City College</a></strong>, onde curso cinema desde janeiro desse ano. Mais de uma década depois de me formar em jornalismo, encarei esse retorno aos estudos para realizar sonhos e construir novos mundos, entretanto, quem está sendo reconstruído sou eu por conta de posturas inesperadas dos professores. Ainda há esperança! </p>
<p>[Um breve parênteses, antes de mais nada. Já escrevi <a href="http://www.soshollywood.com.br/tag/soscollege">uma série de artigos</a> sobre as primeiras matérias do curso – e a adaptação ao sistema de ensino público norte-americano. Esse novo projeto de vida, por assim dizer, já rendeu dois filmes. <a href="http://www.brainstorm9.com.br/22295/entretenimento/distress-do-outro-lado-da-pelicula/">Esse</a> e <a href="http://vimeo.com/soshollywoodfilms/ffdm-trailer">esse aqui</a>, que, por enquanto, só tem o trailer. A partir de agora, a iniciativa passa a integrar o <strong>Brainstorm9 </strong>e a formação acadêmica em cinema é o foco.]<span id="more-26623"></span></p>
<p><center><iframe src="http://player.vimeo.com/video/25533130" width="600" height="338" frameborder="0"></iframe></center></p>
<blockquote class="quoteleft">A LACC é uma universidade pública municipal cujo principal objetivo é capacitar a força de trabalho local a custo baixíssimo.</blockquote>
<p>Já devidamente adaptado ao sistema de ensino público norte-americano e familiarizado com a universidade depois de quatro matérias, o início do ano letivo começou com outro pique (para saber sobre o semestre anterior, <a href="http://www.soshollywood.com.br/tag/soscollege">leia as outras matérias</a> desse projeto). No menu de aulas selecionadas estão: direção de fotografia, direção, atuação/teatro e roteiro. Ou seja, o backbone do trabalho na linha de frente do cinema. Depois de torrar um bocado de dinheiro com os filmes no começo do ano, resolvi organizar as matérias de modo a não precisar gastar nada e concentrar no aprendizado da cadeira de diretor, não na prática em si. Bem, pelo menos foi o que pensei. Muita teoria agora, bastante diálogo e preparação para o ano que vem, quando concluo o curso. Bastou meia semana de aulas para meus sonhos entrarem pelo cano. </p>
<p>Fato, não vou precisar produzir nenhum filme e gastar dinheiro com fantasias, locações, passagens aéreas, equipamento e etc, por outro lado, a carga de trabalho é infinitamente maior do que nas matérias básicas. O resultado da primeira semana foi a seguinte lista de “deveres de casa: dois roteiros de curta-metragem (5 e 10 min), duas cenas para teatro (na qual terei que interpretar, vixe!), um monólogo para teatro, uma cena de cinema (que deve ser ensaiada e apresentada à classe com atores externos) e, fechando com chave de ouro, duas “foto novelas” e um mega trabalho de direção de fotografia que vai exigir um bocado do tapado tecnológico que vos escreve.</p>
<p>Muita coisa pro velhinho, com certeza. Mas – e sempre tem um mas! – estou delirando de alegria. A razão é simples. Deixei para trás os professores do básico meio que cumprindo tabela e dei de cara com os profissionais da área, gente que vive (ou viveu) do cinema, e ainda é totalmente apaixonada pela coisa. A maior surpresa foi o discurso de abertura da aula inaugural de Teatro, comandada por Fred Fate. Boa parte da aversão à atuação – por pura incompetência no ofício, que fique claro; não tenho nada contra atores – foi embora conforme o sujeito falava sobre sua ligação com a inspiração; da importância do teatro no destino de cada um; na beleza dessa prática como arte; e em sua relação com o público, mas, acima de tudo, com o sentido de propósito necessário a um ator em cada momento de sua vida. Sério. Fiquei emocionado. </p>
<p>Essa é uma das vantagens de se dar sorte, pois Fate é o chefe da cadeira de Teatro na LACC – onde a série <strong><a href="http://www.nbc.com/community/">&#8220;Community&#8221;</a></strong> é filmada, aliás – e resolveu pegar a aula introdutória como despedida acadêmica antes de sua aposentadoria, no ano que vem. Esses caras gostam de sair deixando um bom legado. Como disse, dei sorte. No lado oposto, trombei com um diretor de fotografia relativamente novo chamado <a href="http://www.christopherrossiter.com">Christopher Rossiter</a>, completamente apaixonado pelo que faz e tão envolvente quanto linha dura. Nunca esperei ouvir uma defesa tão linda sobre o ato de contar histórias vindo de um diretor de fotografia. Ouvir o cara falando sobre as responsabilidades do DF, da obrigação de saber dramatizar uma cena e da forma ideal do posicionamento em relação ao diretor e ao resto da equipe marcou de forma tão intensa quanto as porradas à preguiça gerada pelo avanço da tecnologia. Rossiter contou: </p>
<blockquote><p>“Um dia ouvi um Diretor de Fotografia dizendo que filmava no automático. Só disse que ele não era DF coisa nenhuma, mas queria era meter a mão na cara do infeliz.”</p></blockquote>
<p>Claro, muito é armado para demarcar território, mas gostei do clima. Tive alguns professores assim no curso de jornalismo, mas a maioria estava no automático o tempo todo.</p>
<p>Esse tipo de coisa faz a diferença, sabe? Especialmente por serem habilidades extremamente criativas e cheias de especificidades técnicas. É preciso provocar o maior grau de envolvimento dos alunos para transmitir a mensagem. Especialmente em tempos de tanta crítica ao sistema educacional e, como vi num vídeo recente com Matt Damon, pessoas achando que professores são acomodados. Não houve algum político acéfalo brasileiro falando bobagem nesse aspecto também? De que professor deveria trabalhar por amor a causa e ganhar pouco mesmo? Pois é.</p>
<p>Bem, essa situação chamou a atenção dentro de um contexto essencialmente interessante. A LACC é uma universidade pública municipal cujo principal objetivo é capacitar a força de trabalho local a custo baixíssimo e, na maioria dos casos, com programas de bom nível. Com isso, o desempregado que busca outra área de trabalho pode se preparar e até mesmo os moradores de rua e pessoal de renda nula podem estudar. Isso resulta em um bocado de malucos espalhados pelo campus e nas aulas, mas não incomoda&#8230; muito. </p>
<p>O espírito desse semestre parece se concentrar no treinamento. Todos os professores querem transmitir um aspecto da profissão, no que aparenta ser uma boa mescla entre palestra, leitura e prática. Conversei com alguns colegas e todos compartilham a sensação de serem tratados como aprendizes, não como estudantes. Nunca tive essa perspectiva no jornalismo. Com os professores, fui estudante até o dia de me formar (embora já trabalhasse efetivamente na redação do <strong>Estadão</strong> desde o primeiro ano). Aqui, talvez pelo fato de muita gente ter bagagem ou trabalhar na área, e muitos já terem diplomas em outras áreas, a relação seja outra. </p>
<p>Ponto é, tô empolgadão e olha que não vou fazer nenhum filme dessa vez. Aliás, trata-se de reflexo direto dos erros e falhas de treinamento constatadas ao longo das filmagens e edição de <strong><a href="http://vimeo.com/soshollywoodfilms/ffdm-trailer">&#8220;When It Ends&#8221;</a></strong>. De certa forma, estava maluco para ter esse treinamento antes de voltar a acender as luzes e ligar a câmera novamente. Preparação é tudo, fato. </p>
<p>A cada semana, voltarei com textos mais específicos sobre as técnicas apresentadas, conceitos mais relevantes e boas ideias apresentadas por professores e colegas até dezembro. Por hora, fica a sugestão dos livros que serão utilizados e referenciado nos próximos artigos. Clique nas imagens para ver na <strong>Amazon</strong>:</p>
<p><center> <a href="http://www.amazon.com/gp/product/1580650635"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/book1.jpg" alt="" title="" width="300" height="209" class="alignnone size-full wp-image-26625" /></a> <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0941188108"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/book2.jpg" alt="" title="" width="300" height="209" class="alignnone size-full wp-image-26626" /></a> </center><br />
<center> <a href="http://www.amazon.com/gp/product/1932907084"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/book3.jpg" alt="" title="" width="300" height="209" class="alignnone size-full wp-image-26627" /></a> <a href="http://www.amazon.com/gp/product/193290705X"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/book4.jpg" alt="" title="" width="300" height="209" class="alignnone size-full wp-image-26628" /></a> </center><br />
<a href="http://www.amazon.com/gp/product/0240812093"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/09/book5.jpg" alt="" title="" width="300" height="209" class="alignleft size-full wp-image-26629" /></a><br />
<BR><br />
<BR><br />
<BR><br />
<BR></p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>A alma desbravadora de Andy Serkis</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 19:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[andyserkis]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[gollum]]></category>
		<category><![CDATA[kingkong]]></category>
		<category><![CDATA[planetadosmacacos]]></category>
		<category><![CDATA[senhordosaneis]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O nome de Andy Serkis entrou nos radares de todo mundo quando &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221; estourou no cinema. Ele ajudou a criar Gollum e só isso já bastava para garantir seu lugar no Olímpo Nérdico, entretanto, o hobbit psicopata-comedordepeixe-crue-com-duplapersonalidade foi apenas uma razão para descobrirmos um ator veterano, cheio de filmes e peças em [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/serkis1.jpg" alt="" title="" width="630" height="420" class="alignnone size-full wp-image-26466" />
<p>O nome de Andy Serkis entrou nos radares de todo mundo quando <strong>&#8220;O Senhor dos Anéis&#8221;</strong> estourou no cinema. Ele ajudou a criar Gollum e só isso já bastava para garantir seu lugar no Olímpo Nérdico, entretanto, o hobbit psicopata-comedordepeixe-crue-com-duplapersonalidade foi apenas uma razão para descobrirmos um ator veterano, cheio de filmes e peças em seu currículo – como o imperdível Einstein and Eddington e o maluco Deatwatch &#8211; e, acima de tudo, uma alma de artista. </p>
<p>Por ter virado referência na técnica de captura de movimento (em &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221;) e agora na evoluída e rebatizada Captura de Performance (mo-cap), tudo que ele faz precisa ser analisado, assimilado e, no bom aspecto, copiado por todos, afinal, o ator foi capaz de dar profundidade e relevância a uma técnica usada de forma prejudicial por muitos filmes.</p>
<p>Seu mais recente trabalho, <strong><a href="http://www.brainstorm9.com.br/26448/entretenimento/macacadas-hollywoodianas-reboots-e-derrapadas/">&#8220;Planeta dos Macacos: A Origem&#8221;</a></strong>, é prova de tudo isso. Não que Serkis seja o único capaz de criar bons resultados com essa tecnologia, mas, de fato, ele desbravou o caminho por, como ele mesmo diz, <em>“ter compreendido o potencial e as características da ferramenta com facilidade e por ter feito isso antes de qualquer outro”</em>, precisa ser compreendido. </p>
<p><span id="more-26464"></span></p>
<p>Com a estreia de <strong>&#8220;As Aventuras de Tin Tin&#8221;</strong> se aproximando e a espera por <strong>&#8220;O Hobbit&#8221;</strong> (filme no qual, além de atuar, Serkis trabalha como diretor de segunda unidade), é bom ficar de olho nele e entender suas razões. Para isso, recuperamos uma entrevista exclusiva* de nosso correspondente com Andy Serkis em Londres, em 2008. A tecnologia pode ter mudado, mas a mente desbravadora já estava lá. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/serkis2.jpg" alt="Andy Serkis" title="" width="180" height="270" class="alignleft size-full wp-image-26467" />
<p><strong>De onde você tira toda essa intensidade para seus personagens?</strong> <br />
<em>Vou meio para o tudo ou nada. Acho que se não me transporto para cada personagem, não vou ficar satisfeito com o trabalho e estar ali deixa de ter sentido. É uma espécie de modo de trabalho capaz de aplacar minha própria necessidade por motivação. Nunca farei um filme só por fazer. Preciso estar 100% envolvido com aquela situação. Mas muito disso se faz necessário para o personagem, por exemplo, Capricórnio (personagem em &#8220;Coração de Tinta&#8221;) é um sujeito movido pela vingança contra um mundo no qual ele não passa de um mau-feitor sem futuro, assim como muitos ditadores. A maioria deles foram subestimados ou ignorados, então a resposta sempre surge com força no outro extremo. Ele é motivado pelo medo, mas, no fundo, teme perder seu poder e, com isso, voltar a ser um Zé Ninguém. Assisti muitas coisas de Adolph Hitler para ajudar a compor Capricórnio.</em></p>
<p><strong>É impossível não falar de Gollum. Como ele influenciou tudo? </strong><br />
<em>Trabalho há anos no teatro e em filmes independentes, mas não há como negar que ele mudou tudo. Claro que o modo como O Senhor dos Anéis foi adaptado, os papéis foram escritos e toda a parte técnica tiveram papel fundamental nisso, mas também abriu espaço para essa nova vertente de atuação: captura digital. Foi perfeito em termos de atuação, pois essa técnica permite tanta liberdade e amplia o repertório de qualquer ator na hora de executar. É uma das invenções mais brilhantes dos últimos anos e, embora muita gente reclame, pode ser utilizada positivamente. Você pode simplesmente ser qualquer personagem.</em></p>
<p><strong>&#8220;A Lenda de Beowulf&#8221; tentou fazer isso e não deu muito certo, hein?</strong> <br />
<em>Vou ser cuidadoso nessa resposta (risos)! [Fazendo careta]. Estou muito empolgado com o aumento do uso dessa tecnologia, especialmente por diretores de ponta, especialmente Robert Zemeckis, que usou novamente em <strong>&#8220;A Christmas Carol&#8221;</strong>. Admiro essa postura dele, de ultrapassar as barreiras. Ao mesmo tempo, vemos veteranos entrando na onda. Quem imaginaria que gente como Anthony Hopkins faria algo assim?</em></p>
<p><strong>Pelo menos os olhos de Gollum não eram estrábicos como em Beowulf… (risos) </strong><br />
<em>A parte técnica não tem nada a ver comigo. É tudo culpa do Peter Jackson. Dei muita sorte em conseguir esse trabalho, para ser sincero.</em> </p>
<blockquote><p>Não é todo dia que surge algo capaz de misturar drama com inovação tecnológica de maneira tão positiva assim.</p></blockquote>
<p><strong>Escapou bem, hein? (risos)</strong><br />
<em>Mas você também levou isso a outro nível, afinal, já chegou a incorporar Gollum nos palcos com Jack Black e o Tenacious D. Gostou da brincadeira? (gargalhadas) Aquilo foi intenso! Estávamos filmando &#8220;King Kong&#8221; e Jack e Kyle Grass tinham agendado um show em Wellington, perto do Natal, e ele perguntou se eu toparia cantar uma música como Gollum. Adorei a idéia. Ensaiamos uma vez e fomos para o palco. Foi quase tudo improvisação.</em></p>
<p><strong>Aliás, essa nova onda de informação provocada pelos sites de vídeo afetam os atores do ponto de vista profissional?  Tudo ficou mais fácil, não?</strong><br />
<em>Posso sair na rua agora, falar com meia dúzia de pessoas e alguém vai filmar e colocar no YouTube em menos de 5 minutos. Acredito que o principal disso tudo é prestar atenção no que dizemos, afinal, com tanta informação circulando, não há o senso jornalístico de discernir o que foi dito no ‘calor da batalha’ de um tapete vermelho ou a opinião pessoa dita a um amigo dentro de um restaurante.</em></p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/serkis4.jpg" alt="Gollum Serkis" title="" width="600" height="293" class="aligncenter size-full wp-image-26468" />
<p><strong>A atuação nesse mundo 3D ou motion capture ainda permite sutilezas na atuação ou transforma a arte em algo plano?</strong> <br />
Tudo depende do diretor e do roteiro. Contanto que o comandante do barco entenda a natureza dramática de cada personagem e do que ele precise <em>fazer, a técnica, seja qual for, deve surgir como elemento positivo. Acredito que o sonho da atuação não vá morrer por causa dos computadores.</em></p>
<p><strong>E quando você teve esse sonho pela primeira vez?  </strong><br />
<em>Estudava artes visuais quando me ofereceram um papel no teatro. Descobri que estar no palco era milhares de vezes mais expressivo do que eu poderia ser com pinturas.</em></p>
<p><strong>Ainda pinta?</strong><br />
<em> Sim, mas estou enferrujado. Isso me ajuda a pensar em direção, um pouco de storyboarding e composição de cenas. Adoro dirigir.</em></p>
<p><strong>Gollum é um personagem muito marcado pela dor e pela turbulência interna. Você baseia suas visões para sujeitos como eles em algum modelo pessoal ou mero estudo de roteiro?</strong><br />
<em> Boa pergunta (risos). Sempre senti que parte da minha personalidade procurava naturalmente por experiências opostas ao que eu vivia. Meu filho às vezes me diz que está num dos “dias do avesso”, quando algumas coisas dão errado ou o deixam triste. Estou tentando me analisar para responder isso. Vejo como se deixasse minha individualidade de lado para questionar tudo considerado cotidiano ou aceitável. Justamente por isso dediquei muito tempo da minha carreira a essa análise do lado negro da sociedade, pelo ponto de vista artístico, claro (risada maligna).</em></p>
<p><small>*Por conta de assuntos datados, a entrevista foi reduzida e só perguntas relevantes ao estilo de trabalho de Andy Serkis foram mantidas. À época, por exemplo, Guillermo Del Toro ainda era o diretor de O Hobbit.</small></p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>Macacadas Hollywoodianas: Reboots e derrapadas</title>
		<link>http://www.brainstorm9.com.br/26448/entretenimento/macacadas-hollywoodianas-reboots-e-derrapadas/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 14:51:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Clássico é um negócio complicado. Alguns são importantes pela qualidade, outros pela coragem, alguns pelas duas coisas, mas, discussões sobre relevância à parte, eles existem e precisam ser respeitados. Certo? Idealmente, sim. Na prática, não. Especialmente quando falamos em cinema. Quando o termo “homenagem” foi institucionalizado para acobertar as agressões hollywoodianas a grandes filmes do [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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<p>Clássico é um negócio complicado. Alguns são importantes pela qualidade, outros pela coragem, alguns pelas duas coisas, mas, discussões sobre relevância à parte, eles existem e precisam ser respeitados. Certo? Idealmente, sim. Na prática, não. Especialmente quando falamos em cinema. </p>
<p>Quando o termo “homenagem” foi institucionalizado para acobertar as agressões hollywoodianas a grandes filmes do passado, a festa do caqui começou com a temida onda de remakes – que de onda não tem mais nada, afinal, já dura, pelo menos, 15 anos – e as seqüências e prequels. Vale tudo para explorar franquias de sucesso e cujo nome, em tese, garantiria boas bilheterias. É Hollywood se mostrando covarde ao extremo e, literalmente, quem paga pelas macacadas deles somos nós. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/apes3.jpg" alt="" title="" width="180" height="273" class="alignleft size-full wp-image-26454" />
<p>No caso mais recente, <strong>&#8220;Planeta dos Macacos: A Origem&#8221;</strong> retoma o clássico de Pierre Boulle depois da repelida adaptação de Tim Burton, entre na onda as “reimaginações” e levanta mais perguntas do que, de fato, responde. As duas principais envolvem um tema fundamental para o <strong>Brainstorm9</strong>: criatividade!</p>
<p>Se há perguntas, vamos a elas: até que ponto uma franquia resiste a tantos reboots; e o que vale mais, sucesso comercial ou integridade intelectual? Pelo conceito dos filmes clássicos, o levante dos símios como raça dominante foi possível pelo nascimento de César, o grande líder e modelo para incontáveis gerações de primatas sapientes. Porém, ele só nasceu graças à viagem no tempo empreendida por seus pais, Cornelius e Zira, e pode liderar sua raça num mundo humano acometido por pestes envolvendo animais domésticos e outras raças. Ou seja, uma montagem complexa e desenvolvida ao longo de muitos anos, num processo de constante, e inevitável, crescimento. <span id="more-26448"></span></p>
<blockquote class="quoteleft">Aproveitar a fama de uma franquia histórica, distorcer seus conceitos e ceifa-la de sua originalidade justifica o sucesso comercial?</blockquote>
<p>&#8220;Planeta dos Macacos: A Origem&#8221; ignora tudo isso, o contar uma história até mais paralela que a tentada por Tim Burton. Para tal, curiosamente, precisou de algumas ideias de outro filme com “macaco” no nome, afinal, ao pegar emprestado uma série de conceitos de <strong>&#8220;Os 12 Macacos&#8221;</strong>, de Terry Gilliam, o diretor Rupert Wyatt altera a essência da franquia e torna impossível a linha narrativa estabelecida pelos filmes de Charlton Heston. </p>
<p>Tudo isso por cansaço do estúdio com os conceitos relativamente datados da década de 70 ou alguma tendência maluca na <strong>Fox</strong> de achar que o público não se envolveria em algo mais social do que tecnológico? Impossível saber a resposta, entretanto o resultado do filme dá uma dica fundamental: só funciona por conta da tecnologia. Só funciona por causa da captura de performance. Só funciona por causa de Andy Serkis. Ele interpreta César, ele é a alma do filme, deixando James Franco de lado com facilidade absurda e nível de realismo impressionante.</p>
<p><center><img class="alignnone" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/apes2.jpg" alt="" width="600" height="336" /><p class="caption">A transformação de Andy Serkis no macaco César</p></center></p>
<p>Um dos elementos de mais orgulho para a equipe original de &#8220;Planeta dos Macacos&#8221; foi a criação das máscaras sintéticas para os atores, capazes de transmitir suas expressões através do látex. Trabalho hercúleo e bastante efetivo, permitindo maior conexão entre personagem e público. Tim Burton seguiu a mesma linha e transformou Tim Roth, Helena Bohan-Carter e Michael Clarke Duncan em símios aceitáveis, mas sofreu por ter aberto mão do elemento social e optado pela complicada rota dos mundos alternativos e da viagem no tempo. Exceto pela persona de César e sua jornada messiânica, &#8220;Planeta dos Macacos: A Origem&#8221; abandona os demais elementos e, inevitavelmente, é fruto de seu tempo, ao permitir que a tecnologia seja sua maior conquista.</p>
<p>Nessa história sobre pais e filhos, confiança e limites, e, acima de tudo, amadurecimento, a inversão de valores acontece rapidamente, afinal, é inevitável não torcer por César mesmo sabendo que, no fim das contas, ele vai causar a ruína da Humanidade. Pensando bem, não, pois quem leva a culpa somos nós em mais um ataque aos males da genética e da ganância corporativa. Aliás, esses elementos em si são bastante datados e já foram usados ao extremo. Bem, é aí que devemos pensar na primeira pergunta. Se tanta coisa mudou, por que buscar ligação com os filmes anteriores se eles serão, efetivamente, substituídos?</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/andy1.jpg" alt="" title="" width="600" height="306" class="aligncenter size-full wp-image-26455" />
<p>De fato, &#8220;Planeta dos Macacos: A Origem&#8221; poderia, ainda que de forma inconsciente, ser uma tentativa de se encaixar na nova tendência hollywoodiana de se fazer filmes dentro de um mesmo universo, mas sem tocar nos originais, assim como Ridley Scott vai fazer com <strong>&#8220;Prometheus&#8221;</strong> (no universo de <strong>&#8220;Alien&#8221;</strong>) e o novo <strong>&#8220;Blade Runner&#8221;</strong> (uma prequel do original concebido a partir de uma fala do Replicante de Hutger Hauer). Mas seu roteiro revisionista impede qualquer conexão e propõe um novo &#8220;Planeta dos Macacos&#8221;, em sua terceira encarnação. </p>
<p>E talvez isso não seja o suficiente, afinal, há perigos muito maiores apresentados pelo cinema do que uma eventual queda da Humanidade perante o levante símio. Nossa realidade foi questionada, nossos sonhos foram invadidos, nossos desejos manipulados e nosso futuro já foi assolado por zumbis, vampiros, alienígenas e catástrofes climáticas. Perante esse cenário, uma sociedade dominada por macacos fruto do medo nuclear não parece tão assustadora e, essencialmente, não é nada inovadora.</p>
<p>O filme em si é bem trabalhado em seus dois primeiros atos, constrói uma boa relação entre o núcleo familiar composto pelo novamente apático James Franco, John Lithgow subaproveitado, mas efetivo, e Andy Serkis, um cometa qualitativo na frente e atrás das câmeras (ele é diretor de segunda unidade em <strong>&#8220;O Hobbit&#8221;</strong>). E se perde totalmente no desfecho, ao acelerar a trama de forma desnecessária, enchendo a história de furos e clichês que havia evitado até então. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/andy2.jpg" alt="" title="" width="600" height="306" class="aligncenter size-full wp-image-26456" />
<p>O que nos leva à segunda questão. Aproveitar a fama de uma franquia histórica, distorcer seus conceitos e ceifa-la de sua originalidade justifica o sucesso comercial? Numa Hollywood cada vez mais acovardada e desesperada por títulos certeiros em se tratando de grandes filmes, essa tem se mostrado a regra entre as aquisições e também responde pelo maior desserviço da última década do cinema, que pouco agregou à cultura e à discussão social. Se os filmes originais já destoavam da obra de Pierre Boulle por conta de impossibilidades tecnológicas da época, a descaracterização se faz completa agora e a integridade intelectual entra pelo cano ao ponto de se ponderar se o <em>“inspirado na obra de&#8230;”</em> deveria permanecer ali. </p>
<p>De certa forma, &#8220;Planeta dos Macacos: A Origem&#8221; é fruto de nossos tempos, de nossas dúvidas, nossos medos e da latente incompetência na maioria dos reboots recentes, especialmente os da Fox – que acertou em cheio com <strong>&#8220;X-Men: Primeira Classe&#8221;</strong>, mas errou grosseiramente com <strong>&#8220;Wolverine&#8221;</strong>. E, acima de tudo, a comprovação da crise criativa, capaz de transformar a grande vantagem de se poder conceitos pré-definidos e consagrados numa pedra no sapato de roteiristas incapazes de reinventar ou simplesmente atualizar sem recorrer ao clichê óbvio ou a conceitos alienígenas ao universo em questão.</p>
<p>Como diria Taylor: </p>
<blockquote><p>&#8220;Damn you, damn you all to hell!&#8221;</p></blockquote>
<p><center><iframe width="600" height="367" src="http://www.youtube.com/embed/XM9Pvfq1KhE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		</item>
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		<title>Super 8: Ao mestre com carinho</title>
		<link>http://www.brainstorm9.com.br/25672/entretenimento/super-8-ao-mestre-com-carinho/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Aug 2011 19:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[jjabrams]]></category>
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		<category><![CDATA[super8]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Vez por outra, o cinema tem seus momentos de avanço narrativo e tecnológico, entretanto, na maioria dos casos, o circuito comercial retrata infindáveis ondas cíclicas e temáticas. Trata-se de um mecanismo interno de auto-preservação e renovação embutido em Hollywood, afinal, platéias se renovam e expor novos públicos a grandes clássicos – em sua forma original [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<div class="chamada">Novo filme de J.J. Abrams declara seu respeito a Spielberg, reconstrói um período em que sonhar era obrigatório e fazer cinema era a maior aventura na vida de jovens apaixonados pela telona.</div>
<img class="aligncenter size-full wp-image-25683" title="" src="http://cdn.brainstorm9.com.br/images/jj0.jpg" alt="" width="630" height="361" />
<p>Vez por outra, o cinema tem seus momentos de avanço narrativo e tecnológico, entretanto, na maioria dos casos, o circuito comercial retrata infindáveis ondas cíclicas e temáticas. Trata-se de um mecanismo interno de auto-preservação e renovação embutido em Hollywood, afinal, platéias se renovam e expor novos públicos a grandes clássicos – em sua forma original – ou as experiências a eles agregadas, não é das tarefas mais simples; mera questão da diferenciação entre gerações.</p>
<p>A Era dos grandes criadores – Kurosawa, Fellini, Hitchcock, Ford e o pessoal da Nouvelle Vague – ficou para trás e, essencialmente, vivemos a segunda geração dos grandes intérpretes, sujeitos capazes de recriar sensações, redefinir histórias e agregar paixão à mais simples das histórias, especialmente para quem ama o ato de fazer filmes. <strong><a href="http://www.super8-movie.com/">&#8220;Super 8&#8243;</a></strong>, dirigido por J.J. Abrams, é um desses filmes.</p>
<p><span id="more-25672"></span></p>
<p>Começando pelo título metalinguístico, &#8220;Super 8&#8243; reconstrói uma época fundamental para o cinema moderno, afinal, o final da década de 70 foi responsável pela formação conceitual da elite hollywoodiana atual.</p>
<p>Steven Spielberg, George Lucas, Francis Ford Coppola e Martin Scorsese atuavam com força máxima e suas ideias se difundiram rapidamente e se tornaram referência cultural. J.J. Abrams era um dos garotos deslumbrados pelos alienígenas, naves estelares, grandes sagas e personagens marcantes do período, características trabalhadas em sua carreira – especialmente no gênero da ficção científica – e inseridas com efetividade em seu novo filme.</p>
<p><center><img class="alignnone" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/jj2.jpg" alt="" width="610" height="406" /><p class="caption">J.J. Abrams comanda o elenco mirim no set de Super 8</p></center></p>
<p>Toda essa amalgama está presente em &#8220;Super 8&#8243; [filme de 8mm da <strong>Kodak</strong> e também câmera caseira vastamente usada pelas famílias norte-americanas entre as décadas de 60-80], que funciona, ao mesmo, como homenagem aos ídolos e declaração de princípios de J.J. Abrams. Impossível não pensar no nome de Steven Spielberg (produtor executivo do filme), a quem &#8220;Super 8&#8243; reverencia abertamente; mas o faz pelos olhos sonhadores do garoto J.J., presente em cada um dos integrantes do jovem, e fenomenal, elenco. Embora toda ação do longa-metragem ocorra por conta de um alienígena à solta numa cidadezinha no meio do nada, seu ponto alto está numa cena simples e poderosíssima envolvendo a garotada. E não há nada de <strong>&#8220;Goonies&#8221;</strong>; mesmo!</p>
<p><strong>[SPOILER]</strong> Apaixonados pelo cinema e dispostos a fazer um filme cheio de “valor agregado de produção”, os personagens decidem realizar uma das cenas de <strong>&#8220;The Case&#8221;</strong> [que já nasce como item obrigatório para todo fã do gênero] na plataforma de trem, exatamente na hora que o expresso noturno passar e aproveitar a passagem dos vagões para deixar tudo mais bonito. A ideia é ótima e, bem, é 1979 e eles não estão em Los Angeles, ninguém perseguiria a molecada por tentar filmar sem autorização.</p>
<p>Antes de armar a câmera, as luzes, o som, os efeitos especiais, o figurino e maquiagem, o diretor resolve fazer um ensaio para ver se a personagem de Elle Fanning sabe atuar com o roteiro recém-reescrito. Quando ele diz ação, J.J. brinca de espectador com a câmera na mão e arrebenta na execução de seu roteiro. Difícil decidir se a interpretação de Elle surpreende mais que a cara de bobo dos moleques. Não satisfeito com o esmero da simplicidade dessa cena, ele logo emenda com um descarrilamento catastrófico. <strong>[/FIM DO SPOILER]</strong></p>
<p><center><img class="alignnone size-full wp-image-25688" title="" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/jj3.jpg" alt="" width="610" height="407" /></center><br />
<blockquote class="quoteleft">O alienígena de &#8220;Super 8&#8243; funciona como catalisador para as dinâmicas sociais existentes entre os humanos.</blockquote></p>
<p>Embora não seja uma história autobiográfica, ela reflete um espírito empreendedor comum naquele período, algo compartilhado por todo garoto apaixonado pelos filmes e que pode pegar a câmera do pai ou de algum tio gente boa para fazer suas pequenas obras de arte que o mundo nunca veria. A homenagem à ficção científica acontece por duas razões: história condizente com a época, e as paranóias inerentes a ela; desejo declarado do diretor por criar monstros assumidamente norte-americanos.</p>
<p><em>“<strong>&#8216;Cloverfield&#8217;</strong> foi o primeiro passo e não necessariamente criou uma tendência, mas cumpriu seu papel: mostrar que era possível fazer algo daquele escopo com apenas US$ 20 milhões”</em>, diz J.J. Abrams em entrevista exclusiva ao nosso correspondente. Inevitavelmente, &#8220;Super 8&#8243; tem seu monstrinho que, visualmente, se encaixa no mesmo estilo do Slusho e também nos ETs ladrões de ouro de <strong>&#8220;Cowboys &amp; Aliens&#8221;</strong>, de Jon Favreau. É a escola americana respondendo aos insetóides dos sul-africanos e ingleses [os diretores de <strong><a href="http://www.brainstorm9.com.br/diversos/behind-the-brains-neill-blomkamp-e-distrito-9/">"Distrito 9"</a></strong> e <strong><a href="http://www.brainstorm9.com.br/entretenimento/invasao-do-mundo-batalha-de-los-angeles-genesis-extraterrestres/">"Battle: LA"</a></strong> vem de lá; fique de olho no inglês <strong>"Attack The Block"</strong>].</p>
<p>O alienígena de &#8220;Super 8&#8243; funciona como catalisador para as dinâmicas sociais existentes entre os humanos. Duas famílias em conflito &#8211; numa plataforma criada de forma fantástica na sequência inicial, que logo alerta se tratar de um drama, não de um mero filme de gênero -, relações entre pais e filhos, amizades colocadas à prova e, claro, amor.</p>
<p><center><img class="alignnone size-full wp-image-25690" title="" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/jj4.jpg" alt="" width="610" height="405" /></center>Os sonhos juvenis colocados em cheque pela realidade árdua dos adultos a todo momento, nos resquícios do flower power e as tensões sociais causada pelo conflito no Vietnã. A viagem no tempo se completa ao relembrarmos muito mais do que os dias necessários para se revelar um filme e recuperarmos a sensação de uma infância real, palpável e construída em memórias de experiências vividas, não imaginadas na tela de um tablet ou em perfis de redes sociais.</p>
<p><em>“Falei com Spielberg sobre isso e ele me lembrou de algo muito importante, não inventou essas dinâmicas, muito menos teorias da conspiração com alienígenas, elas já estavam por ali. O que ele fez foi nos apresentar a elas de forma mais palatável e, por que não, romântica. A vida lá fora poderia ser chata e cheia de obrigatoriedades, mas quando eu entrava no cinema para ver um dos filmes dele, tudo mudava. Aquele mundo ali fazia sentido!”</em>, lembra, orgulhoso, J.J., enquanto discutíamos novas tecnologias, entre ela, o iPhone 4 e seus usos para o cinema. A entrevista completa será publicada em breve aqui no <strong>B9</strong>, fique atento.</p>
<blockquote><p>“Acho divertido alguns críticos ficarem procurando referências para transformar em pontos negativos; ‘ah, ele copiou isso e aquilo outro’, mas um ano depois, eles vêem outros filmes e dizem que todo mundo copiou o que a gente fez, aí passo a ser referência e ganho valor do jeito errado. Vai entender”.</p></blockquote>
<p>Toda essa inspiração faz sentido dentro dos ciclos hollywoodianos, pois, do mesmo modo como Spielberg influenciou Abrams, nos próximos dez anos, novos cineastas vão sentir as mesmas necessidades narrativas.</p>
<p>Entretanto, nenhum deles será capaz de replicar uma Era que não viveram e esse é o grande trunfo de Super 8, ser um testamento a um estilo de vida inexistente, com dificuldades patéticas se comparadas à tecnologia atual e, acima de tudo, com o amor pelo cinema acima de tudo. Afinal, sem o advento do vídeo online, fazer filmes em película era pura paixão, não busca pela fama instantânea.</p>
<p><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Ef-NMmyMnhQ" frameborder="0" width="610" height="377"></iframe></center></p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<item>
		<title>Imaginação sem limites: B9 entrevista Terry Gilliam</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 18:29:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[monty python]]></category>
		<category><![CDATA[terrygilliam]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Único norte-americano integrante dos lendários Monty Phyton, ilustrador genial e diretor de filmes “impossíveis” e “inacabados”, Terry Gilliam se viu diretamente envolvido na catástrofe da morte de Heath Ledger, o ator principal de &#8220;O Imaginário do Dr. Parnassus&#8221;, durante as filmagens. Nada de surpreendente, afinal, a vida de Gilliam nunca foi simples mesmo com uma [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2009/08/terrygilliam.jpg" alt="Terry Gilliam Parnassus" />
<p>Único norte-americano integrante dos lendários Monty Phyton, ilustrador genial e diretor de filmes “impossíveis” e “inacabados”, Terry Gilliam se viu diretamente envolvido na catástrofe da morte de Heath Ledger, o ator principal de <strong>&#8220;O Imaginário do Dr. Parnassus&#8221;</strong>, durante as filmagens. Nada de surpreendente, afinal, a vida de Gilliam nunca foi simples mesmo com uma seqüência invejável de sucessos de crítica como <strong>&#8220;Os 12 Macacos&#8221;</strong> e <strong>&#8220;Brazil&#8221;</strong>. O cineasta recebeu o <strong>Brainstorm9</strong> para uma conversa sobre sua carreira, o surrealismo de suas criações e a dificuldade de conseguir financiamento para seus projetos.</p>
<p>Antes de mais nada, se você não sabe quem esse cara, em vez de receber as 12 chibatadas habituais e ganhar um lugarzinho especial no meio do inferno, falemos um pouco sobre seus filmes. Além dos citados &#8220;Os 12 Macacos&#8221; e &#8220;Brazil&#8221;, Terence Vance Gilliam comandou e escreveu <strong>&#8220;Monty Python e o Cálice Sagrado&#8221;</strong>, um dos melhores e mais célebres filmes da trupe inglesa, emendando com <strong>&#8220;Jabberwocky&#8221;</strong> e <strong>&#8220;Time Bandits&#8221;</strong>. Sempre mergulhado na fantasia e no surreal, Gilliam nunca perde a chance de fazer uma crítica social e tem grande carinho por seus personagens, normalmente malucos, mas cheios de segundas leituras e peculiaridades insanas, como o burocrata de &#8220;Brazil&#8221;, o místico imortal de <strong>&#8220;O Imaginário do Dr. Parnassus&#8221;</strong> ou qualquer um do elenco de <strong>&#8220;As Aventuras do Barão de Munchausen&#8221;</strong>.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2009/08/filmscovers.jpg" alt="Terry Gilliam Parnassus" />
<p>A maior característica de Gilliam, porém, é a extrema criatividade necessária tanto para situações quanto para personagens fora do normal, mas, de algum modo, facilmente relacionáveis com o espectador. Em seu mais recente trabalho, &#8220;O Imaginário do Dr. Parnassus&#8221; essa tendência é explorada ao máximo com diversos mundos paralelos e até mesmo versões do próprio personagem. É tanta alucinação que falta explicação, coisa que ele tenta fazer no bate-papo que você lê a seguir.</p>
<h5>| ENTREVISTA |</h5>
<h5><strong><em>B9: Seus filmes são uma espécie de contra-ataque para esse mundo tecnológico moderno, não?</strong></em></h5>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/terry2.jpg" alt="" title="" width="280" height="420" class="alignleft size-full wp-image-25492" /><strong>Terry Gilliam:</strong> Estamos tão afogados em informação atualmente. Seja por conta própria ou mesmo pela mídia nos forçando a saber mais. Sinceramente, não sei como é possível manter nossa identidade como indivíduos nesse contexto e, acima de tudo, como imaginar e ver o mundo da maneira mais adequada a cada um. É complicado. </p>
<p>Tive a sorte de crescer na era do rádio e por isso imaginei praticamente tudo durante toda minha infância e adolescência. Sempre penso no nas reações do meu filho quando vamos para nossa casa na Itália – sem telefone, sem televisão – e ele ficava entediado pela ausência das bugigangas que faziam tudo para ele, especialmente o vídeo game e a TV. Dava dó e minha esposa ficava agoniada para tentar entretê-lo, mas eu dizia: espere um pouco! Dois dias depois ele começava encontrar sua própria diversão, construía brinquedos usando gravetos e madeira, imaginava coisas fantásticas naquele lugar – que já era muito bonito, por sinal – e começou a brincar com base em sua própria cabeça.</p>
<p>E adivinhe qual a primeira coisa que ele fazia quando voltávamos para casa? Ligava a televisão e abandonava tudo aquilo (gargalhadas). Quero que as pessoas se desconectem. Muitos filmes se concentram em relacionamentos, conexões interpessoais e tecnologia. Meu objetivo é ensinar as pessoas a reaprenderem a ficar sozinha e aproveitar as vantagens de um pouco de solidão. Desliguem tudo e descubram sua própria companhia. E, acima de tudo, descubra se tem alguém em casa; ou se você é apenas uma ligação sináptica flutuando no espaço (gargalhadas)</p>
<p><span id="more-25483"></span>
<h5><strong>E como você faz isso?</strong></h5>
<p>TG: Jogo um monte de merda na frente de vocês [gargalhadas] e, com sorte, provoco reações no público. Ou não. Basicamente, lanço a ideia e cada um pode ler da maneira que achar cabível. As referências não têm uma leitura correta ou incorreta, tudo é subjetivo. Logo, se você ver algo e a pessoa do seu lado não, de forma alguma um de vocês é mais ou menos inteligente. São pontos de vista. Ofereço possibilidades, faço perguntas, não dou respostas ou muletas para ninguém e torço para que ninguém resolva ir embora antes do final da projeção (gargalhadas).</p>
<h5><strong>Mas ao mesmo tempo, em &#8220;O Imaginário de Dr. Parnassus&#8221;, por exemplo, a mediocridade também pode ser um objetivo em meio a tanta possibilidade de descoberta.</strong></h5>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/terry6.jpg" alt="" title="" width="230" height="285" class="alignleft size-full wp-image-25501" />É apenas uma personagem, mas sim. Não resisti a essa ironia de ver alguém tão mergulhada e cercada por maravilhas imaginárias, poderes sobrenaturais e possibilidades imensas se vê deslumbrada por uma vida simples, desprovida de magia e cheia de domesticidade burguesa e móveis da <strong>IKEA</strong>. A vida de Parnassus é um sonho meu e reforço a importância dele aceitar as escolhas alheias, sem abrir mão de sua própria maneira de ver o mundo. Se ela quer assim, que seja.</p>
<h5><strong>Além do aspecto pessoal, como a morte de Heath Ledger afetou as filmagens de Dr. Parnassus?</strong></h5>
<p>A decisão de continuar o filme foi a mais difícil, mas uma vez que ela foi tomada, o resto se encaixou. O personagem entra no espelho três vezes, logo, três atores poderiam representar essas fases. Chamar apenas uma pessoa para substituí-lo nunca foi uma opção. Incluir Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell foi complicado por conta de calendários, mas foi ótimo. Escolhemos amigos de Heath para fazer isso. Eles chegaram, não ensaiaram e filmamos. Com Johnny [Depp], por exemplo, tivemos 3h30 num único dia. Era tudo ou nada. </p>
<p>Quando assisti a primeira vez pensei: ‘como conseguimos fazer essa p$%$?’ [gargalhadas]. Um modo de entender esse acontecimento é pensar que, durante aquele tempo, esses atores deixaram seus egos de lado e fizeram algo por e para Heath. Precisamos de pequenos ajustes, mas nada relevante em termos de personagem.  Alguns podem pensar que fizemos analogias a Heath Ledger, mas tudo já estava escrito. Esse filme analisa a mortalidade, logo essa tragédia vai, inevitavelmente, se relacionar. </p>
<h5><strong>E por que não mudar os demais atores a cada visita ao mundo do espelho?</strong></h5>
<p>A lógica [risos], ou melhor, a linha de raciocínio é a seguinte: cada uma das pessoas que atravessa o espelho mergulha em sua própria imaginação, então tudo que acontece ali é reflexo desses desejos. Por exemplo, quando a “mulher Louis Vuitton” – como a apelidamos – entra em cena, ela vê todos aqueles sapatos, bolsas e outras coisas. É o Buda do consumismo. A iluminação através das compras (risos). E, de repente, ela vê Johnny Depp e diz ‘sempre sonhei que você fosse assim’. É o sonho dela. Por outro lado, quando a imaginação de Tony entra em cena, ele está vendo Valentina flutuando por todo lado. E ela está um pedaço de mau caminho (risos). </p>
<h5><strong>Seja pelo roteiro de Dr. Parnassus, o interesse por &#8220;Belas Maldições&#8221; [de Neil Gaiman] e a constante referência a demônios, qual a importância desse tema?</strong></h5>
<p>Essa relação sempre esteve presente no meu trabalho. Estudei numa escola religiosa com uma bolsa de estudos da igreja presbiteriana, pô! (risos). O demônio sempre esteve presente na forma dessas dicotomias – Bem e Mal, certo e errado, etc – e por isso me interesso pelo tema na minha vida toda. É por isso que tenho interesse em Belas Maldições e é por isso que escrevi &#8220;O Imaginário do Dr. Parnassus&#8221;. É uma obsessão mesmo, mas às vezes consigo botar para fora (risos). </p>
<p><center><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/terry3.jpg" alt="" title="" width="610" height="416" class="alignleft size-full wp-image-25495" /></center>
<h5><strong>Pretende filmar &#8220;Belas Maldições&#8221; mesmo ou é apenas um modo de exercitar essa catarse?</strong></h5>
<p>Vontade não falta, claro, mas o projeto está quietinho no lugar dele. Precisamos de muito dinheiro e é uma narrativa diferente mesmo com a existência de um Anjo e do Demônio. É complicado encontrar alguém disposto a assumir financeiramente. As relações cinematográficas mudaram e, hoje em dia, em muitos casos, os estúdios definem os orçamentos dos filmes mesmo antes de começarmos a trabalhar. Quem sabe um dia.</p>
<h5><strong>Há espaço no cinema moderno para o seu estilo de arte?</strong></h5>
<p>Eu faço meu espaço! (gargalhadas) É uma das vantagens de ser o dono do circo!</p>
<h5><strong>Mas seus colegas diretores usam cada vez menos esse estilo em prol do 3D ou da animação mais “moderna”. Tudo praticamente gerado por computador.</strong></h5>
<p>O que tem acontecido é uma busca pela naturalidade, especialmente em filmes live action carregados de CGI. Pode ser um mundo fantástico e extraordinário, mas todos querem, em níveis diferentes, recriar algo realístico. Essa busca não me interessa. Por isso, tento inserir um ar de pintura a meus filmes. Se tivesse que usar algo assim, o resultado seriam atores de verdade e background de filmes da Pixar (risos). Preciso e gosto desse tipo de liberdade. </p>
<p>Isso aconteceu em Dr. Parnassus. Não tinha dinheiro para competir com um filme milionário de fantasia, então o que fizemos? Usamos um espelho, jogamos os personagens lá dentro e fizemos de tudo para tirá-los de lá antes de gastarmos uma fortuna (risos). Foi assim que deu certo. Um dos resultados desses filmes milionários é gastar todo esse dinheiro para fazer algo semelhante ao real. Normal. Já vivemos no real. Então, me agrada muito mais a idéia de ver os personagens nessas idas e vindas e, a cada uma delas, você encontrar um novo mundo. De certa forma, influenciado e revitalizado pela viagem anterior. É uma surpresa constante, quase um delírio. Mas sempre capaz de manter viva a pergunta: o que vai acontecer agora? </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/08/terry52.jpg" alt="" title="" width="610" height="449" class="alignleft size-full wp-image-25499" />
<h5><strong>É assim que você vê suas ilustrações? Elas têm aquele toque de conto de fadas, mas com bases num mundo real e sempre surpreendente.</strong></h5>
<p>Uau! Não paro para analisar meu trabalho e, pelo jeito, você deve entender mais disso do que eu (gargalhadas). Sem dúvida essa qualidade de conto de fadas existe, mas também é preciso pensar no benefício que isso traz à história. Outro dia assisti a um de meus filmes – sem volume – e notei que foi possível acompanhar a trama como se fosse um filme mudo. </p>
<p>Não é preciso saber todas as palavras para comunicar através do cinema. É possível entender quem é o herói, o vilão, onde eles estão e etc. Fiquei maravilhado. Estava feliz por poder aquelas imagens como uma criança diante de um livro ilustrado. Foi uma experiência semelhante a ler <strong>&#8220;Onde Vivem os Monstros&#8221;</strong>, do [Maurice] Sendak; uma página pode consumir horas do seu tempo com todas aquelas possibilidades e magia visual. Tento fazer isso em meus filmes a cada quadro. Assim vocês podem assistir com mais interesse.</p>
<h5><strong>As coisas mudaram depois de tantos filmes elogiados e projetos de sucesso?</strong></h5>
<p>(gargalhadas) Quem me dera. Tudo continua do mesmo jeito. Cada filme é o primeiro filme da minha vida, cada orçamento é o mais difícil da minha vida. É sempre difícil fazer as coisas acontecerem. </p>
<blockquote><p>Cada viagem a Hollywood para mendigar dinheiro para meus filmes os estúdios reagem do mesmo jeito: <em>‘Adoramos todos os seus filmes, Terry. Somos grandes fãs, de verdade. Apaixonados&#8230; humm, mas esse filme? Não sei, não&#8230; Estou em dúvida.’</em> (gargalhadas). </p></blockquote>
<p>Escuto isso há 25 anos. A lista de filmes que eles amam cresce, mas as dúvidas continuam. Nietsche estava errado: o que não te mata não te faz mais forte, só te deixa muito mais cansado. </p>
<h5><strong>O que te surpreende no cinema?</strong></h5>
<p>Atores me surpreendem. Sempre torço para ser surpreendido e Heath Ledger fez a maior de todas. Uma surpresa que eu não queria, mas me surpreendeu.</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		</item>
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		<title>Comic-Con 2011: Um Novo Titã</title>
		<link>http://www.brainstorm9.com.br/24937/entretenimento/comic-con-2011-um-novo-tita/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Jul 2011 17:59:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Comic-Con 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Nem quadrinhos, nem cinema. Quem mandou na Comic-Con 2011 foi a TV, com público extremamente fiel e, por razões óbvias, muito mais envolvido com suas séries prediletas. SAN DIEGO &#8211; Depois de quatro anos cobrindo a Comic-Con in locu, tinha a impressão de que algumas regras eram imutáveis. Uma delas, sem dúvida, era a soberania [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/comiccon.jpg" alt="" title="" width="120" height="148" class="alignleft size-full wp-image-24815" />
<h5>Nem quadrinhos, nem cinema. Quem mandou na Comic-Con 2011 foi a TV, com público extremamente fiel e, por razões óbvias, muito mais envolvido com suas séries prediletas.</h5>
<p><strong>SAN DIEGO</strong> &#8211; Depois de quatro anos cobrindo a <strong>Comic-Con</strong> <em>in locu</em>, tinha a impressão de que algumas regras eram imutáveis. Uma delas, sem dúvida, era a soberania do cinema. Donos supremos do Hall-H (auditório gigantesco com capacidade para mais de 6 mil pessoas, aliens, personagens de anime e algumas coisas difíceis de serem identificadas), os grandes estúdios promoveram os melhores momentos nos últimos anos e, pelo aspecto comercial, pagaram as contas. Nesse ano, porém, eles preferiram fazer menos e observar mais. As séries de TV não. Resultado: era mais fácil entrar no Hall-H do que sequer sonhar em assistir aos painéis de <strong>&#8220;Game of Thrones&#8221;</strong>, <strong>&#8220;True Blood&#8221;</strong>, <strong>&#8220;The Walking Dead&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Torchwood&#8221;</strong>, e a lista segue. A mudança é tão inevitável e, de certa forma, prevista, que hoje, no último dia, duas séries vão lotar o auditório principal: <strong>&#8220;Supernatural&#8221;</strong> e a extremamente adorada, <strong>&#8220;Doctor Who&#8221;</strong>.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/game1.jpg" alt="" title="" width="630" height="354" class="alignnone size-full wp-image-24964" />
<p>Jon Favreau é uma espécie de mago no palco do Hall-H. Desde sua primeira apresentação de Homem de Ferro, o evento foi transformado e ganhou clima de show de rock&#8217;n roll, aumentou expectativas e, felizmente, afetou todas as edições seguintes, afinal de conta, ninguém queria fazer feio. De certa forma, ele encerrou seu arco no ano passado com um painel memorável incluindo a primeira visita de Harrison Ford à Comic-Con. Nesse ano, Jon Favreau não levou nenhum filme ao palco. Esteve por aqui divulgando <strong>&#8220;Cowboys &#038; Aliens&#8221;</strong>, que teve exibição especial na noite de ontem, e só deu as caras para debater cinema com <a href="http://www.brainstorm9.com.br/entretenimento/comic-con-2011-mentes-brilhantes/">Guillermo Del Toro no painel &#8220;Visionários&#8221;</a>. Fez falta. </p>
<p>Como era ano de <strong>Crepúsculo</strong>, com Amanhecer, esperava-se a repetição do fenômeno gerado pelos filmes anteriores. E isso também não aconteceu. As crepusculinas estavam lá, seus astros também, mas causaram menos impacto por terem aberto o evento, logo, foram &#8220;esquecidas&#8221; rapidamente.</p>
<p>A Comic-Con muda constantemente, claro; assim como todo grande evento. O ponto é: a organização não acreditou em algo óbvio e claramente conhecido por sua coordenação de programação. Eles sabiam da força dos fãs de TV que, mesmo sem <strong>&#8220;Lost&#8221;</strong> e <strong>&#8220;24 Horas&#8221;</strong>, estavam mais motivados que os demais. Talvez, exceto pela torcida organizada de Peter Parker, responsável pelo painel mais emocionante do Hall-H até agora. Os organizadores tanto sabiam dessa tendência que deram o domingo para as séries. Tubo de ensaio? Pode até ser. Mas tudo ficou muito claro e até piadas aconteciam. Um dos apresentadores do auditório principal chegou a dizer: <em>&#8220;Olá pessoal, obrigado por estarem aqui, mas a gente sabe que vocês foram as pessoas que não conseguiram entrar no painel de Game of Thrones!&#8221;</em>.</p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/game2.jpg" /></p>
<p>Isso também se alia ao fato de que 2011 está sendo o &#8220;ano das filas&#8221;. Quem conseguiu chegar ao painel de <strong>&#8220;The Walking Dead&#8221;</strong> precisou madrugar; algumas pessoas dormiram por lá mesmo. Curiosamente, mesmo sabendo do gigantismo da fila, muita gente aguardada mesmo assim, na esperança de alguma solução milagrosa da organização. </p>
<p>É um cenário curioso: as salas menores recebem eventos populares demais e o próprio Hall-H não comporta seus eventos mais concorridos, mas sofre com períodos de semi-lotação. Uma bola de cristal ajudaria, mas, convenhamos, o sucesso da TV e o aumento qualitativo dos últimos anos, invariavelmente, resultaria em mais popularidade.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/20110724-103534-e1311529010903.jpg" alt="" title="20110724-103534.jpg" width="630" height="257" class="alignnone size-full wp-image-24945" />
<p>Se a decisão seguir uma lógica spokiana, a TV conquistaria o direito de dividir o Hall-H com os grandes filmes. Bem, ou nem tão grandes assim. Ontem, por exemplo, uma escolha bastante duvidosa causou estranhamento. A animação <strong>&#8220;Dorothy of Oz&#8221;</strong> pode ter levado Patrick Stewart à Comic-Con pela primeira vez, com direito a um Happy Birthday coletivo liderado pela atriz e cantora Megan Hilty (do musical <strong>&#8220;Wicked&#8221;</strong>), entretanto, foi um produto totalmente infantil e, pelos vídeos mostrados, com qualidade visual muito abaixo da média apresentada durante o evento. Nada fez sentido, o público não reagiu ao material e, para completar, um espectador resolveu baixar o nível com perguntas de cunho sexual a Patrick Stewart. Difícil tirar a impressão de &#8220;alguém pagou muito para aquele filme estar ali&#8221;. Detalhe: &#8220;Dorothy of Oz&#8221; ainda não tem nem distribuidor!</p>
<p>Com as estréias de <strong>&#8220;Os Vingadores&#8221;</strong> e <strong>&#8220;The Dark Knight Rises&#8221;</strong> previstas para acontecerem antes, ou muito perto da Comic-Con, se <strong>&#8220;Star Trek 2&#8243;</strong>, <strong>&#8220;O Hobbit&#8221;</strong> e <strong>&#8220;Superman: Man of Steel&#8221;</strong> não fizerem sua parte, 2012 tem tudo para ser o ano da TV nos spotlights do Nerdstão, um país nerd até o último cidadão e que se dá ao luxo de existir por apenas quatro dias, sem política e cheio de orgulho.</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>Comic-Con 2011: Mentes Brilhantes</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jul 2011 19:09:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Comic-Con 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ideias são sempre necessárias, mas até onde são realmente criativas e fruto da visão da elite da direção atual? Quem responde é Guillermo Del Toro, William Shatner e Shawn Levy! SAN DIEGO &#8211; No mundo do entretenimento, ideias acionam conexões interpessoais, que iniciam movimentos comerciais, que inspiram multidões e geram milhões. Esse processo, porém, só [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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<h5>Ideias são sempre necessárias, mas até onde são realmente criativas e fruto da visão da elite da direção atual? Quem responde é Guillermo Del Toro, William Shatner e Shawn Levy!</h5>
<p><strong>SAN DIEGO</strong> &#8211; No mundo do entretenimento, ideias acionam conexões interpessoais, que iniciam movimentos comerciais, que inspiram multidões e geram milhões. Esse processo, porém, só acontece de forma ideal quando parte de uma elite de diretores e produtores, como por exemplo, Guillermo Del Toro, JJ Abrams, Steven Spielberg e os &#8220;novatos&#8221; Jon Favreau, Nicolas Winding Refn e Shaw Levy entram em cena e conseguem mesclar qualidade com potencial comercial. Falamos com alguns deles ao longo dessa semana para entender um pouco mais sobre a alta criatividade da vanguarda hollywoodiana. Sobrou até para William Shatner, que assume cada vez mais seu papel de entrevistador e divulgador de ideias e mentes brilhantes.</p>
<p>Há alguns meses, em sua conta do <strong>Twitter</strong>, Kevin Smith declarou que <em>&#8220;para se fazer um filme, basta ter uma ideia e convencer outras pessoas a gostarem da sua ideia&#8221;</em>. Por mais simplista que pareça, essa é a força motriz da relização cinematográfica em Hollywood, algo originado por ideias, mas movido a infindáveis reuniões &#8211; uma das piadas mais recorrentes por aqui, aliás; <a href="http://www.brainstorm9.com.br/entretenimento/b9-entrevista-danny-boyle-fazendo-muito-com-pouca-verba/">Danny Boyle foge de Hollywood</a> e dos grandes filmes por causa disso &#8211; e constante convencimento dos donos do dinheiro. É um sistema, fato; e todo sistema permite anomalias, que, assim como na Matrix, tendem a ser brilhantes, especialmente comparadas à uma massa praticamente uniforne de filmes feitos de acordo com fórmulas e para agradar públicos específicos.</p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/deltoro.jpg" /></p>
<p>Essa estagnação encontrou um inimigo desbocado e, em tese, forte o suficiente para fazer algo a respeito: Guillermo Del Toro, diretor de <strong>&#8220;O Labirinto do Fauno&#8221;</strong> e <strong>&#8220;Hellboy&#8221;</strong>. </p>
<blockquote><p><em>&#8220;O maior inimigo da criatividade é a segurança&#8221;</em>, definiu em painel na <strong>Comic-Con</strong>. <em>&#8220;Fazer filmes é algo sempre perigoso e quando a segurança entra na frente, a criatividade voa pela janela&#8221;</em>. </p></blockquote>
<p>Talvez seja justamente essa exigência de liberdade criativa que o mantenha afastado da direção e cada vez mais envolvido com produção e suporte a outros cineastas. <em>&#8220;É nossa obrigação procurar e produzir novos diretores; manter sempre as mesmas vozes no comando é a pior coisa para a indústria&#8221;</em>. Nesse caso, Del Toro estava apoiando amplamente o trabalho de Nicolas Winding Refn, o dinamarquês no comando do surpreendente Drive, com Ryan Gosling e Carey Mulligan, enquanto divulgava o terror <strong>&#8220;Don&#8217;t Be Afraid of the Dark&#8221;</strong>, que escreveu e produziu.</p>
<p><em>&#8220;Existe uma ideia imbecil de que devemos aspirar a perfeição. Hollywood vive jogando isso na nossa cara. Por isso gosto de mostros, eles são a representação máxima da imperfeição&#8221;</em>, argumenta Del Toro. <em>&#8220;Imperfeição é algo que podemos replicar e, no processo, realizarmos algo em vez de ficar procurando a &#8216;fórmula perfeita&#8217; e nunca tirar a bunda da cadeira. Mas sendo bem sincero, monstros são um verdadeiro &#8216;foda-se&#8217; para essa busca pela perfeição, inclusive com repercussões líricas e extremente poderosas&#8221;</em>.</p>
<p>Com a língua menos afiada e nem tantos fãs espalhados pelo mundo, o diretor Shaw Levy (<strong>&#8220;Uma Noite no Museu&#8221;</strong>) pensa como Del Toro, entretanto, vê no realismo e nos efeitos práticos o caminho para fugir da &#8220;busca pela perfeição&#8221;. Em seu novo filme, <strong>&#8220;Gigantes de Aço&#8221;</strong> (Real Steel), com Hugh Jackman, ele insere robôs lutadores no mundo real para, justamente, explorar suas deficiências. <em>&#8220;Michael Bay é um maestro no que faz e isso ninguém tira dele, mas seu mundo é indiscutivelmente o da fantasia, tudo pode acontecer. No caso de Gigantes de Aço, projetamos um futuro para a Humanidade e nossos robôs precisavam se encaixar, não chamar a atenção desnecessariamente&#8221;</em>. </p>
<iframe width="630" height="388" src="http://www.youtube.com/embed/PcPlKXXzD60" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p>A solução encontrada por Levy foi construir, de fato, os personagens cibernéticos e, nas cenas com humanos, movê-los até o limite permitido pela mecânica e, daí para a frente, inserir os efeitos especiais. <em>&#8220;Já ultrapassamos o ponto em que a tecnologia permite vazão a qualquer ideia visual. Visitei algumas empresas para discutir os detalhes de <strong>&#8216;Viagem Fantástica&#8217;</strong> (remake sob seu comando e produção de James Cameron) e não há mais barreiras; o grande desafio criativo hoje em dia é não exagerar e errar na dose&#8221;</em>.</p>
<p>Do outro lado do espectro, longe do calor da ascenção, William Shatner transformou seu documentário <strong>&#8220;The Captains&#8221;</strong> &#8211; no qual entrevista todos os capitães da Enterprise &#8211; numa experiência definitiva em sua carreira. Shatner se diz homem interessado em pessoas e suas motivações, em suas ideias e de onde elas surgem. &#8220;<em>Precisamos entender o quão rara são as ideias, os verdadeiros atos criativos&#8221;</em>, comenta à reportagem do <strong>Brainstorm9</strong>. </p>
<blockquote><p><em>&#8220;Muito do que fazemos é reflexo de nossas experiências ou recriações do que nos cerca, mas isso não é um problema. Dá para viver feliz desse jeito; é uma questão de procurar a criatividade no lugar certo. Cozinhar, por exemplo, pode ser um ato criativo e grandioso, entretanto, não damos atenção por se tratar de uma tarefa com duração curta e sem muita repercussão em longo prazo. A não ser que as pessoas envolvidas descubram o elemento mais fundamental a cada ideia, seja um prato novo ou um filme transformador: apreciar a criação. Isso a torna especial, única e, para quem quer que seja, eterna&#8221;.</em></p></blockquote>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/ape.jpg" alt="" title="" width="630" height="716" class="alignnone size-full wp-image-24929" />
<p>Embora os diretores levem boa parte dos méritos, é preciso reconhecer casos de criatividade extrema nas outras áreas e um desse nomes, inevitavelmente, é Andy Serkis. Extremamente centrado em sua profissão e ator a abraçar o sistema da captura de performance (diferente da captura de movimento) pelo trabalho em <strong>&#8220;O Senhor dos Anéis&#8221;</strong> e <strong>&#8220;King Kong&#8221;</strong>, Serkis reinventou a brincadeira toda em <strong>&#8220;Rise of the Planet of the Apes&#8221;</strong> ao interpetar o símeo César em locações reais; pela primeira vez, levando a tecnologia para longe da tela verde. </p>
<p>O diretor Rupert Wyatt explica a criação de Serkis: <em>&#8220;Além de ter sido o pioneiro nessa tecnologia, Andy é o ator que mais compreende a capacidade e as minúcias do que a captura de performance pode fazer, logo ele é capaz de atuar de modo eficaz e comovente e transmitir isso diretamente para o filme.&#8221;</em></p>
<p>Agora é hora de correr de volta para o San Diego Convention Center. A Comic-Con continua com força total!</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>Comic-Con 2011: Criatividade</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 11:11:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Comic-Con 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Errar é impensável na Comic-Con, onde cada ação bem-sucedida se espalha feito fogo em mato seco e a repetição vira piada. Descubra quais foram as ideias mais criativas de 2011! Salvo raras exceções, não deve haver público mais exigente e especializado que os participantes da Comic-Con, convenção anual de cultura pop, quadrinhos e cinema em [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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<h5>Errar é impensável na <strong>Comic-Con</strong>, onde cada ação bem-sucedida se espalha feito fogo em mato seco e a repetição vira piada. Descubra quais foram as ideias mais criativas de 2011!</h5>
<p>Salvo raras exceções, não deve haver público mais exigente e especializado que os participantes da Comic-Con, convenção anual de cultura pop, quadrinhos e cinema em San Diego. Acostumado com surtos marketeiros das companhias &#8211; devotas do código hollywoodiano do: maior e mais barulhento -, não é fácil agradar esse pessoal tão bombardeado por panfletagem, outdoors, promotoras atraentes e stands grandiosos. Entretanto, dificuldade não significa impossibilidade, especialmente com os orçamentos gordos dos mega lançamentos do mercado norte-americano. No primeiro dia da Comic-Con, passeamos pela sempre lotada área de vendas &#8211; além de ficar de olho nas atividades nos arredores &#8211; para analisar os peso-pesados e, claro, achar o pessoal mais criativo.</p>
<p>Com o claro afastamento dos grandes estúdios, em termos de personalização agressiva e envelopamento dos arredores do Centro de Convenções de San Diego, a Comic-Con 2011 é, de longe, a mais &#8220;limpa&#8221; dos últimos cinco anos. Tudo tem razão, afinal, em 2010, a gigantesca briga entre <strong>&#8220;Tron: O Legado&#8221;</strong> (Disney) e <strong>&#8220;Scott Pilgrim Contra o Mundo&#8221;</strong> (Universal), finalmente, chamou a atenção dos executivos para o retorno efetivo do investimento: ambos tiveram bilheterias inferiores ao esperado, especialmente no caso de Pilgrim. </p>
<p><c><a href="http://www.brainstorm9.com.br/entretenimento/comic-con-2011-criatividade/attachment/real-steel/" rel="attachment wp-att-24845"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/real-steel-e1311328812713-764x1024.jpg" alt="" title="real steel" width="470 height="630" class="alignnone size-large wp-image-24845" /></a></c></p>
<p>O patrocínio externo desse ano fica por conta de <strong>&#8220;Real Steel&#8221;</strong>, drama de ficção científica da Disney (produzida pela DreamWorks SKG), estrelado por Hugh Jackman. Os robôs do filme inspirado num conto de Richard Matheson se espalharam pela cidade com pôsteres colocados em cada poste de iluminação pública. Não bastasse a presença constante, o estúdio usou sua maior arma para atingir um público imediatamente pequeno, mas com grande potencial de replicação: Hugh Jackman começou a manhã de quinta-feira na traseira do caminhão dirigido por seu personagem e, claro, ao lado dos robôs Ambush e Noisy Boy, numa ação externa que atingiu cerca 150 pessoas diretamente. Depois de responder a perguntas e brincar com os fãs, Jackman caiu nos braços da galera para tirar fotos, dar autógrafos, distribuir pôsteres e levantar a expectativa em torno do filme.</p>
<p>Mas como nem todo mundo pode contar com um astro do calibre de Hugh Jackman para iniciar suas ações, os standes da área de vendas &#8211; também conhecida como &#8220;feira&#8221; &#8211; apostam na panfletagem ostensiva e nas promotodas atraentes para vender seus conceitos. Mesmo no meio de tanta poluição é possível identificar as ideias mais diferenciadas. Uma delas foi da <strong>Capcom</strong>. A empresa de videogames instalou um &#8220;gritômetro&#8221; para promover o jogo <strong>&#8220;Asura&#8217;s Wrath&#8221;</strong>. O conceito é o seguinte: depois de uma longa fila, o fã entra numa cabine à prova de som e berra o mais alto possível; o público ouve apenas uma versão abafada do grito, mas um marcador de intensidade exibe a potência para o pessoal no lado de fora. Os gritos mais altos ganhavam uma mini-peruca do personagem. A maior vitória era da Capcom, cujo stand ficou concorridíssimo e despertava a curiosidade de todos os passantes.</p>
<a href="http://www.brainstorm9.com.br/entretenimento/comic-con-2011-criatividade/attachment/sw-car/" rel="attachment wp-att-24847"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/sw-car-1024x764.jpg" alt="" title="sw car" width="630" height="470" class="alignnone size-large wp-image-24847" /></a>
<p><strong>&#8220;Star Wars&#8221;</strong> entrou na dança com um stand de produto específico, pela primeira vez, depois de anos fazendo reforço de marca. Tudo por conta do lançamento da Saga em Blu-ray. Os pacientes dignos de treinamento Jedi podiam entrar na pequena construção pintada com motivos de Tatooine &#8211; assim como a capa externa do box &#8211; e assistir a trechos dos extras que só serão lançados em outubro. Mas era apenas a ponta do iceberg do <strong>LucasFilm Pavillion</strong>, repleto de lojas e exposições, cujo destaque mais inusitado era a <strong>Volkswagen</strong>. A montadora alemã levou um veículo à Comic-Con e, pouco a pouco, permitiu que um artista de decalques transformasse a superfície branca do carro num verdadeiro painel de adoração à Saga, com direito a Darth Vader no capô e outros motivos espalhados pela funilaria. Um belo follow up <a href="http://www.brainstorm9.com.br/advertising/super-bowl-xlv-volkswagen-vai-de-darth-vader-e-besouro-em-alta-velocidade/">do comercial do <strong>SuperBowl</strong></a> que ainda dá o que falar. Por falar em Darth Vader, ainda era possível &#8220;entrar&#8221; numa embalagem de action figure do personagem e tirar uma foto bancando o bonequinho do vilão.</p>
<a href="http://www.brainstorm9.com.br/entretenimento/comic-con-2011-criatividade/attachment/walking-dead/" rel="attachment wp-att-24848"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/walking-dead-1024x764.jpg" alt="" title="walking dead" width="630" height="470" class="alignnone size-large wp-image-24848" /></a>
<p>A série <strong>&#8220;The Walking Dead&#8221;</strong>, do canal <strong>AMC</strong> (exibida pelo Canal Fox no Brasil), repetiu a estratégia de 2010 com um twist interessante. No ano passado, os fãs podiam tirar fotos dentro de uma casa cuja família foi mutilada por zumbis; agora que a primeira temporada foi um sucesso e com o anúncio da estreia do segundo ano para outubro, ficou mais fácil brincar com as referências e a empresa recriou uma cena emblemática do seriado, na qual o fã podia pegar uma serra e fazer de conta que tentava libertar o personagem de Michael Rooker de suas algemas enquanto um bando de zumbis tentava invadir o ambiente por uma porta. Além da foto, o visitante ganhava mais um prêmio: o pôster da segunda temporada!</p>
<a href="http://www.brainstorm9.com.br/entretenimento/comic-con-2011-criatividade/attachment/pan-am/" rel="attachment wp-att-24844"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/pan-am-1024x764.jpg" alt="" title="pan am" width="630" height="470" class="alignnone size-large wp-image-24844" /></a>
<p>Uma viagem no tempo também indagava os participantes do evento, afinal, de onde saíram as aeromoças da <strong>Pan Am</strong> que apareceram no evento? Embora a marca precisasse ser explicada aos mais novos, a maioria dos nerds da Comic-Con conhecia o logotipo e logo entrou em contato com a nova série do canal <strong>ABC</strong>, que será estrelada por Christina Ricci, e contará a história dos pilotos e comissárias de bordo que trabalhavam para a compania nos áureos anos 60.</p>
<p>Mesmo com a variedade na área interna, as grandes ações pareciam se concentrar no exterior. As paredes traseiras do estádio do San Diego Padres, time de basebol local, transformaram-se em palco para o <strong>Cirque Du Soleil</strong>. Os malabaristas da compania criaram um show vertical noturno, misturando projeções e simulando ambientes computadorizados. As calçadas e o meio fio transformaram-se em arquibancada improvisada para o espetáculo gratuito.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/game-of-thrones-e1311329406107.jpg" alt="" title="game of thrones" width="470" height="630" class="alignnone size-large wp-image-24843" />
<p>O simples ato de se locomover usando os habituais pedcabs, ou seja, bici-taxis, já era imersão na brincadeira. Bem, se você fosse fã da série <strong>&#8220;Game of Thrones&#8221;</strong>. A <strong>HBO</strong> personalizou vários transportes com o Trono de Ferro e os motoristas usavam camisetas temáticas. Quase nenhum deles, porém, sabia do que se tratava o programa. Continue a pedalar!</p>
<p>Ao lado do local onde Hugh Jackman confraternizou com seus fãs, a <strong>Warner Bros.</strong> teve uma ideia bastante prática ao transformar um caminhão de transporte em sala de cinema 3D para promover <strong>&#8220;Premonição 5&#8243;</strong>. Cerca de 40 pessoas podiam assistir a cada sessão &#8211; com duração aproximada de 15 minutos -, ar-condicionado poderoso, cadeiras confortabilíssimas e uma tela 3D de boa qualidade. Essa opção permitiu à companhia expor seu produto de forma controlada e agradável, sem submeter o público àquelas insistentes campanhas de &#8220;escaneie sua credencial e, quem sabe, talvez, num futuro próximo, você não ganhe uma chance de assistir ao filme&#8221;. Na saída da prévia, atores para todos os lados, comida na faixa, mesas de ping-pong, tabelas de basquete e dardos mantinham os participantes felizes.</p>
<p>Para os action junkies, o negócio era comer na festa de &#8220;Premonição 5&#8243; e visitar o stand ao lado para tentar a sorte no tubarão mecânico! Pois é, em vez do habitual touro mecânico, o pessoal de <strong>&#8220;Shark Night 3D&#8221;</strong> instalou um tubarão &#8220;domável&#8221; para testar as habilidades dos mais corajosos. Eu não fui. Mas a fila estava grande, logo, fez sucesso.</p>
<p>É isso! Mais tarde tem mais!</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>10 anos de &#8220;Deuses Americanos&#8221;: A devoção ao like e ao retweet</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 20:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Neil Gaiman relança &#8220;Deuses Americanos&#8221;, prepara continuação e se mostra mais atual que nunca num momento em que os arquétipos caíram e os deuses, modernos ou não, definem a sociedade. Os arquétipos já estavam por aí quando J.R.R. Tolkien sacramentou a estrutura da “jornada” em &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221;, tanto é que as referências de [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<h5><em>Neil Gaiman relança <strong>&#8220;Deuses Americanos&#8221;</strong>, prepara continuação e se mostra mais atual que nunca num momento em que os arquétipos caíram e os deuses, modernos ou não, definem a sociedade.</em></h5>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/gaiman11.jpg" alt="" title="" width="630" height="306" class="alignnone size-full wp-image-24534" />
<p>Os arquétipos já estavam por aí quando J.R.R. Tolkien sacramentou a estrutura da “jornada” em <strong>&#8220;O Senhor dos Anéis&#8221;</strong>, tanto é que as referências de Campbell mergulham na gênese da cultura humana e suas diversas manifestações, entretanto, literalmente, desde a saída dos Hobbits do Condado, criou-se uma linha de acontecimentos repetida ad eternum por jogadores de RPG, autores iniciantes e praticamente todo indivíduo envolvido em alguma atividade criativa, seja qual for o meio. Especialmente o titio George Lucas. </p>
<p>Da mesma forma que a obra de Tolkien foi formativa e definitiva nesse aspecto, outro marco na história literária e criativa aconteceu há dez anos, quando Neil Gaiman lançou seu &#8220;Deuses Americanos&#8221; (American Gods, distribuído no Brasil pela <strong>Conrad Editora</strong>) e chacoalhou essa estrutura de forma muito interessante. Até aquele momento reinavam os estereótipos, os heróis em busca de algo ou defendendo uma causa; depois dele, começou a era dos deuses – modernos ou obsoletos – destruídos pela nova dinâmica social da adoração indiscriminada, seja ela virtual ou real. </p>
<p>Não compreender essa nova estrutura é erro fatal, passível de morte rápida nessa Era na qual os adoradores deixaram de agradar e precisam ser agradados. Qualquer semelhança com a realidade é pura semelhança nesse campo de batalha deídico, que passei a chamar de <strong>Matadouro AG | 10</strong> por conta de um detalhe na capa dura da edição especial dos 10 anos [Gaiman – AG | 10, um modo de inserir os créditos e o título de forma sucinta]. Ali, nem deus, nem mortal está seguro afinal, uma tempestade se aproxima.</p>
<p>Viagens à parte, &#8220;Deuses Americanos&#8221; é daqueles livros transformadores. Mesmo. E também incapazes de gerar indiferença, caindo na categoria <em>“ame ou odeie”</em>, como definiu o próprio Neil Gaiman, na perna de Los Angeles de sua book tour por conta do relançamento do romance em seu décimo aniversário, com mais de 100 novas páginas e uma nova introdução bastante pessoal. </p>
<p><span id="more-24518"></span></p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/gaiman2.jpg" alt="" title="" width="630" height="370" class="alignnone size-full wp-image-24537" />
<p>Meio que sem querer, ou não, Gaiman comprovou a teoria base de seu livro: usou o culto à sua obra conclamando seus adoradores a lotarem teatros em diversas cidades nos Estados Unidos sem ajuda de anúncios de jornais, rádios ou internet, pois usou apenas suas contas de <strong><a href="http://twitter.com/#!/neilhimself">Twitter</a></strong> e <strong>Facebook</strong> e seu <a href="http://www.neilgaiman.com/">blog</a>. Em cerca de duas semanas, 80% dos ingressos de Los Angeles estavam vendidos a um preço médio de $25 (com $35, o participante levava o novo livro autografado). Gaiman iniciou a obra com a pergunta: quando as pessoas de outros continentes imigram, o que acontece com seus deuses?</p>
<p>Além de levá-los consigo, os imigrantes ainda ajudaram a criar novas deidades por conta de novas demandas dos locais onde criaram raízes. Nada mais claro e óbvio, entretanto essa dinâmica – aparentemente repetida através dos séculos e das diversas movimentações humanas – ecoa nesse exato momento histórico. Transportando para termos atuais, o sujeito disposto a sair de seu isolamento cai na internet, encontra reflexos daquilo que acredita e, invariavelmente, dá força a “entidades” maiores e mais efetivas que seu objetivo original. </p>
<p>Gaiman brincou com isso com seu <em>“Gordo da Técnica”</em>, um deus da tecnologia, disposto a tudo para intimidar seus oponentes, inseguro até a última gota e abastecido pela devoção à rede e seus mecanismos, até então, insipientes. <em>“Tenho tanta dó do deus do Myspace”</em>, brincou Gaiman, mencionando a rápida ascensão e queda da plataforma. </p>
<p>Em essência beeeem resumida (socialmente falando, nada de pregação), religiões surgem a partir de uma demanda local e da devoção dos moradores ou da necessidade de lidar com algo incompreendido por um grupo específico. Os paralelos são óbvios e numerosos. Atualmente, se alguém precisa encontrar um parceiro, pode usar um site de relacionamento; sofre de solidão? Liga o Facebook ou o Twitter; quer uma resposta? Google It ou procura no <strong>YouTube</strong>; quer se inspirar? Lê um livro ou assiste um filme. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/gaiman3.jpg" alt="" title="" width="630" height="397" class="alignnone size-full wp-image-24546" />
<p>Tudo isso levando em conta o elemento básico: devoção. Não que existam pessoas criando templos ou orações para as redes sociais, mas o tempo de permanência, a dependência psicológica causada por elas e relações que existem exclusivamente na internet redefiniram a idolatria e, de certa forma, abastecem a teoria de Gaiman, que já fala abertamente numa continuação para Deuses Americanos que mergulharia mais ainda na questão da tecnologia.</p>
<p>Curiosíssimo ver essa natureza cíclica da humanidade se repetir num ambiente, até que se prove o contrário, definitivo em nossa evolução. E, assim como a História ensina, quem controla os deuses, controla os devotos. Mas antes de tocar nesse assunto, uma das maiores mudanças – que devem ser levadas em conta por todo e qualquer profissional envolvido com criação – é no comportamento desses segundo grupo: aqueles que acreditam, se dedicam ou, usando o termo religioso, nos fiéis. </p>
<p>Em escalas e formas diferentes, deuses sempre foram “temidos”. As espadas de fogo do Deus cristão, os raios letais de Zeus, o fracasso em batalha pela não devoção a Ares, e por aí vão, são exemplos dessa relação; logo, o devoto fazia de tudo para agradar seus deuses e usar seus favores. Agora a brincadeira mudou, nessa dinâmica virtual e moderna, o deus que ficar esperando a boa vontade de seus “clientes” em potencial cairá no esquecimento ou vai morrer rapidamente. </p>
<blockquote><p><em>“Essa relação sempre foi muito dependente e, historicamente, os deuses precisavam ser presentes e realizar seus milagres; hoje em dia o nível de atenção e não comprometimento das pessoas é tão grande que os deuses viraram pedintes. Todos querem seu click, todos querem sua visita, sua atenção”</em>, comenta Gaiman, em entrevista prévia a esse repórter.</p></blockquote>
<p>De certa forma, nessa busca desenfreada por nossa individualidade, personalização de círculos de amizades, ferramentas e gostos, acabamos nos comportando muito mais como grupos de interesse do que como indivíduos, vinculados a uma ferramenta, uma linguagem, um estilo de comportamento; falando em termos gerais, claro. Tudo isso se aplica a diversos âmbitos, inclusive o religioso. Analisando um exemplo clássicos da Ficção Científica, Philip K. Dick já batia nessa tecla com a figura de Mercer, ao mesmo tempo salvador e deidade; um deus massificado, presente pela tecnologia – num aparelho que induzia o devoto a uma penitência com consequências físicas – e extremamente dependente de “medo da punição” para gerar as visitas diárias a sua rede neural. </p>
<p>Enquanto muita gente perde horas e horas tentando desvendar como as pessoas pensam, talvez seja mais fácil e efetivo descobrir quem são e onde estão, o resto é consequência, para o Bem ou para o Mal. Aliás, eis um conceito não presente na obra de Neil Gaiman. Longe da mesmice de “áreas cinza”, o autor aposta na simples existência, deixando sua avaliação por conta das circunstâncias ou da evolução histórica. Afinal, deuses são deuses, quem perde as estribeiras e faz bobagem, invariavelmente, somos nós.</p>
<h1>Sobre a nova edição</h1>
<p>A nova versão de &#8220;Deuses Americanos&#8221; é maior, mas não necessariamente muito mais interessante. Mais completa, sem dúvida, e prato cheio para fãs do autor (o/). </p>
<p>A partir de agora, deve se tornar a versão oficial e definitiva desse clássico, cuja função é de grande espelho das movimentações sociais e geográficas de nossa raça, afinal, deuses (suas tendências, estilos, realizações e efeitos) são reflexos de quem os cultua. </p>
<p>A relação entre Shadow e Wednesday ganha mais complexidade, assim como as ideias de Shadow (que narrava a história na primeira versão, mas, pelo fato de falar pouco, complicou a vida ao autor, que optou pela narrativa em terceira pessoa). As grandes questões, o debate fundamental sobre simbologia e as “esquisitices” norte-americanas, como diz Gaiman, continuam lá e aumentaram um pouco também. </p>
<p>Durante a palestra, ao lado do ator Patt Oswalt – que deu um show à parte por sua devoção absurda à obra -, o autor comentou seu nível de estranheza quando foi conhecendo as peculiaridades dos Estados Unidos quando deixou a Inglaterra e fixou residência em Minneapolis. No exemplo mais clássico está uma cidadezinha bem fria no inverno, onde os homens colocam um carro velho no gelo do lago congelado e fazem apostas para ver em que dia ele vai afundar!</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>&#8220;Falling Skies&#8221;: O futuro depois do fim</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jul 2011 15:20:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
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		<category><![CDATA[fallingskies]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
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		<category><![CDATA[televisão]]></category>
		<category><![CDATA[TNT]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Nova série da TNT, &#8220;Falling Skies&#8221;, discute o futuro da Humanidade após uma indefensável invasão alienígena. Eles chegaram, nós perdemos e o que vai acontecer num futuro em que pequenos grupos rebeldes são a última esperança da nossa raça? Noah Wyle pode ter as respostas! Pessimismo social e racial tem sido um tema muito debatido [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<h5><em>Nova série da <strong>TNT</strong>, <strong>&#8220;Falling Skies&#8221;</strong>, discute o futuro da Humanidade após uma indefensável invasão alienígena. Eles chegaram, nós perdemos e o que vai acontecer num futuro em que pequenos grupos rebeldes são a última esperança da nossa raça? Noah Wyle pode ter as respostas!</em></h5>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/falling1.jpg" alt="" title="" width="630" height="137" class="alignnone size-full wp-image-24413" />
<p>Pessimismo social e racial tem sido um tema muito debatido pela Ficção Científica na TV e, curiosamente, na grade da <strong>TNT</strong> nos últimos anos. <strong>&#8220;Battlestar Galactica&#8221;</strong> explorou esse conceito de forma moderna e dramática com seus dilemas e, de certa forma, preparou o caminho para a chegada de novos produtos como <strong><a href="http://www.fallingskies.com.br/">&#8220;Falling Skies&#8221;</a></strong>, série produzida por Robert Rodat e estrelada por Noah Wyle, &#8211; finalmente voltando à TV e, dessa vez, como protagonista principal &#8211; e Moon Bloodgood. </p>
<p>A dupla faz parte de um grupo de sobreviventes do ataque alienígena que devastou as grandes cidades humanas e desestruturou o mundo conhecido. Sem muito orçamento para efeitos exagerados ou grandes batalhas, &#8220;Falling Skies&#8221; aposta em seu apelo dramático e na identificação do público com seu elenco para ser bem-sucedida. E essa aposta é arriscada demais, ainda mais nos dias de hoje.</p>
<p>A razão é simples: hábito de público. Ou seja, o público atual está habituado a um nível de investimento e tecnologia tão grande em produções de Ficção Científica que, confrontado com algo menos grandioso, pode repelir a ideia. &#8220;Falling Skies&#8221; enquadra-se nesse cenário. Embora permeado pela “presença constante” da ameaça alienígena, a série é um “drama humano”, como classifica o produtor Robert Rodat, em entrevista exclusiva ao <strong>B9</strong>, que também conversou com Noah Wyle, Moon Bloodgood e o co-produtor executivo Mark Verheiden. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/fallin2.jpg" alt="" title="" width="630" height="362" class="alignnone size-full wp-image-24417" />
<p><span id="more-24405"></span></p>
<p><em>“A pergunta: o que faríamos em caso de uma invasão de longo prazo, diferente do cenário de <strong>&#8220;Guerra dos Mundos&#8221;</strong>, por exemplo? Sempre me deixou curioso”</em>, comenda Rodat, desde sua primeira reunião com o núcleo que, eventualmente, produziria a série. Quando Steven Spielberg se envolveu, como produtor executivo, as peças não poderiam ter se encaixado de forma melhor, afinal, ele ainda é o diretor mais apaixonado pelo assunto em Hollywood. </p>
<blockquote><p><em>“Spielberg tinha uma ideia clara, uma raça alienígena que matava os adultos e raptava as crianças”</em></p></blockquote>
<p>Se a presença do todo-poderoso não fosse o suficiente, a realidade da produção definiu seu futuro. <em>“Quando sentimos as limitações orçamentárias, focar tudo isso nas relações humanas definiu os rumos e facilitou um aspecto da produção: menos tela verde e mais cenários elaborados, e reais”</em>, lembra Verheiden, que veio da linha de produção de &#8220;Battlestar Galactica&#8221; e suas derivadas.</p>
<p>Ou seja, quer dizer que os alienígenas não estão lá? Mentalmente sim, fisicamente nem tanto. De forma engenhosa, &#8220;Falling Skies&#8221; apresenta a invasão pelos olhos e desenhos de uma criança, que registra a evolução da derrocada humana numa introdução barata e criativa. Nos primerios episódios, o foco está nos grandes cenários e cidades devastadas, nas naves inimigas e em alguns robos de combate &#8211; a linha de frente dos E.T.s. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/fallin3.jpg" alt="" title="" width="630" height="421" class="alignnone size-full wp-image-24415" />
<p>Seguindo os bons paradigmas da Ficção Científica, &#8220;Falling Skies&#8221; consegue manter sua narrativa alimentada pelos problemas que causamos a nós mesmos.  Com um grupo tão grande e heterogêneo, histórias não faltam, mas a ausência dos alienígenas pode ser fator negativo no início da jornada, porém, isso é estratégico. Robat e Verheiden entraram numa saia justa durante a entrevista quando nossa reportagem, aparentemente, jogou uma bomba atômica no grande segredo do programa. </p>
<h6>| <strong>Spoilers</strong> a partir parágrafo seguinte! | </h6>
<p>Os alienígenas são apresentados gradativamente por conta do orçamento, claro, mas também pela razão da invasão. Uma criatura morta aparece em segundo plano no piloto e só vemos o robô de combate e algumas naves e essa peculiaridade levantou uma teoria: e se esses seres não são os verdadeiros invasores e estão fazendo o trabalho sujo para alguém mais forte? Alguém que, possivelmente, tem laços com a raça humana? Rodat ficou branco e Verheiden desconversou, mas não tiveram escolha. </p>
<p><em>“Cadeias evolutivas estão entre os temas da série e DNA também; esse é o tom que queremos seguir ao longo dos primeiros dez episódios da primeira temporada [piloto + 9]”</em>, diz Rodat. &#8220;Falling Skies&#8221; é praticamente uma série de guerra com roupagem ficcional, uma “alegoria” como define Verheiden, que vai discutir conflito entre povos e o efeito da necessidade de uma recriação da Humanidade, depois que a guerra aniquilou tecnologia, comunicações e as estruturas das grandes cidades.</p>
<p><em>“Gostei da perspectiva de trabalhar em algo tão grande como Falling Skies, com tantos cenários, ramificações e, novamente, muitos personagens”</em>, analisa Noah Wyle, em seu primeiro papel como protagonista na TV desde o fim de <strong>&#8220;Plantão Médico&#8221;</strong>. Ele vive Tom Mason, um professor convertido em soldado, que se divide entre a responsabilidade como pai e as demandas de seu grupo, militarmente liderado pelo severo Weaver, vivido por Will Patton (<strong>&#8220;Duelo de Titãs&#8221;</strong>). </p>
<blockquote><p><em>“Fiquei curioso para criar esse mundo pós-guerra no qual toda nossa preparação e sensação de segurança deixaram de existir. Hoje em dia é tudo tão fácil, não é? Acreditamos que nada disso possa acabar, mas e se acabar? O que fazer? Apertar o botão de reiniciar foi interessante”.</em></p></blockquote>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/fallin4.jpg" alt="" title="" width="630" height="420" class="alignnone size-full wp-image-24419" />
<p>Bastante atraído pela combinação “papel principal + Steven Spielberg”, Wyle sentiu segurança suficiente para dar a cara a tapa novamente. <em>“Depois de Plantão Médico, fiquei na posição incomum de poder escolher muito bem qualquer papel; e acabei recusando muita coisa na TV [tentou o cinema com afinco]. Agora pareceu o momento certo, num gênero que me deixa desconfortável o suficiente para precisar aprender demais e valorizar muito os arcos de crescimento dos personagens”</em>, avalia. </p>
<p>Desde 2009, Wyle fez apenas dois filmes pequenos e ficou fora do radar. <em>“E também foi um jeito de transformar minha incapacidade de ter uma carreira no cinema em algo legal, do tipo ‘esperei o projeto certo para poder continuar na TV’”</em>, descontraí, gargalhando, ao se auto-criticar por ter falhado na tentativa de migrar para a telona. </p>
<p>Tom Mason é o meio termo entre os civis e os militares. Mesmo no piloto, já se pode notar raízes de preconceito entre as duas “castas” sociais e alguns dos núcleos e desafios previstos para os personagens de &#8220;Falling Skies&#8221;. Interessante notar que, mesmo com essa raça alienígena altamente tecnológica e dominante lá fora, o maior problema enfrentado por essa comunidade é um pequeno grupo de humanos violentos e mal-intencionados. <em>“Em meio a essas situações de vida e morte, reagimos em extremos. Infelizmente, um deles é muito negativo e desprezível; é nessas horas que as pessoas boas realmente se revelam”</em>, comenta Wyle, que contracena – e deve fazer par romântico – com a ex-Laker Girl Moon Bloodgood (<strong>&#8220;Exterminador do Futuro: A Salvação&#8221;</strong>), habituada a armas e filmes de ação. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/07/fallin5.jpg" alt="" title="" width="630" height="206" class="alignnone size-full wp-image-24421" />
<p>Mas, desta vez, Moon é uma veterinária que se transformou em médica oficial desse núcleo de sobreviventes. <em>“Ensinei vários truques com as armas para Noah e foi interessante mudar de lado nessa série, normalmente preciso treinar bastante para cenas de ação e usar os cabos de proteção”</em>, conta Moon, que, recentemente, esteve no filme <strong>&#8220;Faster&#8221;</strong>, com Dwayne Johnson. </p>
<p><em>“Esse tipo de série reforça uma coisa menos comum do que imaginamos, mas extremamente necessária: o fato de que as mulheres não são, ou pelo menos não querem ser, meras coadjuvantes ou interesses amorosos. Ver valor dramático no que podemos fazer é algo motivador”</em>, pontua Moon, que dá vida a Anne Glass, personagem que foi onde muitas outras já estiveram ao fazer autópsia num ET. <em>“Fazer cara de nojo é bem simples, ainda mais com toda aquela gosma que eles colocam dentro do bicho. Até que fiquei bem séria considerando a situação!”</em>, sorri a atriz.</p>
<p>&#8220;Falling Skies&#8221; tem uma premissa interessante, a chancela de Steven Spielberg e status de superprodução da TNT [que parece tentar reenergizar sua grade com o espírito dos áureos tempos de seus fantásticos filmes originais na década passada], com direito a estréia mundial e tudo mais, mas trilha o sempre complicado caminho da ficção científica. Se mesmo &#8220;Battlestar Galactica&#8221; com sua qualidade incontestável foi relegada aos sábados em sua última temporada no canal, como manter algo totalmente novo e inferior – visual e dramaticamente – no topo? </p>
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<p>O nível de Galactica é alto demais para comparação, aliás. <strong>&#8220;Stargate Universe&#8221;</strong>, recentemente cancelada pelo <strong>SyFy</strong>, apostou num começo gradativo e estratégico assim como &#8220;Falling Skies&#8221; e pagou com a vida no final da segunda temporada. </p>
<p>Não há muita paciência no espectador, bombardeado por opções mais aceleradas ou engraçadinhas. Cada vez mais, acertar o tom e o ritmo se faz necessário para fazer sucesso na TV. O piloto da série gera interesse, mas peca pela velocidade e a natureza hollywoodiana de sua produção: todos os principais sobreviventes, especialmente os jovens, são bonitos e sorridentes; saídos diretamente dos catálogos de beldades holllywoodianas. A Ficção Científica já exige suficiente em termos de “suspensão de realidade” para arriscar com meros detalhes.</p>
<p>Caso seus objetivos sejam alcançados e a TNT encontre um horário adequado em sua programação – curiosamente, a estreia brasileira aconteceu simultaneamente nos canais TNT e <strong>Space</strong>, onde &#8220;Battlestar Galactica&#8221; terminou seus dias &#8211; &#8220;Falling Skies&#8221; pode ser uma alternativa marcante entre o pensamento arrojado da ficção e a profundidade do drama social. Com sucesso e mais orçamento, quem sabe a guerra não seja apresentada num futuro próximo. De qualquer forma vale assistir e tentar desvendar o segredo dos verdadeiros mandantes do ataque que acabou com o mundo que conhecemos.</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>Celebridades x Genéricos: Quais anúncios dão mais resultado na TV americana?</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 14:39:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Pesquisa da Ace Mixer aponta resultado, mas parece não afetar o desejo dos clientes em vincular um rosto familiar a sua marca na telinha gringa. Veja alguns dos exemplos mais marcantes. Se você reclama dos Polishops da vida na TV é por que nunca assistiu a TV por assinatura norte-americana. Muito mais forte, numerosa e [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<h5><em>Pesquisa da <strong>Ace Mixer</strong> aponta resultado, mas parece não afetar o desejo dos clientes em vincular um rosto familiar a sua marca na telinha gringa. Veja alguns dos exemplos mais marcantes.</em></h5>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/06/comm1.jpg" alt="" title="" width="630" height="472" class="alignnone size-full wp-image-23844" />
<p>Se você reclama dos Polishops da vida na TV é por que nunca assistiu a TV por assinatura norte-americana. Muito mais forte, numerosa e relevante que sua versão brasileira, a grade dos canais a cabo/satélite é um verdadeiro zoológico publicitário. </p>
<p>Pontuados por campanhas no ar há décadas, como uma loja de colchões que promete menor preço ou <em>“your mattress for freeeeeee”</em>, algo semelhante ao que o Brasil teve com Carlos Moreno na <strong>Bombril</strong>, e aqueles vídeos de produtos bizarros que todo mundo conhece, esses comerciais são o maior sinal do fim de carreira de astros d’outrora e de celebridades B, C e assim por diante. </p>
<p>São os chamados “celebrity endorsements”, ou seja, anúncios chancelados por figuras célebres ou minimamente conhecidas. Vale relembrar<a href="http://www.brainstorm9.com.br/advertising/qual-e-a-celebridade-mais-pertinente-para-uma-campanha/"> o post aqui no <strong>B9</strong></a> que mostra uma pesquisa feita no Brasil das marcas que mais utilizam celebridades, e quais famosos mais participam de campanhas. </p>
<p>Normalmente ligada ao bom desempenho de vendas, um <a href="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/06/Celebrity_Ad_Exposing_A_Myth.pdf">estudo da <strong>Ace Matrix</strong></a>, divulgado no início de 2011, mostra a baixa efetividade desse estilo nos Estados Unidos em comparação a anúncios sem celebridades, mas as agências e empresas não querem nem saber e o show de horror continua.  Felizmente, alguns são engraçados. </p>
<p><span id="more-23827"></span></p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/06/ace1.gif" alt="" title="" width="630" height="256" class="alignnone size-full wp-image-23835" />
<p>É interessante notar uma busca bem específica na mistura entre mensagem e porta-voz. Bem, na maioria dos casos. Por exemplo, Robert Wagner (<strong>&#8220;Casal 20&#8243;</strong> e, atualmente, fazendo pontas em séries como <strong>&#8220;NCIS&#8221;</strong>) mostra a cara desde a década de 50, logo, tem um apelo de público bastante amplo entre o público de meia idade para a frente. Tudo a ver ele aparecer numa campanha educacional (em princípio) sobre hipotecas cujo público alvo são pessoas a partir dos 50 anos de idade. </p>
<p>Assim como o ator e político Fred Thompson (<strong>&#8220;Caçada ao Outubro Vermelho&#8221;</strong>) – que se candidatou à presidência, inclusive! -, num trabalho semelhante. São astros ligados aos áureos tempos de seu público. </p>
<p>A Ace Matrix aponta o “contexto adequado” como única justificativa para o investimento nesse sistema (estimado em aproximadamente US$50 bilhões no ano em escala global), mas o que dizer da linha de eletro-domésticos <strong>FlavorWave Turbo</strong>, que contratou ninguém menos que Mister T, o BA para os fãs de <strong>&#8220;Esquadrão Classe A&#8221;</strong>, para divulgar um forno elétrico e grill megaultrapower que não usa gordura?</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/06/comm3.gif" alt="" title="" width="630" height="384" class="alignnone size-full wp-image-23846" />
<p>Atrai atenção, mas daí a converter em venda? Difícil apontar e sempre existe o efeito agregado da criação de marca, quando a celebridade funciona muito mais como ideal a ser alcançado do que como vendedor efetivo. Entretanto, em todos esses casos tratam-se de comerciais totalmente ligados a um serviço ou produto específico, ou seja, venda é relevante e mensurável. </p>
<p>Pela pesquisa, numa escala de 0 a 950, anúncios com celebridades tiveram 9 pontos a menos que os demais comerciais no geral. Por exemplo, no quesito Persuasão, celebridades marcaram 570 pontos contra 587 de seus competidores não famosos. E quando foi hora de despertar o Desejo do consumidor, 544 x 570, em nova vitória dos “genéricos”. </p>
<p>Para encerrar o momento numérico, até mesmo a teoria da adequação de público levou chumbo grosso: a presença de celebridades resultou na queda de 1% na efetividade de anúncios com celebridades em peças direcionadas.</p>
<p>É assunto para páginas e páginas de conversa, mas no meio de teorias, pesquisas e resultados, os vídeos continuam pipocando. Hora num intervalo da <strong>CNN</strong>, hora entre um filme e outro no <strong>SyFy</strong> (o rei das propagandas ruins, aliás!), só perdendo espaço quando começam as campanhas políticas e o verdadeiro zoológico é solto na TV. </p>
<p>Se você acha que os informerciais são ruins, tente ver as campanhas de políticos de cidades pequenas. Varia entre sujeitos atirando com munição de verdade e gente mostrando fotos embaraçosas dos concorrentes. Aliás, assunto para uma outra matéria!</p>
<p>Mesmo com toda a sua abrangência numérica e bons resultados, a TV por assinatura norte-americana precisa muito de seus anunciantes, que, na maioria das vezes, não pode investir em câmeras HD ou equipes de criação decentes, logo parecem ter parado nos anos 80. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/06/comm.jpg" alt="" title="" width="630" height="173" class="alignnone size-full wp-image-23839" />
<p>Aliás, há um interessante reality show no <strong>IFC</strong> chamado <strong><a href="http://www.ifc.com/rhett-link/">Commercial Kings</a></strong>, que mostra dois cineastas/criadores percorrendo os Estados Unidos e explorando a breguice nacional, além de fazer comerciais hilários!</p>
<p>Acho que chega de falar, é hora de visualizar esse cenário tão assustador quanto engraçado. Selecionei alguns dos mais emblemáticos, e constantes, de 2011. Embora alguns estejam datados de anos atrás, são campanhas ininterruptas e nem tudo está no <strong>YouTube</strong>.</p>
<p>Em tempo, faça o download da <a href="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/06/Celebrity_Ad_Exposing_A_Myth.pdf">pesquisa completa em .PDF</a>.</p>
<p><strong>| Mr. T</strong> e o forno! É quase meia hora de bizarrice!<br />
<iframe width="630" height="502" src="http://www.youtube.com/embed/co42QnoZCas" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
E o pior&#8230; compramos o maldito forno! E ele é bom! HA!</p>
<p><strong>| Robert Wagner</strong><br />
<iframe width="630" height="502" src="http://www.youtube.com/embed/uFajCN87tUY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Com esse estilo visual e a mensagem, não dá para se sentir velho só de olhar pra ele?</p>
<p><strong>| Antonio Banderas</strong><br />
<iframe width="630" height="502" src="http://www.youtube.com/embed/yrUF3JzD9P4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Sim, a voz dessa abelha é do Sr. Banderas! Precisei conferir fontes oficiais para confirmar ser ele mesmo e não um imitador barato. É o fim da picada, hein?</p>
<p><strong>| Dennis Haysbert </strong><br />
<iframe width="630" height="388" src="http://www.youtube.com/embed/6eEhwz9upN8?hd=1" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Já que <strong>&#8220;24 Horas&#8221;</strong> resolveu dar cabo de seu personagem e <strong>&#8220;The Unit&#8221;</strong> não estourou, o jeito é fazer um extra vendendo seguros!</p>
<p><strong>| Fred Thompson</strong><br />
<iframe width="630" height="502" src="http://www.youtube.com/embed/bkg8IH7e_6U" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
De ator a candidato à presidência, Fred Thompson é sempre perguntado sobre duas coisas: esse comercial e como foi trabalhar com Sean Connery!</p>
<p><strong>| Henry Winkler</strong><br />
<iframe width="630" height="502" src="http://www.youtube.com/embed/CQ4RdaH0yKg" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Você não lembra do nome, mas conhece o rosto, não? </p>
<p><strong>| Ben Steiner</strong><br />
<iframe width="630" height="502" src="http://www.youtube.com/embed/RcH-3d-BZn4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Bueller, Bueller, Bueller. Steiner já foi um dos homens mais relevantes do país quando trabalhou na Casa Branca, mas todo mundo lembra mesmo é da chamada em <strong>Curtindo a Vida a Doidado</strong>! Você compraria dele?</p>
<p>E qual sua opinião sobre anúncios com celebridades? Funcionam? Só servem para propagandas institucionais? Comente!</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<item>
		<title>Star Wars: Marca eterna, e bem-sucedida, pela própria natureza</title>
		<link>http://www.brainstorm9.com.br/23555/entretenimento/star-wars-marca-eterna-e-bem-sucedida-pela-propria-natureza/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 16:15:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Disneyland inaugura nova versão de Star Tours, 24 anos depois da abertura original, e comprova a força de uma marca inabalável por mais de três décadas de existência, globalização e que sempre encontra modos de revitalizar seu público. Ser nerd tarja preta tem suas vantagens. Você comete insanidades [pelo menos para pessoas normais] sem pensar [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<h5><em><strong>Disneyland</strong> inaugura nova versão de <strong>Star Tours</strong>, 24 anos depois da abertura original, e comprova a força de uma marca inabalável por mais de três décadas de existência, globalização e que sempre encontra modos de revitalizar seu público.</em></h5>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/06/startours11.jpg" alt="" title="" width="630" height="371" class="alignnone size-full wp-image-23558" />
<p>Ser nerd tarja preta tem suas vantagens. Você comete insanidades [pelo menos para pessoas normais] sem pensar duas vezes, não se arrepende e, quando pode, faz tudo de novo, afinal, com paixões não se brinca e <strong>&#8220;Guerra nas Estrelas&#8221;</strong> é a minha maior tara cultural. </p>
<p>Só o fato de usar o nome em português entrega a idade e o nível de devoção, afinal, desde o final de década de 90 a marca passou por um alinhamento mundial e as traduções caíram para o guarda-chuva <strong>&#8220;Star Wars&#8221;</strong> ser adotado em tudo quanto é canto. Logo, só para deixar claro, &#8220;Guerra nas Estrelas: Uma Nova Esperança&#8221;, virou &#8220;Star Wars: Uma Nova Esperança&#8221;, e assim por diante. </p>
<p>A história dessa marca, cujo logotipo nunca mudou em essência e só sofreu leves atualizações &#8211; como ganhar volume 3D e adotar a cor dourada como padrão -, é repleta de contra-indicações estratégicas e muita sorte, além de total dependencia de um mercado criado quase sem querer, para resistir ao tempo. Fato é, no último dia 3 de junho, quando a <strong>Disneylândia</strong> reabriu a atração <strong><a href="http://disneyland.disney.go.com/disneyland/star-tours/">Star Tours</a></strong>, originalmente inaugurada em 1987, uma movimentação humana gigantesca coroou a natureza eterna e “força” constante de &#8220;Star Wars&#8221;.</p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/06/startours2.jpg" /></p>
<p>Ah, Barreto! Tá sendo fanboy! Inicialmente, sim, mas vamos entender as razões de tudo isso, num breve resumo:</p>
<p><span id="more-23555"></span></p>
<p>Depois que os filmes clássicos saíram do cinema, os fãs do então &#8220;Guerra nas Estrelas&#8221; amargaram uns bons 20 anos sem nada realmente novo e relevante. Foram tempos sombrios, tempos de dependência dos quadrinhos [<strong>"Império do Mal"</strong> é o melhor exemplo] e de alguns livros realmente marcantes como <strong>&#8220;Sombras do Império&#8221;</strong> ou <strong>&#8220;The Han Solo Adventures&#8221;</strong>, além, claro, das trocentas reedições dos filmes em VHS (tenho todas elas, aliás, 8 para ser mais exato). </p>
<p>O grande segredo, porém, foi licenciamento. Com um trabalho agressivo e constante no mundo todo, a marca se perpetuou apostando em sua força cultural e, especialmente nos Estados Unidos, num culto alimentado por pais e filhos. Diferente de <strong>&#8220;Jornada nas Estrelas&#8221;</strong>, por exemplo, que sempre teve mais apelo adulto, &#8220;Guerra nas Estrelas&#8221; agradava todo mundo e isso alavancou vendas de itens que variavam entre kits de roupa de cama baratinhos até colecionáveis milionários. E um dos elementos fundamentais dessa manutenção foi o Star Tours, atração presente nos resorts da Disney.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/06/startours3.jpg" alt="" title="" width="630" height="420" class="alignnone size-full wp-image-23566" />
<p>Com custo inicial de US$ 33 milhões, a atração foi aberta no início de 1987 e catapultou vendas de camisetas e brinquedos desde então. Para quem nunca foi, basicamente, o Star Tours jogava o visitante numa espaçonave de turismo envolvida na luta entre Aliança Rebelde e Império Galáctico. O filme era fixo, logo, cada visita gerava a mesma experiência, que poderia ser piorada por um forte cheiro de CO2 gerado pelos amortecedores da “nave”. </p>
<p>Era um reflexo direto do efeito e da popularidade da Trilogia Clássica logo após a passagem dos filmes pelo cinema. Muito tempo passou, a marca se manteve forte e voltou a crescer na última década quando a Nova Trilogia estreou com muita tecnologia. Levando tudo isso em conta, o Star Tours passou a ser o patinho feio do universo Star Wars sendo totalmente ultrapassado. Desde o ano passado, a <strong>Walt Disney Resorts</strong> (com a tutela da <strong>Disney Imagineering</strong>) resolveu revitalizar a atração.</p>
<p>Misturando o carinho dos fãs com o brinquedo, a visita de George Lucas à reinauguração, na Flórida, uma semana antes, a realização do <strong>&#8220;Star Wars in Concert&#8221;</strong> (evento de música clássica com a trilha sonora da Saga) e o conveniente anúncio da nova <strong>Star Wars Celebration</strong> para 2012, o resultado foi fantástico. Os primeiros fãs chegaram às 5 da manhã para garantir um bom lugar, a Disney montou uma operação de guerra no estacionamento &#8211; <em>“estamos esperando um público gigantesco hoje por causa da inauguração”</em>, disse uma funcionária &#8211; e a fila de mais de três horas foi encarada sem reclamação, com fantasias, colecionáveis, camisetas e muitos sorrisos. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/06/startours4.jpg" alt="" title="" width="630" height="237" class="alignnone size-full wp-image-23567" />
<p>O mais interessante foi comprovar a força, e abrangência, da marca nos Estados Unidos. A maioria do público era, claramente, de jovens entre 22 e 30 anos, mas a grande quantidade de crianças e veteranos do fandom transformou a fila em si num evento, afinal, todos estavam participando do Dia de Inauguração e escrevendo mais um capítulo de sua história pessoal com a Saga. </p>
<p>Camisetas e colecionáveis esgotaram-se nas primeiras horas e as pessoas não paravam de chegar. Assim que saim da atração, voltavam para a fila não pela simples devoção, mas pela nova natureza da brincadeira: cada rodada mostra um filme diferente, ou seja, uma visita a uma série diferente de planetas do universo Star Wars (Hoth, Tatooine, Coruscant, Naboo, Kashyyyk, Geonosis e tantos outros). A atração é 3D, com óculos Dolby, e tem uma pequena porção interativa na qual um dos fãs é identificado como “espião rebelde” e sua foto é exibida na tela enquanto os pilotos, agora R2-D2 e C-3PO, tentam fugir de Darth Vader.</p>
<iframe width="630" height="388" src="http://www.youtube.com/embed/t4_dZPVg8KI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p>Seguindo seu histórico de mudanças leves, o Star Tours passou apenas por uma atualização em seu logotipo, agora apresentado com luzes no pano de fundo simulando um salto no hiperespaço e a tag line: <em>The Adventures Continues</em> (As Aventuras Continuam). O piloto inexperiente Rex, que não aprendeu nada em 24 anos, foi aposentado e pode ser visto na fila interna, dentro de uma caixa de peças sobressalentes. Tudo está mais moderno, incluindo uma câmera filmando os visitantes e mostrando uma imagem  num grande monitor pouco antes do embarque. </p>
<p>Com tanta força de público &#8211; que pagou uma grana considerável para visitar a Disneyland só para prestigiar uma atração &#8211; e seus resultados sólidos, Star Tours deixa o triste lugar de brinqueido com pouca fila e apenas atraente para crianças para ser a principal atração dos parques, afinal, cada visita vai gerar uma viagem diferente. Uma jogada de mestre, sem arriscar muito, e entregando exatamente o que seus clientes esperam.</p>
<iframe width="630" height="388" src="http://www.youtube.com/embed/pzK0hfIhaKg" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<item>
		<title>O Salvador da Disney: B9 entrevista John Lasseter</title>
		<link>http://www.brainstorm9.com.br/23290/entretenimento/o-salvador-da-disney-b9-entrevista-john-lasseter/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 May 2011 19:49:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Andar pelos corredores da Walt Disney Animation hoje em dia é uma espécie de visita ao paraíso. Não pelas inúmeras obras de arte espalhadas pelo prédio, cuja entrada é representada por um gigantesco chapéu de Mickey Mouse, mas sim pelo clima de felicidade e, por que não, devoção dos funcionários ao seu mestre: John Lasseter. [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/pixar.jpg" alt="" title="" width="630" height="473" class="alignnone size-full wp-image-23306" />
<p>Andar pelos corredores da <strong>Walt Disney Animation</strong> hoje em dia é uma espécie de visita ao paraíso. Não pelas inúmeras obras de arte espalhadas pelo prédio, cuja entrada é representada por um gigantesco chapéu de Mickey Mouse, mas sim pelo clima de felicidade e, por que não, devoção dos funcionários ao seu mestre: John Lasseter. </p>
<p>Em pouco tempo à frente da powerhouse de animação, uma das peças-chave no nascimento da <strong>Pixar</strong>, faz valer a alcunha de <em>“Salvador da Disney”</em>, num momento em que a franca decadência de roteiros e uma sequência incômoda de fracassos marcavam as animações da empresa.</p>
<p>O segundo semestre de 2008 marcou as primeiras estreias – e sucessos – do novo pensamento da companhia, mas foi só a ponta do iceberg. Lasseter mudou os rumos da história da animação mundial e ainda tem muito gás para queimar. Afinal, ânimo é o que não falta a esse sujeito que começou trabalhando nos parques temáticos da <strong>Disney</strong> [como guia do <strong>Jungle Cruise</strong>] e hoje é um de seus maiores executivos, ou, em suas palavras, “um artista apaixonado”.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/lasseter1.jpg" alt="" title="" width="630" height="418" class="alignnone size-full wp-image-23300" />
<p>Seja pela camisa descontraída, com motivos florais, ou por seu jeito dedicado e simpático para tratar sua equipe – e jornalistas – da maneira certa, John Lasseter faz da criatividade uma arma simples e eficaz na luta cada vez mais acirrada no mundo da animação. Embora já tenha criado clássicos como <strong>&#8220;Procurando Nemo&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Toy Story&#8221;</strong> e <strong>&#8220;Wall-E&#8221;</strong>, Lasseter transparece a mesma mocidade e irradia a alegria de um jovem animador que desbravou o mundo da animação computadorizada, ainda em seus tempos de Pixar, e voltou ao estúdio que “não queria saber de animação por computador” com alto estilo.</p>
<p><span id="more-23290"></span></p>
<p><strong>&#8220;Bolt &#8211; Supercão&#8221;</strong> foi seu primeiro projeto coordenado desde os primórdios, mas nem só de animação 3D vive a nova geração da Disney. O retorno à animação clássica aconteceu em 2009 com <strong>&#8220;A Princesa e o Sapo&#8221;</strong>, que não foi bem de bilheterias, mas entrou para a história de qualquer maneira ao apresentar a primeira princesa negra do estúdio. </p>
<p>Boa parte do quartel-general da companhia em que a equipe trabalha pelos últimos anos ficou caracterizada como Nova Orleans e dentro do ambiente do século retrasado, depois foi tomada pelos heróis dos contos de fadas, valentões, torres e princesas cabeludas, pois Rapunzel, ou melhor, <strong>&#8220;Enrolados&#8221;</strong>, estava em produção. Inspiração para todos os lados – mais um presente do estilo Lasseter. Cada equipe de produção decide como quer decorar seu espaço. </p>
<p>Quer mais uma vitória para Lasseter? <strong>&#8220;Up &#8211; Altas Aventuras&#8221;</strong> foi a primeira animação a abrir o <strong>Festival de Cannes</strong> e venceu o <strong>Oscar</strong> de Melhor Animação em 2010 e é ele quem está envolvido até os dentes em <strong>&#8220;Carros 2&#8243;</strong>, primeira continuação arriscada da Pixar, já que Toy Story sempre inspirou confiança máxima por seus ótimos resultados e grande força de público. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/lasseter2.jpg" alt="" title="" width="630" height="486" class="alignnone size-full wp-image-23302" />
<h5>| ENTREVISTA |</h5>
<h5><strong><em>B9:</em></strong> <strong>O primeiro dia como diretor criativo da Disney deve ter sido marcante, não? Qual foi a chave para mudar tanto o clima em tão pouco tempo?</strong></h5>
<p><strong>JL:</strong> Estava muito nervoso, pois nunca havia participado de algo tão grandioso assim. Na Pixar, fui o primeiro animador a trabalhar com computadores. Digamos que fui o primeiro sujeito treinado nesse sistema no mundo todo e, de repente, aquela aventura se transformou numa companhia inteira. Chegar num lugar cheio de história e responsabilidade como a Disney foi muito marcante. Depois que tomei contato com os artistas da casa, implementei uma filosofia simples: devolver o estúdio para essas mentes criativas. Há uma diferença fundamental entre um estúdio guiado por executivos e outro comandado por cineastas. A Pixar sempre foi uma casa de cineastas, desde o princípio, e nunca perdeu seu rumo. Quando se pensa assim, o resultado são filmes capazes de agradar a todos, ter seu senso de humor único e, digamos, um coração. </p>
<blockquote><p>O Walt dizia que <em>“para cada risada, deve haver uma lágrima”</em>. Acredito muito nisso, pois motiva a criação de filmes relevantes, marcante do ponto de vista visual e que inspire a equipe a ultrapassar seus limites e ter grande orgulho pelo que faz.</p></blockquote>
<p>Os grandes filmes da Disney duram para sempre, mas, além disso, permanecem por várias gerações nas famílias de quem os fez. Há alguns anos, fui abordado por uma família cuja avó havia sido pintora de células em <strong>“Branca de Neve e os Sete Anões”</strong>. O orgulho presente na voz daquelas pessoas foi inesquecível e aliou-se a algo que Steve Jobs me disse certa vez [“faço computadores e tecnologia cujo ciclo de vida dura, no máximo, 5 anos; depois disso, meu trabalho fica obsoleto e preciso de algo novo”]. Grandes filmes perduram e emocionam. Dar às pessoas um sentimento mais nobre do que “apenas um trabalho” faz nosso ambiente mudar, nossa vida muda e nossos filmes mudam. Se conseguirmos realizar vários filmes inesquecíveis por essa equipe, já é um grande passo para arrumar o estúdio.</p>
<h5><strong>Como balancear um estúdio guiado por cineastas com os interesses dos executivos, ou seja, posicionamento artístico com a necessidade comercial?</strong></h5>
<p>Discordo quando se diz que se deixarem um cineasta fazer o que der na telha, ele vai produzir um filme que ninguém, além dele, vai gostar. Isso não é verdade. Os animadores escolheram essa vida, então isso já diz algo sobre eles. São pessoas que cresceram assistindo aos filmes de Walt Disney ou de Chuck Jones, na <strong>Warner Bros.</strong> Portanto, se ninguém interferir, é esse tipo de filme que faremos. Sou como eles, aliás. Mas tanto a Pixar quanto a Disney são negócios, então um dos objetivos é fazer filmes lucrativos, especialmente na Disney, por conta dos parques temáticos, licenciamento, on-line, interactive, etc.</p>
<p>A animação é a gênese de todo esse processo, pois alimenta todos os departamentos da companhia ao redor do mundo, como se fosse uma locomotiva. </p>
<blockquote><p>A grande chave é deixar a criatividade desses profissionais aflorar, que suas influências vão cuidar do resto. Não acho que se deva mudar o modo de pensar ou trabalhar para fazer um filme comercial, ou criar algo essencialmente interessante para a família ou para crianças. </p></blockquote>
<p>Focar num público pode ser maléfico, e acredito piamente que uma boa história vai agradar a quem gosta de cinema, independente do tipo de público. Devo dizer que essa geração de animadores sabe muito mais como ser comercial ou como fazer algo de sucesso, mais do que eu ou do que qualquer executivo de Hollywood. Basta saber dar as diretrizes e manter o trem no ritmo e direção corretos.</p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/lasseter4.jpg" /></p>
<h5><strong>Por falar em balanço, seus filmes, ou aqueles que produz ou apenas coordena, parecem nunca falhar. Sei que não existe fórmula secreta, mas o que eles têm em comum?</strong></h5>
<p>Três coisas compõem um filme de sucesso, especialmente uma animação. História envolvente, que mantenha o espectador vidrado na tela, querendo pular para dentro da história, e desesperados para saber o que acontece a seguir; personagens memoráveis e altamente interessantes, aliás, interessante é o grande termo, pois até mesmo os vilões devem despertar interesse; e essa história e personagens devem viver num mundo acreditável, não realístico, mas que faça sentido para essa composição. Essas três coisas estão intimamente relacionadas e são extremamente importantes. Muita gente acha que &#8220;Carros&#8221; é um filme sobre carros ou que &#8220;Procurando Nemo&#8221; fala sobre peixes. Bem, esses são os personagens e parte de seu ambiente, mas são suas personalidades e histórias que transcendem sua natureza física e tocam o público, criando uma conexão intensa. </p>
<blockquote><p>Chamo isso de fundação, que significa a ligação entre filme e espectador, que se identifica em algum nível, mas se vê diante de uma situação que nunca imaginou antes. Uma situação sem potencial para causar empatia não tem muita razão de ser. </p></blockquote>
<p>Embora façamos pesquisa sobre todos os assuntos (carros, trailers, no caso de “Bolt”, ou peixes), a essência tem que atingir quem gosta, ou não, do assunto. Essa é minha filosofia.</p>
<h5><strong>Por que ninguém consegue fazer um ser humano perfeito na animação?</strong></h5>
<p>Porque é quase impossível. Tanto a Disney quando a Pixar (que fez &#8220;Wall-E&#8221;) pensam do mesmo jeito: não queremos fazer isso. Para ver pessoas na tela, vemos um filme com atores certo? O ser humano é muito complexo e todo mundo já se olhou no espelho uma vez na vida, então, quando você vê alguém tentando imitar a gente no computador, vai ficar diferente e muito estranho. Fica uma sensação esquisita, não é? Então, sempre criamos pessoas que façam sentido naquele mundo e pronto.</p>
<h5><strong>Qual a importância das prévias com focus groups em seus filmes? Quem você usa como parâmetro para testar os projetos, aliás?</strong></h5>
<p>Minha esposa Nancy e meus cinco filhos sempre foram meu melhor grupo de controle. Mostro algumas versões brutas dos filmes e só observo as reações. E pode acreditar, crianças assistindo a um filme em casa são a plateia mais sincera que você pode querer. Se eles ficam vidrados e, depois, começam a falar a respeito, repetindo frases e dizendo o que gostaram, você está no caminho certo. Se perdem o interesse, ou, recentemente, começam a enviar mensagens de texto sobre outro assunto qualquer, é bom se preocupar e rever algumas coisas. Mostrei uma versão não finalizada de “Bolt” e eles simplesmente piraram com o Rhino [o hamster dentro da bola], foi um tiro certeiro. Mas não exagero na exposição da família. Mostro uma ou duas vezes, depois eles esperam para ver a versão final.</p>
<blockquote><p>Três coisas compõem um filme de sucesso: História envolvente, que mantenha o espectador vidrado na tela, querendo pular para dentro da história; Personagens memoráveis e altamente interessantes; E uma história e personagens habitando um mundo acreditável, não realístico, mas que faça sentido para essa composição.</p></blockquote>
<iframe width="630" height="388" src="http://www.youtube.com/embed/6_M1CQn8mLE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<h5><strong>Mas o caso de “Wall-E” não havia muitas frases de efeito para eles decorarem, certo? Pouco diálogo criou algum tipo de desafio especial nesse filme?</strong></h5>
<p>Ponto interessante, mas não. Chuck Jones, um de meus mentores, disse que <em>“animação de qualidade deve permitir ao espectador desligar o som e, ainda assim, entender a história”</em>. O diálogo em si não é o instrumento para se contar a história; é algo superficial, pois, na verdade, o subtexto da história é onde as coisas realmente acontecem. Deixar toda a responsabilidade com o roteiro não faz sentido. Veja nossos curtas-metragens, por exemplo. Praticamente todos da Pixar, excetuando-se <strong>“Boundin”</strong>, não têm diálogo. É isso que os animadores fazem, sabe. Por isso nunca entendi direito tanta gente falando sobre a ausência de diálogo. Cada filme representa um desafio, pois cada um significa um novo passo no desenvolvimento da tecnologia e é, por definição, totalmente diferente do filme anterior. Repetição leva à mesmice e, quando algo cai nesse ponto, temos apenas um “trabalho” nas mãos, e isso não é motivador.</p>
<h5><strong>Aliás, qual a diferença entre Walt Disney Animation e Pixar?</strong></h5>
<p>A única diferença é que a Pixar só faz filmes no computador, como &#8220;Wall-E&#8221; e &#8220;Toy Story&#8221;. Já a Disney faz animações no computador e também com desenhos feitos à mão, afinal, tudo que Walt Disney deu ao mundo foi desenhado por alguém. Precisamos manter essa tradição e nunca deixar que as pessoas se esqueçam da importância do talento individual dos profissionais. Sou muito feliz por ter uma história com essas duas companhias.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/lasster5.jpg" alt="" title="" width="630" height="420" class="alignnone size-full wp-image-23310" />
<h5><strong>Um dos papéis fundamentais da Disney, em termos culturais, é criar novos modelos para gerações de crianças ininterruptamente. Essa necessidade crescente de referências visuais pode, em algum momento, prejudicar a imaginação antigamente proposta pelos livros e histórias de ninar?</strong></h5>
<p>Que ponto fantástico para se falar. Todos os filmes em que me envolvi começaram do zero. Somos contadores de histórias, então temos nossas próprias histórias para contar. Alguns profissionais, aqui na Disney, trabalham com materiais já estabelecidos, mas por razões de manter as licenças em desenvolvimento. Mas esse assunto é realmente interessante, pois, quando se é criança, cada história ou livro gera uma imagem mental. É isso que adoro em grandes autores ou contos, serem capazes de nos cativar a ponto de imaginarmos todo um mundo a partir de palavras. Confesso que me desapontei absurdamente com <strong>“Chitty Chitty Bang Bang”</strong>. Era meu favorito, li o livro três vezes. Todos os meus filhos leram. Aliás, um deles está lendo agora. Fiz até um modelo do carro e delirei quando me contaram sobre o filme. Minha mãe me levou até o Chinese Theater e, lembro como se fosse ontem, pensei “isso não tem nada a ver com o livro!”</p>
<p>Frustrei bastante, mas desde aquele dia imaginei o quão difícil deveria ser transpor algo de um livro para a tela. A imaginação nunca vai terminar, mas o trabalho de quem adapta esse tipo de material é cada vez mais complicado, especialmente com contos de fadas. Esse gênero é traiçoeiro, pois pode gerar mais becos sem saída do que guias minuciosos pelos mundos mágicos. “E ele vagou pela floresta por 30 anos…” Como cineasta, preciso de algo melhor que isso para poder criar e deixar a imaginação fluir.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/PONYO.jpg" alt="" title="" width="630" height="228" class="alignnone size-full wp-image-23313" />
<h5><strong>Quando você dirige a versão americana dos desenhos de Hayao Miyasaki, como &#8220;As Viagens de Chihiro&#8221; ou o recente &#8220;Ponyo&#8221;, qual a maior preocupação?</strong></h5>
<p>Traduzir corretamente, sejam diálogos ou situações. Em Chihiro, por exemplo, os japoneses sabem do conceito de uma casa de banho e, quando não sabem, o visual trata de explicar. Quando apresentamos uma obra-prima como essa ao espectador ocidental, ele não tem essa bagagem e não vamos ousar mudar o desenho, então, uma linha de roteiro aqui e ali precisa ser modificada e adaptada para inserir a informação necessária para situar o espectador. Meu trabalho é muito mais de um facilitador do que de direção em si.</p>
<h5><strong>3D é linguagem ou apenas um truque? Como a Disney vai encarar essa ferramenta?</strong></h5>
<p>Linguagens demoram para ser estabelecidas, mas duvido que alguém dentro da companhia se disponha a usar o recurso só para fazer graça ou chamar público. Se não for uma técnica viável, não há razão para inserirmos em nossos filmes. Claro que é muito mais fácil, especialmente na animação, na hora de converter filmes para 3D – como foi o caso de &#8220;Toy Story&#8221; 1 e 3, e também de &#8220;A Bela e a Fera&#8221; – mas tudo isso foi muito discutido. </p>
<blockquote><p>Se estamos fazendo é por validade qualitativa, não apenas por motivações de mercado. Garanto que não temos planos para converter todo o catálogo. Pelo menos não no que depender de mim.</p></blockquote>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<item>
		<title>“Estúdios estão abusando do 3D”, afirma James Cameron</title>
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		<pubDate>Fri, 20 May 2011 17:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[3D]]></category>
		<category><![CDATA[avatar]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[jamescameron]]></category>
		<category><![CDATA[michaelbay]]></category>
		<category><![CDATA[transformers]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Brainstorm9 participou do debate entre James Cameron e Michael Bay, ontem, na Paramount Studios, em Los Angeles, para discutir as peculiaridades do 3D e seu futuro! Foto: @TF3Movie Há cerca de dois anos, Michael Bay era parte da resistência ao 3D. Mesmo apaixonado pela grandiosidade, gigantismo e som alto de seus filmes, o diretor de [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<h5><em><strong>Brainstorm9</strong> participou do debate entre <strong>James Cameron</strong> e <strong>Michael Bay</strong>, ontem, na <strong>Paramount Studios</strong>, em Los Angeles, para discutir as peculiaridades do 3D e seu futuro!</em></h5>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/3d0.jpg" alt="" title="" width="630" height="420" class="alignnone size-full wp-image-23058" /><small>Foto: <a href="http://twitpic.com/4ziqzb">@TF3Movie</a></small>
<p>Há cerca de dois anos, Michael Bay era parte da resistência ao 3D. Mesmo apaixonado pela grandiosidade, gigantismo e som alto de seus filmes, o diretor de <strong>&#8220;Transformers&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Pearl Harbor&#8221;</strong> e <strong>&#8220;Armageddon&#8221;</strong> defendia o filme com unhas e filmes. <em>“Serei o último diretor a usar esse sistema, parece ser truque, e adoro 35mm”</em>, contou a esse repórter. </p>
<p>Além disso, chegou a dizer aos donos de cinemas, durante a <strong>ShoWest 2009</strong>, para adiarem ao máximo a compra de projetores tridimensionais. <strong>&#8220;Avatar&#8221;</strong> mudou sua visão, ou melhor, James Cameron operou o milagre na cabeça de Bay. <em>“Ele parou o set de Avatar por meia hora e me mostrou tudo; o homem é meu ídolo!”</em>, diz Bay. </p>
<p>Resultado: <strong><a href="http://www.transformersmovie.com/">&#8220;Transformers: Dark of The Moon&#8221;</a></strong> (&#8220;O Lado Oculto da Lua&#8221;, no Brasil) usou a tecnologia de Cameron para realizar um 3D impressionante e, em alguns momentos, quase imperceptível. Mas nem tudo são flores e o Rei do Mundo avisa: </p>
<blockquote><p><em>“Os estúdios estão tomando as decisões erradas e estão abusando do 3D!”</em>. </p></blockquote>
<p><span id="more-23052"></span></p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/3d2.jpg" /></p>
<p>Antes de gerar antipatia por Bay, por conta de sua mudança de idéia, ele tinha razão. O truque (gimmick, em inglês) é um problema sério do 3D e foi algo que afetou a tecnologia cinematográfica quando surgiu pela primeira vez décadas atrás. No começo é divertido ver aquele monte de coisa sendo arremessada ou projetada contra o espectador, depois vira artifício forçado. </p>
<p>E se o público dos anos 50 e 60 se cansou disso, o que esperar do cinéfilo do século 21, orgulhoso por sua sofisticação e muito mais envolvido com a cultura cinematográfica e visual que seus colegas da Era dos drive ins? A história costuma se repetir e ser cauteloso é um caminho aceitável e sensato. A escolha de Michael Bay ao ir com calma e não afetar seus robôs pela então renovada tecnologia faz sentido. Aliás, foi a mesma decisão tomada por J.J. Abrams em relação a <strong>&#8220;Star Trek&#8221;</strong>. </p>
<p>James Cameron não queria saber disso e estava doido para filmar 3D há quase uma década, tendo dedicado sete anos à pesquisa de &#8220;Avatar&#8221;, que resultou no chamado <strong>Fusion System</strong>. Sem nunca deixar de ser um sonhador e empreendedor, Cameron tinha uma meta mais interessante em mente: encontrar um novo jeito de levar as pessoas de volta ao cinema. E isso era necessário, afinal, o circuito norte-americano possui 39 mil salas, 3.378 delas 3D (dado da revista <strong>Variety</strong>). </p>
<iframe width="630" height="388" src="http://www.youtube.com/embed/142gTbBDzWM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p><em>“Eu e outros diretores ajudamos a resolver esse problema, mas, de repente, os estúdios começaram a tomar as decisões erradas e estão abusando do 3D”</em>, diz James Cameron. <em>“Muita gente considera a conversão como algo similar à mixagem de som [é só mandar para uma empresa especializada e vai voltar perfeito] e isso é um erro”</em>. </p>
<p>Essa menção ao som é interessante, pois, na visão dos melhores técnicos de som de Los Angeles, o cinema 3D <em>“finalmente equiparou a imagem ao som, que sempre foi tridimensional”</em>.</p>
<p>E há mais um player relevante nessa equação: Jeffrey Katzenberg, chefão da <strong>DreamWorks</strong>.<em> “Logo que ele se apaixonou pelo 3D, começou a me ligar feito maluco dizendo que diretores como eu precisavam começar a filmar nesse formato para impulsioná-lo”</em>, lembra Michael Bay. </p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/3d1.jpg" /></p>
<blockquote><p><em>“Minha resposta foi: ‘Então, Jeffrey, não!’ e desligava o telefone. Quando a Paramount sugeriu 3D para Transformers 3, resolvi dar uma chance e liguei para Jim [Cameron] na hora; ele me aconselhou a fazer alguns testes. O duro foi ele me dizer que havia câmeras handheld e não vi nenhuma dessas durante as filmagens; as steadycam 3D quebrariam a coluna dos operadores!”</em>, brinca Bay. </p></blockquote>
<p><em>“Hey, eu filmei a maior parte de Avatar com handhelds!”</em>, devolve Cameron. Bay resolveu exagerar ao equipamento na cabeça de um grupo de base jumpers saltando sobre os céus de Chicago. O Fusion System de Cameron é composto por 3 câmeras e cada uma delas pesa 11 quilos. Uma nova opção será lançada em setembro, a <strong>Alexa M</strong>, que pesará apenas 3 quilos e permitirá mais abrangência dinâmica para as cenas, ou seja, mais variedade de cores.</p>
<p><em>“Qualquer filme pode ser beneficiado pelo 3D e cada cineasta vai usar de uma forma diferente”</em>, declara Cameron. <em>“Sempre vi a lucidez do shot design de Transformers como algo fantástico e quando Michael me ligou, não pensei duas vezes ao dizer que adoraria ver essa franquia em 3D! E digo, acabei de ver filme e fiquei maravilhado com o resultado! Transformers é agressivo e adoro a profundidade de campo desses filmes”</em>. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/3d3.jpg" alt="" title="" width="630" height="355" class="alignnone size-full wp-image-23062" />
<p>Cameron fala sobre uma das grandes marcas registradas de Michael Bay: trabalhar três planos, ou seja, sempre ter alguma coisa acontecendo na frente, no meio e no fundo. O Fusion System permite ao cineasta calibrar a quantidade de 3D presente numa cena como se fosse um controle de volume, por exemplo. </p>
<p>Mesmo com suas facilidades, o 3D ainda é uma tecnologia cara e trabalhosa, custando cerca de US$ 30 milhões de investimento adicional por filme. <em>“A quantidade de técnicos necessários é gigantesca, demora mais para alinhar as cenas para os efeitos especiais e nunca é perfeito; meu diretor de fotografia pirava a cada tomada!”</em>, lembra Bay. </p>
<blockquote><p><em>“Nunca fica perfeito e uma das coisas fundamentais desse filme foi eu ter que entender a velocidade com a qual a equipe de 3D podia mudar de lentes e se mover para adaptar ao meu estilo. Só termos duas câmeras foi algo que me atrasou muito, até por isso filmei 60% de Transformers 3 em filme.”</em></p></blockquote>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/3d4.jpg" alt="" title="" width="630" height="299" class="alignnone size-full wp-image-23063" />
<p>Outro ponto sensível é a iluminação, afinal, o 3D é baseado em algorítimos e isso se traduz em variáveis. Com iluminação natural, essas variáveis são incontroláveis e o sistema pira um pouco.<em> “Filmar durante o dia nos céus de Chicago foi meio alucinante para as câmeras”</em>, comenta Bay.<em> “Não tivemos problemas com Avatar, pois estávamos iluminando para fundo verde, logo dava para controlar”</em>, devolve Cameron. <em>“Mas o Fusion não gosta de algumas cores, Jim. Vocês precisam dar um jeito nisso!”</em>, brincou. </p>
<p>Numa coisa James Cameron e Michael Bay não conseguiram concordar: qual é melhor, digital ou película? Sinceramente, são duas coisas diferentes e a comparação soa até forçada. Bay é partidário da película e Cameron foi para o digital exatamente pelo fato de ser o formato ideal para 3D. </p>
<p>Enquanto estúdios procuram maneiras diferentes de explorar o público, cineastas buscam modos de usar a ferramenta, bem, como ferramenta e não como simples truque, mais um capítulo do cinema é escrito. Ver 15 minutos de &#8220;Transformers: Dark of The Moon&#8221; em 3D foi algo impressionante pela qualidade do resultado final e pelo modo como a tecnologia agregou valor. </p>
<iframe width="630" height="388" src="http://www.youtube.com/embed/F8R6cPdlnsw" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p>Somado a isso, um roteiro mais sério e relacionável fez tudo aquilo fazer sentido. O novo Transformers parece uma real História Alternativa, digna de Harry Turtledove, com direito a recriações de momentos fundamentais da Humanidade e algumas ideias interessantíssimas que podem recuperar a moral de uma franquia desgastada pelos exageros do segundo filme. Finalmente, parecemos estar diante de mais Ficção Científica e menos posicionamento de marca da <strong>Hasbro</strong>.</p>
<p>Na saída do evento, enquanto todo mundo corria atrás de Cameron e Bay, vi Lorenzo DiBonaventura saindo de fininho. Para quem não conhece, ele é o produtor que deu luz verde para <strong>&#8220;Matrix&#8221;</strong>, por exemplo, e trabalha há alguns anos com Bay. </p>
<p>Já conversei com ele algumas vezes e o fato dele ter me reconhecido ajudou bastante na minha pergunta: e então, teremos Transformers 1 e 2 convertidos para 3D? A resposta foi meio evasiva, mas é positiva: <em>&#8220;Ainda não falamos sobre isso, mas é natural, faz sentido e acho que Michael vai querer igualar todos os filmes&#8221;</em>. Ou seja, em breve, a trilogia Transformers num cinema perto de você, ou  na sua TV! :p</p>
<p>E você, gosta do 3D? Acha que há exagero? Qual seu filme 3D favorito? Participe!</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>Por dentro da produção de &#8220;Priest&#8221;: B9 conversa com o diretor Scott Stewart</title>
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		<pubDate>Wed, 11 May 2011 19:40:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
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		<category><![CDATA[padre]]></category>
		<category><![CDATA[priest]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Estréia de &#8220;Padre 3D&#8221; é mais que um simples lançamento cinematográfico, pelo menos para o diretor Scott Stewart, apostando na redenção de seu personagem principal para gerar sua própria salvação como diretor. Ele é o exemplo clássico de alguém extremamente criativo, que migrou para a direção de forma arriscada e precisou aprender muito com seus [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<h5><em>Estréia de <strong>&#8220;Padre 3D&#8221;</strong> é mais que um simples lançamento cinematográfico, pelo menos para o diretor Scott Stewart, apostando na redenção de seu personagem principal para gerar sua própria salvação como diretor. Ele é o exemplo clássico de alguém extremamente criativo, que migrou para a direção de forma arriscada e precisou aprender muito com seus erros recentes para não jogar a carreira no lixo.</h5>
<p></em></p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/priest1.jpg" alt="" title="" width="630" height="420" class="alignnone size-full wp-image-22758" />
<p>É meu quarto encontro com o diretor Scott Stewart, que, na falta de melhor definição, é um nerd sem medo de dar a cara a tapa. Seu nome é pouco familiar, entretanto, seu trabalho está espalhado por aí em filmes como <strong>&#8220;Marte Ataca!&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Sin City &#8211; A Cidade do Pecado&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Piratas do Caribe 3&#8243;</strong> e <strong>&#8220;Homem de Ferro&#8221;</strong> quando trabalhava na área de Efeitos Visuais. </p>
<p>Lá pelos idos de 2008, Stewart decidiu encarar a direção e convenceu a <strong>Sony</strong>, com seu selo indepentente, a <strong>Screen Gems</strong>, a financiar seu primeiro filme: <strong>&#8220;Legião&#8221;</strong> (Legion, 2010). Foi por conta dele que conheci o sujeito, na <strong>Comic-Con 2009</strong>, quando ele era só empolgação, peito estufado e certeza na mistura de religiosidade, ação e Paul Bettany. A bilheteria baixou sua bola e a destruição angelical provocada pela crítica fez milagres. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/priest3.jpg" alt="" title="" width="630" height="459" class="alignnone size-full wp-image-22764" />
<p>Anos mais tarde, quem está sentado no sofá é o barbudo e compenetrado Scott Charles Stewart &#8211; com seu nome completo &#8211; um diretor mais pé no chão, consciente ao extremo e bastante aberto. Uma coisa não mudou: bate no peito e defende cada decisão com paixão. </p>
<p>Bem, e há como esperar menos de um cara que tinha tudo para ter dado errado e conseguiu uma nova chance com um filme de mais de US$ 60 milhões e Paul Bettany no elenco? O resultado de tudo isso é <strong>&#8220;Priest 3D&#8221;</strong>, estréia dessa semana nos cinemas brasileiros.</p>
<p><span id="more-22757"></span></p>
<p>Vampiros, igreja opressora, padres bons de briga e um vilão estiloso fazem parte desse universo criado pelo coreano Min-Woo Hyung, em seu quadrinho. Mas não deixe a combinação “vampiros + Stephen Moyer (<strong>&#8220;True Blood&#8221;</strong>) + Cam Giganget (<strong>Crepúsculo</strong>)” te enganar. Ali ninguém brilha no sol, sexo não é usado como intervalo entre cenas dramáticas e o clima está mais para fim dos tempos do que vamos ser amigos. </p>
<p>Essencialmente, trata-se de um remake do clássico <strong>&#8220;Rastros de Ódio&#8221;</strong> (The Searchers, 1956), filme de John Ford e estrelado por John Wayne. Scott Charles Stewart concorda com as similarides e, em entrevista exclusiva, conta ao <strong>Brainstorm9</strong> como o processo criativo de &#8220;Padre&#8221; aconteceu, de conversão para o 3D &#8211; desnecessário, aliás &#8211; e da importância fundamental do design de produção nesse projeto.</p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/priest2.jpg" /></p>
<p><em>“Como todo filme, o roteiro é o ponto de partida, mas nesse caso tivemos o apoio da HQ”</em>, explica o diretor, que se envolveu em Padre 3D depois de anos de desenvolvimento pela Sony. </p>
<blockquote><p><em>“Esse momento é determinante para mim, mas por uma razão bem especial. Muita gente se empolga pelo estilo do texto e pelos personagens, certo? Eu preciso ficar desesperado para começar a desenhar e, imediatamente, visualizar algo cool. Se isso não acontece, meu envolvimento diminui. O tesão vai embora, sendo bem direto (risos)”. </em></p></blockquote>
<p>Essa relação explica bem a escolha pela temática do faroeste disfarçado para seu primeiro grande filme, afinal, os formatos estão ali, prontinhos, basta acertar no visual e trabalhar intensamente com os atores. E com Paul Bettany e Karl Urban no elenco a coisa fica bem mais simples. </p>
<p><em>“É fácil se perder em meio a tantos elementos e possibilidades visuais, mas todo bom faroeste aposta na atuação e em detalhes relevantes. Caso contrário, pode ficar bonito, mas sem sal”</em>. Numa das cenas, o design de produção evocou outro clássico, <strong>&#8220;No Tempo das Diligências&#8221;</strong> (Stagecoach, 1939), também de John Ford. </p>
<p>Stewart tem um caminho claro em termos de temática e está envolvido com o fantástico até a última linha de DNA. Em &#8220;Legião&#8221;, extrapolou uma eventual guerra entre Arcanjo Miguel contra todo o exército de Deus. Em &#8220;Padre&#8221;, trabalha um universo paralelo no qual a luta entre Humanidade e Vampiros dura milhares de anos e, em seu próximo filme, <strong>&#8220;The Mortal Instruments&#8221;</strong>, também abordará o gênero com uma criatura misteriosa.<em> “Mas vai ser muito menor dessa vez e sem 3D”</em>, brinca. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/priest4.jpg" alt="" title="" width="630" height="314" class="alignnone size-full wp-image-22769" /><br />
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/priest5.jpg" alt="" title="" width="630" height="426" class="alignnone size-full wp-image-22770" />
<p>&#8220;Padre&#8221; foi filmado em formato tradicional e, durante a segunda metade do processo, chegou a ordem da Sony para a conversão. <em>“Ganhamos um pouco mais de profundidade e isso valorizou os cenários, mas já suspeitávamos da predileção do estúdio e tudo foi filmado com isso em mente”</em>, explica Stewart, que supervisiou pessoalmente a conversão ao longo de seis meses. <em>“Se eu não gostasse de um frame, tudo voltava. Sabemos os estragos que um 3D ruim causam a um filme”</em>. Pois é, <strong>&#8220;Fúria de Titãs</strong>&#8221; virou referência apocalíptica em Hollywood. </p>
<p>Scott não podia errar por outra razão, seu pescoço está em jogo. &#8220;Legião&#8221; foi um fiasco e &#8220;Padre 3D&#8221; é arriscado por natureza. Filme de gênero nunca é bem visto pela “crítica séria” e isso prejudica as bilheterias, além do simples fato de se tratar de um filme sobre um Padre Casca-Grossa que só sabe matar Vampiros mostruosos. </p>
<p><em>“Legião era um filme muito pequeno, não custou nem US$10 milhões, e criou-se muita expectativa em torno dele”</em>, comenta o diretor, que escalou Dennis Quaid e Paul Bettany. </p>
<blockquote><p><em>“E, na boa? Era um filme dentro de um restaurante no meio do nada! Em termos de estúdio, era tão pequeno que não houve screenings de teste e o pessoal não dava muita atenção em termos estratégicos. Penso que era filme de pequeno porte com reação crítica, e de público, de filme grande. Isso aqui [trabalhar para os estúdios] é um esporte full contact, e fica cada vez pior!”. </em></p></blockquote>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/priest6.jpg" /></p>
<p>Nem é preciso dizer que Padre 3D foi exibido para o maior número possível de amigos, editores e diretores disponíveis. Gato escaldado não erra duas vezes.</p>
<p>Em termos de evolução profissional, Stewart também comenta o aprimoramento do pipeline dos estúdios e algumas coisas obrigatórias para os iniciantes:<em> “Falar do orçamento pode parecer bobagem, mas há custos embutidos que ninguém calcula e, quando você chega nas filmagens, descobre ter alguns milhões a menos e faz diferença. Ter um produtor experiente com o estúdio em questão ajuda, pois ele já preve essas coisas”</em>, conta. </p>
<p>Entre os “musts” que Stewart aprendeu na porra estão os custos “invisíveis” das diárias de estúdios, pessoal extra e testes de efeitos que se transformam em problemas na hora do pagamento. <em>“Fiquei muito mais esperto dessa vez e a dor de cabeça foi menor, mesmo como orçamento 6 vezes maior”</em>. Embora mais confortável com os meandros, a grande cartada de Stewart foi apresentar um vídeo de 4 minutos, simulando uma panorâmica numa cidade pós-apocaliptica mostrando o clima desejado. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/priest7.jpg" alt="" title="" width="630" height="387" class="alignnone size-full wp-image-22774" />
<p>Foi um momento feliz para a Sony, que ainda estava perdida com reuniões intermináveis, sem um diretor fixo e um produto sem rumo. <em>“Cheguei com uma ideia bem definida. Eles precisavam disso, gostaram do conceito e seguimos em frente”</em>, comenta o diretor. </p>
<p>Porém, estamos falando de um grande estúdio e disputas criativas vão acontecer. Por exemplo, a cena de abertura feita em animação tradicional só foi aprovada da maneira vista nos cinemas graças à insistência de Stewart e, pouco depois, pelo proibitivo custo de sua produção em live action. </p>
<p><em>“Queriam tudo aquilo em carne e osso, depois que fosse um simples texto na tela, e eu disse desde o princípio: ‘não vai dar, vai ficar caro, demorado e é melhor usar HQ, que é uma boa referência à mídia original’”</em>. A Sony só foi convencida pelo custo. Ponto para o diretor. </p>
<iframe width="630" height="388" src="http://www.youtube.com/embed/qVaA7WoCvNI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p><em>“Diretores imigrando da publicidade, das áreas técnicas e do videoclipe costumam deixar executivos empolgados com novas ideias, mas é preciso aprender a entrar na dança com grande velocidade ou você é descartado sem perceber. Sempre vai ser assim”</em>, alerta Scott Charles Stewart. </p>
<blockquote><p><em>“Ideias ainda funcionam como força motivadora e abrem portas, mas elas tem vida curta e precisam ser apoiadas por outras habilidades de gerenciamento e relações interpessoais. Isso não é novidade, mas vale a pena lembrar”. </em></p></blockquote>
<p>&#8220;Padre 3D&#8221; estréia nessa sexta. Não assista se não gostar do gênero ficção científica ou fantasia e, mesmo se gostar, fique longe do 3D. A conversão foi bem feita e não machuca, mas também não agrega. Compre mais pipoca! </p>
<iframe width="630" height="388" src="http://www.youtube.com/embed/HU3-hMAGzB8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>Efeitos Especiais: O futuro feito à mão</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 16:27:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[CGI]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Numa inversão de valores impensável anos atrás, enquanto romances e dramas entram pesado no uso de efeitos especiais, CGI e motion capture, é na Ficção Científica – sempre tão dependente de elementos inovadores – que se encontra o último reduto de efeitos feitos de forma mais caseira, artística e, por vezes, improvisados. A câmera de [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<h5><em>Numa inversão de valores impensável anos atrás, enquanto romances e dramas entram pesado no uso de efeitos especiais, CGI e motion capture, é na Ficção Científica – sempre tão dependente de elementos inovadores – que se encontra o último reduto de efeitos feitos de forma mais caseira, artística e, por vezes, improvisados.</h5>
<p></em></p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/star1.jpg" alt="" title="" width="630" height="268" class="alignnone size-full wp-image-22435" />
<p>A câmera de J.J. Abrams passeia pelo casco da <strong>USS Enterprise</strong>, revelando cada contorno da nave icônica em <strong>&#8220;Star Trek&#8221;</strong>. Como a embarcação está no estaleiro da Federação, há muitas luzes ao redor, por conta das equipes de construção e outros elementos. É um deslumbre visual na tela. </p>
<p>Se o campo de visão do espectador se abrisse cerca de 10% além do tamanho da imagem, o que se veria eram membros da equipe de iluminação segurando lanternas e apontando para locais pré-determinados da nave do Capitão Kirk. </p>
<p>Seguindo o mesmo princípio, a maior parte das estripulias desvairadas de Christopher Nolan em <strong>&#8220;A Origem&#8221;</strong> não foi obra dos computadores, mas sim de uma série de efeitos práticos construídos sob medida para construir aquele mundo de sonhos. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/inception.jpg" alt="" title="" width="630" height="522" class="alignnone size-full wp-image-22455" />
<p>Tudo lindo e maravilhoso, certo? Porém, apostar nesse pensamento foi uma das razões do cancelamento de <strong>&#8220;Stargate Universe&#8221;</strong>, última série da franquia, que mantinha um cenário fixo em Vancouver, com tudo construído, inclusive o próprio stargate, que operava de forma mecânica exceto por seu efeito de ativação. </p>
<p>Conversamos com J.J. Abrams e visitamos o set de &#8220;Stargate&#8221; para entender os motivos dessa inversão de valores.</p>
<p><span id="more-22434"></span></p>
<p>Se uma das grandes facilidades da Hollywood moderna é poder substituir qualquer background, em qualquer filme, os estúdios não perderam tempo e aplicaram essa fórmula econômica e, teoricamente, imperceptível a qualquer filme com orçamento suficiente para justificar o trabalho de pós-produção. </p>
<p>Ou seja, o casal romântico do filme pode estar tomando café nas ruas de Paris, mas, na verdade, estão num estúdio em Burbank e você nem vai notar a diferença. Nada de mais, afinal de contas, a imagem já é manipulada pela edição e outros elementos desde o corte foi descoberto há muito tempo e a ilusão é parte do cinema. </p>
<iframe width="630" height="388" src="http://www.youtube.com/embed/clnozSXyF4k" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p>Aí é que está a questão: fazer filmes é um negócio caro, logo, é mais barato mandar uma equipe pequena filmar o cenário desejado do que levar todo o circo e os atores milionários para onerar a produção desnecessariamente. Falei com um dos técnicos de <strong>&#8220;Tron – Uma Odisséia Eletrônica&#8221;</strong>, há uns dez anos, num simpósio no <strong>Itaú Cultural</strong>, e ele me disse: o dia em que qualquer filme puder acontecer em qualquer canto do mundo, ou do universo, sem sairmos do estúdio, aí teremos a grande revolução da computação. Bom, aconteceu.</p>
<p>A transformação da Ficção Científica em reduto dos efeitos old style tem razão de ser: prática e a crescente necessidade de trazer realidade aos filmes e séries. Ou seja, evitar aquele sentimento fake da nova trilogia de <strong>&#8220;Guerra nas Estrelas&#8221;</strong>, que tinha mais CGI e background falseta que vídeo game pirata da Santa Efigênia! <em>“Estar em outra galáxia, linha temporal ou período histórico não implica necessariamente na desconexão visual”</em>, analisa o diretor J.J. Abrams a nossa reportagem. </p>
<blockquote><p><em>“Ao mesmo tempo em que o olho humano reconhece facilmente imperfeições numa animação ou a falta de fluidez no movimento de um personagem inserido por computador, ele também percebe rapidinho quando há elementos reais na composição e isso faz a diferença”. </em></p></blockquote>
<p>J.J. fez questão de utilizar cenários reais para o interior da Enterprise (filmado dentro de uma cervejaria) e usar lanternas e outras fontes de luz reais para geral tal empatia com o público:<em> “Esse gênero já correu risco demais e seria um desrespeito aos fãs fazer algo semelhante a um vídeo game ou algo desrespeitoso à série”</em>.</p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/star2.jpg" /></p>
<p>O resultado do &#8220;Star Trek&#8221; de Abrams foi grande aceitação de público, especialmente dos não-trekkers, que ajudou o filme a conquistar a maior bilheteria da franquia no cinema e seu primeiro <strong>Oscar</strong> – por Maquiagem. </p>
<p><em>“Tudo que você vê no nosso cenário é real, palpável”</em>, garante Brad Wright, homem-chave da franquia televisiva &#8220;Stargate&#8221;, cuja última representante – &#8220;Stargate Universe&#8221; – foi cancelada precocemente pelo <strong>SyFy Channel</strong>. <em>“Tivemos um começo de série lento por causa de alguns erros de ritmo e tudo ficou ameaçado”</em>, adiantava o criador meses antes do facão encerrar quase duas décadas de &#8220;Stargate&#8221; ininterruptamente no ar com três séries. </p>
<p><em>“O universo de Stargate percorre tantas civilizações, planetas, povos e estilos que nunca pudemos correr riscos desnecessários com o visual e sempre foi preciso manter o público identificado com o visual e isso se consegue permitindo aos atores que interajam com o cenário e mostra que ‘realmente estão ali’”</em>, explica. </p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/starbrad.jpg" /></p>
<p>De fato, caminhar pelos corredores da nave Destiny, ver e tocar em suas paredes visualmente enferrujadas, mas construídas com madeira, metal e tintas especiais, era o ponto mais fraco do seriado. Por mais que o drama faltasse, o cenário garantia certa veracidade ao contexto. E estamos falando de uma nave deixando os confins do Universo!</p>
<p>Versatilidade era a palavra de ordem no set de Vancouver, com uma quantidade limitada de corredores servindo como diferentes partes da mesma nave graças a painéis removíveis, paredes com três ou quatro configurações diferentes e salas multiuso para representar aposentos, dispensas, consoles operacionais e várias outras opções solicitadas pelo roteiro. <em>“Isso permite muita flexibilidade, reduz custos e não baixa o padrão de realismo”</em>, comenta Wright. </p>
<p><em>“Gosto de me imaginar num set de Star Trek e andar de uma seção da nave para a outra; mesmo sabendo que os lugares não tem ligação prática [com cenários construídos em diferentes pontos do país, em alguns casos], a sensibilidade é a mesma, a resposta sensorial é a mesma”</em>, explica J.J. Abrams, que também está aplicando sua teoria dos efeitos práticos em <strong><a href="http://www.super8-movie.com/">&#8220;Super 8&#8243;</a></strong>, cuja premissa em si parte do uso de equipamentos analógicos – uma câmera Super 8, no caso – para registrar eventos fora do comum. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/05/super8.jpg" alt="" title="" width="630" height="290" class="alignnone size-full wp-image-22452" />
<blockquote><p><em>“Só consigo me ver num ambiente se ele é real o suficiente, caso contrário, saio do filme ou troco de canal para ver outra coisa. E se penso assim como o que assisto, como exigir menos do que produzo?”.</em></p></blockquote>
<p>Mais uma vez, o cinema autoral da Ficção Científica sendo colocado à prova com seus grandes nomes e franquias de sucesso. George Lucas errou e desagradou, Michael Bay se perdeu no meio de tanta parafernália visual que desistiu de pensar em roteiro, entretanto, ainda há esperança no espaço, a nossa eterna fronteira final. </p>
<p>Se o futuro depende de uma lanterna improvisada ou uma sala gigante com um portal estelar não sei, mas, aposto, ele vai ser definido por quem ousar sonhar sem tirar o pé do chão. Quando o assunto é FC, In JJ we trust!</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>Distress: Do outro lado da película</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 14:44:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[curta]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[makingof]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Depois de 15 anos de carreira, encarei a filmagem do meu primeiro curta-metragem e garanto, você pode fazer o seu! Especialmente depois de ler esse texto! Cada história sempre tem dois lados, duas verdades, duas realidades. Quando iniciei a carreira de jornalista há 15 anos, a paixão pelo cinema decidiu muitas coisas fundamentais, como, por [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<h5><em>Depois de 15 anos de carreira, encarei a filmagem do meu primeiro curta-metragem e garanto, você pode fazer o seu! Especialmente depois de ler esse texto!</h5>
<p></em></p>
<iframe src="http://player.vimeo.com/video/22739269?byline=0&amp;portrait=0&amp;color=ff9933" width="630" height="354" frameborder="0"></iframe>
<p>Cada história sempre tem dois lados, duas verdades, duas realidades. Quando iniciei a carreira de jornalista há 15 anos, a paixão pelo cinema decidiu muitas coisas fundamentais, como, por exemplo, seguir o caminho do entretenimento na primeira oportunidade que tive no <em>Caderno2</em>, no <strong>Estadão</strong>. </p>
<p>Mudar para Los Angeles foi resultado de tudo isso, afinal, trabalhar como correspondente internacional é o sonho de todo repórter de cinema. Conviver com tantos diretores, atores e, literalmente, respirar cinema em Hollywood vem com o pacote e a vontade de passar para o outro lado é inevitável. </p>
<p>Depois de 3 anos em Los Angeles, finalmente aconteceu: concluí meu primeiro filme. O curta-metragem Distress, que acabou de ser oficialmente lançado (veja o filme abaixo), entretanto, há uma experiência a ser compartilhada. Fazer um filme é uma das coisas mais incríveis que aconteceu na minha vida! Depois que eu contar, você vai querer sair correndo e filmar por conta própria, garanto!</p>
<p>Mas não foi tudo tão fácil e simples. Quem acompanha o <strong><a href="http://SOSHollywood.com.br">SOSHollywood.com.br</a></strong> pode ler cada passo da jornada, que começou em janeiro quando me matriculei no curso de cinema da <strong>LACC</strong>, o melhor programa de cinema entre as universidades públicas dos Estados Unidos. Clint Eastwood se formou ali; dá para o gasto, não? </p>
<p>Bem, depois de muita teoria e provas, chegou a hora de colocar a criatividade em prática e começar a filmar. Dois curtas são obrigatórios no primeiro semestre, então nasceu <strong>&#8220;Distress&#8221;</strong>, um thriller de fantasia. O filme é curtinho mesmo, tem apenas 6 minutos, e levou 3 semanas para ser produzido, filmado e finalizado. E esse processo foi fantástico.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/dist.jpg" alt="" title="dist" width="630" height="352" class="alignnone size-full wp-image-22304" />
<p>Começou com aquele pânico básico: <strong>preciso fazer um filme, e agora?</strong></p>
<p><span id="more-22295"></span></p>
<h1>| Cenário e figurinos</h1>
<p>O roteiro estava escrito e consegui ajuda de Ricardo Ninin, um leitor do SOS, com os storyboards. Mas aí a produção local entrou em pauta e felizmente, estar em Los Angeles facilita, e muito, as coisas. Por ser ambientado num cenário levemente medieval, precisava de fantasias &#8211; o primeiro terror dos produtores de baixo orçamento, afinal, figurino significa muito dinheiro investido. Rodei várias lojas de fantasias da cidade até descobrir o paraíso dos figurinistas: <strong>Western Costume Co.</strong> </p>
<p>Só um exemplo: quer alugar as roupas de Waterworld ou Robin Hood para fazer seu filme? Eles têm as originais! Aliás, sem querer, acabei alugando duas peças do filme de Ridley Scott. O preço realmente é salgado, mas ser estudante tem suas vantagens e consegui um bom desconto. Ok, figurinos selecionados.</p>
<h1>| Locações</h1>
<p>Próximo passo, locações. Esse é complicado. Abrir um tripé em Hollywood significa ser interpelado por qualquer policial que passar. É necessário ter uma autorização de filmagem, que custa de US$650 a US$2000 por dia, dependendo do lugar escolhido. E, claro, se os responsáveis concordarem. Existe uma entidade que só cuida disso em Los Angeles, a <strong><a href="http://FilmLA.com">FilmLA.com</a></strong>. Sem passar por eles, nada feito. </p>
<p>Mais uma vez, o desconto para estudantes entrou em ação, mas de forma absurda. Por estudar cinema, cobraram apenas uma pequena taxa adminstrativa e filmar no Griffith Park &#8211; propriedade originalmente do cineasta D.W. Griffith e onde fica a placa de Hollywood &#8211; se tornou possível. Um sonho de locação. Linda floresta, fácil acesso e tudo que eu precisava para transformar &#8220;Distress&#8221; num filme agradável aos olhos. E teve um bônus, a cena final foi gravada na BatCaverna do Batman de Adam West! Oh, yeah! Fãs de Chuck vão reconhecê-la, pois ela também serve de cenário para a série de Zachary Levi.</p>
<h1>| Elenco</h1>
<p>Roteiro e Storyboards ok. Figurinos ok. Locação e autorização ok. O que falta? Elenco. Por sorte, um grande amigo e jornalista italiano, Andrea Cangioli, me recomendou uma fantástica atriz da Irlanda do Norte, Claire Falconer. Ela ficou com papel principal, enquanto o músico e ator Ryan Nelli, um colega de classe, e o amigo Dado Coutinho encararam os dois papéis masculinos. </p>
<p>Dei muita sorte, pois encontrar gente motivada e habilidosa, mesmo no caso de Dado, que nunca havia atuado nem em peça de escola, é coisa rara. Com elenco internacional, precisei dirigir em inglês e isso deu um tempero especial à estréia por trás das câmeras.  </p>
<h1>| Filmagens</h1>
<p>Agora sim, tudo nos devidos lugares. Hora de filmar. E aí entrou o elemento surpresa. Chamar de sorte é fácil, mas, na verdade, foi a vitória da minha cabeça dura. Filmar em estúdio é seguro, pois tudo é protegido e, habitualmente, Los Angeles é perfeita para filmes em locação aberta por conta do tempo seco. O que aconteceu na semana das filmagens? Chuva! A data já estava marcada para 25 de março, uma sexta-feira; começou a chover no domingo anterior. </p>
<p>A combinação lama, água, falta de orçamento para alugar tendas e outras proteções tinha tudo para arruinar as filmagens e, além de tudo, já havia pago uma quantia considerável para a locação, mesmo com o desconto. </p>
<p>O lado produtor entrou em cena e fiz a única coisa que podia fazer: visitei a locação todos os dias da semana, nos horários previstos, para ver o comportamento do tempo. Minutos antes do limite para cancelar, e com o coordenador do Griffith Park tentando me convencer a mudar a data, decidi: vamos em frente! Vai fazer Sol!</p>
<p>Os deuses sorriram e não caiu uma gota d’água durante as 5 horas de gravação. A preparação foi fundamental, pois notei o padrão do tempo no horário e o Sol abria lá para as 10h e mantinha-se estável até o fim da tarde. <em>That’s a Bingo</em>, como diria o coronel Fritz Landa! Foi corrido, complicado, sem intervalos e absolutamente fantástico! </p>
<h1>| Câmera</h1>
<p>Coordenar as cenas, orientar os atores, controlar o roteiro, filmar tudo com uma câmera fotográfica relativamente básica &#8211; <strong>Nikon P100</strong> (10.3 megapixels), modelo bem acessível, mas cheio de pontos negativos para a finalidade cinematográfica &#8211; e ter que fazer tudo com horário para acabar. </p>
<p>Entre os pontos fracos, e complicadores dessa câmera, foi o fato de ela não ter foco manual (que ficava mais interessado em folhas do que no rosto dos atores) e ser extremamente leve, ideal para handheld, mas péssima para trabalhar com tripé, ou seja, por ser leve, cada movimento levava o conjunto todo e estragou muita cena boa. Isso é algo a se pensar na hora de fazer o seu filme independente. Aliás, independente não significa mal feito ou filmado de qualquer jeito, como muita gente pensa.  </p>
<p>Outra coisa dessa câmera: ela funcionou bem para essa finalidade, ou seja, um filme sem diálogos. Ela não tem entrada para microfone externo, logo, não é possível conectar um adaptador ou gravador de melhor qualidade e, para filmagem em locação externa, não é recomendável se você precisa de som. São detalhes fundamentais que podem estragar o seu dia, por mais que todo o resto esteja bem coberto. </p>
<p>Fazer filmes é uma das práticas em que a escolha do equipamento é a decisão mais complexa. Não adianta nada você usar uma <strong>RED</strong>, por exemplo, se não tiver espaço de HD ou computador capaz de rodar seus arquivos. Logo, tecnologia de mais ou de menos estraga. Escolha a camêra que atende às suas necessidades e seja feliz! <img src='http://www.brainstorm9.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>A Lu Costa, minha esposa, foi uma ótima controladora de orçamento e me colocou nos eixos! Tudo tinha que funcionar direitinho e não me perguntem como, só sei que quando chegou a hora de encerrar o dia, todas as cenas estavam cobertas e pude dizer <em>“It’s a Wrap”</em> (Acabou!), com orgulho, alívio e muita alegria.</p>
<p>Ver cada cena ganhar forma, sofrer alterações por causa das idéias do momento, ouvir opiniões da equipe, entender o processo dos atores e assimilar suas sugestões e escolhas foi mágico. Tudo que ouvi diretores me dizendo por tantos anos, finalmente ganhando sentido de ação para mim. Não tenho ilusões de grandeza, sério. </p>
<p>Fazer filmes é tarefa complicada e trabalhosa. Às vezes são gastos milhões por cenas das quais vemos apenas alguns segundos, mas são fundamentais para o entendimento da história, para a execução da visão do diretor. Isso sem contar as horas absurdas de trabalho no <strong>Final Cut Express</strong> e no <strong>After Effects</strong>, que precisei descobrir como funcionava por meio dos ótimos tutoriais da <strong>Adobe TV</strong>. Foram pelo menos duas semanas de trabalho pesado contando edição, animações e tratamento de imagem. </p>
<p>Felizmente, o After Effects libera um demo completo por 30 dias, então deu para usar, mas agora vou ter que comprar, não vai ter jeito. Mas vale a pena apostar no software original e nenhum dos programas me deixou na mão em nenhum momento, logo, não tive nenhum problema de perder arquivos ou ter que retrabalhar algo.</p>
<p>O Brasil não tem parte dessa estrutura, mas tem as idéias e pessoas capazes de fazer bons filmes. E, o melhor, sem gastar a fortuna exigida pelas entidades cinematográficas e locações de Los Angeles.</p>
<p>Então, está esperando o que para pensar na sua história, pegar uma câmera HD, juntar uns amigos e fazer parte dessa arte que tanto nos fascina? Silêncio no set, camera rodando, ação!</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>O Legado do Mariachi: B9 visita a TroubleMaker Studios e bate um papo com Robert Rodriguez</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 20:23:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Sempre de chapéu, tarado por quadrinhos e com um estúdio gigante só para ele, Robert Rodriguez ajuda Austin a continuar esquisita e, de quebra, cria um núcleo cinematográfico distante das regras de Hollywood. Brainstorm9 foi lá descobrir como a Troublemaker Studios funciona! Mantenha Austin Esquisita, ou no original, Keep Austin Weird, é o lema da [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<h5><em>Sempre de chapéu, tarado por quadrinhos e com um estúdio gigante só para ele, <strong>Robert Rodriguez</strong> ajuda Austin a continuar esquisita e, de quebra, cria um núcleo cinematográfico distante das regras de Hollywood. <strong>Brainstorm9</strong> foi lá descobrir como a <strong>Troublemaker Studios</strong> funciona!</em></h5>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/trouble1.jpg" alt="" title="" width="630" height="263" class="alignnone size-full wp-image-22119" /><br />
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/posters.jpg" alt="" title="" width="630" height="465" class="alignnone size-full wp-image-22124" />
<p>Mantenha Austin Esquisita, ou no original, <em>Keep Austin Weird</em>, é o lema da capital do Texas. Seja por sua música única, culinária baseada na cultura TexMex e, claro, pela badalada vida noturna, tudo ali tem um toque diferente, como se Austin fosse uma aldeia alienígena no meio dos Estados Unidos. </p>
<p>Bem, pelo aspecto cinematográfico, isso se torna verdade toda vez que Robert Rodriguez resolve filmar algum projeto maluco na <strong>TroubleMaker Studios</strong>. Assim foi com <strong>&#8220;Grindhouse&#8221;</strong> e, recentemente, com <strong>&#8220;Predadores&#8221;</strong>, longa-metragem mais recente da powerhouse independente comandada por Rodriguez e Elizabeth Avellan. </p>
<p>É a alternativa quase artesanal à linha de produção hollywoodiana, que se consolida cada vez mais nesse estúdio longe de Los Angeles. O <strong>Brainstorm9</strong> visitou as instalações com exclusividade para entender como é possível produzir com menor custo e efetividade semelhante aos grandes.</p>
<p><span id="more-22110"></span></p>
<p>A TroubleMaker fica bem próxima de Austin. Pouco menos de 40 minutos de carro. E o local é conhecido dos moradores, afinal, ali ficava o antigo aeroporto da cidade. Quando suas pistas e hangares foram abandonados, ainda durante a gestão de George W. Bush como governador do Texas, Elizabeth Avelan e Robert Rodriguez tiveram uma idéia: por que não tentar montar um estúdio ali? </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/trouble5.jpg" alt="" title="" width="630" height="293" class="alignnone size-full wp-image-22122" />
<p>Com a ajuda dos Bush – especialmente a primeira-dama, Laura –, foi exatamente o que aconteceu. <em>“A estrutura estava pronta, precisamos reformar os hangares e criar isolamento sonoro e térmico, mas, a base, estava perfeita”</em>, comenta Elizabeth Avellan, a responsável pelos números e, na maior parte das vezes, da política envolvendo o estúdio. </p>
<blockquote><p><em>“A localização é perfeita justamente por estar relativamente distante dos moradores, mas, ao mesmo tempo, perto de tudo. E quando se produz filmes, ter proximidade com fornecedores é a melhor coisa do mundo.”</em> </p></blockquote>
<p>Sem custos de aluguel, incentivos fiscais do município e com uma crescente mão-de-obra local qualificada, a TroubleMaker consegue reduzir, e muito, seus custos. Avellan não abre seus números, mas sua estimativa atraiu a atenção. <em>“Já tivemos casos de redução de até 30% no custo de um filme inteiro e para parâmetros modernos, isso é muito dinheiro”</em>, comenta a produtora. </p>
<p>Esse é um dos pontos cruciais para viabilizar a operação, que emprega, indiretamente, cerca de 500 pessoas na região. <em>“Em alguns casos precisamos contratar gente de Los Angeles, se houver necessidade de alguém muito especializado, mas, na maioria das vezes, já temos equipe local”</em>, comenta. Ou seja, nada de exageros com hotel e transporte. Cada funcionário dirige para o trabalho diariamente. <em>“O mais difícil é convencer Robert a entrar numa sala e decidir coisas (risos)”</em>, brinca Avellan. <em>“Ele é tão concentrado na direção e no set de filmagens que burocracia se torna algo secundário demais para ele”</em>. </p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/robert3.jpg" /></p>
<p>Um dos filmes produzidos ali dentro foi <strong>&#8220;Sin City: A Cidade do Pecado&#8221;</strong>, que a produtora gosta de comparar com <strong>&#8220;Spirit: O Filme&#8221;</strong>, de Frank Miller, e <strong>&#8220;300&#8243;</strong>, de Zack Snyder. </p>
<blockquote><p><em>“O custo do nosso filme [Sin City] foi de US$ 45 milhões, enquanto os outros dois custaram entre US$ 70 e 90 milhões; ou seja, quando os estúdios precisam fazer algo com a certeza do que vão gastar, nos procuram, mas sempre digo: ‘vai dar, mas tem que ser do nosso jeito’. Até hoje não perdemos o controle e tudo funcionou bem”.</em></p></blockquote>
<p>O corte na burocracia e a não-terceirização dos efeitos visuais e especiais também ajuda muito, afinal, aumenta o controle de qualidade e acelera o processo de decisão. </p>
<p>Além dos galpões do antigo aeroporto, a dupla construiu um edifício que mescla oficina de modelos, ateliê de costura, escritórios e refeitório de forma muito prática e impressionantemente compacta. <em>“Precisamos de espaço para os filmes, a equipe pode se virar sem exagero”</em>, brinca Rodriguez, enquanto brinca com algumas maquetes dos testes do filme da &#8220;Barbarella&#8221; [que foi abandonado por razões logísticas e familiares; o diretor não queria encarar outra filmagem longa e evitou se afastar da família] em sua <em>“sala de sonhos”</em>. </p>
<p>Modelos de &#8220;Predadores&#8221;, algumas peças de<strong> &#8220;Planeta Terror&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Shorts&#8221;</strong> e até mesmo <strong>&#8220;Kill Bill&#8221;</strong> se misturavam no local. Acima de uma das portas, um luminoso oitentista <strong>“NerveWracker”</strong> . Rodriguez não comenta muito, mas esse é seu próximo grande projeto:<em> “Um Blade Runner mais moderno passado na Cidade do México”</em>.</p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/robert1.jpg" /></p>
<p>Mas a modéstia em relação ao espaço cai por terra quando nossa reportagem conheceu a oficina de Steve Joyner. Numa mescla de clima quase medieval pela miríade de lâminas, machados, facas e espadas penduradas no balcão de acabamento, com futuro cyberpunk com uma infinidade de armas de grosso calibre, balas sendo pintadas individualmente à mão, o local era tão surreal quanto as idéias malucas de Rodriguez. </p>
<p>Por ali passaram &#8220;Kill Bill&#8221;, <strong>&#8220;Bastardos Inglórios&#8221;</strong>, o projeto &#8220;Grindhouse&#8221;, o recente &#8220;Predadores&#8221; e diversos outros filmes de Rodriguez, Tarantino e as demais empreitadas terceirizadas desenvolvidas por Avellan. São 20 especialistas trabalhando sem parar quando há uma produção de grande porte em andamento; e todo o processo acontece ali dentro, desde os moldes até a aprovação da pintura final.</p>
<p> O ambiente lembra um pouco a área de trabalho do <strong>Stan Winston Studios</strong>, repleto de espuma, madeira e outros materiais típicos desse setor. <em>“Poder fazer tudo aqui ajuda demais na contenção de custos, reaproveitamento de material e nos ajustes de ultima hora. Se uma arma não funciona para o enquadramento ou fica desproporcional a uma cena específica, podemos retrabalhar a peça rapidinho”</em>, diz Rodriguez. </p>
<p>Não há desperdício. Avellan está sempre de olho. Seja nos detalhes da oficina ou no cronograma dos hangares, Elizabeth Avellan inspira confiança, e medo na medida certa, na equipe. <em>“Garanto que cada um tenha o necessário para cumprir o prazo, assim todo mundo é honesto e não fica arrumando desculpa”</em>, explica. <em>“Assim, se há algum problema, ele é apresentado rapidamente e damos um jeito”</em>. </p>
<p>Entre esses problemas está, por exemplo, a necessidade de se construir árvores artificiais capazes de fazer as vezes de floresta tropical em pleno inverno, para &#8220;Predadores&#8221;. <em>“Além disso, precisamos construir uma estufa para as plantas reais e assim ter uma mescla de artificial e natural”</em>. </p>
<iframe title="YouTube video player" width="630" height="503" src="http://www.youtube.com/embed/cJn4r09I0s0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p>Toda essa operação praticamente familiar, especialmente pela relação próxima entre o comando e grande interação com a equipe traz benefícios. <em>“Podemos produzir três filmes ao mesmo tempo, se necessário. Não é o ideal e ainda não tentamos, mas está tudo pronto. Já rodamos dois ao mesmo tempo [Predadores e Machete]”</em>, conta Avellan. </p>
<blockquote><p><em>“Pouco a pouco vamos mostrando aos estúdios que podemos atender à demanda, sem custos adicionais, sem perder o controle e, acima de tudo, entregar bons filmes”.</em></p></blockquote>
<p>Avellan avisa: <em>“Não queremos tirar ninguém do jogo, mas Austin pode produzir tão bem ou, no meu caso, melhor que Hollywood. Queremos ser uma opção considerável e de qualidade”</em>. </p>
<p>Se depender do aspecto monetário cada vez mais latente na Hollywood moderna, ainda em franca crise, uma oferta dessas nem parece boa demais para ser verdade. E tudo por conta de um Mariachi sanguinário que, aos poucos, se torna o filme mais rentável, bem-sucedido e primordial para a indústria, afinal, não fosse por ele Austin ainda teria um aeroporto abandonado em vez de um dos estúdios mais proeminentes fora de Hollywood.</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>Dexter: O duelo entre emoção e indiferença &#124; B9 entrevista Michael C. Hall</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 13:59:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[behindthescenes]]></category>
		<category><![CDATA[dexter]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Entender uma mente desconhecida para si mesmo. Esse é um dos desafios da série &#8220;Dexter&#8221;, um sucesso inesperado mantido à base de muito sangue, mortes e um personagem tão desprovido de emoção que provoca reações opostas no público. Como se apaixonar por um serial killer? Conversamos com Michael C. Hall para desvendar seu processo criativo [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<h5><em>Entender uma mente desconhecida para si mesmo. Esse é um dos desafios da série <strong>&#8220;Dexter&#8221;</strong>, um sucesso inesperado mantido à base de muito sangue, mortes e um personagem tão desprovido de emoção que provoca reações opostas no público. Como se apaixonar por um serial killer? Conversamos com <strong>Michael C. Hall</strong> para desvendar seu processo criativo e descobrir quais os efeitos de tanta morte e indiferença no seu dia a dia.</em></h5>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/dexter1.jpg" alt="" title="Dexter" width="630" height="488" class="alignnone size-full wp-image-21854" />
<p>Como todos os trocadilhos do universo já foram utilizados para falar da relação Dexter x Sangue, deixemos o humor de lado para falar do lado sério, ou melhor, indiferente do personagem de Michael C. Hall na série <strong>&#8220;Dexter&#8221;</strong> (exibida no Brasil pelo canal <strong>FX</strong> e disponível em DVD pela <strong>Paramount</strong>) [ Releia também nosso post <a href="http://www.brainstorm9.com.br/entretenimento/a-origem-de-dexter/">"A Origem de Dexter"</a>].</p>
<p>Longe da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Hero_with_a_Thousand_Faces">estrutura do herói</a> de Campbell, que sobrecarrega Hollywood e é tida como a melhor receita para atrair o público, o programa aborda um vilão moderno. Nada de planos maquiavélicos para pegar o Batman, chega de jornadas redentoras para cobrir mágoas do passado e mesmo de anti-heróis relutantes. Não há espaço para obviedades nesse contexto, afinal Dexter não é um sujeito normal e, para ser convincente, requer um ator peculiar: Michael C. Hall, com quem o <strong>Brainstorm9</strong> conversou em Los Angeles. Depois de entender suas razões, fica difícil e até depreciativo, chamar o personagem de serial killer. O buraco é bem mais embaixo. </p>
<p><span id="more-21850"></span></p>
<p>Seguindo os passos de todo bom seriado televisivo, &#8220;Dexter&#8221; começou com uma premissa curiosa: a vida de um serial killer que trabalha como especialista em padrões de sangue, na polícia de Miami. Entretanto, como disse, o conceito de assassino serial é apenas o topo do iceberg emocional que representa a vida do personagem. <em>“Sempre senti que buscássemos uma linha de pensamento capaz de respeitar o surgimento da humanidade, ou a ampliação da experiência humana, de Dexter”</em>, comenta Michael C. Hall, pacato, contemplativo e bastante seguro de si. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/dexter3.jpg" alt="" title="dexter3" width="630" height="393" class="alignnone size-full wp-image-21863" /><br />
<small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/" title="Attribution-NonCommercial-NoDerivs License" target="_blank"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2009/02/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> foto: <a href="http://www.latimes.com/" target="_blank">LA Times</a></small>
<p>Nenhum sinal dos efeitos da síndrome de Hodgkins, que o afetou pesadamente há um ano. Por sorte, o surto da doença aconteceu durante o intervalo entre temporadas e ele pode se tratar sem afetar o cronograma. <em>“Ou então, podemos simplesmente aceitar que ele está reunindo mais e mais informação sobre a essência do ser humano para ampliar sua capacidade de simulação”</em>, diz, sem deixar de se preocupar com a equipe e elenco que ficaria desempregado caso ele precisasse se afastar no meio das filmagens.</p>
<p>Papo de maluco? Pelo contrário. Essencialmente, Dexter vive um roleplay constante ao enganar as pessoas ao seu redor e, em certo ponto, também o espectador, afinal sua ausência de emoção permite a existência de muitos segredos. A simulação mencionada por Hall define a essência da série e, partir daí, as regras começam a ser quebradas e novos limites são encontrados. <em>“Dexter sempre usou muitas máscaras e ficar pulando de uma para a outra me atraiu desde o princípio, é um processo criativo atrás do outro, com renovação constante”</em>, analisa o ator. </p>
<h6><strong>| Atenção:</strong> O texto contém spoilers. Se você não assistiu até a quinta temporada, pare de ler por aqui.</h6>
<p>Enquanto Dexter se dedica a estabelecer esses novos personagens e torná-los atraentes, Hall tem seu favorito: Kyle Butler, personagem central do arco conhecido como <em>“Trinity Killer”</em>. </p>
<blockquote><p><em>“Adorei aquele cara por conta da energia trazida por sua apresentação, do modo como se comportava. E, mesmo gostando de manter as mudanças sempre constantes, é interessante parar um momento em poder aprofundar uma daquelas máscaras. Acredito que o tempo de envolvimento com ele acabou me deixando mais envolvido. Dimensão é importante”.</em></p></blockquote>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/dexter21.jpg" /></p>
<p>Esse aspecto exemplifica bem a natureza de tabula rasa da série. Dexter é capaz de se reinventar com tanta velocidade pelo simples fato de, na verdade, ser um manequim desprovido de real emoção. Logo, ele constrói suas personas de acordo com o público, ou seja, tem uma para a polícia, uma para a família, uma para suas vítimas e uma que ninguém vê, talvez a mais real de todas, quando está sozinho. </p>
<p><em>“Essa é uma das vantagens desse tipo de processo criativo, pois por mais que eu pense em procurar papéis mais ordinários, encontrei essa sequência de sujeitos não-convencionais e cercados por circunstâncias e elementos extraordinários”</em>, analisa Hall. <em>“É tudo sempre tão novo para mim quanto para o público, espero”</em>.</p>
<p>Mas tudo tem seu preço e os altos e baixos emocionais, incluindo as dificuldades pessoais do ator, deixam um rastro pesado. Embora &#8220;Dexter&#8221; não siga o formato dos grandes canais, que exige um comprometimento entre seis e nove meses por ano, as filmagens em 35mm e vídeo de alta definição exigem grande dedicação. </p>
<p><em>“É exaustivo”</em>, assume Hall. <em>“A equipe compensa o curto período de gravação em dias com longas horas de produção e muita concentração. Eu adoro, não entenda errado. É muito melhor do que ficar por aí, olhando para o teto e se entediando enquanto alguém decide o que fazer.”</em> </p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/dexter4.jpg" /></p>
<p>Com a clara evolução da TV nos últimos anos, a mentalidade da produtividade já grande no meio ganhou a resolução e equipamentos do cinema para aprimorar um dos maiores rituais do entretenimento. </p>
<p>Sem querer, &#8220;Dexter&#8221; faz referência a essa natureza ritualística. Nada de metalinguagem forçada, mas sim um simples subproduto de sua criação. Tudo que o personagem faz, especialmente quando sua faceta assassina toma conta, trata-se de um ritual no sentido mais estrito da palavra. <em>“Rituais sempre fizeram parte das sociedades e, por alguma razão, estamos tentando mascará-lo e complicar nossas necessidades”</em>, avalia Hall. </p>
<blockquote><p><em>“Há uma parte da gente que percebe quando estamos simulando algo e há outra que, por alguma razão, simplesmente não quer reconhecer essa simulação. Então, tento levar isso em consideração nas cenas de assassinato para representar esse encerramento ritualístico da energia, ou vida, de alguém. Tento pensar que cada morte pode significar algo além de simples simulação; mesmo assim não escapo do senso de peso e tensão, que acabo carregando para fora da tela. O melhor de tudo é poder viver a experiência de fazer alguma coisa decisiva e irreversível. Só não consigo saber ao certo o que me afeta, ou não, pois tudo isso faz parte do que sou e da essência do trabalho”.</em></p></blockquote>
<p>Michael C. Hall encara sua profissão de forma bem séria, mas reconhece o humor peculiar de Dexter. Entretanto, eles são mais efetivos para quem segue as cinco temporadas do programa &#8211; a sexta estreia no último trimestre de 2011 &#8211; que, como diz Hall, <em>“tem muitos elementos cômicos, mas envolvidos por uma atmosfera sombria e mais direcionada; não é tão simples captar”</em>. </p>
<p>Afinal, como manter o clima de Dexter e sua grande quantidade de cadáveres e, ainda assim, fazer comédia descarada? Apenas mais um reflexo do festival de referências sociais e, em certo ponto, críticas propostas pelo programa. Quer ir além da proposta de quem é Dexter? Basta perguntar quem ele admira. A resposta, embora óbvia, também se mostra assustadora: Trinity, um serial killer tão atrativo e complexo quanto o protagonista, vivido com honras por John Litgow.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/dexter6.jpg" alt="" title="dexter6" width="630" height="494" class="alignnone size-full wp-image-21875" />
<p><em>“Trinity é uma figura poderosa na vida de Dexter, pois ele nutre tanto aversão quanto reverência pelo sujeito, simultaneamente”</em>, analisa. <em>“Tanto é que ele permite o relacionamento com Trinity, por pura indulgência, e isso traz consequências terríveis, incluindo a morte de sua esposa”</em>. </p>
<p>Essa mistura de sentimentos surge da constante necessidade de Dexter entender aspectos da Humanidade e, acima de tudo, em descobrir a verdadeira essência das pessoas que atraí, de maneira quase fetichista, numa aplicação prática do “diga-me com que andas, e direi quem és!”.</p>
<p>De acordo com Michael C. Hall, <em>“é importante nunca esquecer que, embora Dexter cometa esses atos atrozes, ele é o cara que fica sem reação quando ouve uma garota gritando para ele: &#8216;Precisávamos de você para nos proteger; e a nossa mãe! E você falhou com a gente!&#8217;”</em> </p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/dexter7.jpg" /></p>
<p>Se a maior pergunta sempre pareceu ser como funciona a mente de um sociopata, os roteiristas mudaram os rumos ao encontrar a resposta de <em>“como surpreender o cara que tem tudo friamente calculado?”</em>.  No contexto da série, ver Dexter despreparado é mais assustador do que encarar mortes, sem dúvida.</p>
<p>E onde há dúvida, como diria Luke Skywalker, há conflito. E conflito, por sua vez, leva ao questionamento fundamental da essência de Dexter: vilão, mocinho em potencial ou vingador silencioso? <em>“Sim, sim e sim”</em>, diz Hall, sorrindo. </p>
<blockquote><p><em>“Há argumentos para defender cada uma dessas possibilidades, mas meu trabalho não é atrelar o personagem a uma leitura ou outra, mas sim fazer com que cada uma delas exista e a decisão fica por conta do público!”.</em></p></blockquote>
<p>Pergunta lançada: Quem ou o que é Dexter, para você?</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>A máquina do tempo da publicidade: B9 conversa com o criador de &#8220;Mad Men&#8221;</title>
		<link>http://www.brainstorm9.com.br/21608/entretenimento/a-maquina-do-tempo-da-publicidade-b9-conversa-com-o-criador-de-mad-men/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 19:58:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[dondraper]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Numa primeira leitura, a série &#8220;Mad Men&#8221; pode aparentar ser apenas um retrato de época e, de quebra, mostrando os primórdios da publicidade norte-americana, mas depois de conversar exclusivamente com Matthew Weiner, seu criador, a coisa toda ganha significados gigantescos. Sets de filmagem são caóticos e, na maioria das vezes, incompletos. Apenas o cantinho do [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<h5><em>Numa primeira leitura, a série <strong>&#8220;Mad Men&#8221;</strong> pode aparentar ser apenas um retrato de época e, de quebra, mostrando os primórdios da publicidade norte-americana, mas depois de conversar exclusivamente com <strong>Matthew Weiner</strong>, seu criador, a coisa toda ganha significados gigantescos.</em></h5>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/madmantop.gif" alt="Mad" /><br />
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/madmen1.jpg" /></p>
<p>Sets de filmagem são caóticos e, na maioria das vezes, incompletos. Apenas o cantinho do cenário é construído e o resto entra via computador ou simplesmente não existe, pois a história vai continuar noutro lugar. É tudo parte da ilusão. Na TV a coisa é um pouco diferente e, quando se trata de uma série de sucesso, aquele conceito de portal do primeiro <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Diablo_(video_game)">&#8220;Diablo&#8221;</a></strong> se torna real demais, pois basta abrir uma porta para cortar o espaço-tempo e viver realidades alternativas ou outras eras. </p>
<p>Foi exatamente assim que me senti quando deixei para trás o centrão de Los Angeles, cruzei uma porta e, de repente, estava no saguão principal da<strong> Sterling Cooper</strong>, agência de publicidade fictícia do seriado <a href="http://www.amctv.com/originals/madmen/">&#8220;Mad Men&#8221;</a>, exibido no Brasil pela <strong>HBO</strong>, cujas 6ª e 7ª temporadas acabaram de ser confirmadas. Chamar aquilo de cenário é uma ofensa, acredite! O <strong>Brainstorm9</strong> destrinchou a produção e, claro, entrevistou o criador da brincadeira, Matthew Weiner!</p>
<p><span id="more-21608"></span></p>
<p>Exceto pela iluminação e as vistas externas, que simulam os arranha-céus da Madson Avenue, em Nova Iorque, o set de &#8220;Mad Men&#8221; é, de fato, uma recriação. Tudo é real. Revistas antigas espalhadas pelas mesas de espera, telefones e máquinas de escrever funcionais, cinzeiros, latas de lixo, livros e até uma relíquia: uma das primeiras copiadoras da <strong>Xerox</strong>. A única, feliz, exceção é a ausência do cheiro de cigarro.</p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/madmen2.jpg" /></p>
<p><em>“Minha filosofia com a equipe é: não vou fazer o trabalho de produção por não saber fazer, mas tenha a certeza de que serei o melhor espectador de todos, pois estou de olho em cada detalhe”</em>, conta Matthew Weiner, criador de &#8220;Mad Men&#8221;, que, depois de períodos conturbados e muitas idas e vindas, volta a ser o todo poderoso do programa nas próximas temporadas. </p>
<blockquote><p><em>“Se não conseguirmos fazer os interiores serem tão interessantes quanto uma rua cheia de carros antigos, estamos no caminho errado. Por isso temos tantos detalhes, afinal, estamos falando de uma época sinônimo de auge de design. Generalizar ou exagerar pode tirar a aura especial e você se vê dentro de uma sala cheia de coisas de época, mas sem o ambiente correto”.</em></p></blockquote>
<p>Muito da tecnologia inventada nas três décadas anteriores, e parte das evoluções causadas pela Segunda Guerra Mundial, começavam a ser acessíveis ao público, que aumentava sua renda de forma acelerada, logo, mesmo quem vivia de doações ou itens achados na rua conseguia mobiliar uma casa sem problemas, como é o caso da personagem Peggy, no início da série. Curiosamente, o piloto foi filmado num galpão que foi destruído 24 horas depois do término das filmagens.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/madcena1.jpg" alt="Mad Men" />
<p>Todo esse trabalho tem um objetivo: retratar não somente a era de ouro da publicidade, mas os homens que a dominavam e as mulheres que rodeavam tanto os sujeitos quanto, em alguns casos, a perspectiva de sucesso profissional. <em>“Aquele período foi marcado por fortes mudanças, mais efetivas do que as da última década moderna. Ok, tivemos 11 de Setembro e várias guerras, mas qual a real diferença entre 2010 e 2005? Quase nenhuma. A década de 50 promoveu mudanças drásticas e sensíveis”</em>, explica Weiner, um apaixonado pelo período. </p>
<p><em>“Quero compreender o comportamento daquelas pessoas e entender a era em que meus pais e avós viveram e cresceram. Sou parte da tal slacker generation, nunca entendi o significado, mas acho que quer dizer que não tinha trabalho quando saí da faculdade”</em>, brinca. </p>
<blockquote><p><em>“&#8217;Mad Men&#8217; é um modo que encontrei para utilizar ironia para contar histórias pessoais e, efetivamente, ver esse mundo se modificar diante de nossos olhos, por isso guardo tanto segredo. Sabemos como é o mundo hoje, mas quantas pessoas sabem os momentos exatos em que as modificações sociais realmente aconteceram? É como dizer que Versos Satânicos causou alvoroço e modificou a mente das pessoas daqui uns 20 anos. Bem, eu vivi o período e posso te garantir que quase ninguém leu o livro inteiro. Não é uma crítica ao Salman Rushdie; apenas uma constatação social. Já se viu alguém da classe média se vestir como as modelos da Vogue? É por aí”.</em> </p></blockquote>
<p>Esse trajeto social proposto por Weiner, indiscutivelmente um estudioso do assunto, passa obrigatoriamente pela evolução feminina. Em princípio submissas e prontas para o &#8220;teste do sofá&#8221; como alavanca social e profissional, sua função muda drasticamente, seja com a intrépida Peggy (Elisabeth Moss) ou a atormentada Betty Draper (January Jones). <em>“Isso mudou bastante, hoje as mulheres comandam corporações e tem cargos políticos fundamentais, mas nem é um exemplo pequeno, se olharmos o quadro geral. Tenho toda a confiança do mundo para dizer que ainda existem pouquíssimos negros na propaganda não direcionada”</em>, analisa Weiner. </p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/madmencena4.jpg" /></p>
<p>É uma complicada equação de oportunidade social com mudança efetiva, vista nos corredores da Sterling Cooper e na civilização que a circunda. Seus criadores podem fazer o que bem entendem, afinal – naquele tempo, se a propaganda e a mensagem foi transmitida e o cliente ficou feliz, todo mundo ganhava. Basta ver o episódio em que Don Draper (John Hamm) precisa bolar uma nova estratégia para uma companhia de cigarros: <em>“o governo definiu o que não podemos dizer, então podemos dizer qualquer coisa fora daquela lista!”</em>. </p>
<p>Weiner garante nunca ter pensado na similaridade entre o momento de auge de &#8220;Mad Men&#8221; e a eleição de Barack Obama. <em>“Foi sem querer! Não fazia idéia que viveríamos uma transição como essa e fiquei desesperado quando Obama foi eleito, afinal, sobraria ironia no mundo para que eu continuasse meu trabalho”</em>, descontrai gargalhando. </p>
<p>Suas motivações são maiores, às vezes viajantes, mas sempre embasada na necessidade da dissecação do americano pós-guerra. Draper é o sujeito ideal, assim como as campanhas que cria e vende. Mas tudo tem um preço, seja ele mental ou físico. <em>“Descobrirmos que podíamos ter tudo nesse novo cenário, as perdas apareceram tardiamente e, na maioria dos casos, de forma bombástica”</em>. </p>
<p>O espectador se vê diante de um drama acessível, mesmo que situado na década de 50. É possível sentir o estado de espírito de Draper pelo simples fato de entrar em sua sala, depois de passar pelo interminável hall das secretárias. Nada ali é puramente cenário e a construção respeita as dimensões de um escritório real, com salas levemente maiores para acomodar melhor as grandes câmeras, entretanto, todas totalmente construídas.</p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/madmencena3.jpg" alt="Mad Men" />
<p>É um mundo arquitetado para existir paralelamente ao universo dos smartphones e hipercomunicação. Um reflexo das demandas sociais dentro das regras do entretenimento, assim como foi a fenomenal <strong>&#8220;Battlestar Galactica&#8221;</strong>. <em>“Sempre pensei na série como ficção científica, mas os especialistas no assunto cansaram de me dizer que não tinha nada a ver e mostravam como eu ‘desconhecia’ os conceitos do gênero”</em>, conta. </p>
<p><em>“Fundamentalmente, vejo o programa como uma ferramenta que me permite contar histórias. Deixo de lado toda a necessidade de uma moral no final do episódio, conto coisas relacionadas à minha vida, dos meus roteiristas, dos meus amigos e de qualquer um de quem possa pegar idéias”</em>, brinca.</p>
<p>Uma dessas histórias reflete tanto a natureza cíclica do ser humano defendida por Weiner – <em>“pessoas não mudam; a lei pode erradicar comportamentos inapropriados, mas todos são reflexos da sociedade em que foram criados”</em>- quanto o atual modelo financeiro dos Estados Unidos: a influência internacional nos negócios do país. </p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/04/mademmy.jpg" /></p>
<p>Na terceira temporada de &#8220;Mad Men&#8221;, Weiner inseriu um arco envolvendo a aquisição da agência por uma companhia britânica. <em>“Seguimos a tendência do mercado publicitário de investir em fusões corporativas e percebemos a repetição de um comportamento do início do século 18, quando procurávamos a Europa, China e Japão para o mesmo fim”</em>, explica. </p>
<blockquote><p><em>“Os europeus sempre olham para os Estados Unidos em busca de energia criativa e, nos anos 50, éramos ideais para isso, pois havíamos aperfeiçoado o consumismo e, ao mesmo tempo, demonstramos uma insegurança absurda. Herman Melville debatia o assunto e Emerson era obcecado por essa relação entre Inglaterra e América. Vemos ingleses chegando nos Estados Unidos e construindo jornais e empresas de mídia, mas o contrário não existe. A não ser que o americano compre algo já estabelecido na Inglaterra! Eles precisam da gente e, por alguma razão, ainda precisamos nos provar para eles”.</em></p></blockquote>
<p>Enquanto os Estados Unidos superam traumas de infância na propaganda, os personagens de &#8220;Mad Men&#8221; têm seus próprios códigos de ética e estilo. Eles determinam as regras daquele mundo e se comunicam por suas roupas e atitudes. Todos se comportam de forma artística e a simples escolha de vestuário retrata sua postura e expectativas. </p>
<p><em>“Pete Campbell, por exemplo, começa como um riquinho mais novo que os demais publicitários, então suas roupas são mais arrojadas, tem quatro ternos e ele não usa um chapéu. Caí de costas quando percebi que estamos comunicando muita coisa por essas escolhas e era algo muito além do conceito de ‘tenho um monte de roupas de época e vou vestir os atores’”</em>, conta Weiner. </p>
<p>Suas surpresas não pararam por aí, pois quando teve a oportunidade de escrever episódios com integração de marcas, não perdeu tempo e agarrou a oportunidade com tudo. Pelas regras norte-americanas, é possível mencionar o nome de qualquer marca num produto de entretenimento, porém, exibir produtos e logotipos é outra história. Em termos de roteiro, faz muita diferença “pedir uma Coca” de “pedir um refrigerante”. </p>
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<p>&#8220;Mad Men&#8221; cruzou as barreiras ao incorporar a marca <strong>Heineken</strong> de forma bastante incisiva e dramática, avançando a trama. <em>“Fiquei muito orgulhoso do modo como inseri isso programa”</em>, diz o criador, que sempre teve fixação pela idéia de transmitir essa realidade de referências, mesmo que apenas com marcas fora do mercado e desprotegidas por leis de copyright. </p>
<blockquote><p><em>“Em vez de parar a trama e dizer ‘olha, agora temos um comercial’, fiz com que Don se envolvesse tanto com a campanha que isso teria conseqüências em sua vida real, prejudicando seu casamento e, sem ele notar, insultar sua esposa de maneira absurda”</em></p></blockquote>
<p>Cuidado extremo, respeito pelo público e um comprometimento gigantesco com uma era que não só definiu as bases da publicidade moderna como, de fato, moldou uma nação. Isso é &#8220;Mad Men&#8221;. Se você nunca assistiu e se perguntava por que a série ganhou tantos <strong>Emmys</strong>, eis a resposta.</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>B9 entrevista Danny Boyle: Fazendo muito, com pouca verba</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2011 15:53:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/danny3.jpg" alt="Danny Boyle" />
<p>Danny Boyle tem um segredo: faz filmes de baixo orçamento se transformarem em grandes produções. Essa efetividade não é única e o cinema vê um novo bom momento para produções mais enxutas e com grande qualidade. O <strong>Brainstorm9</strong> entrevistou Boyle e seu atual escudeiro fiel, o produtor Christian Colson, para entender esse processo.</p>
<p>Antes de se falar em Danny Boyle, é preciso citar cinco filmes obrigatórios de sua filmografia: <strong>&#8220;Trainspotting&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Extermínio&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Sunshine – Alerta Solar&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Quem Quer Ser Um Milionário?&#8221;</strong> e <strong>&#8220;127 Horas&#8221;</strong>. Pois bem, apresentações feitas, hora de entender a função desse inglês baixinho, bem-humorado e simpático no cinema atual. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/danny2.jpg" alt="Danny Boyle Movies" />
<p>Embora não seja o único [Darren Aronofsky se encaixa no mesmo perfil, por exemplo], Boyle faz algo quase alienígena quando o assunto é cinema de sucesso: filmes baratos com lucros astronômicos. Ou seja, ele gasta pouco, realiza muito e marca presença sem gastar mais de US$ 20 milhões, valor considerado médio pelos padrões hollywoodianos. O exemplo mais recente é &#8220;127 Horas&#8221;, indicado ao <strong>Oscar</strong> de Melhor Filme na última edição do prêmio.</p>
<p><em>“Não sei viver com essa dinâmica dos grandes estúdios”</em>, declara Danny Boyle, em visita a Los Angeles, quando nos concedeu essa entrevista exclusiva. </p>
<blockquote><p><em>“Perde-se muito tempo com reuniões demoradas, normalmente inconclusivas, com gente que nunca fez um filme por conta própria tentando te dizer o que vai funcionar ou não. Admiro gente como James Cameron, que consegue manter sua individualidade em meio a tudo isso”</em>. </p></blockquote>
<p>A porrada pode ser direcionada ao curioso momento em que Boyle recusou a direção de <strong>&#8220;Alien: A Ressurreição&#8221;</strong>, que acabou ficando nas mãos do francês Jean-Pierre Jeunet. A postura de Boyle não é arrogante, pelo contrário, pois reforça seu próprio aprendizado e sistema de trabalho, que costuma funcionar bem.</p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/danny1.jpg" alt="Danny Boyle" /></p>
<p>É tudo fruto de um processo criativo bem definido e enraizado no estilo de Boyle, que trabalha de forma praticamente independente, com base em Londres. <em>“Não ter tantos investidores norte-americanos permite muita liberdade, pois a maioria deles confia nas decisões de Danny e no tipo de filme que costumamos produzir”</em>, defende o produtor Christian Colson, nascido na Argentina, mas radicado na Inglaterra. </p>
<p><em>“Não reclamaria de receber US$ 200 milhões de investimento, mas acho que não saberíamos o que fazer com tanto dinheiro”</em>, brinca. <em>“Estamos habituados a apostar em criatividade e, não necessariamente, em processos caros. Danny pensa assim e aí de mim se tentar dizer o contrário!”</em>. </p>
<p>A descontração é fruto de confiança mútua e a inequívoca sensação de que dupla Boyle-Colson [forjada no calor da batalha para "Quem Quer Ser Um Milionário?"] funciona perfeitamente, durante a produção ou durante os eventos de divulgação. Uma amizade nasceu ali e o que cada um fala, em suas respectivas áreas, é lei.</p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/danny4.jpg" alt="Danny Boyle" /></p>
<p><em>“Também ajuda o fato de eu conseguir as coisas das quais precisamos, então já viu”</em>, descontraí. <em>“Especialmente quando podemos pegar a verba da Inglaterra e vir filmar nos Estados Unidos, como foi o caso de 127 Horas. É bom mudar os ares”</em>. Esse formato de produção se torna bem interessante pelo aspecto criativo, veja o processo resumido:</p>
<p><strong>1.</strong> Criação/Conceito de Boyle [Colson já começa a orçar e captar]<br />
<strong>2.</strong> Dupla de criação para roteiro com Boyle e roteirista, no caso de &#8220;Quem Quer Ser Um Milionário?&#8221; e &#8220;127 Horas&#8221;, Simon Beaufoy. [Colson já tem o orçamento estimado decupado]<br />
<strong>3.</strong> Versão final: Boyle-Colson (já com orçamento captado) definem o cronograma e demandas de produção. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/danny5.jpg" alt="Danny" />
<p>É simples e é exatamente disso que Danny Boyle gosta. Fosse um filme de estúdio, esse programa de 3 passos seria imenso, com reuniões, aprovações, idas e vindas de orçamentos, mudanças de direcionamento e etc. </p>
<p><em>“Sinto muito prazer em pegar um filme pequeno, inserir cenas mais grandiosas ou elementos de ação típicos de produções caras e chegar no mesmo resultado”</em>, explica. <em>“Cada diretor faz do jeito que se sente mais confortável e seguro. Não há certo e errado. Esse sistema funciona para mim, digamos, é minha identidade”</em>.</p>
<p>Identidade é a chave no cinema atual. Com Zack Snyder elevando à enésima potência a proposta visual de Baz Luhrmann na década passada, a resposta do cinema autoral vem forte com Aronofsky, Boyle, Tom Hooper e, na escala das superproduções, J.J. Abrams. São diretores mostrando trabalho e muita certeza de suas decisões para relembrar uma indústria atualmente motivada por remakes e adaptações desnecessárias, da força de seus contadores de histórias e visionários dramáticos. </p>
<iframe title="YouTube video player" width="630" height="384" src="http://www.youtube.com/embed/IEncBpFYr-g" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p>A linha de pensamento de Boyle funciona por conta de bom senso nas escolhas que facilitam o investimento menor (como, por exemplo, aproveitar a estrutura de Bollywood para filmar &#8220;Quem Quer Ser Um Milionário?&#8221;; ou recriar parte do cenário de &#8220;127 Horas&#8221; em estúdio para reduzir os altíssimos custos de locações) e um comprometimento com o tipo de história que ele gosta de contar. </p>
<blockquote><p><em>“É mais complexo olhar para um dilema em grupo. A solução mais fácil é pensar em termos de herói; uma dinâmica mais fácil de criar. E é muito mais difícil escrever assim. Shakespeare não escrevia trabalhos de grupo, Tchekhov sim. Mas, no fim das contas, ninguém é realmente solitário. Encontramos companhia nas mais diversas situações, seja se consolar ao compreender que outros passaram pelo seu mesmo desafio ou se agarrar à mais improvável das possibilidades. Fazer isso é arriscado, mas riscos são necessários para, efetivamente, criar algo”.</em></p></blockquote>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles &#124; Genesis ExtraTerrestres</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 19:41:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Há muito tempo, numa Hollywood muito distante, diretores como Steven Spielberg e George Lucas pensaram em extraterrestres inusitados e tinham duas opções: bonecos com movimentos ou pessoas fantasiadas. Assim nasceram ET e a fauna alienígena de &#8220;Guerra nas Estrelas&#8221;, ícones cinematográficos e, acima de tudo, bases fundamentais do legado do gênero Ficção Científica. Esse esquema [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/battle1.jpg" alt="Battle" />
<p>Há muito tempo, numa Hollywood muito distante, diretores como Steven Spielberg e George Lucas pensaram em extraterrestres inusitados e tinham duas opções: bonecos com movimentos ou pessoas fantasiadas. Assim nasceram ET e a fauna alienígena de <strong>&#8220;Guerra nas Estrelas&#8221;</strong>, ícones cinematográficos e, acima de tudo, bases fundamentais do legado do gênero Ficção Científica.</p>
<p> Esse esquema se tornou mais jurássico que o filme de Spielberg com a ascensão dos efeitos computadorizados, cujo último grande exemplo foi <strong><a href="http://www.brainstorm9.com.br/diversos/behind-the-brains-neill-blomkamp-e-distrito-9/">&#8220;Distrito 9&#8243;</a></strong>, de Neill Blomkamp. A concorrência não pensou duas vezes e agora é a vez de <strong><a href="http://www.battlela.com/">&#8220;Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles&#8221;</a></strong>, dirigido por Jonathan Liebesman, entrar em cena com novos alienígenas e tecnologias, mas não é a última vez que veremos esses seres nesse ano, pois, em junho, a <strong>TNT</strong> estréia a série <strong><a href="http://www.tnt.tv/series/fallingskies/">&#8220;Falling Skies&#8221;</a></strong>, com Noah Wyle. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/battle2.jpg" alt="Fallin Skies" />
<p>O <strong>Brainstorm 9</strong> conversou com Blomkamp, Liebesman e o pessoal do seriado para entender como nascem os alienígenas da era moderna.</p>
<p>Referência em cena, contraste adequado, encaixe perfeito com atores e cenários reais&#8230; muitas são as dificuldades envolvidas na criação de alienígenas na era da pós-produção computadorizada. Ou melhor, obstáculos a todas as produções com forte presença de CGI, porém, quem vive na pela concorda com um elemento básico: pré-produção é a chave. </p>
<p><span id="more-20778"></span></p>
<p><em>“Gastamos boa parte do orçamento no desenvolvimento dos personagens e quase estragamos tudo ao ficar seis meses nesse estágio”</em>, comenta Neill Blomkamp, que não confirmou, mas provavelmente levou muitas broncas de Peter Jackson ao ter pirado nos conceitos de seus ETs “camarônicos” em &#8220;Distrito 9&#8243;. </p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/battle3.jpg" alt="District 9" /></p>
<blockquote><p>“É muito fácil ficar mudando, alterando e aprimorando. Só que o custo dispara e não há muito retorno efetivo, pois estamos falando de apenas um elemento”. </p></blockquote>
<p>Esse cuidado extremo, ou risco orçamentário, tem razão de ser e é tudo culpa do espectador. Cada vez mais exigente e envolvido nos processos de produção, esse sujeito é capaz de apontar defeitos e, acima de tudo, perder a conexão com o filme imediatamente caso a combinação não seja satisfatória. É como se houvesse uma aura anti-fake assombrando o cinema, ou se escracha e vai para o filme B ou a coisa precisa ser perfeita. </p>
<p><em>“Sabe o que é gastar um tempão para desenvolver um visual e aí quando avançamos para o estágio das esculturas físicas a criatura fica horrível? Frusta e aí é tempo jogado fora”</em>, explica Jonathan Liebesman, diretor de &#8220;Batalha de Los Angeles&#8221;, que já está filmando <strong>&#8220;Wrath of Titans&#8221;</strong>, continuação da pataquada 3D <strong>&#8220;Fúria de Titãs 2010&#8243;</strong>. </p>
<blockquote><p>“É preciso tomar cuidado com impressões no computador; muita coisa parece legal na telinha, mas quando ganha volume e textura no mundo real pode não funcionar. Por isso procuramos gastar mais tempo em idéias mais definidas [com boa resposta na forma física] do que na mesa de desenho”.</p></blockquote>
<p>Tal mecânica é possível graças a uma impressora cada vez mais fundamental nos estúdios de animações ou fortes elementos CGI, ela imprime [ou constrói] um modelo 3D em resina colorida com 99% de semelhança com o modelo virtual. Assim fica fácil, não é?</p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/battle4.jpg" alt="Battle" /></p>
<p>O processo de desenvolvimento de personagens alienígenas, ou elementos CGI, é o segundo maior consumidor de verba, perdendo apenas para a filmagem em si. <em>“Uma coisa que acontece nessa fase é a programação de cada cena envolvendo o elemento, seja no storyboard ou no previz [pré-visualização] e maior parte das mudanças acontece; muitas delas tão radicais que inviabilizam o restante, seja num visual descartado ou numa opção melhor para obter certo efeito que, por exemplo, pode tornar um processo anterior obsoleto”</em>, lembra Liebesman. </p>
<p><em>“Nossos alienígenas precisavam se incorporar no cenário urbano de forma realista, como soldados numa guerra real. Não queria ver os atores atirando em efeitos ruins, como poderia cobrar aceitação da platéia se os bichos fossem toscos? Seria irresponsabilidade”</em>, diz. </p>
<p class="caption"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/battle51.jpg" alt="Battle" /> <img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/battle61.jpg" alt="Battle" /></p>
<p>E do assunto Liebesman entende, afinal, foi debaixo de sua supervisão que, aparentemente, a os irmãos Greg e Colin Strause [donos da empresa de efeitos <strong><a href="http://hydraulxfilmz.com/">Hydraulx Filmz</a></strong>] usaram os mesmos recursos de &#8220;Batalha de Los Angeles&#8221; para produzir <strong><a href="http://www.iamrogue.com/skyline.html">&#8220;Skyline – A Invasão&#8221;</a></strong>, um dos piores filmes do universo!</p>
<p>Por mais complexa e custosa que pareça, a criação dessas figuras tem dois espectros: as produções milionárias e as menos abastadas. É o caso de &#8220;Falling Skies&#8221;, série da TNT que usa e abusa do nome de Steven Spielberg como produtor executivo, mas tem orçamento modesto perto dos US$ 100 milhões de &#8220;Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles&#8221;. E se a ocasião faz o ladrão, a falta de dinheiro inspira criatividade, tanto é que a abertura do piloto de Falling Skies não mostra os extraterrestres, mas sim os desenhos de jovem sobrevivente. </p>
<iframe title="YouTube video player" width="630" height="384" src="http://www.youtube.com/embed/MP7vrlvu9qk" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p><em>“Demos muita atenção ao desenvolvimento, mas uma decisão conceitual tirou o peso das criaturas em si, especialmente no piloto de duas horas e nos seis episódios subsequentes”</em>, conta Robert Rodat, produtor executivo e roteirista. Essa decisão é curiosa, pois, em vez da habitual criatura – gosmenta, ou não, dependendo do cliente – a série optou por invasores mecanizados. O alienígena existe, mas, em princípio, usa uma armadura bem parecida com o ED 209, do primeiro <strong>&#8220;Robocop&#8221;</strong>. </p>
<blockquote><p>“Pensamos muito na construção de um mundo pós-apocalíptico, ou seria pós-alienígena?, não necessariamente nos ETs, eles foram um elemento dentro de um processo de desenvolvimento de larga escala”. </p></blockquote>
<p>Vale lembrar as diferenças entre as demandas de TV e cinema. Num filme, tudo precisa estar pronto antes do início das filmagens, já na TV, é possível mostrar evolução de conceitos dramáticos e também de CGI em intervalos maiores. </p>
<p><em>“Quando se encara uma série de TV, os efeitos têm que ser usados com moderação; produtores infelizes normalmente resultam em séries canceladas”</em>, avalia Rodat, que só responde a Spielberg na hierarquia de &#8220;Falling Skies&#8221;. <em>“Temos um elenco grande e o ponto de vista é deles, não nas criaturas em si, logo, nosso escopo vai além do realismo dos ETs. Ele estará lá – Spielberg não aceitaria de outra maneira – mas sem a presença constante de um blockbuster cinematográfico.”</em></p>
<p>Com ou sem dinheiro, &#8220;Distrito 9&#8243;, &#8220;Batalha de Los Angeles&#8221; e &#8220;Falling Skies&#8221; chegaram numa conclusão estilística similar: criaturas bípedes e com forma insetóide. Nem é uma questão de a vida imita a arte, afinal, tudo isso para chegar no “ideal alienígena” do momento, mas sim uma curiosa aplicação do ditado: a ordem dos Star Destroyers não altera o alienígena!</p>
<iframe title="YouTube video player" width="630" height="384" src="http://www.youtube.com/embed/ZHKYA07KBuQ" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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		<title>B#9 entrevista Jimmy Kimmel: Criatividade e vídeos fazendo a diferença</title>
		<link>http://www.brainstorm9.com.br/20527/entretenimento/jimmy-kimmel-criatividade-e-videos-fazendo-a-diferenca/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Mar 2011 20:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio M. Barreto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[abc]]></category>
		<category><![CDATA[benaffleck]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[jimmykimmel]]></category>
		<category><![CDATA[mattdamon]]></category>
		<category><![CDATA[programas]]></category>
		<category><![CDATA[talkshow]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>[ Profissional Bombril e pai dedicado, Fábio M. Barreto é jornalista há 15 anos, dedica seus dias a entrevistas com as figuraças de Hollywood, nunca dispensa um bom filme de Guerra ou Ficção Científica e acabou de começar carreira como diretor de cinema em Los Angeles. Quando sobra tempo pratica Tiro com Arco e também [...]</p><p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><small><strong>[</strong> Profissional Bombril e pai dedicado, <strong>Fábio M. Barreto</strong> é jornalista há 15 anos, dedica seus dias a entrevistas com as figuraças de Hollywood, nunca dispensa um bom filme de Guerra ou Ficção Científica e acabou de começar carreira como diretor de cinema em Los Angeles. Quando sobra tempo pratica Tiro com Arco e também edita o site <a href="http://soshollywood.com.br/"><strong>SOSHollywood.com.br</strong></a> <strong>]</strong></small></p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/jimmy1.jpg" alt="Jimmy Kimmel" />
<p>Na noite de 23 de maio de 2010, os olhos dos espectadores norte-americanos estavam fixados na tela da <strong>ABC</strong>. <strong>&#8220;Lost&#8221;</strong> chegava ao fim e encerrava um dos maiores ciclos produtivos da TV moderna, mas a chave de ouro estava reservada para um talk show em especial: <strong><a href="http://abc.go.com/shows/jimmy-kimmel-live">Jimmy Kimmel Live</a></strong>. </p>
<p>Tão logo o episódio terminou, Jimmy Kimmel <a href="http://www.youtube.com/watch?v=8DAxOJbTH60&#038;playnext=1&#038;list=PL5A226C425AC5C361">entrou ao vivo, num cenário haviano</a> recriado em seu estúdio – no coração de Hollywood, em frente ao <strong>Kodak Theatre</strong> – com uma pauta exclusiva, afinal, que outro programa teria acesso a todo o elenco de &#8220;Lost&#8221; de uma só vez e numa noite tão especial? Relações políticas à parte (ambos os programas são da ABC), Kimmel era o único capaz de fazer aquilo, pois, diferente de seus colegas donos de talk shows decanos, ele é o mais visual e criativo. </p>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/jimmy2.jpg" alt="Jimmy Kimmel" />
<p>Quem aí nunca viu <strong>“I’m Fucking Matt Damon”</strong>, por exemplo? </p>
<iframe title="YouTube video player" width="630" height="503" src="http://www.youtube.com/embed/eSfoF6MhgLA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p>O <strong>Brainstorm #9</strong> invadiu os domínios do ex-namorado da Sarah Silverman e bateu um papo com o sujeito.</p>
<p><span id="more-20527"></span></p>
<p>Habitualmente, os talk shows americanos – <strong>David Letterman</strong>, <strong>Jay Leno</strong>, <strong>Conan O’Brien</strong>, <strong>Craig Ferguson</strong> e etc – baseiam-se no formato <em>“Jô Soares”</em>, ou melhor, no que Jô viu nesses caras e usou para formar seu programa: apresentador atrás da mesa, sofá (des)confortável, duas ou três piadinhas, alguns micos, vídeos do filme em questão, uma graça com a banda ao vivo e pronto. <strong>George Lopez</strong> tem sido exceção com seu stand up inquieto e algumas tentativas de entrevistas. </p>
<p>Bem, Jimmy Kimmel também faz isso, mas encontrou um nicho quando iniciou sua pequena empreitada em vídeo, que lhe conferiu franca vantagem perante a geração online. Falação é esquecida rapidamente, vídeos se espalham com velocidade incrível e aí, that’s a bingo! Especialmente se esses filmes são estrelados por gente como <a href="http://www.youtube.com/watch?v=w-ZUwEiOdEg">Tom Cruise</a>, Mel Gibson, Matt Damon, Tom Hanks, Patrick Dempsey, Sting e tantos outros. </p>
<p><em>“Os atores gostam de participar pelo simples fato de ficarem bem nos vídeos e isso ajuda a imagem deles, além da diversão envolvida e a honra de passar um dia comigo!”</em>, brinca Jimmy Kimmel, em entrevista com o Brainstorm #9. Embora os vídeos já existissem, eles se transformaram em obrigatoriedade e ganharam maior status com o duelo Damon x Affleck. </p>
<blockquote><p><em>“Um dia tive convidados tão ruins que, ao final do programa, brinquei: desculpe Matt Damon, não teremos tempo para você hoje; e encerrei o programa. Ficou engraçado e comecei a repetir diariamente para convencê-lo a aparecer”</em>.</p></blockquote>
<p>Funcionou, envolveu Sarah Silverman – então namorada de Kimmel – e a febre começou. O primeiro contato com Ben Affleck mostrou os princípios criativos e a moral do programa. </p>
<p><em>“Fiz o convite e ele disse que sim, mas, normalmente, quando esse pessoal diz ‘sim’ é só para se livrar de você e nunca mais ligar. Pedi a ele que viesse ao estúdio por algumas horas para fazer uma cena, mas, caso quisesse aparecer mais, precisaríamos de um dia inteiro. Ele topou para valer e realmente ficou empolgado. E tudo isso antes de Harrison Ford se envolver.”</em> Affleck passou um dia gravando seu vídeo.</p>
<iframe title="YouTube video player" width="630" height="503" src="http://www.youtube.com/embed/TwIyLHsk2h4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p>Tudo começa com a reunião dos roteiristas com Kimmel, um clássico brainstorm pensando em diversos roteiros possíveis e quem seriam os eventuais astros. <em>“Dá um sentimento de orgulho, e responsabilidade exagerada, saber que vou escrever <a href="http://www.youtube.com/watch?v=N1nluSJfxCg">um roteiro para Mel Gibson</a>, por exemplo”</em>, comenta o apresentador.</p>
<p>Um não, vários, pois o processo de produção da equipe prevê a redação de, pelo menos, 5 roteiros diferentes antes de submeter as idéias para o ator em questão. <em>“O mais gosto é quando esses medalhões pegam os roteiros e topam na hora”</em>. </p>
<p>Kimmel acredita numa versão mais bem-humorada para o <em>“efeito Woody Allen”</em> como razão do sucesso da empreitada. </p>
<blockquote><p><em>“Quando um ator aparece, faz um vídeo legal e todo mundo gosta, os outros vêem e querem ter a mesma experiência. Hoje em dia os assessores de imprensa ligam desesperados para tentar colocar seus clientes. Os caras gostam e nunca admitem que é por minha causa, mas enfim”</em>, <small>descontraí.</small></p></blockquote>
<img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/jimmy3.jpg" alt="Jimmy " />
<p>Além da base na boa idéia, Jimmy Kimmel Live tem outra arma imbatível: muita liberdade para dizer e satirizar qualquer tema. Esse mistério assusta até mesmo Kimmel. <em>“Nunca entendi por que tanta gente sempre me deixou dizer o que eu queria, do modo como queria e nunca levei bronca; o programa acaba sendo uma extensão disso. Claro, evitando palavrões ou baixaria, mas pegamos mais pesado que os outros programas”</em>.</p>
<p>Mas tudo tem limites. No início do programa, por exemplo, uma das escolhas criativas foi envolver a platéia de forma inusitada. Em vez dos presentes de Oprah, os espectadores podiam tomar cerveja durante a gravação. </p>
<blockquote><p><em>“Essa ação sempre garantiu público mais animado e participativo, entretanto paramos no dia em que uma garota encheu a cara de vomitou um bocado no meio de um bloco; ficou claro para todo mundo que era melhor não continuar”</em>, <small>conta.</small></p></blockquote>
<p>Brincadeiras à parte, Kimmel é consciente de seu papel nos night shows e demonstra idolatria a David Letterman, o convidado dos sonhos que nunca conseguiu, ao lado de Madonna. </p>
<blockquote><p><em>“Somos o resultado de tudo que veio antes da gente. Tentamos ser diferentes e criativos, todo mundo tenta, não é? Mas preciso admitir ter aprendido muito com Letterman quando assistia ao programa de forma em obsessiva quando era moleque, mesmo sem saber que estava aprendendo. A TV está passando por um momento mágico e isso acontece por conta do processo de maturação do meio, ignorar isso é arrogância demais”</em>.</p></blockquote>
<p>Evolução é a palavra chave na equipe de Kimmel, o novo ponto de parada obrigatório para cinéfilos depois da noite do <strong>Oscar</strong>, especialmente pela falta de conexão da veterana Barbara Walters com o público jovem. </p>
<iframe title="YouTube video player" width="630" height="384" src="http://www.youtube.com/embed/0JJE5hfEv_Q" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<p><em>“Há dificuldades, claro, mas gostar de cinema e TV ajuda no processo criativo. Como disse, consumo TV de forma ávida desde a infância e, por exemplo, sou fã declarado de Lost. Acabo sendo aquele fã com a chance de fazer o que todos os demais gostariam, seja entrevistar o elenco, seja tirar sarro da série em rede nacional e internacional. Tio Ben é um homem sábio e gosto de pensar que sei usar meu grande poder com grande responsabilidade!”</em>, explica. Isso implica na constante auto-análise e necessidade por melhorias no programa. </p>
<blockquote><p> <em>“TV diária envolve muita tentativa e erro e não há perfeição por aqui, tirando eu, claro (risos)”</em>, <small>brinca.</small> <em>“Já me arrependi de algumas decisões e esses momentos dão aquela chacoalhada para acordar o pessoal. Por exemplo, uma vez resolvemos colocar um background com várias telas de TV com cenas de locações externas e ficou patético! (risos) Não sei onde estávamos com a cabeça para usar aquela aberração, mas foi fácil tirar e voltar ao normal. Felizmente nunca fizemos nenhuma bobagem dessas em larga escala, ou em algo não relacionado a formato&#8230; talvez as coisas que eu diga, mas todo mundo me ama e ninguém liga”</em>.</p></blockquote>
<p>Vivica Fox que o diga. Certa vez, Kimmel convenceu a atriz a levá-lo ao casamento de uma inimiga declarada (amiga dela, inimiga dele) e ela topou sem saber da briga. <em>“Ela quase me matou quando contaram que eu era persona non-grata”</em>.</p>
<p>O saldo de Jimmy Kimmel é positivo, seus índices de audiência agradam a ABC e não há sinais de redução no ritmo – seja dos vídeos, seja das piadas arrojadas. Tudo baseado numa equipe fascinada com seu meio, disposta a realizar os sonhos mais absurdos de seu front man e um sujeito assumidamente deficitário em política interpessoal – mas igualmente inesperado – ocupando o horário nobre de um dos maiores canais dos Estados Unidos. </p>
<p>Caso você venha para Los Angeles, é só aparecer na sede do programa, ficar na fila e conseguir ingressos gratuitos para ver, ao vivo, Jimmy Kimmel Live!</p>
<p><p style="padding:5px;background:#ddd;border:1px solid #ccc;clear:both;"><a href="http://www.brainstorm9.com.br"><img src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2011/03/b9_feed.jpg" alt="Brainstorm9" style="float:left;padding:0 5px 5px 0;" /></a>Post originalmente publicado no <a href="http://www.brainstorm9.com.br">Brainstorm #9</a><br /> <a href="http://www.twitter.com/brains9">Twitter</a> | <a href="http://www.facebook.com/brainstorm9">Facebook</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/contato/">Contato</a> | <a href="http://www.brainstorm9.com.br/anuncie">Anuncie</a><br style="clear:both;"></p><h6 style="clear: both; padding: 8px 0 0 0; height: 2px; font-size: 1px; border: 0; margin: 0; padding: 0;"></h6>

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