EA faz campanha em código fonte

Para o lançamento do jogo “Dante’s Inferno”, a Eletronic Arts fez uma campanha bastante original ao exibir seus anúncios no código fonte de sites como o Digg. As imagens são todas feitas em ASCII, exibem personagens do jogo além de uma URL e um código. Os usuários que conseguissem os seis códigos, teriam acesso a wallpapers, posters, concept-art do jogo e músicas relacionadas ao jogo.


Se essa ação é efetiva? Sozinha, provavelmente não mas, se somada a banners ou posts perguntando se “você já viu o código fonte do Kotaku hoje?” até que chama a atenção e gera um boca a boca no nicho interessado em games e no mercado publicitário.

Aparentemente, o time editorial do Kotaku não sabia da ação e também se surpreendeu com ela. Seria mais um bla-bla-bla para aumentar o buzz ou a distância entre o time comercial e o editorial realmente aumentou depois desse projeto?

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Os comerciais mais bizarros de 2009

AdFreak Bizarros
O AdFreak fez uma lista com os 30 comerciais mais bizarros de 2009. Todos aqueles comerciais cheios de sangue e conceitos esquisitos estão lá. Inclusive o polêmico comercial da DM9 para o WWF. É aquele do 11 de setembro. Alguns deles são apenas para os que tem estômago forte ou sangue de barata. São feitos para chocar e chocam mesmo. Sente o drama.

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Relatório sobre engajamento digital para download

Há algum eu fiz um post em que convocava os leitores do B#9 para responderem a uma pesquisa sobre o engajamento digital da cScape. O relatório ficou pronto e a Foreplay o traduziu e disponibilizou o PDF gratuitamente para download ou se preferir, pode baixar também a versão em inglês no site da cScape.

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Qual característica um bom publicitário deve ter?

Esse ano, durante o Concurso Universitário de Jornalismo CNN, perguntamos para vários jornalistas qual característica um bom jornalista deve ter. Marcelo Tas, Heródoto Barbeiro, Tiago Dória entre outros responderam a questão no vídeo acima.

Totalmente influenciado pelos comentários do meu último post, em que várias pessoas falaram que o lado negro da publicidade é o publicitário (e seu ego), fiquei me perguntando, qual característica um bom profissional de publicidade deve ter?

Independente da área (atendimento, criação, planejamento, mídia, etc.) em que esse profissional trabalhe. Os prêmios são o único indicador? Muitos devem responder criatividade. Mas é só isso? O cara que faz o job de todo dia que não dá prêmio mas que paga as contas. Como deve ser esse cara. É um redator que não desliza no português? É um diretor de arte que aceita sugestões?

Numa profissão em que somos pagos para defender produtos que as vezes não consumimos ou acreditamos a questão fica mais difícil de ser respondida.

Se fizermos um pequeno comparativo com outras profissões que prestam serviços,geralmente são respostas simples. Um encanador bom é um cara que conserta/instala bem os canos. Um garçom bom é prestativo, atencioso, solícito e honesto.

E mesmo com as respostas dos jornalistas citando curiosidade, ética, isenção e persistência são realmente características que esperamos de um profissional. Independente da área em que ele atue no jornalismo.
Mas e nós? Que características devemos ter para sermos bons publicitários?

PS: ainda devo fazer outros posts baseados no “A publicidade tem um lado negro?

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CNN + YouTube = Raise Your Voice

Acho que todo muito sabe (ou deveria saber) que a ONU está promovendo uma conferência internacional sobre mudanças climáticas em dezembro, em Copenhagen.

Para promover este evento e aumentar a consciência da população mundial sobre o assunto, a CNN International e o YouTube desenvolveram o projeto “Raise Your Voice” (Fale Mais Alto). A idéia é que as pessoas de todos os lugares do mundo possam enviar seus pontos de vista, dúvidas e opiniões sobre o tema e que estas sejam debatidas por especialistas em uma transmissão ao vivo, 15 de Dezembro em streaming pelo site da CNN e no canal do YouTube e com reprise na CNN International no dia 16 de Dezembro.

A mecânica escolhida para envolver a audiência (Conteúdo Gerado pelo Consumidor – CGC) não é novidade. Em uma parceria com o YouTube era mais do que óbvio que iriam seguir esse caminho. Mas a grande jogada é o foco desse conteúdo. As pessoas devem fazer um vídeo com um questionamento relacionado ao tema da conferência. As duas perguntas/vídeos mais populares ganharão uma viagem para o evento em Copenhagen, por 4 dias durante o COP15.

No canal do YouTube há uma área de votação pública para os vídeos, outra área para enviar o seu vídeo e explicações sobre o projeto.

Na minha opinião, existe um ponto que vai muito além da premiação: quanto mais perguntas e pontos de vista nós enviarmos, mais chances teremos de popularizar questões que são quase “ficção científica” para algumas pessoas. Com muitas perguntas, os especialistas poderão ter uma visão mais abrangente sobre o que pensam os cidadãos dos diversos países do mundo, sob um ponto de vista regional. Com o compartilhamento de conhecimento, todos sairão ganhando.

Mesmo estando envolvido profissionalmente com este projeto, eu acredito que ele merece ser divulgado da melhor maneira possível. É um tema importante demais para ficarmos apenas observando o que se passa.

Quando o Merigo me chamou para escrever aqui no Brainstorm #9, eu pensei em escrever apenas artigos que questionassem o status quo da publicidade e etc. Coisas que gerassem o diálogo e que promovessem o bem do nosso mercado através da discussão. E acho que esse mesmo ideal pode ser aplicado a outros assuntos: gerar um novo conhecimento através do debate e promover o bem.

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A publicidade tem um lado negro?

lado_negro

O Brainstorm #9 faz todo ano uma pesquisa sobre que agências você gostaria de trabalhar. É uma pesquisa que conta muito a imagem que as agências projetam no mercado e entre os estudantes de publicidade.
Trabalhar com publicidade é legal. É um ambiente criativo, interessante, as vezes desafiador e que dá prazer em ver um conceito seu na rua. Uma idéia que você teve no banho ser usada por marcas internacionais em campanhas é muito bom.
Ainda tem os amigos que falam:

“Ah! você trabalha em publicidade. É tudo festa, prêmios, glamour…”

É a visão que algumas pessoas de fora têm do nosso mercado e que nós ajudamos a criar e sustentar.

Mas e a parte que poucos vêem? A parte que não tem nada a ver com o mundo das festas das grandes agências, dos prêmios.
A parte rotineira da nossa profissão não vale. Fazer um texto ou um layout para um banner sem graça, um planejamento para um cliente que se acha criativo e que quer a idéia dele no plano mesmo que não vá funcionar. Isso faz parte da profissão. Geralmente não dá prêmio ou glamour mas paga as contas no fim do mês.

Acho difícil que não exista pelo menos uma história moralmente questionável em relação a fornecedores, clientes e funcionários (ou todos citados). Várias pessoas que eu conheço já passaram por maus momentos por conta dessas más-práticas que são comuns em várias agências e por isso é algo pertinente. Algumas quando eram estagiários e outras quando estavam fazendo um freela. Mas o fato é, ninguém quer falar muito a respeito por medo de ficarem marcados no mercado e não conseguirem outro emprego.

O ponto é: toda profissão tem seu lado ruim, práticas condenáveis e etc.

O que eu gostaria de saber é quais são as práticas ruins do mercado de publicidade/comunicação? Notem que estou falando do mercado e não de uma ou outra agência.

E por mercado de publicidade/comunicação entendam tudo: Agências de publicidade, de marketing direto, digitais, de engajamento, de guerrilha, de redes sociais, de branding, de design e etc.

Então me diga quais são as coisas ruins que você já viu/viveu no mercado de comunicação e publicidade? Quais foram as nossas más práticas? É a hora do mea culpa, mesmo que você tenha sido uma vítima e não o algoz. Sem corporativismo.

Enfim, não vou citar nenhum exemplo para não induzir as possíveis respostas, ok?

PS: Acho que esse vai ser o post com menos comentários ou com mais comentários anônimos da história do Brainstorm#9.

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Não somos mainstream

mainstream

Esse ano tive a oportunidade de conhecer pessoas com o seguinte perfil H/M, AB, 20-35 anos e que, curiosamente (na minha opinião), não dão tanta importância para a internet, Twitter e etc. É engraçado publicar sobre esse assunto agora, já que o Marcos também escreveu a respeito mas de um ponto de vista mais pessoal. E é algo que temos conversado bastante, como engajar pessoas que não tem um relacionamento diário com tecnologia?

Essas pessoas que conheci têm email e o acessam como nós acessamos a nossa caixa do correio no prédio. Semanalmente e pronto. Algumas dessas pessoas estão empregadas e usam o email do trabalho normalmente como todos nós embora deixem o Outlook fechado e abram de vez em quando para ver se chegou algo. Mas sem ansiedade.

Uma dessas pessoas é uma artista. Tem celular. Não tem computador. Acessa a internet ocasionalmente em Lan Houses. Usa SMS e MMS mas não tem um celular de ultima geração. Não tem Twitter. Tem MSN. Acessa o Orkut para se comunicar com seus amigos e saber como eles estão.

Por que estou citando essa experiência? Simples. Porque nós vivemos em um gueto e esquecemos disso. Achamos que todo mundo tem os nossos hábitos. Nós somos parte dos 10% do Twitter que fazem 90% do conteúdo que aparece por lá. Quer mostrar que olha para fora do nosso gueto? Assista a novela, pegue o metrô e o ônibus sem usar um fone de ouvido.

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Só muda o endereço

adverbatims

Ontem eu estava no NBC2009 com o time do Brainstorm#9, participei do debate com os caras da Goodby, Silverstein & Partners e na volta para casa, conversando com o Zannin e o Merigo, lembramos da proporção de jobs que não são glamurosos, que não ganham prêmios mas que pagam o salário no fim do mês. São os jobs do dia a dia mesmo. Aquele banner, aquela ação tradicional.

Se pensarmos que isso também envolve o relacionamento com clientes e pedidos de todos os tipos a coisa começa a ficar mais complicada.

Ontem alguém também falou, com toda razão propriedade, que cliente é tudo igual. Você vê essas marcas que todo mundo fala que são inovadoras, corajosas e tudo mais mas, na real, no dia a dia acabam sendo igual à outras marcas que, teoricamente, não tem esse perfil de inovador.

Acho que tudo depende muito dos processos internos de aprovação de cada marca, de quem é o seu ponto focal no cliente e por aí vai. Será que dá para generalizar e falar que quanto maior a marca, maior a dor de cabeça nos momentos de aprovação? Não sei. Mas sei que existem clientes e clientes.

Há alguns anos eu conheci um site, que infelizmente não é mais atualizado, chamado Adverbatims em que algumas pérolas que ouvimos de clientes, fornecedores e pares são enviadas para o site.

Ás vezes achamos que as coisas que acontecem conosco no Brasil são porque nosso mercado não é maduro o suficiente. E isso não é verdade. O lance é: vemos os cases de agências de fora ganhando mil prêmios e esquecemos que eles também devem lidar com clientes difíceis. Listei algumas das pérolas do site:

“Não sei bem o que o cliente quer então vamos tentar e fazer algo que o cliente vai comprar”
“Gostei dos takes 1 e 3” – cliente após ouvir o mesmo anúncio de rádio 4 vezes.
“Como eu posso colocar um link no meu desktop se eu tenho um laptop?”
“Eles estão no Canadá…será que eles conseguem ler um arquivo EPS?”

E uma das melhores na minha opinião:

“Me manda esse PDF em VHS?”

É, realmente, só muda o endereço.

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