::.. Terça-feira, Setembro 30, 2003 ..::



O fim da jornada

Depois de muita espera, finalmente o novo trailer do terceiro e último episódio da saga O Senhor dos Anéis foi lançado ontem. E como o cinema é uma de minhas paixões, logicamente que eu não poderia deixar de comentar sobre isso.

São trailers como esse que cada vez mais me fazem ter vontade de trabalhar nisso, ou seja, produzir prévias.

Depois que me formar em publicidade, pretendo fazer faculdade de cinema. Porém, minha pretensão não é produzir filmes, mas sim trailers. Não sei como funciona esse mercado, quem são as pessoas que trabalham com isso, só sei que também quero fazer. :)


Este trailer de O Retorno do Rei exemplifica bem a fascinação que tenho por esse tipo de material. Os caras pegam cenas fortes do filme, colocam no fundo uma trilha sonora simplesmente magnífica, salpicam frases de efeito e pronto, o resultado é um trailer bombástico.

Percebam as frases no final do trailer e como a trilha se encaixa perfeitamente com os acontecimentos da tela. A medida que a música aumenta o ritmo, a edição se altera. Fantástico e emocionante. Outro trailer recente que achei excelente é o do filme "Era uma Vez No México", o qual já comentei aqui tempos atrás.

A união de imagem e som é altamente poderosa, e se cada coisa for colocada nos seus devidos lugares, consegue emocionar e cativar o espectador. Um exemplo bem comum disso, são trailers que fazem filmes ruins parecerem a última maravilha da sétima arte.


Gosto dessa situação de criar uma expectativa, fazer uma pessoa ver o trailer e pensar: "Caramba, isso deve ser bom!". Para mim, um trailer é a fusão do cinema com a publicidade. O filme pode ser muito bom, mas sem um teaser que se preze, pode não fazer o sucesso esperado.

Claro que O Senhor dos Anéis é uma super-produção milionária e ainda conta com uma trilha sonora original maravilhosa composta pelo mestre Howard Shore. Mas mesmo assim, já vi excelentes prévias bem mais simples, com boas músicas, e que contam com uma edição capaz de transformar tudo aquilo em algo impressionante.

Edição: essa é a palavrinha mágica. A arte de colocar imagem, som, conceitos e etc num liquidificador, misturar tudo e provocar emoções com o resultado final. Não seria exagero dizer que a edição é responsável por grande parte do sucesso de um filme.

Não sei como é trabalhar com isso no Brasil, nem como se começa, mas tenho essa vontade. Bom, mas deixando o sonho de lado, vale lembrar que estou contando os dias para a estréia de O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei.


Certamente será mais um show do diretor Peter Jackson. Só espero que ele se mantenha fiel a história de Tolkien e faça apenas as alterações necessárias para transpor o livro para a linguagem cinematográfica, assim como tem feito até agora.

E a melhor notícia deste trailer é a Laracna. Ela aparece rapidamente numa cena, atrás de Frodo. Essa é uma das partes mais legais do livro e estou ansioso para ver como vai ficar na tela grande. Pena que não poderemos sentir o terrível cheiro da Laracna no cinema, como quase sentimos com a descrição de Tolkien.

Clique aqui para fazer o download do trailer em formato .mov. O arquivo tem 26.9 MB e está em excelente qualidade.

Fala que eu te escuto:


::.. Segunda-feira, Setembro 29, 2003 ..::



PC na MacMania

A publicidade também comete gafes, aliás, comete muitas delas. Uma dessas infelicidades aconteceu na última edição da revista MacMania e foi muito bem descoberta pelo Herbert, colega de trabalho aqui na agência.

Como diz o nome, a publicação é totalmente direcionada aos usuários de Mac, portanto, o que se espera são anúncios voltados para esse nicho. Acontece que no verso da revista, a Leo Burnett veiculou uma peça divulgando a nova engenhoca P800 da Sony Ericsson, que entre outras coisas é uma camêra digital, celular e mais uma série de badulaques


Até aí tudo bem, se uma das principais funcionalidades do produto não fosse essa: "E-mail, calendário e agenda sincronizáveis com o PC."

Sim, tudo a ver não é mesmo? Um equipamento compátivel com PC sendo anunciado numa revista para macmaníacos.

Talvez o departamento de mídia da Leo Burnett ainda não tenha descoberto a barreira que separa PC's de Macintosh's.

Fala que eu te escuto:


::.. Domingo, Setembro 28, 2003 ..::



Talentos desperdiçados

Muitos vão bater o olho nesse post e dizer: "Putz, lá vem ele puxar o saco da escola onde estuda". Mas na verdade, o que vou comentar aqui eu já conhecia antes mesmo de estudar lá, antes até de morar em São Paulo.

Nos últimos anos, foram veiculados uma série de anúncios muito interessantes da Escola Panamericana de Arte e, muito provavelmente, as pessoas que moram em outros estados não tiveram a oportunidade de assistí-los. Porém, a partir de hoje vou comentar alguns deles aqui no Brainstorm #9, começando pelo meu preferido.

Criado pela Loducca, o comercial mostra como um talento mal dirigido acaba sendo perdido e se tornando inútil. Para isso, são mostradas situações em que diversos gênios da arte, por estarem em áreas erradas, realizaram feitos no mínimo inusitados.


Por exemplo, imagine o que teria feito Van Gogh se ele fosse veterinário? E se Picasso tivesse sido cabeleireiro? Ou então se Amadeo Modigliani seguisse a carreira de ortopedista?

É justamente isso que faz o anúncio da EPA, imaginar as obras que eles teriam feito nessas profissões, digamos, um tanto quanto diferentes para esses artistas.

Utilizando um humor sutil e muito inteligente, o conceito do filme vai rapidamente do abstrato ao concreto. Utiliza uma série de hipóteses fantasiosas para chegar a mensagem que realmente interessa.

Outro fator que me faz gostar muito deste anúncio, é a explicação que ele faz do seu anti-produto, mesmo que isso fique quase inconsciente para as pessoas.


Esse argumento publicitário muitas vezes é até exagerado, mas muito válido para atrair o espectador. Explicar o anti-produto significa mostrar ao consumidor todas as infelicidades e vicissitudes que se abaterão sobre ele, caso não use o produto que você anuncia.

Isso geralmente dá vida a comerciais muito criativos, já que pode-se explorar todo um inferno de frustrações que esperam a pessoa que não preferir as vantagens do produto anunciado. Neste caso, a idéia mostra que quem não estudar na EPA, pode ter seu talento perdido se ele não for transformado em profissão.


Intitulado de "Talento", este anúncio da Panamericana é do tipo que eu gostaria que tivesse mais tempo. Fico pensando quantas brincadeiras não daria para fazer colocando os gênios da arte em outras profissões. De qualquer forma, este filme conta com uma idéia fantástica e uma produção impecável.

Clique aqui para fazer o download do anúncio em formato .mov. O arquivo tem 4.06 MB.

Fala que eu te escuto:


::.. Quinta-feira, Setembro 25, 2003 ..::



A simplicidade inusitada

Geralmente gosto muito de anúncios e conceitos que brincam com o próprio ambiente real e criam o inusitado, como é o caso daquele outdoor português do carro batendo no poste e do frontlight da MINI com as palmeiras inclinadas.

Esse tipo de ação se destaca das outras, pois acaba envolvendo muito mais a pessoa do que uma simples página de revista. São peças que fazem o lugar comum, o cotidiano, virar uma coisa diferente e chamar a atenção de quem passa nas ruas.

Como adoro esse tipo de trabalho, selecionei para mostrar à vocês duas idéias premiadas no Festival de Nova York deste ano.


A primeira faz uma brincadeira com uma coisa muito comum: a porta de um ônibus. Criado pela agência Tandem DDB de Madrid na Espanha, o anúncio divulga as balas Mini Mints da Smint.

A idéia é simples e excelente: Quando a porta está aberta, as bocas ficam separadas e o casal não "se beija". Na escada do ônibus está escrita a frase: "No Mini Mints. No Kiss.".

Assim que a porta se fecha, as figuras se juntam e o casal "se beija". São peças como essa que me fazem acreditar cada vez mais que: a genialidade está na simplicidade.


A segunda ação foi criada pela agência IDB/FCB de Santiago no Chile, para a distribuidora Andes Filmes.

Visando promover o lançamento do filme "A Casa da Colina", os criativos da IDB fizeram uma verdadeira "sujeira" nos banheiros dos cinemas chilenos.

Utilizando uma espécie de adesivo, eles simularam sangue nas paredes, pias, espelhos e piso dos sanitários. Um cartaz do filme ainda ajudava a decorar o cenário de terror.


Quando vi essa peça, fiquei imaginando a reação das pessoas que entravam no banheiro e se deparavam com essa cena. Pense bem: Você lá distraidão, se preparando para curtir um cineminha, entra no banheiro e vê o lugar com sangue por todos os lados.

Até você se tocar que aquilo é uma brincadeira, seu coração já quase pulou pela goela. Isso é que é interagir pra valer com o consumidor, e que interação.

O anúncio da Smint ganhou Medalha de Prata e o banheiro ensaguentado levou Medalha de Ouro no Festival de Nova York de 2003.

Fala que eu te escuto:


::.. Terça-feira, Setembro 23, 2003 ..::



Giving Up Smoking

Já se foi o tempo em que fumar era sinônimo de glamour, status, gente importante e bem sucedida. Hoje em dia, o cigarro se tornou uma coisa careta, que fazem muitas pessoas terem vergonha de dizerem que fumam.

Zilhares de campanhas anti-fumo já foram feitas, aliás, a publicidade da indústria de tabaco sofreu um golpe terrível nestes últimos meses. Nada de mostrar gente feliz ou praticando esportes fumando, muito menos dizer que o cigarro o torna uma pessoa diferente dos outros ou patrocinar festivais de música.

Esses conceitos foram expressamente proibidos, e agora anunciar cigarros se tornou uma tarefa árdua para os criativos das agências de publicidade. O mesmo está acontecendo com as bebidas alcóolicas, e logo não veremos mais comerciais onde o consumo é incentivado.


Claro que o cigarro faz mal e todo mundo sabe disso, mas sou a favor de que cada um pode usar a droga que quiser desde que não encha o saco dos outros. Inclusive sou a favor da liberação de qualquer tipo de droga no Brasil, assim como fizeram na Holanda e Portugal, países que tiveram seus índices de violência comprovadamente diminuídos após essa medida.

Porém, para que esse tipo de lei seja colocada em prática, é preciso conscientizar a população dos riscos de cada tipo de droga. Aí funciona assim: "Você está avisado, agora faça o que quiser."

No caso do cigarro é a mesma coisa. Fumar é um direito de cada um, desde que isso não interfira na vida de outras pessoas. É por isso mesmo que acho fantástico esse anúncio da NHS, uma instituição do Departamento de Saúde do Reino Unido que combate o fumo.

O filme explora especificamente a questão dos fumantes passivos que, mesmo não utilizando cigarros, acabando consumindo altas taxas de nicotinas e outras porcarias por causa de terceiros.


Isso todo mundo já sabe, mas o mais legal desta peça da NHS, é que ela fala de crianças que fumam passivamente. Intitulado de "Kids Smoking", este anúncio foi criado pela agência Abbott Mead Vicker BBDO e está no ar na Europa desde Julho deste ano.

São imagens terrivelmente perturbadoras de crianças felizes que exalam fumaça. E acredito eu, é justamente esse tipo de linguagem que consegue captar a atenção dos espectadores: a linguagem do impacto.

Campanhas assim costumam chocar as pessoas, e mesmo que elas digam que não se abalam, acabam sendo tocadas pela mensagem. Quando tudo isso envolve crianças então, a coisa ainda é mais forte, pois nínguem quer ver seus filhos com os pulmões cheios de toxinas.

É por isso que, dentre as dezenas de anúncios que combatem o fumo, considero esse conceito da NHS um grande diferencial. A proposta aqui é: Não diga que o cigarro faz mal para quem fuma, diga que faz mal para as pessoas que ele ama.


E não podemos esquecer que, além das imagens de crianças felizes, temos aqui uma trilha sonora totalmente infantil, que nos remete ao quão as crianças são indefesas, e ajudam a potencializar o impacto causado pelo anúncio.

No final, a locutora fala: "Quando você fuma perto de crianças, elas fumam também. E todo ano mil crianças chegam aos hospitais com problemas respiratórios porque inalaram fumaça de cigarro."

Clique aqui para fazer o download do filme em formato .mov. O arquivo tem 1.59 MB.

Fala que eu te escuto:


::.. Segunda-feira, Setembro 22, 2003 ..::



Brainstorm #9 no Ibest 2004


Todo publicitário gosta de ganhar prêmio e, logicamente, eu que ainda estou treinando para ser um, também já quero estar íntimo deste mundo do glamour quando eu (quem sabe) me tornar um profissional famoso. :)

Por isso mesmo que inscrevi o Brainstorm #9 no Prêmio Ibest 2004. Se eu mereço ser um cara treinado em premiações, vocês é que vão decidir.

São 3 categorias que este blog está participando. Caso queira votar, clique no link da categoria abaixo:

Ibest Blog!

Entretenimento

Pessoal Entretenimento

Agradeço a quem votar. Se eu ganhar o Ibest e nunca for pra Cannes, pelo menos já poderei fazer um discurso de agradecimento uma vez na vida. :)

Fala que eu te escuto:




O poder dos quilates

Muita gente já recebeu por e-mail essa série de anúncios impressos da Joalheria Natan, mas para quem ainda não conhece, vou publicar os melhores aqui.

Criados pela agência F/Nazca, as peças chegam até a causar polêmica pelo forte conteúdo machista, mas não há como negar, são excelentes e muito divertidas.


Ao invés de classificar como machista, prefiro chamar esses anúncios da Natan de bem humorados. Os quatro primeiros fazem uma relação da visão feminina antes e depois de uma jóia Natan, e o último mostra como para o "amor" não existe idade, desde que exista um agrado bem valioso.

Nenhuma das peças tem título, apenas a assinatura da anunciante: Natan Joalheria. O poder dos quilates.

Claro que muitas mulheres irão criticar os anúncios, que querendo ou não, as chama de interesseiras. Mas lembrem-se, a campanha não é direcionada ao público feminino e sim aos homens endinheirados que procuram agradar suas (futuras) companheiras.


E pensando nisso, são peças extremamente criativas e com uma linguagem muito simples. Não é preciso dizer nada, apenas a imagem. E o humor como argumento, desde que bem usado, sempre funciona.

Se você é feio, tem corpo em forma de pêra, de uma jóia Natan que isso pouco importará. Na quinta peça, é preciso um pouco mais de observação: preste bem atenção nas mãos. Simples não é? E o anúncio não precisa lhe dizer nada, você é que tira suas próprias conclusões.

Os anúncios foram publicados em 2001 e circularam em diversos anúarios de propaganda pelo mundo afora.




Fala que eu te escuto:




Comentários dos comentários - Parte II

Passei o fim de semana fora e quando chego na segunda-feira, vejo que os comentários do Brainstorm #9 estão bombando.

Eu que comecei esse blog sem maiores pretensões, apenas querendo expor algumas opiniões, hoje olho para tudo isso e penso: "Putz, criei um monstro!". Hehehe :)

Mas fico muito feliz com isso, e agradeço todos vocês que entram aqui e participam do blog. Espero que cada vez mais pessoas continuem deixando também suas opiniões aí nos comentários. Sempre que possível tentarei responder, como farei agora. Para não ficar um texto cansativo, dividirei em tópicos.

Mas antes, peço desculpas as pessoas que não conseguiram fazer o download do anúncio da Bauducco, prometo que nunca mais hospedarei nada no Geocities para evitar esses transtornos.

- Comerciais das Forças Armadas

Como bem lembrou o Felix, os anúncios das Forças Armadas são medonhos. Produção ruim, texto ruim e atores amadores. Tudo bem, vamos compreender que o baixo orçamento é a causa disso, mas já que o Lula é o nosso presidente, deveriam deixar todos esses comerciais do governo a cargo do Duda Mendonça e sua equipe.


- Campanha da Nova Schin

Algumas pessoas tem me perguntado sobre o que acho da campanha da Nova Schin e, sinceramente, não existe muito o que se opinar neste caso.

Não é um peça publicitária que vai ser premiada e nem elogiada por sua criatividade mas, sem sombra de dúvidas, é uma campanha que funciona, ou melhor, está funcionando. É isso o que interessa para a Schincariol e para a Fischer America, agência responsável pela conta da cervejaria.

Mercadologicamente, tenho a absoluta convicção de que o tal "Experimenta! Experimenta!", caiu como uma luva. Celebridades, gente bonita e o Zeca Pagodinho, um bebum de primeira que só bebe uma marca de cerveja experimentando a Nova Schin.

É só ouvir os comentários das pessoas que você conhece. Tudo mundo já assistiu o comercial e se você disser por aí: "Experimenta! Experimenta!", qualquer um vai lembrar: "Ah, é aquele comercial da nova Schincariol".

Apesar de eu gostar de ver a publicidade como uma forma de arte, nunca me esqueço que a função dela é vender, adequar linguagens e falar com um público definido. E quanto a isso, não há o que se criticar a campanha da Nova Schin.

- A desmistificação da publicidade

Este texto eu publiquei originalmente aqui no Brainstorm #9 no dia 21 de Abril deste ano. Porém, perante aos comentários de algumas pessoas que insistem em dizer que a publicidade é o cancêr do mundo, que as pessoas são manipuladas e todo aquele velho blábláblá, vou repetí-lo aqui.

Podem não concordar a vontade, logicamente, mas essa é a minha visão do que é a publicidade:

Acho incrível essa gente que insiste em discutir a ética na publicidade, e o pior, grande parte desta gente está dentro da própria publicidade.

Detesto aquela balela dirigida ao grande público de que: "a propaganda é feita para ajudar você a viver melhor". Como disse Roberto Menna Barreto já na década de 1980, isso é uma conversa fiada que poucos homens de criação, realmente competentes reconhecem como verdadeira.

A propaganda só ajuda os "donos" da propaganda a viverem melhor (anunciantes, agências e veículos), nínguem mais. E o que há de absurdo nisso?

Nós vivemos num determinado sistema econômico, político e cultural, que é o de economia de mercado. Se ele é bom ou mau, cabe a cada um julgar. Agora, o que todos concordarão sem dificuldades, é que todas as atividades e profissões dentro desse sistema estão condicionadas por ele. A engenharia, a medicina, o jornalismo, a religião e tantas outras...

Somente a propaganda comercial não está condicionada pelo sistema. Ela é o sistema! E o é abertamente, confessamente, como matéria paga.

Sendo mais claro, a publicidade está abertamente dizendo a todos, que veio apenas para ganhar dinheiro, dar lucros, sem maiores pretensões humanitárias. A função da propaganda é vender, fazer circular mercadorias. Que escândalo há nisso?

As pessoas precisam colocar de uma vez por todas na cabeça, que a propaganda não esta aí pensando em ajudar você. Se a Coca-Cola gastou milhões em um único anúncio de televisão ou revista, é preciso ter convicção de que aquilo - abertamente, caracterizadamente - não foi feito com a intenção de matar a sede de nínguem. Tudo foi criado única e exclusivamente para fazer você abrir a tampinha da garrafa, e assim, gerar dividendos para a empresa.

Portanto, não adianta viver na lenda de que a Coca-Cola Company, ou qualquer outra grande multinacional, veio para o Brasil antes de tudo para ajudar a nos transformar em potência e, em segundo lugar, para proporcionar a todo brasileiro o melhor acompanhamento possível para seus pratos típicos, como um Big Mac ou uma Pizza Hut.

Chega de insistir no caráter "benemérito" da propaganda.

Fala que eu te escuto:


::.. Quinta-feira, Setembro 18, 2003 ..::



O Natal chega com ele

Ainda faltam três meses para o Natal, mas como todo ano, lá pela metade de Novembro começam surgir as campanhas publicitárias pensando em aproveitar o espiríto natalino que floresce nas pessoas.

E além daqueles comerciais estilo varejão que oferecem os mais variados produtos financiados em 12 meses, temos também a oportunidade de conferir excelentes e criativos anúncios nesta época do ano.

Um exemplo é este filme da Bauducco que foi exibido no final de 2001. Talvez vocês até se lembrem dele, já que é uma peça relativamente recente. Criado pela AlmapBBDO, o anúncio inicialmente parece ser mais um daqueles típicos conceitos de Natal, onde pessoas felizes se cumprimentam, comem ao redor de uma farta mesa, distribuem presentes e por aí vai. Mas, neste caso, felizmente temos mais que isso.


Intitulado de "Abraços", o anúncio começa mostrando pessoas se abraçando, parecem parentes, uma família desejando feliz natal. Uma velhinha abraça uma criança, o homem mais novo abraça o mais velho, um casal se cumprimenta. Tudo com bastante emoção e aquela trilha sonora de sempre usada pela Bauducco em suas campanhas.

Até que em meio toda aquela confraternização alguém chama: "Pessoal, pessoal!". E aí se revela a surpresa. Vou parar minha descrição por aqui, pois senão acabarei com a graça do comercial. Veja você mesmo.


É um anúncio que conta com uma grande dose de humor e foge do lugar-comum utilizado nas campanhas natalinas. Além disso, temos um elemento surpresa bastante inesperado e espirituoso. Vale a pena conferir e dar boas risadas com o que os Panettones Bauducco fazem com as pessoas.

O filme em formato .mpeg está compactado em um arquivo .zip de 4.96 MB. Descompacte utilizando um WinZip da vida e divirta-se.


Clique aqui com o botão direito e vá em "Salvar destino como..." para fazer o download, ou se preferirem, utilizem gerenciadores como o GetRight. Ah, lembrando a todos que hospedei o anúncio no Geocities e, como eles são meio chatos, não sei por quanto tempo o arquivo ficará no ar. Qualquer problema me avisem, que tentarei disponibilizar o filme em outro lugar.

Fala que eu te escuto:


::.. Quarta-feira, Setembro 17, 2003 ..::



Memória Brainstormiana


Estou vendo que o pessoal que visita o Brainstorm #9 está mandando ver nos comentários. Valeu galera, pelos elogios e pelas opiniões de vocês.

Porém, estou aqui para lembrar a todos que o blog tem a seção Arquivo, com o link permanente aí na barra lateral. Estou dizendo isso pois algumas pessoas estão pedindo anúncios que já foram publicados aqui, como "A Semana" da Revista Época, alguns da Disney, BMW, Pepsi, Audi, Nike e etc.

Principalmente do mês de Abril em diante, vocês poderão encontrar a maioria dos comerciais comentados aqui. Portanto, quem der uma passadinha na seção Arquivo vai poder se divertir com alguns dos melhores anúncios do mundo.

Clique aqui para visitar o Arquivo.

Fala que eu te escuto:


::.. Segunda-feira, Setembro 15, 2003 ..::



Mentiras com verdades

Qualquer brasileiro que queira ser publicitário, já é um cara de sorte desde que nasceu. Tem sorte porque nasceu na terceira maior "potência" em publicidade do planeta. O Brasil sem dúvida alguma é um dos melhores países para se fazer publicidade, sendo uma das mais criativas e premiadas do mundo, ficando atrás apenas de Inglaterra e Estados Unidos.

Infelizmente o mercado aqui é pequeno, a publicidade brasileira é um ovo onde todo mundo se conhece. Se você faz alguma coisa legal, rapidamente todos ficarão sabendo e se você fizer alguma besteira, não tenha dúvidas, ficará queimado em todas as agências. Portanto, é preciso ter talento, contatos e muita sorte para se dar bem nessa profissão.

Por isso mesmo, tenha certeza, quando após muita insistência e trabalho você conseguir entrar em uma (boa) agência brasileira, você estará dentro do que há de melhor na publicidade mundial. Exemplos disso, são as zilhões de peças brasileiras que se tornaram memoráveis e exaustivamente premiadas mundo afora. Se alguém me perguntar qual anúncio tupiniquim considero o melhor, confesso, não saberia responder.

Porém, se tem um comercial brasileiro que me vem a cabeça sempre que penso nos melhores, nos tops, é o "Hitler" da Folha de São Paulo. Criado pela W/Brasil, o anúncio foi ao ar no final de 1987 e se tornou um marco da publicidade.


Isso porque além de uma idéia maravilhosa, o filme carrega um elemento surpresa que poderiamos chamar de assustador. Quando visto pela primeira vez, o espectador não espera que o fechamento seja aquele e chega a se perguntar: "Como isso é possível?".

O anúncio tem um forte conteúdo político e começa mostrando apenas pontos pretos, as retículas do jornal. Essa imagem vai se afastando enquanto o narrador exalta feitos de uma pessoa até então desconhecida:

"Este homem pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho a seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar. Aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de marcos. E reduziu uma hiper-inflação a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura, e quando jovem imaginava seguir a carreira astística."


No final da narração, a imagem da retícula enfim se revela: é Hitler, o ditador nazista alemão. É como um tapa na cara e você diz: "Caramba, eles me pegaram!". E a conclusão com o narrador dizendo: "É possível contar um monte de mentiras, dizendo só a verdade."

E eu te pergunto: que mentiras são essas? O comercial não diz, a gente é que pensa. Nós ouvimos a narração e pensamos logo em uma pessoa boa, um político honesto e competente. Essas são as mentiras que o próprio texto do anúncio cita mas não especifica quais são, o espectador é que chega sozinho a uma conclusão errada antes de ver quem é.

Aventura visual, elemento surpresa e um texto arrebetador escrito pelo Nizan Guanaes e Washington Olliveto, sem contar os efeitos sonoros que se encaixam perfeitamente no conceito, tornaram este filme um clássico, ganhador de inúmeros prêmios, inclusive o Leão de Ouro no Festival de Cannes de 1988.

Além disso, é um dos dois únicos comerciais brasileiros e ibero-americanos na lista dos cem melhores de todos os tempos, publicada em 2000 por Berneci Kanner. (Lista da qual discordo, pois só duas peças brasileiras é uma piada.)


"Hitler" é um comercial tão bom pois causa impacto, prende a atenção e faz o próprio espectador repensar tudo aquilo que ouviu e o que já sabia. É por isso mesmo que se tornou uma peça tão lembrada e premiada até os dias de hoje.

Clique aqui para fazer o download do anúncio em formato .mov. O arquivo tem 1.92 MB.

Fala que eu te escuto:


::.. Sábado, Setembro 13, 2003 ..::



11 de Septiembre

O segundo aniversário do fatídico dia 11 de Setembro aconteceu nesta semana que passou. Na quinta-feira muitas pessoas relembraram e a imprensa fez questão de cutucar ainda mais o assunto.

Eu liguei a TV de manhã antes de ir para agência, e o que vi foi praticamente todos os canais falando sobre o ataque ao World Trade Center. Chegaram inclusive a colocar repórteres ao vivo em New York, como se estivessem esperando por um novo trágico acontecimento.

Como já disse nesse blog há algum tempo, não sou anti-americano. Inclusive causei bastante polêmica aqui quando disse que era a favor da Guerra do Iraque. Porém, acho que fazem tanto estardalhaço com o 11 de Setembro, que todo o mundo se esquece do resto.


Logicamente um erro não justifica o outro. Aliás, nada justifica esse genocídio. Mas não custa lembrar que vários lugares no mundo estão passando por problemas ainda mais graves do que a queda de dois prédios faraônicos.

Sim, muitas pessoas morreram, mas como bem lembrou a organização Médecins du Monde (Médicos do Mundo), não é só em New York que morrem milhares de pessoas.

Com um anúncio bem impactante criado pela agência espanhola The Farm Creative Factory, vemos o World Trade Center caindo em todos os dias da semana: "Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira..."


E logo em seguida o texto: "Para alguns países, todos os dias são 11 de setembro. Na África Subsahariana morrem diariamente mais de 3.000 pessoas por falta de assistência médica."

É realmente um tapa na orelha de quem acha o dia 11 de Setembro de 2001 a grande tragédia da humanidade e se esquece de olhar o resto do mundo. O comercial se refere apenas as pessoas que morrem por falta de assistência médica, sem contar quem morre de fome, em guerras civis e etc, todos os dias.

Intitulado de "September 11th", o filme ganhou o Sol de Bronze no Festival Publicitário Iberoamericano 2003, que aconteceu na cidade de San Sebastián na Espanha.


Clique aqui para fazer o download do comercial em formato .mov. O arquivo tem 1.03 MB.

E para descontrair um pouco, deixando esse assunto sério de lado, aproveite para brincar na seção Interativa do site da agência The Farm Creative Factory. Lá você vai poder prender seu mouse em uma ratoeira e caçar tantos outros.

Fala que eu te escuto:


::.. Sexta-feira, Setembro 12, 2003 ..::



Prevenção

Gosto muito de anúncios institucionais bem feitos que defendem uma causa e nos incitam a reflexão. Geralmente, os bons comerciais deste tipo são impactantes e pegam o espectador de surpresa.

Um exemplo são os filmes do CVV - Centro de Valorização da Vida criados pela agência Leo Burnett. Inclusive, eu estou desesperadamente a procura de um deles para publicar aqui no Brainstorm #9. Aquele em que uma garota vai andando até o fundo do mar enquanto toca a música Glory Box do Portishead. Quem souber onde posso encontrá-lo, ficarei muito agradecido.

Bom, mas como por enquanto eu não tenho esse filme ele fica para outra ocasião. Por isso, vou falar agora sobre um anúncio espanhol de 1994 que também aborda um assunto importante e conta com um grande impacto.


Intitulado de "Two Breast", este filme foi criado pela agência Delvico Bates Barcelona para a AECC - Associação Espanhola Contra o Cancêr. Ele começa nos mostrando cenas de mulheres nuas que, pegas desprevenidas, escondem os seios.

Até então não sabemos qual o sentido dessas várias cenas em seqüência, apenas vemos moças se enrolando em toalhas e se trocando. Porém, no final vemos a mensagem que nos pega de surpresa: "Se você sente vergonha em mostrar seus dois peitos. Imagine mostrar um só.". E logo em seguida: "Visite seu ginecologista pelo menos 1 vez por ano."

É simples, curto e direto. Um tipo de comercial sem produção hollywoodiana, que chama atenção apenas pela sua mensagem muito bem elaborada. Existe muita coisa para se falar sobre o cancêr de mama e o porque a doença deve ser prevenida, atualmente muitas campanhas são feitas nas mais diversas mídias, quase sempre usando gente famosa e celebridades.


Mas o filme da AECC se foca apenas naquilo que pode causar mais trauma nas mulheres. Fala pouco, com simplicidade, mas com eficiência e objetividade. Não tenho dúvidas de que o conceito deste comercial tenha conseguido atingir em cheio o seu público-alvo.

O anúncio ganhou o Leão de Ouro no Festival de Cannes de 1994, e a produção ficou por conta da brasileira JODAF. Clique aqui para fazer o download do filme em formato .mov. O arquivo tem 2.19 MB.

Fala que eu te escuto:


::.. Quinta-feira, Setembro 11, 2003 ..::



Brainstorm #9 no CCSP



Ao contrário do que disse a Juliana nos comentários do post abaixo, eu respondo e visito os sites das pessoas que passam por aqui sim. É só procurar nos comments que você vai achar uma ou outra palavrinha minha por lá. Inclusive tem um post logo aí abaixo que se chama: "Comentários dos comentários". :)

Um exemplo de como eu estou sempre de olho nos comentários, foi o alerta que o Carlos Felipe me deu no post abaixo. Graças a ele descobri que o Bruno Porto, da Porto+Martinez Design, indicou o Brainstorm #9 no Clube de Criação de São Paulo.

Eu que comecei com esse blog bem despretensiosamente, e ainda estou apenas iniciando na área, nem imaginava que teria uma indicação no meio dos grandes e renomados profissionais da publicidade e do design. Agradeço ao Bruno Porto e a todos os visitantes deste blog. Muito obrigado pelas indicações e pelo prestígio de vocês.

Segue o que disse o Bruno no CCSP:

Bruno Porto, da Porto+ Martinez, indica o blog Brainstorm #9. De quebra, confira o The Evil Twin, da Ford...

Produto do 'cérebro' do jovem estudante de design Carlos Roberto Merigo Filho, o Brainstorm #9 é realmente supimpa.
O cara é um fuçador-antenado-descolado que resgata diversas referências e campanhas que rolam mundo a fora. Seu toque mais recente diz respeito ao site The Evil Twin, da Ford (link abaixo) que reposiciona o Ford SportKa e, de fato, também vale a visita. Divirta-se.


Clique aqui para acessar diretamente o link do comentário do Bruno Porto no CCSP.

Fala que eu te escuto:


::.. Quarta-feira, Setembro 10, 2003 ..::



The Triumph Of Evil Over Good

Vocês certamente conhecem o Ford KA, um carro popular não muito bonito e que aqui no Brasil é odiado por muita gente. Muitas pessoas o chamam de Ford KU: feio por fora e apertado por dentro.

Mas parece que a Ford quer começar a mudar essa história. A montadora lançou no Reino Unido uma nova versão do carro, chamada SportKA. Apelidado de Evil Twin, o veículo foi concebido para ser a versão "má" do velho Ka. Porém, o que seria dessa intenção sem uma grande estratégia de marketing? Nada.


É por isso mesmo que a filial britânica da agência Ogilvy & Mather, preparou uma grandiosa campanha para o lançamento do SportKA. O que mais me chamou atenção na linha de comunicação adotada pela Ogilvy, foi o conceito de "irmão gemêo diabólico".

Além de um anúncio que já está sendo veiculado na Europa, a agência colocou no ar um excelente site como se fosse uma página de um filme de terror. Com animações em flash e uma exemplar direção de arte, o site é muito envolvente e tem ótimas sacadas e um desenvolvimento criativo muito forte.

A página apresenta histórias, depoimentos de "vitímas inocentes" e todo um conceito baseado em filme. Tem até um policial que investiga os "crimes" e declara: "É difícil entender como um carro de sucesso, muito popular, pode ser tão perigoso".

No anúncio feito para televisão, que certamente deve causar polêmica com alguma organização de defesa dos animais, o Evil Twin não permite que um pássaro pouse em sua capota, mandando-o para longe. É um filme com uma dose de humor negro, uma brincadeira lógico, mas que vai fazer muita gente chata reclamar.


E porque eu digo que o conceito dessa campanha é maravilhoso? Simplesmente porque ele se encaixa perfeitamente com a proposta da Ford. É ideal para a nova imagem que a empresa quer dar ao Ford KA. Não me espantaria se eu soubesse que a idéia desta linha de comunicação surgiu no próprio briefing.

Pense você no Ford KA que temos aqui no Brasil, o que lhe vem a cabeça? Talvez um carro frágil, com pouca potência, um veículo popular sem muitos atrativos. Muitos o consideram "carro de mulher", e juro que não é machismo de minha parte.

Já o SportKA é um carro mais robusto que sua versão original. Tem motor 1.6, rodas aro 16, suspensões esportivas e toda uma série de filuras que o tornam um veículo sport. Logo, era preciso mostrar ao mundo que o novo KA é um carro agressivo, diferente de seu "irmão bonzinho".


E a forma criativa encontrada pela agência de fazer isso, foi montar uma estrutura de comunicação que passe a imagem de um carro forte. Tudo isso com um conceito de terror e maldade. Uma brincadeira muito legal e uma bela sacada do pessoal da Ogilvy.

Vale muito a pena conhecer o site. Lá estão disponíveis papéis de parede, filmes e screen savers para download. Entre e perceba como cada detalhe é mostrado como se fosse um filme. Clique aqui para acessar o site

Não deixe também de conferir o anúncio do SportKA. Clique aqui para fazer o download do filme em formato .mpg. O arquivo tem 1.04 MB.

Fala que eu te escuto:


::.. Segunda-feira, Setembro 08, 2003 ..::



Audi A2 não enferruja

O que vocês acham de produzir uma placa com um anúncio que apenas será visível após algumas semanas, quando toda a mídia já estiver sido corroída pela ferrugem? Pois é, foi exatamente isso que a filial alemã da agência Saatchi&Saatchi fez.

Para divulgar o novo Audi A2 que é todo fabricado em alumínio, a agência criou um anúncio que inicialmente não passava de uma placa de metal lisa, sem nada inscrito. Porém, no tempo úmido da primavera da Dinamarca (onde a placa foi instalada), o metal não durou muito tempo.



Em apenas uma semana a ferrugem começou a revelar o anúncio, já que a parte da placa que não era feita de alumínio foi sendo corroída.


No final de um mês, toda a placa já tinha sido atacada pela ferrugem e o anúncio ficou então totalmente visível. A imagem do carro e o título: "All Aluminium Audi A2", protegidos pelo alumínio, permaneceram intactos.


Toda essa produção para dizer: Alumínio não enferruja, logo, o Audi A2 também não. Simples, mas uma idéia fantástica não é mesmo? A peça foi premiada com o Leão de Ouro no Festival de Cannes 2003 e com o Lápis de Ouro no One Show 2003.

Aliás, aproveito para lembrar que a Exposição One Show 2003 está rolando na Escola Panamericana de Arte e vai até o dia 18 de Setembro. Tem muita coisa legal, incluindo uma porrada de peças brasileiras. Vale a pena conferir.

Fala que eu te escuto:


::.. Domingo, Setembro 07, 2003 ..::



Comentários dos comentários

Como diria Jack, vamos por partes. Devido a indicação do Bloggerman, muita gente anda deixando comentários aqui no blog.

Valeu galera. Agradeço muito a participação de vocês e fico feliz em saber que estão curtindo o Brainstorm #9.

Concordo com o que o Anderson falou, apesar do comercial das "Formiguinhas" ser um clássico, acho que a fixação da marca não foi boa. Eu mesmo me confundi uma vez aqui no blog quando citei esse anúncio. Eu disse que era da Gradiente, mas uma leitora me mandou um e-mail me corrigindo. Senão fosse isso, nem lembraria da Philco.

O Todesco me perguntou qual comercial brasileiro eu considero melhor, em termos de criatividade. Sinceramente, não sei cara. Acho muito difícil eleger apenas um no meio de tanta coisa boa.

Eu gosto muito do anúncio "A Semana" da revista Época, que inclusive já publiquei ele aqui, e acho que é um dos "tops". Tem o "Hitler" da Folha de São Paulo também, que acho fenomenal. Mas sinceramente, não sei dizer se é o melhor.

Para finalizar esse post, vou esclarecer uma "dúvida" do nosso amigo FRODO, que disse que eu não sou humilde. Ele disse que sou prepotente por causa da frase: "E meu objetivo é conquistar a América do Sul, a Oceania e mais um terceiro continente a minha escolha.", que publiquei ai na barra lateral.

FRODO, isso é só uma brincadeira, uma ironia. Você nunca jogou War na sua vida? :)

Quem já jogou esse clássico dos tabuleiros sabe muito bem de onde vem essa frase. De resto, muito obrigado pessoal. Continuem visitando e deixando seus comentários.

Fala que eu te escuto:


::.. Sábado, Setembro 06, 2003 ..::



Um tapa na orelha

Já que o BloggerMan indicou o Brainstorm #9 no What's Up deste dia 5 de Setembro, não poderei deixar os novos visitantes e os velhos amigos deste blog sem uma novidade para o fim de semana.

Bom, não é bem uma novidade. Na verdade, é um clássico da publicidade brasileira. Acho que qualquer pessoa que não tenha vivido em uma caverna nos últimos 7 anos, deve ter assistido esse comercial.

Trata-se do antológico "Formiguinhas", o anúncio da Philco que foi exibido no ano de 1996 e desde então virou referência quando o assunto é publicidade. Foi uma peça muito comentada pelo público e, como não poderia ser diferente, premiada com o Leão de Ouro no Festival de Cannes daquele ano.


Criado pela agência F/Nazca, o filme usa uma aventura visual com muito humor para mostrar a potência da linha de som Applause da Philco. É uma idéia simples mas muito bem sacada. Um pequeno detalhe usado para falar muito com muito pouco.

Além do mais, ainda conta com o elemento surpresa, já que de início o espectador não sabe porque as tais formigas estão sendo jogadas longe, e o pior, porque parecem estar gostando daquilo.


Claro que bichos sempre, ou quase sempre, dão certo em comerciais, principalmente se forem cães e gatos. Porém, este anúncio mostra que nem só de bichos peludos e felpudos vive a propaganda. Quem diria que minúsculas formigas brincando num aparelho de som causariam tanta empatia com o público? Ainda mais num anúncio produzido praticamente todo em computação gráfica.

Fez tanto sucesso, que a campanha teve até continuação. A Philco lançou tempos depois uma nova linha de som ainda mais potente, e o novo comercial mostrava as mesmas formigas brincando nas caixas de som, só que desta vez usando capacetes, já que batiam com a cabeça na parede.


Sem dúvida alguma é um clássico, e vale muito a pena relembrar este anúncio que entrou para história da publicidade brasileira.

Clique aqui para fazer o download do comercial em formato .mov. O arquivo tem 2.83 MB.

Fala que eu te escuto:


::.. Terça-feira, Setembro 02, 2003 ..::



Let's Motor

Lembram daquele outdoor de Portugal que eu comentei aqui há algum tempo atrás? Pois então, existe um frontlight da MINI, uma fabricante de automóveis bastante conhecida nos EUA e Europa, que segue basicamente o mesmo conceito: o de utilizar o ambiente real como parte integrante da idéia.

Criado pela agência americana Crispin Porter + Bogusky, a peça certamente devia chamar muita atenção aonde foi colocada, se é que não está lá até hoje. O frontlight foi colocado no meio do mato, próximo a uma estrada, e duas palmeiras foram presas inclinadas a estrutura da mídia para passar a mensagem.

O resultado é esse que você confere na imagem: "o carro passando muito veloz e levando tudo o que está em seu caminho". Realmente uma ótima sacada, mas que deve ter exigido um trabalho hérculeo por parte de quem teve que prender as duas árvores no frontlight.

Fala que eu te escuto:


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