::.. Sexta-feira, Outubro 31, 2003 ..::



Freedom!

As mulheres nunca entenderão, mas existem coisas importantes na vida de um homem que precisam ser preservadas, e digo mais, com total conforto e liberdade se não for pedir muito.

É justamente disso que trata esse genial anúncio. Nele, uma situação dramática nos mostra um galo tentando se livrar do pequeno espaço em que é condenado a viver. Nós sentimos pena dele, torcemos para que ele se livre da gaiola.


No final, percebemos enfim que o anúncio não se trata dos "direitos dos animais", e sim sobre algo de suma importância para o mundo masculino.

O título diz: "Cocks Need Room To Move" (Galos precisam de espaço para se mover). Nesta frase, galo pode ser interpretado como uma gíria bem comum no inglês, assim como também fazemos no português.


Criado pela agência Mark/BBDO da República Tcheca para a Styx, o filme carrega uma grande dose de sutilidade e bom humor.

Atentem para a trilha sonora que acentua a dramaticidade e para a galinha que passa em frente a gaiola, incitando ainda mais o desejo de liberdade do pobre galo.


Mas o que afinal fabrica essa tal empresa Styx? Cuecas boxer. Não é preciso dizer mais nada, não é mesmo?

Clique aqui para fazer o download do filme em formato .MPEG. O arquivo tem 2.51 MB.

E não se esqueça de participar da promoção que vai sortear 5 CD's recheados de comerciais, incluindo o vídeo "Wear Sunscreen".

Vote no Brainstorm #9 Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.

Fala que eu te escuto:


::.. Quinta-feira, Outubro 30, 2003 ..::



The power of the brick

Os tijolinhos da Lego são um brinquedo clássico. Quando criança, eu sonhava em ter daqueles Legos monstruosos onde se podiam montar naves espaciais, bases lunares, aeroportos, carros de corrida e etc.

Mas como sabemos, os preços dessas belezinhas nunca foram nada agradáveis para os nossos bolsos mirrados. Então, eu me contentava com os bonequinhos do Playmobil, que eram mais baratos e afundavam na água quando se tirava o cabelo deles.

Voltando aos tijolos, esses dias vi exposto no Shopping Butantã aqui em São Paulo, um carro de Fórmula 1 em tamanho natural todo montado com peças de Lego. Se não me engano, foram usadas cerca de 15 mil peças para a montagem da caranga de brinquedo.

Mas isso é o de menos, já fizeram até a Biblía com peças de Lego. E o que você acha de montar e filmar cenas de Matrix e Guerra nas Estrelas com Lego? Tem até o Homer Simpson e o famoso desenho Relatividade de Escher em Lego.

Enfim, é um objeto cult de nossa sociedade e, por isso mesmo, as campanhas publicitárias da Lego não poderiam deixar por menos. São sempre muito criativas e exploram as infinitas possiblidades dos tijolinhos coloridos.

Um comercial brasileiro da Lego muito divertido já foi inclusive publicado nesse blog. Hoje trago aqui quatro anúncios impressos, uma campanha inteira da Lego, que considero sensacional.

Eles fazem uma associação de construções famosas com as peças de Lego, enfatizando de uma maneira bem sutil o que se pode fazer com apenas alguns tijolos.

Criadas pela agência Lowe, as peças mostram um Templo Azteca, a Ponte Brooklin em Manhattan, a Grande Muralha da China e a Esfinge. Todas trazem o título curto e direto: "O poder do tijolo".






Vote no Brainstorm #9 Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.

E não se esqueça de participar da promoção do post logo aí abaixo. :)

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::.. Quarta-feira, Outubro 29, 2003 ..::



Promoção e pramocinha de aniversário


No dia 18 de Novembro este blog completa 1 ano no ar. Ainda faltam pouco mais que 20 dias, mas vou começar as comemorações desde já lançando uma promoção que vai presentear o aniversariante e vocês, visitantes do Brainstorm #9.

A coisa funciona assim: Você dá um presente pro aniversariante votando Brainstorm #9 no Ibest. Manda uma printscreen da tela de confirmação do voto e os seus dados pessoais (nome, endereço) para o e-mail: brainstorm9@ibest.com.br

No dia 11 de Dezembro, que é quando termina a primeira fase de votação do Prêmio Ibest, todas as pessoas que tiverem votado e enviado o e-mail irão concorrer ao sorteio de 5 CD's (um por sorteado) personalizados repletos de comerciais, incluindo todos os que cito nesse blog e mais um monte de anúncios premiados que nunca estiveram por aqui.

Nesse CD, ainda vai de brinde o filme "Wear Sunscreen" da DM9DDB, tão procurado e desejado por muita gente que chega nesse blog.

Aí você vai dizer: "Pô, mas eu já votei no blog antes de saber dessa promoção. Não vou poder participar?". Claro que vai, é só se logar no site do Prêmio Ibest e ir na categoria Ibest Blogs, lá vão aparecer todos os sites em que você votou. Aí é só tirar uma printscreen da tela e mandar.

No dia 11/12 sortearei 5 nomes aleatoriamente e os ganhadores receberão o CD pelos Correios, com todo conforto e comodidade. :)

Vote no Brainstorm #9 Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.

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::.. Terça-feira, Outubro 28, 2003 ..::



Na fila

Criado pela DM9DDB, este anúncio da Valisére fala tudo com muito pouco. Ele deixa você tirar suas próprias conclusões, o que você estiver pensando, é única e exclusivamente responsabilidade sua.

Com isso, é uma peça muito engraçada e que vai direto ao ponto. O título diz: "Water Bra. O sutiã com enchimento de água e óleo que aumenta o seu seio."

O anúncio foi veiculado em 2001 e circulou o mundo nos melhores anuários de publicidade.


Vote no Brainstorm #9 Ibest 2004: Vote Brainstorm #9.

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::.. Segunda-feira, Outubro 27, 2003 ..::



Surprisingly ordinary prices

Como vocês já devem ter percebido, eu comento bastante sobre comerciais novos aqui no Brainstorm #9. Mas também reservo espaço para os clássicos.

É o caso deste antológico anúncio criado pela agência BMP DDB de Londres para o Polo da Volkswagen. Aliás, toda essa campanha foi muito bem sucedida e premiadíssima mundo afora.


Neste filme que trago aqui hoje, dois caras chegam numa van para instalar um cartaz na parede que anuncia o novo preço do Polo L, apenas 8290 libras.

Acontece que, ao mesmo tempo que um deles cola o cartaz, outro coloca uma espécie de espuma de proteção no poste que fica logo a frente.


Qual a razão disso? É fácil imaginar, mas você só vai saber assistindo ao comercial. No final, o título: "Preços surpreendentemente ordinários."

Com um humor sutil tipicamente britânico, o filme deixa o espectador com um sorriso na cara. E percebam o quanto a produção é simples, um anúncio que deve ter custado uma ninharia. Mais uma prova de que a simplicidade é garantia de sucesso.


Como já disse, toda essa campanha é muito bem inspirada e brilhante, sem um único diálogo, apenas mostrando o quanto o preço do VW Polo é barato.

Clique aqui para fazer o download do comercial em formato .MPG. O arquivo tem 2.57 MB.

Vote no Brainstorm #9 E não se esqueça de votar no Brainstorm #9 para o prêmio Ibest 2004. É rápido, não custa nada e você ainda faz um publicitário feliz. :)

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::.. Sábado, Outubro 25, 2003 ..::



You can't eat without it.

O ketchup Heinz está para o mundo dos condimentos, assim como Pelé está para o futebol. Comparação estranha a minha, mas é isso mesmo.

Aqui no Brasil é pouco conhecido, mas lá fora Heinz é um clássico. Da mesma forma acontece com o molho de pimenta Tabasco, um verdadeiro cult de seu gênero, aliás, logo tem comercial dele pintando aqui no Brainstorm #9 também.

Voltando ao ketchup Heinz, são tantas as tradições construídas ao longo dos anos, que existem até regras de etiqueta para o consumo, como, por exemplo, deixar o frasco sempre de ponta cabeça.

A frase "Beanz Meanz Heinz" virou um chavão nacional no Reino Unido, depois de uma das campanhas publicitárias mais bem sucedidas de que se tem notícia. Resultado: Heinz é sinônimo de ketchup na Europa e nos Estados Unidos.


Outra tradição consolidada através de muito tempo de bom marketing, é que você não pode comer nada sem ele. Portanto, baseando-se nesse slogan, a Leo Burnett britânica criou um anúncio cinematográfico para contar mais uma vez que, simplesmente, você não pode comer nada sem ele (isso, repetitivo assim mesmo).

Sinceramente, eu não considero esse um daqueles comerciais que você vai se lembrar por muito tempo, que causa impacto e simpatia no espectador. Porém, tenho que admitir, o conceito é fortíssimo, a produção de cair o queixo e certamente um case que merece ser estudado.


O roteiro do anúncio se assemelha, propositalmente, com dezenas de filmes que já vimos. Mas ao contrário de explicações absurdas nos dada pelos diretores de cinema, aqui o motivo de tudo é o ketchup Heinz.

Uma equipe de resgate vai de helicóptero até uma estação de pesquisa localizada no Ártico. Chegando lá, as pessoas estão morrendo, parecem famintas.

As dispensas estão forradas de comida, não falta nada. O que poderia ser? Um vírus mortal? Um serial-killer? Alguma espécie de alienígena?


O mistério é resolvido quando um frasco de Heinz é encontrado em cima da mesa. Vazio. E alguém da equipe de resgate fala: "Pobres almas...". Lembrem-se: você não pode comer nada sem ele.

O filme foi premiadíssimo, levou o Leão de Prata este ano no Festival de Cannes, bronze no British Television Advertising Awards (BTAA) 2003 e também bronze no Kinsale, o Festival Internacional de Publicidade da Irlanda em 2002.


Clique aqui para fazer o download do comercial em formato .mov. O arquivo tem 5.14 MB.

Vote no Brainstorm #9 E enquanto você baixa o filme, clique aqui para votar no Brainstorm #9 para o Ibest 2004. Antes mesmo de terminar o download você já votou. :)

Fala que eu te escuto:


::.. Quarta-feira, Outubro 22, 2003 ..::



Absolut Drunk

Campanhas famosas sempre dão o que falar e, quase que invariavelmente, acabam ganhando diversas "idéias alternativas". Algumas querem apenas tirar sarro, outros fazem o feitiço virar contra o feiticeiro.

Isso aconteceu muito com peças de cigarro, principalmente do Marlboro, e de bebidas alcóolicas. É também o caso da consagrada campanha da vodka Absolut, que já "ganhou" diversos anúncios de terceiros criticando a bebida e o incentivo ao consumo de álcool.

Este que trago aqui hoje, foi criado pela McCann-Erickson de Taiwan para o Departamento de Patrulha de Tráfego da polícia de Taipei.

Ele utiliza os mesmos elementos do tradicional guide line de anúncios da Absolut: uma imagem formando a garrafa da bebida é apenas uma frase embaixo usando o nome da vodka.

Nesse caso, vemos carros empilhados e batidos, logo abaixo o título: "Absolutamente bêbados."

A peça ganhou a Medalha de Ouro no Festival de Nova York do ano passado.

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::.. Terça-feira, Outubro 21, 2003 ..::



O poder das palavras

Acho que nesse quase 1 ano de blog, eu não falei nenhuma vez sobre peças publicitárias no rádio. E não é por falta de coisa boa, pois existem muitos spots e jingles premiadíssimos mundo afora.

Infelizmente é muito difícil encontrá-los para download, mas prometo a vocês que vou passar a dar mais atenção a esta mídia tão especial que é o rádio, um dos veículos que mais mexe com a imaginação da gente.

Existe um spot da Folha de S. Paulo que, particularmente, considero sensacional. Criado pela DM9 em meados de 1999, a peça fala sobre as palavras, a arma mais poderosa que temos.

É uma ferramenta que usamos todos os dias, aliás, é o que faz existir o Brainstorm #9 e tantos outros sites por aí. É a maneira que vocês, visitantes deste blog, fazem para comentar e deixar uma opinião marcada aqui.

Se estamos na era da informação, então as palavras, logicamente, formam o bem mais valioso para podermos nos expressar, dizer o que pensamos, protestar e etc. E quem pode contestar o efeito e a eficiência das palavras? Nínguem. Seu poder de criar ou destruir é inimaginável.

O spot é apenas um locutor falando, sem bg (música de fundo). Um texto poético, um raciocínio impactante, enfim, uma redação primorosa. Confira:

Palavras
Palavras não são de nínguem.
Pertencem a todo mundo.
Qualquer um pode usar, escrever qualquer coisa.
Basta enfileirar letras.
Combinar sílabas.
Montar verbos, adjetivos ou substantivos.
As palavras aceitam tudo.
Afirmam o que você quiser.
Negam o que você quiser.
Elogiam, criticam, mentem se você quiser.
Porque as palavras não tem princípios.
Por isso quem as usa precisa ter.

Folha de S.Paulo.
Há 75 anos usando palavras e princípios.

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::.. Segunda-feira, Outubro 20, 2003 ..::



Ouro em Cannes, Ouro no Clio

Como todos os sábados a minha ida à Panamericana é inevitável, pude conferir a exposição Clio Awards In Panamericana 2003, que começou no último dia 14 e vai até 6 de Novembro.

Como é de praxe, a EPA exibe todos os anos as peças premiadas no Clio, um dos festivais mais importantes da publicidade internacional.

Tem muita coisa boa, incluindo vários anúncios brasileiros. Algumas peças exibidas lá já foram inclusives publicadas neste blog, como o filme "Estrada" da Renault, criado pela Lowe, que levou prata este ano. As peças da Natan criadas pela F/Nazca também ganharam prata no categoria Impressa.


E uma das campanhas premiadas que os visitantes da exposição poderão conferir, é a do Parque De La Costa, que levou o Ouro para a Argentina tanto no Festival de Cannes como no Clio Awards deste ano.

Um dos filmes já foi inclusive comentado aqui no Brainstorm #9, aquele da montanha-russa Boomerang intitulado de "Screams".

Desta vez, aproveito o encejo para mostrar o segundo comercial desta bem-humorada campanha, criado também pela agência argentina Del Campo Nazca Saatchi & Saatchi.


Aqui um rapaz está na mesa de cirurgia, sendo operado por motivos até então desconhecidos do espectador. Mas algo inusitado acontece, um pássaro sai do estômago do operado. É estranho, mas assistindo o filme você vai descobrir porque o rapaz tinha uma ave dentro da barriga. Aliás, você já deve até imaginar...

Mais uma vez, é um anúncio que utiliza o humor como argumento e carrega um excelente elemento surpresa. Assim como o primeiro filme desta campanha, trata-se de mais uma daquelas idéias simples, mas que funcionam de maneira sensacional.


Além do mais, é uma ótima maneira de demonstrar o produto, no caso a montanha-russa, sem dizer uma única palavra. É curto e direto.

O anúncio, intitulado "Bird", tem 1.61 MB. Clique aqui para fazer o download do arquivo em formato .mov.

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::.. Domingo, Outubro 19, 2003 ..::



A polêmica dos prêmios

O Pharaoh visitou o blog e pediu minha opinião sobre os prêmios na publicidade, visto que eu sempre faço questão de dizer qual peça foi premiada.

Como já disse Carlos Domingos em seu livro "Criação Sem Pistolão", tem gente que ridiculariza os publicitários por causa dos prêmios. Mas a verdade é que toda área tem seus prêmios.

Os empresários tem os Maiores & Melhores. Os cineastas tem o Oscar. O pessoal da música tem o VMB no Brasil e o Grammy no exterior. Os jornalistas tem o Prêmio Esso e o Pulitzer. A literatura e a ciência tem o Nobel. As montadors tem O Carro do Ano. O pessoal da Internet tem o Ibest. Os pecuaristas tem o Prêmio Expo Zebu e assim por diante.

Os prêmios são importantes porque nos lembram constantemente de fazer o melhor, de buscar a excelência em nossa atividade. Servem como reconhecimento e também como estímulo. E, pelo menos em publicidade, a inspiração vem da motivação.

Com os leões da vida, você pode criar peças geniais. Até o cliente tem muito a ganhar com os prêmios. Além da certeza da qualidade do trabalho, ele lucra com a repercussão gratuita da mídia.

Até aí tudo bem. O problema começa quando o criativo pensa no prêmio e não no resultado. A premiação deve ser decorrência da campanha e não o objetivo dela. Se você fizer uma peça pensando só na premiação, pode ter algo criativamente brilhante, mas totalmente ineficaz.

Os prêmios devem ser festejados efusivamente quando se ganha, chorado quando se perde, mas esquecido rapidamente no dia seguinte em ambos os casos.

Até porque, fora do meio publicitário, os prêmios não tem importância nenhuma. Na sua grande maioria são completamente desconhecidos das pessoas comuns.

É uma delícia ganhar prêmio, mas nenhum dámais prazer do que ver sua campanha ganhar as ruas e cair na boca do povo. O maior prêmio é ouvir de um cliente o que Neil Ferreira ouviu da Sadia: "Seu comercial me ajudou a construir 3 fábricas".

Você ainda deve se lembrar do filme: um garotinho de olhos vendados passava o dedo no presunto que não tinha a marca Sadia e dizia: "Tá querendo me enganar, é?".

Fala que eu te escuto:


::.. Sexta-feira, Outubro 17, 2003 ..::



Seguuura Jesus!

Alguns podem considerá-lo polêmico, mas eu acho excelente a idéia deste anúncio de brincar com os badulaques que os motoristas penduram no retrovisor do carro. Neste caso, o penduricalho é mais especificamente um terço católico.

Criado pela agência argentina CraveroLanis Euro RSCG, a mesma daquela famosa peça em que o Darth Vader coloca uma lâmpada Philips em seu sabre de luz, este anúncio para a versão GTI do Peugeot 206 procura enfatizar a velocidade do carro.

Para isso, usa um argumento muito bem humorado, fazendo com que o Jesus do terço tenha que se segurar na cruz para não cair. Na parte de baixo, o texto: "Novo Peugeot 206 GTI. Velocidade Máxima: 210 km/hr. Aceleração de 0 a 100 km/hr: 8.4 segundos."

A peça levou a Medalha de Prata no Festival de Nova York de 2002.

Fala que eu te escuto:


::.. Quarta-feira, Outubro 15, 2003 ..::



O céu pode esperar...

Assuntos que quase sempre rendem comerciais muito criativos e impactantes: drogas, uso de camisinha, violência, álcool e direção com responsabilidade. Aposto que os criativos das agências de publicidade adoram receber briefings com esses temas, ainda mais se puderem ir fundo na hora de chocar o espectador.

E porque muito dos anúncios sobre esses assuntos conseguem chamar atenção? Simplesmente porque eles fazem você sentir o drama, sentir na pele a mensagem que está sendo passada e como seria se aquilo estive acontecendo com você.

Mas como tudo na vida, criar comerciais assim é uma faca de dois gumes. Isso porque existe uma linha tênue entre o genial e o mal gosto. É preciso saber chocar sem ser trash, sem ser ofensivo, ao mesmo tempo em que a mensagem tem que ser passada num tapa, como um soco no estômago de quem assiste.


Eu já vi inúmeras peças assim, que aliam impacto e sutileza de forma magistral. Um exemplo recente e que cabe direitinho nesse tópico, vem da Bélgica.

Criado pela agência Duval Guillaume de Bruxelas para a Axion/Dexia Kanal 2, este anúncio conta com um conceito fortíssimo para falar de segurança no trânsito, ou mais especificamente, sobre o uso do cinto de segurança.

Certamente você já viu vários comerciais sobre isso, mas nenhum como esse. Aqui nós temos um roteiro onde a mensagem é clara e emotiva sem se esquecer do impacto.


O carro bate em uma árvore, as pessoas morrem e, numa bela aventura visual, os espíritos começam a sair dos corpos. Porém, um deles volta quando vê que está usando cinto de segurança.

Essa cena não tem a intenção de ser assustadora, ou fazer da morte algo terrivelmente ruim. Pelo contrário, o conceito do filme trabalha com a hipótese de que, ao morrer, iremos para um lugar melhor, para o paraíso como popularmente conhecemos.


No entanto, mesmo sendo a morte algo que nos levará ao céu, isso não precisa acontecer agora. Então, o anúncio tem seu fechamento com uma mensagem curta e avassaladora: "O céu pode esperar. Aperte o cinto".

Em cima disso tudo, uma trilha sonora maravilhosa potencializa o momento dramático de forma incrível. Intitulado de "Heaven Can Wait", o anúncio ganhou o Leão de Bronze no Festival de Cannes 2002.

Clique aqui para fazer o download do filme em formato .mov. O arquivo tem 2.66 MB.

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::.. Terça-feira, Outubro 14, 2003 ..::



Pintando e bordando com a mídia - Parte II

Há dois posts atrás eu falei de duas peças da Yellow Pages que fazem um ótimo uso da mídia, e de como isso é fascinante.

Hoje trago aqui mais quatro exemplos de outdoors e placas externas que se destacam das demais, justamente por aproveitarem de maneira particular as suas próprias mídias.

A primeira vem de Amsterdam, onde a agência holandesa D'arcy utilizou a estrutura de um ônibus tipo sanfona para divulgar o festival North Sea Jazz, ao mesmo tempo em que incentiva o uso do transporte público.

O NSJ acontece todos os anos no mês de Julho, desde 1976, e é considerado o maior festival de Jazz do mundo. No anúncio, a pergunta: "North Sea Jazz?" e em seguida a resposta: "Pegue o ônibus".


As duas placas à seguir foram criadas pela agência sul-africana FCB Durban para divulgar alguns cursos da University Of Natal.

Como se pode ver, as peças brincam com os postes em que estão instaladas. A primeira é para o curso de engenharia e a segunda para o de enfermagem.


A última peça deste post é um outddor da Workers Compensation Fund, uma empresa de seguros voltada para empregadores.

Criada pela agência americana Fjcandn, a peça conta com um conceito fortíssimo para falar dos efeitos do uso de drogas no trabalho.

O outddor foi colocado de cabeça para baixo, com um boneco no canto direito que representa a pessoa que estaria aplicando as folhas na placa. O texto diz: "Drogas no trabalho podem afetar suas decisões".


Simples e genial, não é mesmo? Qual a melhor maneira de demonstrar os efeitos da droga senão os mostrando na prática?

Pelo fato do título estar de ponta cabeça, tenho dúvidas quanto a visualização da mensagem no outddor por uma pessoa que esteja passando de carro, mas de qualquer forma não deixa de ser uma idéia fantástica.

Todas as peças levaram Medalha de Prata no Festival de Nova York do ano passado.

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::.. Sábado, Outubro 11, 2003 ..::



Mais perdido que cachorro em dia de mudança

Comerciais com animais quase sempre fazem sucesso, ainda mais se forem cachorros que se mostrem inteligentes e espertos.

É justamente nessa linha que vai este anúncio da rede de lojas IKEA, a mesma daquele famoso filme da luminária abandonada, vencedor do Grand Prix no Festival de Cannes deste ano.


Criado pela agência Lowe & Partners para divulgar o novo catálogo de produtos da loja, o anúncio utiliza duas armas certeiras da publicidade: animais e humor.

Um cachorro bem simpático chega em casa, entra pela mesma portinhola como parece sempre entrar, porém, percebe logo que algo está diferente. Ele olha para os lados, anda pela sala e não reconhece o lugar, não parece ser a mesma casa.


É então que vem o trunfo do comercial: num ato de perspicácia (pelo menos para um cachorro), o cão sai para verificar o número da casa e, parece pensar: "Ué, mas é aqui mesmo que eu moro. O que aconteceu?".

Não aconteceu nada. Simplesmente os donos da casa trocaram os móveis, obviamente, por peças compradas na IKEA.


Intitulado de "Dog", o anúncio ganhou o Leão de Ouro no Festival de Cannes 2002. Clique aqui para fazer o download do comercial em formato .mov. O arquivo tem 1.99 MB.

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::.. Quarta-feira, Outubro 08, 2003 ..::



Pintando e bordando com a mídia

Há alguns posts atrás, eu comentei sobre como gosto de peças que brincam com o próprio ambiente em que estão localizadas, como o caso do frontlight da MINI, o outdoor do carro batendo no post e zilhões de outros.

Mas existe um outro tipo de aplicação que também gera resultados bem interessantes: anúncios que usam a própria mídia como parte do conceito. Eu já vi muitos deles, alguns simplesmente geniais e aposto que você também já se deparou com um monte de peças assim.

Eles chamam atenção porque se destacam de tudo o que está a sua volta. Extrapolam os limites da mídia, as mudam de posição e mais uma série de exceções à regra que funcionam muito bem.

Um exemplo muito bom que foi veiculado recentemente, é um frontlight da Yellow Pages (Páginas Amarelas), que dentre inúmeros serviços e produtos, particulariza as escadas.

Criada pela agência australiana Clemenger BBDO, a peça brinca com a própria mídia, como se as escadas utilizadas para a "pintura" da placa não tivessem sido suficientemente altas para alcançar todo o frontlight.


Também da Yellow Pages, uma segunda peça utiliza o mesmo conceito, mas desta vez fala de janelas ao invés de escadas. Notem o efeito da persiana invadindo os limites da mídia, como se a janela estivesse quebrada.


Mais uma vez é a simplicidade triunfando em meio à idéias espalhafatosas e anúncios poluídos visualmente.

Estas duas peças renderam a Medalha da Ouro para a Clemenber BBDO no Festival de Nova York de 2003.

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::.. Segunda-feira, Outubro 06, 2003 ..::



Hershey's Tongue

Quem me conhece sabe que a minha banda preferida é o Kiss. Desde a época em que eu escrevia para o Whiplash, já deixava claro que os mascarados de Manhattan sempre estiveram na minha Jukebox.

Claro, nem todo mundo gosta da banda, muitos até detestam. Porém, todos precisam concordar que como marketeiros os caras são uns gênios. Gene Simmons e Paul Stanley sabem muito bem como vender a marca da banda.

Eles fazem tudo o que os outros artistas fazem, mas sem vergonha de admitir que querem ganhar dinheiro. Para ilustrar isso, trago essa resposta do Gene Simmons quando um repórter perguntou se tanto merchandising não poderia prejudicar a credibilidade da banda.

"Eu odeio artistas que não gostam ou fogem da fama e do dinheiro. Se você não gosta de fama, saia do meio musical. Se você não gosta de dinheiro, assine um cheque para Gene Simmons. Credibilidade é para covardes! É uma palavra usada apenas por artistas que não tem a coragem de fazer o que realmente querem. Nós nunca tivemos credibilidade alguma, então por que devemos se preocupar? Quanto mais dinheiro eu ganhar, melhor. Não estamos forçando ninguém a comprar nada. Se os fãs querem, o que podemos fazer senão satisfazer seus desejos?."

Bom, mas deixando essa discussão de lado, lembro-me de já ter visto diversos anúncios que brincaram com o Kiss. Inclusive a Pepsi e a Got Milk? já veicularam campanhas milionárias com os quatro mascarados.

E neste ano, a Hershey's veiculou um anúncio impresso bem interessante utilizando o Kiss como idéia principal.

Criada pela agência Harrison Communications da Costa Rica, a peça faz uma analogia com a língua gigante do Gene Simmons e o chocolate Kisses da Hershey's, brincando justamente com o formato da guloseima.

É simples, bem humorado e uma aventura visual muito simpática. O anúncio ganhou a Águia de Prata no festival mexicano Eagle Awards International Advertising.

Fala que eu te escuto:


::.. Sábado, Outubro 04, 2003 ..::



Dançando com touros

Como eu já disse aqui tempos atrás, alguns comerciais geram um grande impacto visual, mas pecam na hora de transmitir a mensagem, o conceito propriamente dito.

É por isso que muitas vezes, ou melhor, na maioria das vezes, anúncios com produções simples, mas com excelentes idéias são bem superiores aos filmes megalomaníacos.

No caso desta peça que vou comentar aqui hoje, eu percebo a junção destes dois quesitos: a aventura visual e o conceito genial. As duas coisas se unem, nenhuma está presente em detrimento da outra, ou seja, a super-produção milionária não foi usada para disfarçar a falta de uma boa idéia.

Para variar, é um anúncio da Audi, e, sinceramente, não consigo lembrar de uma peça publicitária da fabricante alemã que tenha sido ruim. Claro, nem todas conseguiram ser excelentes, mas tanto em mídia impressa como em TV, os anúncios da Audi geralmente são matadores.


Criado pela agência inglesa Bartle Bogle Hegarty (BBH), o filme foi feito para divulgar o avançado sistema de controle dinâmico do novo Audi RS6 Quattro. Com ele, o motorista tem o perfeito domínio da direção do veículo, proporcionando conseqüentemente uma maior segurança.

A maneira criativa encontrada pela BBH de mostrar isso foi utilizando uma associação de idéias: Um peão montado num touro enorme e feroz.

Normalmente uma cena como essa não duraria mais que alguns poucos segundos. Pois convenhamos, sendo um ser humano comum, o cowboy não conseguiria se segurar muito tempo em um animal monstruoso desses.


Porém, o que vemos neste anúncio são cenas efetivamente dramáticas, mas fisicamente impossíveis, de um homem tendo total controle sobre o touro, assim como funciona quando você está dirigindo um Audi RS6 Quattro: pleno domínio e poder sobre o veículo.

Vejam como o peão domina magistralmente o touro, fazendo-o até dançar lateralmente e obedecer aos mais suaves movimentos. O cowboy nunca é realmente desafiado pelo animal, já que a todo o momento tem total controle sobre ele. Resumindo: Esse é você dirigindo um Audi RS6, literalmente domando o touro.

Nisso eu já acho uma idéia fantástica, mas não para por aí. O que mais me cativa neste filme é a comparação feita entre o carro e um touro feroz.


Isso valoriza o produto de uma forma incrível, já que além de nos submeter a uma aventura visual com um conceito que vai do abstrato ao concreto, o anúncio mostra o veículo como sinônimo de força, poder, potência, grandeza, algo assustador e de presença marcante, tudo o que um animal do porte de um touro pode representar em nossas mentes.

Essa premissa é reforçada no fim do anúncio, quando o carro sai do fundo da tela escura e surge imponente na nossa frente, poderoso e grandioso.

A produção do filme é hollywoodiana. Você assiste e pensa: "Nossa, como fizeram para domar esse touro ensandecido?". A resposta é: Não fizeram, o criaram no computador.

O touro mostrado no anúncio é todo feito em computação gráfica, fruto do trabalho das produtoras Outsider e Framestore CFC. As empresas começaram observando detalhadamente os movimentos de um touro real, e a partir disso desenvolveram um modelo básico que foi sendo melhorado até se chegar a um resultado realista e convincente.


Foram usadas cinco cameras para capturar as sucessões de ação, gerando milhares de imagens do touro em todos ângulos concebíveis. Depois de finalizada essa captura, os movimentos, músculos e texturas do modelo foram aperfeiçoadas no computador.

Finalmente, os produtores pensaram na iluminação, na edição e na trilha sonora ideal para fazer do touro um verdadeiro monstro violento. Tudo em apenas quatro semanas, do início das observações à finalização do filme.

Intitulado de "Bull", o anúncio ganhou prêmios nos festivais D&AD Awards 2003 e British Television Advertising Awards 2003, além de ter ficado no shortlist do Clio Awards 2003.

Clique aqui para fazer o download do anúncio em formato .mov. O arquivo tem 5.23 MB.

Fala que eu te escuto:


::.. Quinta-feira, Outubro 02, 2003 ..::



Este blog foi feito para você

Agora você não precisa mais rodar a cidade inteira para ver todas as peças da campanha do Itaú. O Brainstorm #9 mostra todas elas pra você, algumas bem curiosas e interessantes.

Criados pela África, a nova agência do pistoleiro Nizan Guanaes, estes outdoors estão presentes massivamente em São Paulo, e acredito eu, em outras capitais também.

É impossível andar pela cidade, seja a pé, de carro ou ônibus, e não encontrar uma destas peças. Um ótimo trabalho da África, que como reza a lenda, tem uma equipe e uma sala exclusiva para cada cliente dentro da agência.

Sempre brincando com a própria mídia ou com o local em que estão instaladas, as placas chamam a atenção de quem passa. Certamente, agora se você perguntar para alguém: "Qual banco foi feito para você?", essa pessoa terá a resposta na ponta da língua.

Como sabemos, banco é tudo igual. O mesmos serviços, as mesmas filas, as mesmas tarifas. Porém, uma campanha institucional como essa cativa o público, ainda mais quando fala com todos os tipos de pessoas e de forma tão simples e ao mesmo tempo tão marcante.





















Fala que eu te escuto:


::.. Quarta-feira, Outubro 01, 2003 ..::



Hello London!

A Coca Cola apresentou ontem em Londres o que declara ser o mais largo e mais sofisticado outdoor do mundo.

Instalado no Piccadilly Circus, tem 30 metros de largura e utiliza 3,000 leds. A peça é 'inteligente' - tem cameras embutidas e sensores de temperatura que permitem responder as mudanças de tempo e ao movimento de pessoas na rua.


O outdoor foi ligado quando começava a escurecer na cidade e a 1º mensagem para os consumidores foi 'Hello London'. Segundo porta voz da companhia, quando estiver chovendo, grandes gotas vão aparecer na tela, quando estiver ventando, a marca poderá ondular, como se também estivesse sendo levada pelo vento.


Se alguém acenar para o outdoor, poderá receber uma resposta. A peça substitui o painel anterior da marca, 3 vezes menor. A Coca Cola está presente em Piccadilly Circus desde 1954.

Fonte: Blue Bus

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