::.. Quinta-feira, Novembro 27, 2003 ..::



Um mundo chamado São Paulo


No próximo dia 25 de Janeiro, a cidade de São Paulo irá comemorar os seus 450 anos. Várias iniciativas já foram tomadas para celebrar a data e, logicamente, anunciantes e agências não deixariam essa oportunidade passar em branco.

O banco HSBC resolveu se antecipar e lançou essa semana uma campanha institucional pelos 450 anos da cidade. Desenvolvida pela Loducca, a ação destaca a diversidade e parte da idéia de que não existe apenas uma São Paulo, mostrando uma série de personagens que apresentam a cidade de pontos de vista diferentes.

Constituída por uma série de quatro filmes para cinema/TV, anúncios impressos e mídia exterior, a campanha será veiculada até Março de 2004.


Trago aqui no Brainstorm #9, os três primeiros comerciais já divulgados pela Loducca. O primeiro, intitulado de "Raças", explora a coexistência pacífica entre as diferentes etnias na capital paulista, exibindo cenas de livre relacionamento entre árabes, orientais, judeus, nordestinos, italianos, etc.

O filme "Geografia" destaca detalhes particulares da cidade, que tem uma praça chamada Buenos Aires na rua Bahia. A rua México via Espanha, e a rua Pará faz divisa com a Ceará.


O roteiro de "Pátio do colégio" conta coisas que só São Paulo ensina, tais como: o melhor pastel é o da feira; domingo à noite é dia de pizza, e que em seus bairros existem ruas de comércio específico, como a das noivas, dos lustres e a da decoração entre tantas.

Todos os filmes terminam com o close de um paulistano dizendo: "Existem várias São Paulos. Esta é a minha". A assinatura da campanha é "HSBC. No Brasil, no mundo e neste mundo chamado São Paulo."


Faça o download dos três filmes através dos links abaixo:

:: Raças (2.83 MB)
:: Geografia (3.08 MB)
:: Pátio (2.86 MB)

E quem quiser saber mais sobre os 450 anos de São Paulo, pode conferir os excelentes especiais realizados pelos jornais A Folha de S. Paulo e O Estado de São Paulo, contando a história da cidade, pontos turísticos, fatos curiosos e muito mais. Vale a pena visitar os links.

:: 450 anos - Estado de São Paulo
:: 450 anos - Folha de S. Paulo

Vote no Brainstorm #9 Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.

Fala que eu te escuto:


::.. Quarta-feira, Novembro 26, 2003 ..::



Tomates Picantes Premiados

Um verdadeiro clássico da publicidade tupiniquim: o catchup picante Parmalat. Criado pela DM9DDB em 2000, o anúncio arrebatou todos os prêmios possíveis na época.

Realmente é uma pérola. Apenas a imagem da própria embalagem do catchup simulando uma língua para fora da boca. Nenhuma palavra é necessária, apenas a assinatura no canto inferior direito.

Quer imagem mais picante do que essa?


Vote no Brainstorm #9 Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.

Fala que eu te escuto:


::.. Terça-feira, Novembro 25, 2003 ..::



Agradeço se chegar

Um dos segredos de um bom criativo é não deixar passar nada na hora de criar. Tudo é válido. Qualquer coisa, qualquer detalhe do nosso cotidiano pode salvar a lavoura.

É isso o que faz a simplicidade ser genial na maioria dos casos. É muito mais difícil pensar no óbvio ululante do que ter idéias mirabolantes que, certamente, serão pouco eficientes.

Este anúncio do Velog, o serviço de entrega de encomendas da Varig, veiculado em 2001 demonstra bem isso. Criada pela agência Salles D'Arcy, a peça é bem humorada e se torna excelente apenas com um mínimo detalhe.

Aqui a solução criativa foi brincar com aqueles avisos que tanto vemos em caixas de encomendas, como "Frágil", "Não empilhar", "Não deixar exposto ao sol e chuva", "Este lado para cima" e etc.

O conceito do anúncio é usar uma situação reversa para mostrar a segurança e a rapidez da remessa feita pelo Velog, algo que os outros serviços tradicionais de entrega não garantem. Além disso, a peça explora aquela dúvida inevitável que nos assola quando mandamos uma encomenda: "Será que vai chegar?"

Aqui, o personagem oculto do anúncio pediu ajuda aos céus e colou uma etiqueta com mãos orando e a frase "Agradeço se chegar". O título diz: "Agora você não precisa mais pedir ajuda para sua encomendar chegar na hora."

Percebam ainda que a caixa é de papelão está toda amassada, passando ainda mais insegurança para quem vê o anúncio.


Vote no Brainstorm #9 Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.

Fala que eu te escuto:




Brainstorm #9 é TOP 5 na parcial do IBest


Galera, faltam apenas 17 dias para o final da pré-votação do Ibest, quando saberemos quais sites irão para a próxima fase.

O Brainstorm #9 está entre os 5 blogs mais votados segundo a parcial divulgada semana passada. E isso é graças a vocês, que votaram e participam assiduamente do blog.

Muito obrigado a todos que estão ajudando o Brainstorm #9 estar no topo da tabela. Quem sabe não estaremos entre os TOP 10 daqui 17 dias.

Quem ainda não votou, há tempo. :) Use o link abaixo deste post e ajude o blog a ficar entre os melhores da web.

Ah, lembrando que a promoção de aniversário continua rolando. No dia 11 de Dezembro sortearei 5 CD's (um por sorteado) personalizados repletos de comerciais, incluindo todos os que cito nesse blog e mais um monte de anúncios premiados que nunca estiveram por aqui.

Nesse CD, ainda vai de brinde o filme "Wear Sunscreen" da DM9DDB, tão procurado e desejado por muita gente que chega nesse blog.

Para participar, vote Brainstorm #9 no Ibest e envie um email com seus dados pessoais (nome, endereço) para: brainstorm9@ibest.com.br

No dia 11/12 sortearei 5 nomes aleatoriamente e os ganhadores receberão o CD pelos Correios, com todo conforto e comodidade. :)

PS: Logo mais tem nova propaganda rolando por aqui. Fiquem de olho.

Vote no Brainstorm #9 Vote Brainstorm #9 no Ibest 2004.

Fala que eu te escuto:


::.. Sábado, Novembro 22, 2003 ..::



Gemidos

Este é o tipo de anúncio regido pelo som, só funciona através dos ouvidos. Porém, o grande trunfo deste filme é o seu tema: sexo.

Pronto, essa palavra é o suficiente para atrair as pessoas. Não há como negar, a simples menção deste item já duplica a atenção de todo mundo. Sexo, ou melhor, a sugestão sexual, é uma força poderosa da propaganda.

O erotismo tornou-se um dos mais atuantes valores da cultura moderna, e do nosso cotidiano. E a propaganda sempre foi veículo dessa cultura. Junte a isso uma enorme dose de humor e voi lá, sucesso garantido.


Criado pela Age para a MTV, mais especificamente para o finado programa Erótica, o comercial mostra que é possível conhecer uma mulher na hora do sexo.

A partir disso, nós somos apresentados a uma série de tipos de mulheres que são reconhecidas pelos seus diferentes gemidos.

Tem a mulher religiosa, hipocondríaca, asmática, interesseira, assassina, imediatista e diversas outras, todas elas definidas através do som. No final, o filme diz: "A gente conhece todo tipo de mulher. Erótica MTV. Toda quarta às 22:00."


É um anúncio engraçadíssimo, que une sexo com humor. Sem dúvida, garantia de muitas risadas. O filme foi veiculado em 2001 e levou o Bronze no anuário do Clube de Criação de São Paulo do mesmo ano.

Clique aqui para fazer o download do filme em formato .mov. O arquivo tem 1.52 MB.

Vote no Brainstorm #9 Vote Brainstorm #9 no Ibest 2004.

Fala que eu te escuto:


::.. Sexta-feira, Novembro 21, 2003 ..::



Regulus


Dando um tempo da publicidade, no último fim de semana eu estava lendo um livro sobre astronomia. No capítulo que falava sobre o sol, encontrei um quadro espetacular que acho que merece ser comentado aqui.

Trata-se de uma pintura do artista inglês Joseph Mallord William Turner (1775-1851) concebida no ano de 1828. Intitulada de "Regulus", atualmente a peça está exposta na Tate Gallery em Londres.

A obra mostra o nascer do sol em Cartago e a luz é retratada de tal maneira que chega a ofuscar o espectador, algo incrível para um quadro pintado a óleo. Porém, o mais legal é a história que gira em torno do momento apresentado na pintura.

Marco Attilio Regulus foi um dos principais heróis da Segunda Guerra Púnica, disputada entre Roma e Cartago.

No ano 255 a.C., os cartagineses fizeram Regulus de prisioneiro e, como lição, arrancaram-lhe as pálpebras e o amarram em um tronco no meio da cidade, de modo que, ao nascer do sol, a luz o deixasse cego.

O interessante é que o general Regulus não esta presente na pintura de Joseph Turner, apenas a população de Cartago observa a fascinante e imponente luz solar.

Fala que eu te escuto:


::.. Quarta-feira, Novembro 19, 2003 ..::



Noite brasileira do prêmio inglês


Aproveitando que hoje o Brainstorm #9 completa 1 ano no ar, trago aqui uma cobertura especial da festa de premiação do 18º Festival Internacional de Propaganda de Londres.

Nos dias 10 e 11 de Novembro foram divulgados os vencedores do prêmio em um grande evento na Inglaterra, e ontem aconteceu a entrega dos trófeus aos ganhadores brasileiros aqui em São Paulo. A Stock Photos é a representante oficial do festival no Brasil.

Como sempre, o Brasil conquistou diversos prêmios nos segmentos design, mídia impressa e TV/cinema. O filme vencedor foi o "Estrada" da Lowe para a Renault, que inclusive já foi publicado neste blog.

Confira algumas fotos que tirei da festa, do caminho pra festa e lógico, das peças premiadas (brasileiras e estrangeiras) que estavam em exposição. Me desculpem pela qualidade de algumas imagens, tem várias bem tortas inclusive, mas acho que dá pra ver alguma coisa. :)

Clique nas fotos para ampliá-las.


Saindo de casa, passando pela Av. Ibirapuera e pela Av. Paulista.


Na Paulista o Itaú informa a temperatura, um ônibus indo para a Lapa e o fim da avenida na Consolação.


O frontlight da TIM ainda na Paulista, nem sei porque tirei essa foto. A entrada da festa na Rua Diogo Jacome em Moema e o banner do festival.


Na primeira foto, a apresentação dos premiados. Agora começam as peças, essa primeira das caveiras eu achei muito engraçada, mas depois descobri que não era pra rir. É um anúncio da Young & Rubicam de Buenos Aires, que mostra aonde você vai chegar se não usar camisinha.

A terceira foto é o anúncio "I Want You" da Pepsi, criado pela brasileira AlmapBBDO. Simples e sensacional.


Este primeiro foi vencedor na categoria Outdoor e utiliza a mídia, no caso o ônibus, para criar uma ação. A boca do tubarão abre e fecha de acordo com a porta do veículo. A peça foi criada pela agência Amsterdam Advertising da Holanda para a National Geographic.

A segunda foto mostra um anúncio de um resturante que serve pratos típicos da Itália e da Índia. A agência suiça Jung von Matt/Limmat utilizou esses dois fatos para criar uma peça absolutamente visual: Um garfo com macarrão enrolado em forma de turbante.

Este terceiro foi um dos que eu mais gostei dos premiados. Criado pela DDB de Hong Kong para a Volkswagen, o anúncio une duas imagens do novo Golf R32 para mostrar o quanto o carro é veloz e potente.

O jogo de luz e sombra cria uma asa com turbina acoplada na lateral do carro. Genial. Ganhador na categoria direção de arte


O anúncio da primeira foto também é fantástico e deixa qualquer um com um sorrisinho sarcástico no rosto. O anunciante aqui é um estúdio de tatuagem chamado Jungbluth e o conceito é: "Tatuagens criativas". O resto você mesmo pode deduzir... :)

O segundo anúncio confesso que levei um certo tempo pra entender. Primeiro achei que fosse um pão recheado de pão, depois ainda vi o pão sorrindo, mas não é nada disso. O título é: "Really Good Bread", e percebam as sementes de gergelim, que parecem pular, também presentes na parte de baixo do pão.

A terceira peça foi vencedora na categoria design de embalagens. É um belo trabalho realizado pelo estúdio Stranger & Stranger de Londres para o vinho argentino Lo Tengo.


A primeira imagem é um anúncio criado pela Grey Brasil para o Post-it da 3M. Mostrando que até sem caneta você pode usar os pequenos papéizinhos para lhe lembrar de alguma coisa, nesse caso: comprar uma caneta.

O segundo é simplesmente espetacular, tanto que esteve no Clio Awards e em Cannes neste ano. É uma série de 3 poster's (nesta foto só em 2) criados pela Ogilvy de Cingapura para o pub Gaelic Inns.

Cada peça mostra dezenas de copos enfileirados de ponta a ponta. A quantidade de cerveja nos copos é o que forma a imagem, seja de uma uma mulher de biquíni ou de topless.

Na terceira foto uma geral de algumas peças em exposição.


Outro vencedor na categoria design de embalagens. Desta vez a criação é do estúdio Bamboo para a marca de leite Schroeder.

Um trabalho que se destacou na festa foi o cartão de visitas da agência República das Idéias de Porto Alegre. Um cartão de visita? Sim. A diferença é que este é uma moeda.

Um excepcional trabalho de design criado pelos gaúchos. Fiquei curioso para conhecer outros materiais de identidade corporativa da República das Idéias.

A terceira imagem mostra um anúncio criado pela Crispin Porter + Bogusky de Miami para a rede de lojas IKEA. Na peça vemos um relógio todo modernoso, mas na parede ainda está a marca deixada pelo antigo móvel.


Aqui temos um anúncio do furador de papel da Herlitz criado pela agência alemã Scholz & Friends. A peça foi ganhadora na categoria de melhor fotografia. Vemos a cena de um desfile na rua enquanto cai uma chuva de papel picado.

A segunda foto traz um anúncio de toda uma campanha do Zoológico de Buenos Aires. Criada pela agência argentina Del Campo Nazca Saatchi&Saatchi, a peça mostra que com pouco dinheiro você pode ver um animal de verdade, ao invés de gastar muito mais num bicho de pelúcia.

Esta campanha do Zoo de Buenos Aires tem cerca de 5 anúncios e também foi vencedora no Clio Awards deste ano.

Na última imagem temos um anúncio social excelente. Criada pela agência DYR Wunderman de Cingapura para o Conselho de Meio-Ambiente daquele país, a peça mostra o que parece ser uma indústria e todas as suas chaminés poluentes soltando fumaça no ar.

Porém, percebam que a imagem se assemelha a um bolo de aniversário e as suas velas acessas. O título do anúncio diz: "É assim que nós vamos celebrar o dia da Terra?".

Vote no Brainstorm #9 Vote Brainstorm #9 no Ibest 2004.

Fala que eu te escuto:


::.. Terça-feira, Novembro 18, 2003 ..::



Qualquer semelhança é mera coincidência...ou não...

Tudo bem, concordo com vocês que a campanha "Semelhanças" da Cesar muita gente já conhece, inclusive porque os anúncios rolaram por e-mail. Mas essa que vou postar aqui agora, aposto que quase nínguem viu.

São peças muito boas criadas pela agência Cole & Weber/Red Cell para a Zoológico de Oregon. O incrível é a semelhança dos anúncios com a campanha da AlmapBBDO.

Só para constar, as peças da Cesar são de 2001 e essas do Oregon Zoo são de 2003. Coincidência? Plágio? Talvez só uma semelhança. :)





Fala que eu te escuto:


::.. Segunda-feira, Novembro 17, 2003 ..::



Procura-se Assistente de Arte


A Fess', agência em que trabalho, está em busca de um Assistente de Arte para estágio. O candidato precisa estar cursando (ou ter concluído) Publicidade, ter iniciativa e comprometimento com o trabalho.

Quem estiver interessado, é só preencher o currículo em www.fess.com.br/rh. Quem não tiver porfolio online e quiser mandar as peças por e-mail, pode enviar para o Marcelo: rh@fess.com.br.

Lembrando que a agência fica em São Paulo e que o candidato deve gostar de pizza, pois esse é o prato típico das madrugadas aqui. :)

Clique aqui para acessar o RH da Fess'.

Fala que eu te escuto:




Cara de um, focinho de outro

Todo mundo sabe que, com o passar do tempo, os cachorros vão se tornando parecidos com seus donos, é um consenso mundial.

Foi a partir desse fato que a AlmapBBDO criou uma campanha marcante e premiadíssima para a marca de ração Cesar, da Effem.

Intitulada de "Semelhanças", a campanha explora não de forma comportamental, mas sim visualmente a semelhança entre pessoas e cães. São 8 anúncios no total e que depois viraram um comercial para TV.

O título de todas as peças diz: "Ele pode ter a sua cara, mas não precisa ter a mesma comida."

"Semelhanças" levou o Leão de Ouro no Festival de Cannes 2001 e também foi Ouro no 26º anuário do Clube de Criação de São Paulo. Confira e divirta-se.

















Não se esqueça de participar da promoção que vai sortear 5 CD's recheados de comerciais, incluindo o vídeo "Wear Sunscreen".

Vote no Brainstorm #9 Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.

Fala que eu te escuto:


::.. Quinta-feira, Novembro 13, 2003 ..::



Ingleses Vs. Alemães

Estes dois anúncios criados pela DPZ para a Jaguar mostram bem o uso eficiente do "hard-sell", o mais explosivo e radical argumento publicitário de persuasão.

Como já expliquei aqui, "hard-sell" trata-se de propaganda comparativa. Ela cita explicitamente o concorrente, com todas as letras, a fim de provar que seu produto, e não o dele, é melhor.

É uma decisão polêmica e geralmente resulta em brigas na justiça, além de ser uma forma de propaganda proibida em diversos países. Mas não há como negar, o "hard-sell" é muito divertido e pode dar asas a criatividade.

Outro exemplo é este comercial publicado em Maio aqui no Brainstorm #9, onde a Pepsi, pra variar, ataca a Coca-Cola.

Voltando ao Jaguar, estes dois anúncios atacam sutilmente a Mercedez-Benz e a BMW, respectivamente.

O primeiro mostra uma pessoa riscando com uma chave a lateral do novo Jaguar XK8 Coupe. Tal peça não faria o menor sentido se na chave não estivesse estampado o logo da Mercedez, demonstrando assim a inveja de quem não tem um Jaguar.

O segundo anúncio mostra uma BMW e um Jaguar lado a lado. Em cima do carro alemão vem a denominação "Mister" e no Jaguar "Sir". O que é mais importante: um senhor ou um lorde inglês?

A direção de arte da peça ainda enfoca o Jaguar iluminado no lado direito, enquanto a BMW está bastante obscurecida na esquerda.

São duas peças absolutamente fortes e bem humoradas. Uma aula de como se fazer hard-sell sutilmente, bater nos concorrentes e nínguem reclamar.




Vote no Brainstorm #9 Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.

Fala que eu te escuto:


::.. Terça-feira, Novembro 11, 2003 ..::



Pneus, neve e um halfpipe

Antes de começar esse post, devo lembrar aos leitores do Brainstorm #9 que o comercial Fish da Johnnie Walker já foi publicado aqui. Por estar atualmente sendo exibido na TV brasileira, muitas pessoas estão mandando e-mails pedindo por este anúncio. Clique aqui para acessá-lo.

O filme que trago aqui hoje acabou de sair do forno e está sendo exibido há algumas semanas em toda a Europa. Trata-se de um anúncio para a linha de pneus Ultra Grip 6 da Goodyear.


Criado pela agência francesa Leagas Delaney, o comercial conta com um charme irresistível e uma produção maravilhosa. A mensagem a ser passada é de que os pneus Goodyear são aderentes e seguros em qualquer condição climática.

A maneira de mostrar isso foi colocar quatro carros vermelhos idênticos (Audi nesse casso) numa pista de neve, e fazê-los praticamente dançar ao som de uma trilha sonora contagiante. Os veículos fazem manobras espetaculares na neve, obviamente um terreno bem escorregadio, e se dirigem para o topo de um halfpipe.

Na sincronização com uma pausa da música, os carros freiam e os pneus parecem morder o chão. Nesta posição eles ficam por sete longos segundos, algo impossível para um carro sem pneus Ultra Grip 6 da Goodyear.


No final, enquanto os veículos finalmente descem, o título: "Pneus Goodyear Ultra Grip 6. 60% mais tiras. Para uma melhor aderência no inverno".

O anúncio foi filmado em Queenstown na Nova Zelândia, e foram feitos testes exaustivos com os carros em diferentes pistas com neve. A pós-produção ficou por conta da Framestore CFC, a mesma produtora do "Bull" da Audi e do "Fish" da Johnnie Walker.

A empresa utilizou computação gráfica para reconstruir os veículos em 3D e a pista de neve, só os 3 segundos finais do comercial levaram 3 dias para ficarem prontos.


Se uma imagem vale mais do que mil palavras, o que dizer de um filme como esse? Passa a mensagem sem dizer nada e com todos os seus elementos reunidos, ainda consegue estampar um sorriso na cara do espectador. A trilha sonora e o elemento surpresa do final são peças chaves e causam empatia e cativam quem assiste.

Intitulado de "Halfpipe", este anúncio com certeza já está nos meus favoritos. Clique aqui para fazer o download do filme em formato .mov. O arquivo tem 4.02 MB.

Não se esqueça de participar da promoção que vai sortear 5 CD's recheados de comerciais, incluindo o vídeo "Wear Sunscreen".

Vote no Brainstorm #9 Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.

Fala que eu te escuto:


::.. Domingo, Novembro 09, 2003 ..::



Tudo que tem um começo tem um fim. Ou quase isso...

Spoilers: Recomendo a leitura deste post apenas para quem já assistiu ao filme.

Quando falei de Matrix Reloaded em Maio, coloquei algumas questões e possíveis conclusões que eu imaginava para a trilogia.

Disse ainda que não cabem comparações com o primeiro filme, já que antes era tudo novidade: a história, as cenas de ação e os efeitos visuais, portanto, é óbvio que tenha causado tanto impacto.

As duas sequências já foram lançadas sem aquela áurea de mistério e novidade que envolvia o primeiro filme. Nós esperávamos sermos surpreendidos novamente, mas claro, com tantas expectativas seria impossível.


Porém, obstante a isso, digo que Matrix Revolutions é um dos filmes mais divertidos e emocionantes que assisti nos últimos tempos (e olha que não foram poucos). Matrix é clássico e original, Reloaded é legal e Revolutions é simplesmente matador.

Concordo que o roteiro, tão grandioso e filosófico no primeiro filme, poderia ter sido melhor explorado. Eu esperava respostas para algumas questões, mas muitas não vieram. Também confesso que esperava um final bombástico, o que também não aconteceu.

Os diretores preferiram não arriscar com explicações mirabolantes, e simplesmente deixaram tudo como estava. Porém, devo dizer que a conclusão (ou não) da trilogia foi muito boa.

Nada acabou. Os humanos apenas aceitaram aquilo que as máquinas queriam desde o começo: Paz. Quem assistiu ao maravilhoso episódio "A Segunda Renascença" do Animatrix, sabe bem do que estou falando.

A Matrix continua lá, com os humanos vivendo numa simulação. Só que agora as pessoas são livres para escolher se querem ficar nela ou sair para o inferno que é o mundo real. É tarde demais para voltar atrás. O mundo real foi destruído e o que sobrou? Apenas escombros, uma megalópole de robôs e uma cidadezinha caótica com meia dúzia de humanos, primitivos e emotivos como sempre.

Quando a menina Sati está caída no chão e um gato preto aparece, tudo é escombros no código da Matrix, resultado da luta monumental entre mocinho e bandido (Neo e Smith).

O acordo de paz feito por Neo com as máquinas destruiu o vírus Smith, que tinha como único objetivo acabar com tudo o que tinha vida, e reconstruiu todo o código da Matrix. Resultado: Os humanos continuam vivendo numa simulação, mas desta vez sem guerras. Um mundo perfeito, bonito, mas irreal.

Não é o final bombástico que todos esperavam, mas temos de admitir, e no mínimo inteligente. A conclusão foge do clichê, e é muito melhor sabermos que tudo não acabou do que vermos os humanos vencerem as máquinas, Neo e Trinity se casarem, terem filhos e montarem uma barraquinha de hot-dog em Zion.


Claro que eu queria saber mais sobre os programas exilados, mais sobre Merovigian, Trainmain, Seraph e os gêmeos Cain e Abel, que no final acabaram se tornando meros coadjuvantes, apenas personagens para postergar o final. E ainda, quem ou o que é afinal o Arquiteto? E a menina Sati? E o Oráculo?

Sim, são programas da Matrix, eu sei, mas quais seriam suas reais funções? Será que o mundo real é mesmo real? O que é aquele fogo alaranjado que Neo enxerga no mundo real? Para mim podem ser códigos, assim como aparecem na Matrix, mas verdes.

Ainda me pergunto sobre as pessoas que estavam conectadas a Matrix. Como reagiram sabendo que estavam dentro de uma simulação? São muitas as perguntas, como se pode ver.

De qualquer forma não deixa de ser uma boa conclusão, que obviamente, deixa as portas escancaradamente abertas para novas continuações.

Bom, sobre a história é isso. Claro que as discussões filosóficas vão continuar, porque além do mais, o filme continua cheio de referencias, mas na prática nada foi além disso.

Neo quando finalmente destrói Smith, aparece no mundo real de braços abertos, como um crucificado, numa clara referencia a Jesus Cristo. Neo morreu (será?) para salvar a humanidade.

Eu questiono sua morte, pois percebam que a máquina carrega cuidadosamente o corpo de Neo após desconectá-lo dos cabos e a Oráculo ainda diz para a menina Sati que poderão reencontrá-lo um dia.

Porém, chegando no ponto que eu realmente quero exaltar, Matrix Revolutions é monumental quando se trata de ação. Muitas cenas são de tirar o fôlego e simplesmente fantásticas, outras são carregadas de emoção e acontecimentos que tocam o espectador.

O que é aquela cena da invasão em Zion? Aquilo é de arrepiar qualquer fã do cinema blockbuster, como eu. É algo inefável ver as sentinelas invadindo a cidade e os humanos, quase como formigas que serão esmagadas, tentando lutar com seus blindados imensos.


Eu achava que ele seria apenas mais um no meio de tantos, porém, a participação do capitão Mifune é emocionante. É incrível a sensação de coragem e ódio transmitida nas cenas em que ele luta desesperadamente contra as sentinelas. Nós quase podemos sentir o que se passa na cabeça do capitão naquele momento.

Claro, a invasão em Zion é inundada de efeitos especiais, mas tenho que aplaudir o magistral trabalho de interpretação dos atores, edição, produção e ainda a trilha sonora e efeitos embutidos na cena. Tudo se encaixa, tudo potencializa o impacto e faz desse trecho do filme algo para ser tratado como uma obra de arte, uma cena épica capaz de nos convencer, emocionar e cativar.

A luta entre Neo e Smith também é sensacional, a lá Dragon Ball Z, mas ainda fico com a carga emotiva e visual da batalha travada em Zion.

Outra cena que me emocionou, foi a que Trinity e Neo a bordo da Logos atravessam a barreira de fumaça e vêem o céu azul, as nuvens brancas e o sol brilhando. Eu que passei os últimos quatro anos acompanhando a saga dos dois dentro de um mundo escuro e caótico, pude sentir o que seria ver o céu em toda a sua imensidão naquele momento.

Com as novas camadas da realidade virtua apresentadas, Matrix Revolutions comprova a riqueza do universo concebido pelos irmãos Wachowsky. Temos a estação de metrô, que seria como uma espécie de lixeira do complexo sistema operacional. A frase "Mobil Ave" que aparece na parede da estação é um anagrama de limbo.

O amor também é um tema recorrente no filme. Temos o romance entre Neo e Trinity, o envolvimento entre Morpheus e Niobe, Zee e Link. Isso seria a maior diferença entre humanos e máquinas, já que somos capazes de ter sentimentos, o que ao mesmo tempo nos torna frágeis e falhos. Revolutions ainda é um filme feminista, praticamente todas as mulheres são fortes e corajosas.


Na minha opinião, Revolutions é um filme grandioso que certamente constará nos meus favoritos. Porém, ainda vou sentir falta de melhores explicações, de conexões concretas do que o Arquiteto disse para o Neo em Reloaded com a conclusão da trama

Do ponto de vista dramático e de ação, o filme é um espetáculo, mas o roteiro praticamente nos engana. Pois se para todo começo tem um fim, como apregoava o cartaz do filme, não foi em Revolutions que ele aconteceu, efetivamente pelo menos.

Neo fez aquilo que os outros predestinados não fizeram: um acordo com as máquinas. Pediu paz ao invés de simplesmente querer lutar contra elas. Isso nos dá um mundo ainda simulado, mas desta vez sem guerras. Podem ser livres e viverem no mundo real, mas quem quer um mundo inundado no caos como aquele?

Não há nada que possa impedir que os humanos se rebelem mais uma vez e queiram destruir as máquinas, e assim uma nova seqüência para a série. No entanto, acho que se isso fosse feito seria no mínimo uma burrice dos diretores. Logicamente que encheriam o rabo de mais dinheiro, mas tornaria Matrix uma bobagem. Melhor pararem por aqui.

Temos que aplaudir os Wachowsky por terem criado um universo tão fantástico que conseguiu envolver milhões de pessoas no mundo todo. A trilogia Matrix nos fez discutir e criar teorias, nos fez pensar e principalmente, nos divertiu muito.

Infelizmente a expectativa exacerbada é capaz de decepcionar muita gente, e exigirmos mais do filme do que ele pode nos dar. É por isso que tantas críticas negativas estão sendo dirigidas ao final da trilogia.

Mas enfim, Revolutions não responde a todas as perguntas, mas todos os seus elementos unidos o tornam um dos filmes mais divertidos e emocionantes que já assisti. E isso, meus amigos, é o verdadeiro papel do cinema: entretenimento.

Fala que eu te escuto:


::.. Sexta-feira, Novembro 07, 2003 ..::



M.T.V.

Anúncios de oportunidade costumam ser geniais. Isso porque eles aproveitam uma data ou acontecimento específico para passar a mensagem.

Um importante fato da política, economia ou até da vida de celebridades pode virar uma boa peça publicitária. Até a morte de alguém famoso pode gerar um anúncio ganhador de prêmio. O texto Eu matei o George Harrison do diretor de arte Christiano Barbosa exemplifica bem isso, vale a pena ler.

Esta peça que trago aqui hoje também é exemplo de um excelente anúncio de oportunidade. Criado pela agência interna da Sony Music, ele homenageia a MTV pelo seu 20º aniversário.

Numa brincadeira com as siglas que denominam as eras A.D. e B.C. (antes e depois de Cristo), a peça inclui a M.T.V. como um marco importante de nossa história.

O título diz: "Seu nascimento marca um nova era. Feliz 20º aniversário". Com simplicidade e bom humor, temos um genial anúncio de oportunidade.


Vote no Brainstorm #9 Vote Brainstorm #9 no Ibest 2004.

Fala que eu te escuto:


::.. Quarta-feira, Novembro 05, 2003 ..::



Odisséia para a liberdade

Esse post é em homenagem ao heyX, um adorador absoluto do clássico "Odyssey" da Levi's, que pede desde o começo do ano para eu incluir este comercial aqui no Brainstorm #9.

Então vamos lá:

Muita gente acusa os publicitários de só pensarem em prêmios e darem pouca importância para os resultados do cliente. Tudo bem, então vamos parar e pensar apenas em um conceito fortíssimo, e vendedor acima de tudo, que vise somente gerar a imagem desejada pelo senhor cliente, o homem da grana. Nada de prêmios.

No caso, o cliente é a Levi Strauss & Co, a agência é a Bartle Bogle Hegarty (BBH) e o conceito é: "Liberdade para se mover". Simples. Os criativos da BBH pensaram: "Vamos passar a mensagem para o consumidor, prêmios não interessam". Beleza, vamos lá.


Depois de alguns meses de produção temos o filme pronto, chama-se "Odyssey". São 60 segundos de pura explosão visual e uma trilha sonora matadora. A coisa começa assim: Um rapaz abre a porta dentro de seu apartamento. Ele vira para trás e se mostra com uma determinação até então desconhecida do espectador.

Ele começa a correr, vai cada vez mais rápido e parece que nada poderá detê-lo. Nada mesmo, ele atravessa a parede. Não satisfeito, ele corre ainda mais e quebra todas as paredes em seu caminho. Ultrapassa todos os obstáculos sem cerimônia.

Mas o rapaz não está sozinho. Uma mulher também está correndo e, adivinhem, atravessando as paredes. Depois de muito concreto no chão, os dois começam a caminhar num corredor e se olham. Eles parecem cansados, acho que vão parar. Mas não, eles correm mais e atravessam a parede do prédio em direção a uma floresta.


E o que eles fazem na floresta? Isso mesmo, correm. Movem-se numa velocidade incrível, não há nada que possa impedi-los. Então eles começam a subir em uma árvore, não se agarrando a ela, mas sim correndo por ela.

Eles correm pela árvore subindo cada vez mais e, quando já não há mais por onde correr, pulam em direção ao céu estrelado. No final, o título: "Freedom To Move."

E porque eles fizeram isso? Tudo em busca da liberdade, sem ligar para o que viria pela frente. Quer conceito mais forte, direto e vendedor para uma calça jeans do que esse?

O anúncio é de encher os olhos, uma super-produção milionária recheada de efeitos especiais. Porém, não se pode negar que a mensagem que o cliente queria passar foi plenamente colocada na tela. Um filme que se preocupa com os resultados do anunciante em primeiro lugar, não com premiações.


Então está aí, tudo o que a publicidade precisa: um anúncio de impacto, um conceito forte e o cliente feliz. Só que aí rolam alguns festivais pelo mundo, festinhas de publicitários vamos dizer assim, e acontece isso:

Ouro no One Show Awards 2002
Leão de Ouro no Festival de Cannes 2002
Prata no D&AD Awards 2002
Ouro e Platina na Semana de la Publicidad de Catalunya 2002
Ouro no British Television Craft Awards 2002
Ouro no International Andy Awards 2002
Ouro no Kinsale 2002

Vai entender esse povo né? Eu diria que isso é uma prova para as pessoas que acusam os anúncios ganhadores de prêmios de não pensarem em seus clientes. É a prova cabal de que podemos unir argumento vendedor e qualidade criativa para se levar prêmios para casa.


"Odyssey" passou por um grandioso trabalho de produção e computação gráfica, mostrando uma corrida e um salto para a liberdade que definiu novos padrões de excelência na publicidade televisiva.

Clique aqui para fazer o download do filme em formato .mov. O arquivo tem 3.68 MB.

Vote no Brainstorm #9 Vote Brainstorm #9 no Ibest 2004.

Fala que eu te escuto:


::.. Terça-feira, Novembro 04, 2003 ..::



Lotação

Em 2001 a Lew,Lara veiculou um anúncio excelente e premiadíssimo para a Kia Motors. É uma peça quase que exclusivamente visual e faz a junção de duas imagens para criar um conceito muito forte.

A grande característica das vans é justamente seu espaço interno, já que tem capacidade de transportar muito mais pessoas do que um carro comum. A Besta GS Grand da Kia é ainda maior que a maioria dos veículos do tipo.

Portanto, nada melhor do explorar esse aspecto, especificando uma única característica que já vale por todas as outras.

Com uma idéia simples mas genial, o anúncio mostra a Besta de porta aberta e aqueles marcadores de fila tão comuns em cinemas, bancos e etc. É preciso dizer mais alguma coisa?

O título, a essa altura até dispensável, diz: "Besta GS Grand. Capacidade: 16 pessoas."


Não se esqueça de participar da promoção que vai sortear 5 CD's recheados de comerciais, incluindo o vídeo "Wear Sunscreen".

Vote no Brainstorm #9 Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.

Fala que eu te escuto:


::.. Segunda-feira, Novembro 03, 2003 ..::



Soy un hombre muy honrado...

Como eu já havia dito aqui em Agosto, "Era Uma Vez no México" é um dos filmes que eu mais estava aguardando para este final de ano. E para acabar com a espera, nada melhor do que ir ao cinema conferir a película que estreou na última sexta-feira.

O filme é a última parte de uma trilogia que começou com o independente "El Mariachi" de 1992, vencedor do Festival de Sundance naquele ano. A sequência, "A Balada do Pistoleiro", veio em 1995, com Antonio Banderas fazendo o papel principal, além de Salma Hayek, Steve Buscemi e Quentin Tarantino no elenco.

Verdadeiros faroestes "spaghetti" que viraram obras cult. Neste ano, o diretor multi-tarefa Robert Rodriguez decidiu colocar um fim na história do homem sem nome que sai por aí com um violão e carregado de armas até os tubos.


Assim como nos dois primeiros filmes, em "Era Uma Vez no México" Rodriguez dirige, escreve, produz, faz a trilha musical, o desenho de produção, a direção de arte e ainda cuida da câmera.

A história é o que menos interessa, já que o roteiro nunca foi um ponto forte de Robert Rodriguez, mas o filme é tão divertido quanto confuso.

As cenas de ação com direito a muita luta e tiroteios são fantásticas e excitantes, parecendo uma espécie de balé com coreografias contendo saltos e chutes impossíveis.

Como é digno de um filme de Rodriguez, é tudo muito exagerado e com aquele clima latino que envolve as histórias dos mariachis mexicanos. Além disso, as belíssimas explosões de luz refletem e acentuam as dimensões míticas da história.

Com dezenas de personagens secundários e reviravoltas, o roteiro é bem confuso, mas "Era uma Vez no México" é um grandioso "fun movie" com uma ambientação que poucos tem. Bom para fugir daquela tradicional cara americanizada dos filmes de ação.


Antonio Banderas continua excelente como El Marichi, misturando mais uma vez uma personalidade de herói ousado e solitário angustiado. A linda Salma Hayek exibe sensualidade e muitos tiros logo no início do filme, mas infelizmente ela aparece pouco, apenas em flash-backs que se ligam diretamente com "A Balada do Pistoleiro".

Johnny Depp dá um show de interpretação no papel do agente Sands, dando ao seu personagem momentos hilariantes e ao mesmo tempo dramáticos ao extremo. A participação de Depp no filme seria curta, mas ele estava gostando tanto que pediu ao diretor mais tempo na tela. Resultado: ele é como um segundo protagonista, dividindo espaço com Antonio Banderas.

"Era Uma Vez no México" é um filme pipoca diferente, dificilmente vai agradar ao grande público, mas que esbanja personalidade e estilo próprio. Para quem quer apenas se divertir ou para quem curte o mito do marichi e as paisagens mexicanas, é um filme imperdível.

No meu caso, serviu para aumentar ainda mais a vontade que tenho de ir conhecer as terras de Chaves e Chapolin. :)

Fala que eu te escuto:


Home