O Brainstorm
#9 é um blog, sim, é um blog. Mas nada de dramas pessoais, choradeiras
melosas ou o que o meu cachorro comeu na hora do almoço.
Aqui vou falar
sobre o que o meu cérebro pensa das coisas deste mundo passageiro. Uma
verdadeira tempestade de idéias sobre todos os assuntos,
principalmente publicidade, cinema, música, games,
livros...
Meu amigo aqui
de cima, com seu córtex, neurônios, trilhões de células e mais um monte de
badulaques, é chato algumas vezes, verdade seja dita, mas no fundo é um
cara legal. Tenho que aturá-lo todos os dias, mas felizmente, não nas 24
horas do dia. É melhor às vezes não deixá-lo pensar, ficando apenas em
stand-by.
Ou seja, aqui
colocarei pensamentos deste cérebro, que é, não somente das maravilhas da
Psique, mas do próprio orgão fisiológico, a mais estonteante complexidade
jamais encontrada no Universo.
Porém, um
cérebro que às vezes também gosta apenas de curtir os prazeres da vida,
junto com o coração, é lógico...
Meu nome é
Carlos Roberto Merigo Filho. Meu cérebro começou a funcionar (ou
pelo menos deveria ter começado...) no dia 9 de Junho de 1981 e
atualmente estudo Design de Publicidade na Escola Panamericana
de Arte.
Trabalho na Fess' como assistente de arte/redator. E meu
objetivo é conquistar a América do Sul, a Oceania e mais um terceiro
continente a minha escolha.
cmerigo@bol.com.br carlos@fess.com.br
ICQ: 14377569 MSN:
carlosmerigo@hotmail.com
Fortune
Faded Red Hot Chili Peppers
Something to Talk About Badly Drawn Boy
Born To Slow Crystal Method
O Último
Samurai Edward Zwick
The One
Vila Olímpia - São
Paulo
Deep Mogi das Cruzes/SP
FIFA
2004 EA Sports
Need For Speed
Underground EA Games
Admirável Mundo
Novo Aldous Huxley



:Escola Panamericana de
Arte :Neostream :Ueba :Mammoth :Marketing, Prop. e Rock 'n Roll :Publicidade de Saia :Ignorance Is Bliss :Designando :Reator Publicitário :Let's Blogar :Pensar Enlouquece. Pense Nisto. :O Jovem Nerd :Um Caipira na Paulista :Manual do
Clichê :Follow The White
Rabbit :Mak :Ponto Design :Motocontínuo :Nada a informar :Publi$hitários
neurônio(s) on-line
.......

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::.. Quinta-feira, Novembro 27, 2003
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Quinta-feira, Novembro 27, 2003 ::
Um mundo chamado São Paulo

No próximo dia 25 de Janeiro, a cidade de São
Paulo irá comemorar os seus 450 anos. Várias iniciativas já
foram tomadas para celebrar a data e, logicamente, anunciantes e agências
não deixariam essa oportunidade passar em branco.
O banco
HSBC resolveu se antecipar e lançou essa semana uma campanha
institucional pelos 450 anos da cidade. Desenvolvida pela Loducca, a ação
destaca a diversidade e parte da idéia de que não existe apenas uma São
Paulo, mostrando uma série de personagens que apresentam a cidade de
pontos de vista diferentes.
Constituída por uma série de quatro
filmes para cinema/TV, anúncios impressos e mídia exterior, a campanha
será veiculada até Março de 2004.
Trago aqui no
Brainstorm #9, os três primeiros comerciais já divulgados pela
Loducca. O primeiro, intitulado de "Raças", explora a
coexistência pacífica entre as diferentes etnias na capital paulista,
exibindo cenas de livre relacionamento entre árabes, orientais, judeus,
nordestinos, italianos, etc.
O filme "Geografia" destaca
detalhes particulares da cidade, que tem uma praça chamada Buenos Aires na
rua Bahia. A rua México via Espanha, e a rua Pará faz divisa com a Ceará.
O roteiro de
"Pátio do colégio" conta coisas que só São Paulo ensina, tais como:
o melhor pastel é o da feira; domingo à noite é dia de pizza, e que em
seus bairros existem ruas de comércio específico, como a das noivas, dos
lustres e a da decoração entre tantas.
Todos os filmes terminam
com o close de um paulistano dizendo: "Existem várias São Paulos. Esta
é a minha". A assinatura da campanha é "HSBC. No Brasil, no mundo e
neste mundo chamado São Paulo."
Faça o download
dos três filmes através dos links abaixo:
:: Raças (2.83 MB) :: Geografia (3.08 MB) :: Pátio (2.86 MB)
E quem quiser saber mais
sobre os 450 anos de São Paulo, pode conferir os excelentes especiais
realizados pelos jornais A Folha de S. Paulo e O Estado de São
Paulo, contando a história da cidade, pontos turísticos, fatos
curiosos e muito mais. Vale a pena visitar os links.
:: 450 anos - Estado
de São Paulo :: 450 anos - Folha de S. Paulo
Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.
Fala que eu te
escuto:
::.. Quarta-feira, Novembro 26, 2003
..::
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Quarta-feira, Novembro 26, 2003 ::
Tomates Picantes Premiados Um verdadeiro clássico da
publicidade tupiniquim: o catchup picante Parmalat. Criado pela
DM9DDB em 2000, o anúncio arrebatou todos os prêmios possíveis na
época.
Realmente é uma pérola. Apenas a imagem da própria
embalagem do catchup simulando uma língua para fora da boca. Nenhuma
palavra é necessária, apenas a assinatura no canto inferior direito.
Quer imagem mais picante do que essa?

Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.
Fala que eu te
escuto:
::.. Terça-feira, Novembro 25, 2003
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Terça-feira, Novembro 25, 2003 ::
Agradeço se chegar Um dos segredos de um bom criativo é não
deixar passar nada na hora de criar. Tudo é válido. Qualquer coisa,
qualquer detalhe do nosso cotidiano pode salvar a lavoura.
É isso
o que faz a simplicidade ser genial na maioria dos casos. É muito mais
difícil pensar no óbvio ululante do que ter idéias mirabolantes que,
certamente, serão pouco eficientes.
Este anúncio do Velog,
o serviço de entrega de encomendas da Varig, veiculado em 2001
demonstra bem isso. Criada pela agência Salles D'Arcy, a peça é bem
humorada e se torna excelente apenas com um mínimo detalhe.
Aqui a
solução criativa foi brincar com aqueles avisos que tanto vemos em caixas
de encomendas, como "Frágil", "Não empilhar", "Não deixar
exposto ao sol e chuva", "Este lado para cima" e etc.
O
conceito do anúncio é usar uma situação reversa para mostrar a segurança e
a rapidez da remessa feita pelo Velog, algo que os outros serviços
tradicionais de entrega não garantem. Além disso, a peça explora aquela
dúvida inevitável que nos assola quando mandamos uma encomenda: "Será
que vai chegar?"
Aqui, o personagem oculto do anúncio pediu
ajuda aos céus e colou uma etiqueta com mãos orando e a frase "Agradeço
se chegar". O título diz: "Agora você não precisa mais pedir ajuda
para sua encomendar chegar na hora."
Percebam ainda que a
caixa é de papelão está toda amassada, passando ainda mais insegurança
para quem vê o anúncio.

Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.
Fala que eu te
escuto:
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Terça-feira, Novembro 25, 2003 ::
Brainstorm #9 é TOP 5 na parcial do IBest
Galera, faltam apenas 17 dias para o final da pré-votação do
Ibest, quando saberemos quais sites irão para a próxima fase.
O Brainstorm #9 está entre os 5 blogs mais votados segundo
a parcial divulgada semana passada. E isso é graças
a vocês, que votaram e participam assiduamente do blog.
Muito
obrigado a todos que estão ajudando o Brainstorm #9 estar no topo da
tabela. Quem sabe não estaremos entre os TOP 10 daqui 17 dias.
Quem ainda não votou, há tempo. :) Use o link abaixo deste post e
ajude o blog a ficar entre os melhores da web.
Ah, lembrando que a
promoção de aniversário continua rolando. No dia 11 de Dezembro
sortearei 5 CD's (um por sorteado) personalizados repletos de
comerciais, incluindo todos os que cito nesse blog e mais um monte de
anúncios premiados que nunca estiveram por aqui.
Nesse CD, ainda
vai de brinde o filme "Wear Sunscreen" da DM9DDB, tão
procurado e desejado por muita gente que chega nesse blog.
Para
participar, vote Brainstorm #9 no Ibest e envie um email com seus
dados pessoais (nome, endereço) para: brainstorm9@ibest.com.br
No dia 11/12 sortearei 5 nomes aleatoriamente e os ganhadores
receberão o CD pelos Correios, com todo conforto e comodidade. :)
PS: Logo mais tem nova propaganda rolando por aqui. Fiquem de
olho.
Vote Brainstorm #9 no Ibest 2004.
Fala que eu te
escuto:
::.. Sábado, Novembro 22, 2003 ..::
:: Sábado,
Novembro 22, 2003 ::
Gemidos Este é o tipo de anúncio regido pelo som, só funciona
através dos ouvidos. Porém, o grande trunfo deste filme é o seu tema:
sexo.
Pronto, essa palavra é o suficiente para atrair as pessoas.
Não há como negar, a simples menção deste item já duplica a atenção de
todo mundo. Sexo, ou melhor, a sugestão sexual, é uma força poderosa da
propaganda.
O erotismo tornou-se um dos mais atuantes valores da
cultura moderna, e do nosso cotidiano. E a propaganda sempre foi veículo
dessa cultura. Junte a isso uma enorme dose de humor e voi lá, sucesso
garantido.

Criado pela
Age para a MTV, mais especificamente para o finado programa
Erótica, o comercial mostra que é possível conhecer uma mulher na
hora do sexo.
A partir disso, nós somos apresentados a uma série
de tipos de mulheres que são reconhecidas pelos seus diferentes gemidos.
Tem a mulher religiosa, hipocondríaca, asmática, interesseira,
assassina, imediatista e diversas outras, todas elas definidas através do
som. No final, o filme diz: "A gente conhece todo tipo de mulher.
Erótica MTV. Toda quarta às 22:00."

É um anúncio
engraçadíssimo, que une sexo com humor. Sem dúvida, garantia de muitas
risadas. O filme foi veiculado em 2001 e levou o Bronze no anuário
do Clube de Criação de São Paulo do mesmo ano.
Clique aqui para fazer o download do filme em
formato .mov. O arquivo tem 1.52 MB.
Vote Brainstorm #9 no Ibest 2004.
Fala que eu te
escuto:
::.. Sexta-feira, Novembro 21, 2003
..::
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Sexta-feira, Novembro 21, 2003 ::
Regulus

Dando um tempo da publicidade, no último fim de semana eu
estava lendo um livro sobre astronomia. No capítulo que falava sobre o
sol, encontrei um quadro espetacular que acho que merece ser comentado
aqui.
Trata-se de uma pintura do artista inglês Joseph Mallord
William Turner (1775-1851) concebida no ano de 1828. Intitulada de
"Regulus", atualmente a peça está exposta na Tate
Gallery em Londres.
A obra mostra o nascer do sol em
Cartago e a luz é retratada de tal maneira que chega a ofuscar o
espectador, algo incrível para um quadro pintado a óleo. Porém, o mais
legal é a história que gira em torno do momento apresentado na pintura.
Marco Attilio Regulus foi um dos principais heróis da Segunda
Guerra Púnica, disputada entre Roma e Cartago.
No ano 255 a.C., os
cartagineses fizeram Regulus de prisioneiro e, como lição, arrancaram-lhe
as pálpebras e o amarram em um tronco no meio da cidade, de modo que, ao
nascer do sol, a luz o deixasse cego.
O interessante é que o
general Regulus não esta presente na pintura de Joseph Turner, apenas a
população de Cartago observa a fascinante e imponente luz solar.
Fala que eu te
escuto:
::.. Quarta-feira, Novembro 19, 2003
..::
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Quarta-feira, Novembro 19, 2003 ::
Noite brasileira do prêmio inglês

Aproveitando que hoje
o Brainstorm #9 completa 1 ano no ar, trago aqui uma
cobertura especial da festa de premiação do 18º Festival
Internacional de Propaganda de Londres.
Nos dias 10 e 11
de Novembro foram divulgados os vencedores do prêmio em um grande evento
na Inglaterra, e ontem aconteceu a entrega dos trófeus aos ganhadores
brasileiros aqui em São Paulo. A Stock Photos é a representante oficial do
festival no Brasil.
Como sempre, o Brasil conquistou diversos
prêmios nos segmentos design, mídia impressa e TV/cinema. O filme vencedor
foi o "Estrada" da Lowe para a Renault,
que inclusive já foi publicado neste blog.
Confira algumas fotos
que tirei da festa, do caminho pra festa e lógico, das peças premiadas
(brasileiras e estrangeiras) que estavam em exposição. Me desculpem pela
qualidade de algumas imagens, tem várias bem tortas inclusive, mas acho
que dá pra ver alguma coisa. :)
Clique nas fotos para ampliá-las.
Saindo de casa, passando pela Av. Ibirapuera e pela
Av. Paulista.
Na Paulista o Itaú informa a temperatura, um ônibus
indo para a Lapa e o fim da avenida na Consolação.
O frontlight da TIM ainda na Paulista, nem sei
porque tirei essa foto. A entrada da festa na Rua Diogo Jacome em Moema e
o banner do festival.
Na primeira foto, a apresentação dos premiados.
Agora começam as peças, essa primeira das caveiras eu achei muito
engraçada, mas depois descobri que não era pra rir. É um anúncio da
Young & Rubicam de Buenos Aires, que mostra aonde você vai
chegar se não usar camisinha.
A terceira foto é o anúncio "I
Want You" da Pepsi, criado pela brasileira AlmapBBDO.
Simples e sensacional.
Este primeiro foi vencedor na categoria Outdoor e
utiliza a mídia, no caso o ônibus, para criar uma ação. A boca do tubarão
abre e fecha de acordo com a porta do veículo. A peça foi criada pela
agência Amsterdam Advertising da Holanda para a National
Geographic.
A segunda foto mostra um anúncio de um resturante
que serve pratos típicos da Itália e da Índia. A agência suiça Jung von
Matt/Limmat utilizou esses dois fatos para criar uma peça
absolutamente visual: Um garfo com macarrão enrolado em forma de turbante.
Este terceiro foi um dos que eu mais gostei dos premiados. Criado
pela DDB de Hong Kong para a Volkswagen, o anúncio une duas
imagens do novo Golf R32 para mostrar o quanto o carro é veloz e
potente.
O jogo de luz e sombra cria uma asa com turbina acoplada
na lateral do carro. Genial. Ganhador na categoria direção de arte
O anúncio da primeira foto também é fantástico e
deixa qualquer um com um sorrisinho sarcástico no rosto. O anunciante aqui
é um estúdio de tatuagem chamado Jungbluth e o conceito é:
"Tatuagens criativas". O resto você mesmo pode deduzir... :)
O segundo anúncio confesso que levei um certo tempo pra entender.
Primeiro achei que fosse um pão recheado de pão, depois ainda vi o pão
sorrindo, mas não é nada disso. O título é: "Really Good Bread", e
percebam as sementes de gergelim, que parecem pular, também presentes na
parte de baixo do pão.
A terceira peça foi vencedora na categoria
design de embalagens. É um belo trabalho realizado pelo estúdio
Stranger & Stranger de Londres para o vinho argentino Lo
Tengo.
A primeira imagem é um anúncio criado pela Grey
Brasil para o Post-it da 3M. Mostrando que até sem
caneta você pode usar os pequenos papéizinhos para lhe lembrar de alguma
coisa, nesse caso: comprar uma caneta.
O segundo é simplesmente
espetacular, tanto que esteve no Clio Awards e em Cannes
neste ano. É uma série de 3 poster's (nesta foto só em 2) criados pela
Ogilvy de Cingapura para o pub Gaelic Inns.
Cada
peça mostra dezenas de copos enfileirados de ponta a ponta. A quantidade
de cerveja nos copos é o que forma a imagem, seja de uma uma mulher de
biquíni ou de topless.
Na terceira foto uma geral de algumas peças
em exposição.
Outro vencedor na categoria design de embalagens.
Desta vez a criação é do estúdio Bamboo para a marca de leite
Schroeder.
Um trabalho que se destacou na festa foi o
cartão de visitas da agência República das Idéias de Porto Alegre.
Um cartão de visita? Sim. A diferença é que este é uma moeda.
Um
excepcional trabalho de design criado pelos gaúchos. Fiquei curioso para
conhecer outros materiais de identidade corporativa da República das
Idéias.
A terceira imagem mostra um anúncio criado pela Crispin
Porter + Bogusky de Miami para a rede de lojas IKEA. Na peça
vemos um relógio todo modernoso, mas na parede ainda está a marca deixada
pelo antigo móvel.
Aqui temos um anúncio do furador de papel da
Herlitz criado pela agência alemã Scholz & Friends. A
peça foi ganhadora na categoria de melhor fotografia. Vemos a cena de um
desfile na rua enquanto cai uma chuva de papel picado.
A segunda
foto traz um anúncio de toda uma campanha do Zoológico de Buenos
Aires. Criada pela agência argentina Del Campo Nazca
Saatchi&Saatchi, a peça mostra que com pouco dinheiro você pode
ver um animal de verdade, ao invés de gastar muito mais num bicho de
pelúcia.
Esta campanha do Zoo de Buenos Aires tem cerca de 5
anúncios e também foi vencedora no Clio Awards deste ano.
Na última imagem temos um anúncio social excelente. Criada pela
agência DYR Wunderman de Cingapura para o Conselho de
Meio-Ambiente daquele país, a peça mostra o que parece ser uma
indústria e todas as suas chaminés poluentes soltando fumaça no ar.
Porém, percebam que a imagem se assemelha a um bolo de aniversário
e as suas velas acessas. O título do anúncio diz: "É assim que nós
vamos celebrar o dia da Terra?".
Vote Brainstorm #9 no Ibest 2004.
Fala que eu te
escuto:
::.. Terça-feira, Novembro 18, 2003
..::
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Terça-feira, Novembro 18, 2003 ::
Qualquer semelhança é mera coincidência...ou não... Tudo bem,
concordo com vocês que a campanha "Semelhanças"
da Cesar muita gente já conhece, inclusive porque os anúncios rolaram por
e-mail. Mas essa que vou postar aqui agora, aposto que quase nínguem viu.
São peças muito boas criadas pela agência Cole & Weber/Red
Cell para a Zoológico de Oregon. O incrível é a semelhança dos
anúncios com a campanha da AlmapBBDO.
Só para constar, as
peças da Cesar são de 2001 e essas do Oregon Zoo são de 2003.
Coincidência? Plágio? Talvez só uma semelhança. :)



Fala que eu te
escuto:
::.. Segunda-feira, Novembro 17, 2003
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Segunda-feira, Novembro 17, 2003 ::
Procura-se Assistente de Arte

A
Fess', agência
em que trabalho, está em busca de um Assistente de Arte para
estágio. O candidato precisa estar cursando (ou ter concluído)
Publicidade, ter iniciativa e comprometimento com o trabalho.
Quem
estiver interessado, é só preencher o currículo em www.fess.com.br/rh. Quem não tiver porfolio
online e quiser mandar as peças por e-mail, pode enviar para o
Marcelo: rh@fess.com.br.
Lembrando que a agência fica em São Paulo e que o candidato deve
gostar de pizza, pois esse é o prato típico das madrugadas aqui. :)
Clique
aqui para acessar o RH da Fess'.
Fala que eu te
escuto:
::
Segunda-feira, Novembro 17, 2003 ::
Cara de um, focinho de outro Todo mundo sabe que, com o passar
do tempo, os cachorros vão se tornando parecidos com seus donos, é um
consenso mundial.
Foi a partir desse fato que a AlmapBBDO criou
uma campanha marcante e premiadíssima para a marca de ração Cesar,
da Effem.
Intitulada de "Semelhanças", a campanha
explora não de forma comportamental, mas sim visualmente a semelhança
entre pessoas e cães. São 8 anúncios no total e que depois viraram um
comercial para TV.
O título de todas as peças diz: "Ele pode
ter a sua cara, mas não precisa ter a mesma comida."
"Semelhanças" levou o Leão de Ouro no Festival de Cannes
2001 e também foi Ouro no 26º anuário do Clube de Criação de São
Paulo. Confira e divirta-se.








Não se esqueça de participar da promoção
que vai sortear 5 CD's recheados de comerciais, incluindo o vídeo "Wear
Sunscreen".
Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.
Fala que eu te
escuto:
::.. Quinta-feira, Novembro 13, 2003
..::
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Quinta-feira, Novembro 13, 2003 ::
Ingleses Vs. Alemães Estes dois anúncios criados pela DPZ para a
Jaguar mostram bem o uso eficiente do "hard-sell", o mais
explosivo e radical argumento publicitário de persuasão.
Como já
expliquei aqui, "hard-sell" trata-se de propaganda comparativa. Ela cita
explicitamente o concorrente, com todas as letras, a fim de provar que seu
produto, e não o dele, é melhor.
É uma decisão polêmica e
geralmente resulta em brigas na justiça, além de ser uma forma de
propaganda proibida em diversos países. Mas não há como negar, o
"hard-sell" é muito divertido e pode dar asas a criatividade.
Outro exemplo é este comercial publicado em Maio aqui no Brainstorm
#9, onde a Pepsi, pra variar, ataca a Coca-Cola.
Voltando ao Jaguar, estes dois anúncios atacam sutilmente a
Mercedez-Benz e a BMW, respectivamente.
O primeiro
mostra uma pessoa riscando com uma chave a lateral do novo Jaguar XK8
Coupe. Tal peça não faria o menor sentido se na chave não estivesse
estampado o logo da Mercedez, demonstrando assim a inveja de quem não tem
um Jaguar.
O segundo anúncio mostra uma BMW e um Jaguar lado a
lado. Em cima do carro alemão vem a denominação "Mister" e no
Jaguar "Sir". O que é mais importante: um senhor ou um lorde
inglês?
A direção de arte da peça ainda enfoca o Jaguar iluminado
no lado direito, enquanto a BMW está bastante obscurecida na esquerda.
São duas peças absolutamente fortes e bem humoradas. Uma aula de
como se fazer hard-sell sutilmente, bater nos concorrentes e nínguem
reclamar.


Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.
Fala que eu te
escuto:
::.. Terça-feira, Novembro 11, 2003
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Terça-feira, Novembro 11, 2003 ::
Pneus, neve e um halfpipe Antes de começar esse post, devo
lembrar aos leitores do Brainstorm #9 que o comercial Fish da Johnnie Walker já foi publicado
aqui. Por estar atualmente sendo exibido na TV brasileira, muitas pessoas
estão mandando e-mails pedindo por este anúncio. Clique aqui para acessá-lo.
O filme que trago
aqui hoje acabou de sair do forno e está sendo exibido há algumas semanas
em toda a Europa. Trata-se de um anúncio para a linha de pneus Ultra
Grip 6 da Goodyear.

Criado
pela agência francesa Leagas Delaney, o comercial conta com um charme
irresistível e uma produção maravilhosa. A mensagem a ser passada é de que
os pneus Goodyear são aderentes e seguros em qualquer condição climática.
A maneira de mostrar isso foi colocar quatro carros vermelhos
idênticos (Audi nesse casso) numa pista de neve, e fazê-los praticamente
dançar ao som de uma trilha sonora contagiante. Os veículos fazem manobras
espetaculares na neve, obviamente um terreno bem escorregadio, e se
dirigem para o topo de um halfpipe.
Na sincronização com uma pausa
da música, os carros freiam e os pneus parecem morder o chão. Nesta
posição eles ficam por sete longos segundos, algo impossível para um carro
sem pneus Ultra Grip 6 da Goodyear.

No
final, enquanto os veículos finalmente descem, o título: "Pneus
Goodyear Ultra Grip 6. 60% mais tiras. Para uma melhor aderência no
inverno".
O anúncio foi filmado em Queenstown na Nova
Zelândia, e foram feitos testes exaustivos com os carros em diferentes
pistas com neve. A pós-produção ficou por conta da Framestore
CFC, a mesma produtora do "Bull" da Audi e do "Fish" da Johnnie Walker.
A
empresa utilizou computação gráfica para reconstruir os veículos em 3D e a
pista de neve, só os 3 segundos finais do comercial levaram 3 dias para
ficarem prontos.

Se uma
imagem vale mais do que mil palavras, o que dizer de um filme como esse?
Passa a mensagem sem dizer nada e com todos os seus elementos reunidos,
ainda consegue estampar um sorriso na cara do espectador. A trilha sonora
e o elemento surpresa do final são peças chaves e causam empatia e cativam
quem assiste.
Intitulado de "Halfpipe", este anúncio com
certeza já está nos meus favoritos. Clique aqui para fazer o download do filme em
formato .mov. O arquivo tem 4.02 MB.
Não se esqueça de participar
da promoção
que vai sortear 5 CD's recheados de comerciais, incluindo o vídeo "Wear
Sunscreen".
Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.
Fala que eu te
escuto:
::.. Domingo, Novembro 09, 2003 ..::
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Domingo, Novembro 09, 2003 ::
Tudo que tem um começo tem um fim. Ou quase
isso... Spoilers: Recomendo a leitura deste post apenas para
quem já assistiu ao filme.
Quando falei de Matrix Reloaded em Maio, coloquei algumas
questões e possíveis conclusões que eu imaginava para a trilogia.
Disse ainda que não cabem comparações com o primeiro filme, já que
antes era tudo novidade: a história, as cenas de ação e os efeitos
visuais, portanto, é óbvio que tenha causado tanto impacto.
As
duas sequências já foram lançadas sem aquela áurea de mistério e novidade
que envolvia o primeiro filme. Nós esperávamos sermos surpreendidos
novamente, mas claro, com tantas expectativas seria impossível.

Porém,
obstante a isso, digo que Matrix Revolutions é um dos filmes mais
divertidos e emocionantes que assisti nos últimos tempos (e olha que não
foram poucos). Matrix é clássico e original, Reloaded é legal e
Revolutions é simplesmente matador.
Concordo que o roteiro, tão
grandioso e filosófico no primeiro filme, poderia ter sido melhor
explorado. Eu esperava respostas para algumas questões, mas muitas não
vieram. Também confesso que esperava um final bombástico, o que também não
aconteceu.
Os diretores preferiram não arriscar com explicações
mirabolantes, e simplesmente deixaram tudo como estava. Porém, devo dizer
que a conclusão (ou não) da trilogia foi muito boa.
Nada acabou.
Os humanos apenas aceitaram aquilo que as máquinas queriam desde o começo:
Paz. Quem assistiu ao maravilhoso episódio "A Segunda Renascença"
do Animatrix, sabe bem do que estou falando.
A Matrix
continua lá, com os humanos vivendo numa simulação. Só que agora as
pessoas são livres para escolher se querem ficar nela ou sair para o
inferno que é o mundo real. É tarde demais para voltar atrás. O mundo real
foi destruído e o que sobrou? Apenas escombros, uma megalópole de robôs e
uma cidadezinha caótica com meia dúzia de humanos, primitivos e emotivos
como sempre.
Quando a menina Sati está caída no chão e um gato
preto aparece, tudo é escombros no código da Matrix, resultado da luta
monumental entre mocinho e bandido (Neo e Smith).
O acordo de paz
feito por Neo com as máquinas destruiu o vírus Smith, que tinha como único
objetivo acabar com tudo o que tinha vida, e reconstruiu todo o código da
Matrix. Resultado: Os humanos continuam vivendo numa simulação, mas desta
vez sem guerras. Um mundo perfeito, bonito, mas irreal.
Não é o
final bombástico que todos esperavam, mas temos de admitir, e no mínimo
inteligente. A conclusão foge do clichê, e é muito melhor sabermos que
tudo não acabou do que vermos os humanos vencerem as máquinas, Neo e
Trinity se casarem, terem filhos e montarem uma barraquinha de hot-dog em
Zion.

Claro que eu
queria saber mais sobre os programas exilados, mais sobre Merovigian,
Trainmain, Seraph e os gêmeos Cain e Abel, que no final acabaram se
tornando meros coadjuvantes, apenas personagens para postergar o final. E
ainda, quem ou o que é afinal o Arquiteto? E a menina Sati? E o Oráculo?
Sim, são programas da Matrix, eu sei, mas quais seriam suas reais
funções? Será que o mundo real é mesmo real? O que é aquele fogo
alaranjado que Neo enxerga no mundo real? Para mim podem ser códigos,
assim como aparecem na Matrix, mas verdes.
Ainda me pergunto sobre
as pessoas que estavam conectadas a Matrix. Como reagiram sabendo que
estavam dentro de uma simulação? São muitas as perguntas, como se pode
ver.
De qualquer forma não deixa de ser uma boa conclusão, que
obviamente, deixa as portas escancaradamente abertas para novas
continuações.
Bom, sobre a história é isso. Claro que as
discussões filosóficas vão continuar, porque além do mais, o filme
continua cheio de referencias, mas na prática nada foi além disso.
Neo quando finalmente destrói Smith, aparece no mundo real de
braços abertos, como um crucificado, numa clara referencia a Jesus Cristo.
Neo morreu (será?) para salvar a humanidade.
Eu questiono sua
morte, pois percebam que a máquina carrega cuidadosamente o corpo de Neo
após desconectá-lo dos cabos e a Oráculo ainda diz para a menina Sati que
poderão reencontrá-lo um dia.
Porém, chegando no ponto que eu
realmente quero exaltar, Matrix Revolutions é monumental quando se trata
de ação. Muitas cenas são de tirar o fôlego e simplesmente fantásticas,
outras são carregadas de emoção e acontecimentos que tocam o espectador.
O que é aquela cena da invasão em Zion? Aquilo é de arrepiar
qualquer fã do cinema blockbuster, como eu. É algo inefável ver as
sentinelas invadindo a cidade e os humanos, quase como formigas que serão
esmagadas, tentando lutar com seus blindados imensos.

Eu achava que
ele seria apenas mais um no meio de tantos, porém, a participação do
capitão Mifune é emocionante. É incrível a sensação de coragem e ódio
transmitida nas cenas em que ele luta desesperadamente contra as
sentinelas. Nós quase podemos sentir o que se passa na cabeça do capitão
naquele momento.
Claro, a invasão em Zion é inundada de efeitos
especiais, mas tenho que aplaudir o magistral trabalho de interpretação
dos atores, edição, produção e ainda a trilha sonora e efeitos embutidos
na cena. Tudo se encaixa, tudo potencializa o impacto e faz desse trecho
do filme algo para ser tratado como uma obra de arte, uma cena épica capaz
de nos convencer, emocionar e cativar.
A luta entre Neo e Smith
também é sensacional, a lá Dragon Ball Z, mas ainda fico com a
carga emotiva e visual da batalha travada em Zion.
Outra cena que
me emocionou, foi a que Trinity e Neo a bordo da Logos atravessam a
barreira de fumaça e vêem o céu azul, as nuvens brancas e o sol brilhando.
Eu que passei os últimos quatro anos acompanhando a saga dos dois dentro
de um mundo escuro e caótico, pude sentir o que seria ver o céu em toda a
sua imensidão naquele momento.
Com as novas camadas da realidade
virtua apresentadas, Matrix Revolutions comprova a riqueza do universo
concebido pelos irmãos Wachowsky. Temos a estação de metrô, que seria como
uma espécie de lixeira do complexo sistema operacional. A frase "Mobil
Ave" que aparece na parede da estação é um anagrama de limbo.
O amor também é um tema recorrente no filme. Temos o romance entre
Neo e Trinity, o envolvimento entre Morpheus e Niobe, Zee e Link. Isso
seria a maior diferença entre humanos e máquinas, já que somos capazes de
ter sentimentos, o que ao mesmo tempo nos torna frágeis e falhos.
Revolutions ainda é um filme feminista, praticamente todas as mulheres são
fortes e corajosas.

Na minha
opinião, Revolutions é um filme grandioso que certamente constará nos meus
favoritos. Porém, ainda vou sentir falta de melhores explicações, de
conexões concretas do que o Arquiteto disse para o Neo em Reloaded com a
conclusão da trama
Do ponto de vista dramático e de ação, o filme
é um espetáculo, mas o roteiro praticamente nos engana. Pois se para todo
começo tem um fim, como apregoava o cartaz do filme, não foi em
Revolutions que ele aconteceu, efetivamente pelo menos.
Neo fez
aquilo que os outros predestinados não fizeram: um acordo com as máquinas.
Pediu paz ao invés de simplesmente querer lutar contra elas. Isso nos dá
um mundo ainda simulado, mas desta vez sem guerras. Podem ser livres e
viverem no mundo real, mas quem quer um mundo inundado no caos como
aquele?
Não há nada que possa impedir que os humanos se rebelem
mais uma vez e queiram destruir as máquinas, e assim uma nova seqüência
para a série. No entanto, acho que se isso fosse feito seria no mínimo uma
burrice dos diretores. Logicamente que encheriam o rabo de mais dinheiro,
mas tornaria Matrix uma bobagem. Melhor pararem por aqui.
Temos
que aplaudir os Wachowsky por terem criado um universo tão fantástico que
conseguiu envolver milhões de pessoas no mundo todo. A trilogia Matrix nos
fez discutir e criar teorias, nos fez pensar e principalmente, nos
divertiu muito.
Infelizmente a expectativa exacerbada é capaz de
decepcionar muita gente, e exigirmos mais do filme do que ele pode nos
dar. É por isso que tantas críticas negativas estão sendo dirigidas ao
final da trilogia.
Mas enfim, Revolutions não responde a todas as
perguntas, mas todos os seus elementos unidos o tornam um dos filmes mais
divertidos e emocionantes que já assisti. E isso, meus amigos, é o
verdadeiro papel do cinema: entretenimento.
Fala que eu te
escuto:
::.. Sexta-feira, Novembro 07, 2003
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Sexta-feira, Novembro 07, 2003 ::
M.T.V. Anúncios de oportunidade costumam ser geniais. Isso
porque eles aproveitam uma data ou acontecimento específico para passar a
mensagem.
Um importante fato da política, economia ou até da vida
de celebridades pode virar uma boa peça publicitária. Até a morte de
alguém famoso pode gerar um anúncio ganhador de prêmio. O texto Eu
matei o George Harrison do diretor de arte Christiano
Barbosa exemplifica bem isso, vale a pena ler.
Esta peça que
trago aqui hoje também é exemplo de um excelente anúncio de oportunidade.
Criado pela agência interna da Sony Music, ele homenageia a
MTV pelo seu 20º aniversário.
Numa brincadeira com as
siglas que denominam as eras A.D. e B.C. (antes e depois de
Cristo), a peça inclui a M.T.V. como um marco importante de nossa
história.
O título diz: "Seu nascimento marca um nova era.
Feliz 20º aniversário". Com simplicidade e bom humor, temos um genial
anúncio de oportunidade.

Vote Brainstorm #9 no Ibest 2004.
Fala que eu te
escuto:
::.. Quarta-feira, Novembro 05, 2003
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Quarta-feira, Novembro 05, 2003 ::
Odisséia para a liberdade Esse post é em homenagem ao heyX, um
adorador absoluto do clássico "Odyssey" da Levi's, que pede
desde o começo do ano para eu incluir este comercial aqui no Brainstorm
#9.
Então vamos lá:
Muita gente acusa os publicitários
de só pensarem em prêmios e darem pouca importância para os resultados do
cliente. Tudo bem, então vamos parar e pensar apenas em um conceito
fortíssimo, e vendedor acima de tudo, que vise somente gerar a imagem
desejada pelo senhor cliente, o homem da grana. Nada de prêmios.
No caso, o cliente é a Levi Strauss & Co, a agência é a
Bartle Bogle Hegarty (BBH) e o conceito é: "Liberdade para se
mover". Simples. Os criativos da BBH pensaram: "Vamos passar a
mensagem para o consumidor, prêmios não interessam". Beleza, vamos lá.

Depois
de alguns meses de produção temos o filme pronto, chama-se
"Odyssey". São 60 segundos de pura explosão visual e uma trilha
sonora matadora. A coisa começa assim: Um rapaz abre a porta dentro de seu
apartamento. Ele vira para trás e se mostra com uma determinação até então
desconhecida do espectador.
Ele começa a correr, vai cada vez mais
rápido e parece que nada poderá detê-lo. Nada mesmo, ele atravessa a
parede. Não satisfeito, ele corre ainda mais e quebra todas as paredes em
seu caminho. Ultrapassa todos os obstáculos sem cerimônia.
Mas o
rapaz não está sozinho. Uma mulher também está correndo e, adivinhem,
atravessando as paredes. Depois de muito concreto no chão, os dois começam
a caminhar num corredor e se olham. Eles parecem cansados, acho que vão
parar. Mas não, eles correm mais e atravessam a parede do prédio em
direção a uma floresta.

E o
que eles fazem na floresta? Isso mesmo, correm. Movem-se numa velocidade
incrível, não há nada que possa impedi-los. Então eles começam a subir em
uma árvore, não se agarrando a ela, mas sim correndo por ela.
Eles
correm pela árvore subindo cada vez mais e, quando já não há mais por onde
correr, pulam em direção ao céu estrelado. No final, o título: "Freedom
To Move."
E porque eles fizeram isso? Tudo em busca da
liberdade, sem ligar para o que viria pela frente. Quer conceito mais
forte, direto e vendedor para uma calça jeans do que esse?
O
anúncio é de encher os olhos, uma super-produção milionária recheada de
efeitos especiais. Porém, não se pode negar que a mensagem que o cliente
queria passar foi plenamente colocada na tela. Um filme que se preocupa
com os resultados do anunciante em primeiro lugar, não com premiações.

Então
está aí, tudo o que a publicidade precisa: um anúncio de impacto, um
conceito forte e o cliente feliz. Só que aí rolam alguns festivais pelo
mundo, festinhas de publicitários vamos dizer assim, e acontece isso:
Ouro no One Show Awards 2002 Leão de Ouro
no Festival de Cannes 2002 Prata no D&AD Awards
2002 Ouro e Platina na Semana de la Publicidad de
Catalunya 2002 Ouro no British Television Craft Awards
2002 Ouro no International Andy Awards 2002
Ouro no Kinsale 2002
Vai entender esse povo né?
Eu diria que isso é uma prova para as pessoas que acusam os anúncios
ganhadores de prêmios de não pensarem em seus clientes. É a prova cabal de
que podemos unir argumento vendedor e qualidade criativa para se levar
prêmios para casa.

"Odyssey" passou por um grandioso trabalho de produção e
computação gráfica, mostrando uma corrida e um salto para a liberdade que
definiu novos padrões de excelência na publicidade televisiva.
Clique aqui para fazer o download do filme em
formato .mov. O arquivo tem 3.68 MB.
Vote Brainstorm #9 no Ibest 2004.
Fala que eu te
escuto:
::.. Terça-feira, Novembro 04, 2003
..::
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Terça-feira, Novembro 04, 2003 ::
Lotação Em 2001 a Lew,Lara veiculou um anúncio excelente e
premiadíssimo para a Kia Motors. É uma peça quase que
exclusivamente visual e faz a junção de duas imagens para criar um
conceito muito forte.
A grande característica das vans é
justamente seu espaço interno, já que tem capacidade de transportar muito
mais pessoas do que um carro comum. A Besta GS Grand da Kia é ainda
maior que a maioria dos veículos do tipo.
Portanto, nada melhor do
explorar esse aspecto, especificando uma única característica que já vale
por todas as outras.
Com uma idéia simples mas genial, o anúncio
mostra a Besta de porta aberta e aqueles marcadores de fila tão comuns em
cinemas, bancos e etc. É preciso dizer mais alguma coisa?
O
título, a essa altura até dispensável, diz: "Besta GS Grand.
Capacidade: 16 pessoas."

Não se esqueça de participar da promoção
que vai sortear 5 CD's recheados de comerciais, incluindo o vídeo "Wear
Sunscreen".
Clique aqui para votar Brainstorm #9 no Ibest.
Fala que eu te
escuto:
::.. Segunda-feira, Novembro 03, 2003
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Segunda-feira, Novembro 03, 2003 ::
Soy un hombre muy honrado... Como eu já havia dito aqui em Agosto, "Era Uma Vez no
México" é um dos filmes que eu mais estava aguardando para este final
de ano. E para acabar com a espera, nada melhor do que ir ao cinema
conferir a película que estreou na última sexta-feira.
O filme é a
última parte de uma trilogia que começou com o independente "El
Mariachi" de 1992, vencedor do Festival de Sundance naquele ano. A
sequência, "A Balada do Pistoleiro", veio em 1995, com Antonio
Banderas fazendo o papel principal, além de Salma Hayek, Steve Buscemi e
Quentin Tarantino no elenco.
Verdadeiros faroestes "spaghetti" que
viraram obras cult. Neste ano, o diretor multi-tarefa Robert Rodriguez
decidiu colocar um fim na história do homem sem nome que sai por aí com um
violão e carregado de armas até os tubos.

Assim como
nos dois primeiros filmes, em "Era Uma Vez no México" Rodriguez dirige,
escreve, produz, faz a trilha musical, o desenho de produção, a direção de
arte e ainda cuida da câmera.
A história é o que menos interessa,
já que o roteiro nunca foi um ponto forte de Robert Rodriguez, mas o filme
é tão divertido quanto confuso.
As cenas de ação com direito a
muita luta e tiroteios são fantásticas e excitantes, parecendo uma espécie
de balé com coreografias contendo saltos e chutes impossíveis.
Como é digno de um filme de Rodriguez, é tudo muito exagerado e
com aquele clima latino que envolve as histórias dos mariachis mexicanos.
Além disso, as belíssimas explosões de luz refletem e acentuam as
dimensões míticas da história.
Com dezenas de personagens
secundários e reviravoltas, o roteiro é bem confuso, mas "Era uma Vez no
México" é um grandioso "fun movie" com uma ambientação que poucos tem. Bom
para fugir daquela tradicional cara americanizada dos filmes de ação.
Antonio
Banderas continua excelente como El Marichi, misturando mais uma vez uma
personalidade de herói ousado e solitário angustiado. A linda Salma Hayek
exibe sensualidade e muitos tiros logo no início do filme, mas
infelizmente ela aparece pouco, apenas em flash-backs que se ligam
diretamente com "A Balada do Pistoleiro".
Johnny Depp dá um show
de interpretação no papel do agente Sands, dando ao seu personagem
momentos hilariantes e ao mesmo tempo dramáticos ao extremo. A
participação de Depp no filme seria curta, mas ele estava gostando tanto
que pediu ao diretor mais tempo na tela. Resultado: ele é como um segundo
protagonista, dividindo espaço com Antonio Banderas.
"Era Uma Vez
no México" é um filme pipoca diferente, dificilmente vai agradar ao grande
público, mas que esbanja personalidade e estilo próprio. Para quem quer
apenas se divertir ou para quem curte o mito do marichi e as paisagens
mexicanas, é um filme imperdível.
No meu caso, serviu para
aumentar ainda mais a vontade que tenho de ir conhecer as terras de Chaves
e Chapolin. :)
Fala que eu te
escuto:
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