::.. Sexta-feira, Maio 30, 2003 ..::



It's different in a Saturn

A maioria das pessoas, até mesmo eu, gostam bastante de comerciais que abusam do humor, que sejam engraçadinhos podemos assim dizer. Esses quase que invariavelmente fazem sucesso, se forem bons é claro.

Porém, um dos argumentos publicitários que mais me atraem é a humanização do produto ou da marca. Anúncios sérios, que falam sério, e tentam uma aproximação com o consumidor. Nada de piadinhas ou situações engraçadas, mas sim tocar o espectador.

Na humanização, ao invés de apelar para o cérebro do consumidor, você vai apelar para o coração. Humanizar é atingir o mais profundamente o âmago, o sentimento das pessoas, emocioná-las e fazer com elas se indetifiquem ao produto, ao serviço.


Claro que existem momentos certos para se utilizar a humanização, depende do produto, do briefing. Mas um publicitário jamais será um grande publicitário, jamais convencerá efetivamente as pessoas, se não conhecer o caminho para o coração delas.

Um exemplo de como transformar um produto aparentemente frio, feito de lata, concreto, uma máquina podemos assim definir, em algo humano e que toca o coração das pessoas, é este ótimo comercial da General Motors para divulgação da linha Saturn.


Criado pela agência Goodby, Silverstein & Partners, o anúncio mostra como o carro é feito para as pessoas, pensando-se nelas, e para isso foi utilizada uma idéia bastante simples, mas muito criativa e diferente. O mais curioso é que o comercial não mostra o veículo, apenas em uma única imagem no final, junto da assinatura da empresa.

Ao final, o locutor diz: "Quando nós desenvolvemos nossos carros, não vemos um pedaço de metal. Nós vemos as pessoas, em um dia como motorista."


A produção é impecável e a agência teve que fechar diversas ruas e avenidas em Los Angeles para filmar o comercial. Este filme foi escolhido ontem como "Best Of Show 2002" pela publicação Advertising Age , que todo ano seleciona as melhores peças publicitárias.

O arquivo em formato .mov tem 3.98 MB. Clique aqui para fazer o download.

Fala que eu te escuto:


::.. Quinta-feira, Maio 29, 2003 ..::



Matrix - Versão Comédia

Aí vai mais uma rápida dica de blog legal. O Jovem Nerd é fã de carteirinha de Matrix e resolveu fazer uma versão "resumida" do filme, ou melhor, a sua própria versão do filme. :)

O blog é do Alexandre Ottoni, que fez ótimas análises sobre Matrix Realoded, inclusive publicadas no Omelete. Vale a pena conferir O Jovem Nerd e dar boas risadas com as brincadeiras do Alexandre.

Fala que eu te escuto:




Um dia de Elvis num Audi

Vencedor do Leão de Prata no Festival de Cannes em 2001, este comercial da Audi ressalta as qualidades do sistema de câmbio Multitronic.

Para isso, a filial alemã da agência Saatchi & Saatchi colocou um fã de Elvis para dar uma voltinha num Audi, de carona com uma bonitona, e ele percebeu a grande diferença entre um carro com transmissão automática Multitronic e a sua lata velha.


Intitulado de "The Fan", este anúncio explora o humor e tem uma mensagem bem simples e direta, ou seja, para bom entendedor meia palavra basta. Além do mais, tem trilha sonora regada ao rei Elvis Presley e paisagens bucólicas para compor o cenário.


A minha única ressalva fica pelo fato do tal Elvis sósia colocar uma fita K-7 no Audi ultra-moderno da moça. Será que um carro de luxo que custa trocentos mil dólares, com sistema Multitronic e mais um monte de nove horas, ainda está no tempo das fitas analógicas e bolorentas? Uma máquina destas tem sempre no mínimo um CD-Player. Bom, mas tudo bem, perdoaremos essa licença poética publicitária.


Vale a pena conferir. O arquivo está em formato .mov e tem 2.71 MB, clique aqui para fazer o download.

Fala que eu te escuto:


::.. Quarta-feira, Maio 28, 2003 ..::



Que personagem de Matrix você é?

Bem que o trailer já dizia: "2003 - O ano de Matrix". Depois que você entra nesse universo, vira quase que um vício. O primeiro filme fez isso, e o segundo não parece ser diferente. Todo mundo comenta, todo mundo fala, dá opiniões e até fazem testes para saber qual personagem são.

Bom, eu acabei de fazer um e vejam o resultado (eu acho que não sou bem assim, aliás, talvez eu seja bem diferente disso, mas...):

You are Morpheus-
You are Morpheus, from "The Matrix." You
have strong faith in yourself and those around
you. A true leader, you are relentless in your
persuit.


What Matrix Persona Are You?
brought to you by Quizilla

Fala que eu te escuto:




Trinity, me leva pra passear de moto?

Algumas pessoas chegaram nesse blog procurando saber qual é a moto que Trinity pilota em Matrix Reloaded. Eu respondo: é o novo modelo SuperBike 996 da montadora italiana Ducati.


Essa belezinha de 30 mil dólares, foi lançada no mercado alguns dias antes da estréia do filme, com direito a uma festa pomposa com a presença de Keanu Reeves, Laurence Fishburne e Carrie-Anne Moss. Tudo pago pela própria Ducati e pela Warner Bros, é claro.

Eu não entendo bulhufas de motocicletas, mas sei que essa Ducati tem 998 cilindradas e é o que há quando se trata de torque e potência. Existe até uma outra versão, ainda mais poderosa, a Superbike Championship.


Claro que a moto é super bacana, nínguem duvida disso. Mas uma coisa é certa, se eu conhecesse uma mulher que pilotasse uma máquina daquelas do jeito que a Trinity fez no filme, eu pediria ela em casamento no dia seguinte.

Fala que eu te escuto:


::.. Terça-feira, Maio 27, 2003 ..::



Cadê o abridor?

Estamos em 1993, a dança da Macarena vira uma febre nas pistas de todo o mundo. Porém, quem será o inventor destes passos?

A resposta está neste engraçado comercial da Heineken, intitulado de "Birth Of The Macarena" e que foi veiculado no ano passado lá nas terras do nosso primo rico do Norte.


Criado pela agência americana The Vidal Partnership, o filme é direcionado justamente para o público hispânico que vive nos Estados Unidos.

Aliás, cabe reportar que a Heineken é umas das cervejarias que mais investem em publicidade no mundo todo, e suas campanhas são quase sempre excelentes, explorando o humor como argumento.


O mais legal, é perceber como a marca da empresa é trabalhada nos anúncios, criando uma grande proximidade com o consumidor. Neste filme, você poderá ver que a Macarena simplesmente começou por causa de uma Heineken geladinha. "Não cabe dúvida..."


Para fazer o download do filme em formato .MOV, clique aqui para baixar a versão de 1.98 MB ou clique aqui para pegar o vídeo com 3.15 MB, este último obviamente, com uma qualidade melhor.

Fala que eu te escuto:


::.. Segunda-feira, Maio 26, 2003 ..::



Manual do Clichê

Você olha o horário deste post e deve se perguntar: "Que diabos esse cara faz acordado até essa hora da madrugada?". Bom, a verdade é que comecei a ler um texto há quase 1 hora atrás e só terminei agora, pois não conseguia parar de rir para continuar lendo o resto.

O comediante Bruno Motta esteve aqui no Brainstorm# 9 e deixou um comentário no post sobre Matrix Reloaded. Eu então resolvi entrar no seu site e encontrei um texto sobre cinema que quase me matou de tanto rir aqui na frente do PC.

Trata-se do Manual do Clichê - O que fazer quando estiver num filme. É um verdadeiro tratado sobre os tão "amados" clichês, que invariavelmente estão presentes nos filmes hollywoodianos. Se não tiver pelo menos um, não é Hollywood.

Eu poderia selecionar um ou outro trecho do manual para exemplificar aqui, mas o texto todo é tão bom, que você precisa ler inteiro, sem censuras, sem cortes. Clique aqui e divirta-se.

Fala que eu te escuto:


::.. Domingo, Maio 25, 2003 ..::



Surprised to seeing me, Mr. Anderson?


Acabei de assistir Matrix Reloaded, e apesar das milhares de discussões em torno do filme que já estão rolando, aí vão os meus comentários. Recomendo ler apenas quem já assistiu o filme e lembrem-se, o que digo aqui, são apenas as minhas impressões, as minhas conclusões sobre a história. Talvez eu esteja errado...

Para mim Matrix Reloaded é praticamente um filme novo, tudo o que os irmãos Wachowski nos apresentaram inicialmente, passa a ser apenas a ponta do iceberg.

Acho que não cabe discurtirmos se essa sequência é melhor que o primeiro Matrix, são situações diferentes. No primeiro filme tudo era novidade, a história, as cenas de ação e os efeitos visuais, portanto, é óbvio que tenha causado tanto impacto.

Matrix Reloaded não vem para ser lembrado apenas pelas suas cenas frenéticas de pancadaria e tiroteiro, e sim pela história, que mais uma vez surpreende.

Muitas pessoas criticaram o ínicio do filme, ainda mais pela cena da festa em Zion. Eu particularmente gostei bastante. Para mim, o intuito daquele trecho que mais parece um videoclipe, é mostrar a natureza primitiva do ser humano e como, apesar de tudo, nós ainda continuamos sendo apenas seres humanos.


E o que dizer da festa em Zion atrelada com a cena de amor de Neo e Trinity? Ao fim do filme, é fácil perceber a relação dessa parte com a história. O amor dos seres humanos é uma das anomalias ditas pelo Arquiteto, é o amor que continua movendo as pessoas, que continuam preferindo a emoção ao invés da razão.

Merovigian falou sobre isso, em uma das cenas mais legais do filme, que os seres humanos são guiados por instinto. Podem ser burgueses engomadinhos, cheios de princípios e valores éticos, mas as pessoas não conseguem controlar suas vontades e paixões.

Matrix Reloaded deixa muitas perguntas no ar e no meu ver, torna-se um filme mais complexo do que o primeiro. É preciso assistir várias vezes para sacar muitas coisas. Tudo o que sabíamos de Matrix sofreu uma reviravolta, na minha opinião, muito boa, já que ao que parece teremos um final digno, sem ser um conto de fadas onde todos vivem felizes para sempre.

Como explica o Arquiteto, existiram 5 tentativas anteriores de se criar um mundo perfeito, mas todas falharam pois ele nunca teria conseguido tornar todos os seres humanos passivos ao sistema. Segundo o Oráculo, a última versão da Matrix seria capaz de contentar 99,9% das pessoas, mas ainda restariam 0,01% que só aceitariam viver num mundo onde tivessem liberdade de escolha.

Pois então, como lidar com esse percentual de seres humanos insatisfeitos? Fácil, criando outro mundo virtual onde as pessoas acreditassem realmenter poder escolher, ter o livre-árbitrio. É por isso que Zion já foi destruída seis vezes, sempre em conseqüência de 'rebeliões' lideradas por humanos que acreditavam ter realizado uma escolha.


O Oráculo também é um programa da Matrix, enviado para observar o sistema e profetizar o Messias, no caso, o Neo. O Agente Smith se tornou independente da Matrix, sendo um dos programas exilados no sistema, e o fato do "mundo real" também ser um programa de computador, permitiu a ele que entrasse no universo dos humanos. Claro, se tudo é um sistema, um programa pode facilmente passar para outros níveis.

E já que o "mundo real" também é uma simulação, isso explica os poderes de Neo contra as sentinelas, já que ele as consegue deter assim como faz com projéteis dentro da Matrix.

Resumindo: É uma simulação dentro de outra simulação. O "mundo real" também é um programa de computador, uma realidade construída para agradar aos 0.01% das pessoas que só aceitariam viver num mundo onde pudessem fazer escolhas. O "mundo real" foi projetado para que pessoas como Morpheus, Trinity e os habitantes de Zion, também fossem passivos ao sistema.

Portanto, Neo é o novo escolhido e também deve ser um programa. Ele foi enviado para mais uma vez fazer os humanos acreditarem na escolha.

Mas aí fica a pergunta, ou melhor, as perguntas: Afinal, qual é o intuito disso tudo? Qual é o mundo real? Qual é o primeiro nível desta simulação? Qual a procedencia do Arquiteto? O que ele seria, um Deus?


No final, o Arquiteto prova para Neo aquilo que Merovigian já tinha falado, aquilo que já tinha sido mostrado na cena da rave em Zion: O ser humano é guiado pela emoção, e não pela razão. Lembram da escolha de Neo? Ele escolhe a porta da esquerda, onde vai salvar Trinity, ao invés de optar por livrar Zion da destruição. O Arquiteto ainda fala, não com essas palavras mas quase isso: "Posso ver claramente seu coração nesse momento, sua emoção se apossando da razão."

Matrix Reloaded mostrou que não se trata apenas de uma simples guerra de humanos contra máquinas, existe muito mais "entre o céu e a terra do supõe a vã filosofia" dos que assistiram o primeiro Matrix. Bom, só saberemos o final da história em Novembro, com Matrix Revolutions.

De qualquer forma, Reloaded é um ótimo filme. Com cenas de ação espetaculares, apesar de já não serem novidades, e uma história ainda mais complexa. Gostei bastante da cenas em que o Merovigiam fala de causa e efeito, isso tem muito a ver com o enredo. Outro trecho muito bom, é o diálogo de Neo com o Oráculo, adoro o jogo de palavras entre os personagens.

Não me surpreendi com o fato do Neo voar, o primeiro Matrix termina justamente com ele voando. Aliás, gostei desse "poder" dele. A cena memorável da luta com 100 Agentes Smith e no trecho que Neo voa numa velocidade super-sônica para salvar Trinity no final, apesar de excelentes, deixam nítido que o personagem de Keanu Reeves era computação gráfica.


Este fato não estraga a cena, lógico, mas tanto pela aparência, como pela movimentação, fica claro o efeito criado pelo computador. Outra coisa que achei excelente, foram as jogadas de camera na cena da perseguição na estrada, ela passa por debaixo de carros, por entre as rodas dos caminhões. Incrível.

Achei a nova trilha sonora original maravilhosa, ela continua com o clima Matrix da primeira trilha, mas cheia de novidades. É também muito legal assistir o filme depois de ter jogado Enter The Matrix (apesar do jogo ser apenas mediano) e ter assistido alguns episódios da Animatrix, dá pra sacar todas as relações de Reloaded com as sub-tramas.

De todo modo, os irmãos Wachowski ainda tem muito o que nos contar sobre esse universo fascinante que é Matrix, e muitas perguntas para responder no terceiro filme. Quero muito saber sobre essa simulação dentro da simulação, aliás, um conceito já explorado pelo excelente filme 13º Andar.

Quero ainda saber qual é o motivo de tudo isso, porque nós humanos precisamos viver dentro de uma realidade inventada, passivos como cordeirinhos.

Até Novembro.

Fala que eu te escuto:




Seu candidato é porco?

Você já percebeu que eu comento muito sobre anúncios de TV aqui no Brainstorm #9, porém, uma das modalidades que mais gosto é a propaganda impressa.

Adoro ver bons anúncios de revista, folders, cartazes, etc, ou seja, tudo que envolva publicidade e design gráfico em material impresso, eu costumo colecionar.

Mas desta vez vou falar de propaganda impressa em gigantografia. Existe uma série de três outdoor's criados pela agência curitibana Exclam! Comunicação , que visa conscientizar a classe política para não sujar as ruas durante a campanha eleitoral.


As três peças tem uma linguagem forte e na minha opinião, conseguem causar impacto. Uma pessoa passando de carro na rua, tem aproximadamente 8 segundos para ler um outdoor, e o segredo para chamar atenção dos transeuntes e motoristas, está na síntese.

Aqui a Exclam! consegue com clareza, simplicidade e criatividade, passar a mensagem de forma perfeita. Muito conveniente para uma mídia tão exigente como é o outdoor.

Fala que eu te escuto:




Telepatia

Desde que concebi o Brainstorm #9, decidi por não colocar link permanente para nenhum outro site ou blog. Não pensem que sou anti-social, é que na verdade optei por um design mais clean e achei que ficar incluindo uma tonelada de links, tornaria o visual poluído (algo que detesto).

Mas, tendo em vista o grande número de blogueiros que tem passado por aqui elogiando o site e incluindo link para o Brainstorm #9 em seus próprios blogs, decidi finalmente implementar a seção Telepatia na lateral esquerda.

Como o espaço é grande, já que os posts geram o chamado "scroll monstro", creio que não vai afetar quase nada o design do blog. O Telepatia é um espaço humilde, mas tem lugar pra todo mundo. Aceita um cafezinho?

Deste modo, adicionarei aqui links permamentes para sites que gosto e também para os blogs que indicarem o Brainstorm #9. Se você tem um link no seu site pra cá, me avise para também incluí-lo na minha lista de telepatas.

Fala que eu te escuto:


::.. Sábado, Maio 24, 2003 ..::



Canção de Ninar

Ganhador no Festival de Cannes do ano passado, o comercial "Music Box" da Harley Davidson mostra um bebê, ele parece estar sem sono, inquieto no berço.

Mas um pai (ou uma mãe talvez) encontra uma maneira muito fácil de fazer o pimpolho dormir. Como? Com o barulho do motor de uma autêntica moto Harley Davidson.


Este bebê é o que a Harley chama de a "Próxima Geração", desde pequeno um amante dessas belezinhas de alguns mil dólares.

Aqui fica mais uma vez provado que, crianças e cachorros sempre funcionam em propaganda. Sejam recém-nascidos sorrindo em um berço, crianças cantando no chuveiro ou cães fazendo peripécias, não importa, esse é sempre um argumento publicitário de humanização do produto, que quase invariavelmente agrada.


O anúncio foi criado pela agência finlandesa DDB Brand Sellers, e como eu disse, esteve na "shortlist" em Cannes 2002. O filme tem 2.45 MB e está em formato .mov. Clique aqui para fazer o download.

Fala que eu te escuto:


::.. Sexta-feira, Maio 23, 2003 ..::



Wake Up, Neo...


Os irmãos Wachowsky bem que tentaram, mas o negócio deles é cinema. O jogo Enter The Matrix que foi lançado no último dia 15, junto com Matrix Reloaded, tinha tudo para se tornar um clássico. Mas, é decepcionante. E além do mais, nada resiste a tanta expectativa.

O potencial é enorme, mas a franquia Matrix foi muito mal explorada. O resultado é uma série de conceitos pessimamente implementados e falhas técnicas graves para um produto tão recente e que ficou 3 anos em desenvolvimento. Só me admira a Shiny Entertainment, que sempre foi uma produtora de prestígio, conceber algo assim.

Bom, não vou falar mais. Leia a análise completa que fiz do jogo no FinalBoss.com, a nota final ficou em 6.8. Clique aqui para acessar o review.

Fala que eu te escuto:


::.. Quinta-feira, Maio 22, 2003 ..::



A vida é curta...

No ano passado, a Microsoft lançou a primeira campanha para a divulgação do seu console, o Xbox. A proposta é chocante, mas muito boa.

Intitulado de "Life is Short", o excelente anúncio para TV criado pela agência londrina Bartle Bogler Hegarty ganhou Leão de Ouro no Festival de Cannes 2002, mas ao mesmo tempo causou muita polêmica.


O comercial que estava sendo veiculado em toda a Europa foi banido, e a Microsoft teve que cessar a sua transmissão.

A Justiça Inglesa entendeu que a propaganda fere o público por ser de certa forma violenta. Na época, mais de 136 pessoas expressaram sua indignação com relação ao comercial, que acabou sendo banido da TV. Um porta-voz falou em nome da empresa e disse que não era a intenção da companhia ofender os telespectadores.


O anúncio mostra uma mãe grávida e na hora do parto, a criança é "cuspida" em velocidade super-sônica pela janela. Rotacionando ao redor da Terra, a cena mostra o bebê crescendo rapidamente até virar criança, depois jovem, adulto, idoso até finalmente cair, direto em uma cova. E no final o título: "A vida é curta. Jogue mais."


O filme tem 1.78 MB e está em formato .wmv. Clique aqui para fazer o download.

Fala que eu te escuto:


::.. Quarta-feira, Maio 21, 2003 ..::



"Você realmente pensa que é ar o que está respirando?"


A revista Superinteressante deste mês de Maio, traz como matéria de capa (assim como diversas outras grandes revistas) a série Matrix.

Porém, aqui a abordagem é diferente. A Super resolveu falar das teorias e grupos que existem por aí a fora, que realmente acreditam na realidade simulada proposta pela obra revolucionária dos irmãos Wachowski. E mais, ainda fala sobre cientistas que estão tentando provar por A + B que nada disso aqui existe, é tudo simulação de computador.

Bom, minha opinião é a seguinte: Eu sou fã de Matrix, o roteiro é absolutamente genial, tenho o filme na minha lista de TOP 5 e já estou com os ingressos na mão para assistir Matrix Reloaded no próximo domingo. Mas aí acreditar que o que o filme diz é verdade, acho pura falta do que fazer.

Para mim Matrix é um clássico do cinema, encaro como um marco da ficção científica, até faz você pensar, refletir, mas de modo algum me fez tentar encontrar explicação científica para a realidade.

Não vou negar que a matéria da Superinteressante faz sentido, aliás, não é de hoje que se discute isso. Platão já falava de uma outra realidade, René Descartes discutiu o que é sonho ou o que não é. Aliás, pouca coisa em Matrix foi inventada, tudo é referencia, desde filosofia até religião.

Acredito sim que o homem seja capaz, um dia, de criar máquinas super inteligentes, já que a inteligência artificial está evoluindo muito rapidamente. Mas acho "forçação" de barra acreditar em uma realidade simulada por computadores e dominação das máquinas.

Para quem pensa nessas coisas, gostaria de mandar uma frase do saudoso gênio Raulzito, retirada de "Eu Também Vou Reclamar", uma das melhores músicas dele:

"A realidade do universo é a prestação que vai vencer..."

Fala que eu te escuto:


::.. Quinta-feira, Maio 15, 2003 ..::



Vexame

Hoje não vou falar de propaganda, nem de música, nem de cinema, nem de nada disso. Vou apenas lamentar.

Não sei dizer se essa foi a minha maior decepção em termos futebolísticos, mas posso afirmar tranquilamente que era melhor o Corinthians não ter entrado em campo nesta noite.

Um time vergonhoso, que perdeu a cabeça e não jogou absolutamente nada. Mas nem que o jogo durasse até as 5 da manhã, o Corinthians iria ganhar do River Plate.

Nunca vi um time do Corinthians tão medonho, tão sem personalidade, sem garra. Jogadores que deixam seus nervos explodirem como fizeram Roger e o Fábio Luciano, não podem ser chamados de profissionais.

Eu já vi o Corinthians tomar várias sovas, tomar um baile em campo em outros carnavais, mas posso dizer sem sombra de dúvida, que este foi o pior jogo do time que eu já vi em toda a minha vida.

Dói dizer isso, mas foi merecida a classificação do River. Eles mandaram no jogo e jogaram muito melhor. Fizeram o Corinthians de gato e sapato, e ainda dançaram tango no final.

O sonho da Libertadores fica pra próxima. O que nos resta agora é pensar no Cruzeiro...

Fala que eu te escuto:


::.. Quarta-feira, Maio 14, 2003 ..::



Tirar o sutiã: Digite a senha...


Este é mais um da série comerciais banidos. Desta vez um anúncio suiço para o Office XP da Microsoft, que tem uma idéia bem inteligente e brinca com os nossos tão amados e robustos sistemas operacionais.

Porque o filme foi proibido? Porque ele utiliza uma linguagem sexual. Não é nada explícito, apenas algo sugerido. Não vejo nada que possa corromper as nossas criancinhas, já que as novela das 8 tem cenas bem mais picantes.


Um casal dando uns amassos, e de repente o rapaz se depara com um problema que aflige a maioria dos homens no mundo inteiro: conseguir tirar o sutiã da moça. Porém aqui ele tenta usar uma ferramenta para lhe ajudar, mas mesmo assim não dá muito certo.

Como o comercial está em alemão, aí vai a tradução:

- O menu diz:
Ajuda
Instruções de Impressão
Abra Imediatamente
Cancelar


- E em seguida, na caixa de diálogo:
Digite a Senha


O anúncio é inteligente e bem humorado, particularmente, acho no mínimo uma estupidez proíbi-lo. E isso não é só na Suiça, aqui no Brasil existe um projeto criado por um deputado maluco, que visa extinguir qualquer tipo de linguagem sexual em comerciais.

Logicamente, é uma idéia idiota, que espero que nunca seja aprovada. É preciso saber distinguir algo apenas sugerido de cenas explícitas. Ou seja, é preciso ter bom-senso. Algo que os suiços não tiveram nesse caso.

O filme tem 3.54 MB e está em formato .mpeg. Clique aqui para fazer o download.

Fala que eu te escuto:


::.. Terça-feira, Maio 13, 2003 ..::



Hard-Sell pesado


Da série comerciais banidos, trago um da Pepsi (bastante conhecido por sinal) que utiliza a tal técnica "hard-sell" que expliquei há alguns posts atrás. Mas para você não perder tempo, aí vai a definição novamente:

"Hard-Sell" trata-se de propaganda comparativa. É o mais explosivo e radical argumento publicitário de persuasão: citar explicitamente o concorrente, com todas as letras, a fim de provar que seu produto, e não o dele, é melhor.

É uma decisão polêmica e geralmente resulta em brigas na justiça, além de ser uma forma de propaganda proibida em diversos países. Mas não há como negar, o "hard-sell" é muito divertido e a Pepsi sempre foi mestre nisso.

No filme que vou falar aqui, a Pepsi para variar, ataca a Coca-Cola. Claro que nós já vimos isso antes, inclusive com a Coca respondendo depois em outros comerciais. Mas desta vez não deu certo, já que a justiça proibiu a veiculação do anúncio.


Nele, um menino vai até uma máquina de refrigerantes e gasta algumas fichas para conseguir pegar uma latinha de Pepsi. Como o botão é alto demais, ele usa o refrigerante concorrente para dar uma "ajudinha".

O comercial parece ser ambientado em algum país de terceiro mundo na América Latina ou Central. O fator humorístico é muito bom, mas a polêmica é grande.

Muitas pessoas podem evocar a ética para criticar este anúncio da Pepsi. Claro que o filme é ofensivo e rebaixa a Coca-Cola, mas aí você pergunta: "Então porque outros comerciais que utilizam hard-sell são liberados e este foi proibido?" É que a justiça tem duas interpretações para esses casos.


A técnica legítima do hard-sell em propaganda é citar o concorrente num contexto envolvendo fatos reais, concretos, que você pode tranquilamente documentar, provar. Nesse caso, lei alguma, de país algum, pode proibir que qualquer "pessoa" fale de "outra" (seja concorrente, seu desafeto, seu pior inimigo).

Acontece que, nesse filme da Pepsi, a justiça interpretou como injúria, o crime chamado de difamação e calúnia. Por isso, quando a empresa que está sendo "agredida" consegue provar uma ofensa no argumento do concorrente, a justiça proíbe.

De qualquer forma não podemos negar que a idéia é ótima é bem humorada. Para ver o anúncio, faça o download do arquivo zipado clicando aqui . O filme está em formato .mpeg e tem apenas 1 MB.

Fala que eu te escuto:


::.. Segunda-feira, Maio 12, 2003 ..::



A Semana


Há cerca de 3 anos, no começo de 2000, foi ao ar uma campanha da revista Época simplesmente maravilhosa. Eu considero este um dos melhores comerciais que já vi, ele consegue ser simples, direto e tocante.

Criado pela W/Brasil e com o próprio Washington Olivetto na linha de frente, "A Semana" é um anúncio de longos 3 minutos (que para a publicidade é uma eternidade). Porém, ele é tão marcante que prende o espectador na frente da tela, que espera ansioso para saber do que se trata.


Claro que depois o comecial foi reduzido para 1 minuto (o que também é uma eternidade na publicidade), já que bancar o tempo integral é loucura para qualquer mega empresa. A primeira exibição foi durante o intervalo do Fantástico no domingo.

O filme mostra o que representam os 7 dias da semana sob diversos aspectos. Apresenta "personagens" e o que 7 dias significam na vida deles. Com belas imagens e todo em preto e branco, o comercial traz uma voz robotizada para a locução.

Muito bem produzido, tudo parece se encaixar perfeitamente. Como eu disse antes, é a simplicidade aliada à beleza.


A linguagem criativa deste filme foi vencedora do Grand Clio 2001, um dos prêmios mais importantes da publicidade internacional que, em seus 42 anos, só concedeu este prêmio a 5 agências no mundo.

O anúncio está disponível no site da W/Brasil, e a melhor versão em formato QuickTime tem 5.30 MB. Vale muito a pena fazer o download, apenas por curiosidade ou para tê-lo em sua coleção de vídeos favoritos. Mesmo assim, quem não estiver a fim de carregar mais de 5 megas, pode conferir o texto completo do comercial abaixo:


Para um preso, menos 7 dias.
Para um doente, mais 7 dias.
Para os felizes, 7 motivos.
Para os tristes, 7 remédios.
Para os ricos, 7 jantares.
Para os pobres, 7 fomes.
Para a esperança, 7 novas manhãs.
Para a insônia, 7 longas noites.
Para os sozinhos, 7 chances.
Para os ausentes, 7 culpas.
Para um cachorro, 49 dias.
Para uma mosca, 7 gerações.
Para os empresários, 25% do mês.
Para os economistas, 0.019 do ano.
Para o pessimista, 7 riscos.
Para o otimista, 7 oportunidades.
Para a Terra, 7 voltas.
Para o pescador, 7 partidas.
Para cumprir o prazo, pouco.
Para criar o mundo, o suficiente.
Para uma gripe, a cura.
Para uma rosa, a morte.
Para a História, nada.
Para a Época, tudo!

Fala que eu te escuto:


::.. Sábado, Maio 10, 2003 ..::



México e Rock 'n Roll


Faz tempo que não falo de música aqui no Brainstorm #9, por isso é boa hora para eu falar de um dos melhores discos que já comprei.

Trata-se do álbum Unplugged MTV do Maná, uma banda mexicana que já vendeu milhões pelo mundo afora, mas que aqui no Brasil é desconhecida da grande massa. Muita gente até conhece mas nem sabe. "Corazon Espinado" do Santana foi composta junto com o Maná e Fher, vocalista da banda, é quem canta na música.

A primeira vez que ouvi falar do Maná, foi no programa Mochilão MTV em que a Fernanda Lima foi para o México (eu tambem vou assim que me tornar um publicitário rico) e carregava um disco da banda entre suas coisas. Maná tem 9 discos lançados desde 1987 e mais 2 colêtaneas, incluindo o último "Revolución de Amor", lançado em Agosto do ano passado. A banda ainda ganhou 5 Grammys, inclusive pela música gravada com Santana.

O disco acústico gravado em 1999 traz a grande parte dos hits da banda em versão desplugada. É o tipo de CD que você coloca no som, não pula nenhuma música e quando acaba ainda fica aquele gostinho de quero mais.

Toda a musicalidade do Maná está exposta neste Unplugged, com arranjos e uma hamornia perfeita de deixar coradas até as mega-bandas americanas. O grupo mistura hard rock, pop e reggae com alguns sons tipicamente latinos, e o resultado final é surpreendente. As letras abordam amor, justiça e liberdade. Não é a toa que esses mexicanos de Guadalajara são considerados a melhor banda de rock em espanhol.

O Unplugged começa com "No Ha Parado de Llover", uma das muitas baladas românticas do Maná, e essa especificamente considero uma das mais bonitas.

Em seguida vem a música mais conhecida da banda, principalmente nos EUA, "En El Muelle de San Blás". Esta é uma das minhas preferidas, uma belíssima canção que conta a história de uma jovem que perdeu seu amor no mar e passou o resto da vida esperando algum barco o trazer de volta.

Nisso, qualquer fã da boa música já percebe que Fher tem uma voz carismática, melodiosa e que não deixa a dever para nenhum rock-star do momento. Além disso, tem a competência e o felling do guitarrista Sergio Vallin e do baixista Juan Calleros. Sem contar o excepcional Alex Gonzales, um baterista super conceituado na América Latina.

A terceira faixa é "Vivir Sin Aire", outra linda balada que arrepia pelo gemido da gaita nessa versão desplugada. A gravação de estúdio desta música está incluída na trilha sonora da novela "Mulheres Apaixonadas" da Rede Globo e anda tocando bastante nos últimos capítulos.

Acontece que nem só de baladas românticas vive o Maná, a música "Cuando los Angeles Lloran" é uma sentida homenagem ao seringueiro Chico Mendes, esquecido aqui no Brasil. A letra critíca a polícia e o então presidente Fernando Collor, na época do assassinato de Mendes. O solo de violão no início desta faixa é de arrepiar.

Depois vem "Cachito", também uma bela canção que fala de amor e "Te Solte La Rienda" do compositor mexicano José Alfredo Jímenez.

A faixa número 7, "Desapariciones", é uma das melhores deste Unplugged. Composta pelo panamenho Rubén Blades, a música fala sobre pessoas "misteriosamente" desaparecem por terem idéias diferentes. Presos políticos e opositores que somem do dia pra noite e só voltam pra casa se mudarem de opinião, caso contrário são encontrados mortos.

Na voz de Fher, "Desapariciones" se torna absolutamente emocionada e diz: "A dónde van los desaparecidos, busca en el agua y en los matorrales. Y por qué es que se desaparecen, por qué no todos somos iguales. E quando vuelve el desaparecido, cada vez que lo trae el pensamiento".

Em seguida vem "Falta Amor", outra música que considero uma das melhores da banda. Esse rockão aborda o problema das crianças de rua, contando a história de um menino de apenas 8 anos: "No tiene padres ni tutores, ni nadie que lo quiera. Hormigas, moscas e ratones únicos compañeros."

Alex Gonzales faz um ótimo solo de bateria na faixa "Coladito" em seguida vem "Ana", uma música que fala de uma garota de 15 anos que está grávida e não tem coragem de contar para os país.

A faixa 11 é a bela "Rayando El Sol", seguida de "Se Me Olvido Otra Vez", composta por Juan Gabriel. Para fechar o disco com chave de ouro, tem a animada e sensual "Perdido En Un Barco" e "Oye Mi Amor".

Resumindo, este Unplugged do Maná é discografia básica para qualquer fã da boa música. A única coisa que senti falta nesta bolachinha, foi "Clavado En Un Bar", um rockão que é uma das minhas músicas preferidas da banda.

Quem quiser conferir os sucessos do Maná em versões originais, recomendo a colêtanea "Todo Mana, Grandes Exitos". Este disco traz grande parte das faixas do Unplugged, com algumas adições e outras ausências. Só pela "Clavado En Un Bar" já vale a pena.


Enquanto vou aqui ouvindo Maná, quase morro de arrependimento de não ter ido no show deles no fim do último mês de Março, aqui no Credicard Hall em São Paulo, que é quase do lado de casa. Na ocasião, a banda teve que agendar um show extra no Brasil, pois os ingressos se esgotaram em pouquíssimo tempo.

Atualmente, o Maná tem agenda lotada até o final do ano e estão em tour pela Europa ao lado do monstro sagrado da guitarra Santana. É o México mostrando ao mundo que também é um país de Rock 'n Roll.

Fala que eu te escuto:


::.. Quinta-feira, Maio 08, 2003 ..::



Rindo da desgraça alheia


Fazendo uma visita ao ótimo Marketing, Propaganda e Rock N' Roll, descobri um anúncio genial e que me fez rir sozinho aqui na frente do computador.

Claro, vocês podem achar um absurdo, dizer que é de extremo mau gosto e que se aproveita da desgraça alheia, no caso o sequestro do Washington Olivetto. Mas não a como negar, é um anúncio de oportunidade extremamente engraçado e direto.

Ele foi criado pela agência Leo Burnett do Chile, com objetivo de incentivar e de cobrar os publicitários do país a criarem peças mais criativas para concorrer no festival de Cannes.

O anúncio mostra uma edição de jornal onde a manchete diz: "Seis cidadões chilenos foram presos por sequestrarem um criativo brasileiro".

No rodapé, o subtítulo diz: "E você... o que você fez para conseguir um leão para o Chile este ano?".

Muita gente deve se perguntar o que o Olivetto achou disso. Como bem disse o Carlos Vilela, também tenho certeza de que ele deve ter dado boas risadas e saiu mostrando pra todo mundo.

Fala que eu te escuto:




Concentração


Não vou mentir, a ansiedade para a chegada do dia 14 de Maio é imensa. Claro que não é apenas por se tratar do que considero o "jogo da vida" do Corinthians, mas também pela pedreira que teremos pela frente.

Já tivemos zilhares de finais dramáticas, jogos emocionantes e importantíssimos, já estivemos até mesmo nas semi-finais da Libertadores e ganhamos o primeiro e único título mundial reconhecido pela entidade máxima do futebol, a FIFA. Mesmo assim, é impossível ficar inerte ao clima de tensão que está no ar perante a um jogo como o do próximo dia 14.

Ainda é oitavas-de-final, falta muito para sonhar com o título inédito da Libertadores da América, mas temos que convir, enfrentar o River Plate nunca foi moleza pra nínguem. Some a isso o fato do Timão ter perdido o primeiro jogo e ter que obrigatoriamente vencer aqui no Brasil.

Jogadores no departamento médico, uma campanha irregular nos últimos jogos e um adversário catimbento como o River. É de arrepiar qualquer um.

O Santos acabou de vencer o Nacional do Uruguai nos penâltis, mas convenhamos, Nacional é Nacional e River Plate é River Plate. Minha torcida contra o time da Vila não funcionou, mas continua valendo para o próximo do jogo.

Comemorem seus pudins-de-coca-cola, dia 14 será a nossa vez. Quer dizer, pelo menos é o que eu espero. Enquanto isso, continuamos na concentração.

Fala que eu te escuto:


::.. Quarta-feira, Maio 07, 2003 ..::



Hein? Vitrola...


Estreou no último dia 30 de Abril, a nova campanha da Nokia criada pela agência Lew,Lara. Eu tive a oportunidade de assistir pela primeira vez no cinema, dia 1º de Maio, antes da sessão de X-Men 2.

Serão três comerciais para o lançamento da linha 3500 da Nokia, mas este primeiro anúncio trata especificamente do modelo 3586. Começa com uma imagem do planeta Terra e vai fechando até focar somente uma pessoa. Para quem não se lembra, é aquele da tricicleta amarela.

Segundo a própria Lew, Lara, o comercial traz uma técnica inovadora: Para obter o efeito desejado foram usadas imagens feitas por satélite, avião, helicóptero e com uma grua gigante. César Keller, diretor de Marketing da Nokia Mobile Phones Brasil revelou: "São imagens verdadeiras, e não computação gráfica. Esta é a primeira vez que esta técnica é utilizada em um filme publicitário". Os outros dois filmes seguem a mesma linha e estréiam durante o mês de Maio

Até aí tudo lindo e maravilhoso, realmente o comercial é muito bem produzido, apesar de seguir a mesma linha de outros anúncios de aparelhos celulares.

Só que existe algo simplesmente inacreditável neste filme do 3586: a locução. Isso mesmo, é incrível como profissionais do cacife da Lew,Lara, trabalhando para uma gigante multinacional como a Nokia, tenham deixado passar uma locução tão ruim.

O locutor vai falando sobre a população do mundo, do Rio de Janeiro até chegar em uma pessoa que anda de tricicleta amarela e joga pinball no celular. O texto é bom, mas a voz sinistra, pavorosa, parece saída de um filme B de terror.

No final das contas, é praticamente impossível entender o que se fala no desfecho do anúncio. No cinema tive que me esforçar pra ouvir a narração, e na televisão só se você for médium. Assista umas 10 vezes, e talvez seja possível decifrar o que é dito.

E o pior de tudo, o locutor conseguiu estragar a suavidade com que sempre foi dito o slogan da empresa: "Nokia, fala por você". A sensação que tenho é de que a locução quer assustar o espectador, parece um tom de ameaça.

Ou seja, o que poderia ser um ótimo anúncio da Nokia, é jogado pelo ralo por uma locução simplesmente medonha. Assista os comerciais anteriores da empresa e ficará plenamento claro o que estou dizendo.

Claro que é muito mais provável que essa locução abominável seja intencional, fizeram para ser assim, e é por isso que se torna ainda mais inacreditável.

A produtora de som do filme é a Ad Studio, com direção de criação de Jaques Lewkowicz e Marco Versolato.

Fala que eu te escuto:


::.. Terça-feira, Maio 06, 2003 ..::



Canudinho entupido


Se existe alguma bebida que é hour concours neste mundo de Deus dará, é o milk-shake de Ovolmaltine do Bob's. Essa delícia tomou proporções colossais e hoje em dia é considerado objeto de "cult", não duvido que existam altares com oferendas para o criador desta maravilha. Logicamente, o milk-shake de Ovomaltine está liderando o meu TOP 5 de biritas.

Não há nada melhor do que no final de um dia estressante, esbugalhar os olhos e quase afundar suas bochechas na tentativa de sugar o milk-shake de Ovomaltine pelo canudinho. Claro que tal delícia tem seu preço, e não é nada barato. O tamanho médio sai em torno de R$ 5,50, mas vale a pena abrir mão de certas regalias para beber esse néctar dos deuses.

Além do mais, você ainda pode fazê-lo em casa. Não é preciso dotes culinários para tal façanha. Apenas bata sorvete de creme, com leite e algumas colheradas de Ovomaltine.

Outra desvantagem dessa maravilha líquida é a energia que proporciona. Apesar de ser quase que um revitalizante, os números abaixo desanimam qualquer apreciador da boa bebida:

Milk Shake de Ovomaltine Pequeno: 419 Kcal
Milk Shake de Ovomaltine Médio: 664 Kcal
Milk Shake de Ovomaltine Grande: 880 Kcal

Mas tudo bem, o sacrifício vale a pena. Passe 12 horas na academia, mas nunca deixe de beber um belo milk-shake de Ovolmatine com cobertura extra que entope ainda mais o canudinho.

Agora, algo que poucos devem saber é a procedência do segredo deste milk-shake. O Ovomaltine, que logicamente é a essência da bebida, é fabricado pela Novartis, um grande laboratório farmacêutico multinacional.

Claro que a Novartis não poderia ser de outro país que não a Suíça, a meca dos chocolates. É o mesmo laboratório que fabrica medicamentos contra hipertensão e antiinflamatórios como o Voltaren. Portanto, não tenha dúvidas: milk-shake de Ovomaltine é droga e vicia, mas não tem contra-indicações, só a sua dieta.

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::.. Domingo, Maio 04, 2003 ..::



Um símbolo tergiversado


Em Hong Kong, a Coca-Cola estava realizando uma promoção que dava como brinde um brinquedo, um pequeno robô de plástico chamado de Robowaru, que é baseado em uma série de animação que atualmente faz muito sucesso na Ásia.

Acontece que o figurino do robô trazia duas suásticas estampadas, e imediatamente começaram as reclamações por parte de autoridades religiosas. A Coca-Cola retirou o brinquedo de circulação, mas declarou que os bonecos são "réplicas perfeitas" do seriado Robocon.

Já por parte da produtora do seriado, disseram que não tiveram nenhuma intenção de reproduzir uma suástica em seus personagens e que tudo não passa de um mal entendido.

Quem será que é o errado na história então? Ninguém é lógico. Seria tolice acreditar que qualquer uma das partes esteja fazendo apologia ao nazismo ou algo que o valha.

O que acontece na realidade é que, infelizmente, a suástica se tornou um símbolo historicamente polêmico, politicamente incorreto. Algo que é totalmente entendível pelos fatos históricos, mas que não passa de mais uma ignorância por parte do povo.

A suástica, em algumas culturas, é conhecida como "esvástica", termo que se origina do sânscrito "svastika" e que significa boa sorte, bem-estar. É igualmente chamada de cruz gama, porque assim como o gama grego, também é formada por quatro ângulos retos.

Originária da bacia do Nilo, está presente na China, onde representa perfeição; no Japão, é chamada de maji, simboliza o infinito; na Europa foi usada como símbolo do sol ou do fogo. Entretanto, esse símbolo não faz parte das culturas judia e árabe.

Infelizmente foi adotado pela juventude alemã anti-semita e, em 1920, Hitler usurpou-o para usá-lo como marca da ideologia nazista.

Há poucos símbolos cujo significado seja tão contundente como tem sido o da cruz gamada. E é uma pena que, uma marca como a suástica que originalmente remeteu a simbologias tão bonitas, como boa sorte, bem-estar, perfeição, infinito, sol e fogo, seja depois de Hitler algo que lembra morte, guerra, intolerância, racismo e mais uma série de adjetivos ruins.

Podemos dizer então, que a cruz gamada, a suástica como é mundialmente conhecida, é apenas mais uma vítima do nazismo.

Fala que eu te escuto:


::.. Quinta-feira, Maio 01, 2003 ..::



A evolução continua!


Acabei de sair do cinema, após assistir a estréia mundial de X-Men 2.

Puta merda, vou ser sincero...que filmaço! O melhor do ano até agora, e acho que poucos vão conseguir alcança-lo, com exceção de Matrix Reloaded e Revolutions.

X-Men 2 entra para o hall de sequências que conseguem superar, e muito, o filme original. Poucas séries conseguiram tal façanha..


Além das cenas de ação e efeitos especiais fantásticos, o roteiro do filme se manteve fiel a discussão racial, a guerra entre humanos e mutantes. Este é um filme de super-heróis feito para adultos, ao contrário de Homem-Aranha por exemplo, que para mim foi apenas "divertidinho".

Meu personagem favorito em X-Men 2, é sem sombra de dúvidas o Noturno. A cena inicial é deixar qualquer fã de cinema arrepiado. Todas as aparições com aqueles ótimos efeitos e uma linda trilha sonora para embalar os sopapos.


Outra sequência que me deixou babando, foi a que mostra Magneto saindo da prisão de plástico. O velho "Gandalf cinematográfico" continua pomposo e poderoso como sempre. :)

E ainda tem as diversas pistas dadas para o X-Men 3. Com certeza vai virar uma saga, tomare que o diretor Bryan Singer continue acertando a mão.

Bom, não vou continuar falando para não estragar a surpresa de nínguem. Só digo uma coisa: Corram para os cinemas!

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Comentários Supermercádicos

A mineira está de volta!


Enfim a Nestlé ouviu minhas preces e tomou uma sábia decisão. Depois de meses desaparecida das gôndolas dos supermercados, finalmente a Sopa Mineira está de volta.

Feita de fubá, couve e línguiça, o produto foi lançado inicialmente em edição limitada, e depois simplesmente sumiu. Agora essa delícia volta em definitivo, para a alegria dos sopeiros de plantão.

As sopas carregam a marca Maggi, mas embora à revelia da opinião pública, são fabricadas pela própria Nestlé (as joint-ventures invadindo nossas sopinhas).

Claro que, a linha de sopas DeCasa conta com diversos outros sabores tão artísticos quanto a mineira, os quais ainda não tive a oportunidade de experimentar, de modo que fica aqui o meu convite aos nossos colegas com maior espírito de aventura: compartilheis vossas experiências!

Ruffles picante, onde estás?


Em se tratando de "supérfluos comestíveis", vale dizer que há algum tempo a batata Ruffles picante, por alguma razão mercadológica, não estás mais entre nós. No lugar temos alguns sabores suspeitos como o churrasco e o twist (com um toque de limão), numa tentativa de pegar carona com a Pepsi Twist.

Aliás, nunca é demais lembrar que os produtos Elma Chips são fabricados pela própria Pepsico (as joint-ventures invadindo também nossos salgadinhos).

Não por acaso encalhados, estes tais sabores supra-citados não mostram a que vieram. Na embalagem somos informados de que a versão churrasco imita uma autêntica picanha, quem realmente conseguir sentir esse inigualável sabor, me avise. Apesar de tudo, ambos podem ser comidos sem maiores desarranjos.

Fala que eu te escuto:


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