O Brainstorm
#9 é um blog, sim, é um blog. Mas nada de dramas pessoais, choradeiras
melosas ou o que o meu cachorro comeu na hora do almoço.
Aqui vou falar
sobre o que o meu cérebro pensa das coisas deste mundo passageiro. Uma
verdadeira tempestade de idéias sobre todos os assuntos,
principalmente publicidade, cinema, música, games,
livros...
Meu amigo aqui
de cima, com seu córtex, neurônios, trilhões de células e mais um monte de
badulaques, é chato algumas vezes, verdade seja dita, mas no fundo é um
cara legal. Tenho que aturá-lo todos os dias, mas felizmente, não nas 24
horas do dia. É melhor às vezes não deixá-lo pensar, ficando apenas em
stand-by.
Ou seja, aqui
colocarei pensamentos deste cérebro, que é, não somente das maravilhas da
Psique, mas do próprio orgão fisiológico, a mais estonteante complexidade
jamais encontrada no Universo.
Porém, um
cérebro que às vezes também gosta apenas de curtir os prazeres da vida,
junto com o coração, é lógico...
Meu nome é
Carlos Roberto Merigo Filho. Meu cérebro começou a funcionar (ou
pelo menos deveria ter começado...) no dia 9 de Junho de 1981 e
atualmente estudo Design de Publicidade na Escola Panamericana
de Arte.
Trabalho na Fess' como assistente de arte/redator. E meu
objetivo é conquistar a América do Sul, a Oceania e mais um terceiro
continente a minha escolha.
cmerigo@bol.com.br carlos@fess.com.br
ICQ: 14377569
Black
Diamond Kiss with The Melbourne Symphony
Orchestra
Pistolero Juno Reactor
Sábanas Frias Maná
Piratas do
Caribe Gore Verbinski
FIFA
2003 EA Sports
Grand Theft
Auto: Vice City RockStar Games
O Senhor dos
Anéis J.R.R. Tolkien
Marca e Meus
Personagens Francesc Petit



:Escola Panamericana de
Arte :Neostream :Ueba :Mammoth :Marketing, Prop. e Rock 'n Roll :Ignorance Is Bliss :Designando :Reator Publicitário :Let's Blogar :Pensar Enlouquece. Pense Nisto. :O Jovem Nerd :Um Caipira na Paulista :Manual do
Clichê :Follow The White
Rabbit :Mak :Motocontínuo :Nada a informar
neurônio(s) on-line
.......

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::.. Sexta-feira, Maio 30, 2003 ..::
:: 00:49
::
It's different in a Saturn A maioria das pessoas, até mesmo
eu, gostam bastante de comerciais que abusam do humor, que sejam
engraçadinhos podemos assim dizer. Esses quase que invariavelmente fazem
sucesso, se forem bons é claro.
Porém, um dos argumentos
publicitários que mais me atraem é a humanização do produto ou da
marca. Anúncios sérios, que falam sério, e tentam uma aproximação com o
consumidor. Nada de piadinhas ou situações engraçadas, mas sim tocar o
espectador.
Na humanização, ao invés de apelar para o cérebro do
consumidor, você vai apelar para o coração. Humanizar é atingir o mais
profundamente o âmago, o sentimento das pessoas, emocioná-las e fazer com
elas se indetifiquem ao produto, ao serviço.

Claro que existem
momentos certos para se utilizar a humanização, depende do produto, do
briefing. Mas um publicitário jamais será um grande publicitário, jamais
convencerá efetivamente as pessoas, se não conhecer o caminho para o
coração delas.
Um exemplo de como transformar um produto
aparentemente frio, feito de lata, concreto, uma máquina podemos assim
definir, em algo humano e que toca o coração das pessoas, é este ótimo
comercial da General Motors para divulgação da linha Saturn.

Criado pela agência
Goodby, Silverstein & Partners, o anúncio mostra como o carro é
feito para as pessoas, pensando-se nelas, e para isso foi utilizada uma
idéia bastante simples, mas muito criativa e diferente. O mais curioso é
que o comercial não mostra o veículo, apenas em uma única imagem no final,
junto da assinatura da empresa.
Ao final, o locutor diz:
"Quando nós desenvolvemos nossos carros, não vemos um pedaço de metal.
Nós vemos as pessoas, em um dia como motorista."

A produção é impecável e
a agência teve que fechar diversas ruas e avenidas em Los Angeles para
filmar o comercial. Este filme foi escolhido ontem como "Best Of Show
2002" pela publicação Advertising Age , que todo ano seleciona as
melhores peças publicitárias.
O arquivo em formato .mov tem 3.98
MB. Clique aqui para fazer o download.
Fala que eu te
escuto:
::.. Quinta-feira, Maio 29, 2003
..::
:: 17:37
::
Matrix - Versão Comédia Aí vai mais uma rápida dica de blog
legal. O Jovem Nerd é fã de carteirinha de Matrix
e resolveu fazer uma versão "resumida" do filme, ou melhor, a sua própria
versão do filme. :)
O blog é do Alexandre Ottoni, que fez ótimas
análises sobre Matrix Realoded, inclusive publicadas no Omelete. Vale a
pena conferir O Jovem Nerd e dar boas risadas com as
brincadeiras do Alexandre.
Fala que eu te
escuto:
:: 00:31
::
Um dia de Elvis num Audi Vencedor do Leão de Prata no
Festival de Cannes em 2001, este comercial da Audi ressalta
as qualidades do sistema de câmbio Multitronic.
Para isso,
a filial alemã da agência Saatchi & Saatchi colocou um fã de Elvis para
dar uma voltinha num Audi, de carona com uma bonitona, e ele percebeu a
grande diferença entre um carro com transmissão automática Multitronic e a
sua lata velha.

Intitulado de "The
Fan", este anúncio explora o humor e tem uma mensagem bem simples e
direta, ou seja, para bom entendedor meia palavra basta. Além do mais, tem
trilha sonora regada ao rei Elvis Presley e paisagens bucólicas para
compor o cenário.

A minha única ressalva
fica pelo fato do tal Elvis sósia colocar uma fita K-7 no Audi
ultra-moderno da moça. Será que um carro de luxo que custa trocentos mil
dólares, com sistema Multitronic e mais um monte de nove horas, ainda está
no tempo das fitas analógicas e bolorentas? Uma máquina destas tem sempre
no mínimo um CD-Player. Bom, mas tudo bem, perdoaremos essa licença
poética publicitária.

Vale a pena conferir.
O arquivo está em formato .mov e tem 2.71 MB, clique aqui para fazer o download.
Fala que eu te
escuto:
::.. Quarta-feira, Maio 28, 2003
..::
:: 01:03
::
Que personagem de Matrix você é? Bem que o trailer já dizia:
"2003 - O ano de Matrix". Depois que você entra nesse universo,
vira quase que um vício. O primeiro filme fez isso, e o segundo não parece
ser diferente. Todo mundo comenta, todo mundo fala, dá opiniões e até
fazem testes para saber qual personagem são.
Bom, eu acabei de
fazer um e vejam o resultado (eu acho que não sou bem assim, aliás, talvez
eu seja bem diferente disso, mas...):
![You are Morpheus-]() You are
Morpheus, from "The Matrix." You have strong faith in yourself and
those around you. A true leader, you are relentless in
your persuit.
What Matrix Persona Are
You? brought to you by Quizilla
Fala que eu te
escuto:
:: 00:35
::
Trinity, me leva pra passear de moto? Algumas pessoas chegaram
nesse blog procurando saber qual é a moto que Trinity pilota em
Matrix Reloaded. Eu respondo: é o novo modelo SuperBike 996
da montadora italiana Ducati.

Essa belezinha de 30 mil
dólares, foi lançada no mercado alguns dias antes da estréia do filme, com
direito a uma festa pomposa com a presença de Keanu Reeves, Laurence
Fishburne e Carrie-Anne Moss. Tudo pago pela própria Ducati e pela Warner
Bros, é claro.
Eu não entendo bulhufas de motocicletas, mas sei
que essa Ducati tem 998 cilindradas e é o que há quando se trata de
torque e potência. Existe até uma outra versão, ainda mais poderosa, a
Superbike Championship.

Claro que a moto é super
bacana, nínguem duvida disso. Mas uma coisa é certa, se eu conhecesse uma
mulher que pilotasse uma máquina daquelas do jeito que a Trinity fez no
filme, eu pediria ela em casamento no dia seguinte.
Fala que eu te
escuto:
::.. Terça-feira, Maio 27, 2003 ..::
:: 00:27
::
Cadê o abridor? Estamos em 1993, a dança da Macarena
vira uma febre nas pistas de todo o mundo. Porém, quem será o inventor
destes passos?
A resposta está neste engraçado comercial da
Heineken, intitulado de "Birth Of The Macarena" e que foi
veiculado no ano passado lá nas terras do nosso primo rico do Norte.

Criado pela agência
americana The
Vidal Partnership, o filme é direcionado justamente para o público
hispânico que vive nos Estados Unidos.
Aliás, cabe reportar que a
Heineken é umas das cervejarias que mais investem em publicidade no mundo
todo, e suas campanhas são quase sempre excelentes, explorando o humor
como argumento.

O mais legal, é
perceber como a marca da empresa é trabalhada nos anúncios, criando uma
grande proximidade com o consumidor. Neste filme, você poderá ver que a
Macarena simplesmente começou por causa de uma Heineken geladinha. "Não
cabe dúvida..."

Para fazer o download
do filme em formato .MOV, clique aqui para baixar a versão de 1.98
MB ou clique aqui para pegar o vídeo com 3.15
MB, este último obviamente, com uma qualidade melhor.
Fala que eu te
escuto:
::.. Segunda-feira, Maio 26, 2003
..::
:: 03:52
::
Manual do Clichê Você olha o horário deste post e deve se
perguntar: "Que diabos esse cara faz acordado até essa hora da
madrugada?". Bom, a verdade é que comecei a ler um texto há quase 1 hora
atrás e só terminei agora, pois não conseguia parar de rir para continuar
lendo o resto.
O comediante Bruno
Motta esteve aqui no Brainstorm# 9 e deixou um comentário
no post sobre Matrix Reloaded. Eu então resolvi entrar no seu site e
encontrei um texto sobre cinema que quase me matou de tanto rir aqui na
frente do PC.
Trata-se do Manual do Clichê - O que fazer quando estiver num
filme. É um verdadeiro tratado sobre os tão "amados" clichês, que
invariavelmente estão presentes nos filmes hollywoodianos. Se não tiver
pelo menos um, não é Hollywood.
Eu poderia selecionar um ou outro
trecho do manual para exemplificar aqui, mas o texto todo é tão bom, que
você precisa ler inteiro, sem censuras, sem cortes. Clique aqui e divirta-se.
Fala que eu te
escuto:
::.. Domingo, Maio 25, 2003 ..::
:: 21:58
::
Surprised to seeing me, Mr. Anderson?

Acabei de assistir Matrix Reloaded, e apesar das
milhares de discussões em torno do filme que já estão rolando, aí vão os
meus comentários. Recomendo ler apenas quem já assistiu o filme e
lembrem-se, o que digo aqui, são apenas as minhas impressões, as minhas
conclusões sobre a história. Talvez eu esteja errado...
Para mim
Matrix Reloaded é praticamente um filme novo, tudo o que os irmãos
Wachowski nos apresentaram inicialmente, passa a ser apenas a ponta do
iceberg.
Acho que não cabe discurtirmos se essa sequência é melhor
que o primeiro Matrix, são situações diferentes. No primeiro filme
tudo era novidade, a história, as cenas de ação e os efeitos visuais,
portanto, é óbvio que tenha causado tanto impacto.
Matrix Reloaded
não vem para ser lembrado apenas pelas suas cenas frenéticas de pancadaria
e tiroteiro, e sim pela história, que mais uma vez surpreende.
Muitas pessoas criticaram o ínicio do filme, ainda mais pela cena
da festa em Zion. Eu particularmente gostei bastante. Para mim, o intuito
daquele trecho que mais parece um videoclipe, é mostrar a natureza
primitiva do ser humano e como, apesar de tudo, nós ainda continuamos
sendo apenas seres humanos.

E o que
dizer da festa em Zion atrelada com a cena de amor de Neo e Trinity? Ao
fim do filme, é fácil perceber a relação dessa parte com a história. O
amor dos seres humanos é uma das anomalias ditas pelo Arquiteto, é o amor
que continua movendo as pessoas, que continuam preferindo a emoção ao
invés da razão.
Merovigian falou sobre isso, em uma das cenas mais
legais do filme, que os seres humanos são guiados por instinto. Podem ser
burgueses engomadinhos, cheios de princípios e valores éticos, mas as
pessoas não conseguem controlar suas vontades e paixões.
Matrix
Reloaded deixa muitas perguntas no ar e no meu ver, torna-se um filme mais
complexo do que o primeiro. É preciso assistir várias vezes para sacar
muitas coisas. Tudo o que sabíamos de Matrix sofreu uma reviravolta, na
minha opinião, muito boa, já que ao que parece teremos um final digno, sem
ser um conto de fadas onde todos vivem felizes para sempre.
Como
explica o Arquiteto, existiram 5 tentativas anteriores de se criar um
mundo perfeito, mas todas falharam pois ele nunca teria conseguido tornar
todos os seres humanos passivos ao sistema. Segundo o Oráculo, a última
versão da Matrix seria capaz de contentar 99,9% das pessoas, mas ainda
restariam 0,01% que só aceitariam viver num mundo onde tivessem liberdade
de escolha.
Pois então, como lidar com esse percentual de seres
humanos insatisfeitos? Fácil, criando outro mundo virtual onde as pessoas
acreditassem realmenter poder escolher, ter o livre-árbitrio. É por isso
que Zion já foi destruída seis vezes, sempre em conseqüência de
'rebeliões' lideradas por humanos que acreditavam ter realizado uma
escolha.

O Oráculo
também é um programa da Matrix, enviado para observar o sistema e
profetizar o Messias, no caso, o Neo. O Agente Smith se tornou
independente da Matrix, sendo um dos programas exilados no sistema, e o
fato do "mundo real" também ser um programa de computador, permitiu a ele
que entrasse no universo dos humanos. Claro, se tudo é um sistema, um
programa pode facilmente passar para outros níveis.
E já que o
"mundo real" também é uma simulação, isso explica os poderes de Neo contra
as sentinelas, já que ele as consegue deter assim como faz com projéteis
dentro da Matrix.
Resumindo: É uma simulação dentro de outra
simulação. O "mundo real" também é um programa de computador, uma
realidade construída para agradar aos 0.01% das pessoas que só aceitariam
viver num mundo onde pudessem fazer escolhas. O "mundo real" foi projetado
para que pessoas como Morpheus, Trinity e os habitantes de Zion, também
fossem passivos ao sistema.
Portanto, Neo é o novo escolhido e
também deve ser um programa. Ele foi enviado para mais uma vez fazer os
humanos acreditarem na escolha.
Mas aí fica a pergunta, ou melhor,
as perguntas: Afinal, qual é o intuito disso tudo? Qual é o mundo real?
Qual é o primeiro nível desta simulação? Qual a procedencia do Arquiteto?
O que ele seria, um Deus?

No final, o
Arquiteto prova para Neo aquilo que Merovigian já tinha falado, aquilo que
já tinha sido mostrado na cena da rave em Zion: O ser humano é guiado pela
emoção, e não pela razão. Lembram da escolha de Neo? Ele escolhe a porta
da esquerda, onde vai salvar Trinity, ao invés de optar por livrar Zion da
destruição. O Arquiteto ainda fala, não com essas palavras mas quase isso:
"Posso ver claramente seu coração nesse momento, sua emoção se apossando
da razão."
Matrix Reloaded mostrou que não se trata apenas de uma
simples guerra de humanos contra máquinas, existe muito mais "entre o céu
e a terra do supõe a vã filosofia" dos que assistiram o primeiro Matrix.
Bom, só saberemos o final da história em Novembro, com Matrix
Revolutions.
De qualquer forma, Reloaded é um ótimo filme. Com
cenas de ação espetaculares, apesar de já não serem novidades, e uma
história ainda mais complexa. Gostei bastante da cenas em que o Merovigiam
fala de causa e efeito, isso tem muito a ver com o enredo. Outro trecho
muito bom, é o diálogo de Neo com o Oráculo, adoro o jogo de palavras
entre os personagens.
Não me surpreendi com o fato do Neo voar, o
primeiro Matrix termina justamente com ele voando. Aliás, gostei desse
"poder" dele. A cena memorável da luta com 100 Agentes Smith e no trecho
que Neo voa numa velocidade super-sônica para salvar Trinity no final,
apesar de excelentes, deixam nítido que o personagem de Keanu Reeves era
computação gráfica.

Este fato
não estraga a cena, lógico, mas tanto pela aparência, como pela
movimentação, fica claro o efeito criado pelo computador. Outra coisa que
achei excelente, foram as jogadas de camera na cena da perseguição na
estrada, ela passa por debaixo de carros, por entre as rodas dos
caminhões. Incrível.
Achei a nova trilha sonora original
maravilhosa, ela continua com o clima Matrix da primeira trilha, mas cheia
de novidades. É também muito legal assistir o filme depois de ter jogado
Enter The Matrix (apesar do jogo ser apenas mediano) e ter
assistido alguns episódios da Animatrix, dá pra sacar todas as
relações de Reloaded com as sub-tramas.
De todo modo, os irmãos
Wachowski ainda tem muito o que nos contar sobre esse universo fascinante
que é Matrix, e muitas perguntas para responder no terceiro filme. Quero
muito saber sobre essa simulação dentro da simulação, aliás, um conceito
já explorado pelo excelente filme 13º Andar.
Quero ainda
saber qual é o motivo de tudo isso, porque nós humanos precisamos viver
dentro de uma realidade inventada, passivos como cordeirinhos.
Até
Novembro.
Fala que eu te
escuto:
:: 01:39
::
Seu candidato é porco? Você já percebeu que eu comento muito
sobre anúncios de TV aqui no Brainstorm #9, porém, uma das
modalidades que mais gosto é a propaganda impressa.
Adoro ver bons
anúncios de revista, folders, cartazes, etc, ou seja, tudo que envolva
publicidade e design gráfico em material impresso, eu costumo colecionar.
Mas desta vez vou falar de propaganda impressa em gigantografia.
Existe uma série de três outdoor's criados pela agência curitibana Exclam!
Comunicação , que visa conscientizar a classe política para não
sujar as ruas durante a campanha eleitoral.

As três peças tem uma linguagem forte e na minha opinião,
conseguem causar impacto. Uma pessoa passando de carro na rua, tem
aproximadamente 8 segundos para ler um outdoor, e o segredo para chamar
atenção dos transeuntes e motoristas, está na síntese.
Aqui a
Exclam! consegue com clareza, simplicidade e criatividade, passar a
mensagem de forma perfeita. Muito conveniente para uma mídia tão exigente
como é o outdoor.
Fala que eu te
escuto:
:: 01:11
::
Telepatia Desde que concebi o Brainstorm #9, decidi por
não colocar link permanente para nenhum outro site ou blog. Não pensem que
sou anti-social, é que na verdade optei por um design mais clean e achei
que ficar incluindo uma tonelada de links, tornaria o visual poluído (algo
que detesto).
Mas, tendo em vista o grande número de blogueiros
que tem passado por aqui elogiando o site e incluindo link para o
Brainstorm #9 em seus próprios blogs, decidi finalmente implementar a
seção Telepatia na lateral esquerda.
Como o espaço é
grande, já que os posts geram o chamado "scroll monstro", creio que não
vai afetar quase nada o design do blog. O Telepatia é um espaço humilde,
mas tem lugar pra todo mundo. Aceita um cafezinho?
Deste modo,
adicionarei aqui links permamentes para sites que gosto e também para os
blogs que indicarem o Brainstorm #9. Se você tem um link no seu site pra
cá, me avise para também incluí-lo na minha lista de telepatas.
Fala que eu te
escuto:
::.. Sábado, Maio 24, 2003 ..::
:: 16:46
::
Canção de Ninar Ganhador no Festival de Cannes do ano
passado, o comercial "Music Box" da Harley Davidson mostra
um bebê, ele parece estar sem sono, inquieto no berço.
Mas um pai
(ou uma mãe talvez) encontra uma maneira muito fácil de fazer o pimpolho
dormir. Como? Com o barulho do motor de uma autêntica moto Harley
Davidson.

Este bebê é o que a
Harley chama de a "Próxima Geração", desde pequeno um amante dessas
belezinhas de alguns mil dólares.
Aqui fica mais uma vez provado
que, crianças e cachorros sempre funcionam em propaganda. Sejam
recém-nascidos sorrindo em um berço, crianças cantando no chuveiro ou cães
fazendo peripécias, não importa, esse é sempre um argumento publicitário
de humanização do produto, que quase invariavelmente agrada.

O anúncio foi criado
pela agência finlandesa DDB Brand Sellers, e como eu disse, esteve
na "shortlist" em Cannes 2002. O filme tem 2.45 MB e está em formato .mov.
Clique aqui para fazer o download.
Fala que eu te
escuto:
::.. Sexta-feira, Maio 23, 2003 ..::
:: 16:43
::
Wake Up, Neo...
Os irmãos Wachowsky bem que tentaram, mas o negócio deles é
cinema. O jogo Enter The Matrix que foi lançado no último dia 15,
junto com Matrix Reloaded, tinha tudo para se tornar um clássico.
Mas, é decepcionante. E além do mais, nada resiste a tanta expectativa.
O potencial é enorme, mas a franquia Matrix foi muito mal
explorada. O resultado é uma série de conceitos pessimamente implementados
e falhas técnicas graves para um produto tão recente e que ficou 3 anos em
desenvolvimento. Só me admira a Shiny Entertainment, que sempre foi
uma produtora de prestígio, conceber algo assim.
Bom, não vou
falar mais. Leia a análise completa que fiz do jogo no FinalBoss.com, a
nota final ficou em 6.8. Clique aqui para acessar o review.
Fala que eu te
escuto:
::.. Quinta-feira, Maio 22, 2003
..::
:: 20:49
::
A vida é curta... No ano passado, a Microsoft lançou a
primeira campanha para a divulgação do seu console, o Xbox. A
proposta é chocante, mas muito boa.
Intitulado de "Life is
Short", o excelente anúncio para TV criado pela agência londrina Bartle
Bogler Hegarty ganhou Leão de Ouro no Festival de
Cannes 2002, mas ao mesmo tempo causou muita polêmica.

O comercial que estava
sendo veiculado em toda a Europa foi banido, e a Microsoft teve que cessar
a sua transmissão.
A Justiça Inglesa entendeu que a propaganda
fere o público por ser de certa forma violenta. Na época, mais de 136
pessoas expressaram sua indignação com relação ao comercial, que acabou
sendo banido da TV. Um porta-voz falou em nome da empresa e disse que não
era a intenção da companhia ofender os telespectadores.

O anúncio mostra uma mãe
grávida e na hora do parto, a criança é "cuspida" em velocidade
super-sônica pela janela. Rotacionando ao redor da Terra, a cena mostra o
bebê crescendo rapidamente até virar criança, depois jovem, adulto, idoso
até finalmente cair, direto em uma cova. E no final o título: "A vida é
curta. Jogue mais."

O filme tem 1.78 MB e está
em formato .wmv. Clique aqui para fazer o download.
Fala que eu te
escuto:
::.. Quarta-feira, Maio 21, 2003
..::
:: 00:48
::
"Você realmente pensa que é ar o que está respirando?"

A revista Superinteressante deste mês de Maio,
traz como matéria de capa (assim como diversas outras grandes revistas) a
série Matrix.
Porém, aqui a abordagem é diferente. A Super
resolveu falar das teorias e grupos que existem por aí a fora, que
realmente acreditam na realidade simulada proposta pela obra
revolucionária dos irmãos Wachowski. E mais, ainda fala sobre cientistas
que estão tentando provar por A + B que nada disso aqui existe, é tudo
simulação de computador.
Bom, minha opinião é a seguinte: Eu sou
fã de Matrix, o roteiro é absolutamente genial, tenho o filme na minha
lista de TOP 5 e já estou com os ingressos na mão para assistir Matrix
Reloaded no próximo domingo. Mas aí acreditar que o que o filme diz é
verdade, acho pura falta do que fazer.
Para mim Matrix é um
clássico do cinema, encaro como um marco da ficção científica, até faz
você pensar, refletir, mas de modo algum me fez tentar encontrar
explicação científica para a realidade.
Não vou negar que a
matéria da Superinteressante faz sentido, aliás, não é de hoje que se
discute isso. Platão já falava de uma outra realidade, René Descartes
discutiu o que é sonho ou o que não é. Aliás, pouca coisa em Matrix foi
inventada, tudo é referencia, desde filosofia até religião.
Acredito sim que o homem seja capaz, um dia, de criar máquinas
super inteligentes, já que a inteligência artificial está evoluindo muito
rapidamente. Mas acho "forçação" de barra acreditar em uma realidade
simulada por computadores e dominação das máquinas.
Para quem
pensa nessas coisas, gostaria de mandar uma frase do saudoso gênio
Raulzito, retirada de "Eu Também Vou Reclamar", uma das melhores
músicas dele:
"A realidade do universo é a prestação
que vai vencer..."
Fala que eu te
escuto:
::.. Quinta-feira, Maio 15, 2003
..::
:: 00:03
::
Vexame Hoje não vou falar de propaganda, nem de música, nem de
cinema, nem de nada disso. Vou apenas lamentar.
Não sei dizer se
essa foi a minha maior decepção em termos futebolísticos, mas posso
afirmar tranquilamente que era melhor o Corinthians não ter entrado
em campo nesta noite.
Um time vergonhoso, que perdeu a cabeça e
não jogou absolutamente nada. Mas nem que o jogo durasse até as 5 da
manhã, o Corinthians iria ganhar do River Plate.
Nunca vi
um time do Corinthians tão medonho, tão sem personalidade, sem garra.
Jogadores que deixam seus nervos explodirem como fizeram Roger e o Fábio
Luciano, não podem ser chamados de profissionais.
Eu já vi o
Corinthians tomar várias sovas, tomar um baile em campo em outros
carnavais, mas posso dizer sem sombra de dúvida, que este foi o pior jogo
do time que eu já vi em toda a minha vida.
Dói dizer isso, mas foi
merecida a classificação do River. Eles mandaram no jogo e jogaram muito
melhor. Fizeram o Corinthians de gato e sapato, e ainda dançaram tango no
final.
O sonho da Libertadores fica pra próxima. O que nos
resta agora é pensar no Cruzeiro...
Fala que eu te
escuto:
::.. Quarta-feira, Maio 14, 2003
..::
:: 00:59
::
Tirar o sutiã: Digite a senha...

Este é mais um da série
comerciais banidos. Desta vez um anúncio suiço para o Office XP da
Microsoft, que tem uma idéia bem inteligente e brinca com os nossos
tão amados e robustos sistemas operacionais.
Porque o filme foi
proibido? Porque ele utiliza uma linguagem sexual. Não é nada explícito,
apenas algo sugerido. Não vejo nada que possa corromper as nossas
criancinhas, já que as novela das 8 tem cenas bem mais picantes.

Um casal dando uns
amassos, e de repente o rapaz se depara com um problema que aflige a
maioria dos homens no mundo inteiro: conseguir tirar o sutiã da moça.
Porém aqui ele tenta usar uma ferramenta para lhe ajudar, mas mesmo assim
não dá muito certo.
Como o comercial está em alemão, aí vai a
tradução:
- O menu diz: Ajuda Instruções de Impressão
Abra Imediatamente Cancelar
- E em seguida, na caixa
de diálogo: Digite a Senha

O anúncio é inteligente
e bem humorado, particularmente, acho no mínimo uma estupidez proíbi-lo. E
isso não é só na Suiça, aqui no Brasil existe um projeto criado por um
deputado maluco, que visa extinguir qualquer tipo de linguagem sexual em
comerciais.
Logicamente, é uma idéia idiota, que espero que nunca
seja aprovada. É preciso saber distinguir algo apenas sugerido de cenas
explícitas. Ou seja, é preciso ter bom-senso. Algo que os suiços não
tiveram nesse caso.
O filme tem 3.54 MB e está em formato .mpeg.
Clique aqui para fazer o download.
Fala que eu te
escuto:
::.. Terça-feira, Maio 13, 2003 ..::
:: 01:44
::
Hard-Sell pesado

Da série comerciais
banidos, trago um da Pepsi (bastante conhecido por sinal) que
utiliza a tal técnica "hard-sell" que expliquei há alguns posts
atrás. Mas para você não perder tempo, aí vai a definição novamente:
"Hard-Sell" trata-se de propaganda comparativa. É o mais
explosivo e radical argumento publicitário de persuasão: citar
explicitamente o concorrente, com todas as letras, a fim de provar que seu
produto, e não o dele, é melhor.
É uma decisão polêmica e
geralmente resulta em brigas na justiça, além de ser uma forma de
propaganda proibida em diversos países. Mas não há como negar, o
"hard-sell" é muito divertido e a Pepsi sempre foi mestre nisso.
No filme que vou falar aqui, a Pepsi para variar, ataca a
Coca-Cola. Claro que nós já vimos isso antes, inclusive com a Coca
respondendo depois em outros comerciais. Mas desta vez não deu certo, já
que a justiça proibiu a veiculação do anúncio.

Nele, um menino vai até
uma máquina de refrigerantes e gasta algumas fichas para conseguir pegar
uma latinha de Pepsi. Como o botão é alto demais, ele usa o refrigerante
concorrente para dar uma "ajudinha".
O comercial parece ser
ambientado em algum país de terceiro mundo na América Latina ou Central. O
fator humorístico é muito bom, mas a polêmica é grande.
Muitas
pessoas podem evocar a ética para criticar este anúncio da Pepsi. Claro
que o filme é ofensivo e rebaixa a Coca-Cola, mas aí você pergunta:
"Então porque outros comerciais que utilizam hard-sell são liberados e
este foi proibido?" É que a justiça tem duas interpretações para esses
casos.

A técnica legítima do
hard-sell em propaganda é citar o concorrente num contexto envolvendo
fatos reais, concretos, que você pode tranquilamente documentar, provar.
Nesse caso, lei alguma, de país algum, pode proibir que qualquer "pessoa"
fale de "outra" (seja concorrente, seu desafeto, seu pior inimigo).
Acontece que, nesse filme da Pepsi, a justiça interpretou como
injúria, o crime chamado de difamação e calúnia. Por isso, quando a
empresa que está sendo "agredida" consegue provar uma ofensa no argumento
do concorrente, a justiça proíbe.
De qualquer forma não podemos
negar que a idéia é ótima é bem humorada. Para ver o anúncio, faça o
download do arquivo zipado clicando
aqui . O filme está em formato .mpeg e tem apenas 1 MB.
Fala que eu te
escuto:
::.. Segunda-feira, Maio 12, 2003
..::
:: 01:47
::
A Semana

Há cerca de 3 anos, no
começo de 2000, foi ao ar uma campanha da revista Época
simplesmente maravilhosa. Eu considero este um dos melhores comerciais que
já vi, ele consegue ser simples, direto e tocante.
Criado pela W/Brasil e com
o próprio Washington Olivetto na linha de frente, "A Semana" é um anúncio de longos 3 minutos (que
para a publicidade é uma eternidade). Porém, ele é tão marcante que prende
o espectador na frente da tela, que espera ansioso para saber do que se
trata.

Claro que depois o
comecial foi reduzido para 1 minuto (o que também é uma eternidade na
publicidade), já que bancar o tempo integral é loucura para qualquer mega
empresa. A primeira exibição foi durante o intervalo do Fantástico
no domingo.
O filme mostra o que representam os 7 dias da semana
sob diversos aspectos. Apresenta "personagens" e o que 7 dias significam
na vida deles. Com belas imagens e todo em preto e branco, o comercial
traz uma voz robotizada para a locução.
Muito bem produzido, tudo
parece se encaixar perfeitamente. Como eu disse antes, é a simplicidade
aliada à beleza.

A linguagem criativa deste
filme foi vencedora do Grand Clio 2001, um dos prêmios mais
importantes da publicidade internacional que, em seus 42 anos, só concedeu
este prêmio a 5 agências no mundo.
O anúncio está disponível no
site da W/Brasil, e a melhor versão em formato QuickTime tem 5.30
MB. Vale muito a pena fazer o download, apenas por curiosidade ou para tê-lo em
sua coleção de vídeos favoritos. Mesmo assim, quem não estiver a fim de
carregar mais de 5 megas, pode conferir o texto completo do comercial
abaixo:

Para um preso, menos 7
dias. Para um doente, mais 7 dias. Para os felizes, 7 motivos.
Para os tristes, 7 remédios. Para os ricos, 7 jantares. Para
os pobres, 7 fomes. Para a esperança, 7 novas manhãs. Para a
insônia, 7 longas noites. Para os sozinhos, 7 chances. Para os
ausentes, 7 culpas. Para um cachorro, 49 dias. Para uma mosca, 7
gerações. Para os empresários, 25% do mês. Para os economistas,
0.019 do ano. Para o pessimista, 7 riscos. Para o otimista, 7
oportunidades. Para a Terra, 7 voltas. Para o pescador, 7
partidas. Para cumprir o prazo, pouco. Para criar o mundo, o
suficiente. Para uma gripe, a cura. Para uma rosa, a morte.
Para a História, nada. Para a Época, tudo!
Fala que eu te
escuto:
::.. Sábado, Maio 10, 2003 ..::
:: 16:39
::
México e Rock 'n Roll

Faz tempo que não falo de música aqui no Brainstorm
#9, por isso é boa hora para eu falar de um dos melhores discos que já
comprei.
Trata-se do álbum Unplugged MTV do Maná, uma banda
mexicana que já vendeu milhões pelo mundo afora, mas que aqui no Brasil é
desconhecida da grande massa. Muita gente até conhece mas nem sabe.
"Corazon Espinado" do Santana foi composta junto com o Maná e Fher,
vocalista da banda, é quem canta na música.
A primeira vez que
ouvi falar do Maná, foi no programa Mochilão MTV em que a Fernanda
Lima foi para o México (eu tambem vou assim que me tornar um publicitário
rico) e carregava um disco da banda entre suas coisas. Maná tem 9 discos
lançados desde 1987 e mais 2 colêtaneas, incluindo o último "Revolución
de Amor", lançado em Agosto do ano passado. A banda ainda ganhou 5
Grammys, inclusive pela música gravada com Santana.
O disco
acústico gravado em 1999 traz a grande parte dos hits da banda em versão
desplugada. É o tipo de CD que você coloca no som, não pula nenhuma música
e quando acaba ainda fica aquele gostinho de quero mais.
Toda a
musicalidade do Maná está exposta neste Unplugged, com arranjos e uma
hamornia perfeita de deixar coradas até as mega-bandas americanas. O grupo
mistura hard rock, pop e reggae com alguns sons tipicamente latinos, e o
resultado final é surpreendente. As letras abordam amor, justiça e
liberdade. Não é a toa que esses mexicanos de Guadalajara são considerados
a melhor banda de rock em espanhol.
O Unplugged começa com "No
Ha Parado de Llover", uma das muitas baladas românticas do Maná, e
essa especificamente considero uma das mais bonitas.
Em seguida
vem a música mais conhecida da banda, principalmente nos EUA, "En El
Muelle de San Blás". Esta é uma das minhas preferidas, uma belíssima
canção que conta a história de uma jovem que perdeu seu amor no mar e
passou o resto da vida esperando algum barco o trazer de volta.
Nisso, qualquer fã da boa música já percebe que Fher tem uma voz
carismática, melodiosa e que não deixa a dever para nenhum rock-star do
momento. Além disso, tem a competência e o felling do guitarrista Sergio
Vallin e do baixista Juan Calleros. Sem contar o excepcional Alex
Gonzales, um baterista super conceituado na América Latina.
A
terceira faixa é "Vivir Sin Aire", outra linda balada que arrepia
pelo gemido da gaita nessa versão desplugada. A gravação de estúdio desta
música está incluída na trilha sonora da novela "Mulheres
Apaixonadas" da Rede Globo e anda tocando bastante nos últimos
capítulos.
Acontece que nem só de baladas românticas vive o Maná,
a música "Cuando los Angeles Lloran" é uma sentida homenagem ao
seringueiro Chico Mendes, esquecido aqui no Brasil. A letra critíca a
polícia e o então presidente Fernando Collor, na época do assassinato de
Mendes. O solo de violão no início desta faixa é de arrepiar.
Depois vem "Cachito", também uma bela canção que fala de
amor e "Te Solte La Rienda" do compositor mexicano José Alfredo
Jímenez.
A faixa número 7, "Desapariciones", é uma das
melhores deste Unplugged. Composta pelo panamenho Rubén Blades, a música
fala sobre pessoas "misteriosamente" desaparecem por terem idéias
diferentes. Presos políticos e opositores que somem do dia pra noite e só
voltam pra casa se mudarem de opinião, caso contrário são encontrados
mortos.
Na voz de Fher, "Desapariciones" se torna absolutamente
emocionada e diz: "A dónde van los desaparecidos, busca en el agua y en
los matorrales. Y por qué es que se desaparecen, por qué no todos somos
iguales. E quando vuelve el desaparecido, cada vez que lo trae el
pensamiento".
Em seguida vem "Falta Amor", outra música
que considero uma das melhores da banda. Esse rockão aborda o problema das
crianças de rua, contando a história de um menino de apenas 8 anos: "No
tiene padres ni tutores, ni nadie que lo quiera. Hormigas, moscas e
ratones únicos compañeros."
Alex Gonzales faz um ótimo solo de
bateria na faixa "Coladito" em seguida vem "Ana", uma música
que fala de uma garota de 15 anos que está grávida e não tem coragem de
contar para os país.
A faixa 11 é a bela "Rayando El Sol",
seguida de "Se Me Olvido Otra Vez", composta por Juan Gabriel. Para
fechar o disco com chave de ouro, tem a animada e sensual "Perdido En
Un Barco" e "Oye Mi Amor".
Resumindo, este Unplugged do
Maná é discografia básica para qualquer fã da boa música. A única coisa
que senti falta nesta bolachinha, foi "Clavado En Un Bar", um
rockão que é uma das minhas músicas preferidas da banda.
Quem
quiser conferir os sucessos do Maná em versões originais, recomendo a
colêtanea "Todo Mana, Grandes Exitos". Este disco traz grande parte
das faixas do Unplugged, com algumas adições e outras ausências. Só pela
"Clavado En Un Bar" já vale a pena.

Enquanto vou aqui ouvindo Maná, quase morro de
arrependimento de não ter ido no show deles no fim do último mês de Março,
aqui no Credicard Hall em São Paulo, que é quase do lado de casa.
Na ocasião, a banda teve que agendar um show extra no Brasil, pois os
ingressos se esgotaram em pouquíssimo tempo.
Atualmente, o Maná
tem agenda lotada até o final do ano e estão em tour pela Europa ao lado
do monstro sagrado da guitarra Santana. É o México mostrando ao mundo que
também é um país de Rock 'n Roll.
Fala que eu te
escuto:
::.. Quinta-feira, Maio 08, 2003
..::
:: 04:05
::
Rindo da desgraça alheia
![]()
Fazendo uma visita ao ótimo
Marketing,
Propaganda e Rock N' Roll, descobri um anúncio genial e que me fez
rir sozinho aqui na frente do computador.
Claro, vocês podem achar
um absurdo, dizer que é de extremo mau gosto e que se aproveita da
desgraça alheia, no caso o sequestro do Washington Olivetto. Mas
não a como negar, é um anúncio de oportunidade extremamente engraçado e
direto.
Ele foi criado pela agência Leo Burnett do
Chile, com objetivo de incentivar e de cobrar os publicitários do país a
criarem peças mais criativas para concorrer no festival de Cannes.
O anúncio mostra uma edição de jornal onde a manchete diz:
"Seis cidadões chilenos foram presos por sequestrarem um criativo
brasileiro".
No rodapé, o subtítulo diz: "E você... o que
você fez para conseguir um leão para o Chile este ano?".
Muita
gente deve se perguntar o que o Olivetto achou disso. Como bem disse o
Carlos Vilela, também tenho certeza de que ele deve ter dado boas risadas
e saiu mostrando pra todo mundo.
Fala que eu te
escuto:
:: 00:37
::
Concentração

Não vou
mentir, a ansiedade para a chegada do dia 14 de Maio é imensa. Claro que
não é apenas por se tratar do que considero o "jogo da vida" do
Corinthians, mas também pela pedreira que teremos pela frente.
Já tivemos zilhares de finais dramáticas, jogos emocionantes e
importantíssimos, já estivemos até mesmo nas semi-finais da
Libertadores e ganhamos o primeiro e único título mundial
reconhecido pela entidade máxima do futebol, a FIFA. Mesmo assim, é
impossível ficar inerte ao clima de tensão que está no ar perante a um
jogo como o do próximo dia 14.
Ainda é oitavas-de-final, falta
muito para sonhar com o título inédito da Libertadores da América, mas
temos que convir, enfrentar o River Plate nunca foi moleza pra
nínguem. Some a isso o fato do Timão ter perdido o primeiro jogo e ter que
obrigatoriamente vencer aqui no Brasil.
Jogadores no departamento
médico, uma campanha irregular nos últimos jogos e um adversário
catimbento como o River. É de arrepiar qualquer um.
O
Santos acabou de vencer o Nacional do Uruguai nos penâltis,
mas convenhamos, Nacional é Nacional e River Plate é River Plate. Minha
torcida contra o time da Vila não funcionou, mas continua valendo para o
próximo do jogo.
Comemorem seus pudins-de-coca-cola, dia 14 será a
nossa vez. Quer dizer, pelo menos é o que eu espero. Enquanto isso,
continuamos na concentração.
Fala que eu te
escuto:
::.. Quarta-feira, Maio 07, 2003
..::
:: 03:43
::
Hein? Vitrola...

Estreou no último dia 30 de
Abril, a nova campanha da Nokia criada pela agência
Lew,Lara. Eu tive a oportunidade de assistir pela primeira vez no
cinema, dia 1º de Maio, antes da sessão de X-Men 2.
Serão três
comerciais para o lançamento da linha 3500 da Nokia, mas este
primeiro anúncio trata especificamente do modelo 3586. Começa com
uma imagem do planeta Terra e vai fechando até focar somente uma pessoa.
Para quem não se lembra, é aquele da tricicleta amarela.
Segundo a
própria Lew, Lara, o comercial traz uma técnica inovadora: Para obter o
efeito desejado foram usadas imagens feitas por satélite, avião,
helicóptero e com uma grua gigante. César Keller, diretor de Marketing da
Nokia Mobile Phones Brasil revelou: "São imagens verdadeiras, e não
computação gráfica. Esta é a primeira vez que esta técnica é utilizada em
um filme publicitário". Os outros dois filmes seguem a mesma linha e
estréiam durante o mês de Maio
Até aí tudo lindo e maravilhoso,
realmente o comercial é muito bem produzido, apesar de seguir a mesma
linha de outros anúncios de aparelhos celulares.
Só que existe
algo simplesmente inacreditável neste filme do 3586: a locução. Isso
mesmo, é incrível como profissionais do cacife da Lew,Lara, trabalhando
para uma gigante multinacional como a Nokia, tenham deixado passar uma
locução tão ruim.
O locutor vai falando sobre a população do
mundo, do Rio de Janeiro até chegar em uma pessoa que anda de tricicleta
amarela e joga pinball no celular. O texto é bom, mas a voz sinistra,
pavorosa, parece saída de um filme B de terror.
No final das
contas, é praticamente impossível entender o que se fala no desfecho do
anúncio. No cinema tive que me esforçar pra ouvir a narração, e na
televisão só se você for médium. Assista umas 10 vezes, e talvez seja
possível decifrar o que é dito.
E o pior de tudo, o locutor
conseguiu estragar a suavidade com que sempre foi dito o slogan da
empresa: "Nokia, fala por você". A sensação que tenho é de que a
locução quer assustar o espectador, parece um tom de ameaça.
Ou
seja, o que poderia ser um ótimo anúncio da Nokia, é jogado pelo ralo por
uma locução simplesmente medonha. Assista os comerciais anteriores da
empresa e ficará plenamento claro o que estou dizendo.
Claro que é
muito mais provável que essa locução abominável seja intencional, fizeram
para ser assim, e é por isso que se torna ainda mais inacreditável.
A produtora de som do filme é a Ad Studio, com direção de
criação de Jaques Lewkowicz e Marco Versolato.
Fala que eu te
escuto:
::.. Terça-feira, Maio 06, 2003 ..::
:: 00:14
::
Canudinho entupido

Se
existe alguma bebida que é hour concours neste mundo de Deus dará, é o
milk-shake de Ovolmaltine do Bob's. Essa delícia tomou
proporções colossais e hoje em dia é considerado objeto de "cult", não
duvido que existam altares com oferendas para o criador desta maravilha.
Logicamente, o milk-shake de Ovomaltine está liderando o meu TOP 5 de
biritas.
Não há nada melhor do que no final de um dia estressante,
esbugalhar os olhos e quase afundar suas bochechas na tentativa de sugar o
milk-shake de Ovomaltine pelo canudinho. Claro que tal delícia tem seu
preço, e não é nada barato. O tamanho médio sai em torno de R$
5,50, mas vale a pena abrir mão de certas regalias para beber esse
néctar dos deuses.
Além do mais, você ainda pode fazê-lo em casa.
Não é preciso dotes culinários para tal façanha. Apenas bata sorvete de
creme, com leite e algumas colheradas de Ovomaltine.
Outra
desvantagem dessa maravilha líquida é a energia que proporciona. Apesar de
ser quase que um revitalizante, os números abaixo desanimam qualquer
apreciador da boa bebida:
Milk Shake de Ovomaltine Pequeno: 419
Kcal Milk Shake de Ovomaltine Médio: 664 Kcal Milk Shake de
Ovomaltine Grande: 880 Kcal
Mas tudo bem, o sacrifício vale a
pena. Passe 12 horas na academia, mas nunca deixe de beber um belo
milk-shake de Ovolmatine com cobertura extra que entope ainda mais o
canudinho.
Agora, algo que poucos devem saber é a procedência do
segredo deste milk-shake. O Ovomaltine, que logicamente é a essência da
bebida, é fabricado pela Novartis, um grande laboratório
farmacêutico multinacional.
Claro que a Novartis não poderia ser
de outro país que não a Suíça, a meca dos chocolates. É o mesmo
laboratório que fabrica medicamentos contra hipertensão e
antiinflamatórios como o Voltaren. Portanto, não tenha dúvidas:
milk-shake de Ovomaltine é droga e vicia, mas não tem contra-indicações,
só a sua dieta.
Fala que eu te
escuto:
::.. Domingo, Maio 04, 2003 ..::
:: 20:07
::
Um símbolo tergiversado

Em Hong
Kong, a Coca-Cola estava realizando uma promoção que dava como
brinde um brinquedo, um pequeno robô de plástico chamado de
Robowaru, que é baseado em uma série de animação que atualmente faz
muito sucesso na Ásia.
Acontece que o figurino do robô trazia duas
suásticas estampadas, e imediatamente começaram as reclamações por
parte de autoridades religiosas. A Coca-Cola retirou o brinquedo de
circulação, mas declarou que os bonecos são "réplicas perfeitas" do
seriado Robocon.
Já por parte da produtora do seriado,
disseram que não tiveram nenhuma intenção de reproduzir uma suástica em
seus personagens e que tudo não passa de um mal entendido.
Quem
será que é o errado na história então? Ninguém é lógico. Seria tolice
acreditar que qualquer uma das partes esteja fazendo apologia ao nazismo
ou algo que o valha.
O que acontece na realidade é que,
infelizmente, a suástica se tornou um símbolo historicamente polêmico,
politicamente incorreto. Algo que é totalmente entendível pelos fatos
históricos, mas que não passa de mais uma ignorância por parte do povo.
A suástica, em algumas culturas, é conhecida como
"esvástica", termo que se origina do sânscrito "svastika" e
que significa boa sorte, bem-estar. É igualmente chamada de cruz
gama, porque assim como o gama grego, também é formada por quatro ângulos
retos.
Originária da bacia do Nilo, está presente na China, onde
representa perfeição; no Japão, é chamada de maji, simboliza o
infinito; na Europa foi usada como símbolo do sol ou do
fogo. Entretanto, esse símbolo não faz parte das culturas judia e
árabe.
Infelizmente foi adotado pela juventude alemã anti-semita
e, em 1920, Hitler usurpou-o para usá-lo como marca da ideologia nazista.
Há poucos símbolos cujo significado seja tão contundente como tem
sido o da cruz gamada. E é uma pena que, uma marca como a suástica que
originalmente remeteu a simbologias tão bonitas, como boa sorte,
bem-estar, perfeição, infinito, sol e fogo, seja depois de Hitler algo que
lembra morte, guerra, intolerância, racismo e mais uma série de adjetivos
ruins.
Podemos dizer então, que a cruz gamada, a suástica como é
mundialmente conhecida, é apenas mais uma vítima do nazismo.
Fala que eu te
escuto:
::.. Quinta-feira, Maio 01, 2003
..::
:: 19:57
::
A evolução continua!

Acabei de
sair do cinema, após assistir a estréia mundial de X-Men 2.
Puta merda, vou ser sincero...que filmaço! O melhor do ano até
agora, e acho que poucos vão conseguir alcança-lo, com exceção de
Matrix Reloaded e Revolutions.
X-Men 2 entra para o
hall de sequências que conseguem superar, e muito, o filme original.
Poucas séries conseguiram tal façanha..

Além das
cenas de ação e efeitos especiais fantásticos, o roteiro do filme se
manteve fiel a discussão racial, a guerra entre humanos e mutantes. Este é
um filme de super-heróis feito para adultos, ao contrário de
Homem-Aranha por exemplo, que para mim foi apenas "divertidinho".
Meu personagem favorito em X-Men 2, é sem sombra de dúvidas o
Noturno. A cena inicial é deixar qualquer fã de cinema arrepiado. Todas as
aparições com aqueles ótimos efeitos e uma linda trilha sonora para
embalar os sopapos.

Outra
sequência que me deixou babando, foi a que mostra Magneto saindo da prisão
de plástico. O velho "Gandalf cinematográfico" continua pomposo e poderoso
como sempre. :)
E ainda tem as diversas pistas dadas para o
X-Men 3. Com certeza vai virar uma saga, tomare que o diretor Bryan
Singer continue acertando a mão.
Bom, não vou continuar falando
para não estragar a surpresa de nínguem. Só digo uma coisa: Corram para os
cinemas!
Fala que eu te
escuto:
:: 01:20
::
Comentários Supermercádicos A mineira está de volta!

Enfim a
Nestlé ouviu minhas preces e tomou uma sábia decisão. Depois de
meses desaparecida das gôndolas dos supermercados, finalmente a Sopa
Mineira está de volta.
Feita de fubá, couve e línguiça, o
produto foi lançado inicialmente em edição limitada, e depois simplesmente
sumiu. Agora essa delícia volta em definitivo, para a alegria dos sopeiros
de plantão.
As sopas carregam a marca Maggi, mas embora à
revelia da opinião pública, são fabricadas pela própria Nestlé (as
joint-ventures invadindo nossas sopinhas).
Claro que, a linha de
sopas DeCasa conta com diversos outros sabores tão artísticos
quanto a mineira, os quais ainda não tive a oportunidade de experimentar,
de modo que fica aqui o meu convite aos nossos colegas com maior espírito
de aventura: compartilheis vossas experiências!
Ruffles
picante, onde estás?

Em se
tratando de "supérfluos comestíveis", vale dizer que há algum tempo a
batata Ruffles picante, por alguma razão mercadológica, não estás
mais entre nós. No lugar temos alguns sabores suspeitos como o churrasco e
o twist (com um toque de limão), numa tentativa de pegar carona com a
Pepsi Twist.
Aliás, nunca é demais lembrar que os produtos
Elma Chips são fabricados pela própria Pepsico (as
joint-ventures invadindo também nossos salgadinhos).
Não por acaso
encalhados, estes tais sabores supra-citados não mostram a que vieram. Na
embalagem somos informados de que a versão churrasco imita uma autêntica
picanha, quem realmente conseguir sentir esse inigualável sabor, me avise.
Apesar de tudo, ambos podem ser comidos sem maiores desarranjos.
Fala que eu te
escuto:
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