::.. Domingo, Agosto 31, 2003 ..::



Yo Ho, a pirate's life for me!


Desde que vi o trailer há alguns meses atrás, criei uma certa expectativa sobre o filme Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra. Não só por causa das cenas de ação e efeitos mostrados, como também pela atuação de Johnny Depp.

Logo que vi Depp em cena já vi que aquele seria um excelente filme pipoca com muita diversão e comédia, como só o produtor Jerry Bruckheimer sabe fazer.

Claro que tive a diversão, tanto que achei o filme muito bom. Conseguiu se sair extremamente bem dentro de sua proposta e em nenhum momento ousou ser mais que aquilo. Porém, devo dizer que não superou minhas expectativas adquiridas com o trailer. Eu esperava um pouco mais de ação e duelos, e muito mais comédia. No entanto, ri muito pouco.

Depp está sensacional como o caricato pirata Jack Sparrow. Ele disse numa entrevista que se inspirou em Keith Richards, o guitarrista dos Rolling Stones e no
Pepe Le Gambá (que vivia perseguindo Penélope) para criar seu personagem.


Isso fica claro, pois Sparrow é um herói estranho, cheio de maneirismos e andar trôpego, como se estivesse sempre bêbado. Foi um ato corajoso, pois isso poderia tornar seu personagem bobo, mas pelo contrário, Depp ajudou a transformar Piratas do Caribe, que é baseado em uma atração da Disney, em um filme muito melhor.

Gostei bastante das cenas em que os piratas amaldiçoados do Peróla Negra se revelam. O fato de suas aparências se alterarem devido a luz da lua, ajuda a aumentar a dramaticidade das cenas, proporcionando efeitos especiais excelentes.

Outra ponto contra do filme, é o fato dos inimigos serem imortais. Isso acaba com a tensão das cenas de luta, já que sabemos que os piratas amaldiçoados não podem ser mortos.


Mas em contrapartida, temos a beleza da atriz Keira Knightley, que interpreta Elizabeth. Lindíssima. :)

Porém, se tem uma coisa que vale muito a pena no filme, é a trilha sonora. Uma composição maravilhosamente criada por Klaus Badelt e pelo mestre Hans Zimmer (nínguem fala na internet, mas o nome dele aparece nos créditos finais).

Imagino Piratas do Caribe sem som, mudo. Acho que seria um desastre. A trilha sonora é absolutamente empolgante, dando uma vivacidade incrível as cenas. Gostei tanto que já estou baixando algumas mp3 no Kazaa (e viva a "transferência de tecnologia"). Uma bela coisa a se fazer após assistir um filme de piratas. :)

É um filme que vale a pena conferir. Um blockbuster divertido com ótimos efeitos especiais. Mas não espere nada mais do que isso. É uma história simples mas fascinante, muito bem regida pelo diretor Gore Verbinski. Apesar de esperar mais, eu gostei do filme e serve como um ótimo passatempo.

PS: Espere até o final dos créditos para conferir o destino de um dos "personagens".

Fala que eu te escuto:




Your Presence Is Requested


Minha última aquisição em matéria de CD's pode-se dizer que é uma pérola rara. Quem me conhece da época em que eu trabalhava para o Whiplash!, sabe que o Kiss é minha banda favorita. É claro que tenho várias bandas prediletas, principalmente as clássicas, mas os mascarados de Manhatam estão sem dúvida no topo.

Sem contar que o melhor show da minha vida foi em 1999 no autódromo de Interlagos. Era um 17 de Abril praticamente glacial, onde pela primeira vez os brasileiros iriam poder conferir ao vivo a formação original do Kiss em cima do palco. Eu estava lá, e pude presenciar um espetáculo sonoro e visual como nunca tinha visto antes.

Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Frehley e Peter Criss com suas devidas maquiagens, levando um público de 50 mil pessoas ao delírio. Opositores que reclamem, mas em matéria de show ao vivo, nenhuma banda se iguala ao Kiss na hora de incendiar o palco. Metaforicamente e literalmente.

Bom, mas o meu novo CD trata-se do tão aguardado e comentado Alive IV, um disco que estava para ser lançado desde 2000, quando o Kiss tinha anunciado sua tour de (eterna) despedida. Problemas burocráticos com gravadoras e mais uma briga de Ace Frehley com a banda adiaram o lançamento.

Por causa desses acontecimentos, o Alive IV só foi gravado este ano, na Austrália, mais precisamente no dia 28 de Fevereiro. O disco que foi lançado no mês passado nos EUA, e ainda não tem previsão de chegar ao Brasil, marca mais uma lendária página na Kisstory.

Desta vez não é apenas um disco ao vivo, é uma apresentação histórica com a participação da Orquestra Sinfônica de Melbourne. O resultado é surpreendente, com toda a energia do Kiss misturada aos sons de violinos, violões celos, flautas, clarinetes e etc. Ah, vale lembrar que todos os membros da orquestra, incluindo o regente, estavam maquiados.

O primeiro CD começa elétrico, o Kiss, sozinho, desfila algumas de suas músicas mais poderosas. Sem firulas, sem perfumaria, sem orquestra. Só duas guitarras, um baixo e uma bateria. Os clássicos "Deuce", "Strutter", "Let Me Go Rock & Roll", "Lick It Up", "Calling Dr. Love" e a mais contemporânea "Psycho Circus", são executadas com maestria. Rockões de primeira.

Para quem já viu um show do Kiss ou já escutou pelo menos um dos discos ao vivo da banda, não vai encontrar nada novo. É o velho e bom Kiss enfurecido em cima de um palco.

Nesta primeira parte, a grande surpresa fica por conta da música "Lick It Up". É a primeira vez que a banda com maquiagem e Peter Criss gravam esse clássico, já que ela é da fase desmascarada do grupo, quando Criss e Frehley já não estavam mais.

A segundo ato da apresentação é mais suave e já conta com a participação de uma parte da Sinfônica de Melbourne. A banda manda ver algumas baladas que também viraram hits, como "Beth", "Forever", "Goin' Blind", "Sure Know Something" e "Shandi".

"Beth" sempre foi orquestrada, e mais uma vez ficou maravilhosa na voz de Peter Criss. "Forever" e "Shandi" também são estreantes quando se trata da banda maquiada. Foi a primeira vez que o Kiss mascarado gravou essas duas canções da fase oitentista e sem maquiagem da banda.

Passamos para o segundo disco, o terceiro ato do show. Aqui a coisa pega fogo e a Orquestra Sinfônica de Melbourne vem em sua íntegra, incluindo um coral de crianças.

É uma experiência completamente surreal e ao mesmo tempo extasiante. Clássicos absolutos como "Detroit Rock City", "King Of The Night Time World", "Do You Love Me", "Shout It Out Loud", "God Of Thunder", "Love Gun", "Black Diamond", "Great Expectations", "I Was Made For Lovin' You" e o fechamento com "Rock And Roll All Nite", todos sendo executados com estoantes riffs de guitarra e uma orquestra inteira.

Como se percebe, o ato mais importante do show traz só músicas da fase setentista da banda, e sem dúvida, os maiores clássicos do Kiss e do rock. Todas ficaram maravilhosas orquestradas, e a participação do público é de arrepiar.

Já escutei e escuto muita coisa, devoro música todos os dias. Porém, "Black Diamond" sempre foi minha favorita. Essa música me arrepia a cada vez que ouço, e nesta versão orquestrada não foi diferente. Absolutamente emocionante e orgástica.

Outra coisa que não se pode negar é a energia de Paul Stanley, com mais de 50 anos nas costas, com certeza é um dos melhores "show man's" que já passaram pelo Rock. Ele conversa muito com o público e inclusive fala do Brasil no primeiro ato do show.

A única coisa que eu poderia reclamar deste Alive IV, é a ausência do mestre Ace Frehley. É uma pena que ele não esteja participando de uma noite tão importante na história do Kiss. Porém, vale creditar os méritos do guitarrista Tommy Thayer, que soube substituir muito bem o tão querido Ace.

Até a direção de arte do encarte do CD é maravilhosa, imitando os convites antigos que eram enviados para a burguesia nas apresentações de grandes orquestras e sinfonias.

Enfim, é mais um show maravilhoso do Kiss. Uma apresentação histórica, pela primeira vez com os clássicos da banda sendo acompanhados por uma orquestra inteira. E nestas horas que morar na Austrália seria uma grande benção. :)

Mas ainda bem que o Alive IV está aí, trazendo para nossos ouvidos toda a energia deste show. Por enquanto, quem quiser, vai ter que fazer como eu e recorrer as importadoras. Tomare que o disco chegue logo em sua versão nacional, com um precinho melhor para os brasileiros.

De qualquer maneira, já coloco o Alive IV como discografia básica para qualquer amante da boa música. Agora é esperar o DVD, que será lançado neste mês de Setembro.

Fala que eu te escuto:


::.. Quarta-feira, Agosto 27, 2003 ..::



Dieta balanceada

Eu sempre quando vejo certos tipos de botecos, lanchonetes e barraquinhas na cidade, me pergunto: "Será que alguém tem coragem de comer nesse lugar?". É, na verdade, não sei como, sempre tem gente nesses lugares. Deve ser preciso muito estômago para encarar uma dessas.

Três ótimos anúncios da rede de fast-food Giraffas, exemplificam bem isso que eu quero dizer. Criada pela agência Mr. Brain, de Brasília, essa sequência de peças mostram certos alimentos do tipo "Rambo" (preparados para matar) que encontramos nas ruas. Nada muito saudável e muito menos higiênico, já que os cenários apresentados não são nada agradáveis.

Cada um dos anúncios vem acompanhado do título: "O mundo lá fora pode ser muito perigoso." Pois é, eu não duvido disso...





Fala que eu te escuto:


::.. Terça-feira, Agosto 26, 2003 ..::



Quem tem medo do CONAR, lálálálá...

Para quem gosta (e trabalha com) publicidade, uma boa pedida é visitar o site do CONAR - Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária . Além de poder conhecer a legislação na íntegra, ainda é possível conferir cases de processo, artigos e um arquivo dos últimos julgamentos do orgão.

Vale a visita principalmente para dar uma olhada na seção de cases. Algumas reclamações de consumidores contra diversos comerciais chegam a ser hilárias, mas muitas tem até razão. Também estão lá acusações de anunciantes contra agências e agências contra agências.

Veja esses exemplos na questão de direitos autorais:

"Fiat Stilo"
Autoras: DaimlerChrysler e Grey
Anunciante: Fiat
Relator: Carlos Chiesa
Decisão: Sustação
Fundamento: Artigos 1º, 38, 41, 42, 43 e 50, letra c do Código

A DaimlerChrysler e sua agência consideram que elementos criativos da campanha em internet para o lançamento do Mercedes Classe A foram repetidos pela Fiat, quando do lançamento do modelo Stilo.
Em ambas as peças, o internauta é convidado a vestir um personagem, descobrindo o seu estilo. A campanha do Classe A entrou no ar em julho do ano passado; a da Fiat Stilo em setembro. O relator concedeu liminar sustando a campanha da Fiat enquanto aguardava pelos termos da defesa.
Esta negou a acusação, considerando que há elementos distintos de sobra entre uma peça publicitária e outra para descaracterizar a prática do plágio. A Fiat informou ainda que a referida página de internet não estava mais sendo veiculada.
O relator propôs sustação, voto aceito por unanimidade, por considerar que as peças seguem o mesmo conceito, foram executadas de maneira muito similar, podendo gerar confusão entre os consumidores.

"Junto com o currículo, mostre a língua"
Autora: Giovanni FCB
Anunciante e agência: Senac São Paulo e Lage & Magy
Decisão: Arquivamento
Fundamento: Artigo 27, nº 1, letra a do Rice

A agência de publicidade Giovanni FCB ingressou com representação no Conar contra o Senac São Paulo e sua agência por entender que estes usaram em anúncio para jornal e revista no começo deste ano conceitos e imagens semelhantes às da campanha criada pela Giovanni FCB para o CCAA a partir de 1997.
Em sua defesa, Senac São Paulo e Lage & Magy apresentaram material publicitário datado de 1996, onde os conceitos em discussão já estavam presentes.
O relator propôs arquivamento. Ele considerou suficientemente distintas as peças, a ponto de não causar qualquer tipo de confusão junto aos consumidores.
Seu voto foi aceito por unanimidade pela 2ª Câmara do Conselho de Ética.


E esse na questão de respeitabilidade:

"Sabonete Albany - além do feminino, também o masculino"
Autor: Conar, a partir de queixa de consumidor
Anunciante e agência: Flora e Lew, Lara
Decisão: Arquivamento
Fundamento: Artigo 27, nº 1, letra a do Rice

Consumidora de Santo André (SP) viu apelo exagerado à sensualidade em filme para a TV dos Sabonetes Albany. Em sua defesa, anunciante e agência consideram a mensagem publicitária conveniente e jamais chocante.
Para a relatora, é preciso diferenciar a malícia do pensamento da malícia criativa e saudável que permeia o comercial. Por isso, propôs arquivamento, voto aceito por unanimidade


Fica aí a dica. É um link bem interessante, onde podemos saber várias farpas que rolaram nos bastidores da publicidade: CONAR - Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária.

Fala que eu te escuto:


::.. Sexta-feira, Agosto 22, 2003 ..::



Enjoy the weather

A Nike atualmente é a maior anunciante do mundo. Isso é fato. Nenhuma empresa investe tanto em publicidade quanto essa gigante americana da moda esportiva.

Isso acaba se refletindo em dois lados da moeda: Comerciais maravilhosos e premiados e outros que seriam facilmente dispensáveis. Justamente pelas campanhas milionárias da Nike serem maciças e exigirem uma enorme quantidade de anúncios, muitos deles acabam sendo fracos demais.


Um exemplo é aquele em que o Ronaldinho Gaúcho joga bola com um boneco "stick". Apesar de ter sido premiado em Cannes este ano, considero um anúncio descartável. Não gostei. Ao contrário deste que trago aqui hoje, o qual considero bem interessante e divertido.

Criado pela agência holandesa Wieden+Kennedy, o anúncio faz parte de uma campanha da Nike que visa divulgar a nova linha de produtos à prova d'água da empresa, especialmente criados para que os esportistas não tenham problemas quando São Pedro não colaborar.


Intitulado de "Puddles", o comercial mostra como a cidade muda durante e depois uma bela rodada de chuva. Com isso, vemos duas pessoas disputando uma corrida nas ruas enquanto pisam em poças d'água e ensopam o adversário.

O objetivo da campanha é fazer com que as pessoas que praticam esporte, o façam mesmo que o tempo esteja chuvoso. Isso é conseguido com um anúncio divertido e bem humorado. É uma produção impecável como já é comum nos comerciais da Nike. Tudo colabora, a fotografia, o cenário urbano e a trilha sonora que se encaixa perfeitamente com a ação.


"Puddles" foi premiado com o Leão de Prata no Festival de Cannes 2003 e merece uma conferida. Clique aqui para fazer o download do anúncio em formato .mov. O arquivo tem 5.12 MB.

Obs.: Não utilize gerenciadores de download, como o GetRight, para baixar o arquivo.

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::.. Segunda-feira, Agosto 18, 2003 ..::



Pistolero


Muita gente está aguardando ansiosamente as estréias de Matrix Revolutions e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei. Logicamente, eu estou incluído nesse grupo de pessoas.

Porém, não é só essas super-produções que merecem nossa atenção nesta segunda metade do ano. No dia 24 de Outubro aqui no Brasil (12 de Setembro nos EUA), chega às telonas o filme Era Uma Vez no México (Once Upon a Time in Mexico), e que para mim também é uma estréia ansiosamente aguardada.

O filme é a última parte de uma trilogia que começou com o independente El Mariachi de 1992. Dirigido pelo novato (na época) Robert Rodriguez, El Mariachi foi filmado em apenas 15 dias e com orçamento de 7 mil dólares, surpreendendo os estúdios norte-americanos e a crítica. O filme ganhou inclusive o Festival de Cinema de Sundance naquele ano.

Em 1995, Rodriguez escreve, produz e dirige A Balada do Pistoleiro, desta vez com Antonio Banderas fazendo o papel de Mariachi no lugar de Carlos Gallardo. O filme ainda tem no elenco a belíssima Salma Hayek e o talentoso Steve Buscemi. Aliás, vale lembrar que Buscemi, na minha opinião, é um dos melhores atores de Hollywood na atualidade.

Para se ter uma idéia do quão Robert Rodriguez foi aclamado com El Mariachi, até o diretor Quentin Tarantino resolveu fazer uma pontinha no segundo filme.

Agora, em 2003, Rodriguez fecha a trilogia com Era Uma Vez no México. Antonio Banderas e Salma Hayek também estão de volta em seus respectivos papéis, mas agora temos adições de peso como Johnny Depp (que também chega aos cinemas semana que vem com Piratas do Caribe) e Willem Dafoe (o vilão do Homem-Aranha).

Levando-se em conta o histórico de Rodriguez com as duas primeiras partes da trilogia, podemos esperar um grandioso filme recheado de sequências de ação de tirar o folêgo. E claro, todo aquele clima latino maravilhoso que envolve as histórias dos mariachis mexicanos.

Aliás, acho a lenda do mariachi vingativo uma história incrível. O México é um dos países mais fascinantes do nosso planeta, só por terem criado Chaves e Chapolin já merecem o nosso respeito. :)

Como a estréia de Era Uma Vez No México é só no final de Outubro, vocês já podem ir conferindo o ótimo trailer no site oficial do filme. Também recomendo, para entrar no clima, escutar a música Pistolero do Juno Reactor (o mesmo da trilha de Matrix Reloaded), que está incluída no filme.

Fala que eu te escuto:


::.. Sexta-feira, Agosto 15, 2003 ..::



Keep Walking

Primeiramente, peço desculpas as pessoas que entram aqui todos os dias procurando por novidades. Ultimamente não estou tendo muito tempo livre para atualizar o blog, mas fiquem sossegados, o Brainstorm #9 não vai parar. :)

Atendendo a pedidos, vou falar aqui sobre o anúncio da Johnnie Walker que citei no post passado.


Este filme premiado no Festival de Cannes deste ano, mostra uma dramatização da evolução dos humanos como se fossem anfíbios. Começamos nadando, depois pulando pela água até finalmente ficarmos de pé e sairmos andando pela praia. No final, a frase: "Take the first step". O anúncio nos convida a dar o primeiro passo.

É realmente uma super-produção, recheada de efeitos especiais e muita computação gráfica, que nos proporciona uma incrível aventura visual. Porém, um dos quesitos que mais chamam atenção no anúncio é a trilha sonora. Ela se encaixa perfeitamente com a ação que ocorre na tela.


Eu gosto bastante das campanhas da Johnnie Walker, especialmente as impressas. A gigante dos whiskys escoceses conta com um trabalho institucional fantástico, sempre incentivando as pessoas a fazerem alguma coisa por suas vidas.

Mas sinceramente, este anúncio intitulado "Fish" não me cativa. Vale a pena pela aventura visual e por trazer um conceito bem inusitado, mas em termos de impacto, comigo não funcionou. É como aquele comercial da Levis em que pessoas atravessam paredes. Tudo muito bonito e super produzido, mas nada que dure por muito tempo. De qualquer forma, são filmes que enchem os olhos e funcionam bem como institucionais que são.


Criado pela agência britânica Bartle Bogle Hegarty, "Fish" da Johnnie Walker ganhou o Leão de Ouro no Festival de Cannes 2003. Clique aqui para fazer o download do anúncio em formato .mov. O arquivo tem 4.55 MB.

Obs.: Não utilize gerenciadores de download, como o GetRight, para baixar o arquivo.

Fala que eu te escuto:


::.. Sexta-feira, Agosto 08, 2003 ..::



Um dia de fúria...

No Festival de Cannes deste ano, algumas peças chamaram bastante atenção por causa de uma produção cinematográfica, cheia de efeitos especiais e etc. Como a do Johnnie Walker por exemplo, que levou o Leão de Ouro mostrando a evolução humana em um filme que é uma absoluta aventura visual.

Apesar de gostar bastante de anúncios que contam com produção digna de cinema, que extravasam os limites do impossível, devo admitir que muitas vezes alguns comerciais simples e comuns na execução, mas com idéias muito boas, me agradam bem mais que produções megalomaníacas.

É o caso deste anúncio vindo da Bélgica, que com uma grande idéia e apenas uma única frase, causa mais impacto e nos diverte muito mais do que aventuras visuais desprovidas de conceito.


Criado pela agência Duval Guillaume Antwerp para a marca de preservativos Zazoo, o anúncio é bem humorado e realista ao mesmo tempo.

Um pai jovem e seu filho de 6 anos estão fazendo compras no supermercado. Acontece que, como sempre, o garoto quer levar um pacote de balas mas o pai recusa. Pronto, isso é o suficiente para que a criança abra um berreiro, se jogue no chão, esperneie, corra pelo corredores do supermercado gritando e jogue os produtos das prateleiras no chão.

Essa cena é bastante comum não é mesmo? Acontece que o anúncio oferece uma solução. Claro que a essa altura do campeonato é tarde demais para o pai que vê tudo estático, mas para você que ainda não tem filhos, pode ser uma boa dica.


Isso não quer dizer que os pais não sintam um imenso amor pelas suas "crias", mas quando não se está planejando ter filhos por um bom tempo e eles resolvem "aparecer" mesmo assim, sempre pensamos: "Ah seu eu tivesse tomado cuidado...".

Intitulado de "Little Boy", este filme da Zazoo é inteligente e muito bem humorado, por isso mesmo levou o Leão de Prata no Festival de Cannes 2003. Faz você sentir o drama e dar risada com a situação, já que um dia (se é que já não aconteceu) você também vai passar por isso.


Bom, agora chega de papo. Assista o comercial e veja o que uma inocente criança em fúria pode fazer. Clique aqui para fazer o download do anúncio em formato .mov. O arquivo tem 3.49 MB.

Fala que eu te escuto:


::.. Segunda-feira, Agosto 04, 2003 ..::



Talk to the hand!

Não via a hora de Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas estrear aqui no Brasil, por isso mesmo que no domingo tratei de acordar cedo e ir para o cinema.

Aliás, desta vez preferi sair do tradicional esquema cinema-dentro-de-shopping e fui conhecer o novo Multiplex Bristol da Playarte, lá na Avenida Paulista. Sensacional, ótimas instalações, exibição e som de primeira, além de cadeiras posicionadas de forma que o espectador fique confortável de qualquer lugar da sala. (Não, não estou ganhando nada para falar bem do cinema).

Falando do filme propriamente dito, achei fantástico. Podem dizer que é praticamente uma cópia em carbono de Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, podem dizer que o roteiro é fraco e cheio de furos, podem inclusive reclamar que desta vez nem tem o Guns 'n Roses na trilha sonora. Não faz mal, T3 é divertido pra cacete.


O que mais eu posso querer além de estupendas cenas de ação de tirar o folêgo e todo o carisma do Tio Arnold? Só um balde de pipoca e 500ml de Coca Light é claro.

Confesso que adoro filmes com roteiros inteligentes e histórias que fazem pensar e blábláblá, mas para desopilar o fígado nada melhor do que um grandioso blockbuster milionário com rios de dinheiro gastos em explosões e destruições de cenários.

Para se ter uma idéia do quanto eu fiquei entretido com o filme, posso dizer que achei curto. O tempo passou muito rápido e no final fiquei com aquele gostinho de quero mais. Tudo bem, daqui alguns meses tem Exterminador do Futuro 4: "encaixe aqui algum sub-título pomposo" pintando nas telas.

Como disse, as cenas de ação do filme são maravilhosas. O que dizer daquele início em que um caminhão-guincho monstruoso pilotado pela inimiga Terminatrix destrói praticamente a cidade inteira? Fantástico!


Apesar de se mostrar super-poderosa, achei o inimigo de Exterminador do Futuro 2 bem mais assustador que a tal Terminatrix interpretada pela belíssima Kristanna Loken. Em nenhum momento ela tem a determinação implácavel do T-1000 em O Julgamento Final, que pelo que me lembro, era um robozão realmente osso duro de roer e amedrontador.

Ficava claro que o modelo de andróide do "Schuasnega" era muito inferior ao inimigo, algo que não acontece em momento algum neste terceiro filme.

As cenas de ação emocionantes certamente obscurecem qualquer falha no roteiro e diálogos ruins, mas não há como negar, os furos existem. Primeiramente nas contradições: Exterminador do Futuro 3 parece jogar pelo ralo praticamente quase todos os acontecimentos do segundo filme da série.

Aquele papo de que não existe destino, nós é que fazemos nossas vidas e que nós podemos mudar a história, nesse terceiro episódio vira pura balela, já que tudo é descartado em prol de uma visão de 'predestinação', de inevitabilidade dos acontecimentos.

E isso faz com que toda a luta de Sarah Connor em T2 vire um simples desperdício de suor. O que é uma pena, já que em se tratando de roteiro e ritmo ainda continuo achando Exterminador do Futuro 2 o melhor da série.


Outro ponto contra de Terminator 3, é o fato de que o personagem que mais nos interessa, o T-850 de Schwarzenegger, parece ter sido relegado a segundo plano. Senti falta de uma participação e importância maior do T-850 no filme, assim como foi em T2, quando tudo se desencadeava pra cima dele.

Mas tudo bem, o carisma e as piadinhas de Schwarzenegger durante o filme acabam contornando esse problema, e mais uma vez nos sentimos compelidos a torcer por ele na sua proteção a John Connor. Que aliás, esse tal John tá ferrado na vida, sempre tem que se contentar com a mesma velha máquina obsoleta de sempre para protege-lo, enquanto os exterminadores mandam andróides de última geração que até fazem exames de DNA lambendo sangue.

Acho que John Connor deve sentir o mesmo que eu, quando todos os meus amigos tinham Super Nintendo e Mega Drive e eu continuava no velho Master System.

A reviravolta nos 3 minutos finais do filme parece meio anti-climax, mas pelo menos não caiu naquele final prevísivel que todos esperavam. Além do que, ainda garantiu a continuação da série.

O diretor Jonathan Mostow sabe de todos os furos e tenta nos desviar a atenção com muita ação. E consegue. Se você espera por um belo exemplar de filme de ação de tirar o folêgo, aqui está. Exterminador do Futuro 3 é ótimo. Esqueça a história e divirta-se.

Fala que eu te escuto:


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