O Brainstorm
#9 é um blog, sim, é um blog. Mas nada de dramas pessoais, choradeiras
melosas ou o que o meu cachorro comeu na hora do almoço.
Aqui vou falar
sobre o que o meu cérebro pensa das coisas deste mundo passageiro. Uma
verdadeira tempestade de idéias sobre todos os assuntos,
principalmente publicidade, cinema, música, games,
livros...
Meu amigo aqui
de cima, com seu córtex, neurônios, trilhões de células e mais um monte de
badulaques, é chato algumas vezes, verdade seja dita, mas no fundo é um
cara legal. Tenho que aturá-lo todos os dias, mas felizmente, não nas 24
horas do dia. É melhor às vezes não deixá-lo pensar, ficando apenas em
stand-by.
Ou seja, aqui
colocarei pensamentos deste cérebro, que é, não somente das maravilhas da
Psique, mas do próprio orgão fisiológico, a mais estonteante complexidade
jamais encontrada no Universo.
Porém, um
cérebro que às vezes também gosta apenas de curtir os prazeres da vida,
junto com o coração, é lógico...
Meu nome é
Carlos Roberto Merigo Filho. Meu cérebro começou a funcionar (ou
pelo menos deveria ter começado...) no dia 9 de Junho de 1981 e
atualmente estudo Design de Publicidade na Escola Panamericana
de Arte.
Trabalho na Fess' como assistente de arte/redator. E meu
objetivo é conquistar a América do Sul, a Oceania e mais um terceiro
continente a minha escolha.
cmerigo@bol.com.br carlos@fess.com.br
ICQ: 14377569
Black
Diamond Kiss with The Melbourne Symphony
Orchestra
Pistolero Juno Reactor
Sábanas Frias Maná
Piratas do
Caribe Gore Verbinski
FIFA
2003 EA Sports
Grand Theft
Auto: Vice City RockStar Games
O Senhor dos
Anéis J.R.R. Tolkien
Marca e Meus
Personagens Francesc Petit



:Escola Panamericana de
Arte :Neostream :Ueba :Mammoth :Marketing, Prop. e Rock 'n Roll :Ignorance Is Bliss :Designando :Reator Publicitário :Let's Blogar :Pensar Enlouquece. Pense Nisto. :O Jovem Nerd :Um Caipira na Paulista :Manual do
Clichê :Follow The White
Rabbit :Mak :Motocontínuo :Nada a informar
neurônio(s) on-line
.......

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::.. Domingo, Agosto 31, 2003 ..::
:: 23:17
::
Yo Ho, a pirate's life for me!
Desde que vi o
trailer há alguns meses atrás, criei uma certa expectativa sobre o filme
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra. Não só por causa das
cenas de ação e efeitos mostrados, como também pela atuação de Johnny
Depp.
Logo que vi Depp em cena já vi que aquele seria um
excelente filme pipoca com muita diversão e comédia, como só o produtor
Jerry Bruckheimer sabe fazer.
Claro que tive a diversão,
tanto que achei o filme muito bom. Conseguiu se sair extremamente bem
dentro de sua proposta e em nenhum momento ousou ser mais que aquilo.
Porém, devo dizer que não superou minhas expectativas adquiridas com o
trailer. Eu esperava um pouco mais de ação e duelos, e muito mais comédia.
No entanto, ri muito pouco.
Depp está sensacional como o caricato
pirata Jack Sparrow. Ele disse numa entrevista que se inspirou em Keith
Richards, o guitarrista dos Rolling Stones e no Pepe Le
Gambá (que vivia perseguindo Penélope) para criar seu personagem.
Isso fica claro, pois
Sparrow é um herói estranho, cheio de maneirismos e andar trôpego, como se
estivesse sempre bêbado. Foi um ato corajoso, pois isso poderia tornar seu
personagem bobo, mas pelo contrário, Depp ajudou a transformar Piratas do
Caribe, que é baseado em uma atração da Disney, em um filme muito melhor.
Gostei bastante das cenas em que os piratas amaldiçoados do Peróla
Negra se revelam. O fato de suas aparências se alterarem devido a luz da
lua, ajuda a aumentar a dramaticidade das cenas, proporcionando efeitos
especiais excelentes.
Outra ponto contra do filme, é o fato dos
inimigos serem imortais. Isso acaba com a tensão das cenas de luta, já que
sabemos que os piratas amaldiçoados não podem ser mortos.
Mas em contrapartida,
temos a beleza da atriz Keira Knightley, que interpreta Elizabeth.
Lindíssima. :)
Porém, se tem uma coisa que vale muito a pena no
filme, é a trilha sonora. Uma composição maravilhosamente criada por
Klaus Badelt e pelo mestre Hans Zimmer (nínguem fala na
internet, mas o nome dele aparece nos créditos finais).
Imagino
Piratas do Caribe sem som, mudo. Acho que seria um desastre. A trilha
sonora é absolutamente empolgante, dando uma vivacidade incrível as cenas.
Gostei tanto que já estou baixando algumas mp3 no Kazaa (e viva a
"transferência de tecnologia"). Uma bela coisa a se fazer após assistir um
filme de piratas. :)
É um filme que vale a pena conferir. Um
blockbuster divertido com ótimos efeitos especiais. Mas não espere nada
mais do que isso. É uma história simples mas fascinante, muito bem regida
pelo diretor Gore Verbinski. Apesar de esperar mais, eu gostei do filme e
serve como um ótimo passatempo.
PS: Espere até o final dos
créditos para conferir o destino de um dos "personagens".
Fala que eu te
escuto:
:: 15:20
::
Your Presence Is Requested
Minha última aquisição em matéria de CD's pode-se dizer que é uma
pérola rara. Quem me conhece da época em que eu trabalhava para o Whiplash!, sabe
que o Kiss é minha banda favorita. É claro que tenho várias bandas
prediletas, principalmente as clássicas, mas os mascarados de Manhatam
estão sem dúvida no topo.
Sem contar que o melhor show da minha
vida foi em 1999 no autódromo de Interlagos. Era um 17 de Abril
praticamente glacial, onde pela primeira vez os brasileiros iriam poder
conferir ao vivo a formação original do Kiss em cima do palco. Eu estava
lá, e pude presenciar um espetáculo sonoro e visual como nunca tinha visto
antes.
Paul Stanley, Gene Simmons, Ace
Frehley e Peter Criss com suas devidas maquiagens, levando um
público de 50 mil pessoas ao delírio. Opositores que reclamem, mas em
matéria de show ao vivo, nenhuma banda se iguala ao Kiss na hora de
incendiar o palco. Metaforicamente e literalmente.
Bom, mas o meu
novo CD trata-se do tão aguardado e comentado Alive IV, um disco
que estava para ser lançado desde 2000, quando o Kiss tinha anunciado sua
tour de (eterna) despedida. Problemas burocráticos com gravadoras e mais
uma briga de Ace Frehley com a banda adiaram o lançamento.
Por
causa desses acontecimentos, o Alive IV só foi gravado este ano, na
Austrália, mais precisamente no dia 28 de Fevereiro. O disco que foi
lançado no mês passado nos EUA, e ainda não tem previsão de chegar ao
Brasil, marca mais uma lendária página na Kisstory.
Desta vez não
é apenas um disco ao vivo, é uma apresentação histórica com a participação
da Orquestra Sinfônica de Melbourne. O resultado é surpreendente,
com toda a energia do Kiss misturada aos sons de violinos, violões celos,
flautas, clarinetes e etc. Ah, vale lembrar que todos os membros da
orquestra, incluindo o regente, estavam maquiados.
O primeiro CD
começa elétrico, o Kiss, sozinho, desfila algumas de suas músicas mais
poderosas. Sem firulas, sem perfumaria, sem orquestra. Só duas guitarras,
um baixo e uma bateria. Os clássicos "Deuce", "Strutter",
"Let Me Go Rock & Roll", "Lick It Up", "Calling Dr.
Love" e a mais contemporânea "Psycho Circus", são executadas
com maestria. Rockões de primeira.
Para quem já viu um show do
Kiss ou já escutou pelo menos um dos discos ao vivo da banda, não vai
encontrar nada novo. É o velho e bom Kiss enfurecido em cima de um palco.
Nesta primeira parte, a grande surpresa fica por conta da música
"Lick It Up". É a primeira vez que a banda com maquiagem e Peter Criss
gravam esse clássico, já que ela é da fase desmascarada do grupo, quando
Criss e Frehley já não estavam mais.
A segundo ato da apresentação
é mais suave e já conta com a participação de uma parte da Sinfônica de
Melbourne. A banda manda ver algumas baladas que também viraram hits, como
"Beth", "Forever", "Goin' Blind", "Sure Know
Something" e "Shandi".
"Beth" sempre foi orquestrada, e
mais uma vez ficou maravilhosa na voz de Peter Criss. "Forever" e "Shandi"
também são estreantes quando se trata da banda maquiada. Foi a primeira
vez que o Kiss mascarado gravou essas duas canções da fase oitentista e
sem maquiagem da banda.
Passamos para o segundo disco, o terceiro
ato do show. Aqui a coisa pega fogo e a Orquestra Sinfônica de Melbourne
vem em sua íntegra, incluindo um coral de crianças.
É uma
experiência completamente surreal e ao mesmo tempo extasiante. Clássicos
absolutos como "Detroit Rock City", "King Of The Night Time
World", "Do You Love Me", "Shout It Out Loud", "God
Of Thunder", "Love Gun", "Black Diamond", "Great
Expectations", "I Was Made For Lovin' You" e o fechamento com
"Rock And Roll All Nite", todos sendo executados com estoantes
riffs de guitarra e uma orquestra inteira.
Como se percebe, o ato
mais importante do show traz só músicas da fase setentista da banda, e sem
dúvida, os maiores clássicos do Kiss e do rock. Todas ficaram maravilhosas
orquestradas, e a participação do público é de arrepiar.
Já
escutei e escuto muita coisa, devoro música todos os dias. Porém, "Black
Diamond" sempre foi minha favorita. Essa música me arrepia a cada vez que
ouço, e nesta versão orquestrada não foi diferente. Absolutamente
emocionante e orgástica.
Outra coisa que não se pode negar é a
energia de Paul Stanley, com mais de 50 anos nas costas, com certeza é um
dos melhores "show man's" que já passaram pelo Rock. Ele conversa muito
com o público e inclusive fala do Brasil no primeiro ato do show.
A única coisa que eu poderia reclamar deste Alive IV, é a ausência
do mestre Ace Frehley. É uma pena que ele não esteja participando de uma
noite tão importante na história do Kiss. Porém, vale creditar os méritos
do guitarrista Tommy Thayer, que soube substituir muito bem o tão
querido Ace.
Até a direção de arte do encarte do CD é maravilhosa,
imitando os convites antigos que eram enviados para a burguesia nas
apresentações de grandes orquestras e sinfonias.
Enfim, é mais um
show maravilhoso do Kiss. Uma apresentação histórica, pela primeira vez
com os clássicos da banda sendo acompanhados por uma orquestra inteira. E
nestas horas que morar na Austrália seria uma grande benção. :)
Mas ainda bem que o Alive IV está aí, trazendo para nossos ouvidos
toda a energia deste show. Por enquanto, quem quiser, vai ter que fazer
como eu e recorrer as importadoras. Tomare que o disco chegue logo em sua
versão nacional, com um precinho melhor para os brasileiros.
De
qualquer maneira, já coloco o Alive IV como discografia básica para
qualquer amante da boa música. Agora é esperar o DVD, que será lançado
neste mês de Setembro.
Fala que eu te
escuto:
::.. Quarta-feira, Agosto 27, 2003
..::
:: 13:14
::
Dieta balanceada Eu sempre quando vejo certos tipos de
botecos, lanchonetes e barraquinhas na cidade, me pergunto: "Será que
alguém tem coragem de comer nesse lugar?". É, na verdade, não sei
como, sempre tem gente nesses lugares. Deve ser preciso muito estômago
para encarar uma dessas.
Três ótimos anúncios da rede de fast-food
Giraffas, exemplificam bem isso que eu quero dizer. Criada pela
agência Mr. Brain, de Brasília, essa sequência de peças mostram
certos alimentos do tipo "Rambo" (preparados para matar) que encontramos
nas ruas. Nada muito saudável e muito menos higiênico, já que os cenários
apresentados não são nada agradáveis.
Cada um dos anúncios vem
acompanhado do título: "O mundo lá fora pode ser muito perigoso."
Pois é, eu não duvido disso...



Fala que eu te
escuto:
::.. Terça-feira, Agosto 26, 2003
..::
:: 15:48
::
Quem tem medo do CONAR, lálálálá... Para quem gosta (e
trabalha com) publicidade, uma boa pedida é visitar o site do CONAR - Conselho Nacional
de Auto-Regulamentação Publicitária . Além de poder conhecer a
legislação na íntegra, ainda é possível conferir cases de processo,
artigos e um arquivo dos últimos julgamentos do orgão.
Vale a
visita principalmente para dar uma olhada na seção de cases. Algumas
reclamações de consumidores contra diversos comerciais chegam a ser
hilárias, mas muitas tem até razão. Também estão lá acusações de
anunciantes contra agências e agências contra agências.
Veja esses
exemplos na questão de direitos autorais:
"Fiat Stilo"
Autoras: DaimlerChrysler e Grey Anunciante: Fiat Relator:
Carlos Chiesa Decisão: Sustação Fundamento: Artigos 1º, 38, 41,
42, 43 e 50, letra c do Código
A DaimlerChrysler e sua agência
consideram que elementos criativos da campanha em internet para o
lançamento do Mercedes Classe A foram repetidos pela Fiat, quando do
lançamento do modelo Stilo. Em ambas as peças, o internauta é
convidado a vestir um personagem, descobrindo o seu estilo. A campanha do
Classe A entrou no ar em julho do ano passado; a da Fiat Stilo em
setembro. O relator concedeu liminar sustando a campanha da Fiat enquanto
aguardava pelos termos da defesa. Esta negou a acusação, considerando
que há elementos distintos de sobra entre uma peça publicitária e outra
para descaracterizar a prática do plágio. A Fiat informou ainda que a
referida página de internet não estava mais sendo veiculada. O relator
propôs sustação, voto aceito por unanimidade, por considerar que as peças
seguem o mesmo conceito, foram executadas de maneira muito similar,
podendo gerar confusão entre os consumidores.
"Junto com o
currículo, mostre a língua" Autora: Giovanni FCB Anunciante e
agência: Senac São Paulo e Lage & Magy Decisão: Arquivamento
Fundamento: Artigo 27, nº 1, letra a do Rice
A agência de
publicidade Giovanni FCB ingressou com representação no Conar contra o
Senac São Paulo e sua agência por entender que estes usaram em anúncio
para jornal e revista no começo deste ano conceitos e imagens semelhantes
às da campanha criada pela Giovanni FCB para o CCAA a partir de 1997.
Em sua defesa, Senac São Paulo e Lage & Magy apresentaram material
publicitário datado de 1996, onde os conceitos em discussão já estavam
presentes. O relator propôs arquivamento. Ele considerou
suficientemente distintas as peças, a ponto de não causar qualquer tipo de
confusão junto aos consumidores. Seu voto foi aceito por unanimidade
pela 2ª Câmara do Conselho de Ética.
E esse na questão de
respeitabilidade:
"Sabonete Albany - além do feminino,
também o masculino" Autor: Conar, a partir de queixa de consumidor
Anunciante e agência: Flora e Lew, Lara Decisão: Arquivamento
Fundamento: Artigo 27, nº 1, letra a do Rice
Consumidora de
Santo André (SP) viu apelo exagerado à sensualidade em filme para a TV dos
Sabonetes Albany. Em sua defesa, anunciante e agência consideram a
mensagem publicitária conveniente e jamais chocante. Para a relatora,
é preciso diferenciar a malícia do pensamento da malícia criativa e
saudável que permeia o comercial. Por isso, propôs arquivamento, voto
aceito por unanimidade
Fica aí a dica. É um link bem
interessante, onde podemos saber várias farpas que rolaram nos bastidores
da publicidade: CONAR
- Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária.
Fala que eu te
escuto:
::.. Sexta-feira, Agosto 22, 2003
..::
:: 10:48
::
Enjoy the weather A Nike atualmente é a maior anunciante do mundo.
Isso é fato. Nenhuma empresa investe tanto em publicidade quanto essa
gigante americana da moda esportiva.
Isso acaba se refletindo em
dois lados da moeda: Comerciais maravilhosos e premiados e outros que
seriam facilmente dispensáveis. Justamente pelas campanhas milionárias da
Nike serem maciças e exigirem uma enorme quantidade de anúncios, muitos
deles acabam sendo fracos demais.

Um exemplo é aquele
em que o Ronaldinho Gaúcho joga bola com um boneco "stick". Apesar de ter
sido premiado em Cannes este ano, considero um anúncio descartável. Não
gostei. Ao contrário deste que trago aqui hoje, o qual considero bem
interessante e divertido.
Criado pela agência holandesa
Wieden+Kennedy, o anúncio faz parte de uma campanha da Nike que
visa divulgar a nova linha de produtos à prova d'água da empresa,
especialmente criados para que os esportistas não tenham problemas quando
São Pedro não colaborar.

Intitulado de
"Puddles", o comercial mostra como a cidade muda durante e depois
uma bela rodada de chuva. Com isso, vemos duas pessoas disputando uma
corrida nas ruas enquanto pisam em poças d'água e ensopam o adversário.
O objetivo da campanha é fazer com que as pessoas que praticam
esporte, o façam mesmo que o tempo esteja chuvoso. Isso é conseguido com
um anúncio divertido e bem humorado. É uma produção impecável como já é
comum nos comerciais da Nike. Tudo colabora, a fotografia, o cenário
urbano e a trilha sonora que se encaixa perfeitamente com a ação.

"Puddles" foi
premiado com o Leão de Prata no Festival de Cannes 2003 e
merece uma conferida. Clique aqui para fazer o download do anúncio em
formato .mov. O arquivo tem 5.12 MB.
Obs.: Não utilize
gerenciadores de download, como o GetRight, para baixar o arquivo.
Fala que eu te
escuto:
::.. Segunda-feira, Agosto 18, 2003
..::
:: 10:36
::
Pistolero

Muita gente está
aguardando ansiosamente as estréias de Matrix Revolutions e O
Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei. Logicamente, eu estou incluído
nesse grupo de pessoas.
Porém, não é só essas super-produções que
merecem nossa atenção nesta segunda metade do ano. No dia 24 de Outubro
aqui no Brasil (12 de Setembro nos EUA), chega às telonas o filme Era
Uma Vez no México (Once Upon a Time in Mexico), e que para mim também
é uma estréia ansiosamente aguardada.
O filme é a última parte de
uma trilogia que começou com o independente El Mariachi de 1992.
Dirigido pelo novato (na época) Robert Rodriguez, El Mariachi foi filmado
em apenas 15 dias e com orçamento de 7 mil dólares, surpreendendo os
estúdios norte-americanos e a crítica. O filme ganhou inclusive o
Festival de Cinema de Sundance naquele ano.
Em 1995,
Rodriguez escreve, produz e dirige A Balada do Pistoleiro, desta
vez com Antonio Banderas fazendo o papel de Mariachi no lugar de Carlos
Gallardo. O filme ainda tem no elenco a belíssima Salma Hayek e o
talentoso Steve Buscemi. Aliás, vale lembrar que Buscemi, na minha
opinião, é um dos melhores atores de Hollywood na atualidade.
Para
se ter uma idéia do quão Robert Rodriguez foi aclamado com El Mariachi,
até o diretor Quentin Tarantino resolveu fazer uma pontinha no segundo
filme.
Agora, em 2003, Rodriguez fecha a trilogia com Era Uma Vez
no México. Antonio Banderas e Salma Hayek também estão de volta em seus
respectivos papéis, mas agora temos adições de peso como Johnny Depp (que
também chega aos cinemas semana que vem com Piratas do Caribe) e
Willem Dafoe (o vilão do Homem-Aranha).
Levando-se em conta
o histórico de Rodriguez com as duas primeiras partes da trilogia, podemos
esperar um grandioso filme recheado de sequências de ação de tirar o
folêgo. E claro, todo aquele clima latino maravilhoso que envolve as
histórias dos mariachis mexicanos.
Aliás, acho a lenda do mariachi
vingativo uma história incrível. O México é um dos países mais fascinantes
do nosso planeta, só por terem criado Chaves e Chapolin já
merecem o nosso respeito. :)
Como a estréia de Era Uma Vez No
México é só no final de Outubro, vocês já podem ir conferindo o ótimo
trailer no site
oficial do filme. Também recomendo, para entrar no clima, escutar
a música Pistolero do Juno Reactor (o mesmo da trilha de Matrix
Reloaded), que está incluída no filme.
Fala que eu te
escuto:
::.. Sexta-feira, Agosto 15, 2003
..::
:: 10:30
::
Keep Walking Primeiramente, peço desculpas as pessoas que
entram aqui todos os dias procurando por novidades. Ultimamente não estou
tendo muito tempo livre para atualizar o blog, mas fiquem sossegados, o
Brainstorm #9 não vai parar. :)
Atendendo a pedidos, vou
falar aqui sobre o anúncio da Johnnie Walker que citei no post passado.

Este filme premiado no
Festival de Cannes deste ano, mostra uma dramatização da evolução dos
humanos como se fossem anfíbios. Começamos nadando, depois pulando pela
água até finalmente ficarmos de pé e sairmos andando pela praia. No final,
a frase: "Take the first step". O anúncio nos convida a dar o
primeiro passo.
É realmente uma super-produção, recheada de
efeitos especiais e muita computação gráfica, que nos proporciona uma
incrível aventura visual. Porém, um dos quesitos que mais chamam atenção
no anúncio é a trilha sonora. Ela se encaixa perfeitamente com a ação que
ocorre na tela.

Eu gosto bastante das
campanhas da Johnnie Walker, especialmente as impressas. A gigante dos
whiskys escoceses conta com um trabalho institucional fantástico, sempre
incentivando as pessoas a fazerem alguma coisa por suas vidas.
Mas
sinceramente, este anúncio intitulado "Fish" não me cativa. Vale a
pena pela aventura visual e por trazer um conceito bem inusitado, mas em
termos de impacto, comigo não funcionou. É como aquele comercial da
Levis em que pessoas atravessam paredes. Tudo muito bonito e super
produzido, mas nada que dure por muito tempo. De qualquer forma, são
filmes que enchem os olhos e funcionam bem como institucionais que são.

Criado pela agência
britânica Bartle Bogle Hegarty, "Fish" da Johnnie Walker ganhou o
Leão de Ouro no Festival de Cannes 2003. Clique aqui para fazer o download do anúncio em
formato .mov. O arquivo tem 4.55 MB.
Obs.: Não utilize
gerenciadores de download, como o GetRight, para baixar o arquivo.
Fala que eu te
escuto:
::.. Sexta-feira, Agosto 08, 2003
..::
:: 10:58
::
Um dia de fúria... No Festival de Cannes deste ano,
algumas peças chamaram bastante atenção por causa de uma produção
cinematográfica, cheia de efeitos especiais e etc. Como a do Johnnie
Walker por exemplo, que levou o Leão de Ouro mostrando a evolução
humana em um filme que é uma absoluta aventura visual.
Apesar de
gostar bastante de anúncios que contam com produção digna de cinema, que
extravasam os limites do impossível, devo admitir que muitas vezes alguns
comerciais simples e comuns na execução, mas com idéias muito boas, me
agradam bem mais que produções megalomaníacas.
É o caso deste
anúncio vindo da Bélgica, que com uma grande idéia e apenas uma única
frase, causa mais impacto e nos diverte muito mais do que aventuras
visuais desprovidas de conceito.

Criado pela agência
Duval Guillaume Antwerp para a marca de preservativos Zazoo,
o anúncio é bem humorado e realista ao mesmo tempo.
Um pai jovem e
seu filho de 6 anos estão fazendo compras no supermercado. Acontece que,
como sempre, o garoto quer levar um pacote de balas mas o pai recusa.
Pronto, isso é o suficiente para que a criança abra um berreiro, se jogue
no chão, esperneie, corra pelo corredores do supermercado gritando e jogue
os produtos das prateleiras no chão.
Essa cena é bastante comum
não é mesmo? Acontece que o anúncio oferece uma solução. Claro que a essa
altura do campeonato é tarde demais para o pai que vê tudo estático, mas
para você que ainda não tem filhos, pode ser uma boa dica.

Isso não quer dizer
que os pais não sintam um imenso amor pelas suas "crias", mas quando não
se está planejando ter filhos por um bom tempo e eles resolvem "aparecer"
mesmo assim, sempre pensamos: "Ah seu eu tivesse tomado
cuidado...".
Intitulado de "Little Boy", este filme da
Zazoo é inteligente e muito bem humorado, por isso mesmo levou o Leão
de Prata no Festival de Cannes 2003. Faz você sentir o drama e
dar risada com a situação, já que um dia (se é que já não aconteceu) você
também vai passar por isso.

Bom, agora chega de
papo. Assista o comercial e veja o que uma inocente criança em fúria pode
fazer. Clique aqui para fazer o download do anúncio em
formato .mov. O arquivo tem 3.49 MB.
Fala que eu te
escuto:
::.. Segunda-feira, Agosto 04, 2003
..::
:: 23:20
::
Talk to the hand! Não via a hora de Exterminador do Futuro
3: A Rebelião das Máquinas estrear aqui no Brasil, por isso mesmo que
no domingo tratei de acordar cedo e ir para o cinema.
Aliás, desta
vez preferi sair do tradicional esquema cinema-dentro-de-shopping e fui
conhecer o novo Multiplex Bristol da Playarte, lá na Avenida
Paulista. Sensacional, ótimas instalações, exibição e som de primeira,
além de cadeiras posicionadas de forma que o espectador fique confortável
de qualquer lugar da sala. (Não, não estou ganhando nada para falar bem do
cinema).
Falando do filme propriamente dito, achei fantástico.
Podem dizer que é praticamente uma cópia em carbono de Exterminador do
Futuro 2: O Julgamento Final, podem dizer que o roteiro é fraco e
cheio de furos, podem inclusive reclamar que desta vez nem tem o Guns
'n Roses na trilha sonora. Não faz mal, T3 é divertido pra cacete.
O que mais eu posso
querer além de estupendas cenas de ação de tirar o folêgo e todo o carisma
do Tio Arnold? Só um balde de pipoca e 500ml de Coca Light é claro.
Confesso que adoro filmes com roteiros inteligentes e histórias
que fazem pensar e blábláblá, mas para desopilar o fígado nada melhor do
que um grandioso blockbuster milionário com rios de dinheiro gastos em
explosões e destruições de cenários.
Para se ter uma idéia do
quanto eu fiquei entretido com o filme, posso dizer que achei curto. O
tempo passou muito rápido e no final fiquei com aquele gostinho de quero
mais. Tudo bem, daqui alguns meses tem Exterminador do Futuro 4:
"encaixe aqui algum sub-título pomposo" pintando nas telas.
Como disse, as cenas de ação do filme são maravilhosas. O que
dizer daquele início em que um caminhão-guincho monstruoso pilotado pela
inimiga Terminatrix destrói praticamente a cidade inteira? Fantástico!
Apesar de se mostrar
super-poderosa, achei o inimigo de Exterminador do Futuro 2 bem mais
assustador que a tal Terminatrix interpretada pela belíssima Kristanna
Loken. Em nenhum momento ela tem a determinação implácavel do T-1000 em O
Julgamento Final, que pelo que me lembro, era um robozão realmente osso
duro de roer e amedrontador.
Ficava claro que o modelo de andróide
do "Schuasnega" era muito inferior ao inimigo, algo que não acontece em
momento algum neste terceiro filme.
As cenas de ação emocionantes
certamente obscurecem qualquer falha no roteiro e diálogos ruins, mas não
há como negar, os furos existem. Primeiramente nas contradições:
Exterminador do Futuro 3 parece jogar pelo ralo praticamente quase todos
os acontecimentos do segundo filme da série.
Aquele papo de que
não existe destino, nós é que fazemos nossas vidas e que nós podemos mudar
a história, nesse terceiro episódio vira pura balela, já que tudo é
descartado em prol de uma visão de 'predestinação', de inevitabilidade dos
acontecimentos.
E isso faz com que toda a luta de Sarah Connor em
T2 vire um simples desperdício de suor. O que é uma pena, já que em se
tratando de roteiro e ritmo ainda continuo achando Exterminador do Futuro
2 o melhor da série.
Outro ponto contra de
Terminator 3, é o fato de que o personagem que mais nos interessa, o T-850
de Schwarzenegger, parece ter sido relegado a segundo plano. Senti falta
de uma participação e importância maior do T-850 no filme, assim como foi
em T2, quando tudo se desencadeava pra cima dele.
Mas tudo bem, o
carisma e as piadinhas de Schwarzenegger durante o filme acabam
contornando esse problema, e mais uma vez nos sentimos compelidos a torcer
por ele na sua proteção a John Connor. Que aliás, esse tal John tá ferrado
na vida, sempre tem que se contentar com a mesma velha máquina obsoleta de
sempre para protege-lo, enquanto os exterminadores mandam andróides de
última geração que até fazem exames de DNA lambendo sangue.
Acho
que John Connor deve sentir o mesmo que eu, quando todos os meus amigos
tinham Super Nintendo e Mega Drive e eu continuava no velho Master System.
A reviravolta nos 3 minutos finais do filme parece meio
anti-climax, mas pelo menos não caiu naquele final prevísivel que todos
esperavam. Além do que, ainda garantiu a continuação da série.
O
diretor Jonathan Mostow sabe de todos os furos e tenta nos desviar a
atenção com muita ação. E consegue. Se você espera por um belo exemplar de
filme de ação de tirar o folêgo, aqui está. Exterminador do Futuro 3 é
ótimo. Esqueça a história e divirta-se.
Fala que eu te
escuto:
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