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Hoodlum e a produção de conteúdo online em Hollywood

Os grandes estúdios de cinema e TV foram alguns dos primeiros a perceber a força do entretenimento digital, e hoje, podemos afirmar, sem exageros, que Hollywood está na frente do negócio antes de qualquer marca. Obviamente, já dominam o conhecimento de contar histórias há décadas, mas também estão conseguindo fazer a transição do offline para o online de modo menos doloroso, ainda que nunca indolor.

Mais do que uma questão de divertir “essa galerinha bacana da internet”, é uma necessidade crucial de comunicação para os estúdios. A internet desperta e gera interesse contínuo para novas produções.

Hoodlum

E se a maioria de nós pensa que os executivos de Hollywood adorariam ter em suas mãos o controle de novas divisões de entretenimento digital e interativo, o que seria absolutamente natural, tudo muda quando nos perguntamos como fechar essa conta.

Os estúdios tentaram, e muitos ainda desejam fazer tudo dentro de casa, mas não demoraram a perceber que isso custa dinheiro. Roteiristas, diretores e atores exclusivos para internet também querem seus salários, equipamentos e cafeteiras trabalhando o dia todo.

É uma divisão essencial, mas que não se paga. O dinheiro que financia a produção de conteúdo online sai da verba designada para o produto de cinema ou TV.

A solução: terceirizar. E é aí que entra uma agência australiana chamada Hoodlum. Criada modestamente em 1999, a Hoodlum não demorou a se tornar uma especialista em transformar o universo de séries de TV em experiências online. Segundo eles, o objetivo é evoluir a história original para multiplataformas, e não substituir ou competir.

Assim como as outras empresas especializadas, que temos até no Brasil, os australianos se vendem com buzzwords de marketing: “branded integration” e “storytelling.” A diferença é que apresentaram cases que os colocaram no radar da indústria, e até de marcas fora do mercado de entretenimento, como Pepsi e Toyota.

Hoodlum

A Hoodlum ganhou BAFTA com o trabalho online para a série “Spooks” da BBC, e produziu a websérie “Primeval Evolved” em parceria com a Impossible Pictures. Mas foi com “Lost” que a agência conquistou duas indicações (ganhando um) ao Emmy, com o game online FIND815 e todo o conteúdo extra da Dharma Iniciative na internet, incluindo o “Dharma Wants You”.

Apesar do interesse de grandes marcas, a Hoodlum quer continuar trabalhando com entretenimento e conteúdo online, e sua liderança hoje entre os estúdios de Hollywood, sugere concorrência. Além de observar esses australianos, devemos prestar atenção em futuras empresas desse mercado. Afinal, quem é que não quer ter um briefing relacionado a “Lost” na mão?

| Via Wired

One Response to “Hoodlum e a produção de conteúdo online em Hollywood”

  1. “Tercerizar” sempre fez parte do modelo Hollywoodiano, os canais entram com a grana e as produtoras fazem as séries. Um pouco por força do mercado, mais tarde por força de lei, para evitar monopólios. Quando essa lei caiu os mega-estúdios tentaram consolidar tudo mas até hoje rola uma mistura, especialmente em áreas de risco (como as novas áreas de internet).

    No Brasil? Nunca aconteceu isso. Uma grande emissora de TV platinada sempre fabricou todas as suas soluções em casa, no máximo trazendo gente de fora como funcionário. As concorrentes seguem o modelo. E o mercado segue devagar, fica mais difícil inovar assim.

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