Seria o “campo de distorção da realidade” da Apple um mero exercício de repetição?
Muito se discute sobre o “campo de distorção da realidade” criado por Steve Jobs. O termo, cunhado por Bud Tribble em 1981, um dos VPs figurões da Apple, descreve a habilidade de Jobs de conseguir convencer as pessoas a acreditarem em qualquer coisa com uma mistura de charme, carisma, performance, exagero e marketing.
Tem gente que leva isso bem a sério, já outros (principalmente os fãs da marca) juram que nada seria possível se os produtos da Apple não fossem realmente “incredible, amazing, awesome, easy, incredible, awesome, easy, amazing, incredible, easy, awesome, ease, incredible”.
O vídeo abaixo é do mais recente evento da Apple, o “It’s Only Rock and Roll”, que aconteceu no dia 9 de setembro. Esses cortes das apresentações de Jobs, e de outros capitães da maçã de Cupertino, já foram feitos várias vezes antes, e mostram como a repetição de adjetivos e exagero deixam praticamente qualquer platéia hipnotizada.
Teoria da conspiração, eu sei, mas fique com a pergunta: Será que se você começar a fazer isso nas apresentações de campanha para os seus clientes vai conseguir aprovar mais?










hahahah só faltou um “IT’S OVER NINE THOUSAAAAAAAAND!!!!1″ no final. E me lembrou também aquela montagem contando todos os palavrões ditos no filme Pulp Fiction.
Voltando ao vídeo, faz pensar. Uma mentira dita mil vezes torna-se uma verdade? Guardem as pedras MacBoys, não estou jogando a Apple no lixo, apenas fazendo uma mera comparação com a frase.
Belo tópico
A primeira vez que me dei conta disso foi há uns 4 anos lendo um texto do site da Apple sobre o iPod Shuffle. O mp3 player (o pen drive com mp3 player, sim ele era apenas isso), para diminuir custos e fazer a apple lucrar ainda mais (já que os similares custaavam uma fração), não tinha tela e nada. Logo, não dava pra navegar pelas músicas do pen drive de luxo.
O que a Apple escolheu para descrever o produto? Disse que era para pessoas descoladas, que não gostam de seguir padrões. Dessa forma, poderiam deixar as músicas tocarem aleatoreamente, de forma livre e praticamente anárquica.
Bullshit da grossa. Só que muita gente comprou isso (muita mesmo). E hoje, vendo computadores que a marca que a cada geração de seus computadores fazia praticamente uma revolução, hoje coloca apenas track pad de vidro e muda de cor, e tem a cara de pau de dizer que Blu-ray “ainda não se consolidou” para justificar ainda ter DVD (mesmo tendo notebooks que custam mais que o dobro de similares e até melhores), percebo que ela se resumiu a isso. O iPod transformou a Apple em sucesso de massa. Mas ao mesmo tempo contaminou toda sua linha com essa onda gimmick que atingiu seu auge com o iPhone. Infelizmente.
Really amazing. Great video.
Tudo o que vira “hit” e começa a ser repetido por todos acaba perdendo o seu efeito. Por isso não creio que a chave do sucesso não dê tão certo se todos seguirem essa receita de bolo.
Inegável que Jobs e Apple tem o seu apelo, fixação e mobilização de macmaníacos, ipodmaníacos e afins, bem como designers, empreendedores etc. A Apple conseguiu criar um misto de fantasia e originalidade em sua marca e isso dificilmente pode ser copiado. Parafraseando Al Ries: Se o segmento já está tomado pelo líder crie seu próprio segmento para ter sucesso.
Será que Jobs irá se candidatar a político um dia? rs.
Não vejo “nada de absurdo”. Eles fazem bem em repetir de forma positiva as qualidades e o quão bacana eles querem que os produtos deles sejam vistos.
Se o produto tem o conceito de fácil de usar e de interface bacana, tais adjetivos devem ser repetidos algumas boas vezes, para que sempre que perguntarem sobre tal produto, as pessoas respondam, mesmo sem conhecê-lo, que é fácil de usar e é super bacana.
Eles usam muito bem as palavras, além de possuir uma inigualável forma de apresentar seus produtos e afins.
Nós, meros mortais – leia-se pessoas que se alimentam de youtube e orkut – temos apenas que reconhecer os méritos de uma ótima apresentação que alcança seus objetivos de maneira extremamente eficiente.
Agora, aqueles que fazem palestras ou até mesmo o atendimento de uma agência, precisa ter isso aí no sangue. Claro. Acreditar “cegamente” no que está sendo vendido é o básico né não? =)
Eu só acho que o jobs ta muito magro…
Verdade… muito magro mesmo… Great great great increadible great amazing great great…
Interessante que de 7 pessoas que deixaram comentários, 4 são usuárias do Mac OS X… amazing!!!
Correção… são 5… ehhehe
Awesome!
Vou testar isso em alguma apresentação para cliente, se der certo eu não aviso. Valeu.
Depois há o efeito da audiência. Maior parte deles são já fãs da Apple e ficam entusiasmados com qualquer novidade, e isso ajuda a espalhar a palavra.
De qualquer forma, vale a pena tentar esse efeito!
Eymard,
Sou usuário de MAC (e consequetemente de MAC OS) há quase 10 anos por causa do trabalho. Em criação de agência, só tem MAC. Até por isso mesmo, falo com propriedade sobre como hoje, da famosa maçã, sobrou apenas a casca.
Em casa tenho um Sony Vaio FW, que dá pau no mac book pro usado para apresentações aqui da agência, só que custou um terço do valor
Na descrição do vídeo, olha o que o cara coloca:
• Note: No cuts are repeated.
• Done with iMovie09, which is really awesome…
hahaaah
Animal…
Bacana, mas como vocês venderiam o seu produto ??? “Meu sistema operacional trava, mas compre ele, é bem fácil instalar !!” Creio que existem técnicas de persuasão creio que são válidas, cabe a nós filtrarmos o que é e o que não é. Um grande abraço!
os produtos são bons, mas o que é mais amazing great easy é que ele lançou tendências como o pc pessoal, a música digital no Ipod, e aí todos acabam admirando alguém que exerga além, queria ser tão persuasiva quanto ele
Se você tentar vender lixo dizendo que é amazing, beautiful e incredible, ninguém compra. É só olhar o que acompanha o speech.
Grande produto e grande estilo linguístico.
Usar grande quantidade de adjetivos positivos deve ser a técnica de marketing mais moderna do universo. Inclusive o motorista do “caminhão da laranja” que passa aqui na rua deveria dar um workshop para vocês.
Ah, são os velhos chavões gringos, amazinga, bla, bla, bla
ou neurolinguística pura
O jobs tem a base, vai
Tá uma tripa seca, mas ainda sabe dar nó em pingo dágua
Estudantes de mkt e afins, observai o titio Jobs ai
Abs
“Será que se você começar a fazer isso nas apresentações de campanha para os seus clientes vai conseguir aprovar mais?”
Se os seus clientes forem como as ovelhas que torram dinheiro em ipods, possivelmente.
é a evidencia anedota, um público que quer acreditar na historia que assiste. IURD que o diga.
“Será que se você começar a fazer isso nas apresentações de campanha para os seus clientes vai conseguir aprovar mais?”
Ok, O Steve Jobs realmente enche de adjetivos seus produtos, como se fossem algo realmente mágico. Mas… são realmente bons produtos.
Então ,copiando o modo de apresentação dele, com certeza há a possibilidade de se aprovar mais, contato é claro, que seus produtos sejam tão bons como os dele.
[...] falamos do exercício de repetição de elogios da Apple nesse post, em setembro passado. A última apresentação de Steve Jobs traz, mais uma vez, dezenas de [...]