Braincast 122 – Cidades do Futuro

As iniciativas tecnológicas, sociais e políticas que estão transformando a maneira como nos relacionamos com o local em que vivemos

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O pensamento clássico de todo urbanista diz que pessoas gostam de se encontrar e trocar informações, e são as cidades que promovem esses encontros e oportunidades. Com a tecnologia, isso ganha outra dimensão.

Um município pode gerar dados que ajudam a monitorar e melhorar seus serviços, ao mesmo tempo que se conecta com o cidadão em tempo real, transformando a maneira como nos relacionamos com o local em que vivemos.

No Braincast 122, Carlos Merigo, Saulo Mileti, Guga Mafra e Luiz Yassuda discutem as iniciativas tecnológicas, sociais e políticas que tornam as cidades inteligentes, e qual o “novo” papel das pessoas para contribuir nesse cenário.

Faça o download ou dê o play abaixo:

> 01m33 Comentando os Comentários

> 19m30 Pauta principal
> 1h42m30 Qual É a Boa?

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Workshop9: Design e Estética

Nosso curso de Design voltou! E ainda mais: chegou o Módulo 2, de Estética.

Apresentado para mais de 600 alunos, o curso de Design visita a história dessa ciência e abre discussão para uma real compreensão sobre cores, uso de tipografia, construções baseadas no sistema áureo, suas modulações, metodologias de trabalho e muito mais.

Já o módulo 2, curso de Estética, vai fundo no estudo filosófico e prático, analisando peças criativas (do design, publicidade e até mesmo cinema), para compreendermos essa fundamental lógica dos símbolos que nos cercam.

>> INSCREVA-SE!

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Qual é a Boa? em vídeo!

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Críticas, elogios, sugestões para [email protected] ou no facebook.com/brainstorm9.
Feed: feeds.feedburner.com/braincastmp3 / Adicione no iTunes

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  • Lucas Piske

    Qualquer coisa para ser o primeiro

  • Maurício Andrade

    Que tema maneiro! Já baixando e cheio de expectativas! Realmente precisamos repensar as médias e grandes cidades. A atual crise da água em São Paulo é o gatilho para discussões mais profundas…

  • http://maisdutra.wordpress.com Washington Dutra

    Que pecado esse “embed” do Soundcloud não ter controle de volume. :(

  • Victor J.F.

    Bom pod esse. Acho que foi o melhor de voces.

    • willianfrancas

      Se esse foi o único que você ouviu, deveria ouvir todos os outros…

      • Victor J.F.

        Acho que ja ouvi 35% dos podcasts. Não vou ouvir todos não…

  • http://www.alexmaron.com.br Alexandre Maron
    • http://www.colosseo.com.br saulomileti

      Agora você participou. :)

  • http://seriealzheimer.tumblr.com/ Amanda Menezes

    Já que nunca fui em NY, não posso comentar.

  • http://www.twitter.com/dougeureka DougEureka

    Recadinho da paróquia: a iniciativa de se realizar o workshop de Design e Estética é extremamente válida e certamente participarei do evento. Porém, acredito que hoje a maior carência do profissional de design está no mercado, no lidar com clientes e até mesmo outros profissionais da área. Saímos da faculdade com uma certa bagagem estética e teórica, mas nem mesmo boa parte desses profissionais sabe vender o próprio produto, se estruturar, entender dos trâmites legais, lidar com as dificuldades, etc. Então, deixo aqui como sugestão para, quem sabe, nos próximos workshops esses e outros temas sejam abordados. Obrigado e aquele abraço!

  • Rafael Duarte

    31 anos, Engenheiro de Produção e iOS Developer, Paulistano com Green Card Curitibano a 8 anos.

    Desculpem (novamente) pelo e-mail longo. Ouvir conversas de alto nível é inspirador.

    Achei que fosse ouvir algum comentário sobre o novo plano diretor da Prefeitura de Curitiba, que está sendo atualizado, prevendo digitalização completa da cidade em maquete virtual, trafego de drones e co-work (mais em http://bit.ly/1AruagK ). E na mesma página que anuncia essas ótimas propostas tem os trolls e pessoas desinformadas que acham que a cidade não deve gastar recursos para pensar nisso enquanto faltam vagas em creches e postos de saúde. O ponto é: o senso comum deve ser escutado, mas não necessariamente atendido. Deixa as coisas de gente grande para quem entende. Crianças sempre vão pedir doce, mas precisam mesmo comer a cenoura, ainda que não entendam o porquê.

    Outra abordagem que achei que deveria aparecer é a velha e chata sustentabilidade. Mas entrar nesse ponto esticaria ainda mais o programa que com 2:00 h de duração já foi longo para a maioria dos ouvintes (mas não para mim… podem continuar)… Quanto a isso, há o lado positivo, relacionado ao compartilhamento de recursos comuns. Há também o outro lado, no qual a logística empregada para alimentar, transportar e abastecer 20 milhões de pessoas torna-se um grande problema pelo fato de que o deslocamento diário é algo irracional. Se pudéssemos trabalhar perto de casa, comer a batata da horta do tio da esquina e nos divertir no cinema do bairro, economizaria muitos recursos humanos, financeiros e o tempo. Isso multiplicado pelos mesmos 20 milhões de habitantes teríamos certamente muito mais qualidade de vida. Isso entra na categoria de incoerências citada pelo Saulo, sobre o garçom que mora na periferia e o atende até tarde na Paulista.

    • luizyassuda

      FIzemos um Braincast longo, sim, mas sobre um tema que renderia um mês de papo de bar e sem muitas grandes conclusões. Acho válido sermos mais uma voz a clamar por planejamento urbano para uma “cidade do futuro” melhor. De qualquer maneira, vou procurar mais detalhes sobre o plano novo de Curitiba, porque não o conhecia. Abraços!

  • http://altamenteacido.com.br/ Kelson Douglas

    Olá, pessoal. Meu nome é Kelson Douglas, sou web designer, blogueiro, tenho 32 anos e moro em Belo Horizonte – MG.

    Sei que toda semana aparecem por aqui diversos comentários elogiando o Braincast, dizendo que ele é um dos melhores podcasts nacionais e coisa e tal. E eu concordo com estes ouvintes. Mais do que isso: acho que neste último sobre Cidades do Futuro vocês se superaram e gravaram aquele que, na minha opinião, foi o melhor episódio de todos, acabando de vez com o conversê dos que pensam que o B9 é voltado apenas para publicitários.

    Em pouco mais de 80 minutos foram abordados temas como urbanismo, design, política, sociedade, antropologia, comunicação e vários outros que interessam não apenas aos funcionários de agências criativas. Eles dizem respeito à qualquer ser pensante de qualquer área de trabalho.

    Para completar (ainda mais) a pauta, gostaria de deixar como dica o documentário Urbanized, do diretor Gary Hustwit (o mesmo de Helvetica e Objectified), onde arquitetos, políticos e sociólogos debatem sobre a forma como lidamos com os grandes centros urbanos hoje em dia (além de mostrar cases de sucesso de cidades que souberam lidar com vários problemas que vão desde mobilidade até saneamento básico). O filme tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes e uma resenha que fiz no meu blog (só jogar Altamente Ácido + Urbanized no Google).

    Forte abraço para todos.

  • Henrique Martins Carvalho

    Saulo, qual o nome dessa música que encerrou o cast?
    Sensacional!

  • http://www.drigoteixeira.com/blog/ Rodrigo Teixeira

    SUV = Estrela da morte no trânsito. Perfeita a definição!

  • Gustavo Sant’Anna

    Um dos melhores podcasts que eu ouvi esse ano, se nao for o melhor. :)

    Good Job!

  • Jonathan

    Primeira vez comentando por aqui [Será que estou correndo um risco relatando esse fato? rs]

    Parabéns pelo cast! Faz pouco tempo que descobri o B9 e estou ouvindo compulsivamente. O conteúdo de vocês é excelente, doses de humor, com reflexão e referências. E nada tão ortodoxo que fique uma aula expositiva que faça dormir ou uma bagunça de ideias ou opiniões.

    O tema #122 tocou nos mais diversos pontos, ainda que fiquei pensando em duas coisas que, se foram tocadas, não foram aprofundadas:

    1) A questão do significado de cidade: A dimensão subjetiva que a cidade tem é fundamental para entendermos sua dinâmica física ou social. Claro que urbanistas diversos pensam nisso. O significado do que é uma cidade para cada “morador” que nela reside implica nas diversas esferas, seja política, econômica ou social. Na cidade (e além dela) nos formamos. Tem um livro do Ítalo Calvino bem interessantes sobre o tema da cidade subjetiva, chamado “Cidade Invisíveis”. Uma frase bem conhecida dele: “De uma cidade, não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas as respostas que dá as nossas perguntas”;

    2) A Saúde e a cidade: Falaram sobre isso, mas fiquei lembrando da importância do termo “território” para políticas de saúde, por exemplo. A questão da “Cidade Saudável” é amplamente tratada por autores da área que colocam o fator cidade (condições das ruas, opções de lazer, infraestrutura) como determinante da saúde:”Uma cidade é capaz de produzir o lugar dos ricos e o lugar dos pobres, das indústrias e do comércio, dos fluxos e circulação de mercadorias, bens e serviços e também produzir riscos diferenciados para cada indivíduo ou grupo social. Sua estrutura espacial é necessariamente heterogênea, resultado da permanente ação da sociedade sobre a natureza. Esse espaço produzido socialmente se configura como um território que exerce pressões econômicas e políticas sobre a sociedade, criando condições particulares para sua utilização por cada ator social.”

    Um abraço a todos!

  • http://www.rodolfobicalho.com Rodolfo Bicalho

    Um dos chegas ai do cast escreveu isso aqui http://www.brainstorm9.com.br/28325/design/madrid-2020-olhando-para-os-nossos-proprios-problemas-esteticos/

    Nós não conseguimos fazer uma rodoviária que preste( não vou nem falar aeroporto, porque ai já é sacanagem).

  • Rafael Dell’Aquila

    Ótimo cast, o melhor até agora (tirando o de design, que poderiam ter outro :()!
    E pra quem não acompanha o Anticast e se interessou pela comunicação da prefeitura de Curitiba tem uma entrevista lá com eles (http://www.brainstorm9.com.br/48559/anticast/anticast-128-entrevista-com-prefeitura-de-curitiba/), e se isso já foi citado, passarei vergonha mesmo assim.

  • Thiago Vinícius

    A do aeroporto foi ótima.

  • Marcello Corrêa

    Ótimo programa! Sou jornalista, carioca, 25 anos e queria dar minha contribuição sobre a experiência que temos aqui no Rio.

    Há alguns anos, entrevistei uma arquiteta que explicou como as praias, de que tanto nos orgulhamos, foram responsáveis por dar uma bagunçada no planejamento da cidade. É que, como a beleza natural valoriza esas áreas, a orla acabou guiando o desenvolvimento (e não o Centro da cidade).

    Acontece que, com isso, o Centro ficou prejudicado. Nosso Centro é muito esvaziado e mal conservado, se compararmos a um bairro nobre, como Leblon, Ipanema e Copacabana, que são muito bonitos, agradáveis e tal, mas periféricos, isolados do resto da cidade.

    Isso cria uma situação em que o sujeito que mora na Zona Norte (como eu), por exemplo, precisa cruzar a cidade inteira pra chegar à Zona Sul.

    Pra não falar da Barra da Tijuca (parte das instalações para as Olimpíadas estão lá), onde insistem em concentrar boa parte dos novos lançamentos imobiliários, mas que é distante de tudo. Agora estão criando novas estruturas para facilitar o acesso ao bairro (como os BRTs), mas ainda é bem chato chegar lá da Zona Norte, do Centro ou da Zona Sul sem carro.

    Enfim, é isso. Acho que se tivéssemos um Centro mais vivo, teríamos menos problemas de mobilidade, mas aí é um problema que começou bem lá atrás…

    Parabéns pelo trabalho! abs!

    • luizyassuda

      O Rio teve um centro planejado e inspirado no planejamento que guiou o centro de Paris. O que aconteceu depois disso, no entanto, foi só descaso: foram subindo torres na orla, desenvolvendo a Barra da Tijuca sem qualquer cálculo e jogando a população de menor renda para a Zona Norte ou, no caso específico do Rio, nos morros nos arredores dos bairros nobres (Daí fenômenos como a Rocinha, encrustada entre bairros na orla). A cidade é maravilhosa, mas jogou seu planejamento no lixo há décadas, assim como São Paulo.

  • Aryel Meireles

    Muito bom o cast, bem variado e sem fugir do tema principal. Mandaram muito bem mesmo. Parabéns!

    Primeira vez comentando sobre um tema dos casts, então vamos lá…

    Quando comentaram sobre o Plano de Avenidas em São Paulo, o avião de Brasília e crescimento populacional na hora me lembrei do local onde moro.

    Ilhabela é um munícipio no litoral norte do estado de São Paulo, minúsculo, ao comparar com as metrópoles. Aproximadamente30.000 habitantes. Na realidade de uma cidade pequena isso é um número bem grande considerando que a população dobrou em 10 anos. Por ser uma cidade turística, muita gente vem pra cá na temporada, e ao mesmo tempo muita gente vê que aqui a qualidade de vida pode ser melhor ou que abrir um novo negócio vai render bastante retorno… Com isso, o número de habitantes só tem crescido, o porém é que não há para onde crescer. Existem leis para construção e meio ambiente que impedem algum tipo de crescimento organizado, não é possível criar prédios residenciais de três andares ou construir casas após um certo ponto entre a floresta de mata atlântica e a praia (este último é mais interessante devido a preservação do local). Estes obstáculos levam a população a construir em locais inapropriados e o surgimento de favelas já é algo aparente.

    Enquanto isso temos uma “distribuição” de avenidas bem engraçada, em São Paulo você pode andar para sul, sudeste, leste, oeste… Em Ilhabela e nas cidades vizinhas, você vai ou para o Sul ou para Norte pois a avenida principal é a que segue o contorno pra praia. Fazendo uma analogia, é como se as metrópoles fossem Zelda, onde a liberdade de movimento é grande, e as cidades do litoral fossem um Mario Bros antigão que só vai pra direita e esquerda. Na última temporada de fim de ano a fila da balsa para a travessia era de 5 horas, uma fila imensa e que saiu até como uma das principais notícias dos telejornais do horário nobre, e o que isso resultou? O maior congestionamento da história do litoral. Não existem outras vias em que os moradores locais ou até mesmo os turistas possam usar para contornar o trajeto, causando um grande congestionamento.
    Não é uma metrópole, mas também há problemas com crescimento e é preciso rapidamente de uma solução inteligente para que no futuro não existam problemas irreversíveis. Soou pessimista.
    Mais uma vez, muito bom o cast e já estou a espera do próximo!

    • Rafael Duarte

      Conheço Ilhabela e adoro esse lugar… Um abraço para o pessoal do Camping Pedra do Sino…
      Me intrometendo, minha opinião (não solicitada e claramente não socialista) é que não deve ser facilitada a urbanização desse local, e deve sim ser coibido qualquer movimento contra a preservação… Como você mesmo comentou, Aryel, por ser uma ilha, não tem para onde crescer.

      Flexibilizar as leis e aumentar o território onde a construção é permitida vai aumentar o consumo de recursos, aumentar a circulação humana e diminuir a permeabilidade do solo da ilha, rapidamente chegando numa condição insustentável de falta d’água, congestionamentos e outras mazelas de grandes centros.
      Há 20 anos Curitiba se reurbanizou e reorganizou, tornando-se referência nacional e até mundial de urbanismo. Fizeram propaganda da cidade até em novela da Globo, e eu, que morava em São Paulo, sonhava em me mudar pra cá. Acabou que por coincidência (ou não) acabei me mudando pra cá um bom tempo depois… junto de mais 1 milhão de migrantes que aumentaram a população, criando favelas, desemprego, congestionamento e outras belezuras.
      As pessoas têm que ir para algum lugar e não podemos esperar que elas decidam ir para o interior do Tocantins, só porquê lá tem bastante espaço, se não há estrutura para isso. O ponto é que urbanização é uma responsabilidade muito atrelada à administração pública, quando deveria ser responsabilidade também da esfera federal, favorecendo a distribuição da população.

      • Aryel Meireles

        Cara, concordo com tudo haha
        Eu pensei na situação atual e esqueci das consequências a longo prazo do que acarretaria uma lei mais flexível.
        Volte outro dia, Ilhabela está ficando cada vez mais bonita.

  • http://www.podcastf1brasil.com.br/ Carlos Del Valle

    Parabéns pelo Braincast desta semana, esse é um tema que sempre merece ser discutido! A adesão à bicicleta é complicada por vários aspectos, entre eles o que o Saulo Mileti mencionou (chegar ao trabalho suado), mas também pela violência (eu usaria uma daquelas bicicletas de supermercado para ir trabalhar, não arriscaria nada muito exuberante). Sem contar que minha cidade (Curitiba), apesar do prefeito ter ido à posse de bicicleta no início e 2013, tem uma barreira natural considerável, que são os morros. Situada no planalto a 915 metros do nível do mar, Curitiba pegou para si menos do “plano” e mais do “alto”. Meu trajeto de carro até um dos meus trabalhos leva 15 minutos, e eu acredito que poderia fazê-lo em 35-40 minutos de bicicleta, mas quando passo de carro nas ladeiras íngremes das avenidas, acabo deixando a tentativa da bicicleta para “um dia desses”.

    Quanto a São Paulo, eu sempre visito a estimada capital paulistana algumas vezes por ano, geralmente para trabalho ou convenção, mas também para eventos de lazer (Fórmula 1 etc.). Tenho uma visão amarga da situação: quando meu pai foi morar em São Paulo, no anos 40, com certeza SP era o farol da civilização. O resto do país era bruto, caipira, lento, pouco prático. Mas ultimamente acho que São Paulo passou do ponto, entornou o caldo. Motoboys suicidas, pessoas na garupa que cobrem a placa ao passar no pardal, horas, dias e anos da vida perdidos no trânsito. Sinceramente, é um lugar genial para se trabalhar e para participar de eventos, mas infelizmente a sanidade passa longe de São Paulo. Claro que os paulistanos discordam, tenho dezenas de primos paulistanos que já tentei convencer a vir embora para a civilização, mas a gente nota que o cara está pensando, sem dizer, “esse caipira é um lunático”.

    O mais triste de uma megalópole é o problema do funcionário que mora na região metropolitana. Em Curitiba, as pessoas que ocupam os empregos mais simples acordam 4:30 ou cinco da manhã para ir trabalhar no centro ou em algum bairro com nome blasé. E São Paulo? Será que o colapso será tão severo a ponto de forçar o retorno das bizarras “dependências de empregados”? Ou sério a ponto de lembrar a crônica do Verissimo, em que houve o Grande Engarrafamento e todo mundo teve que largar o carro e ir para casa? Essa é verídica do Verissimo, li nos anos 80 pré-internet.

    eu sei, sei, TL;DR, mas de qualquer forma parabéns pelo programa e um abraço a todos,
    Carlos Del Valle

  • Debora

    Adorei! É o melhor podcast da atualidade!

  • Flippedbydesign

    Opa! Depois de acompanhar semana a semana 122 episódios, finalmente um tema da minha área! Filipe, 25 anos, arquiteto e urbanista de Fortaleza – CE (acho que já comentei uns 5 casts anteriores). Sempre percebi pelas falas do Yassuda que ele gostava de estudar o tema, mas todos da mesa estão de parabéns, foi realmente um dos melhores casts!

    Como contribuição, não posso deixar de indicar o Urbanized, que o Kelson indicou ali embaixo. Quem não tiver paciência para assistir todo, tem um filmezinho mais curto sobre “novo urbanismo” chamado Saga City que é bem didático e, apesar de mostrar uma realidade americana, aqui no Brasil podemos identificar cada vez mais esse padrão sendo replicado. O link é http://sagacitymovie.org/ .
    Outra dica bacana é o livro “Cidade para pessoas” do Jan Gehl
    Parabéns mais uma vez pelo ótimo cast!

  • Tiago Araujo

    Sensacional esse programa!!

    E o mais legal é perceber os temas incidentais surgindo e se amarrando ao tema principal.

    Tinha hora que pensava “puxa, mas o que isso tem a ver com ‘ cidades do futuro’ ?” e booom, a cabeça explodia com a amarração e desfecho da história.

    Parabéns aos envolvidos :)

  • Leandro Kruszielski

    Ótimo, obrigado pelo episódio! Na espera do cast sobre bicicleta e mobilidade…

  • Anderson Dc

    Eai!?Meu nome é Anderson Dias, estou na expectativa de um trampo, estudante de direito 35 anos.Sou um ouvinte mais ou menos novo, à despeito de ter escutado quase todos os episódios disponíveis até agora (seria interessante se upassem os antigos barrados pelo soundcloud, existem alguns temas interessantes os quais gostariamos de ouvir o que vocês tem a dizer à respeito), e, utlimamente tenho os achado mais interessantes do que o próprio Nerdcast (eles são muito bons, mas acho que não tem o mesmo viço de antigamente).Quanto ao motivo de eu escrever, é por conta de uma sériezinha que venho acompanhando há algum tempo, e não me lembro de ter ouvido algum de vocês comentarem a respeito!Se chama Utopia, e tem um visual muito bonito, uma atmosfera e personagens inquietantes, e uma premissa maneiríssima:a superpopulação mundial X a finitude dos recursos naturais, e o como um pequeno grupo de pessoas tentará resolver o problema, de forma lógica, porém aparentemente desumana.Vou postar a sinópse, e o link pra quem tiver interesse de conferir!Abração!

    The Utopia Experiments é uma HQ sobre um
    cientista que faz um pacto com o diabo, abrindo as portas para um novo
    mundo. Sua história no entanto, embora fictícia, previu um dos piores
    desastres já vividos pela humanidade no último século. Por isso, a HQ se
    torna alvo da The Network, uma sociedade (aparentemente) secreta que
    tem ramificações no governo e em empresas importantes da sociedade.
    Quando o manuscrito da HQ é encontrado
    por um grupo formado por cinco jovens fãs de quadrinhos, eles passam a
    ser perseguidos por membros da sociedade, que não medirão esforços para
    por as mãos no manuscrito. Agora, a única pessoa em quem o grupo
    acredita poder confiar é Jessica Hyde, uma mulher misteriosa que
    prometeu mantê-los a salvo.

    http://omelhordatelona.biz/utopia/

  • adrianosbr

    Catatau, s.m: Publicação muito volumosa (ex.: o catatau de mais de 1000 páginas chega brevemente às livrarias). in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/catatau [consultado em 22-08-2014]

    O Merigo estava certinho :)

  • Spectreman

    Matéria do site Vox sobre salário máximo nos EUA e concentração de renda. http://www.vox.com/2014/8/6/5964369/maximum-wage

  • Spectreman

    E um vídeo antigo sobre os bons tempos dos subúrbios americanos. https://www.youtube.com/watch?v=3zi6zpgvwZ0&feature=youtu.be

  • Filipe Boni

    Mais uma vez, excelente podcast!

    Meu nome é Filipe Boni, sou arquiteto e moro em Curitiba.
    Apesar de possuir a formação de Arquiteto e Urbanista, me considero apenas um pequeno aprendiz na área do urbanismo já que sempre atuei no ramo de projetos arquitetônicos para edifícios comerciais e residenciais da cidade. No entanto seguem alguns comentários para itens não tão discutidos no programa, que foi ótimo e com certeza deveria ter mais partes:

    No quesito da (chata) sustentabilidade, qualidade de vida e consequentemente o futuro das grandes cidades, é interessante notar que existe uma certa equação de equilíbrio nas funções urbanas que propiciam um maior bem-estar do ser humano. De maneira geral, construir em regiões urbanizadas pode ser considerado correto se comparado com uma região rural, já que gasta-se menos com infra-estrutura urbana, existe uma diminuição das emissões de CO2 pelo deslocamento de trânsito e evita-se atingir ecossistemas, deixando-os intocados pelo desenvolvimento. A verticalização também é benéfica se for equilibrada: permite uma densidade adequada para a disposição de usos distintos próximos, como residências, comércio e serviços, estimulando o convívio e o caminhar. Deixa mais áreas abertas, permitindo a inserção de áreas verdes e permeáveis, uma melhor ventilação e controle térmico, além de ser uma medida viável economicamente com o potencial construtivo do lote, otimizando a construção por metragem quadrada. A urbanização também é importante se pensarmos que ela permite um maior controle no gerenciamento de resíduos tanto dos usuários no dia a dia quanto no final do ciclo de vida das construções, facilitando a gestão já complicada dos aterros sanitários.

    Já quando a ocupação é descontrolada, além dos aspectos sociais discutidos no programa, existem alguns danos ambientais que podem ocorrer, como os alagamentos bem conhecidos e as famosas ilhas de calor, que podem chegar a uma diferença gritante de até 12 graus nas tardes de regiões como o leste da China se comparados com a área rural. Com o aquecimento consequentemente aumenta-se o uso do ar condicionado, de energia, de emissões na atmosfera…e gerando ainda mais calor. Isso sem falar na síndrome dos edifícios doentes, que andou matando até ex-ministro no Brasil.

    Ou seja, existe uma equação que torna as cidades mais promissoras na questão ambiental, podendo também refletir positivamente no social. O problema é tornar isso possível nas cidades existentes, que são reféns de todo o progresso e sistemas de governo que muitas vezes mudam completamente de foco a cada 4 anos. Um dos pontos vitais de reformulação urbana é a atualização do zoneamento pelo plano diretor, que é bem complicada e pode gerar como revés o interesse econômico de poucos acima do interesse comum: áreas pouco desenvolvidas podem tornar-se extremamente valiosas pelo aumento do potencial construtivo, gerando assim um pre-order por terrenos mais agressivo que o do livro 6 de Guerra dos Tronos.

    Outra idéia é uma maior rigidez nas aprovações de novos projetos de arquitetura, com requisitos que envolvam mais a cidade. Algumas boas idéias podem ser encontradas na certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), criada nos EUA e utilizada em alguns projetos no Brasil, que premia pelo marketing projetos que tragam benefícios sustentáveis para o próprio edifício e também para a cidade. Entre os exemplos estão a instalação de espaços para bicicletas – e chuveiros para os italianos não chegarem suados no trabalho – a redução dos espaços de estacionamento, uma melhor eficiência de água e energia, a utilização de placas fotovoltaicas ou compra de certificados de energia renovável, o posicionamento próximo de serviços urbanos, uma iluminação que não prejudique tanto o habitat, entre diversos outros requisitos.

    Outro caminho resultante do aumento dos custos de energia e combustível é o que vem acontecendo nos EUA, como os sistemas de telecomutting, coworking, cargas de trabalho reduzidas, carpooling ou aluguel de veículos tipo o zipcar, sem precisarmos tanto do escritório como tradicionalmente o conhecemos.

    E já que vocês comentaram bastante sobre Chicago, Nova Iorque e Curitiba: o primeiro plano diretor de Curitiba foi desenvolvido na década de 40 por Alfred Agache, o mesmo urbanista que realizou intervenções anteriores em Chicago e Paris. Lógico que ele retirou experiências dessas e outras cidades e inseriu aqui. Como não notar a “incrível semelhança” da Times Square com a Av. Carlos de Carvalho x Av. Cândido Lopes? Segue o link:
    https://www.google.com.br/maps/@-25.431259,-49.275039,3a,75y,223.76h,100.84t/data=!3m4!1e1!3m2!1sfEscEdCeIVz25opMQ5Z-9w!2e0

    Ou seja, urbanismo é isso aí. Muita coisa fica na intenção…

    Um abraço e continuem com o ótimo programa!
    Filipe

  • leoandcas

    Fiz uma compilação das dicas dos comentários anteriores para optimizar o espaço da sessão de comentários e fazer com que os leitores produzam menos CO2 ao navegar na sessão de comentários.

    Vídeos e Documentários

    Saga City – Flippedbydesign

    http://sagacitymovie.org/

    Urbanized

    http://www.hustwit.com/category/urbanized/

    Subúrbios Americanos – Spectreman

    https://www.youtube.com/watch?v=3zi6zpgvwZ0&feature=youtu.be

    Sites especializados e notícias

    http://www.citylab.com/ – Alexandre Maron

    Plano diretor da prefeitura de Curitiba – Rafael Duarte

    http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1491709&tit=Curitibadecidadeecolgicaacapitalnerd

    Livros – Alexandre Maron

    Who’s Your City?, do Richard Florida

    http://www.amazon.com/Whos-Your-City-Creative-Important/dp/0465018092/ref=sr_1_2?ie=UTF8&qid=1408540432&sr=8-2&keywords=richard+florida)

    Walkable City, do Jeff Speck

    http://www.amazon.com/Walkable-City-Downtown-Save-America/dp/0374285810/ref=pd_sim_b_22?ie=UTF8&refRID=0MRTRMVZBDZ7Y552CD93)

    Happy City, do Charles Montgomery

    http://www.amazon.com/Happy-City-Transforming-Through-Design/dp/0374168237/ref=pd_sim_b_24?ie=UTF8&refRID=0MRTRMVZBDZ7Y552CD93)

  • Biliz Anderson Pereira

    Saulo, arruma a cozinha antes de gravar! kkkk

  • Acauã Silva

    só faltou falar da especulação imobiliária…

  • Ueuler Oliveira

    Acredito que além de planejamento governamental, é necessário criar projetos colaborativos que tenham a participação dos cidadãos. Transformar as cidades e fazê-las inteligentes é um processo contínuo e diário que exige a participação de todos. No Brasil um bom exemplo é o projeto Colabo.re http://colab.re/

  • Gilberto

    Trabalho viajando e Braincast é um verdadeiro companheiro nestas esburacadas estradas do interior, e de todos que já ouvi até hoje este dos melhores Braincasts!
    Humor na medida certa, opiniões excelentes, pauta muito bem organizada.
    Poderiam ter continuado por mais uma horinha fácil fácil.

  • Felipe Guzzo

    O livro ‘Nova York Delirante de Rem Koolhaas’ é ótimo para entender a formação e o funcionamento do urbanismo e da arquitetura de Nova York. Inclusive em um trecho aborda o plano comentado no programa, onde o nível da rua seria ocupado todo por carros e os pedestres circulariam em pontes suspensas e apoiadas nos edifícios. Quase como uma espécie de Veneza moderna.

    http://editora.cosacnaify.com.br/ObraSinopse/10858/Nova-York-delirante.aspx