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AntiCast 143 – Pensar o Desenho

com Ivan Mizanzuk, Marcos Beccari e Gustavot Diaz

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Olá, antidesigners e brainstormers!
Neste programa, Ivan Mizanzuk, Marcos Beccari e Gustavot Diaz discutem acerca da relação entre o pensamento e o desenho. Quais as maneiras de se teorizar sobre o desenho? Como pensá-lo em contextos históricos? A arte conceitual matou o desenho? Enquanto essas e outras questões emergem, mostra-se a necessidade de refletir-se mais profundamente sobre o assunto pelos diversos caminhos (im)possíveis.


Faça download do episódio aqui

>> 0h05min44seg Pauta principal
>> 1h26min06seg Leitura de comentários
>> 1h46min52seg Música de encerramento: “Descoincidência”, da banda Milton

Links
Manifesto “Do Conceito ao Desenho”
Mímesis Conexões Artísticas
Links do Beccari

Workshop “História da Arte para Criativos” do Ivan
São Paulo – 14 de Setembro

Prefiro Baudrillard #13 – Vampirotheutis Infernalis

iTunes
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COMENTE
  • Lincoln Souza

    Pensar o desenho, que tema incrível!

  • Led

    Cadê os links e indicações do Beccari???
    Tá precisando de um “Qual é a boa” no Anticast também.

    • Led

      Obrigado pelos links!

  • Anelize Viera Ceribelli

    Links do beccari pls

  • Renanzoron

    Gozei nesse aí…

    …todo melecado aqui no meio do trabalho…

  • http://filmologia.tumblr.com Edmar Gomez

    Não entendo muito de desenho, menos ainda depois deste Anticast, inclusive uma das minhas frustrações na vida é não saber desenhar. Enfim, não acham que atualmente não existe uma certa “preguiça” de quem se propõem a ser artista em querer absorver todo o conhecimento, a técnica necessária para depois, posteriormente e se for o caso, se dar ao luxo de abandonar tudo isso e criar uma identidade para seu trabalho?
    Como vocês mesmo disseram, tudo pode ser arte, vai depender da intenção por trás dos riscos feitos com carvão, ou da lata de cocô vendida a preço de ouro. Hoje, percebo que a intenção, o propósito por trás do trabalho artístico serve de desculpa para não se fazer arte de verdade. Jogar para o público toda a responsabilidade de decodificar os significados de uma tela em branco ou, como já presenciei, um artista quebrando ovos em si mesmo e dando tapas na própria cara não pode indicar uma dissonância entre a arte que é produzida hoje e o grande público que a consome? Ou nós, o grande público, é que não sabemos de nada mesmo?

  • Sola do Tênis

    Interessante como Arte Conceitual possui um significado discutido aqui bem diferente de “Concept Art”, muito utilizada na indústria de entretenimento como filmes e games. O que acham disso?

  • Filipe Mota

    Olha na minha opinião fecal, nem todos os ilutadores tem que ter tão vasto conhecimento em todas as formas de arte e desenho, assim como um musico não precisa saber instrumentos clássico para poder compor. Bom mais isso é só uma opinião baseada em porra nenhuma, e isso explicaria pq o Gustavot é o desenhista e não eu, de qualquer forma excelente programa esperando os próximos,
    ps: o Ivan na minha cabeça era muito mais velho do que ele é de fato e descobrir isso foi um choque

  • Sola do Tênis

    Falando em bibliografia, o que o Beccari e o Gustavot acham da obra de Andrew Loomis?

  • Fernando Henrique

    Olá, pessoal!

    É o Fernando Henrique novamente.

    Farei esse comentário por conta da minha velha relação com o
    desenho, vamos lá: Desenho desde pequeno, e sempre fui muito bom nisso, aprendi a maior parte do que sei hoje por conta das revistas de banca de jornal, os quadrinhos do Tex e por copiar tudo o que via. Mas como foi dito sobre a falta de incentivo, com o tempo acabei deixando de lado, até por que eu sempre demorei muito para terminar qualquer desenho, e jogar vídeo game tinha se tornado prioridade em minha adolescência. Cheguei até mesmo a desenvolver algumas técnicas, como utilizar objetos de diferentes texturas embaixo do papel, mas tudo foi deixado de lado.

    Ao entrar na faculdade, me deparei com esse mundo novamente
    e aquela nostalgia bateu e tentei voltar a desenhar. Obviamente eu não tenho tanto tempo como antes e juro até hoje que algum dia farei desenhos diariamente. Acho que toda essa falta de incentivo no colégio realmente se estende por toda a vida, pois sinto que o único lugar que deveria me forçar a entrar nesse mundo de cabeça, a faculdade, não faz isso. Vejo despreparo, deficiência na interdisciplinaridade e o grande abandono governamental.

    Ouvir esse episódio me esclareceu muitas coisas, talvez a
    mais importante delas tenha sido a questão da cópia, pois atualmente venho me sentindo impelido a criar algo do novo sem ter nenhuma base ou observação e nesse ponto o tema foi muito útil, pois me fez ver que ainda posso copiar muitas coisas.

    Quero apontar uma última coisa, já pensei várias vezes sobre
    isso e acho que serviria muito bem para um futuro AntiCast. A relação que o Beccari fez entre o desenho e a literatura, para mim, se estende por muitas outras vertentes. Meu principal exemplo é a própria literatura, pois estamos passando por um período em que todo mundo lê, todos adoram best-sellers, todos leem A Culpa é das Estrelas e 50 Tons de Cinza. Por mim ok, mas o problema é que eu não vejo evolução, esse mesmo público, futuramente, não vai ler Dostoievsky nem Poe, assim como quem vai ao museu, ou aprecia uma obra de “arte” questionável ou vai no Louvre pra tirar uma selfie com a Mona Lisa. Acho que vivemos um momento puramente consumista, uma sociedade sedenta de conteúdos vazios e simples.
    Posso estar sendo pessimista, mas quando digo que alguém que “lê” Destrua esse Diário nunca vai tocar em Crime e Castigo, estou apenas considerando o fato de que o atual fenômeno de leitura é apenas mais um, entre tantos movimento da grande massa, ou seja, raso e temporário.

    Grande abraço a todos vocês, ótimo AntiCast!

  • Flaybson

    Acredito que a falta de comentários nos programas recentes reflete que eles ficaram bem “amarrados” as pontas.

  • rnsaltori

    Muito bom, parabains!

  • victorfob

    Muito bom o papo.

    Tenho apenas duas coisas para acrescentar:

    1) Vocês falaram muito em pintar com a mão, mas e com a vagina?
    http://beautifuldecay.com/2014/04/21/milo-moire-drops-eggs-private-parts-create-abstract-paintings/

    2) O mundo ainda faz sentido?
    http://virgula.uol.com.br/diversao/faxineiro-de-galeria-confunde-arte-com-lixo-e-joga-obra-fora

    Té mais

  • Chico Romanelli

    Obrigado pelos “Links do Beccari”, fantástico.

  • PsicoHélder Soúlima

    Muito obrigado pelos livros e pelas referências Becarri.

    Valeu mesmo!

  • PsicoHélder Soúlima

    Ótimo
    cast!

    Gostaria
    de exaltar a minha perplexidade diante do tema abordado, até porque
    não vi, e não verei um aprofundamento tão preciso dessa temática
    nas disciplinas que envolvem o ensino do desenho na instituição
    acadêmica da qual estudo.

    Ressaltando
    alguns pontos relevantes acerca do que foi falado pelo Professor
    Gustavot Diaz e Marcos Beccari(do qual me tornei fã), o que eu
    suspeitava sobre o estudo do desenho como linguagem, além de suas
    poéticas visuais, se confirmaram neste cast. Um outro ponto que me
    fez pensar é a relação de como está ensino de artes no Brasil. Há
    de fato no nosso país, um desapego as habilidades
    visuais(clássicas), e a valorização ao ideário de vanguarda em
    estudos e discussões acerca temática em artes visuais. Estes
    pensamentos, que por sinal, propagados por alguns professores de
    institutos de nível superior, minam a sistemática da arte e das
    variações relacionadas a ela. Sendo uma realidade da cidade de
    Fortaleza, onde moro, o cenário “artístico” da mesma, se desfaz
    em migalhas, poucos artistas estudam a própria história da arte e
    não procuram diversificar as suas performances em diálogos
    imagéticos que condizem com a contextualização artística.

    Refletindo
    um pouco nessa ótica, a expressão medíocre e pouco ligado a
    conceitos basilares a arte, aliada a falta de relação com leituras
    e estudos ao tema proposto pelo cast, nos faz pensar, onde está o
    conceito de estudo de arte no Brasil? O que Gustavot Diaz falou sobre
    criar uma discussão sobre três linhas, num quadro e determinar que
    aquilo é desenho, me faz pensar o que se estuda sobre arte visual no
    Brasil e que se tem feito a isso?

    As
    disciplinas relacionadas ao desenho no curso onde estudo, não
    abordaram tais referências e questionamentos reflexivos apontados
    pelos professores(Diaz e Beccari). Havia na verdade, uma disputa
    infundada sobre a morte da figuração ao nascimento
    injustificado(arte conceitual) do desenho abstrato contemporâneo, e
    a introdução de pensamentos correlacionados as vanguardas do início
    do século XX nos estudos e pesquisas relacionadas ao desenho. Diante
    disso, a formação de muitos arte-educadores fora prejudicada, pela
    mentalização das vanguardas artísticas inseridas nas ideologias da
    acadêmica. O tratamento desse processo como algo mecânico e
    automático, se perfez durante os semestres em que eu estava na
    disciplina de desenho gestual e de observação. Além de termos
    professores mau preparados, que abraçavam arte contemporânea(de
    vanguarda)como justificativa de explicar o inexplicável, a formação
    de um saber mais centrado na prática poética e técnica visual do
    desenho, se perdeu na afloração das demandas contrárias a arte
    visual clássica, apoiando-se a uma negação da história da arte
    como um todo.

    Por
    fim, essa temática me fez pensar no ensino de artes no Brasil e como
    ela se dará daqui a algum tempo. E também do fato, de não termos
    uma tradição cultural forte que vieza as questões reflexivas e
    preponderantes ao que pensam: artistas, centros de arte e cultura, no
    modo de veem o desenho e demais manifestações visuais como uma
    linguagem humana.

    Parabéns
    e obrigado a todos!

  • Iago

    Fora de Tópico:

    Iago Rodrigues, 19 anos, estudante de Dança e Arquitetura.

    Olá. Primeiro os bla bla blas: adorei o Podcast, escuto à um ano, e sempre fico feliz quando vejo um titulo ou um imagem do programa da semana que remetem-me à “pontos de vistas de coisas que me interessam, mas que nunca ou-vi”

    Sou Dançarino (praticante de danças urbanas ás 4 anos), e sempre quando se toca na arte, sinto um abismo entre as artes visuais e as “performáticas”.
    Tem um milhão e um argumentos que justificam essa separação – de comum por exemplo: o que está no palco interessa á quem vai ao palco ou quem o quer ver, logo a Dança ou o Teatro é menos citado por existir menos atores e espectadores destas, que esperam estas.

    A questão que me intrigou:
    O Desenho e a Literatura são meios de se expressar, que além de produzir coisas interessantes, aguçam o sentido de sentir o mundo a partir da prática e consumo; como a Dança e o teatro.

    Se todos devemos saber desenhar e escrever, por que todos não devemos saber dançar?

    Me chateia muito que além da arte estar na marginalidade do conhecimento dito hoje “necessário”, em nosso próprio meio, em nossa própria casa, com nosso generoso e orgulhoso hall de entrada, há quartos de kilomêtros quadrados para uns, e, um puxadinho apertado dedicado a dança;

    Não é sobre o número de pessoas que pintam ou dançam, nem sobre as qualidades únicas. O desenho eleva tanto quanto a dança.

    Nem sei se foi uma pergunta ou um desabafo, mas ta valendo a intenção de se expressar e cagar regras. continuem com o ótimo trabalho.

    PAZ

  • gabriel victor

    Olá!
    Me chamo Gabriel, hoje (17/Ago) completo 27 anos, sou ilustrador formado em Design e moro no Rio de Janeiro.

    Primeiramente, parabéns pelo podcast! Sou ouvinte irregular, mas sempre acompanho as entrevistas e os “Seja designer (onde quer que seja)”.

    Sobre o programa, acho que meu santo realmente não bate com o do Gustavot.

    Dizer que cartoon e mangá são “bobageiras”, pela forma como certas publicações usam a popularidade dessas vertentes de ilustração para lucrar em cima de quem não tem instrução na área, é uma “bobageira” ao cubo.

    Vou calar o ressentimento e deixar um apelo: Não chame de “bobageira” o tipo de Arte que muita gente boa, que estudou(a) muito e levou(a) muito a sério, escolheu pra se expressar.

    Sei que é passional, e até infantil da minha parte, mas vários comentários dele me incomodaram imensamente, e não consegui ouvir o programa até o final. Mas tenho certeza de que o Beccari falou bastante! haha

    Novamente, parabéns pelo programa.

    Abraços!

    Obs: Não sei se é o Ivan quem escolhe as músicas no fim do podcast, mas está de parabéns!

    • Eduardo

      Cara, eu concordo com você sobre essa “audácia” do Gustavot em rebaixar esse tipo de arte mais popular, como “bobageira”, como se ainda existisse algum tipo de “forma perfeita”, um tipo ideal de possibilidade estética.

      Mas ultimamente os animes, andam bem repetitivos, acabam se reciclando e apresentando um produto repetido e batido, os ilustradores acabam perpetuando uma narrativa simbólica muito pobre, só vejo técnica mas nada de expressão.Claro, que tem a questão de mercado, demanda, publico e etc…

      Acho que isso tem relação, com a própria questão da industria cultural, já discutida lá no programa da escola de Frankfurt.

      • gabriel victor

        Cara, só não confunda anime com mangá.

        Quem desenha mangá é um ilustrador. Com um estilo “próprio” (há controvérsias demais pra comentar sore isso), uma narrativa própria, soluções gráficas ( estilo de cenário, linhas de movimento, narrativa e etc) próprias.
        Há alguns que fazem mais coisa nas páginas, outros que deixam mais para os ajudantes e tals. (Leia Bakuman. É um ótimo mangá, e acho que conta bem como é a indústria).

        Anime é um produto feito com base no trabalho desse cara, mas os autores às vezes não tem qualquer responsabilidade para com a animação. Há um estado chamado de “no Touch” (ou algo assim), onde o autor tem que produzir incessantemente para que a animação não seja prejudicada também.

        Pra fazer um anime o diretor de arte tem que pegar cada solução gráfica do ilustrador original e:
        1. Adaptar e tornar viável para produzir em video.
        ou
        2. Ignorar e introduzir o estilo usado no próprio estúdio.

        Não lembro do programa da escola de Frankfurt, mas acho que deve ser mais ou menos o que eu descrevi.

    • Eduardo Souza

      Opa, cara!

      Eu entendo sua crítica e acho que, realmente, ficou parecendo isso até quase no fim do programa. Mas acredito que eles desfizeram esse mal-entendido: a crítica se dá em acreditar que Desenho pode se resumir a um estilo ou outro.

      Mais pra frente no programa, quando Gustavot se utiliza da metáfora com a corrida de bastão, acho que isso fica mais claro. Eu interpreto que, uma vez que há 1) consciência da técnica e 2) perspectiva histórica, o “estilo” (mangá, cartoon, etc) não é um problema, mas, como você disse, um modo de se expressar tão valioso quanto qualquer outro.

      Resumindo, acho que o problema é “aprender” a desenhar [insira aqui um estilo] através dessa perspectiva de “fórmulas”.

      • Aryel Meireles

        Eu só tenho uma dúvida: Estas fórmulas fazem parte da técnica, não?
        O problema seria aprender através das revistas ao invés da observação?

        • gabriel victor

          Bom… http://www.dicio.com.br/tecnica/
          por definição, estas “fórmulas” são a técnica em si.

          O problema não é aprender de uma revista. O problema é o quanto esse tipo de material chega “jogado”. Aprender a desenhar é coisa às vezes pra anos de estudo, e em revistas geralmente vem enlatado em 50 páginas. Sacou?

      • gabriel victor

        Sim, nesse ponto eu concordo. Só que muito antes de “Aprenda a desenhar mangá” (que só apareceu aqui no fim da era de animes na Manchete) já tinha uma cacetada de “Aprenda a desenhar”. Eu sei porque quando era pequeno tinha um monte dessas revista. Revistas essas,aliás, que me ajudaram bastante, sim.

        Como eu poderia estudar desenho a fundo com 5 anos de idade? Esse tipo de material fez com que eu mantivesse o interesse.

        No momento que eu decidi me tornar um ilustrador profissional, a primeira coisa que fiz foi focar no “profissional”. Comparei o que eu sabia fazer com o nível de exigência do mercado, e aí sim fui buscar um meio de estudar a sério.

        Eu compreendi o que o Gustavot quis dizer. Mas a forma como ele se expressou de início (pra mim) foi tão errada, passou por cima de tantas situações diferentes do cenário que ele estabeleceu, que, como o Ivan disse, “eu me fechei”.

  • Paulo Azevedo

    Buenas pessoas!
    Ao saber deste cast a primeira coisa que me veio à mente foi: será que o que sempre pensei virá à tona? Que eu me lembre, desde os meus 7 anos trabalho direta ou indiretamente com desenho, e sempre pensei que desenhar é mais do que representar e que para conseguir expor esta expressão é necessário muita prática a ponto de conseguir construir para alcançar o êxito, desconstruir para confirmar, e reconstruir para afirmar. Durante um bom tempo trabalhei como caricaturista, e uma vez alguém me perguntou como eu conseguia fazer uma caricatura que deixava a vítima tão diferente e ao mesmo tempo tão parecida no desenho. Para mim sempre foi simples: procure a perfeição para conseguir desconstruir com domínio suficiente. Hoje trabalho como designer gráfico e continuo seguindo este caminho. Concordo com o Marcos Beccari e Gustavot Diaz, o contemporâneo precisa ver muito mais, e “para ver tem que exercitar, e desenhar é a melhor forma de ver!”… Baita programa. Parabéns. Grande abraço, Paulo (Ivan sou aquele pai que quase recebeu de presente do ouvinte Renan, no Dia dos Pais dia 14, a participação via hangout do História da Arte para Criativos… os velhos também escutam o AntiCast o/).

  • Dario Joffily

    Depois de séculos sem comentar, estou de volta hehe

    Primeiro, obrigado pelo programa. Todos aqueles que o Gustavo participa me abrem a cabeça sobre uma nova maneira de ver a arte contemporânea. Não tenho uma opinião muito definida no assunto, mas fiquei me questionando se essa metáfora dele do corredor de revezamento pressupõe uma noção de progresso na arte, como se houvesse no fim da corrida um lugar específico para se chegar. Idéia essa que eu pelo menos não creio que seja uma maneira interessante de ver a prática artística hoje.

    Além disso, acho que devo ser a milésima pessoa a pedir isso, mas por favor façam outros programas sobre Escola de Frankfurt e/ou teorias que prosseguiram com suas idéias.

    No mais, tô só esperando o dia que vocês vão se irritar com esses comentários e voltar com o troll da semana. Abraço!

  • Eduardo

    Saudações!!

    Não sou da área de desenho, mas pessoalmente gosto de desenhar algumas coisas no meu tempo livre, contudo, esse programa me fez pensar sobre uma questão técnica, utilizada na psicologia para interpretar e avaliar a personalidade das pessoas: Os testes projetivos, que utilizam “desenhos” para criar um prognostico dos sujeitos.

    Toda essa reflexão em torno da arte, da linguagem enquanto forma e estética, arte conceitual e principalmente essa questão levantada em torno do desenho infantil, e do adulto, me fez pensar em uma dissonância intersubjetiva do teste, já que muitas avaliações são feitas igualmente com adulto e crianças, utilizando os mesmo parâmetros.

    Se possível gostaria de uma opinião singela de vocês, sobre o desenho dentro desse contexto clinico, e principalmente sobre o “olhar”, como nos testes HTP, TAT, teste de rorschach e etc.

    Temas que eu gostaria de ver nos próximos programas, seja no anticast ou não obstante:

    Inteligência artificial
    Metafisica
    Teorias filosóficas do conhecimento
    Estética e sensibilidade
    Pós-modernidade e modernidade
    Literatura brasileira
    Cientificismo e moral contemporânea
    Derrida e Deleuze e Foucault ( ou pós-estruturalismo)
    Geração Y
    A era do supercapitalismo
    George Orwell
    O fim da história
    etc

    Enfim… tem vários temas que eu gostaria de ouvir vocês debatendo, seja dentro do contexto filosófico-social-estético-linguagem-Beccari prolixo-Ivan mandando Beccari calar a boca-Baudrillard-Lacan-Historia-Arte-qualquer coisa acadêmica.

    Valeu!!

  • Roberta

    Ótimo cast!

    Ivan, será que rolaria de tu fazer um cast sobre o Bourdieu? Também estou na pira de lê-lo por conta do mestrado e acho que o mundo também deveria conhecê-lo melhor.

  • Pablo Pellegrino

    Olá, me chamo Pablo, tenho 19 anos e sou do Rio de Janeiro.
    Não entendo nada de desenho e não sou designer, nem pretendo ser, não obstante, o anticast é um de meus podcasts favoritos por muitos fatores, mas um dos principais é a forma crua e “rustica” da edição (ou melhor, da ausência dela) que torna o podcast mais próximo de uma chamada de skype entre amigos, o que é a realidade de boa parte dos ouvintes, e acaba por torna-lo algo mais próximo do ouvinte. Gostaria também de comentar em favor do Beccari na ideia do anticast sobre suicídio. Acho válido um podcast sobre o livro do Hillman, mas tendo em mente que o autor já teve um episódio inteiro dedicado à a vida e obra do mesmo, seria mais válido (e melhor para os ouvintes leigos de Hillman e interessados em suicídio [teoria e/ou prática]) que fossem citados não só os conceitos Hillmanianos(?) como também os de outros filósofos. Também acho válido que comentem sobre suicídio na literatura (vide Goethe) e seu impacto na vida de seus leitores. Sem mais, gostaria de parabenizar o trabalho de vocês como proliferadores de conhecimento/entretenimento e cagadores de regras profissionais. Um grande abraço e continuem nos divertindo semanalmente, e #FreeBeccari.

  • http://randomcast.com.br/ Tiago De Lima Castro (Especial

    Não sou alguém da área do desenho, confesso que uma das minhas frustrações é minha incapacidade de expressão através do desenho.

    Na área musical, que é minha área, a mimesis é parte inerente do aprendizado musical. O caso do jazz é sui generis para pensar consequências da falta de mimesis no aprendizado musical. Com as devidas e raras exceções, o Jazz tem tornado-se chato e inexpressivo exatamente quando ao invés do jazzista aprender a expressar-se pela mimesis de seus modelos, passou a estruturar-se teorias de improvisação que possibilitam compreender o modus operandi de Miles Davis em Bitches Brew, por exemplo. Eu defendo que a morte do Jazz ocorre exatamente quando substitui-se a mimesis dos mestres pela apreensão lógico racional dos processos improvisatórios.

    Falando sobre o elemento do adolescente tocando violão por causa de mulher – e como professor de violão popular e erudito acompanho essa situação -, nada como o impulso de Eros como propulsor do potencial mimético de extravasamento criativo. Vide Antônio Carlos Jobim, que não gostava muito de tocar piano quando criança, porém, ao descobrir o potencial erótico musical de seu instrumento, tornou-se o Tom Jobim.

    Pensando no processo de criação, dentro de um eixo bergsoniano de reflexão, a relação entre memória, percepção e criação é tão intrínseco que sua separação em memória pura, percepção pura ou criação pura são simplesmente hábitos pragmáticos da análise que paralisa o puro movente que é a criação.

    Tudo de bom a todos e parabéns pelo programa!

    Tiago

  • http://www.zumbisdecapacete.com.br/ Jonas Felix

    Ivan gosta do Pollock? Olha só quem gosta tbm….

    • http://www.anticast.com.br Ivan Alexander Mizanzuk

      Ele deve gostar de bacon também. Não vou parar de comer bacon por causa disso. =P

      • Diego Felipe

        ahuahuahuahauhuah

  • Jorge Curti

    Gostei do Beccari nesse.

    ahiuahaiu

  • akemi mitsueda

    Olá, pessoas.

    Parabéns pelo que considero ser um dos melhores Anticasts que já ouvi.
    Minha pergunta é: sou de São Paulo e gostaria de fazer um curso de desenho com o Gustavot, o que creio não ser possível, já que os cursos longos dele parecem ser ministrados só no sul do país.
    Vocês por acaso tem alguma outra indicação? Será que o próprio Gustavot conhece algum professor de desenho em SP que ele indica pra quem é daqui?

    Abraços e continuem com o ótimo trabalho.