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AntiCast 136 – Meu TCC

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Olá, antidesigners e brainstormers!
Neste programa, Ivan Mizanzuk, Marcos Beccari, Rafael Ancara e Thiago Grossmann conversam sobre como foi escrever seus TCCs! Saiba o que esses malucos fizeram no último ano de faculdade, como foi a procura por orientador, quais foram as peripécias e como é a experiência deles hoje como orientadores.

>> 0h07min14seg Pauta principal
>> 1h41min44seg Leitura de comentários
>> 2h02min42seg Música de encerramento: “I Have a Need”, da banda Black Light Burns

Download do episódio

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  • Luís Fernando

    Estou aqui só para cobrar mais um cast do BlackMirror.

    • Zamiliano

      ^ uma cobraça diguiníssima!

      • Ancara “o Porteiro”

        COBRAÇA?!? Reprovado

        • http://www.youtube.com/chicothepa Zamiliano

          Mah ôe, comi uma letrammm!

  • http://www.zumbisdecapacete.com.br/ Jonas Felix

    estou prestes a fazer meu TCC em Artes… vamos ver pelo que vcs passaram =P

  • http://www.zumbisdecapacete.com.br/ Jonas Felix

    faltou só os links pra baixarmos seus TCCs heheeheh

  • http://www.zumbisdecapacete.com.br/ Jonas Felix

    Ivan orienta meu TCC? =)

  • http://www.dilon.com.br/ Dilon Henrique

    Como assim “Dilon”? Dilon sou só eu, ué!

  • Jorge Curti

    Medo do Beccari nesse.

  • Zamiliano

    Olá, Antidesiners da apoteótica rebeldia juvenil pós-moderna, tudo bem?
    Vim aqui fazer coro a vocês que foram “do contra” no formato de TCC que nos mandam fazer – o que sempre acarreta atraso, paranoia, procrastinação e messianismo.
    Durante minha faculdade de Serviço Social, decidi fazer um TCC sobre o campesinato brasileiro, mesmo morando em uma cidade operária. Não contente com isso, minha banca foi composta por dois sociólogos e um economista, ou seja, nenhum assistente social (achava todos eles horrivelmente chatos).
    Resultado final: atrasei em seis meses a apresentação (toca aqui Thiago) fechei o trabalho com uma boa nota e, passados quatro anos, descobri que ainda sou uma referência de maluquice na faculdade.
    Abração.

  • Felipe

    Sobre os produtos do Anticast : Tem um site que faz isso, so subir a arte que eles cuidam do resto. Se eu não me engano a loja do Mundo Canibal é através desse site.

    Sobre Pofessores que não cobram chamada: Estudei na Federal do Espírito Santo, fiz adm, tinha professor que fazia isso e era uma bosta ou seja, ninguém ia na aula. Professor hoje tem que dar show.

    Eu também quiz fazer meu TTC pra mudar o mundo, mas dava muito trabalho ter que provar tudo que tava falando. Ao mesmo tempo que a estrutura de pesquisa é necessária ela é cansativa,o que impede muita prática de ir pra teoria. Assim fizo basicão só pra passar mesmo.

    • http://www.facebook.com/leoprozczinski Leonardo Prozczinski

      Acho que o aluno tem que ser responsável por si. Não vai na aula? Ok. Mas depois não reclama que não conseguiu nota.

      • Felipe

        É relativamente fácil conseguir passar em matérias de professores ruins, eles não querem dar aula e nem corrigir prova.

        • http://www.facebook.com/leoprozczinski Leonardo Prozczinski

          Mais um motivo pra não fazer chamada. Vai cobrar presença de uma aula que nem você quer estar?

  • Alex Nunes

    Eu achei que ia conseguir vender a ideia do TCC para a Yoki e ficar rico. Ôh ingenuidade!

    O resumo da encrenca toda tá aqui http://youtu.be/K5XIXlJ9SG0

    • http://www.zumbisdecapacete.com.br/ Jonas Felix

      Ri alto com o viral sahshahshasasas

      • http://www.alexnunes.com.br Alex Nunes

        A ideia era essa, geralmente as pessoas querem compartilhar as coisas que as fazem rir.

        • http://www.zumbisdecapacete.com.br/ Jonas Felix

          tô imaginando a galera da conspiração acusandr de serem iluminatis sahshashahsahs

  • Rafael Duarte

    Ótimo episódio. Também estou em fase de TCC e reconheci várias situações narradas, mesmo não sendo da área de design.
    Sugestão de tema: Bernard Cornwell e literatura histórica.
    Pelo programa da Cinderela, devem estar acabando os temas :P

  • Ingo

    Só hoje pude ouvir o programa 131, onde responderam minha dúvida sobre o link do download. Realmente o Soundcloud não aparecia onde eu estava acessando. rsrs
    Algo que se resolveu alguns dias atrás quando passei a a acessar o site em casa e estou conseguindo baixar os episódios antigos (inclusive já ouvi o 129, que estava ótimo!).
    Valeu por responderem e abraços!

  • Luis Felipe

    Bom Cast Ivan,

    Acho que o melhor exemplo de TCC que de fato se tornou alguma coisa – e o cara que escreveu deve ter ganho algum trocado pro sucrilhos no final – é a Fedex. Na época o orientador considerou o trabalho medíocre e o futuro dono da empresa passou meio que no sufuco, exatamente como alguns alunos seus. Um conselho: na próxima vez que aparecer um trabalho nota 6 – nota 6 pero no mucho – invista na ideia do cara com 49% do capital inicial, isso ainda pode te tornar milhonário. (e pode mandar o boleto pra banda)

  • V…

    Um adendo com relação ao TCC do Beccari, quando ele começou a explicar mais ou menos sobre o que se tratava, logo veio em minha mente um manga Seinen chamado “Homunculus” do Hideo Yamamoto, onde após realizar uma trepanação o protagonista passa a enxergar a verdadeira essência das pessoas de um aspecto físico. Na história eles chamam esse fato de abertura do 3º olho e cada pessoa possui uma explicação psicológica, traumática e filosófica para sua essência transfigurada.

    Sinopse: Susumo Nakoshi, 34 anos, é um sujeito estranho. Morando em um velho KIA, estacionando ao lado de um grande parque, ele passa seus dias entre os mendigos. Certo dia, um estranho sujeito aparece para Nakoshi e lhe faz uma proposta de 700 mil ienes para que ele se submeta a um bizarro experimento: a trepanação; uma cirurgia que consiste na aberta de um orifício no crânio do paciente, realizada desde a antiguidade com o objetivo de eliminar maus espíritos e demônios, ou ainda desenvolver dons paranormais.

  • Keilla Teixeira

    Falando desse negócio de medo de reprovar TCC, meu ex-orientador foi agredido pelo marido de uma aluna que ele reprovou na banca. A garota foi pega no plágio. Já tinha sido avisada antes da defesa, pois o professor falou ao orientador dela que tinha achado coisa errada, e na hora ele escancarou. Resultado? O marido putaço invade a sala de aula quando ele estava dando prova, deu um chutão no estilo Anderson Silva no professor, derrubou-o no chão e só não bateu nele usando uma cadeira de ferro porque os alunos ficaram na frente pra impedir. Um gostinho do péssimo sistema de segurança das universidades federais.

    Rola processo por tentativa de homicídio até hoje e quem se lascou no final fui eu, porque o professor ficou tão assustado que acelerou a volta pro estado dele (isso tudo aconteceu na federal da Paraíba e ele era gaúcho e já pretendia voltar pra sua terra) e foi-se 2 meses antes da minha defesa. Quase não consigo defender meu trabalho que já tava praticamente pronto quando ele me largou, faltando só a revisão final.

    Então Ivan, seu receio é justificado. Espero que nunca te aconteça nada do tipo.

  • Mac Ten
  • Adriano

    Essa é pro Beccari criar gosto pela Copa:
    Monty Python – Philosophers’ World Cup

  • http://randomcast.com.br/ Tiago De Lima Castro (Especial

    Bem legal o Cast, pois TCC é daqueles momentos da vida que você fica louco, ultra-focado e depois percebe que foi só um momento…
    No curso de filosofia todo o trabalho que tinha que ser entregue, e foram vários, tinha o formato ou de monografia ou de artigo científico. Isso facilitou um pouco o momento do TCC.

    Meu problema foi que queria fazer uma pesquisa sobre estética musical, mas como não consegui conversar com o professor que poderia orientar naquele momento, acabei escrevendo o projeto de TCC sobre a “Meditações Metafísicas” de Descartes. Acabei tendo como orientador o professor qure tinha em mente mesmo, e ele deu a sugestão de fazer sobre o “Compendium Musicae” de Descartes. Bem, mas o texto não tem tradução ao português e eu tinha uma semana para reescrever o projeto de TCC e começar a escrever o artigo… Aceitei o desafio, consegui o texto em inglês do século XVIII, do qual mexi no meu projeto, e consegui uma tradução em espanhol de nossa época e fiz o texto. Os textos mais conhecidos de Descartes tem um estilo fluente de leitura, mas este que fora seu primeiro texto, tem a escrita confuso e uma série de problemas de compreensão.

    A defesa foi complicada pois além do meu orientador, não tinha outro professor da faculdade dentro dessa área, e como não tinha como convidar professor de outras instituições, mas acabou dando certo e tirei 9,5 ao final.

    No final foi legal ter feito esse desafio, afinal, tive três meses para fazer o trabalho ao final das contas, já imaginou a loucura… O bom que como era artigo científico, pude publicá-lo num simpósio sobre Filosofia e Estética Musical que teve ano passado.

    Tudo de bom a todos!

  • Guilherme Cozer Webster

    Ótimo cast! Também fiz a bobagem de tentar pensar no bem da sociedade no meu TCC, deu um trabalho imenso.

    Sobre a coerência, o Ivan tá obviamente certíssimo em cobrar dos alunos. Não obstante (cadê o Ep.3, Beccari?),a própria avaliação costuma ser incoerente, pois frequentemente uma banca composta essencialmente por acadêmicos sem qualquer vivência profissional julga se um estudante está apto ou não a integrar o tal mercado – na qual eles nunca estiveram (sem julgamento de valor aqui, apenas de lógica). Neste sentido concordo com o Beccari: o estudante deveria provar sua capacidade de pesquisa.

    NA UFRGS existe o TCC 1, cujo resultado é essencialmente a pesquisa e a definição do escopo do projeto, e o TCC 2, que resulta na proposta do produto em si (a parte “prática”). Além disso existem “bancas intermediárias” para avaliar o andamento. Seria um cenário ideal, se os professores demonstrassem interesse em tais avaliações…passei pela mesma encrenca de ter um professor que caiu de pára-quedas somente na minha banca final, e tentou achincalhar o projeto (não por plágio, mas por birra) sem ter visto uma vírgula do desenvolvimento nos 12 meses anteriores, ao contrário do que a própria UFRGS propunha. Incoerência ainda maior é que o maldito era justamente Chefe do Departamento de Design e aí já viu né…me livrei da reprovação por pouco.

    Mas como todo mundo sabe q a nota do TCC pouco importa, caguei e andei pra ele. Recebi o canudo e por mim ele pode sentar em cima.

    Abraço pra vcs e continuem com o bom trabalho!

  • Viviane

    Olá, me identifiquei com muito do que foi dito no programa, também me formei pela PUC-PR e acho que meu TCC deixou muito, mas muito a desejar. Porém gostaria de saber a opinião de vocês sobre especialização lato sensu, vocês acham que vale a pena investir nosso tempo e dinheiro nestes tipos de cursos? Estou já a algum tempo buscando uma especialização e sinceramente, ainda não encontrei nada pelo qual realmente me interessa-se, todos parecem deixar muito a desejar.

  • Rafael Fonteles

    Bom, sobre TCCs que deram “alguma coisa”, posso dizer que o meu é um humilde exemplo =). Ele se chamava “Do Sustentável ao Objeto de Desejo” onde eu apresentava uma marca e coleção de ecobags 100% algodão, defendendo que o conceito “ecologicamente correto” é pouco explorado pelas marcas de moda.

    Depois da entrega do TCC começamos a vender os produtos online e divulgamos na Craft Design. Hoje, vendemos as bolsas para lojas em Brasília, Porto Alegre, Minas Gerais, São Paulo além de parceria com a lojinha do Museu de Imagem e Som daqui de São Paulo =). Ainda é um hobby, eu não enriquei com isso, mas é bem divertido:

    A quem se interessar:
    http://fc.com/penelopegreek
    http://penelope.co.nr

    Sobre as camisetas do Anticast, demorou mesmo para fazerem, eu mesmo serei o primeiro a comprar uma =]

    Abraço!

  • reilisam

    Excelente programa, pessoal! Beccari, poderia indicar alguns daqueles “macetes” que vc comentou sobre coerência?
    Quero a camisa, Ivan! Lança logo ae!

  • Marlon Fernandes

    1) Eu não sou da área de design, então queria confirmar uma coisa: o que vocês chamam de trabalho teórico é uma pesquisa científica em geral? Mesmo que ela seja empírica e não teórica, como um estudo de caso, vocês a chamam de trabalho teórico em oposição à criação de um “objeto”, confere?

    2) Cursei tanto a graduação quanto o mestrado na USP e como ela é muuuito descentralizada, cada faculdade tem normas muito próprias, mas a questão das chamadas é obrigatória lá também, o que acontece é que ninguém tem interesse em denunciar um professor por isso e se denunciarem, é só ele “fazer” a lista de chamada na hora, já que a lista não precisa ser assinada necessariamente pelos alunos. Mas eu desconfio da eficácia dessa ferramenta porque geralmente as pessoas tem vergonha de se levantar e sair, além do receio dele não cumprir a promessa.

    3) Duas coisas legais que têm na minha unidade: uma é que na graduação se você publicar um artigo ou apresentá-lo em um congresso em determinadas revistas/eventos você é dispensado do TCC 1 e TCC 2 com nota 10 em ambos. A outra é que no mestrado/doutorado a monitoria (ou estágio) é obrigatória, então em geral os professores têm alguém de apoio nas aulas da graduação.

    4) Essa história de que no exterior o professor só dá meio dúzia de seminários existe mas é coisa para quem é referência na área e/ou publica muuuito: a grande maioria dos professores tem que dar aula normal. E hoje, uma das coisas que a Capes avalia nos programas de mestrado e doutorado, é se os professores da pós dão aula na graduação, obrigando os professores. Isso pode ser difícil para os professores, mas que ganha são os alunos, com acesso à pessoas super qualificadas.

    5) Eu co-oriento alguns TCCs e não concordo com a postura de que o orientador tem sempre que ser procurado: se aluno estivesse pronto para buscar as respostas, não precisa designar ninguém para acompanhá-lo. Um orientador não é simplesmente alguém que tira dúvidas. Eu acho que é uma relação recíproca, que muitas vezes pode exigir uma postura mais ativa do orientador, dependendo do aluno.

    6) Sobre do “mito” dos “uspianos”, na graduação eu já tive a oportunidade de assistir aulas em paralelo em uma faculdade privada bem popular como ouvinte, e na minha opinião, a maior diferença não está nos alunos “uspianos”, mas nas aulas. Vai soar babaca, mas a pior aula que já tive na USP (na minha unidade) e já tive aulas péssimas, ainda é tão acima de uma faculdade regular que mesmo o aluno que passa por “pena” dos professores, já absorveu mais conteúdo (o que não significa que ele será um bom profissional).

    Abraços!

    • http://notasurbanas.blog.com gabriel

      Incomoda-me este endeusamento que se faz da USP.

      Fiz graduação na USP e hoje faço mestrado lá e, como em qualquer universidade, há estudantes bons, estudantes medíocres e estudantes ruins, assim como há professores bons, medíocres e ruins. Há lá gente dedicada e competente, como em qualquer lugar, mas não é algo excepcional. Se há qualidade na USP, é por conta de um histórico de investimentos públicos adequados (que, ressalte-se, são sempre cobrados pela comunidade universitária, sobretudo pelos movimentos estudantil e sindical, sempre criticados). Tais investimentos, aliás, têm sido negligenciados por parte do governo do estado nos últimos anos e corremos sérios riscos de sucateamento.

      É preciso tomar cuidado com este tipo de endeusamento da USP: é ele que tem propiciado na mídia, recentemente, insinuações de uma suposta necessidade de elitizar ainda mais a universidade e passar a cobrar mensalidades (ou mesmo vir a privatizá-la). Como espaço público de construção de conhecimento, a USP deve ser gratuita e popular (só assim ela pode manter a qualidade).

      • Marlon Fernandes

        Talvez não tenha ficado claro no meu comentário, mas concordo 100% com você Gabriel ;)

  • João Victor Nogueira

    Opa pessoal, tudo ok ? Embora eu não seja um antidesigner, sou um antiadvogado (creio que quase isso mesmo). No meu TCC aconteceu uma situação inusitada: Falei de um tema desconhecido pela a banca, usei uma metodologia da qual a banca nunca ouviu falar e caprichei no vocabulário da apresentação. Ficou bom, após o término do curso consegui publicá-lo em revista com qualis A-1 e na banca fui aprovado com nota total.
    Valeu pessoal!

    E ah, embora o testemunho pareça prepotente (tirar a examinador da área de conforto), não é nada disso, foi pura sorte (e péssima orientação).

  • reilisam

    Estou aqui para cobrar algumas coisas:
    1 – Balada do Rouxinol!
    2 – Dossiê Olavo de Carvalho
    3 – Camisa do Anticast
    4 – #freeBeccari

  • Wanderson Curcino

    Olá Srs., gostei muito dessa discussão. Acho que o pior de se fazer um TCC é que de fato nós alunos dificilmente conseguimos entender pra que diabos ele serve e, por isso, não nos motivamos o suficiente. Tive sorte já que logo depois de terminar o curso de jornalismo consegui ampliar meu TCC para um projeto de mestrado e ser aprovado, mesmo sendo ainda um recém formado. Neste caso ele foi bem útil, mas confesso que no momento em que o produzia, achava todo aquele esforço meio em vão. Abraços!

  • http://notasurbanas.blog.com gabriel

    Quando preparei meu TFG (o “TCC” da arquitetura), estava já bastante desconfiado de qualquer forma de discursos de salvação do mundo. Achava-os de um lado, ingênuos, de outro, contraditórios. Por este motivo acabei estudando justamente quem, na arquitetura, procurou em certo momento da história promover arquiteturas “participativas”, de “função social”.

    Acabou ficando um trabalho com graves problemas teórico-metodológicos (e também com certa dose da ingenuidade e contradição que criticava nos outros), mas foi divertido construí-lo: http://www.academia.edu/2953365/Somos_todos_arquitetos

    Sobre a avaliação da capacidade de pesquisa na graduação: acho perigoso exigir de todos os estudantes habilidades de produção científica em cursos profissionais como design. Não vejo problema nenhum em TCCs “meramente” projetuais. Ao contrário, sinto como um desafio para as universidades em reconhecer formas de conhecimento não logocêntricas, distantes do conhecimento verbal, como é o caso do design, das artes, da arquitetura, etc. Se não são os critérios “de mercado” que devem guiar formas de avaliação como estas, também não são os critérios científicos usuais, mas critérios construídos a partir das especificidades destas formas de conhecimento.

    Parece-me pior, porém, exigir de todos os estudantes capacidade de pesquisa e produção de material científico (artigos, monografias, etc). Por este motivo, acho que a pior situação é a de escolas que limitam o formato de TCC: se, de um lado, é bastante frustrante a escola que não aceita “trabalhos teóricos” como TCC, também é igualmente frustrante a escola que exige dos TCCs “projetuais”, tradicionais, um obrigatório componente de pesquisa, como uma monografia (que, como temos visto, tem se revelado medíocre). O formato do TFG de arquitetura da FAU, onde estudei, me parece ainda o mais adequado: o formato é totalmente livre para o estudante, desde que o resultado seja coerente com o processo e os objetivos que ele traçou. Isto faz com que trabalhos tão díspares quanto monografias, projetos, planos e até banquetes gastronômicos e desfiles de moda sejam aceitos como TCCs de arquitetura, não pelo seu conteúdo em si, mas pela discussão que foi traçada ao longo de sua produção pelo formando (http://www.fau.usp.br/disciplinas/tfg/tfg_online/tm/index_tm.html)

    • http://notasurbanas.blog.com gabriel

      Aliás: valia a pena um programa apenas com designers criticando as normas gráficas da ABNT para trabalhos acadêmicos…

      • Marlon Fernandes

        Concordo com a sugestão e poderiam sugerir soluções para contornar o problema (inclusive acho que você contornou bem o problema no seu).

  • Marilia Bruno

    Vocês comentaram então vou responder aqui… meu TCC virou algo. Um quadrinho o/ Vendi no FIQ e tem aberto mts portas legais pra mim nesse meio :) (chama “Cara, eu sou legal” e dá pra ver mais aqui http://www.behance.net/mariliabruno )

    E teve um cara lá da UFRJ tb que criou uma loja de camisetas. Não lembro o nome agora, mas quando vi ele tava vendendo já e tudo…