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Não Obstante #2 – Do imaginário ao trágico

com Beccari, Daniel Portugal e Rogério de Almeida

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Olá designófilos!

Finalmente retornamos com o segundo episódio do Não Obstante, contando mais uma vez com a impecável edição de Felipe Ayres.

Neste programa, conversamos novamente com o prof. Rogério de Almeida, da USP, desta vez explorando as relações entre os estudos do imaginário e a filosofia trágica. Falamos sobre os regimes diurno e noturno do imaginário, ligando-os a algumas formas possíveis de encarar nossos corpos e desejos e de pensar sobre a natureza e a civilização. Arriscando despertar a fúria dos ecofílicos de plantão, sugerimos que a Natureza não existe – isto é, não existe como distinta do humano; ela ou inclui o humano e tudo que dele provém, ou aparece apenas como uma categoria negativa: o outro da civilização. Nesse segundo sentido, ela só existe, portanto, como um Ideal, a mais nova versão do paraíso terrestre – é o que nos resta, já que, como se sabe, Deus está morto! Como todos os Ideais com I maiúsculo, porém, também este mais belo dos Ideais, a Natureza perfeita e intocada, é erigido subrepticiamente sobre o Nada – afinal, como diz Nietzsche, o homem prefere ainda querer o nada a nada querer… A filosofia trágica, por sua vez, propõe que olhemos de frente esse Nada e afirmemos a vida assim mesmo – é afirmando esse Nada, afinal, que podemos conquistar a liberdade mais radical e erigir, com um riso nos lábios, ideais que não têm I maiúsculo porque não buscam o Além.

Marcos Beccari e Daniel B. Portugal.

Comentários do episódio 01 – a filosofia morreu?

Para definir aos poucos um formato singular ao Não Obstante, decidimos não gravar — ao menos inicialmente — uma seção de leitura de comentários, para manter os programas com uma duração razoável, e, sobretudo, focar exclusivamente nas discussões filosóficas. No entanto, estamos lendo todos os comentários e nunca deixaremos de os ler! Para dar uma resposta, mesmo que geral, àqueles que nos dão um mais do que bem-vindo retorno, adicionaremos à descrição de cada programa uma breve resposta geral aos comentários do programa anterior.

Acerca do último programa, ficamos muito felizes com os feedbacks, em sua maioria bastante positivos. Recebemos até comentários em áudio de algumas pessoas que fizeram questão de registrar, logo após escutarem o podcast, a impressão que tiveram. Agradecemos e encorajamos a prática! De maneira geral, a maioria comentou que o papo começou truncado, mas em determinado momento desenrolou-se muito bem. Percebemos a mesma coisa e, nos próximos programas, tentaremos entrar logo na discussão principal, sem muitos rodeios introdutórios. Ademais, todos nos desejaram votos de sucesso e, de lá para cá, somamos mais de 4.400 downloads. Enfim, muito obrigado! Esperamos conseguir continuar com o projeto e, principalmente, cumprir com essa expectativa, maior do que prevíamos, proporcionada pelo primeiro programa.

Faça download do episódio aqui

>> 0h02min29seg Pauta Principal
>> 1h19min06seg Música de encerramento: “Leave word”, da banda Toe.

Links
Site Filosofia do Design
Site do prof. Rogério de Almeida

AntiCast #68 – O Imaginário (com Marcos Beccari, Ivan Mizanzuk e Rogério de Almeida)

Artigo “Considerações sobre as bases de uma filosofia trágica” (Rogério de Almeida)

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  • gandralf

    Achei a abertura sensacional. Agora com licença que eu vou ter que voltar lá no episódio duplo do James Hillman (foda), passando pelo do Imaginário (outro foda) para poder acompanhar direito.

    Esse pessoal do Anticast me dá um trabalho…

  • Rodolfo Bicalho

    Acho ótimo não ter leitura de comentário, sinceramente por mim o Braincast podia fazer o mesmo. Perde-se um tempo enorme lendo e comentando o que é dito nos comentários…

  • http://randomcast.com.br/ Tiago De Lima Castro (Especial

    Eu achei bem interessante a discussão, principalmente da relação do real com o imaginário através da concepção trágica.
    Eu li o artigo do prof. Rogério, e fiquei pensando se não seria a filosofia trágica do século XIX uma “reação” ao otimismo do Iluminismo? Pensando mesmo em Rousseau que não cansou de lamentar sobre a falta de sentido de tudo, inclusive da própria arte mesmo sendo músico, mas não chegou a abraçar essa ausência de sentido, procurando na educação uma solução a este mal-estar com mundo.
    Um abraço a todos!