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Retrato gigante construído com objetos só pode ser visto de um único ponto de vista

Artista Bernard Pras e seus trabalhos de ilusão anamorfose questionam o olhar humano

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O artista francês Bernard Pras trabalha com obras quase que inteiramente dentro do domínio da anamorfose, que significa “sem forma” ou “deformado”. É um efeito em que uma imagem irregular ou disforme pode ser vista de maneira regular apenas a partir de um determinado ponto de vista.

Suas criações focam em instalações construídas com os mais diversos objetos do cotidiano, e passa a reinventar retratos de artistas e obras clássicas, personagens de desenhos animados, ícones da história da humanidade e personagens da cultura francesa.

A última obra de Bernard Pras, um retrato do tamanho de um quarto do ator Sotigui Kouyaté, foi feita com roupas, tintas, madeira, borracha e outros objetos encontrados.

Se vista de um ponto de vista normal, aparente uma imagem distorcida. A obra foi criada, na verdade, em dois planos: no chão horizontal e na parede vertical. Apenas quando vista através da lente da câmera é que o retrato fica inteiramente visível.

Abaixo, o vídeo mostra o processo de construção da obra, durante a instalação que a abrigou em fevereiro deste ano, no L’Institut Français em Ouagadougou, Burkina Faso.

Dependendo de que lado o espectador observar a obra de Pras, pode se deparar com ordem ou caos. O anamorfismo retoma a necessidade do olhar humano no dia a dia, pensando o mundo como algo que, às vezes, é preciso olhar duas vezes para entender.

“Uma questão que eu quero dividir é a experiência de ter uma primeira visão das coisas e depois perceber que há uma segunda visão” – Pras

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