Ranking dos países que mais fazem download ilegal de músicas: Brasil é o 5º

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Eu nunca ouvi falar em Billy Van – estou ficando velho – mas ao que parece ele é bem popular nos downloads. Pelo menos é o que mostra um estudo encomendado pela BBC, através do serviço de monitoramento musical Musicmetric.

O número de downloads cresce menos em países que tem presença de serviços legais de música online.

A pesquisa – que corresponde ao primeiro semestre de 2012- revelou quais são os países com maior volume de downloads ilegais via Torrent. O Brasil está em quinto lugar: 19 milhões de músicas baixadas através do protocolo. Em primeiro vem os Estados Unidos, com mais de 96 milhões de downloads.

O ranking de pirataria musical mostra também quais foram os artistas mais baixados em cada país. O álbum “Talk that talk” da Rihanna foi o mais pirateado no mundo – totalizando 1,2 milhão de vezes.

No Brasil – e em outros três países (Índia, Romênia e Grécia) – o líder de downloads é o DJ americano de música eletrônica Billy Van. Uma das explicações seria o fato de o EP do DJ, “The Cardigan”, está licenciado para distribuição gratuita via Torrent, incentivada pelo próprio músico.

Segundo a MusicMetric, até 2015 o Brasil deve atingir o segundo lugar no ranking mundial de pirataria musical. Por outro lado, o estudo diz que o número de downloads cresce menos em países que tem presença de serviços de música online, como iTunes, Spotify e Rdio.

Resumindo: Muita gente prefere as alternativas legais se estas forem oferecidas.

Ainda de acordo com os dados da pesquisa, as gravadoras lucraram mais com a venda legal de arquivos digitais em 2011: 8% de crescimento, totalizando US$ 5,2 bilhões. Em 2010, o aumento nos lucros foi de 5%

A pesquisa da MusicMetric cobre mais de 750 mil artistas, e pode ser baixado na íntegra no site da empresa.

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  • http://twitter.com/zerrenner @zerrenner

    A pesquisa é ótima pra provar que as pessoas aceitam comprar música, desde que não seja cara demais. Pagar R$30 num CD era algo que não permitia à maioria das pessoas de terem tudo o que queriam, especialmente álbuns com apenas uma música boa.

    O esquema mensal de Spotify e Rdio são bem mais honestos por permitir acesso ilimitado aos acervos que vc nunca compraria em CD. Talvez em muitos anos de uso, dependendo do quanto vc consome de música, essa conta passe a ficar cara, como num aluguel de um AP que vc "queima dinheiro" ao invés de investir em uma compra.

    Porém, Rdio a R$15 por mês é bem mais suave do que ir na loja de CD e mandar aquela paulada de R$ 150 por apenas 5 álbuns.

    O futuro da pirataria sempre esteve nas mãos das gravadoras que nunca souberam negociar com seus clientes. Como não o fizeram, estão ladeira abaixo, cada vez menos importantes pra indústria da música.

  • renanrv

    Billy Van???

  • Lucas

    As máfias e preços abusivos um dia cairão… aos poucos. Quanto mais próximo o consumidor tiver do artista melhor.
    O artista lucra e o consumidor paga menos. De um modo geral preços abusivos vem dos intermediarios. As lógicas são muito novas, mas é preciso pensar em soluções para os dois lados;

  • Tiago

    Esses quase 20 milhões de shares no Brasil são excluindo o EP do tal do Billy Van, né?
    E todo o resto do conteúdo disponível legalmente por Torrent.
    já que esses downloads não podem ser considerados ilegais

    • Henrique Pinheiro

      Poisé… O levantamento original da Musicmetric não fala na legalidade ou não dos downloads. Fala apenas no total. Não faz distinção, nem julgamento.

      Outra distinção que não é levada em consideração, aparentemente, é que alguns dos TOPs apresentados aí, é que alguns são álbuns (Goyte, Kanye West, Ed Sheeran), outros EP (Billy Van) e ainda vários singles.

  • MRodrigues

    Um dos incentivadores da pirataria é a não disponibilização do original ou a dificuldade de adquiri-lo. Não apenas na música, mas também em filmes, séries, vídeos e livros.

    Exemplo: Estava querendo comprar a série "Neon Genesis Evangelion", não encontrei em lugar nenhum. Se não existe o original, como vamos consumi-lo?

    Busquei o livro digital de "Cinzas do Norte, Milton Hatoum", Nada. Terei de comprar em papel, emprestar ou baixar ilegalmente na internet.

    Muitos detentores de conteúdo retiram vídeos ilegalmente disponibilizados no Youtube, mas não oferecem o original. Preferem esconder seus vídeos a permitir que as pessoas os assistam.

    Os preços e principalmente a forma de pagamento afastam os consumidores. As pessoas gostam de liberdade. Para adolescentes que não possuem cartão de crédito, por exemplo, deveriam ser apresentadas outras formas de pagamento.

    Creio que o modelo "Pague uma mensalidade, ou mesmo uma anualidade, e ouça o que quiser, quando quiser e onde quiser, quantas vezes quiser" é o mais adequado, visto que a venda individual de música afasta os potenciais clientes, ter de compar música por música ou álbum por álbum é uma chatice.

    O uso de DRM também deveria ser repensado, visto que não impede a pirataria e prejudica aqueles que compraram legalmente.

    Se existir um jeito simples, fácil, disponível o tempo todo, sem frescuras, e barato de consumir mídia legal, não há motivos para perder tempo em 4shared e torrents da vida.

    O problemas dos vendedores legais de conteúdo é que a distribuição dos piratas é muito mais eficiente que a deles e as pessoas sempre vão escolher o caminho que demande menos esforço.

    Quando eu quero uma música, um vídeo ou um livro eu quero agora, se não estiver rapidamente disponível, vou para o caminho mais fácil: a pirataria.

    Se quero um filme e o vendedor é cheio de burocracias, tem uma banquinha de DVD pirata ali na esquina ou um site de vídeos online a dois cliques.

    É o sistema de vendas ineficiente e não o preço o principal fator de incentivo à pirataria. As pessoas vão sempre buscar o que é mais cômodo, parem de criar muros em torno do conteúdo.

  • http://www.ccibc.com.br/servicos-da-camara/feiras/feiras-na-china/canton-fair-feira-de-cantao canton fair

    Eu também nunca ouvi falar em Billy Van, quem será esse sujeito ? O fato do Brasil ficar em quinto lugar não é surpresa, mas esse artista em primeiro, sim.

    Até hoje não conseguiram diminuir o preço dos CDs, nem regulamentar de forma organizada disponibilização virtual de acervos musicais, não há outra alternativa para jovens, senão baixar arquivos pela internet.

  • gabriel

    Ficou parecendo merchan do Billy Van, nunca vi mais aceso!