Braincast 29 – Jogos Olímpicos: Como o Brasil pode fazer bonito em 2016?
No último domingo, durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, as redes sociais ferveram com opiniões, palpites e piadas do que o Brasil iria apresentar quando chegasse a sua vez, aumentando a polêmica discussão do que realmente deveria representar o povo brasileiro perante o mundo.
Aproveitando que em mídia social qualquer um pode palpitar, reunimos aqui um “time de especialistas na organização de eventos esportivos monumentais” como as Olimpíadas (ou não), para bater um papo sobre os 8 minutos do Brasil no encerramento dos Jogos e o que o Rio de Janeiro pode fazer para agradar os reclamões de plantão.
No Braincast 29, Carlos Merigo, Saulo Mileti, Maria Lígia, Vini Melo e Luiz Yassuda apresentam suas sugestões e críticas para o prefeito Eduardo Paes.
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[0h03m06] Comentando os Comentários
[0h58m46] Borracharia do Sr. Abel
[1h01m42] Qual é a boa?
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1) Concordo com o Paulo Vinícius Coelho, da ESPN, que disse que quadro de medalhas é uma ideia completamente contrária ao próprio espírito das Olimpíadas, já que a competição não é entre nações e sim entre atletas vindos de nações;
2) Uma vez eu ouvi um ator dizer que "parte do público não vai ao teatro para ver a peça; vai para esperar o ator errar". Dentro dessa ideia, entendemos porque algumas pessoas falam mal, dizem que só vai ter porcaria com Mr. Catra e Michel Teló, ao invés de considerar que existem outras coisas boas que podem representar a cultura brasileira;
3) Eu temo que, independentemente de quem for contratado para produzir a festa de abertura, vai ser um grande Criança Esperança se a Globo bancar parte da coisa ou se a Record, que quer ser a Globo, também abrir a carteira. Se vai aparecer na TV brasileira, tem que ter padrão Globo de Qualidade(?). A Globo manda no Rio de Janeiro, manda em Brasília, manda no COB… Estamos amarrados, amigos;
4) Os clichês acontecem em todas as festas. O Paul McCartney tá em todas, a Beyoncé e o marido cujo nome me foge agora estão em todas… É exatamente o que vocês disseram: o que é clichê aqui não é nas bandas de lá. Até porque nosso maior clichê, de verdade, é o superfaturamento e a corrupção;
5) Eu sou contra Copa e Olimpíadas no Brasil. Temos coisas muito mais importantes para resolver e, ao invés disso, estamos criando uma indústria de interesses e dutos de dinheiro para os colarinhos brancos encherem muito mais os bolsos. A Noruega é a 1a em IDH e não está nem aí pra ganhar medalhas ou ser uma potência olímpica; o que eles querem é continuar com a vida boa deles e de vez em quando mandar uma equipe para competir seja nas Olimpíadas "normais" ou na de Inverno;
6) Não existe legado. Todos os países que sediam Copa ou Olimpíadas ficam com elefantes brancos e uma dívida enorme. O próprio velódromo no RJ será demolido, os estádios que estão sendo construídos serão demolidos após a Copa… Eventos assim criam coisas paliativas, de momento, e depois que acaba tudo continua exatamente a mesma merda. Tudo, absolutamente tudo, é para os caras ganharem mais dinheiro com contratos superfaturados.
7) Vocês realmente esperam seriedade depois que o advogado do Emerson Palmieri (do Mensalão) chamou o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, de Jô Soares na cara dele?
8) Já deu para perceber que eu não sou nem um pouco ufanista, né?
1) Interessante esse ponto de vista, Luiz. Faz todo o sentido, mesmo!
2) Faz sentido, também. O que me deixa (de certa forma) triste é pensar na quantidade de pessoas incríveis que poderiam estar lá, mas provavelmente não estarão. Cito um exemplo: É muito mais negócio levar aquela tal de Paula Fernandes (é esse o nome?), cantora country que gravou com o Roberto Carlos. Mas na real: quem é ela?! Afinal, temos divas como Elza Soares, Alcione e outras que representariam de forma muito mais maestral… :)
3) Concordo. Globo manda. Infelizmente.
4) Fato. Paul é do caralho pra nós; pra eles, é clichê.
5) Somos dois.
6) Concordo de novo.
7) Não espero!
8) Somos dois.
:)
Concordo com os itens 3, 5 e 6.
Aliás, além do país ser da Rede Grobo, além de termos coisas mais importantes pra resolver, além de não existir legado, além de sermos um dos países mais violentos do mundo, além de termos um sistema legislativo, executivo e judiciário corrupto e ineficiente, além de não termos uma boa educação escolar para 85% dos alunos no ensino médio e fundamental (sim, é assustador), além, além e além.
Puta merda. Gabriela sempre foi uma série muito ruim. A obra é muito boa… mas a Globo sempre fode qualquer coisa. A Globo é uma empresa coxinha e coxinhas tem gordura que em excesso pode nos deixar enjoados.
Mesmo estando no país da Rede Globo, eu espero que as Olimpíadas sejam as mais originais(no plural mesmo? Ouço todos falando assim) e que o povo brazuca se orgulhe dela(s?).
Hoje já não tem mais jeito de não sediar a Copa ou as olimpíadas, mas tem como conscientizar o pessoal em relação ao respeito em competições, etc.
Minha mãe acha que o Governo só tomou iniciativa em relação as favelas do Rio por causa dessas competições.
Parabéns pelo podcast! Está cada vez mais-melhor-de-bão.
Lembrado pelo Yassuda, vale ler o artigo na Wiki sobre o Pan de 63, em São Paulo. Reparem nas estruturas usadas nos jogos, continuam sendo das mais importantes do país. http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Pan-Americanos…
Não tinha me dado conta de que o estádio "olímpico" não será o estádio principal, ou seja, o de abertura, e sim o Maracanã, que é e continuará a ser um estádio de futebol. Isto não seria, portanto, uma oportunidade única de o futebol ganhar mais valor nos jogos olímpicos? Talvez a partir do Rio o futebol seja levado de um modo mais valorizado nos próximos jogos. Haja visto, também, a importância que o Pelé está tendo, sendo que é um cara que sequer participou de um jogos olímpicos.
Uma questão que não foi citada…e a depressão pós jogos olímpicos que pode tomar conta do Brasil? Afinal, após Rio 2016, significa que já aconteceram o panamericano, a copa do mundo, o corinthians já foi campeão da libertadores e já tem um estádio…o que restará para este povo conquistar?
Depressão Pós Rio 2016 … Isso é um fato.
Sem contar que, se até lá o esporte definitivamente não estiver ''profissionalizado'' o que engloba marketing esportivo e desenvolvimento de várias modalidades e atletas, é possível que voltemos no tempo, não?
Alguns comentários…Alguns comentários:
- acrescentando o que o Yassuda falou sobre os tweets dos britânicos: eles odeiam Paul McCartney. A galera aqui detestou ver ele como principal atração da abertura das Olimpíadas. Eles sentem até um pouco de vergonha disso. No encerramento ouvi uns alívios do tipo "ainda bem que fecharam com The Who, pq o Paul não dava né…". Em Liverpool tem muros pichados com "No, we don't like Beatles". Cada país tem seu Roberto Carlos e sua Ivete Sangalo…
- sobre a área onde foi construído o parque olímpico: o bairro de Stratford antes das Olimpíadas era uma área feia, perigosa e com muitos terrenos vazios e mal cuidados, além de ser BEM longe do cartão postal de Londres. Quanto a isso, podemos ficar tranquilos. Jacarepaguá é a mesma coisa. O que vale é o desenvolvimento que as olimpíadas levaram praquele lugar. Stratford já está bem mais valorizada e promete virar um novo bairro legal de Londres nos próximos 2 anos, onde várias reformas no Parque Olímpico vão transformar a área em parques abertos ao público e emprendimentos habitacionais incríveis. Eu espero que Jacarepaguá carregue o mesmo legado que Londres está trazendo pra cidade. Economicamente, talvez não, mas em desenvolvimento, sem dúvidas.
Muito bom Gostei muito, mas acho que vão abafar as coisas ruins do país.
mas me digam o que acharam dos nomes para bola da copa. eu particularmente achei uma
merda puta falta de criativadade.
Sr. Abel agendou uma reunião com a agência para "informar" o reposicionamento de marca que ele ~criou~. Apresentou então o novo slogan: A diferença é a nossa diferença.
É o Coronelismo no Senado (governo), na mídia, no futebol e nós caros mortais estamos debatendo uma coisa que já está acertado para continuar como estão. Cartas marcadas. Ou o mais ingênuo de nós acredita que em 4 ou 6 anos tudo irá mudar? Gente, vai uma frase clichê, já que tudo é clichê: Nós, o Brasil, foi explorado e não colonizado. O negócio é devolver para os índios e pedir desculpas, como diria meu sogro. Os podcast estão show! Escuto todos! Abraços!
Vcs devem ter visto hoje a notícia que a bandeira olímpica foi “passear” no complexo do alemão. E isso depois de ter sua rotina avariada por uma manifestação dos motorista de van.
Bem, essa foi uma real amostra grátis de como será levado o evento aqui.
Desejo sorte a essa cidade!
Achei que o Braincast levantou várias opiniões interessantes:
Concordo com o lance do clichê ser válido para todos grandes eventos e nossa cultura popular é baseada nisso mesmo…
Beijos pra Maria Lígia que sou fã!!!
PS: me convidem pro braincast de #AvenidaBrasil sou viciado!
@fabioallves
Pro quadro de medalhas, não vejo muita solução, mas para a abertura, gostaria muito de ver um trabalho conjunto de direção artística com Cao Hamburguer, Deborah Colker e Paulo Barros (carnavalesco da Unidos da Tijuca).
Mudando de assunto, queria aproveitar pra dar uma sugestão de pauta: a visão dos criativos em relação a processos e o relacionamento com os planners, não só na elaboração da estratégia, mas também na construção de conceitos e interferências no trabalho da criação.
Parabéns galera, medalha de ouro pra vocês. O Braincast tá du caralho!
Abraço,
Sergio M.
Gostei bastante da discussão. Acho que vocês poderiam ter abordado um ponto interessante sobre as olimpíadas, que tem tudo a ver com comunicação, o fato de marcas que não são patrocinadoras colocarem o logo das argolas ou referência aos jogos em suas campanhas, vitrines e etc, vi matérias que em Londres até uma loja que se chamava "OLYMPIC" ou coisa do tipo teria sido repreendida, no Brasil, onde todos querem tirar uma casquinha desse evento, como será esse controle de uso de nomes e imagens dos jogos por não-patrocinadores? A própia CBF já entrou em atrito com a FIFA por ficar dando entrevistas sobre a copa e aparecendo todos os patrocinadores da CBF que são concorrentes dos da FIFA.
<Disclaimer mode on:
Não gosto de novela. A última que assisti foi "O Clone" quando tinha uns 16 anos.
Disclaimer mode off>
Vou dar uma "defendida" na galera que tá curtindo "Avenida Brasil" e aproveitar pra comentar algo que não tenho coragem de falar em público (se me torturarem eu nego até a morte).
Dias atrás chegando em casa, sozinho liguei a TV, pra fazer companhia, enquanto o PC iniciava e me surpreendi com o que vi na tela. Era uma cena de "Avenida Brasil" em que o ator Cauã Reymond descobria que sua verdadeira mãe era a vilã da história.
Na cena, rodada com câmera na mão, em um lixão, que não era o projac, o ator chorava com a imagem tremida e uma fotografia sépia, enquanto olhava para o cenário e presenciava cenas aparecerem em flashbacks etéreos na sua frente como em um sonho.
Por incrível que possa parecer, a interpretação estava boa, a musica emocionava, a fotografia era bonita e a locação dava mais dramaticidade a imagem. Tudo funcionava como numa boa produção, feita com uma técnica moderna de filmagem, melhor que muito filme que se vê por aí.
Então acho que tem justificativa a galera gostar do que tá vendo na telinha, por mais que eu não goste, a cena que vi não me deixa criticar a novela enquanto produção.
Agora, não sei se o roteiro está no mesmo nível das filmagens. E nem vou ficar assistindo a novela pra saber.
Ed Rodrigues, a Globo controla sim muito conteúdo, mas não temos como negar que ela é a melhor emissora free do pais.
Fora o controle de interesse que ela tem (e todas tem, até a Cultura que é do governo) o profissionalisme é espetacular, e a cobertura olimpica feita pela Record foi uma merda, o que nos salvaram foram os canais pagos. Tem que ser a Globo para emitar esse conteúdo e muitos outros.
Um jornalista do The Guardian twittou: 5 minutos de música brasileira fizeram nossos 50 anos de música passar vergonha! Eles são muito mais legais…
Hahahahahaha! A grama do vizinho SEMPRE é mais verde, incrível!