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Facebook: Não curti, não cliquei. [Parte 1]

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27 de junho, 21:57 – Uma noite tranquila de quarta-feira. Estava eu procrastinando calma e alternadamente afazeres domésticos e profissionais, chutando latas web afora, quando subitamente (ping!) uma velha amiga pipoca no chat do Facebook.


Distraído, olhei e não entendi imediatamente, até olhar de perto o printscreen que ela havia me enviado.

E então seguiu-se o curso normal de qualquer conversa contemporânea digital entre duas pessoas abismadas com um absurdo em comum.

Um dos únicos e principais jeitos dessa bagaça gerar lucro é totalmente fundado em mentira e enganação.

Daí, ao imediatamente espalhar o ocorrido pelos meus amigos(as) de Twitter e da timeline do próprio canalha virtual, fazendo coloquialmente o devido uso de palavras de baixo calão como tão dignamente nos convém no legítimo exercício de nossa indignação imediata diante de situações tão disparatadas, apareceram outros(as) camaradas que, estranhando o fato em si, prontamente começaram a me enviar printscreens de suas timelines com essas minhas aparições fantasmas. Fui recebendo, documentando, postando as imagens e expondo o caso lá no próprio salafrário digital.

Pelo resto da noite e dia seguinte, o assunto se estendeu em diversas conversas online, telefônicas e analógicas, levantando tanto pontos de coesão e raciocínios coerentes quanto graves distensões que até então conhecia, mas não havia exatamente me dado conta de como essas proposições nefastas estão disseminadas e enraizadas como senso comum entre usuários ditos web-thinking-savvy.

Então, além dos absurdos moral, ético e legal que o caso esfrega publicamente na fuça de qualquer criatura pensante, foram certas ideias preocupantes que me levaram a estas letras. Foram questões distorcidas que brotaram tanto em grupos de discussão de publicitários e de analistas de social-mídia onde meus posts acabaram replicados, quanto levantadas por alguns amigos(as) e conhecidos de forma assustadoramente natural, como se fossem a base de uma lógica perversa, universal e irrefutável:

O usuário é o novo mordomo, a culpa é sempre dele.

Não, a culpa não é nem sempre e, nesse caso, nem nunca do usuário.

Ironicamente, o único motivo dessa venda/exposição/golpe de uma curtida não-curtida-nem-clicada ter iniciado toda essa sequência de fatos e raciocínios foi justamente algo que a tal velhacaria internética explana de bocarra marketeira cheia como sendo a sua principal razão conceitual e prática de existir: a ligação entre as pessoas.

Ou seja, a Clara só me chamou porque me conhece bem, e estranhou a divulgação de uma pretensa ação cometida por mim (curtir uma fanpage de marca de cerveja) em termos que ela sabe que NUNCA poderia ter acontecido justamente porque ela me conhece bem. Assim como vários amigos próximos, Clara tem familiaridade com três características minhas básicas (não necessariamente nessa ordem):

1. Não sou hacker ou ultra-tech-sabichão, mas além de fazer parte da geração que literalmente cresceu com e utilizando a rede mundial de computadores, sou curioso, chato, bem informado (descobri que mais até que um monte de gente que ganha dinheiro com essa rede) e obsessivo em relação a tudo que clico, copio, salvo, leio, favorito, habilito, rodo, e/ou instalo, seja off ou online. Resumindo, não sou retardado pra clicar coisas sem saber o que são, ou como diz meu sócio não saio “clicando doida” por aí;

2. Sempre achei, acho, e sempre vou achar estúpido curtir páginas de corporações, e nunca, em nenhuma hipótese, curtiria página de empresa, banco, marca, produto e muito menos, é claro, de bebida;

3. Não bebo absolutamente nada alcoólico, de espécie alguma e em nenhuma circunstância, desde abril de 1997.

E ainda assim, a despeito de tudo isso, lá vinha/vem eu aparecendo assim, exposto como garoto propaganda involuntário nas timelines de várias das algumas centenas de amigos que tenho no estelionatário digital.

E lá estou novamente, minha imagem sendo apropriada à revelia para fazer propaganda de algo que eu jamais endossaria.

E obviamente nesses nossos tempos modernos, não poderiam deixar de me expor de forma dolosa também em plataforma mobile.

São minha cara e pessoa enfiadas publicamente no golpe que é justamente aproveitar-se das nossas relações interpessoais e vínculos afetivos.

Usando nosso nome, nossa imagem e nossa vida de forma fraudulenta para vender produtos que não endossamos, curtimos ou com os quais não tivemos qualquer relação, para nossos amigos, familiares e amigos e familiares destes.

Os números apresentados para as agências e para os clientes não batem uma vez que, se não todos, no mínimo uma grande parte é artificialmente produzida.

E a partir dessa exposição é que começaram a aparecer os argumentos de lógica perversa que eu e alguns amigos(as) ouvimos, lemos e retrucamos assustados pela quantidade e por nosso desconhecimento do grau de institucionalização deles no senso comum: “É-assim-mesmo-você-clicou-sem-ver-foi-algum-aplicativo-que-você-instalou-você-sabia-disso-quando-entrou-no-facebook-você-aceitou-isso-estava-nos-disclaimers-é-isso-mermo-não-tem-conversa-calaboca-e-aceita-aí”. São discursos repetidos roboticamente em vozes monocórdicas, sem absoluto conhecimento de causa ou informação legal, e assim refutados:

– Não, não é assim mesmo não;

– Não, não assinei nem aceitei nada, nem termo de responsabilidade, nem aplicativo, nem porra nenhuma que possa envolver e expor meu nome e imagem à revelia, privada ou publicamente, afirmando e propagandeando que fiz coisas que não fiz;

– E sim, no planejamento dessas ações escusas é contabilizado e esperado o ovelhismo plácido dos usuários e social-medias-experts-desavisados em repetir discursos sem nenhum embasamento além de telefone-sem-fio e senso comum convenientes a estas ações, em um fenômeno de papagaismo discursal gerado por falta de conhecimento, interesse e/ou noção.

Um adendo lindo em sua perversidade quase perfeita ao absurdo do Facebook envolver de má fé seus usuários em suas ações escusas de publicidade: a criação da figura da autoridade corporativa, da entidade site-rede-social infalível e inquestionável que é enfiada no imaginário do usuário, tanto do desinteressado casual quanto, mais insidiosa e quase que sarcasticamente, dos antenados social-mídia-analistas-gurus-publicitários-digitais-e-congêneres que creem que são os únicos que se interessam e dominam o assunto dos modi operandi, funções e condições de uso (constantemente mutáveis a cada cagada corporativa).

Planta-se no senso comum da turba leiga e da “especializada” a estúpida e primária crença de que todo usuário rigorosa e desavisadamente clica em todos os links que lhe aparecem pela frente, que instalam tudo que é aplicativo que lhes é oferecido e que a responsabilidade de todo e qualquer backlash é única e exclusiva do pobre sem noção. A própria corporação gera uma mentalidade em seus consumidores que age total e apenas a favor dela mesma. Beira algo que poderíamos batizar de uma ação de engenharia social psicológica perfeita.

É claro que esse fenômeno de inversão de responsabilidades não é exclusivo nem de rede social nem do mundo virtual, e repete-se em diversas situações nas esferas de relação público x privado, mas nesse caso do Facebook a coisa fica explicitamente mais patética quando abre-se o olho e percebe-se que essa falcatrua é um dos alicerces de um dos poucos, possíveis e desesperados fiascos de modelos de geração de renda dessa rede social capenga, em clara estagnação e com visível perspectiva de curva descendente. Ou seja, um dos únicos e principais jeitos dessa bagaça gerar lucro é totalmente fundado em mentira e enganação.

Diante dessa permanente bruma de tem-sempre-alguma-coisa-errada-vindo-aí que cerca essa rede social não é à toa que a bolsa reagiu tão mal a abertura de capital desse troço.

A coisa toda no fim das contas é braba de ruim e de má fé. Na esfera empresarial é como meu amigo Marcelo Macedo muito engenhosamente levantou a questão de lógica sobre os números fantasmas de marketing gerados por essas ações falsas e a falta de noção dos social-media-experts envolvidos:

“Já compartilhei e amigos já compartilharam. Aproveitei e avisei aos amigos que fazem estratégia digital. Isso fode com qualquer número que eles apresentam. – E a tremenda bola fora é que o teu perfil de não consumidor fez eles gastarem algum $ – por menor que tenha sido – em um público alvo que não vai nem consumir a cerveja nem tão pouco influenciar os amigos, afinal eles sabem que você não bebe nem nunca endossaria algo do tipo. É o anti-marketing. Tremenda bola fora.”

No final das contas, não há contas. Os números apresentados para as agências e para os clientes não batem uma vez que, se não todos, no mínimo uma grande parte é artificialmente produzida. Debatendo com minha querida dona joaninha, Lú Freitas, profissional de web de primeira hora, de visão límpida e analiticamente casca-grossa de da grande rede, vimos que todo o blábláblá sobre monetização, marketing digital e campanhas publicitárias nas mídias sociais cai como uma fileira de dominós.

Tão vendendo o recheio de queijo, mas o pastel é de vento.

Se elevarmos um pouco mais o queixo e estendermos a visão um pouco além, a picaretagem não fica só na seara do Facebook. A empresa Stella Artois e todas as outras que participam desse serviço também tem responsabilidade nessa história. Uma empresa que contrata um serviço desses é no mínimo conivente, mesmo a despeito do mote de inocência-desconhecimento-de-caso que sem dúvida alegarão em sua defesa. Se usam um serviço desse, a obrigação legal, moral e ética mínima é saberem onde estão metendo sua marca e produto e assumirem todas as responsabilidades decorrentes.

E por fim, na esfera do indivíduo, a questão não é se eu assinei ou aceitei participar de promoções nas letras miúdas dos disclaimers da vida, mas sim o simples, direto e incontestável fato de estarem afirmando e divulgando fraudulentamente que fiz algo que não fiz: eu não cliquei, eu não curti.

——

PS: Esse artigo é assim mesmo, do jeito que estou me sentindo como indivíduo, com sangue vermelho correndo nas veias, diante desse abuso: adjetivado, adverbial, beirando o baixo calão, coloquial e hiperbólico.

PS.2: Só pra desanuviar, caso ainda haja algum argumenteiro dessas distorções de clicou-em-app-sem-saber-etc, se alguém achar alguma coisa aqui que seja o causador dessa parada e que eu tenta clicado desavisadamente, eu peço desculpas nos mesmos moldes da irritação-reclamação que postei e ainda pago pro(a) achador(a) um jantar japonês no melhor restaurante de sua cidade. Detalhe: vários desses como “Aplicativos e Jogos”, “Feed de jogos” e “Gerenciador de anúncios” são categorias default, não tendo como deletar e não tendo absolutamente nada instalado ou diretamente ativo dentro delas.

PS.3: E agora, depois que “deu no New York Times” a turba de sem-noção-cheio-de-certezas-web-noobies parou de falar abobrinha e passou a, pelo menos por hora, entender que corporação é corporação e que, além da culpa não ser do usuário, nem todo usuário é abobalhado, gado e cego como os eles: “Gizmodo – No Facebook, às vezes aparecem posts que nenhum amigo seu curtiu, de uma página que você não curtiu. O que acontece?”.

PS.4: Os mesmos argumenteiros de clicou-sem-ver perguntaram: por que ao invés de reclamar e reclamar a cada aparição da minha imagem eu simplesmente não fui na fanpage e simplesmente “descurti”?. Por uma simples questão de princípios: eu não curti esse embuste, então não sou eu quem vou descurtir esse embuste.

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  • http://www.aliceumbrella.com.br Alice

    Cara, eu vi sua história compartilhada no Facebook. Inclusive compartilhei também. Sempre vi isso acontecer e achava que a louca era eu!
    Não pensou em processar a(s) empresa(s)?

  • danielnevesperes

    Achei que era só clicar aqui e desautorizar tudo: http://www.facebook.com/settings?tab=ads

  • danielnevesperes

    Achei que era só clicar aqui e desautorizar tudo: http://www.facebook.com/settings?tab=ads

  • http://twitter.com/fajoele @fajoele

    Coincidentemente, esse fds aconteceu isso com minha namorada e não encontramos motivo. O like era de uma oferta de ipad de um desses sites da China. Nem fotos no facebook ela coloca e bloqueia todos os aplicativos. Até senha mudou em uma tentativa de prevenir isso mas não encontramos razão… Agora começo a entender…

    • Monica Lage

      Isso já aconteceu comigo tb!
      Tem que mudar a senha!

  • Eduardo Carmello

    É por isso que eu respeito você e o B9. Parabéns!

  • Monica Lage

    Isso já aconteceu comigo tb!
    Tem que mudar a senha!

  • http://meus365dias.com Fabio Santos

    Enquanto isso, o Hohagen na Campus Party Recife dizendo que o relevante para o Facebook eram as conexões.

    Huhum, agora entendi. :@

  • Alfredo von Sydow

    Você deveria receber alguma grana por seu trabalho de garoto-propaganda daquela cerveja. Tenho certeza que, se entrar no Juizado de Pequenas Causas, leva fácil! Quem vai pagar eu não sei (Cervejaria, Facebook ou Agência), mas que certamente o Juiz vai ser solidário, ah! … isso vai. (se ele tiver Facebook então….). Vai pra cima!
    ps: não precisa advogado e a coisa rola bem rápido. Quem sabe vc. cria uma Jurisprudência?
    ps2: não esqueça de imprimir os posts, as páginas e eventuais reclamações feitas às empresas e suas respostas (se houverem).
    Boa sorte!

  • Alfredo von Sydow

    Você deveria receber alguma grana por seu trabalho de garoto-propaganda daquela cerveja. Tenho certeza que, se entrar no Juizado de Pequenas Causas, leva fácil! Quem vai pagar eu não sei (Cervejaria, Facebook ou Agência), mas que certamente o Juiz vai ser solidário, ah! … isso vai. (se ele tiver Facebook então….). Vai pra cima!
    ps: não precisa advogado e a coisa rola bem rápido. Quem sabe vc. cria uma Jurisprudência?
    ps2: não esqueça de imprimir os posts, as páginas e eventuais reclamações feitas às empresas e suas respostas (se houverem).
    Boa sorte!

  • http://intensedebate.com/people/thiagoazza Thiago Andreazza

    O fato de algum troll ter visto teu fb aberto e ter curtido a página sabendo da tua repulsa por alcool, está totalmente descartado?
    Eu até nem quero fechar os olhos para essa escrotidão que o facebook pode estar fazendo, mas acho que tem que ter calma nessas horas…
    Perdi a conta de quantas vezes já postaram merda no meu nome…

  • http://intensedebate.com/people/thiagoazza Thiago Andreazza

    O fato de algum troll ter visto teu fb aberto e ter curtido a página sabendo da tua repulsa por alcool, está totalmente descartado?
    Eu até nem quero fechar os olhos para essa escrotidão que o facebook pode estar fazendo, mas acho que tem que ter calma nessas horas…
    Perdi a conta de quantas vezes já postaram merda no meu nome…

    • Daniele

      Só se ele tiver amigos de nível primário, o que tenho certeza que não é o caso.

      O mesmo aconteceu comigo e eu nem mesmo conhecia a marca de cerveja. Mas curiosamente, muitos dos meus amigos passaram a 'curtir' Stella Artois do nada.

    • Lucas

      Provavelmente não é o Facebook mas sim aplicativos de terceiros.

  • http://twitter.com/diegohfontes @diegohfontes

    À calhar o seu excelente artigo, Márcio. Fiquemos de olho na sórdida e putanhesca enganação que rola nessa tal social media.

  • http://www.megamidi.net SK15

    Isso infelismente tem acontecido comigo e com amigos a uns meses, do nada ficam aparecendo 'likes' que nós supostamente demos em várias páginas, sendo que não demos nada, ai fica aparcendo nós 'feed de notícias' tanto meu quanto dos outros, a última que me lembro foi de uma página de um show de talentos da CBS, fiquei com cara de WTF?!

    Eu uso o Facebook nas 'duas mãos' ou seja como usuário e como anúnciante e o sistema do Facebook limita cada post a no máximo 2.000 pessoas de alcançe mesmo tendo 10.000 curtis em sua fan-page e isso piorou depois dos "post patrocinados" onde o alçance normal tem caido, mas em contra-partida eles mesmo oferecem o alcançe de qualquer post até umas 22.000 mil pessoas ao custo de $200 +/- agora imagina uma fan-page com uns 5 mil curtis se ela querer pagar o $200 terá o alçance de 22.000 mil pessoal como? se ela tem 5 mil curtis é obvio que várias pessoas irão curtir sem nem ver o que fez por Facebook maquiar os dados é obvio.

  • Paulo

    fico curioso com uma coisa, qual a posição do Facebook e da Stella Artoais sobre tudo isso?
    vc enviou uma reclamação formal para os dois? acho que daí viria alguma resposta concreta….. escrotidão desmascarada ou tentativa de encobrir….

  • Paulo

    fico curioso com uma coisa, qual a posição do Facebook e da Stella Artoais sobre tudo isso?
    vc enviou uma reclamação formal para os dois? acho que daí viria alguma resposta concreta….. escrotidão desmascarada ou tentativa de encobrir….

  • Alexandre

    Uma explicação mais simples é alguma empresa de venda de likes ter conseguido sua senha ou você ter dado permissão de escrita a algum aplicativo que também esteja envolvido com a atividade de venda de likes. A meu ver, mais vale ao Facebook o verdadeiro entendimento do que você gosta para melhor servir anúncios que manipular suas atividades frente a seus amigos, que, teoricamente, tem interesses semelhantes aos seus. Claro que tudo é possível, mas eu mudaria minha senha de removeria autorização para todos os apps antes de acusar tão enfaticamente.

  • http://twitter.com/vihvs @vihvs

    Você vai ver a MERDA que isso vai dar agora com as eleições

  • Felipe

    Só um detalhe, que faz toda adiferênça, no ponto em que você diz:
    "- Não, não assinei nem aceitei nada, nem termo de responsabilidade, nem aplicativo, nem porra nenhuma que possa envolver e expor meu nome e imagem à revelia, privada ou publicamente, afirmando e propagandeando que fiz coisas que não fiz;"

    Isso não é verdade, se você entrou no facebook você aceitou sim que alguma porra (Facebook) possa envolver e expor seu nome e imagem à revelia, privada e publicamente. A pergunta que fica é: Você leu os termos e condições do Facebook antes de clicar na caixinha? Você concordou com os termos? Eu aposto o jantar que você ofereceu que as respostas são Não e Sim respectivamente. Mesmo que você tenha lido os termos antes de concordar com eles, duvido que você tenha acompanhado todas as mudançar que houveram nele desde de que se cadastrou até agora.
    Lembre-se sempre de uma máxima muito verdadeira principalmente em se tratando de internet:
    SE VOCÊ NÃO ESTÁ PAGANDO ENTÃO VOCÊ É O PRODUTO.
    Se você conseguir criar um serviço que ofereça as mesmas vantagens (se conectar com seus amigos online), que as pessoas paguem por ele e conseguir convencer seus amigos que é melhor pagar em dinheiro do que com imagem e seus dados, você pode ficar tão rico quanto o Zukerberg.
    Se não, ou aceita que o Facebook vai usar sua imagem ou sai dele.

  • Felipe

    Só um detalhe, que faz toda adiferênça, no ponto em que você diz:
    "- Não, não assinei nem aceitei nada, nem termo de responsabilidade, nem aplicativo, nem porra nenhuma que possa envolver e expor meu nome e imagem à revelia, privada ou publicamente, afirmando e propagandeando que fiz coisas que não fiz;"

    Isso não é verdade, se você entrou no facebook você aceitou sim que alguma porra (Facebook) possa envolver e expor seu nome e imagem à revelia, privada e publicamente. A pergunta que fica é: Você leu os termos e condições do Facebook antes de clicar na caixinha? Você concordou com os termos? Eu aposto o jantar que você ofereceu que as respostas são Não e Sim respectivamente. Mesmo que você tenha lido os termos antes de concordar com eles, duvido que você tenha acompanhado todas as mudançar que houveram nele desde de que se cadastrou até agora.
    Lembre-se sempre de uma máxima muito verdadeira principalmente em se tratando de internet:
    SE VOCÊ NÃO ESTÁ PAGANDO ENTÃO VOCÊ É O PRODUTO.
    Se você conseguir criar um serviço que ofereça as mesmas vantagens (se conectar com seus amigos online), que as pessoas paguem por ele e conseguir convencer seus amigos que é melhor pagar em dinheiro do que com imagem e seus dados, você pode ficar tão rico quanto o Zukerberg.
    Se não, ou aceita que o Facebook vai usar sua imagem ou sai dele.

  • Murillo

    Pelo amor de Deus, broder, muda o jeito que você escreve. Ficou prolixo por demais. É até chato de ler tamanha a quantidade de qualificações que você usa. Pra um site voltado para o público estudante de direito e/ou relacionados seu modo de escrever até se justificaria, mas como to percebendo que seu site é voltado para o público comum, não.

    • Rafael

      Muito chato mesmo de ler, insuportável…

    • Marcel

      Concordo… parei de ler na metade. Muita enchessão de linguiça pra tentar demonstrar intelectualidade.

    • João Carlos

      #fato

      Seja mais conciso, direto!
      Muitas redundâncias e rodeios para um assunto que não exigiria tamanha complexidade. Saiba analisar seu público antes de querer mostrar o quão analista das redes você é.

      Li todo o texto com um nó no estômago de tão chato que se torna pós alguns parágrafos, e no fim acaba sendo NADA. Não apresenta muitas provas nem mesmo uma boa defesa.

      Apenas um desabafo proferido contra uma empresa que vem fazendo um papel ridículo ultimamente e está fadada ao esquecimento em pouco tempo. Só…

      Vim parar em seu texto por indicações do Facebook. Voltarei pra lá o mais rápido possível pois aqui já deu!

      • Ricardo M.

        Realmente foi um desabafo, como o autor do texto afirmou várias vezes. Você nao disse que leu tudo ?!!
        Sim, este e' um blog pessoal e nao institucional, onde os autores dao suas opinioes pessoais, desabafos, etc…
        Se voce acha a língua portuguesa difícil, melhor estudar mais ou ir mesmo de volta para o facebook onde o portugues é massacrado.

  • http://twitter.com/lcquadros @lcquadros

    Quer uma dica pra reclamar com o Facebook?

    A partir de hoje marque TODAS as propagandas que aparecerem na sua tela como impróprias, todas.

    Eles lucram com as ações que fazemos de graça. Deveriam ter o mínimo de cuidado com as informações que são servidas ao público.

  • victor

    Outro diz assisti a uma palestra de uma advogada especialista em direito digital. Ela falou algo espantoso: aquela pergunta de confirmar o aplicativo no facebook é considerado um contrato comercial, do que você se responsabilidade pelo clique e tem consciência do que se trata. Segundo ela, o direito considera que se uma pessoa é inteligente o suficiente para manusear um computador, ela também é de não clicar sem ler.

    É óbvio que é feito de uma maneira bem ofuscada, não temos acesso ao contrato na hora do clique…Então o melhor é não clicar em nada mesmo. :D

  • Rafael

    Quem leu toda essa merda?

  • Dudu

    Larga de ser chato e abre uma Stellinha pra relaxar. ;)

  • Ibraim

    Na verdade há uma autorização expressa nesses dois casos, tanto no momento de instalar o app, quanto em cada notícia que se lê você pode optar por não compartilhar. No Yahoo aparece logo acima do post e no Terra na barra no rodapé.

  • Ibraim

    Tem um cara (http://goo.gl/OzNiN) que teve uma certa fama por descobrir falhas no Twitter (e comercializar isso http://goo.gl/3qqta) que estava com um site em que você comprava até Fãs no Facebook. Acessei o site semana passada, mas hoje não está mais no ar, bem que ainda deu pra ver as promessas pelo cache do Google http://goo.gl/hsRmj. O site era fakesocial ponto com ponto br. Só não sei qual o método dele.

  • http://twitter.com/fabiofavaro @fabiofavaro

    Qto mimimi…

  • Rodrigo W

    Falou, falou, falou, encheu o post de linguiça só pra desabafar e ainda sem embasamento.
    Até então sempre vi postagens muito interessantes e relevantes aqui no B9. Esse conseguiu derrubar o conceito do Blog.
    Nunca vi nada no meu Facebook que eu não tivesse autorizado.
    Nunca vi postagens de pessoas ou marcas que eu não tivesse vínculo.
    Eu disse NUNCA.
    Será sorte? Ou atenção no que fazemos dentro das redes sociais? Por favor né..

  • André

    Muito obrigado pelo post, Marcio! Depois de lê-lo e de ler também os comentários, me pergunto:

    1- Che cazzo faço eu e as pessoas que mal entram nessa nhaca (FB)? E se eu não tiver amigos tão perspicazes? E se eu gostar de cerveja (ou da marca que for) e não ficar tão óbvio na minha timeline que eu não endossaria tal cerveja (ou marca)? F*deu?

    2- Se, ao usarmos o FB, aceitamos implicitamente que coisas como essa aconteçam, a solução ao menos para mim é simples: I’m out!

  • Priscilla

    Cara, me solidarizo com você. Acho uma merda tudo o que aconteceu. Acho mesmo que tem processar e tudo mais… Mas porra, precisava dessa prolixidade toda? Me interessei no assunto mas não consegui nem passar da metade do post de tão chato que tudo pareceu. Não to querendo ser hater não. É mais um conselho mesmo: em tempos de internet ninguém quer se estender tanto numa leitura tão complicada. Não é preguiça, é falta de tempo mesmo. Valeu e boa sorte com o desenrolar da história.

    • Rodrigo W

      Quis se achar o bonzão escrevendo pirulitagens cagou o post.

      • Ricardo M.

        imbecil, quer ler coisa fácil, vai ler revista Capricho

  • Vieira

    O Google + agradece.

  • Vaick

    Oi Marcio, não sei como ligaram você com a marca de cerveja, mas por via das dúvidas você pode bloquear o uso da sua imagem e do seu nome nesse link:
    http://www.facebook.com/settings?tab=ads&section=soc...

    Espero ter ajudado.

  • Vaick

    Oi Marcio, não sei como ligaram você com a marca de cerveja, mas por via das dúvidas você pode bloquear o uso da sua imagem e do seu nome nesse link:
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    Espero ter ajudado.

  • Vaick

    Oi Marcio, não sei como ligaram você com a marca de cerveja, mas por via das dúvidas você pode bloquear o uso da sua imagem e do seu nome nesse link:
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    Espero ter ajudado.

  • Roberto

    Só que não… Sempre existe uma autorização. Você pode ter clicado sem nem ler do que se tratava.

  • Arthur Rolim

    Também vale comentar os "curtir" para participar de algo, como promoções ou passes de entrada inocentes para convívio de grupos. Ou podem ter "vendido" seu nome e cadastro, como registrados em outros sites. Um site malicioso com o app do facebook pode ter um coletor de senhas.

  • andre ss

    muitos caracteres por tão pouco. pseudo-intelectuais me irritam profundamente

  • David

    Muit informativo seu post, mas um pé no saco de ler =p

  • http://ilustrutura.com.br Felipe Xavier

    Isso aconteceu também com todos os meus antigos amigos do facebook, mas pq eu transformei o meu antigo usuário em página e automaticamente todos meus amigos deram "like". Muitos me perguntaram, a lá que porra e quando eu dei like na sua pagina? hahaha No seu caso é diferente, mas no meu eu tb achei errado nem perguntarem aos meus amigos se eles queriam me seguir na minha página. É realmente absurdo.

  • Fabiano

    Se o maior problema da sua vida foi ter dado um "curtir" involuntário no feicebuque, você é um homem de sorte.

  • http://www.corporacaoideias.com.br André Crevilaro

    Não é porque o Facebook é de graça e que esses caras (Stella) pagam a conta que você deve ter seu nome atrelado a algo que você não CURTE. O cara não bebe álcool e é extremamente ridículo fazer uma ação com o nome dele sobre algo que ele não concorda. É a mesma coisa que falarem que você CURTE conteúdo racista sem expressar a sua opinião sobre isso (apenas exemplo, haters) E mais, outros caras aqui xaropeando pelo tamanho do texto do blog! Mas o que é isso? Só porque você lê 140 caracteres quer dizer que é impossível ler um texto longo? Imagina o que pensam sobre livros ( AH TEM MTA PÁGINA) Tansos! Obs: Muitos não lerão pois tem um comentário muito grande aqui.

    • Lucas

      Cara, falou tudo. Fiquei chocado como os supostos intelectuais do marketing e comunicação (leitores deste blog) reclamaram tanto do estilo literário do Márcio. Sim, "estilo literário".

      Ninguém precisa escrever um clássico da literatura nem um livro de 1000 páginas para ter um estilo de escrita. O texto ficou longo sim mas assim é o português. É raro encontrar alguém que escreva bem assim em blogs. Lamentável ler tanta reclamação em relação a isso. Patético! Me dá vergonha de ser brasileiro nesses momentos.

      O cara merecia elogios pelo modo que escreveu o post e recebeu uma chuva de críticas.

      Imagina esses reclamões lendo o blog do Piropo!!!
      (http://www.bpiropo.com.br/escritos.htm)
      Melhor abandonarem este blog e lerem algum livro com figuras.
      Triste!

      Obs: não conheço o autor do post, nunca vi e nem sei quem é. Cheguei aqui por acaso.
      Não estou tentando defendê-lo. Minha indignação é em defesa do bom e velho português.
      Abç
      Lucas

    • Rodrigo

      Mais estarrecido com o fato narrado, fiquei com a constatação de que somos um povo que não gosta de ler. Imagino um dos odiadores xingando mentalmente um James Joyce da vida.

  • mauzim

    Que é facebook?

  • Leonardo

    Uma frase por parágrafo. Fiquei sem ar até na leitura mental.

  • http://twitter.com/plural_idade @plural_idade

    Comigo já aconteceu do Marcelo Tas aparecer na minha Timeline, sendo que eu NÃO CURTO a página dele…

  • luana

    e essa é parte 1, tem parte dois então??? obrigado, mas não quero, texto chato do carai.

  • takren

    Aconteceu a mesma coisa aqui com 2 amigos meus de trabalho.
    O "curtir" simplesmente surgiu, eles não clicaram em nada… Inclusive um é bem surtado com segurança de internet, as chances de ter curtido ou autorizado por acidente é mínima. Nem joguinho de face ele joga.

  • Lucas

    Cara, o que voce chama de publico comum?
    Acho que o "público comum" deveria saber bem o portugues e nao reclamar quando uma matéria é bem escrita.

    Fiquei chocado como os supostos intelectuais do marketing e

    comunicação (leitores deste blog) reclamaram tanto do estilo literário do Márcio. Sim,

    "estilo literário".

    Ninguém precisa escrever um clássico da literatura nem um livro de 1000 páginas para

    ter um estilo de escrita. O texto ficou longo sim mas assim é o português. É raro encontrar

    alguém que escreva bem assim em blogs. Lamentável ler tanta reclamação em relação a

    isso. Patético! Me dá vergonha de ser brasileiro nesses momentos.

    O cara merecia elogios pelo modo que escreveu o post e recebeu uma chuva de críticas.

    Imagina esses reclamões lendo o blog do Piropo!!!
    Melhor abandonarem este blog e lerem algum livro com figuras.
    Triste!

    Obs: não conheço o autor do post, nunca vi e nem sei quem é. Cheguei aqui por acaso.
    Não estou tentando defendê-lo. Minha indignação é em defesa do bom e velho

    português.
    Abç
    Lucas