Braincast 26 – Não me peça de graça a única coisa que tenho para vender
No post “Estágios e eventos sob a mesma ótica”, Daniel Sollero compara as práticas de trabalho não-remunerado e de como isso pode ser nocivo para o mercado de comunicação. Nesse Braincast, ampliamos a discussão, incluindo outras formas de pedidos e favores profissionais na base da promesa de exposição e ganhos futuros.
Carlos Merigo, Saulo Mileti, Luiz Yassuda, Daniel Sollero e Guga Mafra debatem o tema e dividem experiências pessoais de trabalho gratuito.
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[0h02m46] Comentando os Comentários
[0h47m51] Borracharia do Seu Abel
[0h50m07] Qual é a Boa?
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opa, saiu! Parabéns pelo trabalho.
Que vídeo é esse que vocês falam no minuto 43? Coloquem no post. :)
Está! Vê lá no SoundCloud! Tem todos os links. :)
Massa, saiu estava aguardando
Manda o link dos vídeos ciados!Seria muito bom!
Vê lá no SoundCloud! Tem todos os links! :)
Filme de vampiro bacana que faltou comentar – "Let the right one in"
O podcast sobre o mkt do Timão sai qdo?
Abortamos a idéia.
Pode ser sobre marketing esportivo em geral, não precisa ficar focado só no Corinthians, pode falar de outros times, outros esportes…
Boa noite Saulo e galera do Brainscast (eu ia dizer "Boa noite Merigo e galera", mas como ele participou desse provavelmente não estará no Braincast #27)
Meu nome é Nicholas, tenho 25 anos e sou de Joinville-SC.
Sou estudante de PP e não trabalho na área justamente por causa de grana. Um estágio na área não paga nem o que a faculdade está custando, imagine todo o resto…
Sobre essa história de vir palestrar e graça e tal, tenho o seguinte conto:
Acontece, todo ano, um evento aqui em Joinville promovido pela Faculdade onde eu estudo. É, na realidade, um evento gerido totalmente pelos próprios alunos de uma das disciplinas do curso que é somente supervisionado pelos professores. Caçamos desde palestrantes que estejam dispostos a contar casos e lugar pra reunir o pessoal até patrocínio para alojar os palestrantes, transporte e alimentação. O que acontece é que, como não rola um patrocínio gigante (até pelo tamanho do mercado local), não temos como pagar pela palestra, o que nos faz perder alguns palestrantes.
Entretanto, desde que o evento foi criado, ele vem crescendo e até hoje, já passaram pelos palcos do EPPA (Encontro de Publicidade e Propaganda Acadêmico) profissionais de grandes agências do país. Os casos trazidos pelo pessoal da Lew`Lara, DM9DDB, AFRICA, Leo Burnett, Fnazca, Oglvy e Santa Clara (só para citar as mais famosas que já passaram por aqui) ajudaram, e muito, a empolgar a galera que estuda para um dia trabalhar numa grande de Sampa ou de qualquer outro grande centro de publicidade do nosso país.
Concordo que doar esse tempo para um evento que está dando dinheiro para alguém é uma puta sacanagem, mas acho que essa situação deve ser estudada caso-a-caso… Não dá pra generalizar.
As vezes, até doando o seu tempo para dar grana a alguém, você pode sair no lucro.
Num evento desse, nesses papos de corredor que foram citados, você pode encontrar um colaborador ou um parceiro para um projeto qualquer que você venha a desenvolver. Eu achava que isso não acontecia até um amigo meu fazer amizade com um palestrante da Coca que veio pro EPPA. Esse contato que os caras tiveram, num papo de boteco depois da palestra dele, abriu portas num processo seletivo da empresa e hoje o cara mora no Rio e trampa pra uma das maiores anunciantes do planeta… E toda essa mudança na vida desse jovem se deu através de um convite que o profissional da Coca Cola aceitou, pra vir paletrar num evento de Joinville sem ganhar grana pra isso.
Enfim… Acho que é isso.
O Braincast é foda, continuem com o trabalho!!!
Ja ne!
Valeu pelo comentário, Nicholas!
Joinville é uma cidade deliciosa (como grande parte do sul do país). :)
Sobre você trabalhar em outra área, imagino como deva ser. Me lembro que quando estagiava, não ganhava o suficiente para pagar as contas. E, como já tinha me profissionalizado como músico, fazia bicos tocando para aumentar minha renda. Era o jeito na época. E tudo valeu a pena no final.
Demais a iniciativa de vocês, para realizar o EPPA.
Outras universidades fazem isso também: os alunos se mobilizam e fazem a coisa acontecer, sem realmente depender do rebolado do conselho de professores e diretoria. E concordo contigo (aliás, acho que até falamos isso no programa): a coisa é muito caso a caso.
Como o Merigo disse: ir conversar em faculdades é algo que fazemos com o maior prazer do mundo. E é o tipo de coisa que, particularmente, acho um absurdo se cobrar por isso. É maravilhoso saber que você pode contar algumas histórias e acrescentar na carreira de futuros profissionais, sabe?
Mas, como você mesmo já citou: no caso de eventos monetizados, é foda…
Enfim, obrigado pelo comentário e sucesso na carreira! :)
Do jeito que vcs colocaram no programa, só vale a pena fazer algo por dinheiro, quando vcs mesmos não fazem isso: doam horas de suas semanas para o Braincast, passando vossas expertises para nós por 0800. Nem tudo é dinheiro, senhores.
Ah, o novo Superman é do Zack Snyder. Saulo vai queimar a língua.
Fala Leandro. :)
Sim, o Braincast é um investimento (do qual já colocamos bastante grana e nunca nos retornou um centavo), mas fazemos ele por prazer – e não trabalho, entende? Então, não é exatamente um trabalho. Mas, mesmo que fosse, o retorno viria pelo dia a dia comercial do B9 (já que é mais uma plataforma para divulgar idéias e abrir pontos pra discussão de todos do mercado, etc).
Não acho que TUDO deve ser remunerado. Já fiz coisas na vasca (até mesmo na Colosseo), mas muito mais por ideologia do que QQ coisa. Já no ponto dos eventos, realmente acho injusto. Os caras vendem 8, 10 cotas de patrocínio, e é isso: você dedica tempo e não ganha nada por isso?
Claro: em faculdades, teria o maior prazer (como já o fiz) em ir na vasca.
Enfim, o papo vai longe…
E sobre o Snyder: concordo contigo, ele é foda. Mas acho que o cast já começou errado. Você assistiu Immortals? O galã (novo superman) é aquele padrão americano: o gostosão, que jogava futebol americano, tem olhinho claro, mas não sabe atuar como gente grande.
Claro que um Snyder pode mudar isso. E outra: a produção é do Nolan – o que só me faz crer que realmente vai seguir essa pegada Batman.
Mas continuo com o pé atrás: quero esperar e ver antes de criar espectativas. :)
Valeu!
uhsauhsuahsu
estágio que é de 6 horas?
to quase me formando e até agora não vi nenhum estagiário fazendo 6h!
Pois é. Não aguentei e comecei a rir no meio do programa por causa disso.
Estágio de 6 horas? Isso é pauta para os "Caçadores de Mitos." :)
Pior que não, descobri que na agência que estou trabalhando hoje, os estagiários só trabalham 6 horas!
Fiquei surpresa!
Virou tradição vir correndo ouvir o Podcast na terça-feira. Sempre uma ótima audição!
Puts, a cada nova edição do Braincast eu acho mais complicado ouvir… O tema central parece cada vez mais ser tratado de forma superficial, esse último por exemplo parece ser tratado com um certo descaso, fica parecendo uma conversa de amigos em um boteco onde cada um fala uma abobrinha, outros querem soltar "tiradinhas" q não tem graça nenhuma… Fora q ficaram totalmente em cima do muro, não vi ninguém tomar uma posição sobre o assunto… Ah e por favor, parem d querer parecer q entendem de cinema, é meio vergonha alheia…
"uma conversa de amigos em um boteco"
Valeu Ricardo! Isso é um elogio pra gente :)
Talvez eu não entenda nada de cinema mesmo, mas tenho o direito de continuar falando sobre o tema. Tem um monte de gente que não entende nada de blog e podcast e também fala por aí. :)
O (segundo) melhor podcast do mundo! Em um mês ouvi todos os programas e agora estou acompanhando de perto. Parabéns pelo trabalho maravilhoso.
Fico feliz que você tem curtido, cara. :)
Obrigado pelo comentário!
Abs, Saulo.
Ah, é? E qual é o primeiro?
Jovem Nerd, sempre. :)
Olá galera do B9, primeiro, parabéns para o Braincast #26. Adorei o tema, adorei o título do tema.
Porém – pelo título – senti falta de comentários sobre as agências que fazem serviço "gratuito". Moro no interior de SC, e por aqui, não existem multinacionais. É muito comum gráficas e empresas de comunicação visual se intitularem agência de publicidade, pois, acreditam que publicidade é imprimir algo (?). Ai entram agências de "WebDesign" (também são publicitários), e – também – acabam fazendo serviço barato, ou por permuta. Como a cidade é pequena, cerca de 100mil habitantes, isto acaba queimando o mercado, e fazendo com que empresas grandes busquem soluções fora da cidade. E claro, agência de publicidade acaba virando "clichê".
Não imagino que alguém ai tenha passado por isto. Escuto sempre vocês falando que trabalharam em grandes agências. A pergunta que deixo, é se vocês conhecem este tipo de "mercado de trabalho" e se tem algumas opinião sobre isto.
No mais, forte abraço e parabéns pelo blog.
Tah eu ouço todos os Braincasts e acho duca… Mas o que quero saber mesmo é: o som que toca no final do podcast.. som do caralho!
Aqui vai uma Abelada que passei quando era web design:
O dono de um Petshop, cujo gerente se chama Sr. Abel, me contratou para criar o site da loja. Após 15 dias de trabalho levo o site quase finalizado para Abel dar uma olhadinha, ele mal olha e diz que não achou as fontes apropriadas, então lhe pergunto: “qual é o público alvo da loja”, ele pensa um pouco e me responde “animais das redondezas”; na empolgação solto essa: “então relaxa… cachorro não sabe lê mesmo” .
Sei bem o que é isso, é uma grande verdade que o Nobel de Economia Milton Fridman disse: "Não existe almoço grátis". Em economia, temos o conceito de custo de oportunidade, isto é, o quanto você estaria ganhando se estivesse fazendo outra coisa. Quando um palestrante se desloca para outro local, ele está deixando de trabalhar em seus projetos e receber $$ por isso, então nada mais justo seria compensá-lo por um montante no mínimo igual.
Claro que se pensarmos a longo prazo, o palestrante pode até ganhar por meio da sua exposição. Eu já fiquei uma semana inteira fazendo programação de modelo econômicos na faixa, mas depois a pessoas me deu uma bela indicação de emprego. Nem sempre o retorno econômico é explicitamente monetário :D
Olá, galera do B9!
Parabéns pelo trabalho de vocês, que está melhor a cada semana.
Sou arquiteto, com escritório próprio no interior de São Paulo e focamos nosso trabalho, embora não exclusivamente, em projeto de escolas. Somos um dos poucos escritórios no Brasil com essa especialidade, e por conta disso temos aceitado palestrar ou escrever sobre o tema sem cobrar, com o intuito de firmar uma reputação no meio, além de fomentar essa cultura de projeto entre os clientes potenciais. Hoje enxergamos essas ocasiões como oportunidades, e acho que isso colabora com o mercado de uma forma geral. Talvez em algum momento passe a ser um peso, e então será a hora de começar a filtrar esses convites.
A respeito do Braincast #24, gostaria de comentar o seguinte: É muito diferente ser profissional da área e administrar o próprio negócio, como vocês mesmo comentaram. Confesso que tem dias que dá saudades de ter um chefe e poder apenas projetar.
Pergunta: Vocês que trabalharam em agência, ajudando seus clientes a vender seus produtos e a construir suas marcas, como fazem para vender seus próprios nomes e marcas, agora que são autônomos ou donos de seus próprios negócios? Sinto muita falta de agências que atendam pequenas empresas como a minha a se colocar no mercado.
E, para terminar, devo dizer que o Sr. Abel é cliente assíduo de nosso escritório. Numa de suas visitas, queria o projeto para construção de uma oficina e show-room de marcenaria. Depois da entrevista de praxe, enviei-lhe uma proposta explicando como seria nosso trabalho e qual o custo. Sr. Abel liga reclamando:
-Você não enviou o projeto. Só a proposta.
-Sim.
-Mas quando eu quero vender um armário embutido, eu envio um desenho para o cliente ver se aprova e fecha negócio!
-Mas o desenho é justamente o que eu vendo, Sr. Abel!
Enfim, vender um serviço exclusivo tem essas dificuldades. O cliente sempre vai pagar por algo que ainda não existe.
Abraços a todos e sucesso
Nada de Braincast 27!?
Kd Braincast novo? :/
Cadê o Braincast 27?
Sofro muito com isso no interior de São Paulo, onde o conhecer fulano ou ser da família XYZ potencializa a cara de pau dos pedintes, principalmente se tratando de fotografia.
Mas queria demonstrar como foi abordado que em palestras onde não se remunera bem o palestrante, o conteúdo fica seriamente comprometido. Ano passado fui convidado para ser o coordenador da área Modding da Campus Party que ocorreu no início deste ano. Pagariam apenas uma ajuda de custo de R$1.500,00. Não aceitei porque esse valor não cobriria uma semana de serviços perdidos na minha cidade, sendo que coordenar um evento dessa magnitude não significa trabalhar apenas a semana do evento e sim 1 mês antes e mais alguns dias depois, no mínimo.
Porém, o problema não para por aí. Quem eu chamasse para palestrar, não teria remuneração alguma, apenas a entrada (nem 1 refeição). Se eu fosse pagar transporte e hospedagem para esse palestrante, teria que tirar do orçamento da área que já é pequeno para bancar o material de oficinas e tudo mais. Em algumas áreas, até dá para compreender o "palestrar de graça" quando você está ali divulgando o seu produto, mas tem muitas áreas que isso não tem cabimento, como Modding por exemplo, afinal, ninguém vive disso, assim como robótica, simulação, games, astronomia e etc…
Por falar em outras áreas, o que me preocupa com relação a esse evento, é que em 2007 foram selecionados várias pessoas relacionadas a cada área da Campus e foram levadas para a Espanha para conhecer o evento (eu estava junto), e lá foi possível conhecer o verdadeiro espírito desse evento magnífico, responsável por criação e compartilhamento de muitas ideias, produtos e serviços. Porém, esse pessoal que lá esteve e aqui realizaram as primeiras Campus, não estão mais na coordenação das respectivas áreas, a maioria deixou o evento, arrisco a dizer que se tiver 1 coordenador que seja o mesmo desde a primeira CPBR, é muito. Fruto isso da má remuneração e da parca verba para a criação da sua área. Para a organização aqui no BR, despesas declaradas como pagamento de palestrante, não são aceitas no orçamento ou na declaração de gasto.
Com isso, quem sofre são os participantes, que ao meu ver estão indo muito mais por reencontrar os amigos do que pelo conteúdo oferecido, vide a área Modding desse ano que tinha um coordenador que fala abertamente que "Modding é apenas pendurar um monte de luzinha no computador". Com isso as inscrições nessas áreas veem diminuindo e as mesmas estão sendo aglomeradas com outras, o que aconteceu com Games e Simulação, Modding e Robótica dentre outras. E vai dizer que essas áreas não tem público específico? De simulação eu conheço 4 grandes sites/foruns que juntos beiram 50mil usuários. De Modding, só a CasemodBR tem mais de 15mil usuários. O que falta é conteúdo interessante para atrair esse público, daí caímos novamente no lance de orçamento, palestrantes. E que me convencer que pagar meio milhão pro Al Gore aparecer alguns minutos vai trazer público para esse evento?
A título de curiosidade, conheço o coordenador da área Modding da Colômbia e da Espanha e estes possuem remuneração pelo trabalho com a área sendo, respectivamente U$15mil dólares e $9mil euros, além do orçamento da área.
Desculpe o texto extenso, mas é apenas um demonstração do que foi abordado neste braincast, usando outra área. Já participei de alguns evento de Mídias Sociais e em meia dúzia já é possível ver uns 4 ou 5 palestrantes/palestras repetidas. É uma pena!
Gente, nao vai ter braincast essa semana?? To aqui esperandooOO! =D
Blz rapaziada do B9? Braincast e Duka!!! Sobre o lance da carga horária nos estágios….. Sou Rádio e tv…. qdo estagiava, em uma grande emissora paulista, cheguei a fazer uma externa de 25 horas!!!! kkk!!! Sem receber um refrigerante pela extra!!!! Isso em 2009!
Trabalhando com editor e finalizador de vídeo o papo geralmente é : "Então cara… vamos fazer o seguinte: tenho muitos jobs pra te passar, vc faz o 1º "na vasca", ai analisamos seu trampo e depois é só alegria!!!! Vamos te lotar de trampo!!!! KKKKK
Pô!!! quer conhecer meu trampo olha meu Demo Reel!!!!!
E por ai vai!!!!
Grande Abraço!
Por que alguém que não gosta simplesmente não para de ouvir? Não entendo as criticas ofensivas, mas admiro as construtivas bem colocadas…. Merigo e Cia, claro que gosto mais de uns que outros pods, concordo ou discordo de algumas opiniões mas acho que é esse mesmo o caminho, acho que a cara de bate papo informal é o diferencial e sair do tema faz parte do processo. Continuem assim. Abraço!!!