E se brincar de FarmVille tivesse consequências reais?
Para seus sonhos tornarem-se reais, você precisa competir ou colaborar com seus futuros vizinhos. VOCÊ, em conjunto com os outros habitantes, farão o plano diretor de Oosterwold
Os administradores da cidade holandesa Almere Oosterwold em parceria com o escritório de arquitetura MVRDV estão propondo algo nessa linha. Cansados de um urbanismo “certinho demais”, resolveram adotar um modelo inovador e lúdico de planejamento urbano, com participação direta da população. Além da “democratização” do processo, os responsáveis pelo projeto acreditam que as pessoas se sentirão mais responsáveis pela cidade ao terem contribuído ativamente com o seu desenho. A “brincadeira” foi viabilizada pelo site, também holandês, “Play the City”.
Outro ponto em comum entre a virtual FarmVille e Almere é a agricultura urbana. Algo que não tenho visto ser explorado nas cidades brasileiras, mas que parece ser bem interessante: além de permitir uma “agricultura de subsistência” contribui para uma bela paisagem urbana

(Fonte)
Almere Oosterwold é um dos casos apresentados na V Bienal Internacional de Arquitetura de Roterdã, cujo tema é justamente Making City. A bienal não se limitou a discutir às cidades holandesas: Istambul e São Paulo também estão em foco. Istambul já adotou o jogo, é só conferir no site Play the City.
Entretanto, ainda não consegui descobrir os resultados dos debates sobre São Paulo, mas eles serão exibidos a partir de 19 de junho no Museu da Casa Brasileira, aguardemos.
Isso é absurdo, sério. Pirei com esse projeto.
ANIMAL! Imagina isso acontecendo em diversas cidades menores do Brasil, nem precisa ser só em Sampa… =]
Sensacional!
Ótima ideia.
Mas do modo como é apresentado, dá a entender que o planejamento urbano é "coisa de criança" e que se chega às conclusões de questões urbanísticas como que por "mágica e brincadeira".
Um pouco utópico eu diria, mas não impossível.
Terminantemente urbanismo não é coisa de crianças. Hei de concordar que a estética do jogo é mesmo um pouco infantil, algo um pouco fofinho, né? Porém não acredito que tratar o tema de forma lúdica chegue a simplificar o problema, apenas o torna mais palatável.