“Os Vingadores”: Nerds, vencemos a batalha. O mundo é nosso.

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Aviso: CONTÉM SPOILERS!

LOS ANGELES – Não só Hollywood, mas toda a indústria do Entretenimento, vive um momento definitivo e, nas proporções corretas, desesperador: ninguém sabe para onde o cinema, a TV e a literatura vão. Índices de atenção cada vez menores, oferta gigantesca de conteúdo, a necessidade absurda por produtos gratuitos e, claro, a pirataria contra os gigantes do mercado. São muitas variáveis e a instabilidade torna-se inevitável.

Os produtores entenderam a sociedade moderna: divertir, homenagear o passado, e permitir o sonho por um futuro interessante.

Logo, todo mundo está testando soluções – algumas às claras, outras só nos nichos ou mesmo a portas fechadas. Já existe um projetor de 8k de resolução, projetores 3D sem óculos tão poderosos que não se sabe onde acaba o filme e começa o ambiente real e até mesmo hologramas com sensor de movimento, transmissão ao vivo e reconhecimento de voz.

Parte dos testes, porém, envolve descobrir os gostos do público para sustentar a indústria durante essa transição traumática – que deve ocorrer nos próximos cinco anos – e é aí que “Os Vingadores” se encaixa nisso tudo. Quadrinhos e filmes de nicho tem o maior potencial para unir gerações, garantir resultados e, de certa forma, ser um porto seguro durante a tempestade. E é exatamente isso que a Marvel fez sob o comando de Kevin Feige.


Porém, “Os Vingadores” não é um teste, mas sim a conclusão óbvia da estratégia por trás dos bons filmes do “Homem de Ferro” (com vantagem para o primeiro), os dois “Hulk” (com desvantagens espalhadas entre o criativo Ang Lee e pau-mandado Louis Leterrier), o neutro “Thor” e o fantástico “Capitão América”! Gostem os fãs de quadrinhos, ou não, a verdadeira estratégia por trás disso tudo é a construção de um novo público.

A lição tirada de “Os Vingadores” é justamente a da consolidação de um plano efetivo e lucrativo.

Os nerds foram a base inicial e já cumpriram sua função como o primeiro estágio de um foguete. Deram a propulsão, agora está na hora de expandir e solidificar. Basta olhar as análises de público antes mesmo da estréia nos Estados Unidos: o filme lidera as bilheterias em TODOS os quesitos.

Remanescentes da Golden Age, jovens dos anos 80, mulheres, crianças, espectadores casuais… todos optaram pela aventura de Joss Whedon. E como poderiam resistir? Mesmo quem nunca encostou num quadrinho na vida, mas vai ao cinema ou vê TV, já ouviu falar no Homem de Ferro, no Hulk, em Thor e, claro, no Capitão América – especialmente aqui no Tio Sam.

De maneira alguma essa foi uma invenção de Feige e da Marvel, mas eles encontraram a medida certa para construir seu sucesso e, para isso, precisaram revisitar o passado ao usar os pesos pesados da companhia e fazer isso de caso pensado. Os produtores parecem ter entendido a necessidade da sociedade moderna: divertir, homenagear o passado, e permitir o sonho por um futuro interessante.

Essa frase não é nem um pouco idealista, basta ver o mito construído por Stallone com a franquia “Mercenários”. É exatamente a mesma táctica utilizada pela Marvel. E Avi Arad também sabe disso com seu “Espetacular Homem-Aranha”, o grande inimigo intelectual e dramático de Christopher Nolan, pelo menos nesse ano.

Comédias entregam gratificação instantânea e isso está incutido no cerne de “Os Vingadores”.

Essa estratégia é para poucos pela gigantesca proporção de investimento necessário para atrair a atenção do público antes mesmo da estreia. Já se fala em maior bilheteria da história, alias. Tudo isso passa pela arriscada opção de super-expor a marca, com infindáveis trailers, pôsteres, prévias, campanha de imprensa com marcação homem a homem em todos os grandes mercados e, mais recentemente, o convencimento à esfera blogueira, que não precisa de mais que uns trocados para vestir qualquer camisa, infelizmente.

Entretanto, a lição tirada de “Os Vingadores” é justamente a da consolidação de um plano efetivo e lucrativo. Como tudo que fica popular, a “posse” dos heróis dos quadrinhos passa das mãos dos leitores intelectuais dedicados a cada detalhe aos volúveis espectadores satisfeitos apenas com as duas horas de projeção.

Joss Whedon trabalhou três elementos fundamentais para o sucesso de “Os Vingadores” no aspecto cinematográfico: comédia, distribuição de tempo de tela e o Hulk!

Comecemos pelo gigante esmeralda: Depois de duas tentativas frustradas do ponto de vista qualitativo (embora eu tenha gostado de Edward Norton como Bruce Banner), eis que o Hulk surge com personalidade, utilidade e apareceu apenas nas horas certas. Mark Ruffalo atrapalhou menos do que aparentava e criou curiosidade ao “outro cara”. Esse personagem foi tanto a arma tática dos Vingadores em combate, como do filme, construído em torno de sua revelação, sem se preocupar muito com os dilemas de Banner e seu passado. Hulk apareceu, esmagou e conquistou!

Tudo foi bem distribuído, evitando assim, o “filme do Homem de Ferro e seus amigos”.

Se ele apareceu nas horas certas, o humor esteve presente ao longo de todo filme. Essa parece ser a grande chave dos vídeos virais mais atuais e, sem dúvida, o gênero favorito dos espectadores online. Comédias entregam gratificação instantânea e isso está incutido no cerne de “Os Vingadores . O roteiro arma sua estrutura e fecha todos os pontos, cômicos ou dramáticos, ao longo da exibição e isso é muito importante, pois entrega um produto fechado. É mentalidade de linha de produção e decisão de executivos, como disse o Merigo? Com certeza. Mas a execução foi fantástica.

Outro dia ouvi o Spielberg dizendo que sempre assistia filmes tentando ver os movimentos de camera, onde usaram grua ou dolly, onde entraram os efeitos ou a edição mais fresta, até que ele desistiu e agora só quer ver se puderam contar uma história. Bem, “Os Vingadores” conta uma história. Simples, pelo olhar de quem nunca ouviu falar nos quadrinhos, mas conta.

Um cara mal quer mandar na gente (e resolve aparecer justamente na Alemanha, onde se depara com um velhinho casca-grossa que não quer ver a história se repetir), então vamos chamar uns sujeitos meio problemáticos, mas superpoderosos, para segurar a onda e lutar pela gente. Tudo bem que ela começou vários filmes atrás, mas está lá. Começo, meio e fim. Infelizmente, hoje em dia isso é celebrado perante tantos roteiros confusos, temas pretensiosos e tentativas frustradas de se atingir alta intelectualidade.

Se os produtores se meteram no processo, e, com certeza, Kevin Feige virou o Kuato do Joss Whedon, os medos financeiros garantiram foco nas fórmulas que dão certo. Se a comédia – com suas piadas quase sempre certeiras – e o Hulk – com sua magnanimidade – funcionaram, o outro elemento da base foi o tempo de tela. Tudo foi bem distribuído, evitando assim, o “filme do Homem de Ferro e seus amigos”.

“Os Vingadores” escorrega pesado nos dois personagens secundários que são, estruturalmente, o freio de mão do filme: Gavião Arqueiro e Viúva Negra.

Formaram-se vários núcleos renovados constantemente, primeiro reforçando a desorganização dos heróis, depois explorando as forças. Uma das melhores decisões foi inserir o Thor tarde e deixa-lo meio escondido, afinal, seu filme solo foi o mais insosso e o Deus do Trovão não aguentaria levar a ação toda nas costas. E nem seria o caso, afinal, se o filme é d’Os Vingadores, eles devem lutar juntos. E como lutaram! As cenas de combate foram fantásticas e, enquanto aquele mundo caia, o espectador empolgado queria mais.

Como ação, “Os Vingadores” é empolgante. Loki deixa claro desde o princípio: vou enganar todo mundo e quem dita as regras sou eu. Tanto Nick Fury quanto os heróis caem na arapuca e pagam caro por isso, até por uma certa ingenuidade, algo que todo ser humano tem ao imaginar que as coisas vão funcionar da maneira ideal logo de cara. Bem, não é por aí e Whedon transferiu um grande conceito norte-americano para seus heróis: a América só funciona com motivação e um objetivo único. Desde a Segunda Guerra Mundial, esse pais não faz nada de forma unilateral. Nem mesmo a Guerra ao Terror foi aceita por todo mundo, logo, olha a referência ao nazismo novamente.

Acima de tudo, os realizadores buscaram elementos de fácil acesso à memória de seu público e isso deve ser encarado de forma positiva, uma vez de que fácil e efetivo não são sinônimos. Nolan quer ser cerebral, deixar o espectador tenso o tempo todo e extrapolar os limites do drama? Ótimo. Whedon fez isso na alucinação do último combate (que deve estar dando calafrios até agora no Michael Bay) e no envolvimento prático e simples gerado pelo bom-humor. Entretanto, isso não significa que “Os Vingadores” seja isento de falhas.

A Marvel lembrou que filmes de heróis podem ser divertidos e, acima de tudo, que o ciclo está completo.

No geral, agrada. E muito. É bem feito. E muito. Merece os louros da fama e do sucesso. Totalmente. Mesmo assim, escorrega pesado nos dois personagens secundários e, estruturalmente, o freio de mão do filme: Gavião Arqueiro e Viúva Negra. Se toda a preparação dos heróis principais foi feita ao longo de seus filmes solo, esses dois eram apenas rostos pouco familiares, com histórias de fundo praticamente nulas. Mesmo sabendo do extremo respeito e devoção entre eles, foi difícil engolir uma dinâmica aparentemente forçada na tela. Como arqueiro, adoraria ter o arco high-tech do Gavião, mas esse foi o máximo de atenção gerado pelo sujeito, mas tenho noção de que esse sentimento é bastante pessoal.

Mas isso se encaixa perfeitamente no contexto que estou trabalhando: esse filme é sobre gente especial que salva a “gente comum” na hora do aperto. Sendo frio e calculista, o personagem de Jeremy Renner é um baita arqueiro. E ponto. Foi escravizado pelo vilão, matou meio mundo e não teve tempo, nem roteiro, nem dramaticidade para se redimir de forma a justificar sua presença.

O outro grande problema foi a morte do agente Colson. Assim como Boba Fett, em “O Retorno de Jedi”, morreu para render uma piada. Falo da cena em si, não dos efeitos provocados por seu ato heróico (e a artimanha do Fury). Faltou algo, uma justificativa melhor naquele momento, mas diria que foi mesmo falta de respeito por um personagem tão querido, pois ele era uma espécie de C-3PO dos Vingadores poderia muito bem ter permanecido como constante no universo Marvel nas telonas.

Saí da sessão de “Os Vingadores” absolutamente apaixonado pelo trabalho em equipe, pelo Hulk todo espirituoso, pela grandiosidade do quebra-pau, e louco de vontade de encher o Loki de safanões a lá Marshall, do “How I Met Your Mother”. Saí feliz, doido para ver outra vez e, devo dizer, arrependido por ter vaiado o Kevin Feige na Comic-Con quando ele anunciou o Rufallo como Bruce Banner. A Marvel fez um ótimo trabalho, demonstrou a força da grande marca frente ao público disperso, lembrou que filmes de heróis podem ser divertidos e igualmente agradáveis, e, acima de tudo, que o ciclo está completo.

Nerds, vencemos a batalha. O mundo é nosso.

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  • http://twitter.com/SemArrudeio @SemArrudeio

    Só continuo achando que Ruffalo não foi essa Coca toda. O roteiro foi todo armadinho para que a gente(que vaiou Feige) não tivesse que sair do cinema falando: "Pqp, eu sabia que esse merda desse Ruffalo ia estragar tudo!"
    Não acho o trabalho do cara ruim, só acho que a cara dele não é a cara de Banner – como achei que Norton teve. Espero, sério mesmo, que nos próximos filmes do verdão que ele disse já ter assinado para fazer ele mostre que tem a cara de Banner sim, e cale a minha boca.

    No mais, foi a melhor crítica/avaliação que já li do filme, concordo com tudo, exceto essa parte de Ruffalo. Analisou tudo com a ótica que deveria ser analisado, dando o mérito ao filme que atingiu o objetivo que tinha proposto.
    :)

    • http://www.brainstorm9.com.br/perfil-editor/fabio-m-barreto/ Fábio M. Barreto

      Gostei do Hulk, não do Ruffaaalloo (na duvida, dobro todas, he). :)

    • zebedeuvgbr

      Também acho que Norton se sairia ainda melhor que Ruffalo. Ainda prefiro o Hulk como no filme do Norton, mais selvagem!

  • https://www.facebook.com/matheus.hruschka Matheus Hruschka

    Fábio Barreto. Ótimo texto. Concordo em 99% do que disse. Eu mesmo escrevi minha humilde critica ((sic..elogio) ao filme, bem similar a sua. Mesma intenção. Sobre o Agente Coulson, ja rola um boato que ele será o Visão no Próximo Avengers. Nçao apenas porque ele morreu, mas porque em diversas cenas ele fala de uma mulher, pela qual é apaixonado e etc.Fica ai a torcida.

  • Diego

    Belo post
    clap clap clap

  • Juliana B

    Estava esperando a sua crítica Fábio! :]

    Concordo com quase tudo o que você disse, especialmente sobre o roteiro. Só porque o enredo é clássico não significa que o roteiro não foi bem amarrado, né?

    Fiquei também um pouco decepcionada com o Gavião Arqueiro, apesar de saber que ele já seria um elemento mais do que secundário no filme. Agora, acho que a Viúva Negra melhorou muito no filme. No Homem de Ferro 2 ela foi mais do que dispensável, e no Os Vingadores achei que sua personalidade ficou mais evidente/ganhou mais substância.

  • https://www.facebook.com/leandro.ota Leandro Ota

    Em termos de diversão o filme foi muito bom… concordo em relação ao Gavião Arqueiro, teve um esforço muito grande para querer mostrar que ele era um ser humano comum, mas com habilidades notáveis. A cena dele eliminando um alienígena de costas ao mesmo tempo em que se comunicava com outro herói foi desnecessária hehe… O portal abrindo e entrando os alienígenas me veio na hora a cena do filme Matrix em que os robôs penetravam em ZION… em fim, em um contexto geral foi irado o filme, Créditos a equipe que finalmente salvou o personagem Hulk no cinema.

  • http://www.rodrigoutopia.com.br RODRIGO

    Para mim, Homem de Ferro ! foi o melhor, Capitão América, longe de ser fantástico. A moral do filme é a seguinte: Não mexam com o planeta Terra! Se os vingadores deram conta do recado, imagina o EAN!

  • Anubis_Necromancer

    Vingadores é que a franquia Bayformers.
    Esquecem o essencial e colocam explosões, porrada e cenas de ação sem sentido.
    Para agradar os fãs que só querem ter orgasmos ao ver seus icones em ação, todos juntos.

    Dispensavel tanto quanto a "franquia" do Bay.
    Daria nota 5,0 só por caus do Wheedon.

    • http://www.brainstorm9.com.br/perfil-editor/fabio-m-barreto/ Fábio M. Barreto

      Mal amado. :)

    • Elvys

      Leitor do MDM! Volta pra lá, Anubis, rss…

      • diegomarangoni1

        Do que você tá falando? Leu alguma coisa do MDM? Parece que não.

    • Marcelo Sazo

      Discípulo do Merigo :)
      Hahahaha…

    • https://www.facebook.com/beth.abreu Beth Abreu

      Anubis deve ser partidário tb da ousadia para toda a família: assiste Game of Thrones do lado da avó. XD >brinks!<

  • Cress

    Na boa tirando o Hulk o Gavião foi o meu personagem preferido, virei fã e se eu tivesse que escolher um dos Vingadores pra ser, escolheria ele com certeza.

  • steveblask

    Certamente o melhor filme até agora da marvel, e o melhor hulk também. A história apesar de cliche conta com um roteiro muito bem elaborado com cada personagem tendo seu momento de destaque e sua importância. Aguardo ansiosamente os próximos filmes da marvel.

  • Ivan Amorim

    Assino em baixo…parabéns Fábio!
    Só senti falta de um comentário a respeito do final do filme, rsrs.
    Tendo em vista que "já" encontramos THANOS… o que será que nos espera, uma vez que este é um dos vilões mais "fodões" dos quadrinhos..
    Juro que minha única tristeza com o filme é o fato de que vai demorar muito para sair o 2…

  • http://boechat.com jean boechat

    "sessão"

  • alexramalho

    Parabens bareto e obrigado por compartilhar conosco sua visão dos vingadores, pela otica americana, mas com o coração Brasileiro.

  • Gescudero

    Excelente crítica, Barretão! Só tenho algumas coisas a comentar: – O filme "Hulk" de Ang Lee, não faz parte deste universo que convergiu em "Os Vingadores", apenas o mais recente "O Incrível Hulk". – O fato de Loki ter escolhido a Alemanha para aquela cena de dominação tem conexão com o lugar onde o Dr. Selvig diz ter um material (uma pedra?) importante para a conclusão de seu trabalho. Além da curiosidade de que a mitologia nórdica (de onde Loki e Thor saíram) tem raízes germânicas. – O agente Coulson precisava morrer, para estabelecer o marco entre o primeiro arco e o segundo que está por vir. Foi um sacrifício para nos marcar e fixarmos como fase "Coulson" do universo cinemático Marvel. Agora, termos outra fase, com outros personagens que marcarão sua própria presença.

  • http://www.rodrigoutopia.com.br RODRIGO

    Ok, tem muito entusiasmo em cima da história, não adiante discutir isso agora, mas em pouco tempo todos perceberão que o filme não é tão bom assim.
    Afinal, uma bomba atômica resolveu todo o filme.

    • http://www.brainstorm9.com.br/perfil-editor/fabio-m-barreto/ Fábio M. Barreto

      É a escola Alan Moore de soluções atômicas. E essa, de fato, foi intergaláctica.

    • Cláudio

      Nem de longe a bomba resolveu alguma coisa. Fechar o portal foi o q salvou, a bomba foi um presente. Lamento , mas se vc não prestou atenção nisso, esta explicado pq não achou o filme tão bom.

  • victor fagundes

    Não vi o filme ainda.Mas só não entendo muito bem essa atribuição aos Vingadores do tal espírito mais leve,pois os outros filmes da Marvel já possuem esse clima.Posso estar falando besteira,porém parece que agora,com esse sucesso e grande aprovação,a nova onda,a que irá subtituir a "dos filmes sombrios" será a "dos filmes leves" ,e que com o tempo,também passará a ser vista de forma negativa pelos críticos.

  • http://monicalage.com.br Monica Lage

    Clap! Clap! Clap! Excelente texto/critica. Excelente filme :) Assistiria over and over again!

  • thiago

    Perdão, fiz confusão, estava lendou outra critica e postei o comentario anterior errado…^^

  • thiago

    não consegui ler a critica toda sem parar e dizer um parabens, excelente texto
    passei bom tempo sem visitar o blog (acho que hj já é site) e foi meio broxante ler a critica do merigo, a ideia que passa é ele não é desse meio, um alien tentando entender a vida na terra com seus conceitos e referencias
    quanto ao filme, hulk fez de fato toda a diferença, gostei da primeira aparicao dele na tela, para quem não conhece o Hulk a cena da coação é um dialogo besta e pretencioso, outros que tem ideia que o hulk é uma força da natureza, capaz de estrago a niveis de um terremoto ou um tsunami é algo realmente tenso ficar prestando atenção se a pupila do banner não começa a esverdear a medida que desenrola o dialogo
    incomodou um pouco a tradução das legendas, um "Hulk, Smash" virou um "Hulk, Arrasa" , acho que a turma que sitiou o filme vem da mesma escola do merigo

  • wellcopes

    As lutas são bem feitas, os efeitos são bons, mas honestamente o filme é mediano e só. Nesse ponto fico com a crítica de Merigo.

  • http://www.artperceptions.com Leonardo Carnelos

    Muito bom o review do filme, mas ao invés de entrar em detalhes sobre o filme eu gostaria de destacar outro assunto.

    Achei bem interessante o título e a conclusão: "Nerds, vencemos a batalha. O mundo é nosso." Nunca me conformei com o fato de que a ficção científica ser tão discriminada no cinema e na literatura. Mas, conforme a sua frase sugere, o cenário está mudando: a dois anos atrás tivemos o épico Avatar ganhando vários prêmios, e agora os Vingadores veio com a promessa de ser um dos melhores filmes de 2012.

    Parece que aos poucos, as pessoas estão se rendendo ao gênero, apagando o estigma de histórias toscas (pulp) do início do século passado para uma ficção científica mais elaborada e apurada.

    Nerds, vamos em frente!

    Sds
    Leonardo Carnelos http://www.artperceptions.com

  • nickolasxavier

    Concordo com o que vc disse! o/

    • AlisonRofe

      Não concordo, no Incrivel Hulk o Edward Norton foi o Edward Norton no papel de Bruce Banner.
      O Ruffalo interpretou muito bem sim, pois fez o papel de Bruce Banner, assim como Chris Evans fez o papel de Capitão América, esta é a opinião dos fãs, nerds e leitores de HQ rsrs

      • https://www.facebook.com/monteiroth Thiago Monteiro

        Concordo.
        Eu particularmente odeio os filmes anteriores do Hulk, E o Ruffalo me fez gostar de novo do personagem no cinema.

  • diegomarangoni1

    "e, mais recentemente, o convencimento à esfera blogueira, que não precisa de mais que uns trocados para vestir qualquer camisa, infelizmente."

    Foda dizer, mas Barretão está certo.

  • http://twitter.com/estudiogera @estudiogera

    dizer que o capitão américa foi um bom filme doeu mais que a surra que o loki levou do hulk hahaha

  • https://www.facebook.com/otaodofino Adriano Magalhães

    ponto 1: a aljava hightech do arqueiro é uma obra-prima;
    ponto 2: a maria hill tá bem mais convincente que a natasha romanov
    ponto 3: "meu segredo é estar sempre zangado", por sinal, a frase do filme.
    ponto 4: o foda do stark é que ele é um gênio mesmo. arrogante, metido e estrlelinha, mas gênio.

    filmaço, entretenimento de alta qualidade.

    nerds, avante. sem revanchismos.

  • Marcos Bin

    Legal a resenha, parabéns. Concordo com os elogios e discordo das críticas. Achei o filme perfeito, nota 10. Não tiraria nem colocaria nada. Já vi duas vezes e veria outras 200.

  • Marcos Bin

    Ainda sobre as críticas: acho que o roteiro abriu bem o caminho para um filme solo da Viúva Negra, ao dar várias informações, sem explicar muito, sobre o passado dela e do Gavião Arqueiro. Será um filme bem-vindo.

  • FErnando

    Pessoal, como fã dos quadrinhos posso afirmar que o filme é merecedor de palmas. Quanto a esse ou aquele personagem, acho que mesmo nos quadrinhos eles podem se tornar massantes isoladamente, mas em equipe brilham mais. Tomem o exemplo do Wolverine cujas revistas solo surgiram muito tempo depois. Ao contrario, grandes personagens "em equipe" tiveram seus títulos solo cancelados. Acho que de alguma forma isso se reflete nos filmes.

  • Jorge

    Olá,

    Só passei pra comentar uma coisa:

    Todo mundo fala que o filme dos Vingadores foi leve, previsível, superficial, e por aí vai.

    Acho justamente o contrário. Foi um filme feito por fãs, para fãs.

    Todos dizem que os filmes do Batman são mais cabeça, adultos, melhores roteiros, mas quase ninguém teve coragem de dizer que o filme é pra lá de clichês. Muito, mas muito mais previsível que o filme dos Vingadores (quem acreditou no presidiário que joga fora o controle condenando todos os “caras malvados” a morrerem? Na vida real eles teriam apertado o botão assim que a voz do Coringa estivesse ecoando pelo barco).

    Além disso, o filme do Batman (aliás, os filmes, pois isso começou no primeiro filme, onde o Jack Nicholson fez o Coringa) transformou a roupa do Batman em uma espécie de armadura, pois o Tim Burton, ao escolher o Michael Keaton para o papel queria que o Batman fosse um sujeito normal (não um super sarado) e que seus “poderes” viessem de uma roupa danada de bacana!

    Bem, foi esse filme que fez com que o Batman passasse a usar uma “armadura” em lugar de um colant cinza com a cueca por cima.

    Bem, volto a dizer o seguinte: foi feito para nós por gente que gosta de quadrinhos. Se eu quiser alguma complexidade vou ler Nietzsche, e não quadrinhos.

    Do mesmo modo, se vou ao cinema pra me divertir, quero me divertir. E eu me diverti pra caramba vendo Os Vingadores detonarem na tela, tanto uns aos outros quanto aos vilões.

    Parabéns pra fantástica distribuição dos personagens na tela, especialmente em fazer com que o poder to Thor fosse mostrado, mas que ele não quisesse fazer tudo sozinho.

    Bons comentários a todos.

    Jorge