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Braincast 12 – O Poderoso Chefão: 40 anos desde a construção do mito

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Em 2012 “O Poderoso Chefão” completa 40 anos desde sua estreia. Para muitos críticos (e claro, grande parte da audiência) esse é o filme mais emblemático do cinema americano. Dirigido por Francis Ford Coppola, a obra de Mario Puzo na tela revela, além da história brilhante, uma sequência de nuâncias e detalhes que dão a este trabalho o aval de Obra Prima.

Fruto de um processo criativo caótico, carregado de energia e intensidade de cada um dos atores (e de uma equipe técnica tão importante, como Gordon Willis, Dean Tavoularis, Angelo Graham e Theodora Van Runkle), esse foi o tema do Braincast número 12. Com Carlos Merigo, Saulo Mileti, Vini Melo, Luiz Yassuda e Léo Ribeiro.

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[2m50] Comentando os Comentários

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24 respostas para “Braincast 12 – O Poderoso Chefão: 40 anos desde a construção do mito”

  1. Franco Fnc disse:

    A música tema do filme, dita 'source music' NÃO foi composta pelo Nino Rota, a melodia já existia na voz de Gianni Morandi, um cantor italiano. Inclusive pode-se encontrar versões até hj na voz do cantor siciliano Roberto Alagna.
    Não dá pra acreditar em tudo q lemos no google.

    • Saulo Mileti disse:

      Franco, eu não disse que a música tema é source music, e nem que Rota a compôs.

      Sobre o tema, eu disse: Nino compôs e solfejou-a no aeroporto para Coppola; antes de executá-la e canetá-la numa partitura.

      Sobre a source music, eu disse: Carmine, pai de Coppola, foi o responsável pela seleção, arranjos e/ou composições nos takes que eram agraciados por uma source music da trilogia.

      Realmente, não dá pra acreditar no Google: Mas isso eu ouvi do próprio Coppola, vendo os filmes com comentários do Diretor.

      E no diretor? Dá pra acreditar? :)
      Abs.

      • Franco Fnc disse:

        Saulo,
        dê uma ouvida noque vc mesmo disse, e re-leia o meu comentário.
        Vou tentar ser mais claro:

        Vcs comentam sobre o nepotismo da família Coppola após dissertarem sobre a source music de seu pai, logo após aos 34'16" vc , ou não sei qual dos participantes, diz ser o Nino Rota "o grande compositor da trilha principal"……. e disserta q o Coppola queria um som moldal e o Nino fez várias composições e solfeijou a trilha principal para o Coppola no aeroporto. Nesse momento ele cantarola o som Parla Piu Piano, tido como 'trilha principal do filme'.

        Sobre esse momento disse que essa trilha NÃO É DO NINO ROTA, e dissertei a respeito da origem dela…… ela foi usada no filme sim, é a trilha principal sim, mas sobre a origem do som, a fonte que vc pesquisou está bem errada…. ele pode ter cantarolado pro Coppola a melodia JÁ EXISTENTE, mas não é uma composição dele.

        Creio q fui bem claro no comentário anterior, mas vc não me pareceu ter lido bem.

        No mais, tem uma série de criticas mal feitas e mal fundamentadas sobre o filme e tudo q o envolve, principalmente sobre máfia, mas tb entendo que ninguem aqui é conhecedor da máfia italiana e tampouco das musicas locais por isso erros podem vir a acontecer, só espero q na próxima procurem em fontes mais confiáveis ou elaborem uma pauta mais fundamentada.

        Abs, Saulo.

        • Saulo Mileti disse:

          Franco, vamos lá:

          1 – Você não é músico. Já que (se fosse) saberia que não existe “moldal”. Estamos falando aqui de uma harmonia MODAL, baseada no dórico, lídio, grígio, mixolídio, eólico, enfim… só pra esclarecer.

          2 – Quem solfeja (e fala) sou eu. E eu não falei o que li no Wikipedia; nem no Google; nem em lugar nenhum. Eu falei o que, como já disse anteriormente, OUVI O PRÓPRIO COPPOLA COMENTANDO. E logo após concluir isso, o Léo Ribeiro (nosso convidado) comenta sobre a trilha ter sido usada em outro momento da história do cinema.

          Mas o ponto é: falei o que o Coppola próprio disse: “- I was looking for a modal melody for this movie. I mean, something with a african spirit, and all this melodies forms, reminiscent of Sicily sounds. The producers did not like the stuff Nino brought. Well, it’s curious… because at the airport, he told me an idea, and sang for the first time to me.”

          Você pode ouvir isso nos comentários do diretor, no box BluRay.

          3 – Saindo do Braincast, vou levar uma única coisa para o lado pessoal, e numa boa: você não me conhece e eu não te conheço. Então, até pra esclarecer seu ponto final: eu, Saulo, não sou neto, bisneto ou tataraneto de italiano. Sou filho direto e cresci em um lar onde não se falava outro idioma, onde não se vivia outra cultura.

          Eu não “ouvi falar” de fiorentino, de romaneska ou mesmo do italiano: eu falo. Assim como não “ouvi falar” dos problemas com “Guerra” ou com “Máfia”. Minha família veio para o Brasil porque foi vítima desses problemas. E com isso, concluo: não procuro minhas fontes sobre isso no Bexiga, ou pesquisando sobre meu Bisavô italiano. Pra isso, basta falar com meus pais e saber o que minha própria família passou pouquíssimas décadas atrás.

          Além disso, toda a pauta foi montada e baseada em textos, livros, anotações e gravações do Coppola e do Puzzo. Como você sabe, não somos menininhos que ligam o microfone e saem falando o que vem na cabeça. Um abraço e até a próxima.

  2. Murilo Campos disse:

    não acredito que ouvi na íntegra 1h46m :O

    nos próximos, se vcs puderem editar e tornar o produto final mais enxuto, nós, os sem tempo, agradecemos!

    abs

    • Saulo Mileti disse:

      Murilo, por outro lado (o dos editores), pense no seguinte: se o programa tivesse 50 ou 60 minutos – para falar da trilogia mais emblemática – seríamos apedrejados pela superficialidade e falta de detalhes importantíssimos.

      E digo mais: nesse já teve coisa que eu queria falar, e nem deu tempo. :)

  3. Eloy Gomes disse:

    para ai, não editem não, bom é quando o papo rende assim!

    demais!

  4. Bruno Nogueira disse:

    O cast foi ótimo, parabéns!
    Mas esse player não ajuda, galera! E cadê o feed?!

  5. Saulo Mileti disse:

    Assim… na prática, nenhum foi editado até hoje. Montamos uma espécie de estação de rádio de verdade, sabe? :)

    Então efeitos, trilhas, tudo acontece realmente ao vivo. E um ou outro programa tem cortes. E são secos (corte no wave, sem edição). Mas no geral, é ao vivo. A gente acha que funciona melhor com o B9: conversa solta, sem amarras, regras… e assim vai! Valeu pelo comentário, cara! Abs.

  6. Jorge disse:

    Animal, gostei muito, nem deu para perceber que vocês gostam da trilogia, uns menos outros mais.
    O o lance de hoje termos essa carência que se dá realmente a zumbizisse coletiva, nada de novo, salve algumas poucas exceções tão poucas que as que me vêm a cabeça valem mais pela tecnologia investida no filme do que na história em si. Voto em Inception como um filme/história irado e trilogia, já me adiantando BATMAN, não aquele dos mamilos mas sim esse do Nolan. Só quero ver se nessa minha geração, ainda vá rolar uma trilogia que possa ser lembrada e servir de parametro para muita coisa.

    • Saulo Mileti disse:

      "Zumbizisse coletiva", hahahahahahahahahaha… muito bom.

      Sempre "brigo" com o Merigo sobre Inception. Ele acha um filme nota 9,5 e eu dou no máximo 7,8. Assim, é um puta filme, como você mesmo falou. E no meio dessa "zumbizisse coletiva" ele se destaca: fato.

      Eu não piro justamente por não achar que é uma história 100% original. Já vi esse tema em outros filmes e me parece recorrente. Mas no geral, o Nolan é um cara fudido e sempre surpreende. Fez grandes coisas e certamente fará muito mais.

      Valeu pelo comentário, Jorge. :)

  7. cauã diniz disse:

    Muito bom, deu vontade de ver os filmes novamente (já devo ter visto umas 4x…)
    Só uma pergunta:
    - Vocês vão continuar abordando temas aleatórios?
    Não que isso seja ruim, muito pelo contrário é bem bacana!

    Mas eu gostei tanto, mas tanto, mas tanto mesmo dos braincasts que envolvem a publicidade…
    Gostei tanto que até mudei de área: estou me dedicando a criação. E não foi uma mudança simples, pois já tenho 27 anos e sempre me dediquei ao mkt.

    Espremam mais os limões da Publicidade e da Propaganda que muita coisa boa vai sair!

    Vlw pessoal!

  8. Alvaro disse:

    Mini comentário/elogio
    Legal, parabéns.
    Abraço.

  9. Tento imaginar o Leone dirigindo o poderoso chefão. Tambem tento imaginar o que o Morricone faria para a trilha sonora tambem. Seria totalmente diferente do que conhecemos.

  10. @faneinbox disse:

    Olá pessoal!

    Eu li o livro antes de ver o filme e a essência é basicamente a mesma, mas as abordagens para alguns personagens no livro é bem mais detalhada. Mas é claro que no filme não de pode esperar um grande background para cada personagem que aparece, senão teríamos um filme de 6 horas.

    Curti bastante o cast e confesso que me deu vontade de ver o segundo e terceiro filme novamente. Só vi eles uma vez cada, o primeiro – meu favorito – é o que eu vi muitas vezes. Acho que por causa de ser a mesma história do livro.

    Enfim, curto bastante. Abraços.

  11. Sinceramente achei que foi um dos melhores Braincast, e olha que já são 12!

    Parabéns!

  12. Nunca mais haverá um filme como o Poderoso Chefão.

    Cinema é milagre, é juntar uma porção de técnicos, com outra porção de artistas, lutando contra executivos em prol de obra de arte é uma das coisas mais raras do mundo.

    Parafraseando Shane Black (roteirista do 1º Máquina Mortífera), 95% das vezes o cinema é banal, apenas os 5% que sobram são espetaculares.

    Falando (e cagando uma regra) sobre a durabilidade dos filmes de hoje, acredito que só restarão aqueles que forem realmente bons (óbvio) e tiverem seus valores caucados na quebra das coisas concretas, algo como um roteiro inusitado, atuações mais fortes, que de alguma maneira desconstroem as bases de sua época. Esses filmes talvez terão mais reconhecimento no futuro do que têm hoje, e lá na frente serão redescobertos como aconteceu com Blade Runner.

    Abraço e parabéns pelos casts que estão muito bons

  13. Zé Ricardo disse:

    Fantástico esse Braincast! Mataram a pau na comparação: "O Poderoso Chefão é o 'Beatles' do cinema". A melhor definição que já ouvi, rsrsrs
    Sobre o primeiro e o segundo filmes, não temos controle sobre eles. Eles é que nos controlam. É começar a assistir e não conseguir parar.
    Como os Beatles, Poderoso Chefão é atemporal!
    Parabéns!!

  14. Walber Neves disse:

    Sem dição cara…to trampando e ouvindo nas horas vagas e achando massa demais!

  15. Keyte Brito disse:

    Comments atrasadinho, mas Parabéns pessoal! Esse braincast foi maravilhoso. Amo cinema e adoro os clássicos!!!

    Acho muito importante a análise de criações (Música, Cinema, Arte…) que influenciam e muito todo mercado. Em hábitos de consumo, tendências, comportamentos enfim…

    Apoio totalmente essa pauta e sua duração. Realmente é impossível ser consistente em menos de 1 hora, para um marco.

    O Mileti parecia uma enciclopédia falante. Muito bem preparados e cheios de informações Making of! Perfeito.

    Abraço.

  16. Carlos Adriano disse:

    Olá, pessoal,

    Conheço o braimstorm do tempo na era antes youtube e vinha baixar comerciais aqui do mundo inteiro. Agora tive a oportunidade de escutar esse ótimo “brancast”. Pensei, inclusive, que teriam mais flamnes, afinal, estão mexendo em território sagrado, esse lance de filme favorito, time favorito, cantor favorito sempre mexe com as pessoas. Mesmo assim, fizeram uma ótima leitura da trilogia. Estão de parabéns. Tenhos os blu-ray e mesmo assim aprendi muito. Parabéns e façam mais sobre cinema. Valeu muito a pena. Abração.