Quando um cliente não vale a pena
Raramente entro em discussões sobre essa putrefação estética e principalmente econômica do mercado gráfico. Na verdade, quando alguém reage de forma ensaiada a um orçamento do meu escritório – “mas tem um site / designer que me cobra R$500,00 pra fazer um logo” – eu incentivo.
“- Poxa, então fecha com eles e aproveite a oportunidade”.
Faço isso basicamente porque este não é o cliente que meu escritório quer atender.
E não se trata de dinheiro, mas da atitude e do posicionamento que ele adota.
Para mim é importante identificar e separar os clientes entre os que tenho bom relacionamento e sinergia dos que não tenho. E dessa forma garantir (para ambos) que trabalharei com um nível de satisfação altíssimo. E não só pela quantidade de Krugs que esse cliente colocará na minha adega. A equação é muito simples: você não pode evoluir a qualidade dos seus projetos se trabalhar para um cliente que não está pronto para te acompanhar, trocando experiências e encontrando novos caminhos.
Mas é aqui que muitas agências e escritórios de design caem naquela gruta chamada ambição. Quanto mais, melhor! E muitas, muitas vezes essa agência tem até histórico com determinado cliente e SABE que será um problema. Mas a grana é boa… Paga em dia… E quem vai passar noites em claro é o pessoal da criação, do planejamento e da finalização. Fazem de tudo para ganhar / Tocam cornetinha quando assinam o contrato / E depois todos trabalham se arrastando, sem o menor tesão em entregar aquilo que foi prometido.
Sabe? O prometido? Aquela intenção de inovar e promover o lúdico de forma sustentável pelas ações diferenciadas? Coisa de agência 360ª, antenada e integrada? Pronta pra entender como a crossmedia pode oferecer algo único pra geração y, que está com o controle remoto na mão e mostra toda sua atitude nas mídias sociais.
Uma salva de palmas que eu gorfei.
Mais do que honestidade, falta dignidade. Pois se vender para um cliente inadequado custa caro pra sua empresa: fama de senzala, perda de bons profissionais e boas idéias. Vão vestir sua camisa exclusivamente por dinheiro e não por prazer. E quando esse cliente for embora, o espólio será pequeno demais pra você se deleitar.
Hoje tenho os melhores clientes que poderia. E quando digo “não” para proposta de um prospect, estou dizendo “sim” pra qualidade que continuarei entregando para os que já estão comigo. E isso mostra que o sucesso pode ser medido de várias formas. E garanto, dinheiro não é o única métrica pra isto.
Ótimo texto! Deixa a gente pensando assim com mais altivez.
Post bacana e oportuno.
Bravo….bravo…bravo!
É o capitalismo né… =/
Ótimo post! Parabéns!
O capitalismo é ótimo, Augusto. A culpa não é dele! :)
Dizem que é tudo uma questão de equilíbrio, não é? Então!
Talvez o segredo do capitalismo seja saber a hora de parar.
Valeu.
Eitha!!!
Um tapa na cara de muitas agências. Não só de criação, de comunicação também.
Excelente texto disse tudo
Como sempre digo: não se prostitua para o mercado.
Parabéns, Saulo! Pelo texto e pela postura. O mercado de design só irá evoluir quando mais gente pensar desta forma.
Um grande abraço
Numa boa Saulo…. esse pensamento seu é para quem vive em grandes centros. Para quem tem oportunidade de ter grandes clientes (não to falando em dinheiro e tamanho). Para quem tem o prazer de trabalha em um praça que tem clientes que querem ver vc dar o seu melhor para que o melhor dele aconteça.
Agora vem trabalhar no interior. Principalmente de MG.
Vem aqui pra vc ver Biro sendo chamado de Agencia.
Vem aqui ver "Micreiro" sendo chamado de Arte Finalista, de Design Gráfico e tal.
Mercado do interior é pobre…. cabeça pequena… não coloca fé nas possibilidades da PP e do MKT.
Pronto. Falei!
Daniel, nunca trabalhei em MG. Aliás, nunca trabalhei fora de SP. Tirando os casos (nacionais ou internacionais) em que tudo partia daqui, e só era implementado em outras cidades e etc.
Então, sim: provavelmente é um pensamento para grandes centros.
Eu não poderia nem entrar nessa questão, justamente por nunca ter trabalhado em um mercado como o que você citou. Mas posso imaginar. Conheço um empresário, dono de uma agência muito, muito grande, que diz "quem vive em São Paulo, não vive no Brasil". E sabemos que, infelizmente, isso é verdade. Os valores aqui, são outros. Assim como a realidade, o acesso e a facilidade de buscar novos caminhos.
Enfim, obrigado pelo comentário! Um abraço.
Experimentem trabalhar em agências no interior da Bahia! Como os colegas relataram, é muito difícil manter determinada postura nos interiores desse país. Imagine você pensar num spot super bacana e o cliente mandar o texto e dizer: e isso aí! Ou você escolher uma modelo e ele mandar a filha porque é gatinha. Passar dias pensando trabalhando em uma marca e ele achar que tá "simplezinha", que "quer assim óo!!" Depois que entrei pro mercado de trabalho vi que metade do que se aprende na faculdade não é aplicado na prática e que, muitas vezes, é melhor garantir seu pagamento, afinal… é o dinheiro que paga as contas. Trabalhar por prazer, com satisfação pessoal e profissional é algo que eu ainda espero saborear, mas com certeza não será nos cafundós desse país. A maioria das pessoas não está preparada para evoluir.
Concordo, aqui em minha cidade por exemplo, muitos não sabem nem o que é um Design, e a importancia que tem para sua própria empresa, quando um possível cliente diz “mas tem um site / designer que me cobra R$500,00 pra fazer um logo (web site, portal…)” … um absurdo disso, vc consegue indo ao cliente, pois o feedback, retorno de email, para a maioria não há, mesmo pq, Daniel, Saulo, daria uma pauta longa para ser discutida aqui, o mercado em grandes centros e cidades são diferentes sim em regioes e estado, pergunto: vale a pena investir + em cursos, seo, cms, fotografia, equipamento, para um mercado em pequenas cidades que andam engessado? fora daqui, o mercado aí em Sampa e Rio, anda saturados?… deixo isso enfim, para Mauro Amaral no Fala Freela, que a propósito sentimos já saudades…
Mas tudo depende da postura dos profissionais do interior, enquanto vocês derem a possibilidade de barganhar, ele vão barganhar, oferecer permuta e outras práticas antiprofissionais.
Pra mim funciona assim, se o cara quer um logotipo, uma campanha, um site ou qualquer, outra coisa que seja, no mínimo ele tem que ter grana em mãos, se não tem ou se não está disposto a investir, então fica sem meu chapa, eu faço pro teu concorrente e ele passa na tua frente.
Um carro não é mais barato no interior, nada é mais barato. Se você vai comprar um C3 em BH ou em Itajubá o preço é o mesmo, porque essa foi a postura adotada pelas concessionárias.
Isso que ta faltando nos designer, postura, comercial e esquecer essa cabeça de freelancer. Você é uma empresa de um homem só e tem que operar no verde.
“- Poxa, então fecha com eles e aproveite a oportunidade”.
Vou levar essa frase e seu contexto comigo para onde for a partir de agora!
Eu tbm!!!! rs
Realmente uma pena que mais profissionais não pensam assim. Deve ser relamente assustador pra quem prospecta mandar 20 propostas e só aceitar 1, mas ainda assim partilho do mesmo ponto de vista. Grana não é tudo. Muito bom seu texto.
Saulo, você tirou as palavras da minha boca. Faço o mesmo discurso com um cliente vem com este "papinho" de que profissional ou agência X passou um orçamento mais barato. Na verdade, chamo estes clientes de CRIENTES!
Abs
Eu faço a mesma coisa. Qdo um cliente fala que fulano cobra mais barato mando fazer com ele… Uma vez uma pessoa me ligou pedindo orçamento e me falou "vai ser baratinho, porque vc só precisa fazer assim… e assado… (me ensinando a fazer o trabalho). Mandei um baita de um orçamento pra ela sumir. Geralmente é melhor ficar desenvolvendo projetos pessoais ou até ir à praia do que trabalhar para um cliente cabeça estreita…
Marcia, tenho uma frase pra isso. Digo sempre:
"Às vezes, dizer NÃO para um cliente, é dizer SIM pra sua felicidade."
E como vale a pena, não?
ainda mais quando a situação econômica me diz que posso dispensar um freela ou job sem precisar apertar o cinto no fim do mês.
Muito bom, excelente artigo.
Simples assim, quando falarem do "site/designer" de 500 reais, você diz:
"Olha, é isso que você vai dar pros SEUS clientes. Se você oferece um almoço pros seus clientes, e resolve levá-los no dogão, essa é a sua política de relacionamento com seus clientes. O mercado hoje em dia está muito competetivo. Eu entendo isso perfeitamente. Falando nisso, tem um dogão aqui na esquina que custa 1,90 e ainda vem com refresco de caju! Topa ir lá? Eu pago."
Esse assunto não é de hoje, e há 11 anos atrás, saindo da faculdade, a gente já ouvia a mesma frase normalmente associada às habilidades obscuras de alguém com grau de parentesco de algum morador próximo (vulgo "o sobrinho da minha vizinha é hacker e faz site").
Pois é Bandite. Mas te digo: eu, basicamente, nem discuto.
Um "ahan, vai em frente" sempre basta, sabe?
Pois catequizar sempre trás dor de cabeça para nós. :)
Mandou bem Saulo. Eu tenho uma agência e sei bem o que é isso. Cheguei até a dedicar um trecho de um livro que publiquei recentemente, justamente falando de tipos de clientes. Muito bom, falou e disse!
Gostaria muito que todos os meus candidatos a clientes lessem isso!
Parabéns pelo texto.
Parabéns Saulo, pura verdade…..Teria como vc imprimir um BANNER para eu colocar aqui na minha agencia?… de verdade.
abs
Texto muito bem escrito e rico de informações cruciais. Tenho certeza que contem muitas coisas de extrema importância que hoje passaram em branco pra mim, mas que enxergarei daqui a alguns anos.
Saulo, muito bom o texto.
Sinceramente acho muito importante que continuem existindo o pessoal do foco na quantidade, nas aulas de gerência de projetos sempre vemos os obstáculos e a grande pirâmide do prazo, custo e qualidade. Se uma empresa possui um custo baixo e uma entrega em curto prazo, com certeza podemos duvidar da qualidade do projeto.
Clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap.
Texto perfeito, tanto para clientes quanto para gestores de agência, acho que mais pra esse último.
Prefira a qualidade do que a quantidade, sempre. Dinheiro nem sempre é sucesso.
CLAP CLAP CLAP! Sem palavras.
O problema não é os profissionais não pensarem assim, mas os donos das agências pensarem justamente o contrário
"A equação é muito simples: você não pode evoluir a qualidade dos seus projetos se trabalhar para um cliente que não está pronto para te acompanhar, trocando experiências e encontrando novos caminhos."
Simplesmente fantástico.
Ótimo texto. Eu, realmente, tenho muito o que aprender ainda… Tenho uma agência e ainda aceito esse tipo de cliente. Meu maior desejo era poder não aceitá-los. O pior, é que não sinto que estou caminhando pra isso ainda… Enfim, a consciência, eu tenho. Só falta o grito de libertação mesmo.
Muito bom este post. Parabéns pela fácil abordagem.
Ótimo texto. Todos os clientes deveriam ler.
Olha. Todas as agencias de publicidade da regiao metropolitana de Porto Alegre- RS, nao que tive contato, mas que pude observar a maneira como trabalham com seus clientes, me fez perceber que publicitário tem sim um grande ego. Acho indigno um profissional começar a trabalhar as 12:00. Percebi que a maioria das agencias de publicidade acha estar fazendo um grande favor a seus clientes, retorna quando quer, manda o material quando quer… etc. Já vi casos de layou's em que era necessario colocar uma imagem da campanha da empresa, juntamente com o logo e site – layout bem simples – demorar dias pra ficar pronto. Tudo porque o publicitario nao teve a boa vontade de fazer logo o que lhe foi proposto.
Quando passei a tomar conhecimento do que realmente é o mercado publicitario pensei em desistir, mas ai me dei conta que eu vou ser o profissional do futuro que vai ganhar rios de dinheiro, por levantar mais cedo e ir trabalhar mais cedo, por fazer logo, dentro das possibilidades, o que é proposto e sempre sabendo meu lugar.
Acho que é por isso que muitas empresas, principalmente as pequenas, procuram estes publicitarios de fundo de quintal, pois estes provavelmente devem prestar um atendimento mais "personalizado" a seus pequenos clientes, com mentalidade infantil no que diz respeito ao mercado…
Camarada, é difícil ter um rio de dinheiro quando você não tem uma poça d'água de bom senso.
Indigno não é começar a trabalhar as 12:00 (até porque eu não conheço publicitário que começa a trabalhar nesse horário). Indigno é ler comentários como o seu, sem embasamento ou alinhamento com a realidade.
Só uma dica: pra ser "o profissional do futuro", você precisa respeitar o passado. Respeite quem já construiu e conhece muito mais do mercado que você (o que não é difícil).
Abraço, amigão!
Me fez lembrar uma placa que dizia:
Garanto três coisas no meu serviço: Rápido, bom e barato.
Mas você só pode ter dois.
Se for rápido e bom, não é barato
Se for rápido e barato, não é bom
Se for barato e bom, não é rápido.
Escolha o que quiser.
O probema está aí.
A maioria dos clientes não estão ligando se vai ser tão caro assim e acabam sempre levando o rapido, bom e caro, o que acaba levando ao último parágrafo do post. Dinheiro não compra tudo.
Perfeito seu texto Saulo. Sintetizou o que todo mundo, no fundo, sabe.
Post muito bom ! (:
até ia comentar, mas todo mundo já falou o eu pensava rs
Minha frase para esse tipo de cliente é: "Seu sobrinho faz isso? Então passa para esse gênio de uma vez"
Tive aulas com um designer Italiano (nasceu em Bologna mas mora no Brasil há 30 anos) muito, muito fudido. Ele conta uma engraçada:
Na década de 70", fazia um catálogo para uma grande empresa de eletrodomésticos (geladeira, fogão, etc) lá de Campinas. E levou o layout da capa, para o dono da empresa ver.
Teve o maior cuidado: importou tinta da Tchecoslováquia, comprou papel trazido de Turim… e o cliente, ao ver disse:
"- Muito belo, Giovanni. Achei lindo. A propósito (abriu a gaveta e tirou uma folha dela), meu filho fez um desenho…"
Tente descobrir qual foi a capa do catálogo, no final da história…………
ahh fala sério, né?
por questão de ética aposto no trabalho do seu prof (:
É… pena que ética não paga conta, né?
Porque nesse caso prevaleceu o desenho do menino.
Foda. Ele me mostrou o catálogo. Eu ri pra não chorar.
Essa história não seria um exemplo exato de tudo que você criticou no seu texto Saulo? Ou seja… No fim das contas é isso mesmo?
Digo isso por defender exatamente a mesma bandeira que você, não por achar que essa seja uma postura revolucionária de quem vai "contra o sistema", ou qualquer outro discurso acalorado que podemos ver por aí. Simplesmente por entender que, isso, é ser profissional.
Mas, mais do que clientes que defendem os "500 Reais" de um conhecido, eu, por vezes, me deparo com exemplos como o do desenho do filho, ou "um cara que quis cobrar 15.000, mas fez por 3.000", como justificativa para esse tipo de comportamento. "É a lei do mercado".
Por isso a pergunta, por um instante senti num exemplo seu, um argumento – mesmo que vazio – contrário ao que você, brilhante e corajosamente, defendeu no texto. Gostaria de saber a sua opinião.
"Saulo Mileti não é ninguém importante e só escreve no B9 para cumprir a cota de textos medíocres."
Não acho que o texto que acabou de escrever, seja medíocre. Acho que deveria apagar sua citação!
hahaha vou comoçar a usar essa fras..
Que bacana, fecha com eles então e aproveita a oportunidade
Texto muito bom, leve, rápido e preciso.
Creio que isso valha para outras áreas também, não somente publicidade. Encaixou como uma luva para a área de TI, onde muito cliente ainda confunde desenvolvimento de sistemas com datilografia. E também se encaixou bem para escritórios de advocacia, onde os clientes acham que tudo é fast-food, que processos, peças, audiências saem na semana que vem…
Passeio por estes 2 mundos: Direito e TI e posso dizer que nessas áreas também tem "cliente" dessa forma que vc descreveu.
Passou da hora de rever o lugar-comum: "Cliente tem sempre a razão". Não tem não. Se eles soubessem o que querem e como querem, não procurariam seu serviços…
Perfeito
Estou feliz!!! Achava que, como dona de agência e professora de universidade, estava louca quando propunha essa resposta aos clinetes e futuros publicitários do mercado: "Fecha com ele, aproveita a oportunidade". Isso só me deu ainda mais certeza de que minha agência pode sim – e deve – ter um horário de trabalho de gente normal, com prazos cumpridos e clientes (de verdade!) felizes. Se cada um se conscientizar de seu papel, o dominó começa a cair e a figura que formar vai ser bonita, né não?
Excelente texto, parabéns. Vou mostrar aos meus alunos, com certeza.
Como o Chico Montenegro descreveu, "Tapa na cara de agências".
Excelente texto!
Cliente bom é cliente morto. E tenho dito.
Genial!..
essa é uma das principais características que me desanimam em uma agência de publicidade: A prostituição aos lucros acima de tudo, mesmo sendo um cliente que não valoriza o trabalho e nem acrescenta nada para a agência.
ótimo texto!
A grande questão é: uma agência de publicidade é estratégica ou operacional?
Eu acredito que é estratégica pois define (ou lapida) o quê e como deve ser desenvolvido todo o planejamento envolvido. Claro que a agência deve ter a filosofia descrita pelo Saulo e se opôr a falar sim indiscriminadamente ao cliente, transformando a "excessão em regra".
Ainda acho que é também falta de desenvolvimento do setor de Atendimento que, ao contrário de todas as diversas áreas de uma agência, não evoluiu suas técnicas e filosofias ao longo do tempo.
Agora agência que quer profissional de criação Online/Offline/3D/Programmer/Animation/Cofeemaker deveria ter sua sede na Rua Augusta… pelos pré-requisitos se têm uma ótima concepção da filosofia econômica e vulgar da agência.
Para quem não sabe, falei de 5 (cinco) áreas distintas com profissionais distintos. Ser especialista hoje em dia é ser uma raridade.
Parabéns, ótimo texto. Bom saber que não estamos sozinhos nessa.
Meu sonho de vida é ter uma agência justamente para poder fazer essa seleção. Sempre achei que isso era uma coisa meio utópica da minha parte, mas já conheço você e uma amiga que o fazem. Portanto, é possível e um dia eu terei o prazer em dizer não para cliente chato.
Parabéns, pois esse tipo de comportamento está cada dia mais escasso no mundo publicitário. ;)
putz… adorei o texto, mas o ruim é que eu sou a "sobrinha que cobra 500 reais" hahahah… realmente tem muita gente ruim por aí, mas também tem os casos como o meu, gente que tá dando os primeiros passos e que apesar de não ser o equivalente a uma agência, sempre tenta entregar um trabalho de qualidade!
É isso aí! Só queria dar o lado dos iniciantes, e quando eu crescer quero ser que nem você, e ter isso em mente :"Às vezes, dizer NÃO para um cliente, é dizer SIM pra sua felicidade." – adorei!
Dinheiro não é tudo (ainda bem se não eu tava ferrada haha)
bjs
Cara muito bom, falo tudo! Patrão por favor leia isto!
Tá de parabéns Saulo! Você deu ótimas justificativas para não pegarmos clientes que gostam de "design de placa". Suas observações até me ajudaram a me manter firme e continuar a fazer o que sempre fiz com esse tipo de indivíduo; simplesmente ignorar a proposta de trabalho e desenvolver projetos de clientes que realmente queiram comprar o design e, acima de tudo, o CONCEITO embutido na arte, assim como valores agregados.
Há algum tempo procuro escolher qual seria meu futuro profissional, e definitivamente, escolho a Publicidade. Existem vários mitificadores na internet que a colocam como um ambiente ruim, e sim, esse ambiente ruim existe. Porém, o profissional que estiver apto e com vontade de trabalhar e fazer um bom trabalho, ganha muito em PP. Como visto no comentário acima, uma parte dos publicitários que tem 'padrinhos' acabam por terem um dos empregos mais folgados do mundo, sem prazos, sem responsabilidade, como se o cliente fosse obrigado a aturar aquilo porque se trata de uma agência de publicidade. Sempre tive medo de optar pela área pela grande saturação do mercado, e ao pesquisar em blogs relativos à publicidade como este, percebo que "O mercado nunca está saturado para bons profissionais" não é um mito, e sim a realidade. A busca pelo dinheiro, a mesma coisa explicada no post, que faz as agências aturarem tal cliente, é o que também trás milhares de pessoas a optarem pela publicidade sem nem conhecerem teoricamente este mundo.
Seu post está incrível, parabéns. (:
Saulo, eu gosto muito da maneira como você escreve sobre assuntos como este, que descrevem situações de rotina. A gente ouve esse papo todos os dias no trabalho e, inclusive, ouvia isso a anos na faculdade (pra quem diz que a facul não te prepara pro mercado).
Acho que estamos todos cansados já de discutir que o povo precisa conhecer o design, porque ele é importante e porque você deveria investir mais em um trabalho bem feito do que pagar barato e ter que, consequentemente, mandar fazer tudo de novo. É engraçado, meu professor de branding dizia: "o cliente diz que seu trabalho é muito caro, e vai procurar um micreiro que cobra 100 Reais… um dia ele vai voltar até você e pagar o preço que você já tinha orçado, porque vai ter que aprender na marra que um bom design custa o seu preço". Eu concordo com meu professor, só não vejo isso acontecer com tanta frequência porque, vamos combinar, tem um milhão de barateiros que o cliente vai passar antes de voltar até seu estúdio e se dispor a pagar o preço justo por um trabalho bem feito. É aquele negócio, o cliente quer sempre comer o camarão, mas pagar o picadinho.
Se todos os designer e profissionais da área pensarem como você pensa e eu penso – dispensar jobs de um cliente que não está preparado para te acompanhar – vejo um futuro brilhante para o design no Brasil, tanto para o designer quanto para o cliente, já que ambos vão ficar mais satisfeitos. Porém, mesmo quem concorda com tudo isso que você escreveu, também não arrisca dispensar um cliente e acaba tendo que trabalhar por uns trocados – fora aqueles cujo slogan é "trabalho por pouco". Então temos que educar o cliente, mas também educar o designer.
Sem mais, queria te dar um abraço por falar sobre este tipo de assunto com tanta franqueza. :)
Excelente! Parabéns!
E ai, sera que voce é FODA?! Gostaria que muitas pessoas pensassem desse jeito! Nao
todas, pq senao, nao seriamos diferenciados… Se as coisas custam o preço que custam,
tem um motivo: seja ele talento, invesitmento, maquinas, etc…
Parabens!!
Essa é a melhor medida protecionista que podemos adotar com relacao ao nosso mercado. Simplesmente isso.
Eu acredito que todo profissional de agência devia trabalhar como cliente por um período na vida.
Falou tudo… Julgar os outros é mto fácil. Brasileiro adora falso moralismo, não é?
Não sou publicitária, ou designer, mas trabalho com comunicação ha anos e acho que vale sim cada palavra dita por nosso comentarista acima.
Concordo que a velocidade das coisas tem feito que o mercado se prostitua e que orçamentos sejam dados de qualquer jeito, mas também ha o outro lado da moeda: o empresário.
De fato fora do mercado de SP e RJ a banda toca de outra forma, como um conjunto meio desajustado e tentando se manter no concerto, mas para isso já vi certas atrocidades. Quero dizer que os profissionais tem sim que dizer não qdo um trabalho for abusivo ou fora de contexto (daquele contexto cuja a agência está se movendo), e também ensinar aos profissionais que ficam barganhando de maneira errônea afirmando ter um orçamento mais em conta. Porém só gostaria de destacar que isso também tem gerado profissionais arrogantes e cheios de si, que acham saber de tudo pq estão conectados a todas as mídias, redes e grupos de discussões.
Quero dizer para os profissionais que estão chegando que valorizar seu trabalho não é menosprezar pequenos jobs ou até mesmo compartilhar conhecimentos com clientes que poderão vir a ser grandes.
Pensem bem. A postura conta muito!
Ouvi recentemente que "O mapa não é o território", ou seja, cada um vive em um mundinho à parte, cercado de conceitos, valores e ideais, mas o mundo real é bem maior que isso. Se compartilharmos mais e formos menos soberbos, talvez o mercado sobressaia e todos saiam ganhando.
Cara, muito bom teu texto. Andei lendo uns comentários acima que diziam que no interior o negócio é diferente dos grandes e também concordo. Aqui no interior do RS é sofrível a situação, pois tu acabas ouvindo coisas como "o meu sobrinho faz site/anúncio/propaganda e cobra 1/3 do teu valor" isso pra coisas tradicionais, por que pra mídias socias por exemplo é pior ainda. Como ainda é tudo novo e todos querem participar tu ouve "eu não vou pagar alguém pra mexer no meu facebook e no meu twitter". Aí tu estuda, faz cursos, sai do país, vai ver o mundo e tua cabeça tem mil idéias, mas na hora da pratica é muito complicado encontra cliente que te acompanhe.
Quem não valoriza minha profissão não é meu concorrente. Quem não valoriza meu trabalho não quero como cliente.
Post lindo, mas a realidade de muitos é outra. Principalmente para aqueles que colocaram o barco pra navegar agora, dentro de uma mercado que paga mau e o investimento é pouco no que se chama planejamento. Clientes de qualidade são disputados a tapa, mas boa parte dele precisam ser educados e até mesmo doutrinados para que o sucesso dele e o nosso seja uma coisa só.
Não desisto de uma cliente porque ele é burro ou porque eu não gosto da interpretação do que ele não tem sobre o que é a qualidade e o melhor p[ara o projeto dele. Sofremos com a destruição de um belo projeto e por ter que escutar de pois de brigas o famoso "mas eu quero assim". Mas sempre acredito que lá no final eu posso dar a volta e provar por A+B o bonito o funcional e o bom gosto. E posso garantir que não se trata somente da força da grana, mas não podemos negar sua importância. Afinal, puta tb é gente.
Copiei para os meus chefes!! muuuuito bom!
Infelizmente sei o que é isso, aliás estamos passando por um processo deste dentro da agência, um cliente prepotente que se acha auto suficiente e que me disse a uma semana (no estudio do fotógrafo tem uma menina que faz este catálogo por 500 pratas) poxa eu não perdi a oportunidade de falar pra ele fazer o trabalho com eles.
Enfim hj após 15 anos com empregado e quase 3 tocando uma pequena agência com pouco mais de 10 pessoas analiso que o mundo fora do varejo vale pouco a pena, as concorrências são totalmente desleais e a legião dos que "foi meu filho que fez" tende a aumentar somente nas pequenas empresas".
Já pensei várias vezes em escrever algumas matérias sobre as concorrências desleais no varejo, com as bonequinhas (fantoches) recém formadas somente lhe entregando briefings super mal feitos e sem o mínimo de informação para o mínimo de interpretação.
Continuem assim garotos, aliás gostei muito do novo layout do B9…
Abs
Renato (PDV NEWS)
Durante um tempo, eu "empresariei" uma banda de jazz. E o mantra do "faça de graça pela divulgação" me foi repetido tantas vezes que aprendi a dizer não para qualquer coisa.
Em uma das oportunidades, uma empresa de eventos queria contratar a banda para um evento com globais. "Não posso te pagar nada, mas vai ser ótimo para o currículo de vocês". Eu respondi "então imagino que você não esteja cobrando nada, pois um evento COM GLOBAIS deve ser sensacional para seu portfolio!".
Terminou em risada, mas terminou com cachê. Às vezes a gente não pode aceitar as coisas de cara só por causa de uma suposta relação de dependência entre fornecedor e cliente. A relação é de desafio: o cliente te desafia a entregar seu melhor, você desafia o cliente a aceitar o melhor. É assim que os melhores trabalhos saem. :-)
Bom demais Saulão!
É bem o q por várias vezes discutimos na agência, mas "os donos" nunca nos levavam a sério!
No final, todo mundo saia perdendo! ;)
PARABÉNS! ótimo post, belas palavras.
Excelente.
muito bom!
Concordo e discordo.
Não podemos exigir reconhecimento sem brigar por ele. 'Desistir' sem mostrar o porque da sua qualidade é um erro. Quanto arquiteto teve que fazer projeto de engenheiro para fazer as pessoas entenderem a diferença dos dois? Quantos paisagistas trabalharam como jardineiros antes das pessoas entenderem a diferença dos dois?
Mais do que brigar por nossas empresas, brigamos por nossa profissão! Relegar um trabalho pois o cliente não tem a compreensão do seu serviço, é desistir da sua profissão!
Afinal, só fazemos ou também estudamos?
Saudações,aqui na senzala a vista tah otima e a coca-cola tah quentinha
tambem assisti o filme Jerry maguire, não se preocupa, isso passa…
me lembrou uma frase do Adolpho Bloch da extinta revista Manchete
-se vc quiser ser comunista na redação da manchete, eu ter pena (sic, ele era gringo) da sua mentalidade
moral: vc acredita nas mentiras que a publicidade conta? ;)
Saulão meu amigo, belo post. Sábias palavras.
Lendo os comentários, muito já foi dito. Opiniões fortes e realistas.
Um dia um chefe me disse:
" – Minha empresa está preparada para pegar peixe grande. Os peixes pequenos, deixem que "os outros" briguem para tirar na porrada."
E é assim que levo minha vida hoje em muitos aspectos. Estou preparado para o melhor e para fazer melhor.
Se vocês não estão, mexam-se!!
Saiam dos cafundos dos Judasssss…leiam, criem, dicutam e melhorem sempre. Só assim, os antepassados que são donos de N empresas, vão se render a novidade. Resultados mostraram o quanto vale a pena investir em bons profissionais.
E se esse Dinossauro não quiser, use: – Então tá. Obrigado e volte sempre.
Próximooooooooooo……….
Não acredito que este posicionamento seja aplicável somente para grandes centros. Eu com minha agencia no interior de MG já adotei essa estratégia e não me arrependo nem 1 minuto. Eram clientes que empacavam o meio de campo, giravam em circulos e o job não servia nem para entrar em nosso portfolio. Cancelar o contrato foi a melhor decisão! Lógico que nos primeiros meses a grana faz falta, mas é incrível como em curto prazo nos abrimos para projetos maiores.
Eu concordo que os mercados sejam diferentes, mas a postura eh válida pra qqr um deles. Em MG tem muito cliente medíocre e muita agência do mesmo nível, assim eles se entendem. É mudando nossa postura que vamos fazer com que o mercado reconhça nosso trabalho. Eu tive cliente que empaca aos montes em Minas e depois vivi a mesma coisa na California, daí decidi que iria selecionar meus clientes pela sintonia profissional ou então eu nunca seria capaz de oferecer meu melhor e iria empacando a vida com um portifólio pobre. O seu texto ajudou muito Saulo e se sua intenção eh completar a cota de textos medíocres desse blog, acho que vc não tá cumprindo o papel! Hehe. Abraço!
Saulo, quis comentar apenas para elogiar a qualidade do post, algo que percebe-se em muitos outros seus. Admiro e sempre leio todos, grandes quanto forem. Medíocre é o que está na média, e seus textos estão muito longe dela. Abs!
Falou TUDO, vivo essa mesma realidade (talvez pior) porém como programador web aqui no interior de SP, quantos sobrinhos e amigos do filho do dono faz por 300,00 algo que bem feito seria 10x mais, é isso, falta valorização dos profissionais, e a saida é mesmo essa, DIGA NÃO e seja feliz.
Saulo, acho a questão que você abordou de extrema importância. Existem muitos profissionais que visam apenas o "lucro" que em seu ponto de vista, geralmente, é somente financeiro. Não pensam que manter um bom profissional, motivado, respeitado, é tão importante quanto receber uma grande quantia. Isso é claro, sem mencionarmos os prazos que em sua grande parte não são respeitados depois que acaba a festa da cornetinha.
Estou entrando agora nesse mercado e francamente não difere muito de minha outra profissão onde muitos só se preocupam com o oba-oba e as compensações monetárias. Claro que dinheiro é bom, óbvio que é. A questão é até que ponto se deve seguir em busca dessas cifras.
Vale principalmente para os gestores essa avaliação.
Parabéns pelo texto! Falou tudo bem direto!
Adorei – Este tipo de coisa acontece mesmo e hoje eu mantenho somente os clientes que valem realmente apena – Já construi uma carteira de cliente enorme mas ao longo do tempo percebi que para alguns eu pagava para trabalhar e assim fui selecionando quem realmente seria bom para o futuro dos negócios. Tem cliente que quer andar de ferrari e pagar preço de fusca – conclusão: o último cliente neste nível preferiu ir pagar mais caro para a concorrência do que manter os 8 anos de relacionamento que tivemos por miséria.
O problema é que muitas agencias são meio retrogradas quanto a evolução, pensam exatamente em numeros e não em qualidade e satisfação na vida profissional.
Digo agencias de medias não sei quanto a grandes agencias.
Brilhante texto.
Concordo. O digo mais. Nego parece não levar em conta que profissional do Design que é profissional não desenvolveu suas técnicas da noite pro dia. Teve que estudar pra caralho, pagar curso caro, comprar livro caro, aprender a dominar os programas de computador, enfim, investiu muita grana em conhecimento. São muitas horas gastas lendo, praticando aquele softwere, buscando, pesquisando e buscando mais e mais referências que se adequem a diferentes situações. Horas essas que se podia ter aproveitado pra ir àquele clube, àquela festa, ficar com a família, etc. As áreas de Design, Propaganda e Markenting são muito extenssas e quanto maior a gama de conhecimento dentro destas áreas mais profissional você é, e mais caro fica seu trabalho é lógico. Então velho, tem que dizer não mesmo, tem que valorizar todo seu esforço.
muito bom
Já mandei esta pra um cliente:
"Fecha com eles o preço tá ótimo, aproveita e me passa o telefone dos caras, assim eu mando fazer com eles os meus trabalhos e revendo com lucro pros meus clientes."
ÉTICA.
Concordo contigo. É preciso ter sinergia e afinidade de pensamento quando se fecha um negócio. Usar como critério de decisão APENAS o fator financeiro nunca é uma boa.