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Qual é a diferença entre a imprensa internacional e a brasileira?

É curioso comparar alguns dos sites de notícias mais importantes do planeta com os principais aqui do Tupiniquim. Fiz isto domingo de manhã: 24 horas depois da Amy morrer; 48 horas depois do ataque terrorista na Noruega. A maior parte deles noticiava ambos os fatos. Mas enquanto os internacionais davam destaque para o assassinato das 92 pessoas, os brasileiros só falavam da falecida britânica, da homenagem dos artistas no Twitter, e outras coisas do tipo.

É pra pensar, não? É como se os veículos do mundo estivessem nos dizendo: É triste que uma inglesa morreu, mas não é um fato mais importante do que 92 outras mortes.

Veículos internacionais:


Veículos nacionais:

60 Responses to “Qual é a diferença entre a imprensa internacional e a brasileira?”

  1. iurisilvio disse:

    Falei disso bastante durante o fim de semana. O mundo falando da Noruega, os jornais daqui ignorando a relevância disso, preferindo falar da Amy.

  2. Bruno Nigro disse:

    O brasileiro tem uma atração pela tragédia, pela notícia mórbida. A questão é que a morte da Amy envolvia outro tema que todos adoram bancar o especialista: o consumo de drogas, lícitas e/ou ilícitas. Passei o dia observando no Twitter e Facebook, e algumas vezes, intervi em discussões que beiravam o ridículo. Até citava-se o massacre norueguês, mas isso era uma 'capa' de conscientização falsa, de quem não aguentava mais ouvir falar em Amy Winehouse com tanto sertanejo-pop-brejeiro fazendo mais sucesso por aí pra comentar.

    Na realidade, estavam pouco se lixando pra quem morreu na Noruega. Assim como pouco estavam se lixando pela perda do talento (indiscutível) da cantora. Queriam apenas malhar o judas ou forçar um peso na consciência de quem, assim como eu, ficou triste com a morte – esperada, por sinal – de alguém que perdeu a guerra contra os próprios fantasmas, o próprio vício, a própria doença. Nenhuma dos especialistas em narcóticos de última hora, passeando nas redes sociais, pegou um avião pra ajudar os feridos, mas se pudessem viajariam pra levar uma faixa 'Já foi tarde, Amy. Seu lixo humano!'.

    Enfim, a raiz do problema aqui é cultural… infelizmente, a tendência parece ser piorar.

  3. Caio disse:

    Mas isso é herança da mídia impressa. A Veija dedicou 1 página para o escândalo do News of the World/ Murdoch e três páginas para o assunto " Bumbum brasileiro" . É dose.

    • Viakenny disse:

      os ataques na Noruega foram capa da Veja dessa semana… mas só porque o anúncio da morte da Amy Winehouse saiu depois que a revista já estava nas bancas e nas casas dos assinantes.

  4. dsollero disse:

    Só me lembro do grande filósofo BNegão: "Priorize as prioridades"

    • Essa imprensa que agora temos há tempos descaracterizou-se como veículo de informação. Preocupação deles é a formação de opiniões, a política mais claramente, na preocupação de manutenção do status quo conquistado às custas de parceria com partidos políticos. Perderam e continuam perdendo seus dutos de irrigação e subitamente viram-se entre essas perdas e uma outra, o fluxo livre de informação na internet.
      Não se acharam com isso, não formaram jornalistas para um jornalismo de verdade, temem as luzes da crítica à qual chamam de censura e insistem com seu quadro de articulistas de crédito cada vez mais minguado no insano sonho de retomar o status quo de antes.
      Enfim, serão panfletos políticos até sua breve extinção, se insistirem nisso.
      A escolha pela cobertura do fato politicamente ameno, que não implique em análises profundas ou que venham a contradizer um posicionamento histórico, tem preferência pois só para eles é que estão equipados.
      Convenhamos que é mais fácil procurar a depiladora da Amy que manter analistas políticos independentes de fato em folha.

      • henriquem disse:

        sergio, a depiladora da Amy qualquer estagiário encontra. o analista político precisa de formação, e é o que falta nos jornais/portais…

      • Bruno Nigro disse:

        'Convenhamos que é mais fácil procurar a depiladora da Amy' – cara, eu vi isso. E, como estudante de jornalismo, fiquei sem ter aonde enfiar a fuça. E nem precisava usar o massacre em Oslo como comparativo ao que era relevante no momento.

        Há dois anos, o Jornalismo entrou com os dois pés na 'clandestinidade'. Hoje em dia, qualquer um que tenha recebido elogios por conta de um blog sobre Crepúsculo, pode se registrar e atuar como jornalista, formador de opinião. Quem aprovou a queda do diploma, agiu sob o pretexto de 'evitar a censura à liberdade de expressão, prevista na constituinte'. Mas o efeito, que já era notado antes da abolição do diploma, começa a ganhar contornos que tendem a transformar a mídia cada vez mais num instrumento de controle de massa (alguém citou Orwell e '1984' aí?).

        Pão e circo é coisa antiga. Ataque de bolinha de papel, palhaço semi-analfabeto eleito no maior colégio eleitoral do país. Conglomerados religiosos comprando cada vez mais horários na TV aberta e fechada, massificação da mediocridade intelectual com reality-shows. Enfim, o prato é cheio e o futuro é negro.

        Não quero bancar o revolucionário de palanque, mas o jornalismo precisa de uma nova reforma, não aquelas que passam pelo senado e sim, intelectual, que parte do aluno que, assim como eu, continou no curso pois acredita que o diploma é, sim, só um pedaço de papel. Mas EU é que tenho que fazer direito o MEU papel como profissional. Vai ser preciso coragem, força de vontade e muito culhão pra aguentar as porradas.

        O 'sistema' e gigante, mas Roma também já foi e nem assim deixou de cair. Desculpem minha possível 'egotrip'. Mas, ainda devo ser um tolo que acredita que sempre vai existir um jeito de melhorar o que parece já ter sido estragado ao máximo.

        • Criticar o jornalismo feito em grandes veículos, ainda que em seus canais virtuais, com o argumento da "queda do diploma" é o mesmo que dizer que a Seleção Brasileira de Futebol anda mal das pernas por causa da crise econômica norte-americana.

          Esse jornalismo ilustrado pelo Saulo vem sendo praticado há anos, muito antes da queda do diploma, e por jornalistas. Aliás, em grandes veículos de informação, é bom lembrar, existe uma pessoa chamada "editor", que é quem escolhe o que vai para a capa e o que não vai. Ninguém chega a editor da Folha.com ou do G1 por ter um blog bacana sobre vampiros.

          Da mesma forma que há bons jornalistas com diploma, há péssimos jornalistas diplomados. A mesma coisa para aqueles que exercem o jornalismo sem diploma: há os de qualidade e os sem. Aliás, é bom lembrar, a maioria dos grandes jornalistas brasileiros o são ou foram sem terem formação na área.

          Enfim, só para constar.

          • Bruno Nigro disse:

            Não critiquei apenas pela queda do diploma, Rafael. O meu relato vem de acordo com outros estudantes da área, alguns muito bons, outros preguiçosos, mas todos com uma visão parecida: 'Se antes, o trabalho já era desrespeitado e desvalorizado, agora então…' – após dois anos, vejo que eles estão começando a ter razão.

            Diferente de você, não tenho o hábito de dividir a imprensa entre 'grande', 'pequenos' veículos. Considero os que tem a maior abrangência, de preferência nacional. São eles que influenciam, para o bem ou para o mal, eles são o foco e a meta de muita gente. Ninguém quer trabalhar no 'Diário de Patativa do Norte', a não ser em último caso, com a conta batendo na porta. Não tem nada de errado nisso. Todo mundo quer o 'filé', e cada um que defina o que é esse 'filé'.

            Em todo veículo, até nos xexelentos, existe um editor. A diferença é que nos menores, às vezes ele também é o fotógrafo, o jornalista, o revisor e se vacilo, o tio do café. Já cansei de ver isso. Não é privilégio, muito menos 'mérito' dos grandes vaículos. É só o básico.

            'A maioria dos grandes jornalistas brasileiros o são ou foram sem terem formação na área' – o que não significa que não tiveram formação alguma. Quanto ao blog sobre vampiros eu não sei, mas o que tem de jornalista ex-colunista-modelo-aspirante-a-bbb… pra mim dá no mesmo.

        • O "jornalismo" dos jornalões, das revistas e televisões comprometidas com o stablisment sempre assim será. Perderão espaços para as outras plataformas, como vem acontecendo, onde se ensaia análises, se não integralmente compromissadas com a verdade, é autoral e permite o debate.
          Jornalismo, é utopia. Imagine um povo altamente politizado, crítico e de educação e cultura acima da media que sustentasse seu veículo de informação preferido comprando-o nas bancas, assinando-o (físico ou virtual) e tivesse esse veículo, crédito para fazer o anunciante vender mais.
          Bem, esse jornalismo não resistiu nem nos USA, ao qual poderíamos considerar seus cidadãos os mais próximos do tipo de cidadão citado.
          A entropia da informação em tempo real, o debate, é que irá nos manter no centro da aldeia.

          • Bruno Nigro disse:

            Com certeza!

            Nunca acreditei no jornalismo-heróico. Sei que ele precisa, antes de tudo, vender para existir e competir com outros veículos, mídias, etc.

        • Rubens disse:

          Bruno, agora explica porque nos demais paises apresentados aqui como "mais cultos e civilizados" nunca exigiram diploma superior para alguem meramente escrever num jornal? E mais: que o'Brasil, um dos poucos países do mundo onde isso era exigido, era apenas porque foi uma Lei criada durante a ultima ditadura que vivemos, como forma de controlar quem pode escrever num jornal…

          Nao tem nada a ver possuir ou nao Diploma de Jornalismo com fazer um bom jornalismo… O que mais existe sao semi-analfabetos que mal sabem redigir alguma coisa ou concatenar ideias, com um diploma de jornalismo debaixo do braço.

  5. Guga disse:

    Cenário perfeito pro esporte preferido dos "midiáticos" tupiniquins: a cagação de regra.

  6. bomdiavermes disse:

    Tuitei algo semelhante, porém zapeando entre os canais de notícias nacionais e internacionais pela TV. Tinha percebido a mesma coisa.

    É triste isso. Uma coisa é o povo, volátil, dar mais atenção a uma personagem pop de abrangência mundial do que um ataque com intenções político-religiosas em um país no outro extremo do mundo. Outra coisa é saber que os mais importantes (e digo isso apenas em termos de alcance, não de qualidade) veículos de informação do país seguirem a onda.

    PS:

    "Peões apertam bumbum de Valesca"

  7. Viakenny disse:

    e isso também tem a ver com a relevância dos ataques na Noruega para o Brasil.
    na Europa, a relevância foi imensa, principalmente porque o atirador culpava, entre outros fatores, a imigração na Europa, que é um assunto que vira e mexe entra em evidência.

  8. Maria Thereza disse:

    nada mais é do que um espelho da sociedade. brasileiro está muito mais interessado na vida, nos escândalos e na morte dos famosos do que numa tragédia desse porte.

    naturalmente, os portais brasileiros vão mostrar o que mais interessa ao seu público.

  9. Samir disse:

    Portais brasileiros entrando no vício dos blogs mercenários:

    "Não vamos postar a notícia mais relevante, vamos dar destaque à que vai dar mais pageviews…"

    • Concordo plenamente, Samir. O negócio é pageview, e entre uma noticia de um atentado terrorista na Noruega e uma notícia sobre a morte de Amy Winehouse, nós sabemos muito bem qual será a mais procurada.
      É muito fácil criticar a imprensa brasileira pelo seu conteúdo, mas ninguém percebe que eles encontraram a fórmula certa: brasileiro gosta de pão e circo, só estão 'nos dando' o que queremos.

      Mas o destaque à bunda da Valeska Poposuda foi de matar.

  10. Tarsis disse:

    Conhecem aquele ditado "cada povo tem a imprensa que merece"?
    Pois é.

  11. Raphael disse:

    Fora o R7 com destaque pro A Fazenda

  12. Leo disse:

    A maioria dos brasileiros não devem nem saber onde fica a Noruega!!!

  13. Esclarecedor disse:

    O número de mortes em um e outro eventos é uma das formas de comparar os dois mas acredito que a maneira mais acertada de olhar para o porque da imprensa brasileira ter dado mais atenção a Amy do a Oslo se deve as circunstâncias. Assumimos, não sem justificativas, que ela morreu em decorrência do uso de drogas, legais ou não. Infelizmente no Brasil este ainda é um assunto Tabu. Vende-se muito jornal quando o assunto principal é "drogas". Lá fora este assunto não é mais Tabu. Terrorismo, como o que aconteceu na noruega não nos afeta. Logo se perde o interesse no assunto, principalmente quando o ato é praticado por um grupo de Direita. Se tivesse sido praticado por um grupo de esquerda os jornais estariam massacrando os "comunas comedores de criancinhas".

  14. Yuri disse:

    Pior: 96 pessoas morreram por causa da atitude de uma pessoa imbecil.

    Enquanto todos lamentam a morte de uma pessoa que fez de tudo para morrer.

    Vai entender?

    • Bel Salles disse:

      EXATAMENTE Yuri. Foi o que eu falei tanto noutro blog de um blogueiro conhecido. Defendem tanto alguém que deu o pior exemplo possível enquanto há pessoas de bem morrendo de forma trágica, sem culpa todos os dias.

      Para você ver o nível cultural dos brasileiros. Nem discuto mais sobre isso.

  15. LeandroMarques disse:

    eh tudo em questao do dinheiro, obvio !

    cada imprensa publica o que acredita que vai atingir mais o publico, e o publico brasileiro que precisa ser atingido eh exatamente esse que gosta de fazenda, bumbum e outras merdas impostas pelos brasileiros.

    e exatamente, como o Tarsis disse, cada um tem a imprensa que merece hehe

  16. Me fez lembrar uns versos do MV Bill: “Como pode ser tragédia a morte de um artista e a morte de dezenas apenas uma estatística?”

    Talvez aí esteja um debate sobre a imprensa no Brasil: a mídia deve dar mais atenção à informação ou ao lucro?

  17. @ale_martins disse:

    Brasil-sil-sil.. a prioridade da mídia é a audiência, consequentemente o dinheiro do anunciante (que mete o dinheiro lá pra vender seu produto)… e claro o dinheiro que o patrão bota no bolso. Para o patrão botar dinheiro no bolso, que se danem ideias, usam o veiculo como meio de extorsão politica com foco nos interesses.

    Lá fora, o foco tb é dinheiro (claro, não vamos ser ingênuos)… mas existe um pouco de jornalismo tb, em que os veículos tem claras posições politicas e linhas de pensamento. Tb contam com um número maior de pessoas engajadas em temas mais importantes do que o "mano beliscando a bunda de Valeska" como no R7.

    Bom, não podemos esquecer a vergonhosa TV Globo que não coloca uma só noticia referente aos escândalos de corrupção do presidente da CBF. Esse é tipico exemplo do que citei no primeiro paragrafo.

  18. crisdias disse:

    O negócio é vender.

    • Exato! O negócio é vender. Amy sempre vendeu mais do que terrorista norueguês.

      Mas reparem que na Europa e no US a cobertura do "demônio loiro" também chama a atenção para a possibilidade de novos ataques em outros países, ou seja, medo!

      Mas todos estão esquecendo a Somália. Não tem uma nota na capa dos jornais nacionais e muito pouco nos internacionais.

      Voltando ao ponto que o Cris Dias levantou: Somália não vende.

      • Rubens disse:

        Na boa, mas quem se interessa pelo que acontece na Somalia? Voce e mais meia-duzia? Que diferença faz o que acontece na Africa, na Bolivia ou na India?… Sao continentes e países sem grande relevancia. Vamos agora começar a fingir que a gente se interessa pelo que acontece por lá? Pfff….

  19. Murilo Campos disse:

    a midia japonesa é de doer tb, num apanhado geral, e eles não tem problemas com educacao

    acho que é mais questao dos proprios veiculos, e não da cultura do pais. Todos tem compromisso com $$$, evidentemente. Então temos veiculos mais populares, como UOL e EXTRA no rj, e outros mais "serios" como bandnews, por ex.

  20. O conteúdo entregue é o conteúdo que a massa procura.

  21. s1mone disse:

    Opa! Vi vários destes jornais cerca de duas horas após a notícia da morte de Amy. Todos os jornais ingleses estavam dando mais destaque à morte dela do que aos atentados noruegueses, inclusive o Guardian que neste post está com a capa de World e não a home. É claro que a mídia brasileira adora um momento marrom e se interessa mais por uma artista com problemas morais do que um atentado de extrema direita na Escandinávia, mas não estamos sós, ok? Não vamos fazer deste mais um momento de como nós, os brasileiros, somos péssimos em relação a qualquer outro país desenvolvido.

    • Viakenny disse:

      e a página da CNN não é nem a home americana nem a home internacional, é a seção de noticiário internacional também.

    • Guilherme disse:

      Concordo com a s1mone…
      A mídia do mundo inteiro da mais espaço – e por razões óbvias – às notícias que chamam a atenção da grande massa. Podem apostar que se algum grande popstar estivesse envolvido em um "escândalo" amoroso estas duas notícias iriam para o rodapé da página.

    • Ok, o guardian e o CNN tavam no "world", mas os outros nao…

      Mas 2 horas depois?? Como poderiam os jornais ter outra materia de capa duas horas depois? Era noticia fresca ainda e muita gente ainda nao sabia, era materia obrigatoria!

      Ja 24 horas depois ja é uma outra historia, nao? Eu nao sou desses que acha que tudo o que o brasil faz é pior (vide caso murdoch e tabloides ingleses, e a imprensa italiana que é toda do berlusconi), e tb nao acho que a comparaçao feita no post realmente "prove o quanto o brasil ama um sensacionalismo"…mas vale a reflexao.

      nao querendo dizer que a imprensa na inglaterra seja um grande exemplo

  22. clarissa disse:

    Alguns aspectos são avaliados quando se define uma manchete. Um deles é a questão da proximidade e do interesse que o tema desperta. Americanos e europeus vivem sob a sombra do terrorismo e o medo do próximo ataque. O acontecimento na Noruega ganha ainda mais relevância e desdobramento quando se ventilou inicialmente que o ataque teria relação com a participação do País na guerra do Afeganistão. No Brasil o assunto terrorismo não tem o mesmo apelo e não desperta o mesmo interesse. Quantas vezes ouvimos falar em um ataque terrorista no Paquistão e isso passa batido e vira, no máximo, notinha coberta no Jornal Nacional? Antes de criticar a imprensa [nesse aspecto] seria bom olhar pra dentro de si mesmo e pensar: na hora de escolher entre clicar no massacre da Noruega ou na morte da Amy, em qual matéria você clica primeiro? Abraços

  23. diego costa disse:

    tipo a "tragédia de realengo", várias crianças morreram mas teve cobertura mínima pela mídia internacional. acontece que os brasileiros são complexados.

  24. Simples meu caro Mileti. O brasileiro gosta de pão, circo e sensacionalismo.
    =/
    Marcus

  25. Eu fiz uma parada dessa quando mataram o OSAMA!
    Tirei screenshots dos grandes portais na noite que aconteceu!

    Vejam: http://nandocordeiro.tumblr.com/post/5125686804/d

    Aí no caso foi mais para discutir o design dos sites e a estrutura na hora de noticiar um grande fato.
    (Vão clicando nas imagenzinhas p/ exibir maior)

    Que tal? O que acharam?
    Abraços

  26. dhyll disse:

    Cadê a sensibilidade?

  27. Italo disse:

    Eles apenas oferecem o que é mais consumido. A noticia ta lá cada um clica no que acha interessante pra si.

  28. juliano disse:

    típico de uma imprensa que está a serviço daqueles que querem que o povo continue bestializado.

  29. Se o atentado em Realengo acontecesse no mesmo dia que o da Noruega, qual deveria ter mais destaque?

    Pensem nisso antes de fazerem qualquer juízo de valor.

  30. Em que lugar, nas primeiras páginas dos jornais estrangeiros, ficaram as manchetes sobre o "Massacre de Realengo"?

    Pense nisso.

    Número de mortos não significa relevância. O que aconteceu na Noruega foi horrível e muito importante, do ponto de vista midiático, mas qual o significado daquilo para a Europa e para o Brasil em todos os contextos que você possa imaginar?

    Hoje em dia todo e qualquer atirador vira matéria obrigatória para jornal. E ai de quem não dar destaque!

  31. Alexandre Fernandes disse:

    Brasil, meu brasileiro… tchu tchu tchu… O que esperar? O Gerente de Conteúdo vai dizer que a matéria da Noruega era velha.

  32. Jéferson disse:

    Enquanto a educação e a cultura deste país forem tratadas como marionete de lideres políticos desonestos, nossa nação de forma geral estará sempre empobrecida de conhecimento e cultura , buscando sempre informações fúteis e sensacionalista. Precisamos deixar de ser um país de alienados. Pense nisso…indigne-se….cobre as lideranças…faça algo em sua comunidade…doe seu tempo e conhecimento …ou aceite esta situação de sermos um país de ignorantes e alienados.

  33. gustavoramos disse:

    Publica-se o que se compra. Compra-se o que interessa. E o que interessa aqui é festa, prazer e esquindô! Brasiu. Sad, but true.

  34. Thais disse:

    So nao entendi porque voce usou o termo Tupiniquim como se fosse algo pejorativo. Como se o nome de uma tribo indigena brasileira fosse o termo correto para expressar uma possivel falta de cultura da populacao que voce esta insunuando. Desculpe, nao concordo com nada e ainda achei a materia racista. Muito mais grave que a suposta "atencao exacerbada" sobre a morte de Amy. Vamos parar de achar indicios para nos

    • Rubens disse:

      Thais, usar o termo "tupiniquim" indica como somos subdesenvolvidos, como somos indios… Eu leio o uso desse termo de forma pejorativa desde o inicio dos anos 70, mas provavelmente o uso dele é bem anterior a isso. E ainda tem o termo "Bananão", que eu adoro, acho que criado pelo Ivan Lessa, para se referir ao Brasil.

      • Thais disse:

        Pois e, se utilizamos esse termo de forma pejorativa desde de os anos 70, acredito que esta na hora de mudarmos esse conceito, nao? Estamos em 2011, e uma das formas de mostrarmos o quanto desenvolvidos estamos e reconhecendo a riqueza das nossas culturas indigenas e nao utiliza-las como sinonimo de subdesenvolvimento.

  35. Angela ks disse:

    é reflexo de seu povo! Simples assim… quem le, quem compra???

  36. Zelenski disse:

    Concordo com o que muita gente comentou. Muito vem da demanda também.

  37. Bruno Vox disse:

    Olha, é até digno de um estudo. No Brasil nós não temos essa comoção com atos terroristas, porque é uma realidade ainda(graças a Deus) distante da nossa realidade. E jornal tem que se vender, não é mesmo?

  38. Vanessa disse:

    Tá muito parcial este post.
    Os printscreens mostrados dos sites brasileiros nem mostram a notícia do atirador, enquanto na realidade não foi a situação mais comum, pois a maioria mostrava em destaque (mesmo que menor) as notícias relacionadas ao atentado.
    É fácil selecionar os printscreens que mais convém para dramatizar mais a situação. =p

  39. paulo disse:

    e bem assim mesmo, mas e complicado julgar. a noruega e bem distante dos brasileiros. foi uma tragedia sme precedenbtes, mas nao faz diferenca pro povao brasileiro. ao memso tempo,l amy nao e uma artista da massa. deram, destaque pq nao havia outras noticias, tambem.

  40. Matches disse:

    Acho que todos são farinha do mesmo saco.
    A mídia brasileira também noticiou o e deu destaque ao atentado na Noruega, assim como a internacional noticiou e deu destaque a morte de Amy.

  41. Leandro disse:

    g1 é melhor que todos citados no post =]

  42. Nem Marketing, nem falta de timing. Mediocridade mesmo.

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