A adaptação de “A Invenção de Hugo Cabret” por Martin Scorsese e Dante Ferretti

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Escrito e ilustrado por Brian Selznick em 2007, “A Invenção de Hugo Cabret” é um livro diferente pela experiência de leitura que proporciona.

A trama é composta não só por textos, mas também por ilustrações que formam uma espécie de storyboard. São 284 imagens nas 526 páginas do livro que, como diz o próprio autor, não se trata de um romance, de uma HQ, de um flipbook ou de um filme, mas sim de uma combinação de todas essas coisas.

Na história, o garoto Hugo de 12 anos mora na estação central de trem, na Paris dos anos 1930, fica orfão depois de perder o pai, um relojoeiro que trabalhava no museu, em um incêndio. Hugo vive escondido, consertando engrenagens na estação, até descobrir um misterioso andróide sentado em uma escrivaninha com uma caneta na mão. Pra que serve? É isso o quê ele vai investigar.

O livro – publicado no Brasil pela SM Edições – está sendo transportado para as telas do cinema pelas mãos de Martin Scorsese, com estreia marcada para o fim do ano. Ele próprio adquiriu os direitos de adaptação da obra, ainda em 2007. O roteiro é de John Logan.

Com o trailer (acima) divulgado na semana passada, vale a pena comparar as cenas com as ilustrações e ver como Scorsese imaginou a história em movimento nessa sua primeira incursão com o público infanto-juvenil.


Já por essa prévia, é gritante o destaque para dois caras que trabalharam com Scorsese em seu filme anterior, “Ilha do Medo”. O fotógrafo Robert Richardson, que esteve também com Quentin Tarantino nos dois volumes de “Kill Bill” e do premiado designer de produção Dante Ferretti.

O italiano, que já ganhou dois Oscars de Direção de Arte (por “O Aviador” e “Sweeney Todd”) – além de outras sete indicações – é responsável pelo visual que te impressiona no trailer.

Ferretti já foi designer de produção de uma lista invejável de diretores, incluindo Pasolini, Federico Fellini, Terry Gilliam, Franco Zeffirelli, Francis Ford Coppola, Anthony Minghella e Tim Burton. Ele que sempre começa seu trabalho com rascunhos e maquetes, teve que dessa vez se inspirar com desenhos já prontos e, segundo suas próprias palavras, apenas montar a tela em que Scorsese vai pintar com a camêra.

O vídeo abaixo mostra algumas das criações de Ferretti e como elas foram transformadas em cenários reais. Vale a pena também assistir o documentário “Dante Ferretti: Scenografo Italiano”, lançado no ano passado e que faz uma retrospectiva da carreira do designer.

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  • Mi

    Eu não vejo a hora de ver essa aventura do Scorsese no mundo infanto-juvenil. Lindo artigo! @micastino

  • Leo

    Direção de arte para cinema é demais! Existe algum curso bom no Brasil?

  • http://botaprapensar1.tumblr.com/ Paula

    O livro parece encantador, a fotografia também…
    apenas adoraria matar o sound designer que escolheu uma trilha tão irritante, que tira toda a beleza da história acontecer numa estação de trem dos anos 30.

    • paulopilha

      Concordo plenamente. A trilha é de matar.