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Pizza em dia de semana

Se você, leitor, não trabalha no mercado publicitário, talvez este post fique um pouco longe da sua realidade. Mas uma coisa que está em discussão há algum tempo na nossa área é a divisão entre a vida pessoal e a vida profissional de um publicitário que trabalha em agência.

Para se ter uma ideia de como as coisas funcionam em geral:
| Em outras profissões, a jornada de trabalho é de 8 horas + 1 hora de almoço. A de um publicitário não costuma ter regras.
| Em outras profissões, quando emergências acontecem e é preciso trabalhar um pouco além do normal, ganha-se hora extra ou banco de horas. Um publicitário costuma ter mais emergências assim, e às vezes ganha um “obrigado” por ficar além do horário.
| Em outras profissões, costuma existir uma hora certa para entrar no trabalho. Um publicitário chega no trabalho entre 9h30 e 10h30; ou mais cedo, ou mais tarde. Depende de muitos fatores.

E nisso de “depende” foi que a coisa começou a desandar de vez. Quem chega tarde tem que sair mais tarde -> mas se é pra sair tarde, pra que correr durante o dia -> já que saiu tarde, nada mais justo do que no dia seguinte chegar tarde -> e quem chega tarde… Pra completar, em agências as pessoas trabalham de verdade em equipe, ou seja, o trabalho de um normalmente depende do outro. A teoria do “vou chegar mais cedo, adiantar, fazer a minha parte e sair num horário melhor” não costuma funcionar.

Então tá, temos um cenário: publicitários tem horários flexíveis e em geral ficam mais tempo no trabalho. O contraponto a isso é a tendência de fazer do ambiente da agência um lugar cada vez menos formal, onde as pessoas se sintam mais à vontade. Por isso que nas agências são raras as pessoas que trabalham de terno e gravata, que não podem trocar o sapato por um tênis, que não tenham em suas mesas objetos pessoais de decoração ou brinquedos, que não possam deixar o “seu espaço” com o “seu jeitinho”. Resumo: deixamos o tal cenário mais descolado!

E daí, se a Discovery Channel fosse fazer um documentário sobre essa espécie em proliferação, falaria sobre Determinismo. E diria que estão tão adaptados ao ambiente que os amigos são os colegas de trabalho, a diversão normalmente envolve assuntos de trabalho, as férias (quando se tem) são para inspirar e buscar tendências aplicáveis ao trabalho. “Trabalhar para ganhar dinheiro e viver bem” é um conceito ultrapassado, já que as prioridades muitas vezes se inverteram.

Tanto que algumas agências já estão se estruturando a partir desse cenário. Um bom exemplo para ilustrar toda essa discussão é o vídeo da Agência Casa.

Ele divide opiniões, sendo quase mais polêmico que mamilos. Tanto que a Agência Luccaco fez um vídeo mostrando também como é o ambiente por lá:

Quando eu comecei a trabalhar em agência, época de pouquíssimas noites bem dormidas, foi muito comum eu virar a madrugada trabalhando com mais um monte de gente. Era divertido e, no outro dia, ficava aquele sentimento heróico de “Sou foda! Salvei o mundo!” Hoje, além de não ter mais o mesmo pique, tenho uma idéia um pouco diferente e até mais complexa sobre o assunto.

Mas antes de falar qual a minha, queria saber de você: qual a sua opinião?

(dica do vídeo: @eduardoduccigne)

 

214 Responses to “Pizza em dia de semana”

  1. @suprabug disse:

    Sobre a completa ausência de horários: lamentável… Já, quanto a parte de transformar seu lugar de trabalho em extensão da casa de cada um, depende: eu não faria isso nunca. Trabalho deve ficar no trabalho e eu preciso de um tempo meu pra meditabundar. Meus dois centavos…

    PS.: sim, trabalho em uma agência de propaganda.

  2. Marcos Freitas disse:

    Sempre fui e sempre serei contra essa maldição de agência brasileira de dar o famoso "virote", principalmente se você for de Criação (as outras áreas de vez em quando precisam trabalhar até de madrugada, mas é impossível negar que quem sempre toma constantemente são os DAs, redatores, designers, arte finalistas, produtores e todos outros que de alguma forma trabalham na criação e produção de peças).
    Não sei de quem é a culpa disso ter começado, se foi dos próprios donos de agência ou dos clientes, mas é fato que atualmente publicidade é altamente prostitúida, pelo menos no Brasil.
    Prazos impossíveis, layouts-arte final, 10 campanhas direntes para nenhuma ser aprovada, virar noite para reunião ser desmarcada e mais um milhão de exemplos são possíveis de serem citados do que acontece diariamente em 99,9% das agências brasileiras. Ainda bem que existem algumas como a Luccaco que estão tentando mudar o jeito de pensar e administrar uma agência, pois o padrão das outras é ridículo.
    E para piorar temos um Sindicato que não serve para absolutamente nada além de ganhar um dinheiro anual do salário de quem vira noite quase semanalmente. Horas extras? Banco de horas? Para que isso? Afinal, agência de propaganada não é empresa normal. Certo é continuar nesse ritmo de "empresa diferenciada"
    Sinceramente, isso só vai mudar na hora que os clientes e as agências mudarem a filosofia de como deve-se ser essa relação e de como uma agência deve se posicionar como empresa, parando com isso de que "aqui é mais legal" porque você pode jogar videoagame e chegar tarde, mas vai ficar até 3 da manhã layoutando. O Google também tem videogame e lá você entra na hora e sai na hora, e se precisar ficar mais não vai ganhar apenas um "obrigado" no dia seguinte e olhe lá.

  3. fabio disse:

    uma agência q diz q não tem refação e sabe o q está fazendo… uhull!! Uma agência perfeita!
    Q mundo eles vivem….

  4. Marina disse:

    Achei bacana os dois vídeos, mas é muita coincidência os dois terem a mesma trilha sonora, não?

  5. Fernando disse:

    Acho que muitos pontos citados no post são comuns também a outros setores da comunicação, como os radialistas e jornalistas.

    A reflexão que me vem a cabeça é de que até que ponto, ou qual será o ponto que vai compensar todo esse tipo de esforço… compensação passageira?

    • Diego disse:

      De que tipo de esforço você está falando? Esforço de pensar um pouco, refletir e discutir?
      Não vale a pena não, melhor deixar quieto isso ai, eu até apagaria o post pra que as pessoas sigam suas vidas sem pensar nisso.

  6. Giordano disse:

    Estou em 1 dos vídeos, me encontrem e ganhem 1 pirulito!

  7. christyans disse:

    Trabalhar em um lugar aconchegante e divertido é realmente uma delícia. Um ambiente agradável inspira e ajuda no processo criativo, mas devemos tomar cuidado pra todo esse entretenimento não ser um desculpa para vender nossas almas para a agência e trabalhar muito mais horas do que o que deveria ser.

    Também me achava um herói – na verdade ainda me sinto – quando rola um job na madrugada e tudo dá certo no final, mas viver em agência é se retroalimentar de publicidade, enquanto nossas verdadeiras referências estão na vida, ou seja, nos cinemas, teatros, livros, nas séries e nas caminhadas no parque.

    Pegue os dois lados bons dessas duas agências e teremos um sonho de ambiente de trabalho!

    • Marcelo disse:

      "mas viver em agência é se retroalimentar de publicidade, enquanto nossas verdadeiras referências estão na vida, ou seja, nos cinemas, teatros, livros, nas séries e nas caminhadas no parque."

      Eu voto em você pra presidente.

  8. Bruno Freiberger disse:

    Então, Maria.

    A maioria dos leitores aqui já deve ter feito isso algumas vezes e outros ainda fazem com freqüência
    Claro, eu também já fiz, porem, hoje não vejo isso como um bom método. Digamos que não considero uma boa prática.

    Apenas abro uma exceção: quando o job precisa ser entregue naquele dia, hoje as 23:50, amanhã as 08:00.
    Caso contrário, não.

    Minha opinião é com base na própria experiência e de vários colegas. Depois que já ter trabalhado, 8, 9, 10 horas em um dia, o seu rendimento não é bom. Aí você trabalha até as 03, 04 horas da manhã, mal conseguindo raciocinar, chega no outro dia só a tarde e..? De nada adiantou, você iria produzir melhor se fosse embora mais cedo e viesse ainda pela manhã.

    Se realmente é necessário trabalhar mais, trabalhe 1, 2 horas a mais, vá embora e chegue cedo. Sim, durma cedo e comece as 06, 07 horas da manhã.
    Aí sim, o trabalho vai render.

    Abs

  9. Não sei exatamente qual o problema. É de "logística" das agências, faltam profissionais? Falta organização por parte de quem, afinal? Marketing dos clientes? Atendimento? Há muitas perguntas para poucas respostas para um problema realmente complexo.

  10. Edu disse:

    Não conheço a Casa, nunca trabalhei lá, mas minha impressão ao ver o vídeo foi: forçaram a barra até não dar mais.

    Acho que não engana nem vestibulando.

    • Jrrrr disse:

      Também tive essa impressão.

    • Deise disse:

      Concordo. Eu penso como essa Luccaco. Ridícula essa história de "morar" na agência…Eu sou Publicitária, amo o que faço e tenho VIDA PESSOAL, fora da agência.

    • Ivan disse:

      Realmente, extremamente forçado, do tipo" "Ai galera, amanha todo mundo traz um brinquedinho e faz de conta que trabalhar até de madrugada é gostoso".
      Ficou mal.

    • Analu disse:

      Um bando de crianças deslumbradas

    • Anonimo disse:

      Eu já trabalhei na casa, e vou dizer que não é questão de forçar a a barra, alguns setores tinham mais madrugadas que outros em virtude da alta demanda e da falta de equipe, mas em pouco mais de um ano, conto nas mãos a quantidade de vezes que a gente virou madruga, e sempre naquele caso de final de entrega de projeto.

      Sai antes do vídeo, e acho que a edição acabou acentuando o lado de trabalhar até mais tarde, mas não era muito diferente do que a maioria das agências que já trabalhei, acredito então que eles foram mais infelizes na edição, pois deixaram de ressaltar coisas legais de lá, e mostram apenas a parte ruim do trabalho publicitário …

    • Anônimo disse:

      Eu já trabalhei na Casa (antiga Midia Digital de Curitiba e SP), devem ter mudado o nome pra "tentar" limpar o nome com alguns clientes. A situação é essa porcaria que eles apresentaram. Os funcionários ganham muito mal em troca dessa ilusão de que se está em casa e entre amigos.

  11. joilson disse:

    eu optaria pela segunda. questão de gosto. acho gente (e propaganda, livro, filme…) descontraído demais um saco.

  12. John Doe disse:

    Achei a maior filhadaputagem esse negocio de Agência Casa, não quero que a minha agência se parece com a minha casa para isso tenho uma casa. Isso é a completa banalização do que fazemos, por culpa de alguns o mercado todo tem que camelar para conseguir trabalhar dentro de deadlines imposto pelo cliente, se vc não faz tem quem faça. E isso deixou de ser questão de escolha a um bom tempo, ninguém consegue manter uma agência se não entrar nesse jogo!

    Então parabéns pessoal da Agência Casa, deram o próximo passo para tornar o mercado mais prostituto! OBRIGADO

    • Nathalia disse:

      Acho bem hipócrita esse seu comentário, você sendo desse mercado, sabe muito bem que esse cenário existe e muito tempo e não irá mudar tão cedo. Prostituído esse mercado sempre foi e sempre vai ser…se não está contente, mude! Fica a dica.

      • John Doe disse:

        Não muda pq o mercado está cheio de gente acomodada que acha "hipócrita" quem tenta fazer de outro jeito. Não muda pq está cheio de gente que tira vantagem disso, usa a cabeça dos outros como escada para o sucesso! Não é pq esse cenário errado existe que devemos achar que está tudo bem e não tentar mostrar onde podemos mudar, não gosto da idéia de ver o que adoro fazer ser prejudicado por gente acomodada e chefe que só quer mão de obra incapaz de contestar e ver o quanto está sendo prejudicado! Obrigado pela dica, mas essa eu passo, ok? Boas pizzas e noites viradas.

  13. É, também concordo com o amigo aí de cima. Você não pode se doar demais nem de menos ao trabalho, deve-se sempre buscar o equilíbrio. Trabalhar num ambiente descontraído é sonho de qualquer profissional, mas vender sua alma ao trabalho jamais, as 8 horas de trabalho deve ser respeitada, com o intervalo para almoço, é lei em qualquer lugar.

  14. Fernando Souza disse:

    Depois de ver esse video da Casa só me faz lembrar como esse mercado ta cada vez mais lixo. Ate altas horas, varando noites sem ganhar nada… na base da nota… nao sei como ninguem caiu forte em cima dessas agencias ainda… e quem nao lembra do antigo apelido de certas agencias do morumbi? : IRAQUE
    Quando isso vai melhorar? Quando os clientes vao largar de ser retardados e parar com essa pressão burra. Diria que uns 40% do horario que ficamos na agencia é inutil… o mercado precisa de uma revolucao forte

    • Antonio Luz disse:

      Concordo com o argumento de pressão burra.
      Otimizar a criação planejando a campanha de forma organizada, gera menos margem de atrazo.
      E essa história de que se eu não anunciar meu concorrente vai comer minha fatia de mercado é, na verdade, conversa prá boi dormir. Hoje nós conseguimos resolver os problemas e fazer o trabalho bem feito. E pra isso não é preciso necessariamente se "estuprar".

    • rafaelrinaldi disse:

      Cara, num dia em que se trabalha **muito**, um funcionário faz 3h. Ninguém trabalha 8h por dia (muito menos se o cara for fumante). O problema é que tem que sair bonito no relatório, um número oito bem gordo.

  15. Daniel disse:

    Flexibilidade de horários não tem absolutamente NADA a ver com se sentir em casa no trabalho…
    Até porque pra entrar e sair de casa os horários não são flexíveis, eles simplesmente não existem. A casa é minha eu faço ou não faço o que eu quiser. Com meu trabalho e com meus colegas o que eu preciso ter são objetivos claros, e se rolar de serem pessoas legais e interessantes vamos lá em casa conversar e jogar video-game e tomar café depois que o trabalho estiver pronto.
    Prefiro não confundir as coisas. Um pouco de flexibilidade vá-lá, não faz mal. Mas flexibilidade total me soa como desorganização e preguiça dos gestores em num sistema que seja realmente produtivo pra que sobre tempo e qualidade de vida para as pessoas.

  16. Caio disse:

    Não entendo por que razão isso só acontece com a publicidade. O modelo de empresa/trabalho é muito parecido com o das outras empresas: ninguém faz nada sozinho e todo mundo vive para resolver problemas. Os escritórios de advocacia, os de engenharia, as empresas de TI, todo mundo passa pelas mesmas coisas. E todo mundo precisa ficar até mais tarde, uma vez ou outra.

    O problema é que nessas empresas, alguém paga a conta e geralmente não é o funcionário. A empresa paga hora extra, oferece banco de horas e o trabalhador gerencia isso pelo ponto. Só que as agências daqui insistem em não implementar essas ferramentas. Gostam de manter tudo a bangu. Talvez porque sabem que se fizerem isso, o negócio vai acabar estourando nelas mesmas.

    Se pagassem hora extra, as agências teriam dois caminhos a seguir: baixar o lucro para cobrir esses gastos extras ou cobrar mais pelo serviço e assim correr o risco de perder o cliente para um agência que cobra menos. Ou talvez, mudar o sistema de trabalho, mas isso levaria muito mais tempo para ser implantado e não teria reflexo imediato.

    Não sei como as agências de fora fazem para que seus funcionários tenham uma vida melhor e passem menos tempo na agência. Já ouvi falar que a coisa na Inglaterra e na Espanha funciona de forma diferente. Seria legal ter um relato de alguém que já trabalhou fora do país, pra poder comparar a situação.

    • msales disse:

      Caio, concordo com absolutamente tudo, principalmente o primeiro parágrafo.

      Já fui o cara vislumbrado na época da facul, na época meu sonho era trabalhar em uma agência grande e que todo mundo comentava. Realizei meu sonho e nele fiquei por alguns anos, mas ao "descobrir" que teria ganhos maiores e dores de cabeça menores no mercado corporativo, pulei pra dentro na primeira oportunidade. Lá estava eu em uma in-house de uma grande empresa no ramo de consórcios e venda de automóveis. Mais 2 anos e pouco se passaram e eu não sentia saudades nenhuma da época das agências "bacanudas", a não ser das pessoas que conheci pelo caminho. Na in-house os jobs eram semelhantes. A diferença era que os clientes eram sempre os mesmos (empresas do grupo), os prazos eram maiores e principalmente, ali eu tive pela primeira vez as regras regidas pela CLT no que diz respeito a horas extras e banco de horas, uma vez que meu registro não era pela in-house, mas sim pela empresa. Não dava valor a isso, mas passei a dar no momento que comecei a ter. Hoje, estou a pouco mais de 3 anos na TI do Itaú-Unibanco, como designer na área de sites institucionais e apesar de a correria ser a mesma na época das agências, os benefícios são infinitamente superiores. Posso não ter o glamour de ter um job em cannes, mas todo ano estou confortável com uma PLR que equivale a um 14º, 15º, 16º e as vezes 17º salário. Apesar de estar em um ambiente bancário e não trabalhar de tênis, decoro a minha mesa com meus "bonecos" e ainda continuo com o horário flexível, desde que faça 8h diárias, controladas pelo ponto. As semelhanças com as agências são enormes, mas ao mesmo tempo as diferenças se destacam.

      De vez em quando bate a nostalgia, marco uma cerveja com com o pessoal das agências que agora são meus parceiros/clientes… daí mato a saudade APENAS da parte boa… do boteco e dos amigos… ;)

    • cris disse:

      Sabe oq eu acho que acontece? A relação em ambiente de agencia é informal demais, em todos os sentidos. Você sai pra almoçar com o chefe, sai pra balada… Aí o cara chega "pedindo" pra varar, ou vem com aquela empolgação de fechamento de job, voce acaba partilhando da situação… Aí quando ve, está ficando cada vez mais tempo na agencia, chegando as 23h em casa, saindo as 10h pra trampar todo dia…

      E por mais que todo mundo na agencia reclame e ache uma merda, todo mundo faz, e fica uma situação meio que a unica solução é pedir demissão, porque você não tem pra quem reclamar, além do chefe, que se tornou uma pessoa proxima, e vc tem ali também um outro tipo de relação, além da profissional…. Aí complica.

      No meu caso, ah 1 ano eu abri mão de trabalhar em agencia / produtora. Hoje montei um escritório de comunicação e trabalho com parceiros que também tem seus escritórios pequenos, e fazemos uma rede de apoio em que todos ganham o justo, com um deadline justo, e sem chefes. Foi a alternativa que apostamos.

  17. Carlos disse:

    Um amigo meu que trabalha em agência tava meio puto esses dias.

    Ele reclamava que seus colegas chegam no trabalho as 11, jogam video-game, conversam, tomam café e as 13 vão almoçar.

    Aí vão ao cinema, passeam no shopping e umas 15:30 estão de volta.

    Aí mais um café, mais um video-game e começa o trabalho, e lá pelas 22:00 alguém manda um email pra ele cobrando alguma coisa.

    Sem falar o "apple polisher" que fica trocando emails com a chefe as 2 da manhã.

    Ou seja, para eu trabalho em uma agência ser reconhecido você tem que começar a trabalhar as 18:00 e ficar online até as 2, pra mostrar "comprometimento".

  18. Jeff disse:

    Impossível trabalhar em agencia e ter vida social durante a semana. #euquerominhavidadevolta

  19. Daniel disse:

    Esse tipo de filosofia arcaica da maioria das agências só faz com que bons profissionais da publicidade busquem outro caminho profissional (e consequentemente, pessoal) para suas vidas. Tem pessoas que acham bonito ficar até tarde no trabalho e isso para mim é uma vergonha e uma falta de respeito imensurável.
    Pelo amor de Deus, isso tem que mudar! Vamos fazer a Marcha dos Publicitários? Será que rola a união necessária para isso? Acho difícil, infelizmente…

  20. crisdias disse:

    Já que a metáfora é o Discovery Channel a outra coisa que poderia ser dita é que é tudo um ecossistema. Se tem agência que exige que a galera trabalhe até tarde (todas?) é porque tem quem tope. Como é um mercado saturado de profissionais (não necessariamente saturado de bons profissionais, mas isso é outro papo) fica aquela sensação de que "se você não topar eu arrumo quem tope". Mas, sinceramente, não é.

    Se o horário é inflexível é porque tem gente que adora ficar até mais tarde para se mostrar melhor do que os outros. E aí vira uma corrida armamentista, cada um ficando até mais tarde ainda que o outro pra se mostrar. Sem falar na turminha que enrola durante o dia para ter desculpa de ficar até mais tarde e justificar aquele delivery do Ritz e o boleto de táxi.

    E aí, amiguinhos, já deu até para comprovar pelos comentários e pelo próprio texto da Água: via de regra quem faz isso é a galerinha mais nova, crente que está abafando.

    Não vai ser seu chefe que vai dizer "poxa, cara, não trabalha não, vai pra casa". O pessoal precisa se dar mais o respeito.

    • Nick disse:

      Perfeito!

      Na verdade tudo se resume a querer parecer que trabalha pra caraaaamba, "ó, tadinho de mim, preciso de um aumento… mas não paro de fazer isso porque me viciei nesse comportamento e, afinal, todo mundo faz isso, então deve ser o ideal". Mas não é, né? Trabalho é trabalho, e apenas faz parte da vida – não é a vida toda. Se vc resume sua vida a trabalho somente (ou 90%), está precisando rever seus valores. Trabalho é uma forma de ganhar dinheiro (para vc sobreviver FORA do trabalho) trocando-o por sua mão de obra.
      Esse lance de "somos uma família" é, na verdade, só uma forma de tentar convencê-lo subliminarmente que o trabalho é um paraíso, com amigos de verdade e diversão, e assim vc até esquece que o certo é receber hora extra pelo que vc fez "a mais", além do expediente. Mas não é bem assim.

      Um adendo:
      "Galerinha mais nova": bota aí até uns 35 anos. Tô cansada de ver isso.

    • Murilo Campos disse:

      e quando os donos de agencia arranjam concorrencia para ontem?
      "ahh se eu nao pegar, outra agencia vai pegar".. podem falar de mercado saturado (nao necessariamente de bons gestores), mas também nao é isso.

      Nao estou mais diretamente inserido no mercado de publicidade, então se estiver falando groselha me avisem, mas já refleti bastante sobre esse assunto e acredito que todos tem parcela de "culpa" pelas noites não dormidas de trabalho, desde os empregados, passando pelos fornecedores, donos/diretores das agencias e até clientes.

      Não sei exatamente o peso de culpa que cada parte tem no produto total, mas a solução está nos empregados, pois é muito fácil ser dono da parada e ter ao seu dispor uma equipe disposta a trabalhar 24/7, sem vinculo empregaticio, vulgo PJ.

      Se depender dos donos de agencias para quebrar esse ciclo vicioso, vou reler esse mesmo texto daqui 20 anos.

      A solução é alugar o brasil

    • carolfreddi disse:

      Eu queria ser a pessoa que fala "não, desculpa, to indo pra casa.".

      mas ainda acho que a realidade é essa sim: se você não ficar, por ter certeza que vai ter muito tempo em casa em breve!

      Vejo vários ótimos profissionais passarem por isso, tenho a impressão que sempre o pensamento vai ser "ninguém é insubstituível" , se você não faz tem quem faça, se você não ficar vai ter quem fique…etc etc etc =/

      sem falar nas horas extras que você não recebe nem ganha por isso! Só rindo :D

      • Carlos disse:

        Foi bem isso que aconteceu comigo!

        Chegou coisa de última hora numa sexta-feira e me dizeram "você vai ter que ficar" e eu disse TCHAU!

        Na segunda-feira foram eles que me deram tchau, mas melhor assim! Isso é escravidão!

    • beta disse:

      As pessoas não ficam até tarde porque querem. Pode até ter essa parte que acredita que realmente está salvando o mundo e acaba sendo motivado por isso para trabalhar de madrugada. Eu devo admitir que vivi os dois lados: a teoria heróica do ficar até tarde e a infeliz prática. E quando a gente percebe que não há mais saída, é que a coisa fica feia. E vamos combinar que não é bem assim "to indo pra casa". E o que acontece com aquele anúncio que o presidente da empresa solicitou e que precisa criar, aprovar, finalizar, ver prova e liberar tudo no mesmo dia? Concordo com a Carol quando diz que se não ficar tem quem fique. Ja cheguei a escutar "não, não, ela tá com a pauta livre, ta saindo às 19h todo dia. Podemos dar mais coisas." E é esse um dos motivos que o publicitário já não é valorizado como deveria e que a decepção vai tomando conta.

    • felipe disse:

      piada, ne? ate parece q é só dizer "ja deu! to indo pra casa" e vc nao vai sofrer as consequencias.

      realmente existem determinadas pessoas q ficam ate mais trd, em determinadas ocasioes, pra mostrar serviço, mas isso ta loooooonge d ser o mais comum. o "normal" é gente ficando ate altas horas por medo d perder o emprego pra quem fique.

      aquela sensação d "se você não topar eu arrumo quem tope" é completamente plausivel!

      sua conclusao foi extremamente simplista, imaginando q td mundo tem moral nas agencias pra dizer "ate mais! to vazando pra casa". se vc tem essa moral, parabens! mas oq tem q perceber é q nao é assim com a maioria dos profissionais. principalmente a "galerinha mais nova que quer abafar".

    • Eu trabalhei em uma agencia (pequena) onde realmente me sentia em casa, quando eu chego em casa, a primeira coisa q eu faço é tirar o tênis. Quando chegava na agência era a mesma coisa, todo mundo se gostava, conversas abertas, cantoria no trabalho e tudo mais. – acho isso bastante válido.

      Alguns dias ficávamos até mais tarde, normal, nada que me sentia explorado.

      Acho que é possível se ter um ambiente bacana, vc sentir em casa, mas ao mesmo tempo se ter bom senso com horários e bem-estar das pessoas. – nessa agencia se pagava hora extra.

      resumindo: bacana vc ter um ambiente onde as pessoas se sintam em casa, a vontade e de maneira leve. Mas também as pessoas precisam ter seu próprio tempo, horas fora do trabalho, saber q pode marcar um cinema a noite sem ter q apagar fogo no trabalho.

      Não visto a camiseta de 1o vídeo, nem do 2o, acho q ambos tem coisas q podemos absorver.
      acho q o B9 ta aí pra isso.

      Abçs

  21. Jacqueline Lafloufa disse:

    O problema no geral não acho que é o ambiente ser aconchegante ou não, mas o fato de os vídeos partirem do princípio que em um local de trabalho aconchegante não tem problema trabalhar demais. A meu ver, uma coisa não tem a ver com a outra.

    Daí eu vou lembrar que tem o freelancer, que trabalha em casa de verdade (literalmente em casa, galere, não em 'um ambiente que parece a sua casa), mas também tem horários de trabalho. Quem contrata freela acha que pode cobrar dele respostas as 10 da noite, enquanto ele tá assistindo um seriado no PC, simplesmente porque né, ele não saiu de casa.

    Essas coisas de virar madrugada fazendo job não deveria ser glamourizada – é como se passar a noite na agência fosse motivo de festa, de fazer gente que tá em casa querer ir pro trabalho. Nada contra um ambiente descontraído, como disse anteriormente, mas com limite de hora extra né?

    E café? Café é bom, é estimulante, mas não é bebida pra te manter aceso durante a noite pra trabalhar. Trabalhar é bom, mas descansar também é.

  22. Samuel disse:

    Grande simulacro esse de que a vida na agência é como estar em casa. O dia que eu puder trabalhar de cueca deitado no sofá vendo TV eu irei considerar a agência como uma extensão da minha casa.

  23. isa disse:

    ''Aqui não tem refação a gente sabe o que faz.''

    Faça me o favor. Quem não tem refação, não tem JOB! Fica a dica…

  24. Bruno Marinho disse:

    Faltou dizer que um publicitario faz isso tudo porque a classe é desunida e nunca parou para reivindicar direitos basicos como horario de trabalho humano, horas extras etc…

    • Janu Schwab disse:

      Justiça seja feita: seu comentário toca num nervo exposto, poucas vezes falado. Classe desunida que vê no azar do outro, uma oportunidade de subir mais um degrau.

    • Laura disse:

      Concordo. Se a verdade fosse dita (que isso não passa de ser fora da lei e desnecessário) e a classe se unisse, duvido alguém ter coragem de falar que é "legal" essas peculiaridades da nossa rotina de trabalho.

    • João disse:

      Boa meu caro!! O ponto é exatamente esse. Alias, bom post, finalmente alguém que tem voz tocou nesse assunto. Agora, dizer q "trabalhar para ganhar dinheiro e viver bem” é um conceito ultrapassado foi de doer… então a instituição família é ultrapassada? Publicitário não pode ter família, é isso? Peloamordedeus!!!

    • Raphael disse:

      Estou próximo de me formar, e já na faculdade vi uma imensa maioria de futuros publicitários que acham normal se dobrar a todo e qualquer tipo de exigência, tanto dos chefes nos estágios e até mesmo de alguns professores. Sou chamado de maluco até hj por ter largado um estágio onde não me considerava reconhecido e estou prestes a largar outro pelo mesmo motivo.

  25. Nono disse:

    Ambos os vídeos tem sua razão. Sou designer e já trabalhei em ambas as situações, e onde eu mais produzia era em local com horário definido. Tinha um sistema que funcionava, cada um fazia sua parte e dava tudo certo. E não era um ambiente super-colorido-fashion-cult-hipster-neon. Já conheci muito locais descolados, que de tão descolados, não tem profissionalismo.

    O grande problema do "ficar mais um pouquinho" quando tem um job grande, ou o prazo apertado é que a exceção vira regra. Todos os dias, os jobs chegam no fim de tarde, para amanhã. E quem faz cara feia por causa de desorganização dos outros, não está "vestindo a camisa".

    Pessoalmente, funciono com horários bem definidos. Afinal se consigo entregar durante o dia o que foi requisitado, por que sacrificar as noites? É um questão de organização, cultura e profissionalismo.

    • Estúdio disse:

      Concordo em gênero, número e grau. Já vivi as mesmas situações, como diretor de arte de propaganda, designer e depois como freelancer e foi quando tive horários estipulados (18h30 caia a caneta de TODO mundo) que produzi mais durante o dia. E a minha experiência com propaganda me fez nunca mais querer ter esse estilo de vida.

      Estou montando um estúdio com alguns clientes de freela e a primeira coisa que expliquei para eles foi que meu estúdio tem hora para começar e hora para terminar e que os prazos vão ser cumpridos sim e o trabalho vai ser entregue com o máximo de qualidade. Expliquei que uma agência/estúdio pode "demitir" o cliente se não estiver satisfeita com a relação, e que nenhum job é mais importante do que passar tempo com seus filhos, sua famíla, sair com os seus amigos e ir ao cinema com a sua namorada. Viver não é mais importante que um job. E a vida precisa ser vivida TODO dia.

      Nós não somos médicos que salvamos vidas, somos publicitários, designers, onde 1 dia a mais não vai fazer toda a diferença.

      Claro que todo mundo precisa da grana e dizer/fazer isso parece imprudente, mas isso dito no primeiro contato, gera uma relação de respeito que vocês não têm idéia… É preciso ter coragem e princípios, porque faturar todo mundo quer, só que você precisa decidir se vai abrir a perninha ou não. E acreditem, muitos clientes de grande porte criticam esse modelo de agência e adoram quando passam jobs com regras claras e bem definidas.

      O meu sonho é que meu estúdio tenha o mesmo mote desse video agência Casa, um ambiente bacana, criativo com uma arquitetura bacana e pessoas mais ainda. Só que das 8h30 as 18h.

      Não é de dentro das agências que isso vai vir. Esse modelo sempre vai existir. Cabe às pessoas escolher se é isso mesmo que elas querem ou se vale a pena mudar e lutar pelo que se acredita.

      Eu mudei, e estou MUITO feliz, e ainda por cima, ganhando mais e fazendo o trabalho que eu acredito.

  26. Lamentável os vídeos. Todo mundo gosta de trabalhar em um ambiente agradável, mas ninguém gosta de viver só para o trabalho. Qualquer profissional precisa de viver com equilíbrio. O que o mundo publicitário faz com as pessoas é uma temeridade. É por isso que cai fora desse universo.

  27. Pablo Peixoto disse:

    Não entendi. Não dá pra ter um clima legal e trabalhar com disciplina?

  28. Gerson disse:

    Trabalho em uma grande agência (atualmente está entre as 50 maiores do país) e aqui existe respeito ao funcionário, sim. Há ponto a ser batido e hora-extra se precisar ficar mais tarde. E mais: não trabalhamos em fim de semana. Pelo que sei, agências ainda mais TOPs também estão começando a mudar sua rotina. A Africa, por exemplo, não permite mais que seus funcionários fiquem na agência depois das 20h. Como bem disse o Caio, em um dos comentários, em outros países não existe essa história de funcionário madrugar. Até tem, mas são pouquíssimas. E como disse o Marcos Freitas, em outro comentário, o Sindicato não faz nada pra acabar com essa farra. Quem se dá bem são sempre os sócios da agência. Os funcionários, nunca. Como mudar isso? Talvez alguém poderia criar um site listando as piores agências pra se trabalhar. Assim, a agência ficaria "queimada" no mercado: o pesadelo de todo dono de agência. Outra sugestão: o Brainstorm9 poderia iniciar uma campanha lutando por esses direitos. Mas uma campanha pra bater de frente com as grandes mesmo. Aí sim, Brainstorm. Vocês passariam de mero expectadores a coadjvantes na história da publicidade brasileira. E aí? Topariam se arriscar em nome de um bem maior?

    • Antonio Luz disse:

      E ai B9 ? O apoio da classe é garantido nessa campanha. Animou ?

    • Geraldo disse:

      Gerson, a sua proposta é realmente muito boa, mas para cobrar algo, você precisa dar exemplo. Você não se identifica e ainda cobra do B9 uma postura "bater de frente".

    • vinicius disse:

      O Brain9 passaria a ser coadjvante na história da publicidade brasileira. Isso é fazer história. Muio bom!

    • JP Santos disse:

      Apenas para esclarecer, a agência Africa pertence ao grupo ABC. O grupo ABC, como muitos sabem quer abrir capital. Abrir capital só será possível se o Grupo ABC diminuir o número de processos trabalhistas que a agência Africa recebe todos os anos. Para diminuir o número de processos a agência Africa cria o sistema de que funcionários só podemtrabalhar até as 20 hs da noite. Todos começam a admirar a agência Africa, mas é só dar umpulinho ali na praça de alimentação do Iguatemi cheia de funcionários trabalhando até às 22hs (e sofrendo pq o shopping não fecha mais tarde). E aí, isso é uma agência que "está começando a mudar sua rotina"? Pra mim não.

  29. Arthur disse:

    Impressão minha ou o cara do tablet no 1º vídeo está acessando o brainstorm9 ?

  30. breno disse:

    a dúvida que fica é: vai ser preciso ser despedido pra pensar fora da casa?

  31. Fernando disse:

    Polêmico como mamilos, eu declaro: teve gente no vídeo da luccaco que já mostrou pasta na CASA.

  32. Maurício Falleiros disse:

    Coluna muito interessante. Sigo a linha de que dá pra fazer muita coisa entre 9 da manhã e 6 da tarde. As noites são feitas para uma infinidade de atividades, menos trabalhar. E vamos combinar: aquele primeiro vídeo – o da agência Casa – se não for fake, foi a coisa mais imposta, obrigada e artificial que já vi na vida. Querem passar a madrugada se divertindo horrores com seus colegas de trabalho dentro da agência? Azar de vocês.

  33. Ricardo disse:

    Cursim básico de marxismo: o nome disso é mais-valia…

  34. thiagocia disse:

    Eu entendi errado ou os caras, ou melhor, os CASAS, acham legal e até encorajam com vídeos esse modelo "seu trabalho é sua vida" ?

    • Diego disse:

      Na verdade você tem que entender que pra produzir um vídeo desses, o funcionário não tem muita opção. Tem alguns que realmente acreditam no que falam, mas alguns, vê-se claramente que só estão falando groselha…

      • Dr. Lightman disse:

        Não só isso, vocês já viram que se as pessoas mentem o corpo não consegue! Já viram o seriado Lie To Me? Veja quantas pessoas do Casa estão falando que é legal e ao mesmo tempo fazendo sinal de não com a cabeça… reparem…

  35. Eu acredito que não existe certo ou errado. Vai de cada um, exemplo:

    Tenho um brother na agência Casa (Guilherme): Ele prefere chegar mais tarde (dormir +), “tomar café do almoço”, jogar um game e trabalhar até mas tarde já que seu pico de produtividade é das 16h às 0h. Está curtindo barbaridade …

    Já meu brother que trabalha na agência Luccaco (Carlos): É pai de 3 piás, prefere chegar cedo para trabalhar, ter um almoço mais longo (comunhão em família) e ir p/ casa todos os dias no mesmo horário curtir a esposa e os filhotes …

    “Cada um no seu cada qual.”

    • Janaina disse:

      Pois é.
      Mas ai o cara q tem o pico de produtividade das 16h às 0h trabalha com um outro cara q tem família e prefere horários normais de trabalho. Ai, como disse o Carlos em outro comentário, "lá pelas 22:00 alguém manda um email pra ele cobrando alguma coisa" e o cara tem q ficar à disposição.

      O problema é q a lógica das agências beneficia o primeiro cara, quando deveria ser o contrário.

      • pokabeblook disse:

        Concordo! A lógica é trabalhar das 9 às 18h, se a agência abre para exceções, se tem gente que rende melhor mais tarde, ótimo, mas quem cumpre o horário "normal" não pode ser punido por isso. Cabe a agência saber equilibrar as coisas.

    • Luiz disse:

      Pico de produtividade? Que belo eufemismo para ineficiência. Sério, o cara que só consegue começar a trabalhar de 16h? Precisa urgentemente se organizar melhor ou, do contrário, trabalha o resto da vida como freelancer e aí ele só projudica a si mesmo.

  36. Felipe disse:

    Que baboseira esse vídeo da Agência Casa. Até bebê os caras levam pra lá?! Imagina como fica a concentração da pessoa fazendo um job com uma criança chorando no lado, outro tocando violão, bateria… Forçaram a barra.

    • Fabiano disse:

      A ideia do vídeo foi trazer um item da sua casa… e colocar o significado disso na sua vida, na sua casa….
      não é pq tem uma garrafa de vodka q o cara vive bebado,

  37. Bruno disse:

    Os vídeos aqui exibidos nada mais são do que uma maneira de romantizar o lamentável fato de que o publicitário, diferente de outros profissionais, não tem seu limite de horas respeitado por empresas contratantes e sindicatos.

    O trabalho de um publicitário, assim como de qualquer outro profissional, deve ser um meio para se chegar ao fim. Triste o fim de quem morre no trabalho.

    Urgências e emergências sempre vão existir, o que não justifica que uma equipe não possa ter 12 horas de trabalho bonificado de alguma forma, seja através do pagamento de hora extra ou através do abatimento das horas trabalhadas, seguindo a legislação vigente no nosso país.

    Entreter o funcionário no trabalho é uma ótima ferramenta pra que as equipes descubram seu lado criativo através do ócio e lazer; não para convencer o funcionário a dobrar suas horas trabalhadas em troca de um ambiente lúdico e amigável.

  38. Alê Camargo disse:

    Lamentável.

    Vendo todos os sorrisos enormes (e olheiras profundas) do primeiro video, e toda essa euforia em não voltar para as próprias casas, pergunto-me: quantos desses felizes funcionários tem relacionamentos estáveis, ou pretendem ter? E quantos desses relacionamentos ainda existirão daqui a um, dois anos?

    Mais: quantos deles tem pressão alta? Quantos tem úlcera ou gastrite ? Que outros diversos problemas de saúde eles tem, devido ao stress ? Fadiga ainda é fadiga, mesmo quando estamos perto de nossos brinquedos.

    Jogando esse jogo dos seus patrões vocês estão a médio e longo prazo: a-) prejudicando a vocês mesmos , b-) prejudicando as pessoas que gostam e/ou dependem de vocês, e c-) prejudicando a todos nós.

    Seus patrões NÃO são família. Seu local de trabalho NÃO é a casa de vocês. Esses mesmos chefes que compram felizes pizzas e máquinas de café expresso não irão piscar se precisarem demitir qualquer um de vocês no futuro.

    Se isso acontecer, aliás, é provável que digam para vocês algo como: "Desculpe, não é nada pessoal."

  39. Renata disse:

    Comecei em publicidade aos 19 anos. Hoje tenho quase 37. 18 anos depois, ainda gosto muito do que faço e me considero relativamente hábil e competente na função que desempenho. Mas penso que poderia aplicar minha competência e habilidade em assuntos mais úteis à sociedade. Hoje me arrependo de não ter feito direito. A faculdade é chata, os assuntos morosos, os colegas arrogantes, mas… o Fórum fecha às 17 horas.

  40. Vitor disse:

    O título diz tudo…

    Esses tempos eu estava com meus amigos não publicitários/designers (são poucos) e eles sugeriram comermos pizza.
    Eu já disse, tristonho: "Pizza não…qualquer coisa menos pizza…".
    _"Mas por que?" perguntaram.
    _"O gosto me lembra trabalho… vamos comer um arroz com galinha ou qualquer comida simples."

    Moral da história: antes do meu primeiro emprego, eu gostava de pizza.

  41. Gabriel disse:

    Ficar depois do horário padrão todo santo dia é ineficiência.

  42. Laís Grilletti disse:

    Esse ano presto vestibular e minha escolha – adivinhem o/ – é publicidade. Mas o que me preocupa são esses horários inflexíveis, essas noites viradas e essa aparente falta de qualidade de vida. Vivendo a base de café e álcool…Posso estar errada, e na verdade eu torço muito para isso, pois é a única coisa me faz duvidar se essa é a carreira certa! Então fica a pergunta: as agências por aí são mais parecidas com a Casa onde o publicitário praticamente se muda para lá ou com a Luccaco onde os horários são normais como em qualquer outra profissão?

    • Helena disse:

      Não faz isso amiga!!!!! Tu ainda tem tempo, escolhe outra profissão!!!!!!!!!

    • Vitor disse:

      Existem os 2 tipos mas tem uma regrinha aí: agencias grandes, com grandes clientes, geralmente tem os horários malucos. Agencias menores são mais tranquilas.

      O problema desses abusos por parte das empresas é que o próprio profissional não se dá ao respeito. Muito neguinho por aí acha legal e descolado ficar até tarde se matando na agencia para ˜ver uma campanha arrasando na tv˜.

      E o empregador sabe bem disso: grande parte dos profissionais não se motiva por salário ou qualidade de vida, mas sim pelas "campanhas legais"que ele pode fazer. Eu acho isso uma infantilidade enorme e considero sim o trabalho apenas uma forma de sustento. Pessoal esquece que tem vida fora da agencia, deixam de ser indivíduos para viver apenas o trabalho.

    • Ana Carolina disse:

      Oi Laís, trabalhei em agências de pequeno porte e elas seguem o mesmíssimo caminho das grandes, não se iluda. Desde formada penso que escolhi a carreira errada para a minha vida (e conheço muita gente passando pelo mesmo dilema), por essas questões aqui debatidas, pois prezo por qualidade de vida. Existem profissões mais justas, na quais se você precisar trabalhar tanto quanto na propaganda, pelo menos receberá/ ganhará um salário justo por isso.

      • Vitor disse:

        Oi Ana. Já passei por essa fase de querer largar tudo.

        Pensa comigo: se vc não gosta da carreira publicitária por causa dos horários malucos e stress, o problema não está na profissão, mas sim no seu emprego.

        Laís: Lembre-se que publicitários não trabalham só em agências, vale pensar também uma carreira acadêmica, ou ficar de olho em editais do governo ( "publicitários públicos" não são tão descolados, mas vivem mais hehehe). Ou tentar uma vaga no marketing de alguma empresa maior e virar cliente para as agências (essa é uma boa).

    • Pâmela disse:

      Fofinha é o seguinte, se você olhar os coments do povo, vai ver que a maioria passa por isso. Tive oportunidade de estudar medicina e não quis porque não queria ter vida de médico… me lasquei, tenho vida de médico, mas não tenho salário de médico… é o que passa pela minha cabeça muitas vezes. É claro que você tem opções como ir pra área de marketing de uma grande empresa, ou etc…mas pra isso você também vai precisar se especializar em outras coisas… enfim… se eu tivesse como voltar no tempo… faria direito! Boa escolha!

  43. Erik disse:

    Acho sensacional esse clima de trabalho, tanto o que vira a noite em JOBs quanto o que vai pra casa as 18h. Já tive a vivência em ambos e posso dizer que gosto muito dos dois, um te da maior estabilidade (sair cedo) o outro te da mais liberdade em saber que vc não depende apenas do mundo lá fora, que você as 3h da manhã esta em um JOB que amanhã pode estar na TV arrasando…. Vai da pessoa.. vai do ânimo.. Eu com 18 anos topava tudo isso muito fácil, agora com 30 penso mil vezes antes.

    Ótimo post. Parabéns!

  44. Gabriel disse:

    Flexibilidade de horários é diferente de escravidão. E isso logo com os publicitários – comunicadores que deveriam ser os primeiros a perceber que as coisas não andam bem pro seu lado…

  45. João Pedro disse:

    Agências não estão acima da lei e são TODAS SEM VERGONHA quando o assunto é explorar as horas extras de um funcionário. E O TAL DO SINDICATO NÃO SERVE PRA ABSOLUTAMENTE NADA.

    • Who? disse:

      Na verdade, quando fui fazer uma recisão de um emprego junto ao sindicato, cobrei horas extras nesse momento e o sindicato ficou do meu lado e a agência pagou …

  46. gabebritto disse:

    QUÊ maravilha ver o @brains9 tocando nesse assunto. Sigam em frente nisso, pelo bem da criatividade e da vida das pessoas (que são a mesma coisa).

  47. Michel Lent disse:

    sei lá. bateu um 'vai trabalhar em outra área' feelings.

  48. Athos disse:

    O único erro de toda esta discussão é comparar uma AGÊNCIA com um ESTÚDIO. Sinceramente tá na cara que os caras estão querendo ganhar popularidade e apelam para todos os recursos.
    Criar ambientes de trabalho mais descontraidos e estimulantes é a alma para os novos negócios digitais. Se você acredita em bater cartão e não em produtividade eu acho que você deveria abrir uma padaria e marcar no relogio o horario de fazer e vender pão. Só!
    Discutir a maneira com que grandes empresas que admiramos estão revolucionando o mercado é assumir que você é parte da massa ultrapassada que não sabe avaliar a produtividade do seu funcionario além das horas que ele esteve presente sentado no seu lugar de frente para o computador. Gestão galera … se voce não tem … instale um cartão ponto na sua "agencia" e fique feliz com os excelentes resultados e as super recomendações que vai receber do seu irmão, da sua esposa, etc …

    • Asthar disse:

      Boa gestão TAMBÉM significa melhores salários, ambiente organizado (pode ser até hipster-cool) plano de crescimento e carreira, respeito e reconhecimento do profissional, etc…

      Porém, vale mais a pena comprar um Xbox 360 do que implantar uma gestão competente.

      E viva o Pão e Circo das agências (quer dizer, pizza e video game)

  49. Natália Yoshie disse:

    infelizmente, esse tipo de "distorção" do que é trabalho acontece em praticamente todas as áreas de Comunicação.. E o que tem de "profissional" por aí se vendendo barato, sem nem ter direito a videogame rsrs

  50. renatorod123 disse:

    Porra, vou virar hoje e acabei de ver os vídeos. Não concordo com nenhuma das duas posturas. 1) não quero que a agência pareça uma casa… aliás, peço pra sair no dia que começar a confundir minha casa com meu trabalho. Acho foda virar… odeio… não tenho lá mais idade pra achar isso cool ou necessário. Quero ir pra casa dormir com minha gata (felina), ver filme, fazer o que quer que me dê na telha. Mas… (sempre tem o "mas") tenho um compromisso: por canalhice de alguém, por necessidade de alguém, por erro de alguém, por mérito de alguém vou ter que virar esta noite pois tenho um planejamento para entregar, uma apresentação para montar e dependem de mim. Se eu tenho que fazer isso hoje, eu terei que descansar um dia esta semana. Este é o acordo que cheguei. Queria mas não posso ter a postura de ir pro bar, pra casa, pro raio que me parta. Faz parte do jogo e eu já sabia disso quando entrei aqui. Quero que tudo mude, mas para mudar será necessário muito mais que uma pose de "estou pouco me fudendo…".

  51. Guilherme Monteiro disse:

    Como o Cris Dias já levantou, se tem agências trabalhando madrugadas é porque tem funcionário aceitando. Creio que é um assunto delicado e relativo. Tem a culpa da agência mas também tem a culpa do funcionário. Que pode muito bem enrolar o dia todo só para mandar um email para o patrão as 2 da manha e dizer que estava trabalhando até aquela hora. É saudável para todos terem vidas sociais mas como também as vezes é necessário dedicar uma temporada trabalhando e se dedicando ao trabalho. Soube que um funcionário produtivo necessita entre 3 a 4 hrs seguidas para concentrar e realizar jobs profundos, alguns conseguem utilizar esse horário durante o dia, outros produzem melhor durante a noite. É muito relativo, só acho que o peso está mais no funcionário do que na agência. Funcionário Incompetentes tem medo dos competentes e por isso fazem certas coisas que prejudicam os outros e o mercado.

  52. Zelador disse:

    Só trabalho nessa agência Casa se tiver direito a visita íntima e banho de sol.

  53. Acredito que os comentarios feitos até aqui, expressam muito bem as diversas opiniões de profissionais do setor. E fica lançada a proposta, gente, a parada Gay em SP reuniu cerca de 4 milhões de pessoas. E tudo isso com um forte interesse econômico, como sabemos. Será que não podemos tentar mudar o cenário atual deste mercado?_Como já foi dito, geralmente são os mais jovens que acham isso 'bacana"._E são essas mesmas pessoas que podem e devem tomar alguma atitude para que isso mude. Eu falo como representante dessa classe, estou ainda no 2º da faculdade e acredito que se houver algo que mobilize as pessoas agora, quem sabe no futuro o mercado esteja um pouco diferente.__Quem concorda em criar um movimento, sei lá qualquer coisa do gênero.__Poste dicas e opiniões sobre isso com a hashtag #agenciasconscientes_E vamos ver no que dá?__E Lembrem-se, o mundo é feito de pessoas logo se cada um rever suas atitudes e modificá-las, podemos sim mudar o mundo.__Abraços__@DUH_gotardelo

  54. @renato_sj disse:

    Desculpa, gente, eu até entendo o porquê da polêmica (conciliar trabalho com o resto da vida é mesmo complicadinho, dependendo do momento do momento em que você está da sua carreira, do seu cargo, das suas responsabilidades, da sua ambição, da estrutura da sua empresa etc.)…

    Mas o que o vídeo da Casa tem a ver com isso? Não conheço ninguém de lá e nunca trabalhei lá, mas o vídeo não mostra um ambiente que todos nós gostaríamos de ter? Um local bacana, com gente descontraída, com boa estrutura e que nos faz sentir em casa. Mas que não é a nossa casa!! E não vi eles dizendo que querem ser a casa de seus funcionários.

    E outra coisa: ficar mais tarde no trabalho é uma coisa normal e, quer saber?, nem sempre precisa ser renumerado com hora extra. Às vezes o "muito obrigado" já tá bom.

    Poxa, a nossa profissão é parte de quem a gente é. Quando você se apresenta você não diz: "Meu nome é fulano, sou PUBLICITÁRIO"? É uma das primeiras coisas que a gente pergunta pra alguém quando quer conhecê-la. É o que a gente é, é parte integral da nossa vida. Por conta disso, ter de ficar 1 ou 2 horas a mais aqui e ali não deveria ser um sacrifício. E se não rolar hora extra aqui ou ali, acontece…

    Claro que essa percepção depende muito do profissional e, claro (e aí vem a sacada da Casa), do ambiente. Se eu to numa puta lugar ruim, vou ser inflexível com tudo. Se o lugar é um sonho, a gente faz concessões aqui e ali… E acho que isso o que dá pra extrair desses vídeos.

    Do mesmo jeito que hoje em dia conceitos como "família" e "sociabilidade" são cada vez mais revistos, o conceito de "trabalho" também segue nessa linha

    • Rafael disse:

      se eu fosse dono de agencia, voce seria meu funcionario ideal hehehe

      • Diego disse:

        E é por isso que vc não é dono de agência… Quem tem a mentalidade de exploração é ex-funcionário vingativo, não um proprietário…

    • pokabeblook disse:

      Se o lugar do "um sonho" você vai deixar que eles te explorem pq é legal dizer que trabalha lá?

    • Roberto W. disse:

      hahahaha… certeza que vc tabalha na Casa.. e ta tentando defender essa postura vergonhosa da agencia…

    • Bruno Nigro disse:

      'E outra coisa: ficar mais tarde no trabalho é uma coisa normal e, quer saber?, nem sempre precisa ser renumerado com hora extra. Às vezes o "muito obrigado" já tá bom.'

      Malandro, vou torcer pra você ser apenas um jovem mancebo começando agora no mercado. Haja deslumbre. Quando começarem a te pagar com amendoins, não reclame.

    • Ronaldson Nunes disse:

      Desculpa Renato, mas você está errado e sabe disso! tudo bem em ficar uma vez ou outra mais tarde, mas o erro começa quando não somos pagos por estas horas extras.. na verdade o erro começa quando não batemos ponto! e concordar com isso é burrice ! (desculpe-me)

  55. Henrique disse:

    Já ouviu falar no mercado de TI? é bem parecido :-)

  56. Anderso disse:

    A cara, sinceramente acho que tudo se resume ao profissional e não aos donos de agência e bla bla bla…
    foi como disseram antes: sempre tem o cara que se sujeita. E tem mesmo! Sempre tem o cara que se sujeita a ficar até tarde, a comer pizza a semana toda, a chegar cedo e sair tarde… ou pq quer ser o "herói", ou pq quer um salário melhor, ou pq tem medo de ser demitido, ou pq isso ou pq aquilo e ou pq, ou pq, ou pq.

    Minha humilde opinião é a de que estamos nesse lance pq fomos aceitando. somos tao acomodados quanto o resto dos brasileiros.

    Já trabalhei em agência onde não ficava depois das 18h, já trabalhei em agência que não saia antes das 21h e agora trabalho em uma agência onde 19h saio sem medo, culpa ou qq sentimento de dever não cumprido.

    Acho que quando a gente encontra um propósito no nosso trabalho, aquilo é o certo a se fazer. Se você precisa desesperadamente de dinheiro e ta disposto a ganhar um salário abaixo da média tendo que manjar de atendimento/mídia/planejamento e ser o financeiro, ok! Se vc aceita fazer o trabalho de DA/Arte finalista/Produção e saber FLASH+HTML, ok! Se vc não tem amigos fora do trabalho, é solitário e gosta de ficar até tarde na agência pra ficar junto de pessoas, ok! Tem doido pra tudo, e o que não falta no mundo dos negócios é gente que sabe usar os outros.

    O que não rola é ficar trabalhando até 22h todo dia, FDS, chegar cedo em um lugar onde o seu chefe ta pouco se fudendo pra vc ou pelo o que acontece na própria agência, afinal ele nunca ta la dentro… foda é vc ficar a te tarde e se matar de trabalhar quando seu chefe ta pouco se fudendo se a sua cadeira ta quebrada, se tem impressora, se tem papel higiênico ou qunado vc se mata de trabalhar, ganha a concorrência e ve o cara usando a grana do novo cliente pra cada semana ir para uma capital diferente do mundo e vc sem cadeira, sem papel higiênico….

  57. Eu acompanho o B9 da Alemanha.

    Trabalhei em uma agência, que é uma das mais respeitadas agências daqui. A enorme equipe se resume à um casal, um funcionário e dois estagiários. Ano passado passamos agência da Porsche no ranking da ADC.

    O horário de trabalho era de 9:15 às 17h. Cozinha na agência, cada dia um fazia alguma coisa ou então pedíamos alguma coisa saudável para comer. Não, nunca pedíamos pizza.

    Para os meus chefes, a agência era de fato a extensão da casa deles. Um dia perguntei para a minha chefe "Como é que vocês conseguem trabalhar tão tranquilos?". Ela me respondeu "Eu moro, durmo, viajo, vou no cinema com meu marido, se aqui não for o lugar mais Zen do mundo, nem a agência nem o casamento darão certo". Em 25 anos eles juntos já ganharam mais de 100 prêmios europeus. Nada mal para uma equipe de duas pessoas inicialmente. Uma média de dois prêmios por ano para cada um. Mais de uma vez eu escutei eles no telefone abrindo mão de projetos, por já não ter mais tempo. "Não vamos poder dar a atenção que o seu projeto precisa. Não seria justo com o senhor…"

    Uma coisa que realmente vai me marcar foi ter visto eles brigando com fornecedores para conseguir um preço melhor pelo cliente, sendo que o orçamento já estava aprovado pelo cliente. Eles cuidavam dos clientes como eles gostariam de ser atendidos. Mas com respeito. Ou uma outra vez que vi um cliente que ligou para saber como que andava o projeto dele e eles falaram "Sr. Fulano, me desculpe mas agora estamos ocupados com outro projeto." Tamanha sinceridade eu não consigo imaginar em agências tupis…

    Fui bem pago, nunca fiz horas extras, tiramos todos duas semanas de férias ("Se eu não tenho 14 dias para ficar com o meu filho, por quê eu teria tido um filho então?"), ajudei a mais dois prêmios e recebi justo.

    Aprendi muito, mas meus caminhos me levaram para outros lugares. Mas aprendi mesmo que vale à pena ser honesto, sincero, mas acima de tudo organizado. Ao invés de ter inúmeros clientes, ter poucos e criar uma relação com eles. Quanto mais longa a relação, mais fundo você alcança os seus bolsos.

    Não vou jogar pedras, o teto é de vidro para todos, mas desde quando publicidade tem "emergências"? Não somos bombeiros, médicos, policiais… Se é 17h30 e seu amigo ligou te chamando para o cinema, mas o "job" acabou de bater na mesa, eu não tenho dúvidas de onde eu estarei em uma hora.

    Abraços

    • Sou designer, nunca trabalhei em agência principalmete pq fujo desses horários malucos. Acho que isso acontece também pq se criou um glamour em torno disso.

      Concordo com o André Oliveira quando diz que nós não somos bombeiros, médicos nem policiais. Não sei quem inventou que ser heroi é realizar um job num prazo que é curto, muitas vezes, por pura incompetência e desrespeito de outros profissionais.

      Quero acreditar que é possóvel trabalhar de 9 as as 17h, eventualmente fazer hora extra até as 18h ou no máximo 19h e ganhar dinheiro sem culpas. Um dia a gente chega lá.

      Valeu

      • Lucas disse:

        Sou designer também e trabalho com vídeo, cara não existe mundinho mais complicado que esse da publicidade, o famoso prazo curto que normalmente é mentira, as madrugadas, a exploração, falta de direitos trabalhistas, aquilo não é vida… bem, não quero nem lembrar dessa época. E ninguém faz nada, como o Eduardo falou, tem estudante que acha "maneiro" isso. Cara, isso me tira do sério. Me lembro que quando reclamava ouvia sempre a frase, isso é assim e nunca vai mudar.Felizmente troquei de emprego e posso dizer que isso pode mudar sim, o cliente prefere mil vezes ouvir um não do que um "Claro que dá!!" e não ter nada decente pra mostrar no prazo estipulado. Isso sim é respeito com o cliente. Mas como normalmente quem diz que dá não é que se f*** trabalhando, fica fácil.
        Bom, se alguém quiser começar alguma coisa pra tentar lutar contra isso contem comigo!

    • Larissa disse:

      Você poderia fazer um post sobre sua experiência. Embora seu comentário já tenha sido bem esclarecedor.

      E como falaram embaixo, cria-se um glamour em torno desse ato heróico de trabalhar até de madrugada, quando muitas e muitas vezes isso acontece por falta de planejamente, sejamos sinceros. Além do mais, um ritmo de trabalho regrado, te faz produz mais e melhor. A mente e o corpo precisam de descanso para que você possa explorar todo o seu potencial de trabalho.

      Não sou publicitária, e já estou pensando em parar de comentar nesse blog. Mas essa questão de lidar com o espaço de trabalho como extensão da casa não é específico dos publicitários… também acompanho horários esdrúxulos de trabalho. Eu mesma as vezes chego no trabalho de 12h e ficou até as 18h (pq só preciso trabalhar 6h por dia, não que vez o outra eu não extrapole esse limite). Já tive a oportunidade de fazer as refeições no meu espaço de trabalho, seja pedindo comida pelo telefone, planejando almoço coletivo. E isso, sim, eu acho saudável pois o momento da refeição é sempre uma boa forma de se integrar com os colegas.

      E há, valha-me me Deus, conversar sobre arquitetura e trabalho? É pra isso que vamos pra um boteco. Viagem? Vc vai me ver fotografando os banheiros dos museus, pq gostei do detalhe da cabine ou qlqr coisa q seja.

  58. Honofre disse:

    Então galera, eu posso dizer que faço tal como o primeiro e o segundo exemplo ao mesmo tempo. Trabalho em casa, as vezes durante o dia, quando dá pra fechar tudo, e se fica algo pra madrugada, ai vamos nós.rs

  59. universitário disse:

    Triste é ser iludido por quase 4 anos durante a universidade, de que esse ambiente "acolhedor" das agências de propaganda, é o suficiente para nos fazer querer passar horas e mais horas la dentro; bem no estilo forçado desse vídeo da "Casa".
    Quando se cai no mercado de verdade, e se vê a dura realidade cruel e ILEGAL, bate o arrependimento de ter escolhido tal carreira. A questão que sempre se discute é: pra que trabalhar para ter uma vida boa, se eu vivo para trabalhar e não tenho tempo para viver? Será que vale a pena ficar enfiado o dia todo dentro de um escritório, ao lado de seus brinquedinhos de criança, e de suas cartinha de tarô, e não ter tempo de utilizar (o pouco) que se ganha la para viver e comprar coisas, que não sejam mais lixo para colocar sobre a mesa da sua "casa"??
    Ficam aqui os lamentos de um universitário, que está prestes a se formar, que ja vivênciou o dia-a-dia de uma grande agência top10, e cada dia mais se arrepende de ter escolhido essa desleal profissão (não em todos os casos, mas na maioria deles).

  60. Igor Luiz disse:

    Ok, vestir a camisa é uma coisa, trabalhar em equipe é legal e totalmente necessário, porém nada substitui o meu tempo e a minha vida fora do trabalho, isso é extremamente necessário para poder ter equilíbrio entre a sua vida profissional e particular. Não gosto e nunca gostei de ficar até depois do horário no trabalho, faço o possível para isso não acontecer, é lógico que as vezes não tem jeito, pois nem tudo depende de só uma pessoa, mas quando isso vira rotina, não acredito que seja benéfico, a não ser que você realmente não tenha vida fora do trabalho, e ainda viva no tempo da escravidão. Eu adoro o meu trabalho, mas também adoro ter o meu tempo com a minha família, com os meus amigos e deixar o trabalho tirar um repouso é fundamental para o dia seguinte.

  61. Tiago Mota disse:

    Como publicitário, nunca gostei muito dessa "informalidade". Entre aspas porque, como alguém já colocou nos comentários, uma união dos profissionais resolveria os problemas sem acabar com a informalidade. Não sei como é a realidade em outros países, mas sei que Bill Bernbach, considerado o maior publicitário de todos os tempos, fazia religiosamente seu horário no padrão norte-americano, 9 às 5. Penso que isso deve ser uma boa referência.

  62. pokabeblook disse:

    Eu sempre fui contra madrugar na agência, acho que quando o trabalho é bem organizado não há necessidade disso. Se você precisar virar a noite na agência tem algo errado, seu chefe provavelmente está economizando uma grana te empurrando mais trabalho ao invés de contratar outro cara.
    Mas o pior é ele conseguir te convencer que só você pode fazer o job, ai você vira a noite feliz, se achando o bom.

  63. Pedro disse:

    Quem sabe se vocês não ficassem criticando o trabalho e a agência dos outros daria tempo de terminar o job de vocês também.

    • Diego disse:

      Isso ai, bota o cabresto e vai trabalhar cavalinho, senão não recebe o torrão de açucar no fim do mês.
      O mesmo tempo que você perdeu pra responder a todos que parem de "perder" seu tempo discutindo você poderia ter acrescentado algo a discussão, ou terminado seu "job" como você mesmo citou.

      Não concorda?

  64. Kátia Conrado disse:

    Acho que existem profissionais pra cada tipo de agência.
    Eu não me importo de ficar até mais tarde, virar a noite ou trabalhar de fim de semana. Mas chegar cedo e usar roupa social é um problema.
    As pessoas são tão diferentes… basta cada um encontrar seu lugar no mercado.

  65. geracaobeta disse:

    Olha, vou confessar que não li todos os comentários…são muitos…mas acho que tem um ponto que devemos refletir: quem quer continuar sendo empregado pro resto da vida? O mundo tá mudando, e rápido. Essa história de emprego em que patrão fica chantageando dizendo que tem vários querendo sua vaga…isso tá pra acabar. Pra mim, já acabou. Tenho emprego, mas estou ansioso pra ouvir uma resposta dessas pra ser o estopim pra minha liberdade. Enquanto eu trabalho até as 19h e ganho bem, eu fico. Mas se começar com essa historinha, tchau! E vou pra luta, sei escrever, sei pensar, tenho experiência, pq tenho q depender de alguem que considera que está me fazendo um favor ao me empregar? Esse é o novo pensamento…e é nesse caminho que nosso futuro vai trilhar.
    abs

  66. Job Telles disse:

    Não existe nenhuma criança nesse ramo não querido… Publicitário é um "bicho" que se acha que se pudessem não pisariam nem no chão… Eu quando escolhi a profissão de publicitário, sabia sim de todas essas coisas de madrugar na agência, da pizza nossa de todo dia, de subirem através da queda dos outros….mesmo assim eu quis entrar nessa; mas já sabendo de tudo isso. O publicitário é uma espécie masoquista, quanto mais sofrimento mais ele gosta.

  67. André Freitas disse:

    Bom, fico feliz que pelo menos dá para perceber que essa história de virar noite em agência começa a ser questionada.

  68. @mplioplis disse:

    A realidade eh que vida de agencia eh ciclica. Tem epoca que todo mundo ta ocupadissimo e quase nao dao conta de tanto trabalho. Mas ai, tem epoca que o cliente ta de ferias, ou a empresa fechou entre natal/ano novo e nao tem nada pra fazer… entao o que acaba acontecendo eh uma disparidade grande em epocas diferentes.

    Logo, vai ter epoca que a galera tem que ficar ate mais tarde mesmo, varar a noite talvez, so que se isso vira rotina tem alguma coisa errada com a agencia.

    Sempre tem projetos parados na mesa de atendimento, ou planejamento que fica com o projeto por 3-4 meses enquanto a criacao so pega o projeto faltando 2 semanas pra apresentar… Tem varios fatores que sao ma administracao dos jobs ao inves de ser realmente a realidade.

    Entao, se forem falar pra mim que tem uma agencia por ai que ta sempre ocupada, que nao tem epoca "down", onde atendimento e planejamento nao ficam com um projeto por meses sem falar pra criacao, ou entao chegam a colocar um stop no projeto pra nao gastar horas a mais, entao me avise pra eu mandar meu portfolio. kkk

  69. MNK disse:

    O nome da agencia é CASA! O engodo precisa ser mais explícito? Se chamasse Agencia Armadilha de Urso ficaria mais fácil de entender?

  70. Ziza disse:

    Queridos amigos publicitários, nnao sou publicitária mas também convivo com a mesmissima rotina de trabalho. mesmissima. A verdade é que o mercado de comunicação se esqueceu que a classe não é assim tão separada e publicitários trabalham com jornalista que trabalham com designers que trabalham com pessoas de audiovisual (que sou eu).
    Nnao conheço uma produtora que não tenha um sofá pra que nós, editores de imagens, possamos dar aquela cochiladinha durante a diária de 12 horas, que viram 18 a 20 em um passe de render….

    A verdade que o buraco é mais embaixo e só os trabalhadores de comunicação, todas as áreas, é que podem tentar reverter. Pq senão o vídeo vai continuar chegando a minha mão pra ser entregue no dia seguinte.
    :)

  71. Zotto disse:

    Já trabalhei em agências, aqui e fora, esse mística de achar bonito trabalhar de madrugada é uma grande bobagem, o job sai pior, todo mundo estressa e você não tem vida direito, mas acontecem, ninguém gosta, só não virar rotina, daí é burrice. Na Saatchi&Saatchi de Aukland(NZ) quem queria ficar na sexta até mais tarde tinha que pedir, achava ótimo que nos tocavam de lá todo final de tarde. Mas hoje sou um feliz ex-diretor de arte, com hora extra, ponto e horários (quase) fixos, ótimo pra quem já tem mais de 30 e não tem mais saco pra falta de gerenciamento de tempo, de projetos, pessoal e profissional.

  72. Duda Itajahy disse:

    Sou publicitário formado e exerço a função de designer/diretor de arte. Por já saber do caminho das pedras das agências passei a evitar o estilo de vida proporcionado por não achar que condizia com o meu estilo de vida.

    Acho muito mais importante viver a vida e experimentá-la com o maior número de cores possível invés de me sentir valorizado por ser o fodão da criação.

    O que quero dizer com isso? Cada um vive a vida do jeito que quer. Tenho amigos que amam criar e serem reconhecidos por isso, outros que tem filhos e vivem infelizes por nunca sairem na hora, outros que não largam o osso mas nunca param de reclamar.

    Trabalhei gerenciando o dpto de arte de uma grande empresa no rj mas pedi demissão. Pq? Pois a estrutura e a organização deles não era levada a sério! Abri meu escritório com mais 2 sócios e agora tô ai. Não ganho tanto quanto antes mas tenho muito mais tempo útil e liberdade.

    Ao meu ver as pessoas escolhem os rumos da vida e com isso podem decidir o melhor para elas. Sendo enfurnado numa agencia se divertindo e trabalhando com amigos ou seja fazendo amigos em diversos lugares do mundo.

    Eu fiqui com a 2a. opção mas claro, é um enfrentamento e uma decisão MUITO PESSOAL.

  73. Daniel Ludwig disse:

    Legislação trabalhista, não precisa de sindicato.

    Flexibilidade de horários não quer dizer 12 horas de trabalho escravo.

    Aqui na agência tem quem faz o mesmo horário todo dia e tem quem faz dias menores e dias maiores, sempre dentro de ter uma média de 8 horas, afinal tem dias que não queremos chegar as 7 da madruga no trampo, ai chegamos as 10 e produzimos melhor…

  74. Marcia disse:

    Sempre quis ser publicitaria, quando conheci o mercado, mudei de sonho… o trabalho parece maravilhoso, mas esse tipo de vida, pra mim, não dá.

  75. Carlos disse:

    Precisei sair do Brasil pra poder encontrar esse meio termo entre um trabalho em uma agência legal e qualidade de vida. Chego tranquilamente umas 10 da manhã e dificilmente saio depois das 19h. Nunca precisei vir no fds.

    Mas concordo que no Brasil isso esta muito longe da realidade, por N razões. É um circulo vicioso, não acredito que isso vá desaparecer em pouco tempo. De um lado a falta de organização, concorrências, agencia querendo provar que pode manter o cliente propondo prazos pequenos, etc e de outro lado pessoas querendo mostrar mais serviço pra poder subir mais rapido, maus hábitos, gente que protela as coisas, gente querendo fazer bonito, etc.

    Acho que no Brasil, como tudo, a solução teria que passar por obrigar as pessoas a fazer aquilo. Se não for obrigado todo mundo parar de trabalhar a uma determinada hora vai continuar pegando mal pegar suas coisas, levantar e dar tchau as 7 da noite.

  76. Acredito que nisso tudo também entra o lance de se fazer o que ama. Quando você faz o que gosta, o que tem prazer, e é pago pra isso, o "trabalho" naturalmente acaba fazendo mais parte da sua vida. Acredito que tem lugares bem legais pra trabalhar. Agora quem está insatisfeito onde trabalha é só procurar outro lugar.
    Trabalhei em lugares bem legais e outros que eram um porre. Até descobrir que só estaria satisfeito quando abrisse minha própria produtora de vídeo (que não é agência, mas acontece exatamente a mesma coisa! Quem é de agência sabe).
    Não existe agência perfeita. Com certeza muitas pessoas já passaram pela Agência Casa, por exemplo, e não gostaram de trabalhar lá, e o mesmo na Luccaco. O lance é: se não está feliz, mude! Ficar conformado e reclamando não vai adiantar nada. Se você não tomar atitude, ninguém vai tomar atitude por você.

  77. Anãonimo disse:

    Parece que há um consenso de que trabalhar 15 horas por dia, virar noite e ficar até altas horas da madrugada na agência não é a melhor coisa do mundo. Mas se o mercado está desse jeito, na minha opinião os culpados são os profissionais que se sujeitam a isso. Mais até, como citou o Anderso em seu comentário, acho que isso é acomodação e resulta da síndrome de vira-lata dos Brasileiros em geral.

    Estou trabalhando há mais de um ano no exterior, numa agência grande que atende clientes globais. A jornada daqui é das 9 as 17 e raramente passo das 18 (sim, até os criativos chegam no trabalho as 9). Ficar até mais tarde no máximo é até as 21 horas, e isso pode ser negociado em troca de um dia de folga.

    Mas a maior diferença, além é claro do planejamento e do processo, palavras que dificilmente existem no mundo da publicidade BR é como o profissional se valoriza aqui. Mesmo um profissional jr. tem um discurso na ponta da língua de como é bom em tal área, como é especializado em tal coisa e quais são os seus pontos fortes. Claro que isso não significa arrogância, coisa que não é bem vista por aqui – isso significa que o profissional sabe se vender, sabe o seu valor e sabe seu papel dentro daquela organização.

    Voltando ao Brasil, é fácil culpar os donos de agência, o RH (o que é isso?), o mercado, o sindicato (existe um?), ou o Baiano Louco. Díficil mesmo é dizer "não, não faço, não aceito, não concordo". Se você não se valoriza e não coloca um limite, não vai ser o diretor que anda de Cayenne que vai fazê-lo.

    Eu mesmo já pedi demissão uma agência brasileira em duas semanas, por não concordar com a maneira que os sócios tocavam o negócio, deixando para aprovar peças as 18 horas só para forçar a galera a ficar mais tarde tocando refaçao. Fiquei um mês frilando em casa até conseguir um outro emprego, numa agência que pagava o mesmo mas onde a jornada era de 8-9 horas por dia.

    Vou até dizer que não me importo de trabalhar mais, virar noite e final de semana se recebesse por isso. Ou até quem sabe um adicional por concorrência ganha? (afinal, o atendimento leva comissão – porque não a criação?)

    Porque egos a parte, no final das contas, a publicidade é um business como qualquer outro. Você vende sua mão de obra para o seu chefe, que vende um produto ou serviço para um terceiro. Se nessas 8 horas diárias, você não consegue entregar o que deveria, algo está errado.

    O modelo de negócio da agência que é furado e se baseia em uma jornada de trabalho de 12 horas diárias? O funcionário que é improdutivo e prefere ficar no facebook a trabalhar? O patrão que é extremamente gananciosos monta em cima da sua equipe? Seja qual for a resposta, mais uma vez, na minha opinião o círculo começa e termina na atitude do funcionário que aceita tudo isso passivamente.

  78. Desisti de ler os comentários, rs

    E apesar de não ser da área de publicidade, vi uma semelhança muito grande com o mundo dos executivos.

    Sem dúvida que este é um tema complicado e que merece ser discutido.

    • Joana disse:

      Pois é, mas os executivos ganham muito bem. Estamos falando aqui de pessoas que ganham 1000 sujos, sem nenhum outro benefício muitas vezes. Tem agencia aqui em Curitiba que faz isso, não é só a casa não.

  79. Xóxa Media disse:

    Só um comentário nisso tudo: ambiente de trabalho agradável é o MÍNIMO que uma agência (ou qualquer outra empresa) pode oferecer aos funcionários.

  80. Lê Scalia disse:

    Eu acho que a gente acabou se acostumando com isso… mas fico feliz por não virar noites e nem tirar férias só pra buscar inspiração. Publicidade pra mim é só o trabalho, e tenho a sorte de dizer que ele é divertido. Mas não passa disso.

  81. João Ricardo disse:

    Vejo muita gente falando que esse assunto é polêmico mas vendo os comentários não encontro polêmica nenhuma. Encontro consenso: todos discordam, pelo menos em parte, da postura do vídeo. (Que aliás não convence nem um pouco).

    Quanto a quem se sujeita, acho que não dá pra dizer que é uma entidade só. As agências se sujeitam a vontade do cliente, e os funcionários se sujeitam a necessidade da agência. Agora, como universitário, posso dizer que cada vez menos pessoas estão se sujeitando, pelo menos aqui em Brasília. A frase que mais ouço toda semana é "fulano largou publicidade", seja universitário, júnior, sênior ou diretor. Lá em cima o Cris Dias comentou que incentivar esse trabalho exagerado é coisa da galerinha mais nova e bem, pode até ser em outras regiões, mas pelo menos por aqui a coisa não está bem assim. Citando o exemplo da minha turma na UnB que é de formandos: apenas 2 ou 3 dos 20 pretendem trabalhar em agência, por não quererem viver no "ritmo publicitário" que temos hoje. Os únicos que eu conhecia em agência largaram 2, 3 anos depois. E falo de muita gente.

    Essa nova geração, não por total mas em parte, está valorizando muito mais prazer e satisfação pessoal do que status e dinheiro, e isso pode ser constatado em muitas reportagens, estudos, etc. Pelo menos por aqui o que as pessoas sentem é que se a coisa não mudar, logo logo vai faltar gente (boa) no mercado, e a coisa vai acabar mudando mesmo assim, só que da pior maneira.

  82. cris disse:

    Como diria George Constanza: " Os mundos não podem se chocar", casa é casa, trabalho é outra coisa. afe

  83. Zannin disse:

    Eu nem vejo mais problema sobre o modelo publicitário. Cada agencia tem um jeito. Eu ja trabalhei em verdadeiros quartéis e também em "casas". Já fui estagiario, assistente, diretor de arte, chefe de equipe gigante e de equipe pequena.

    A gente escolhe se aceita ou nao as condições de trabalho. A gente é que negocia a nossa troca com a agencia. Dinheiro paga algumas coisas de vez em quando. Negocie bem. Seja feliz até a medida que você quiser trocar saude, vida pessoal e poder aquisitivo.

    O que me incomoda é vender o modelo.
    Fazer um vídeo onde não se fala sobre o trabalho, e sim sobre o modelo ou local de trabalho são escolhas míopes e irresponsáveis com o mercado.

    Estudantes vão procurar trabalhar em lugares com videogame. Em lugares super legais.
    Eu nao preciso estar de terno ou tenis pra trabalhar e ser criativo e útil.
    Eu nao preciso de videogame pra criar campanha pra absorvente.

    Casa e Loccaco divulguem também seus Reels por favor. Esse é um video que vale ser feito e analizado.

  84. Gabriel R. disse:

    Detalhe… maioria dos personagens do vídeo da casa são chefes ou diretores… ou seja… e os calangos? acho q são eles que viram a madrugada trabalhando e não esses que estão no vídeo. Por isso a felicidade das criaturas… Em quanto eles estavam brincando de fazer video feliz de quem se prostitui, os burros de carga tavam trabalhando a 4 dias sem dormir.
    Felizes? Será?

    Muito divertida e feliz a vida nessa agência…

    • Anônimo disse:

      Cara, já trabalhei lá e infelizmente tem funcionários falando bem, mas a maioria é porque se vê obrigado para não sofrer represálias e uma minoria é por estar muito iludido com esse sistema!

  85. Pedro disse:

    Acho muito boa a discussão. E penso que esse agência way of life já virou uma cultura praticamente
    irreversível, o que para mim explica também o por que da profissão ser tão jovem.

    No início realmente é lindo virar noite, principalmente se o resultado é bom, porém o tempo passa e as prioridades mudam também. Não concordo mais com essa maneira de trabalhar, e isso só prova que
    as agências na verdade são totalmente carentes de processos e organização.

    Muita gente coloca grande parte da culpa nos clientes, porém o cliente não tem obrigação nenhuma. Ele quer resultado, e se a agência abre as pernas, a culpada passa a ser semente ela. Quem presta serviço
    deve se responsabilizar.

    • Renzo Fernandes disse:

      é uma profissão jovem, onde os que abandonam, abandonam jovens também, ou vai me dizer que sempre tem um diretor de arte com seus 50 anos de idade. ninguém aposenta nessa profissão.

  86. Digão disse:

    Alguém que manja, inicia um blog free com comentário anônimo liberado pra todo mundo denunciar agências que praticam essa violência, contando histórias, etc. Coloca o endereço aqui e todo mundo divulga pros conhecidos. Vamos fazer alguma coisa pra dar um fim nisso!

  87. Yeshua Emanuel disse:

    Ninguém fala do Googleplex que transforma todo mundo em workaholic?

    Esse é um novo meio, um novo rumo do trabalho, a aproximação de tudo. Como disseram lá em cima, a intenção nao é substituir o lar das pessoas e acabar com sua vida social, mas só fazer um ambiente de trabalho agradável.

    Estou em 1 dos vídeos, me encontrem e ganhem 1 pirulito! [2]

  88. Igor Martins disse:

    O que tem trabalhar até altas horas da madrugada? Os resultados e/ou os prêmios compensam isso =)
    E na boa… agência de publicidade ou mídia que nunca ficou até pelo menos 23h e comeu pizza não pode ser considerada agência, é apenas um modelo de agência.

    • Ronaldson disse:

      É se a pessoa só busca prêmios pra colocar na prateleira e se amostrar pros amigos…relamente deve ser muito legal….mas pra quem quer se sentir bem e feliz fazendo o q gosta, prêmios é o mínimo…

  89. Cláudia disse:

    NOJO dessa EXPLORAÇÃO.
    Enquanto isso os donos andam de helicóptero.

  90. marcelogavini disse:

    Aquela sensação heróica é bacana quando se é estagiário. Quando a coisa começa a pegar pra valer, é outra conversa. Por isso que publicitário tornou um ser fechadinho no seu próprio grupinho – raríssimas as exceções – esquecendo do mundo que existe lá fora.

    Um caso exemplar é o do Tomás Lorente: sempre se matou de trabalhar, virou noite pracaralho e passou a vida praticamente dentro da agência. tudo bem que se tornou um dos caras mais admirados e premiados, mas todo mundo sabe (e lamenta) como essa história de repente termina. Culpa dessa nossa vidinha.

    Esses são apenas alguns dos motivos que me fizeram parar de trabalhar em agência, a não ser em frilas esporádicos. Dá saudade da bagunça de vez em quando, mas especificamente nesse casso, o crime não compensa.

  91. Não li porcaria alguma postada acima, porque morro de dó de todos vocês e esse é o preço pra quem quer ser famosinho e ter confete sobre sua alma o dia todo. Vaidade não enche barriga m/

  92. Rogério disse:

    Amigo, para quem trabalha com TI, essa rotina de horas de trabalho de publicitário é fichinha…
    aliás, grande parte dos profissionais hoje acaba emendando rotina profissional com pessoal, haja vista como cresceu enormemente o divórcio no Brasil. Infelizmente, o mercado exige cada vez mais do escravo, ooopss…. profissional e não é só com Brasuca não… Um abraço.

  93. tony disse:

    Uma boa ode ao glamur exagerado da nossa profissão, no Brasil. Extendeu-se pelos comentarios, e só lamento por quem estiver lendo este do trabalho, de madrugada. A agencia onde construo o prisma profi da minha vida [não, pra mim vida é uma só, que tem todo o resto e o profi é uma parte delas, principalmente quando um ajuda o outro a manter-se!] tem o religioso horário das 8h30 às 18h, e qualquer que seja a pendencia para resolver o mundo não acabará nem o cliente nos trocará, fica pro outro dia [aqui ou os clientes são parceiros, ou vão atrás de fazedores de favor!], após o devido aviso. Já levei trabalho pra casa, já fiquei mais tempo por lá, mas sempre como exceção, com remuneração sempre. O resto, o Zannin disse: menos show pirotécnico, "ai como somos mais legais que voces, somos agencias comercial de margarina", mais reels.

    quando reduzirem o glamur [pq publicidade é apaixonante, mas não é melhor nem pior que qualquer outra profissão pela qual o sujeito se apaixonar!], no job seguinte morre o "profissional que se sujeitaa qualquer coisa". Simples assim.

    No mais, coloquem no jogo o fato de termos gerações [de várias letras] que preferem fugir do que vivem a viver sem fugas, e encontramos algumas respostas não só do "modelo do mercado" [que adianta ir pra casa se não se dá bem / não gosta / não quer estar lá? bira trabalhar que é "mais legal"], mas pra varias outras "curvas" sociais, nas mais diversas categorias profissionais. Mas isso é outro assunto…

  94. Pedro disse:

    O publicitário brinca em serviço, em contra partida ele trabalha na folga.

  95. Lucas Marçal disse:

    Para mim é simples, se você não gosta de ficar depois do horário então acho melhor vc virar bancário!
    Bj me liga!

    • joana disse:

      Você deve ser dono de agência né? É por causa de profissionais como você que estamos onde estamos! Pensamento pequeno e egoísta que precisa mudar já. Feliz é o bancário então, que ganha melhor que você e vai embora curtir a vida depois das 18h.

  96. Lucas Marçal disse:

    Para mim é simples, se você não gosta de ficar depois do horário então acho melhor vc virar bancário!

  97. Cesar disse:

    Por isso que fugi da vida em agência e do mundo das ilusões

  98. Jean disse:

    O melhor é ver que existem agências como a Luccaco querendo mudar o jogo e com coragem de dar um tapa na cara de uma "multinacional fodona". Estão de parabéns. Quem é sério não tem que ter rabo preso.

  99. fabiano magalhaes disse:

    juntar as duas coisas em uma só seria pedir muito? eu adorei a descontração (mesmo que forçada da CASA) mas adoraria não ter que trabalhar depois do meu horário por camaradagem – sem hora extra pra ser mais claro. Porque por mais que eu adore trabalhar na agência, e ter grandes amigos, nada se compara a estar na minha própria casa fazendo nada a não ser o que eu quiser no horário que eu quiser. Virar noite, uma vez ou outra (ganhando por isso), ainda vai. mas viver no trabalho e respirar trabalho e SER o trabalho pra mim não dá. Por isso o ideal seria a junção das duas. um local bacana e com respeito.

  100. Luís Henrique disse:

    Creio que é só botar essas agencias na justiça quando for demitido exigindo tudo que lhe é direito, que essa farra acaba. Porque é tudo causa ganha! É só denunciar que os relógios de ponto ficam em outros lugares, que recebe a folha de ponto pronta, que vira a noite trampando, que fica sem almoço, sem jantar, sem famlia…enfim….qquer advogado decente adoraria pegar esse tipo de causa, pois é dinheiro fácil…não dá para esperar algo mudar, promova a mudança, libertem-se escravos!!

  101. Durva Simão disse:

    Agora são 17h. Hoje de manhã fiz um desenho de um projeto de home theather para a minha sala e depois fui à marcenaria. Dicutimos o projeto, acertamos o preço e combinamos a entrega. Voltei pra casa por volta das 14h, almoçei, conversei um pouco com minha esposa, brinquei com o gato, depois liguei o computador e entrei aqui no B9 e fiquei lendo esses posts e comments. Agora, vou começar a trabalhar em um job que tenho que entregar amanhã. Eu sou freela, trabalho em casa, sozinho, pra 2 clientes basicamente. Não ganho fortunas nem prêmios nem glamour, mas não troco essa condição por nada, em agência nenhuma, por mais parecida com uma "casa" que ela possa ser.

  102. Gledson disse:

    Na área de TI até dar para entender esse negocio de ficar mai um pouquinho e ir ficando e ficando…até o sol raiar(quando um servidor cai, por exemplo).
    Qual a emergência que um publicitário pode ter?

  103. Bruno S. disse:

    Gente, vocês não entenderam nada! Esse filme da agência Casa é uma grande piada interna! Numa dessas inúmeras madrugadas, algum diretor de criação da agência teve a brilhante idéia de usar a METALINGUAGEM! Ou seja: "vamos fazer um filme publicitário vendendo nós mesmos". "Vamos vender sonhos, fantasias e mentiras de um jeito bonito." "vamos convencer o público de que é legal trabalhar de madrugada e de fim de semana." "vamos gravar depoimentos forçados e decorados e editá-los de uma maneira que pareça natural"

    • Rodrigo disse:

      Não sei não heim chefe? Piada mesmo foi da Luccaco, estava explicito, mas o outro… não vi nada de 'brilhante' ali não.

      Ou, fui eu quem não entendeu seu comentário. =]

  104. Lucas disse:

    Sou redator e, se um job chega no fim do dia, prefiro ir embora da agencia na hora certa e voltar com uma ideia boa no outro dia bem cedo. Saio da agência, vivo minha vida, visito algum amigo, vou ao mercado, converso com a faxineira do prédio, assisto tv… e nesse meio tempo eu estarei "trabalhando", pensando em como resolver o que me foi apresentado no final do expediente. Mais hora, menos hora, a inspiração vem, e é bem mais fácil isso fora da agência, pois a pesquisa é in loco. Se tenho que vender algo pra donas de casa, posso ir onde elas estão ou falar com a minha vizinha, pedir uma xícara de arroz pra puxar assunto, enfim. Só fico na agência mais tempo se realmente tiver que ficar, estiver apaixonado pelo job e me pagarem hora extra ou compensarem durante a semana com um turno de folga ou algo assim. Isso que sou iniciante, nem tenho 'cacife' de negar, mas nego. Assim tenho meu trabalho e minha vida em ordem, fico menos doente e com menos olheiras do que essa gente da Casa (até pq não uso o quilo de maquiagem que aplicaram neles).

  105. Anônimo disse:

    Eu teria vergonha de ter uma empresa onde meus funcionários tivessem que trabalhar além do que foi acordado na hora da contratação. Fazendo isso você está desrespeitando a pessoa que contratou. A culpa, na minha opinião, está na cabeça dos proprietários, que não abrem mão do lucro para ter pessoas com uma vida pessoal e profissional saudável trabalhando em suas agências. Sinto realmente pena de quem acha que seu funcionário deve trabalhar além do horário e aos finais de semana.

  106. Aqui agente tem horário!!! Refação Não!!!!!
    agente organiza o trabalho…

    Achei demais este posto que me fez refletir sobre o mundo publicitário atual.

    Todos os comentários estão de parabéns.

    Eu, felizmente escolhi meu próprio caminho e estou liberto a lei áurea publicitária.

    Mascarar uma agência como se fosse sua casa? Horário de trabalho é horário de trabalho.

    Posso por minha cama kingsize ao lado do meu computador? não?
    Então eu quero fazer coco em casa!

    Pena que a lei é falha, pois muitas agência não pagam hora extra, banco de horas é pra enganar zumbis.

    Pão e circo infelizmente.

    Doe sua alma para uma agência de publicidade. E ganhe em troca nenhuma garantia de reconheciento pois a hierarquia não muda, Sangue azul é sangue azul.

    Ps: olha as olheiras no 1o vídeo…kkkk…vários momentos felizes de funcionários falando sobre o que gostam, porque se tivesse que falar da agência….aii…

  107. Gustavo disse:

    As agências que aplicaram o sistema de flexibilidade em horários, de permitir noites viradas e trabalhos aos finais de semana, sem horas-extras, premiações ou banco de horas, desvalorizaram o funcionário e tornaram o nosso mercado em uma grande putaria! Essa é a mais pura verdade. E claro, muito disso é culpa dos próprios publicitários que acham tudo isso lindo e maravilhoso. Empresas, levem a sério a carga horária de seus funcionários. Funcionários, levem a sério a carga horária de vocês. Isso não significa perder o prazer de trabalhar. Depois de passar pela Ogilvy (ambiente descolado, onde passávamos inúmeras noites viradas), Magazine Luiza (um lugar totalmente careta e formal em que tinha hora pra entrar e sair) e por outras grandes e pequenas empresas brasileiras, estou em uma agência no interior. Aqui, é exige horários de entrada e saída. Mesmo assim, somos amigos, somos parceiros, jogamos wii, tocamos violão, disputamos ping-pong, contamos piada, criamos, ralamos, suamos, passamos raiva e alegria. Como deve ser todo bom lugar de trabalho. Ainda assim, temos vida social, convivo com meu filho de 3 meses, com minha esposa, minha família e amigos fora do ambiente de trabalho. Consigo marcar meu futebol e meu basquete durante a semana, um jantar ou uma cervejinha com os brothers. Além de encontros e churrascos aos finais de semana. Tudo isso não me faz menos ou mais criativo e/ou profissional do que qualquer outro publicitário que mora na agência e acha lindo virar noites ali dentro (algo que já fiz muito!). Publicitários, enquanto cada um não mudar seu estilo de vida, contentem-se em terminar sua vida assim: trabalhando mais e ganhando menos do que qualquer outro profissional credenciado em seus órgãos e sindicatos. Tenham vida!!! Eu consegui recuperar a tempo a minha.

  108. Rafael disse:

    Odeio esse climinha esteriotipado!! Sinergia falhada!
    E essa coisa de ah nao da nada trabalhar fora do horario. Dá sim , é ruim, prefiro ta em casa na hora de tá em casa. Esses felizinhos aí que estragam o mercado, por isso q tá tudo errado.

    Mercado de merda. heheheheheh

  109. Roberto W. disse:

    So digo uma coisa: que vergonha dessa agencia Casa.

  110. Ed Britto disse:

    Acredito que um bom profissional precisa valorizar seu tempo. Se você dedica tempo a mais está investindo, é importante existir uma oportunidade clara de lucrar a mais com isso, e é necessário perceber que todo investimento tem seu risco, vale mesmo a pena? Não trabalho com publicidade, mas numa área que encontramos o mesmo tipo de problema, pressão pra saber quem é o campeão e horas a mais indo pelo ralo. Concordo com ambientes confortáveis, recheados com brinquedos e referências, concordo com a flexibilidade de horários, ainda assim a base de tudo é a troca. Se cobro uma moeda por um peixe, porque entregaria dois ou três peixes ao receber uma só moeda? A urgência, a concorrência, o senso de oportunidade, e até mesmo a vaidade, muitas vezes são ilusões sistematicas roubadoras de tempo.

  111. Fernando disse:

    Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?

    Eu já trabalhei na agencia casa, antiga midia digital e o vídeo mostra o que realmente é! Não mudou nada!

    A agencia ilude os funcionários com xbox 360 e com esse clima “pseudo-aconchegante” entre amigos (ter um ambiente saudável é o mínimo que uma empresa deve ter)

    Paga um salário baixíssimo e aumentos ficam só na promessa! São autênticos políticos.

    A agencia enriquece, cresce e você fica estagnado.

    Vira noites e noites e recebe só um simples obrigado.

    Se você se recusar virar a noite olham torto e dizem que você não veste a camisa e que os deixa na mão (como se eles não deixassem você na mão!)

    Na casa você não sua a camisa, você sangra… este é o lema

    Se você gosta de sofrer e não ter reconhecimento, aí fica a diga, mande seu currículo para a agencia casa e seja feliz!

  112. Paulo mendes disse:

    Acho que seria legal o Ministério do Trabalho fazer uma visita na Casa.

    • Carlos Cunha disse:

      o trabalho em 'casa' é uma tendência em muitos lugares. Pena que a tal agência (viram só? até maquiaram os atores) deturpou esse sentido. Os funcionários simplesmente 'se mudaram' para a agência, levando objetos pessoais, como brinquedos, enfeites e…a própria vida.
      Me assustou muito quando uma funcionária disse que, às 2 horas da madrugada, botou pra rolar um som (isso pra mim não denota alegria ou descontração, mas sim, abstração do local de trabalho, uma vez que, para despertar e ainda assim, se manter 'ligada no job', recorre-se a subterfúgios como esses. Quando o pessoal da Luccaco diz que 'vídeo-game eu jogo em casa" e que 'a madrugada serve para se divertir, beber e dormir -coisa que o pessoal 'de casa' não faz', achei muito pertinente. Misturar lazer com trabalho, dá nisso. O pessoal da Luccaco é mais coerente pois, prima pelo planejamento antes da execução. Se isso não acontece, de nada adianta varar madrugadas 'em casa': o trabalho terá sempre que ser revisto. Ora, quanto a planejar é simples: se a maior concentração do trabalho é na parte da noite, que se feche a agência durante o dia, ou, no máximo, coloque um profissional para atender telefone e deixar recado para ser resolvido apenas à noite. Digo isso com propriedade, pois sou publicitário há mais de 15 anos e, apesar de já ter ficado até tarde no trabalho algumas vezes, não deixei que isso se tornasse rotina, afinal, tenho minha vida particular e, se tivesse que escolher um lugar para trabalhar, com certeza seria a Luccaco que respeita o ambiente de trabalho, considerando que todos precisam viver 'em casa'.
      Só um case: certa vez um amigo meu, que estagiou numa agência 'tipo casa', ficou até altas horas para montar um plano de mídia (ele tinha entrado no 'serviço' às 9h00 da manhã). Resultado? No outro dia ninguém pediu o tal 'plano de mídia' para ele. Quer saber mais? Ele saiu de lá e não sabe para quê ficou trabalhando até tarde para montar o tal 'job'. Nem sempre trabalhar demais significa produzir mais. Sem planejamento, não se consegue nada. E não adianta disfarçar com festinhas e café. Trabalho é uma coisa e 'casa' é outra.
      Ministério do Trabalho, não contextualize. Dê uma passada lá em 'casa'.

  113. Kabeça disse:

    Os dois vídeos me pareceram forjados demais. Não podemos nos esquecer que uma agência é uma empresa, que por sua vez, deve oferecer benefícios aos funcionários. E não essa coisa de osmose & lobotomia, todos tem a mesma opinião. Um dia todo mundo vai ter que namorar, casar, ter filhos, comprar um imóvel e se aposentar. E nossas famílias? As pessoas que amamos… sinto falta do convívio além do ambiente profissional. Na propaganda, eu engordei 15 quilos em pouco tempo bancando o descolado que vira noites. Não vi ninguém falando que está ganhando bem ou hora extra. Mas percebi que é um carreira curtinha… só tem jovens trabalhando.
    Não vi um pleno ou senior… só molecadinha…. e cada vez mais jovens!!!!! Vai chegar uma hora que se você fizer 25 anos, vai ter que procurar outra profissão. ACORDEM!
    ps.: este texto não foi revisado… a revisora saiu tarde ontem.

  114. Bruno Nigro disse:

    'Aqui me sinto em casa, com meus amigos'.

    Sempre que leio / ouço essa frase, me pergunto aonde estão todos os amigos que fiz ao longo de todos esses anos em que muitas e muitas vezes, passei do horário e até dormi na própria agência para entregar um job de última hora? Na melhor das hipóteses, o Facebook me lembra que hoje é o aniversário daquele fulano ou fulana com quem eu não tenho contato desde o dia em que escutei do chefe: 'Pois é, não é nada pessoal. Gostamos do seu trabalho, mas acabamos de perder uma conta importante e você, infelizmente, entrou na lista que vai ser desligada do quadro'.

    Trabalho é apenas um meio de você conseguir grana pra viver bem, mas fora do ambiente de trabalho. Não vou pregar a filosofia do Seu Madruga (Não há trabalho ruim. Ruim é ter que trabalhar), mas quem esse povo sorridente e cheio de olheiras quer enganar com esse papinho de unicórnios felizes em suas baias coloridas?! O respeito só vem para quem se dá ao respeito, e isso também vale para o lado profissional. Pensem nisso antes de glorificar o café ou o PS3 que te oferecem em troca de mais horas longe da família, dos amigos e de tudo aquilo que você deveria valorizar e chamar de vida.

    Um abraço a todos.

  115. kitupiras disse:

    Era uma casa muito engraçada.. só tinha muleque fazendo piada… ninguém trabalha lá nela não.. porque os muleques acham que é diversão… ninguém dormia no quarto quente… porque NA casa eles são todos parentes… ninguém está mais saudável não… porque NA CASA comem pizza no chão… mas era feita por um esperto… enganando os tontos… com coca zero…

  116. edo disse:

    Nossa quase chorei quando o vi o video da Agência CASA. De depressão!!!!

  117. Carolina disse:

    Por isso que fiz publicidade e nunca pensei em trabalhar em agência, sempre trabalhei em empresa. Separar trabalho da vida pessoal é fundamental e SIM as pessoas tem que receber hora extra.
    "OBRIGADO" não paga conta!

  118. Fabricio Brochier disse:

    os dois videos são forçados demais.
    vivemos num universo que as coisas acontecem muito rápido, ou seja, tudo se torna "pra ontem".

    cabe a cada um saber o seu lugar e onde quer chegar.

    eu não me adaptei a essa roda gigante……decidir ser freela…….continuo acompanhando a roda…..e as vezes preciso dar uma volta nela…….mas terminando o job….mudo totalmente de horizonte….as vezes me desligo por uns dias….

  119. Carina disse:

    Apos ler os comentarios me pergunto: Onde esta o direito do trabalhador e onde esta o dever do empregador?

  120. Escritório <> Casa
    A resposta pro vídeo acima é: GET A LIFE.

  121. Foster disse:

    Bom, vou falar pela minha experiência: sempre trabalhei em produtoras que eram normais virar noites, passar do horário e comer uma pizza ou comida chinesa como compensação.
    Felizmente tive a oportunidade de trabalhar em 2 lugares "iguas" e "diferentes" ao mesmo tempo; explico: iguais pq tratavam o funcionário bem, em uma passou do horário tem extra, na outra, não se passava em hipotése nenhuma.
    A diferença: uma tinha grandes clientes a outra não (mas essa, trabalhava com varejo). Enfim, o profissional era sempre respeitado em ambas. Acho válido e justo você de fato conversar com agências e clientes e em cima disso fazer um planejamento real do tempo que irá demandar cada coisa. se precisar esticar que seja em casos raros e que também seja remunerado por isso. Hoje, possuo uma produtora quem estica somos eu e o sócio, mas os funcionários saem no horário, sempre. Buscamos ter esse lance de "Casa" mas para deixar o ambiente de trabalho com a cara de cada profissional e não de "ser a casa do profissional". É comum nas ilhas terem bonecos, brinquedos, revistas… mas 18h todo mundo vai pra casa; é apenas algo para descontrair ou ter um "passatempo" na hora do render ou no tempo ocioso. Esse lance da Casa é pura fantasia e medo de perder emprego. "Eu me sinto em casa" "eu moro aqui". Não, isso não existe. Faço arte marcial e malho com alguns dos funcionários e fora da produtora não existe "tal coisa eu faço amanhã" ou "tal cliente blá blá blá". Somos amigos, parceiros e fornecedores e sabemos bem diferenciar toda a situação. é isso. A propósito, apoio a campanha ai sugerida do B9 bater de frente com as grandes ou uma lista dos "piores lugares pra se trabalhar" ajudaria todo mundo. :D

  122. seguesuanaunews disse:

    muito bom, pena q nem todas são assim.

  123. George disse:

    Tem um detalhe que não sei se alguém comentou, mas impressionante como o "Urgente!" nunca é tão urgente assim, a emergência não é emergência, o cliente que pede pra ontem, quando recebe o trabalho nem sempre olha e confere o trabalho na hora, às vezes vai dar atenção 5 dias depois, "Quando tiver um tempo, te retorno." Então existe uma falsa idéia de heroísmo como satisfação momentânea do ego.
    Trabalho em agência, mas não viro noite. Noite é para o corpo se recuperar, descansar. Quem acha legal, cool, virando noite tomando café e comendo pizza no trabalho, por ser jovem ou qualquer outro motivo, não está percebendo o grande erro que está cometendo com a sua própria saúde. De acordo com diversos estudos médicos e terapêuticos, o fígado está mais sensível depois da 01h da manhã, o estômago entrou em modo de descanso, não é hora de trabalhar/digerir. Como diz o ditado popular, cada um colhe o que planta, essas pessoas podem não sentir alterações em sua saúde agora, mas a conta chega para todos, mais cedo ou mais tarde.

  124. George disse:

    Ouvi também que uma agência está adotando a seguinte postura: 19h30 desliga a força do prédio, se você não terminou o seu trabalho é porque você não trabalhou corretamente durante o período de trabalho, e praticamente expulsam os funcionários, forçando-os a continuarem no dia seguinte ou trabalhar com mais atenção e melhor rendimento no horário de se ter mais atenção e rendimento. Eles não querem pagar nem hora extra, nem conta de luz extra, empregador que faz funcionário virar noite com toda certeza desconta os extras de gastos nos salários dos funcionários, não de seus próprios bolsos.

  125. Eu tenho pouca experiência em agências mas tive a oportunidade de passar por duas bem distintas em tamanho, organização e claro $$$.

    Em ambas, fiquei até tarde poucas vezes. Sou do tipo de pessoa que tenta ao máximo usufruir o tempo necessário para realizar as atividades. O que acontece é uma questão cultural. O cliente não se planeja, pede tudo com urgência, a agência aceita e cobra dos setores e por aí vai.

    E o pior: Tem gente que se orgulha de ficar até tarde em agência.

  126. Ronaldson Nunes disse:

    Sempre gostei de trabalhar com criação ou achava que gostava, sei lá…só sei que com o tempo e com as entrevistas que fui participando ao longo da minha breve experiência profissional percebi que era tudo ilusão…agente imagina uma coisa quando está estudando, fazendo cursos e assistindo palestras…mas na prática é bem diferente! Em três agências q fiz entrevista…os donos sempre me diziam geralmente a mesma coisa logo de cara: "aqui é assim, tem hora pra chegar, mas não tem hora certa pra largar" e acabamos aceitando porque não conhecemos nada, é tudo novo e tal…você se sente o cara! "poxa, sou diretor de arte" que merda! tá certo q dependendo da agencia voce ganha bem…mas será q está feliz? talvez sim… mas eu definitivamente não me enquadro neste perfil….É uma questão muito pessoal, mas que pelos comentários aqui postados vejo que não estou só na minha opinião! Temos que mostrar pra estas agências que somos capazes de terminar um job com hora pra acabar e se não der, a vida continua no próximo dia!

  127. Henrique disse:

    Não trabalho e jamais trabalhei nessa área. Fico feliz em saber que minha família não é uma agencia de publicidade. Minha família é minha família.

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