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Mais_do_Mesmo.ppt

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Fui a algumas palestras de Redes Sociais nos últimos anos e sabe o que notei que mudou? Talvez apenas alguns nomes. E só. Os discursos continuam os mesmos desde 2005. Mas isso não é um privilégio de quem acompanha as redes sociais. Isso já acontece com eventos de comunicação  há anos. Não é a toa que temos coisas sensacionais como keynote bingo e etc. As mesmas palavras, os mesmos jargões e até mesmo os mesmos resultados. Bem, não totalmente iguais mas o resultado final de conseguimos mais X, Y e Z sempre aparece. Lembra do vídeo case do aniversário infantil? É exatamente isso. Continuamos repetindo as fórmulas. É uma coisa até meio maluca. Repetimos os erros e esperamos um resultado diferente.

A internet nos deu acesso a palestras do TED, 99% e várias outras que nos surpreendem com conteúdos diferentes e com coisas que não pensamos.

Então, beleza. Agora o que está faltando nas nossas palestras de comunicação e Redes Sociais? Exatamente isso. Conteúdos diferentes e desafiadores. Tenho visto apenas mais do mesmo e isso não é porque, no caso de redes sociais, a fase do nosso negócio é quase embrionária se compararmos com outros segmentos mas é inadmissível que um evento focado no mercado de Redes Sociais só tenha palestras para leigos. É inadmissível que ninguém reclame da superficialidade das palestras. É inadmissível que os palestrantes apenas repitam suas apresentações e não apresentem nada novo. É inadmissível que os palestrantes não perguntem quem é a sua audiência e qual o nível de conhecimento dela. Muitas vezes isso não é possível. Mas em várias outras, é.

Quero ver um evento em que não se apresentem cases de sucesso. Quero ver um evento que saia do lugar comum. Quero ver um painel sobre os erros de uma ação e como poderíamos corrigir esses erros e até reverte-los em acertos. Quero ver um evento em que nem os palestrantes, nem as pessoas da audiência que perguntem algo façam jabá.

Acho que esquecemos o básico porque nós, que trabalhamos com comunicação, e que reclamamos quando um briefing não vem redondo ou que faltam informações básicas para realizar o job, não fazemos essas mesmas perguntas quando nos convidam para ministrar uma palestra ou aula. Se fizéssemos essas perguntas antes, se tivéssemos o nosso briefing padrão, talvez conseguíssemos atingir uma nova fase nos temas das apresentações, no debate de determinados assuntos e, no final das contas, melhorar o próprio mercado. Porque se nós não educamos e valorizamos o nosso mercado, como esperamos que quem está de fora o faça? Se nós deixamos que discussões que começaram em 2006 perdurem até hoje, que mensagem estamos passando para o mundo? Se nós que trabalhamos com isso e estudamos esses temas não nos preocupamos em mostrar que as coisas evoluem, como poderemos exigir que o cliente aceite ideias mais ousadas? Nós temos que fazer a nossa parte para que as coisas andem. Nós precisamos de eventos apenas com as pessoas que já falaram sobre o início do nosso mercado antes falassem de como está o mercado hoje. Precisamos saber o que já mudou e nós não notamos.

Eu queria ir num evento em que o Mauricio Mota se aprofundasse mais no tema Transmídia, que caras como o Ian Black, Alexandre Inagaki e outros falassem de erros de ações que fizeram e como eles analisariam os motivos de não ter dado certo. Que debatêssemos métricas de uma maneira madura e falando sobre usos interessantes das ferramentas que temos disponíveis, que o debate sobre boas práticas saísse do óbvio e que criássemos algum tipo de auto-regulamentação no nosso mercado. Hoje todo mundo faz o que quer, e esperamos que o consumidor regule o comportamento errado das empresas, mas podemos nos vigiar também. Queria que rolasse uma organização para montar um manual de boas práticas, essas que todos nós sabemos que existem informalmente e que seguimos mas que sempre vendemos como se fosse algo único nosso. Eu sei. Está tudo na internet mas tem muita coisa que não está. E isso é baseado na nossa experiência nesse mercado. Por isso os erros continuam acontecendo. É um conhecimento tácito que se não dividirmos vamos continuar nesse ciclo.

Parece bobagem mas é isso que vai fazer com que o mercado evolua. Temos agências que não sabem o que fazer, publicitários que acham que sabem como funciona e clientes que acham que sabem o resultado que precisam. É uma falácia. Claro, temos muitos profissionais que sabem e que geralmente são os que fazem com que o mercado dê alguns passos a frente. 

É a mesma coisa que um evento de medicina ter palestras sobre como fazer um curativo com gaze e esparadrapo. Temos que começar a subir o sarrafo, mostrar que tem mais coisa legal que uma introdução ao tema X repetido por 20 pessoas diferentes. Pouca coisa mudaria se não começassem a falar de outras técnicas mais evoluídas. O fato de não termos um curso formal de redes sociais ajuda a manter esse nível de debate. Precisamos de apoio na educação de novos profissionais mas sem comprometer a evolução dessas práticas.

Enfim, esse é apenas um desabafo…

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  • http://www.midiatismo.com.br Dennis Altermann

    Eu apontaria como um dos grandes problemas também o fato de o público ser "comum", você não vai entrar em transmídia quando 70% da plateia nem sabe o que é Twitter, não vai falar de crowdsourcing quando a plateia não sabe o que é conteúdo colaborativo.

    • http://www.twitter.com/tatianatenuto Tatiana Tenuto

      Concordo com você, Dennis, mas acho que eventos de mídias sociais como o SMW e o SMBR, por exemplo, não deveriam ter debates tão rasos. Tenho procurado cursos, oficinas e seminários na área que tenham o conteúdo programático detalhado, pois uma vez me inscrevi em um curso de "monitoramento de mídias sociais" que não falou de métricas!
      Em contrapartida, já conversei com profissionais da área e a dificuldade que eles normalmente relatam é que, na hora de montar um curso de nível avançado, a dúvida é o tipo de público que irá se inscrever. Talvez por isso esses cursos avançados sejam tão raros. Como preparar um curso avançado e ter 40% de alunos que mal sabem o que é Twitter? Ou, como evitar que pessoas "leigas" se inscrevam em cursos avançados?
      O texto do Daniel é bem pertinente. Em cursos que participo, sempre envio um email com meu feedback. No caso do de monitoramento que citei, enviei a crítica para o diretor da escola de comunicação e nunca recebi resposta dele. Agora, penso mil vezes antes de fazer um curso da empresa dele.

  • Fidel

    VIVA LA REVOLUCION!!

  • http://twitter.com/jopapa @jopapa

    Excelente texto. Os grandes eventos repetem a mesmice, sempre com os mesmos palestrantes, as mesmas figurinhas repetidas do Proxxima. Cada vez mais teóricos, e menos praticos. Mais celebridade do mercado, acadêmicos-punheta do que profissionais atuantes. Parece até que tá faltando job. Cansei do blah, da tentativa descarada de enrolação usando palavras-chave para esconder a falta de argumentos. É muito slide com bolinhas e setas, e poucas conclusões objetivas. Obrigado por abrir o tema a discussão.

  • http://www.vimeo.com/7807636 Fidel

    VIVA LA REVOLUCION!!!

  • pattybraga

    Pelo jeito, o Daniel andou pelo #SMBR2011 semana passada….
    Só faltou dizer que seria bom um evento de mídias sociais COM wifi para os participantes!
    =)

  • http://twitter.com/formagio @formagio

    Sou o responsável direto pelo SMBr e concordo com 99% falado. Sabe o que são os 1%? vou te explicar com calma.

    Confesso que seu discurso é bonitinho, já ouvi ele, sei lá… umas 500 vezes… esta semana…

    Todo mundo diz estar cansado de ouvir mais do mesmo, ai colocamos duas salas paralelas, uma falando de Facebook/Like e outra sobre sociologia com Marcelo Coutinho que dá uma voadora em qualquer pessoa, sabe o que acontece? o cara ao invés de sair da mesmice e ir ouvir sobre sociologia, ele vai ouvir sobre Facebook e reclama que é mais do mesmo. Ok, nós demos a chance dele sair da mesmice e sair da zona de conforto e começar a ouvir coisas diferentes (lembrando que teve um painel EXCELENTE sobre jurídico, por exemplo).

    Ponto 2 (que eu particularmente acho o mais legal): Pessoas vem com o seu discurso ensaiado, reclamando do mais do mesmo, que se tivessem a oportunidade, RASGARIAM de mostrar números que ninguém mostra, mostraria como fazer REALMENTE, que todos os palestrantes são superficiais e etc.

    Ai surge uma chance na grade e quem você pensa em chamar? CLARO, o Fulano que no paragrafo de cima disse que seria O cara.

    Ai ele sobe no palco, sabe o que ele faz? mais do mesmo, exato :)

    Acredite ou não, a curadoria de eventos (PELO MENOS do Social Media Brasil) é composto por excelentes pessoas, idéias incriveis são jogadas na mesa e convidamos pessoas que gostam da idéia e topam, o problema é o EM CIMA DA PALCO.

    Será que EXISTE um conteúdo avançado realmente? será que alguém QUER falar disso realmente? pergunto, pois realmente é complicadissimo criar uma grade consistente para esta área, pois todo mundo diz tudo isso, porém na hora de fazer (palestrar), não sei o que acontece e todo mundo faz mais do mesmo.

    E não estou julgando os palestrantes do SMBr, antes que alguém diga isso, estou dizendo em um geral (afinal eu também vou em eventos).

    Outro ponto, é que dentro de um evento temos níveis e níveis de conhecimento e necessidade, para muita gente o conteúdo foi foda, para outros ficamos devendo. Percebemos ai que há um constraste de conhecimento. Qual a melhor solução? separar por níveis cada sala? separar por mercado? se você é agência vai para cá, se você é cliente vai para lá, portal pode ficar ali.

    Nós pensamos em tudo isso e sempre tentamos testar novos formatos (este ano diminuimos para metade o tempo de palestra (TED da vida) e colocamos metade de perguntas, por exemplo), mas realmente é algo complicado, pois no Brasil, ainda não há pessoas que estão anos luz a frente dos outros e se destacam assim. Então o cara mais ou menos é o cara que foi convidado para palestrar no tópico anterior e não falou nada demais no palco, quem irei chamar então pra subir ao palco?

    Deixo aqui meu "desabafo" sobre a complicada vida de quem vê o conteúdo de uma grade sendo concebida o ano todo.

    Como fiz em vários lugares que tiveram este tipo de crítica, deixo aqui um espaço para quem quiser dar idéias de conteúdo, formatos e etc, ficarem a vontade para desabafar, pois realmente leio tudo que é falado e tento chegar sempre a algum resultado que agrade ao PÚBLICO :)

    Não ache que fiquei bravo com seu post, muito pelo contrário, são estes conteúdos que saem boas idéias nos comentários, só elogios ao evento não me ajudam a evoluir, no máximo a manter coisas que derem certo, mas se eu também quero sair da minha zona de conforto, tenho que arriscar e ouvir muito as pessoas.

    Um grande abraço a todos e obrigado pelo espaço.

    • http://www.brainstorm9.com.br/ dsollero

      Oi Formagio,

      Eu fui no SMBR2011 e achei fraco no primeiro dia e com alguns momentos no segundo. O Marcelo Coutinho foi um diferencial. A Flourish também e gostei da palestra do cara da internet das coisas (esqueci o nome dele). O painel que o Carlos "Obamis" Tavares moderou no improviso também saiu do lugar comum. E me disseram que a sabatina do Eric Messa e José Porto foi sensacional (já tinha ido embora nessa hora). É por isso que eu penso se não seria o caso de dividir ou talvez apenas explicitar que o conteúdo dessa palestra é um pouco mais avançado. Se você está falando de cirurgia no cérebro para quem está aprendendo a fazer curativo com gaze e esparadrapo, o discurso vai ser tão longe que a pessoa não vai se sentir a vontade.

      Independente dos problemas que vocês tiveram durante o evento, só de ter a coragem para fazer um evento desse porte já merece parabéns. Mas continuo com a minha opinião de que um evento que já teve mais de uma edição não pode repetir o mesmo tema para o mesmo público. Se vai repetir o tema, que pelo menos seja com uma abordagem mais avançada do a da edição anterior.

      A idéia desse post era fazer com que as pessoas debatessem e tal. Não foi um ataque ao SMBR mas a todos os eventos que eu já fui e que cismam em repetir assunto e abordagem ano após ano. Pare e pense em quantos eventos você não anotou nada porque tudo o que foi dito é o que todo mundo (que tem o seu conhecimento) já fala e executa. Garanto que foram vários.

      Mas vamos debater e tentar achar um novo formato.

    • http://www.tosempapel.com Leonardo

      Concordo plenamente, o grande problema das redes sociais e comunicação em si é que eles não são baseadas nelas mesmas (diferente de outras áreas do conhecimento) na minha visão NÃO EXISTE GRANDE SACADA , a grande sacada só impressiona a nós comunicadores. Vou dar um exemplo: NETSHOES uma maquina de dinheiro on-line (qual é a grande sacada?) uma montanha de dinheiro em divulgação (uma grande conversão de cliques em compras). Nós temos que estudar sociologia, psico.. e todas as outras logias que estão ai, por que tudo isso nada mais é que relações, e mais relações, depois partimos para comunicação e para ver se a cor realmente vai fazer a grande diferença. __Falo isso porque depois que vi o case da home depo nos EUA, aqui sim é utilização de mídias sociais (facebook like).____Só

    • http://www.aretadobem.com.br Areta do Bem

      Formagio,

      Realmente não é tarefa fácil, conheço seu trabalho e acredito 100% que você tenta inovar no conteúdo apresentado, até mesmo porque um dia você esteve na plateia, um dia você teve sua agência e buscava esse conteúdo, busca as novidades.

      Ter uma sala paralela com um palestrante falando tecnicamente o que "ninguém" quer ouvir por não ser a modinha do momento acontece e muito! Já isso em alguns EDTEDs promovido pela Arteccom.

      Também concordo que foge da sua alçada controlar o que e como o palestrante vai abordar o tema…

      Mas como você mesmo disse, boas ideias nascem assim… quem sabe não "categorizar"/"nivelar" as palestras, pode ser por sala mesmo ou por aí…

      Quem sabe na hora de formalizar o convite ao palestrante, colocar como "critério" ou "diferencial" que ele aprofunde o tema, dando uma ou outra dica ou simplesmente mostrando o porque e como foi o desenvolvimento do case foi feito.

      Bem, é isso! Parabéns pela iniciativa e pela maneira como recebeu todos os feedbacks!

      Um abraço! ;)

    • http://www.blogdeguerrilha.com.br @gfortes

      Formagio, seu comentário mostra a maturidade de quem faz coisas acontecerem.

      Eu tive uma experiência ótima quando palestrei na primeira edição do SMBr e fiquei impressionado com sua capacidade de realizá-lo. Não fui nesta última edição do evento, mas fiquei muito impressionado com este seu comentário. Um texto de empreendedor.

      Acho que críticas são sempre positivas, mas, ao mesmo tempo, falar é sempre fácil, difícil é fazer acontecer. E vc tem feito muita coisa acontecer. Assim como o #B9 tb faz acontecer.

      abs, @Gfortes

  • Bárbara

    Ótimo texto. Sou estudante de comunicação e essa semana em uma 'semana de comunicação' dpois de vermos cases (cases e mais cases) já vistos antes, uma amiga disse: eu quero ver o dia q alguém vai trazer os cases das campanhas q deram errado, pq q deu certo a gente já viu.
    É a história é sempre assim, mais do mesmo.

  • http://www.facebook.com/francogs Franco Gomes Dos Santos

    A Resposta:Pesquisa!!!!! aliás elas existem, números estão disponiveis ao monte, infográfico daqui, estatísticas de lá. Entretanto duas palavras que marcaram este post para mim. Métrica e Educação, precisamos de CIENTIFICIDADE! Esta pauta precisa de mais subsidios cientifícos do que nunca. As redes por sí só estão funcionando e trabalhando, mas quando fala-se de Redes Sociais, a palavra Social não é tão explorada ou não tão divagada no ramo. Devemos voltar um pouco e analisarmos filosoficamente, antropologicamente a interação das ferramentas tecnlogicas que vestem o comportamento social deste novo século! Distante de atrevimentos piscológicos e de grandes visionários, patinaremos nesta inércia digitalizada, tentando entender, assim como bebês a linguagem da comunicação, porém mudos!

  • http://www.facebook.com/pedrohrezende Pedro Rezende

    O grande problema desses eventos é que existem não para debates, crescimento e evolução de ideias… e sim para enriquecer o marketing de quem está produzindo ou de quem está ministrando o evento. O interesse real ali é nada mais que se promover, mostrar o q "eu fiz de bom" e provar por a A + B que "eu sou o cara". Esse é o problema. Diferentemente de eventos como o TED, que é completamente voltado para espalhar ideias. Esse é o mote do evento… Na minha opinião, a mudança vem da motivação em se fazer um evento de mídias sociais. Ou vc mquer mostrar um case ou vai criar um ambiente para debater ideias, apresentar problemas recorrentes e possíveis soluções.

  • inesbarreto

    Ótimo texto, Daniel.
    Eu desisti de ir a eventos de mídia social por enquanto. Pagar R$1.000 para um curso de 6h que vai falar dos mesmos temas que estamos vendo desde (sei lá…) 2007, 2008, não vale o investimento.

  • http://www.rafaelesberard.com.br Rafael Esberard

    Fantástico post! Parabéns!
    Você parece estar saindo da camada Publicitária simples e indo para a camada de Negócios e talvez não tenha percebido… :)
    O que quero dizer é: sempre existirá o conhecimento de massa, seja em um nicho como mídias sociasi, ou qualquer outro como disse em seu exemplo, em medicina, o conhecimento tácito é fácil ser transmitido, não é falácia, mas é facil ser repetido, o risco é baixo, existe grande volume de informação, é só montar o Slide…
    Agora quando saímos do "Oba Oba" da brincadeira de mídias sociais e encaramos como Business, como Negócio, é preciso planejamento, controle, resultado, correções, estudos e invovações…. So que isso meu, mais novo amigo Daniel, pouca gente fala… se fala é para um público seleto, "pulos do gato" poucos liberam…
    Esse ano eu vou fazer o discurso de abertura do Forum Nacional de E-Commerce, e vou dar uma leve "chamada" tipo essa para abrir os olhos de empresários e profissionais da área, tem muitas frentes a serem discutidas e estudas… tem MUITA gente falando, POUCAS fazendo e RARAS pensando e estudando…

    Abs
    @rafaelesberard

  • http://www.joaomorisso.com João Morisso

    um post mto lúcido. parabéns.

  • http://twitter.com/josealbrecht @josealbrecht

    Muito bom.
    Me lembrou o papo de cliente: "quero algo inovador, inédito, de alto impacto e baixo custo".
    É o que todos queremos.

  • Gustavo Yamada

    Otimo texto. Em todas as palestras que participei sobre mídias e redes sociais, sempre tentam nos impressionar com vídeos cada vez mais bonitos e números cada vez mais assustadores. Cases de sucesso em que houveram envolvilmento da agência que o palestrante trabalha e sobre cases que foram falhos de certas marcas.
    Ao mesmo tempo em que defendem a transparência na internet, os profissionais deveriam ser mais transparentes perante o público que esta presente em suas palestras e demonstrar todos os passos para a construção não só do case de sucesso, mas de sua carreira… Todos deveriam aprender juntos nesse campo que se inova em alta velocidade.

  • Anderson Viana

    Era o Post que faltava no B9.
    Abriu um vespeiro ao tratar da acomodação do mercado em trazer receitas de cupcakes.
    A verdade é que o mercado está uma BOSTA. Muita gente falando (e fazendo) asneiras, sem planejamento nem métricas. Apenas repetindo fórmulas batidas e saturadas.
    Os discursos das agências são iguais, pasteurizados e formatados para impressionar o cliente e ganhar aquela conta. E o que vai ser entregue a massa é o mais do mesmo.
    Os cursos então…. bullshits e mais bullshits.

  • zelenski

    Muito bom. Mas esse cenário se extende para outros campos, como blogs de comunicação que só abordam o óbvio. Sobram posts de "10 dicas de como sua empresa deve agir nas mídias sociais", que só falam coisas óbvias. E também há a demanda para isso, né? É só ver os tweets de participantes de congressos e palestras, divulgando "Um líder deve motivar seus companheiros de trabalho", como se fosse uma super novidade.

    Muito bom o post.

  • http://www.behance.net/skafandro Carlos de Aguiar

    Concordo! A maioria dos palestrantes fazem um "showoff" de um conhecimento ralo, buscando nos fazer crer que eles sabem mais do que nos apresentam. Mas no fundo o que é apresentado é tudo aquilo que sabem. O objetivo destas palestras não é outro, se não, atrair novos clientes e fãs que não teem conhecimento algum sobre o tema abordado.

  • http://www.facebook.com/jpbalthazar João Paulo Balthazar

    Cara, hoje acordei pensando em publicar um post em Grupos digitais do FB perguntando se existe algum evento ou seminário para profissionais de marketing digital justamente pelas mesmas razões que você apresentou no seu 'desabafo'. Falar muito mais do "Como' e não 'O Quê' e 'Porque'.
    Nota 10! Vamos nos unir e criar um evento que nos atenda então? Fica a sugestão.

  • http://www.rpgvale.com.br/ @O_RPGista

    Quer saber aonde está outro foco desse "mais do mesmo" ? Nas faculdades, pois temos por aí centenas de cursos de social midia, marketing digital e (até) faculdades de comunicação social que entram nessa febre de inserir Redes Sociais em sua grade, mas sem professores que entendam ou que vivam esse lance realmente. Aí formam-se tantos "especialistas" no assunto que vão ao evento e não entendem nada do que está sendo discutido, por isso não criticam esse "mais do mesmo" e por isso os palestrantes acabam tendo que nivelar por baixo (ainda). Claro que não é o único motivo, mas é um forte.

  • Marcos Souza Aranha

    Ai Dani, blz o post!

    Talvez eu discorde na percentagem, mas com pouca distorção – risos.

    Deixo uma reflexão a todos que querem o inovador e o surpreendente.
    Faltando 6 meses para acabar 2011, pare e pergunte a si mesmo: o que eu fiz este ano de diferente, surpreendente, Inovador, Criativo, algo que saiu da mesmice deste mundinho com mentalidade restrita?

    Depois, compartilhe o que nunca foi dito e mostrado, que eu quero conhecer.

    Boa noite!

  • http://www.issovira.blogspot.com Rogério Vairo

    Sollero,

    Apesar de não concordar com tudo que foi dito, achei excelente você ter iniciado essa discussão.

    Pra mim, redes sociais é muito mais ANTROPOLOGIA do que ROI. É interatividade e comunicação. Rede social sempre existiu, o que muda é a plataforma (hoje muito mais dinâmico e imediato com Facebook, Twitter e CIA).

    Muitos marketeiros continuam pensando que estão le dando com CONSUMIDORES nas redes, e na verdade deveriam le dar com PESSOAS. Este é o segredo da comunicação 3.0 (Philip Kotler).

    Para se fazer uma boa campanha deve-se, primeiro, identificar os paradoxos dos clusters !! A partir daí, planejar uma boa campanha (integrada com a identidade da empresa).

    Concluindo: Pra mim, o único segredo das redes sociais está em entender a sociedade atual. Cases sempre irão existir, e muitos marketeiros sempre falarão besteiras. Antes de buscar referências em redes sociais, tente buscar especialistas em PESSOAS.

    Só alegria Daniel. Já estou no seu Twitter.

    Grande abraço !

    • http://www.brainstorm9.com.br/ dsollero

      Oi Rogerio,

      É exatamente o ponto. As pessoas não olham para sociologia e antropologia. Elas olham para as ferramentas e esquecem que redes sociais simplesmente amplificam o alcance de coisas que já fazíamos antes.

      Nós já reclamávamos para os amigos quando tínhamos problemas e comentávamos quando aparecia uma propaganda boa ou uma novela boa. Pessoas buscam assuntos para comentar/interagir com as outras.

      Queria que as pessoas lessem "A representação do eu na vida cotidiana", que estudassem o que PR vêm fazendo desde sempre ao transformar conteúdo em notícia e tal. Mas, na boa, isso tem muito de responsabilidade da faculdade e muito de falta de vontade de alunos que não entendem que isso é mais importante do que saber a última ferramenta do mercado.

      Putz! acabou virando outro desabafo. Mal aí :P

  • http://www.facebook.com/people/Matheus-Alcântara-Oliveira/100000334626449 Matheus Alcântara Oliveira

    achei do caralhooooooo

  • http://www.facebook.com/EstevaoRizzo Estevão Rizzo

    Vou pontuar um motivo pra esse "mais do mesmo" que pelo que vi ninguém citou…

    Fazer uma palestra FODA da trabalho pra caralho!

    Quando nós vamos a eventos como o SMBR, nós queremos ver os "famosos" falando e esses famosos além de trabalhar, dão 1092348947 palestras por mês.

    Agora me respondam… como fazer tudo ao mesmo tempo e ainda fazer a tal palestra FODASTICA que todos querem ver?

    Eu estive em vários eventos esse ano e por isso acabei vendo os mesmos palestrantes dando exatamente a mesma palestra em todos! Prq? Pra fazem 378475657 palestras e não tem tempo de fazer algo complexo! E ainda assim quando não vemos os nomes deles num evento falamos: "Nossa, não tem ninguém conhecido nesse evento… vai ser uma merda!"

    Não estou acusando ninguém… eu mesmo dou aulas em cursos de Marketing Digital e palestro… e já me deparei varias vezes com o problema de não ter tempo de preparar algo "NOVO" e acabei fazendo "mais do mesmo".

    Então acho assim… vamos parar de ser hipócritas… as palestras dos eventos só servem pros novatos… quem já é da área vai pra eventos encontrar com amigos da área e bater papo!

    Tirando o fato de que não teve WiFi no SMBR, eu achei q o evento estava tão bom como o do ano passado… eu encontrei com todos que eu queria encontrar! E pra mim a melhor parte do evento foram as desconferências que rolaram no hall e os bate papos com quem realmente bota a mão na massa no dia a dia e não os famosos que dão tanta palestra que nem lembram mais como é o dia a dia da coisa!

    • http://www.brainstorm9.com.br/ dsollero

      Excelente ponto.

      É realmente muito difícil fazer uma palestra para cada evento. E, no geral, tendemos a reaproveitar slides e algumas ideias sempre.

      Mas e se o evento fosse para a galera que você conversou nas desconferências no hall? Aí você teria mais vontade e procuraria tempo para fazer algo legal.

      Se te chamassem para o TED, garanto que qualquer um arranjaria tempo para fazer uma apresentação foda.

      E network, hoje em dia, é o principal motivo de irmos a maioria dos eventos, certo?

  • Fabíola

    Adorei a discussão… o que ando percebendo nas palestras sobre redes sociais, na verdade também acontece em palestras sobre outras áreas da publicidade: ninguém conta como é o passo a passo da campanha, ninguém conta quais estratégias foram discutidas e criadas desde o atendimento até a criação… o que vemos são vídeos e layouts, alguns números de audiência, os milhões economizados com mídia espontânea e, as vezes, muito as vezes, qual a porcentagem de aumento no faturamento do cliente (afinal este é intuito da publicidade/propaganda: vender mais!).
    Com as redes sociais é a mesma coisa, ninguém conta quantos e quais foram os erros de uma campanha, todo mundo mostra cases e mais cases com milhares de "curtir" no facebook, milhares de RT's no twitter, blá, blá, blá…. mas como é que isso foi pensado, quais as estratégias pra se chegar até ali? O pulo do gato ninguém mostra! Infelizmente dependemos do erro e acerto na hora de criar campanhas para redes sociais.
    Nos resta também mais um questionamento: as agências e as marcas divulgam que tiveram milhões de views em suas campanhas, mas será que o produto/serviço anunciado vendeu tão bem assim? A mesma eficácia que o levou até a tela do internauta também existiu para que o produto/serviço chegasse até a mão desse consumidor? #ficaduvida

    • http://twitter.com/formagio @formagio

      Fabiola, excelente ponto, diria que um dos melhores.

      O problema é, VOCÊ falaria dos erros de sua campanha/empresa?

      Já conversei com várias empresas/profissionais, sobre a possibilidade d abrir estratégia e erros, mas ninguém topa, todo mundo tem medo de ser copiado ou taxado de "perdedor˜, como se todas as empresas não errassem no mercado atual, estou errado?

      O grande problema é o que já foi discutido, a maioria quer fazer bonito nos seus minutos de fama no palco, poucos tem coragem ou podem ir além (sabemos que tem empresas que não deixam seus funcionários mostrarem muitas coisas, como o Google).

  • Estêvão Soares

    A discussão é extremamente pertinente e achei uma forma de fugir um pouco da "mesmice" do conteúdo.

    1. Conversei com pelo menos 30 pessoas do evento sobre o conteúdo da palestra
    2. Assisti o máximo de palestras que pude no evento para tirar conteúdos que já aviam sido apresentados.

    O resultado foi muito bom, o conteúdo ficou diferente e houve um integração muito bacana com os participantes.
    Tudo isso graças ao Formagio que apostou num cara que ninguém conhecia.

    Se vocês acharem que esse conteúdo é básico, me avisem (considerando que temos 20min p/ falar): http://slidesha.re/kPu0oW .

    []s

  • Alexandre

    Interessante as discussões, uma ideia que dou é que comecem a procurar teses e dissertações que reflitam o tema. Tem muita gente escrevendo e pensando redes sociais além da lógica do mercado, especialmente em inglês. Abs

  • http://twitter.com/ReRenault @ReRenault

    Colegas,
    Acho muito pertinente a discussão aqui proposta.
    Moro em BH e, acreditem, esse mais do mesmo rola em peso aqui.
    Por isso que comecei a querer expandir olhares e buscar experiência em Sampa.
    Foi meu primeiro evento fora de Minas e confesso que vi muita novidade.
    Se o Daniel acha que no SMBR só teve repetição, ele tinha que vir pra BH, ver uma palestra sobre Social Media explicando o que é Twitter e Facebook e como fazer suas contas. Aí sim ele ia saber o que é fazer curativo.
    Chega a ser desesperador! hahahahhahaha
    Claro que teve muito jabá, claro que tbm teve palestras que não anotei nada.
    O segundo dia realmente foi bem melhor do que o primeiro.
    Mas posso destacar grandes falas em ambos.
    Por mais que eu já tivesse uma noção do assunto, ouvir a Patrícia Teixeira, da Trixe, falar sobre crises me deu mais segurança na hora de planejar e gerenciar um momento negativo.
    Fora os ensinamentos com Ruben Quinones, Adriana Kevill, Pablo Augusto e Estevão Soares. Esses dois últimos me deram conteúdo pra pesquisar e aprender nos próximos meses.
    Não sei se minha base de comparação é muito diferente da sua, Daniel, e até concordo com você quando o assunto é mais amplo.
    Mas se tratando de SMBR, só tenho coisas positivas a dizer.

  • http://twitter.com/danilobcampos @danilobcampos

    Daniel, ótima iniciativa. Temos mesmo que ser críticos e tentar melhorar os eventos de Mídia Social aqui no Brasil. Eu comecei a escrever meu comentário e ele foi ficando longo e vi que era melhor escrever um post. Portanto, segue minha resposta sobre como podemos melhorar os eventos de Mídia Social: http://www.e-social.com.br/blog/2011/6/melhorando
    Um abraço,
    Danilo Campos

  • http://www.facebook.com/gborges Gabriel Borges

    Por que você não se propõe a organizar um evento com esta proposta que articulo no seu post?

    • http://www.brainstorm9.com.br/ dsollero

      Oi Gabriel,
      Na verdade esse post fez exatamente isso. As pessoas estão me chamando para tentar ajudar na curadoria de alguns eventos e eu vou ajudá-los. É a minha maneira de ajudar o mercado. Assim como o Formagio e outros que fazem eventos sobre social media também estão tentando fazer com que o mercado se movimente.

      Talvez o tom do post tenha focado muito em Social Media porque é o mercado que eu atuo e sigo mas garanto que as críticas podem ser usadas também em eventos de comunicação como um todo.

      • http://twitter.com/formagio @formagio

        Daniel,

        Pode ter certeza que te convidarei para as próximas curadorias e não ache que isso é uma forma de "olha, já que ele críticou vamos ver se ele é bom mesmo". Longe disso.

        Li seu post em uma reunião com meu amigo Ian Black, que te elogiou muito e falou muito de seu trabalho e isso me chamou a atenção.

        Nos falaremos em breve :)

  • Bruno Reis

    Hahaha…muito bom. Hoje você vai num evento, debate, aula, palestra etc e fica esperando até que alguém venha com a primeira menção a Apple, Facebook e Nike. Ou ainda aquele cara cool que apresenta uma puta propaganda dos anos 80 que ninguém lembrava e tem uma puta sacada.

    Pois é…o mundo gira e a publicidade só observa.

  • MAURICIO

    Fato é ou você curti ou você cutuca
    As pessoas perdem tempo de mais na vida delas dentro das redes sociais
    E no fim estão tornando as pessoas sem conteúdo , poucas pessoas sabem filtrar o que realmente é pertinente

    até
    MAU