Ganhe dinheiro criando a sua própria versão do novo álbum do Kaiser Chiefs
Em se tratando de estratégias inovadoras para lançamentos de discos, o Radiohead sempre é usado como referência absoluta. O “quer pagar quanto” do “In Rainbows” ainda ecoa na cabeça dos figurões da indústria musical.
Mas e se ao invés dos fãs decidirem o quanto vale um álbum, puderem, na verdade, ganhar dinheiro com o trabalho da banda?
Essa é a proposta do Kaiser Chiefs com o novo disco “The Future Is Medieval”. Qualquer pessoa pode montar sua própria versão do álbum: Você escolhe 10 das 20 músicas disponíveis, personaliza a capa e faz o download por 7,50 libras.
Legal até aí, certo? Acontece que cada versão do disco ganha uma página própria no site do Kaiser Chiefs – com URL única, ferramentas de mídias sociais, banners, posters, etc – para promover a sua criação.
E para cada venda gerada do seu próprio CD, você ganha 1 libra de comissão. Quanto mais o seu disco personalizado vender, mais dinheirinho pinga na sua conta do PayPal.
Além de incentivar a divulgação do álbum na internet – com versões e tracklist diferentes – esse modelo rentabiliza o esforço dos fãs, e claro, desestimula a pirataria, já que para entrar no negócio é preciso comprar o download.
Para fazer o seu, basta acessar o site kaiserchiefs.com. Vale para o mundo todo. E claro, não custa dizer que o Kaiser Chiefs foi o que fez valer o Planeta Terra em 2008. Lembra?
A criação do projeto é da Wieden + Kennedy de Londres, com produção da Specialmoves.










Essa história de "criar sua versão do álbum" não existe, é prostituição musical. Um álbum é uma obra completa que deve ser pensada pelos seus criadores, e não um punhado de músicas aleatórias…
Sempre tem um que não curte.
putz, mas tu és uma porta hein. Não existia até alguém bolar. que tal?
Esse é o pensamento romântico, as bandas estão buscando uma forma de se adaptar à uma nova realidade. Deve doer pra eles também, mas é o jeito que eles arrumaram de inovar em um mercado extremamente competitivo e saturado.
Essas ações que “abrem” espaços para que você crie uma arte são desafios interessantes (podemos desenvolver sem a preocupação das “validações” que acontecem em nosso cotidiano, além da repercussão positiva em caso de vitória) mas sempre me pergunto se não estamos trabalhando de graça…
O se lembro… foi sem dúvida o melhor show que já fui dessa nova geração roqueira e serelépe. O cara era muito hiperativo, interagia demais com o público. Foi épico.
Não há como fugir da realidade de mercado de entretenimento e comunicação atual: interação com o usuário é o grande lance. Simples e óbvio. Geração Y é marcada por exigência, expectativa por inovação e, claro, necessidade de participação naquilo por que se interessa. Ação bem bacana e que, ao contrário do que alguém comentou acima, não atrapalha em nada a qualidade da obra que, cá pra nós, é boa pra caralho pra se abalar por seleções feitas por fãs.