A homofobia de cada um
É muito fácil ser cínico e desqualificar o combate à homofobia como um modismo de ocasião ou uma patrulha politicamente correta. Da mesma maneira que é fácil ser ingênuo e achar que a homofobia está com os dias contados por conta de uma política de estado mais igualitária.
Mas como é um trabalho sujo e alguém precisa fazê-lo, aqui vai a má notícia: não, amiguinhos, a homofobia não vai acabar com decreto e processo na Justiça.
O negócio é que o ser humano é um bicho muito complexo e não um ser binário que responde somente a estímulos de “sim” e “não”. Entre esses dois extremos existem aquelas áreas cinzentas que muita gente prefere ignorar ou mesmo passar ao largo.
Daí ser preciso diferenciar o crime da preferência pessoal. E entender que desejar, seja lá porque motivo, que o seu filho não seja gay não é igual a espancar de maneira covarde um menino homossexual na Rua Augusta ou condenar à fogueira alguém que gosta de pessoas do mesmo sexo.
Para complicar ainda mais, além da homofobia existe uma série de comportamentos de exclusão que, mesmo preconceituosos, são socialmente corretos por carregar dentro de si justificativas “aceitáveis”. Você provavelmente ficou todo feliz quando aquela sua piada sexista com os emos ganhou dezenas de retweets e adora falar que odeia pagodeiros, funkeiros e fãs do Chiclete com Banana (afinal alguém precisa salvar a boa música, não é mesmo?). E, claro, acha certíssimo quando um blogueiro espertinho ridiculariza a classe média paulistana atribuindo a ela todas as dores do mundo (lógico, precisamos combater a direita fascista nem que seja com generalizações e preconceito).
É por isso que quando o rapper Ice-T se encrencou ao lançar “Cop Killer” e o Mano Brown, em entrevista à revista Trip, defendeu o seqüestro como forma de conscientização social houve quem visse nisso um protesto legítimo de um povo historicamente reprimido.
Já eu, que não quero ver ninguém assassinado ou seqüestrado, vi apenas dois sujeitos falando bobagem.
Por isso a questão aqui é: como separar a convicção, a ideologia, o crime e a construção teórica de uma sociedade intolerante? E mais: como definir quais comportamentos de exclusão são socialmente aceitáveis e quais são criminalmente passíveis de punição?
Porque é possível legislar sobre o dano à propriedade ou à pessoa. É possível legislar sobre uma oportunidade profissional perdida por causa de uma opção sexual ou até mesmo sobre o dano pessoal e moral decorrente de uma humilhação pública.
Mas como legislar sobre preferências e crenças? Existe um limite para o controle legal do Estado que é aquela zona cinzenta de pensamentos, conflitos pessoais e convicções que cada um de nós carrega dentro de si. O pensamento e o desejo em estado puro que o braço forte da lei nunca vai alcançar. E aí pode tudo, até querer que o filho não seja gay.

É o que explica gente como o Jair Bolsonaro, que não chegou aonde chegou por algum fenômeno de geração espontânea e sim por conta dos preconceitos e da posição ideológica de seus milhares de eleitores. Colocá-lo em cana não resolveria o problema. O voto é secreto, seus eleitores escolheriam outro representante e a direita brasileira logo ganharia o seu primeiro mártir.
A única saída seria a tolerância plena, mas como isso nunca vai acontecer talvez fosse o caso de apelar para a boa e velha Democracia e para o muitas vezes mal compreendido conceito de liberdade de expressão.
O Ice-T cantaria numa boa o seu desejo de matar policiais, o Mano Brown continuaria a defender em paz o seqüestro como forma de conscientização social, ninguém seria preso por organizar a Marcha da Maconha, o Bolsonaro continuaria a falar as suas besteiras e o Rica Perrone teria assegurado o direito de não querer um filho gay. E todos nós teríamos que considerar um mero fato da vida a existência de pessoas que pensam completamente diferente da gente.
Quer saber? Sempre que penso em toda a miséria e violência que o preconceito causa, cada vez mais me convenço de que essa pode ser uma boa solução.
Melhor deixar às claras quem é racista, nazista, defensor da Ditadura e homofóbico do que baixar um decreto obrigando todo mundo a se trancar no armário e instaurar uma Pax Romana de araque.
Pelo menos assim dá pra saber com certeza quem é o inimigo.










Vladimir, concordo contigo quando diz que proibir manifestações preconceituosas não vai resolver o problema do preconceito, que vai continuar existindo na mente das pessoas. Agora, incitar o preconceito deve ser, sim, considerada uma prática criminosa porque, ao fazer isso, você incentiva outras pessoas a serem-no ou, pior, pode converter uma pessoa ao preconceito (essa possibilidade pode ser improvável, mas é plausível). O Rica Perrone pode manifestar o direito dele de opinar que não quer um filho gay. Agora, o que não pode acontecer é um político eleito pelo povo (independentemente de qualquer seja a parcela da população que o elegeu e para qual cargo) manifestar opinião preconceituosa, incitando ao ódio, como foi o caso do Bolsonaro. Como se não bastasse, ainda faz lobby para evitar que os direitos de um grupo de cidadãos continuem a ser negados pelo Judiciário e omitidos pela Constituição. Ao contrário do que possa alegar, Bolsonaro foi eleito para lutar pelo interesse de todos os cidadãos brasileiros e não pelos interesses de uma parcela da sociedade.
Só uma correção. Deputados são eleitos p/ defender os interesses dos seus eleitores ou como chamam nos EUA, seus constituintes… ou seja cada um deles foi eleito por uma parcela (homogênea ou não) da população p/ representar os interesses dessa parcela e assim no conjunto (em colegiado) representarem em tese TODA a população, ou algo muito próximo disso.
Presidentes e outros ocupantes de cargos executivos é q são eleitos por uma parcela da população mas q governam p/ todos e em nome de todos, sendo dever do legislativo (q de fato representa coletivamente a toda a população) é q deve ficar de olho no ocupante do executivo p/ garantir q ele governe p/ todos.
Agora voltando ao principal. O problema dessa onda de leis e ações anti-preconceitos, anti-homofobia, é q estão saindo de um extremo, a discriminação e marginalização dos gays, p/ o outro, estão tornando-os qse intocáveis em muitos casos q heterossexuais seriam passíveis de reprimenda ou punição. Exemplo: tem professor e diretor de escola c/ receio de recriminar casais de alunos do mesmo sexo namorando nas dependências da escola de forma escandalosa e qse pornográfica e serem acusados de homofobia, qdo casais de alunos heterossexuais tb seria recriminados em situação semelhante, afinal escola é lugar de estudar.
Esse medo é infundado, não há nada na lei que diz a dar mais direitos a gays, demonstrações públicas de afeto – seja em escola, seja na rua – sexualmente explicitas são proibidas independente de sexualidade, e assim continuaria, existe um crime chamado "atentado ao pudor", que não muda para gays, heteros, bis, travestis, negros, brancos, etc,
A normas de certos ambientes, como escolas, estabelecimentos comerciais, locais de trabalhos, etceteras, são para todos, independente de sexualidade, isso a lei não vai mudar. O que muda é que um local não pode mas manter regras diferentes para as diferentes sexualidadas, em quanto muitos colégios alunos heterossexuais podem ficar de mãos dadas sem nenhum problema, homossexuais são reprimidos. Porque?
A lei vem a tratar de igualdade, exatamente isso, a liberdade ao culto, continua aí, principalmente agora com a nova mudança na PLC que dá a liberdade total de culto, e não indeferi na igreja, o que a igreja não pode é fazer o que faz, sair pela rua incitando o ódio, a violência contra os homossexuais em praça pública. Se for para igreja ter total liberdade, quer dizer então que uma igreja pode então ser racista e dizer por aí que negros devem ser escravos? Não, não podem. Porque com homossexuais deve ser permitido? É aquele velho cliché: A sua liberdade termina na liberdade do outro ou não confundam liberdade com libertinagem.
A lei realmente não acaba com a homofobia, como a do racismo não acabou com o racismo, mas é uma lei que no mínimo, é justa, não é questão de censura, que se for para haver tal liberdade de expressão, então devemos liberar tanta coisa que é proibida, incitação ao crime por exemplo, alguém quer um formador de opinião, falando em tv aberta, que todos deveriam roubar, matar e estuprar?
A lei pode não fazer algo para acabar com os preconceitos, mas preconceito só se acaba com mudanças de gerações, com ações sociais, com muita coisa além de um papel assinado, mas a lei vai ao menos, no âmbito legislativo, ter uma punição contra algo que sim, deveria ser crime, crimes de ódio contra homossexuais são punidos com mais leveza que crimes de ódio contra negros, violência contra as mulheres, violência contra os índios. Porque? Ódio é ódio, e ponto.
Poderia ser muito simples: pense o que você bem entender, goste ou não goste do que você quiser, porém na hora de abrir sua boca, respeite. Não acho que ninguém está questionando o direito de ser ignorante ou mal informado (essa seria uma discussão de fato importante), o problema vem das manifestações que derivam desse tipo de pensamento.
Falou e disse.
Gostei do texto… tenho uma visao muito similar! mas quando comecei a ler e percebi o rumo que ia tomar imaginei que fosse dizer sobre o papel da publicidade/midia nesse momento chave que estamos vivendo. como abordar o tema?
que caminho seguir (já que nao existe essa de ficar em cima do muro e pregar somente "paz e amor" com a publicidade e especialmente com o jornalismo) para mostrar que 'ignorar' seria um avanço?
Ótimo texto. Parabéns.
"Melhor deixar às claras quem é racista, nazista, defensor da Ditadura e homofóbico do que baixar um decreto obrigando todo mundo a se trancar no armário e instaurar uma Pax Romana de araque. "
Concordo! Outro dia me peguei pensando sobre o fato de que todos nós hoje temos que aceitar a homossexualidade de tal forma que não podemos nem fazer críticas, expressar nossa opinião. Eu tenho amigos que dizem não se importar se alguém for gay, mas desde q eles não tenham que ver essas pessoas se beijando ou namorando…uma versão do "eles lá e eu cá". Sinceramente, eu acho q todo mundo tem direito de sentir e achar o que quiser, só não tem o direito de FAZER o que quiser. Eu não posso espancar os gays pq eu acho q ser gay é pecado, é um absurdo (não é o meu caso)….eu tenho q aceitar que eles existem e simplesmente não mexer com eles. É preconceito? É. Preconceito ridículo e sem sentido, fato.
As pessoas pensam diferentes em todos os aspectos sociais, tem gente que acha abortar uma coisa simples, tem gente que acha que é o maior dos pecados….mas quer saber? Como dizia Voltaire: Não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de o dizeres. Adaptando a frase: Não concordo com o que és, mas defendo até a morte o direito de sê-lo (n sei se o português ficou certo).
É preciso saber diferencia Homofobia de Liberdade de opinião. Sou evangélico, e como tal, não sou a favor do homossexualismo, Mas uma coisa é ser contra uma prática, uma ação e outra, completamente diferente, é ser contrra uma pessoa, um ser vivo, subjulgá-la pela sua opção sexual. Repito, sou contra o homossexualismo, mas sou a a favor da vida e do respeito. Não confundam opinião com homofobia.
Não confunda homossexualismo (termo obsoleto usado quando se acreditava tratar de uma doença ou condição psicológica) com homossexualidade (condição inerente ao homossexual).
"homossexualismo" = termo atualmente usado principalmente por críticos ao movimento LGBT
Não tem como ser contra o "homosexualismo" sem ser contra o homosexual. É como ser contra a pele negra sem ser contra o negro. Sentir tesão por pessoas do mesmo sexo não é uma escolha ou construção social, é uma condição humana. É claro que se pode sentir nojo de qualquer comportamento ou condição de qualquer pessoa. É um direito não querer um filho gay ou um amigo japonês, whatever. A questão é que, geralmente, quem se diz contra a homossexualidade mas não contra o homossexual, quase nunca admite que este deve ter os mesmos direitos civis que as outras pessoas, pois tem a mesmas obrigações. Quase sempre acredita que são cidadãos de segunda classe, anormais. Quando ouvir alguém dizer que é a favor do casamento gay e não gostaria de ter um filho gay, eu vou ver coerência nesse argumento.
Sobre o post, concordo com o autor que essa pressão pelo politicamente correto só serve pra disfarçar o verdadeiro mal. Acho que os grupos LGBT deveriam se preocupar menos com a tolerância (no sentido de se importar com as idiotices do Rica, por exemplo) e avançar com força na luta pelos direitos civis.
Acho que o Brasil está melhorando, pois sempre tivemos a imagem, até mesmo para nós mesmos, de um país tolerante, de sincretismo religioso, mistura de "raças", onde o rico e o pobre pulam juntos o Carnaval. Isso sempre ajudou a manter o nosso racismo, machismo, nossas relações de exploração social debaixo do tapete. É bom que comecemos a enxergar nossa verdadeira cara, para que possamos lutar por verdadeiras mudanças. Talvez seja o começo do fim daquele velho "jeitinho brasileiro" e da ideia de Homem Cordial, que, na verdade, sempre nos foi tão nociva.
Texto muito bom.
Gostei bastante tambem dos comentários tanto do Charles, como do Wendell.
Acho que o problema são as manifestações nada pacificas… e o fato de que nem sempre quem é homofóbico, nazista e etc deixa isso claro.
Alem da atitudo de ir "à caça" destes ser reprovavel em todos os niveis.
é… mas ninguém espanca um emo pq ele é emo, ninguém mata um pagodeiro pq ele gosta de pagode.
a homofobia é crítica pq envolve risco de vida e danos físicos/morais.
na verdade, partindo pro conceito primário de DIREITO, a "lei" só existe pq o homem NÃO É CAPAZ de se reger sozinho. No dia que o ser humano for justo e igualitário, qual será o sentido de leis de "conduta e moral" ?
Concordo com muita coisa que vc disse, mas chamo também para a reflexão de que está na hora de dizer, pensar e agir como se "ser homossexual" fosse algo ruim.
Quando se diz: "não quero que meu filho seja gay" … coloca-se no mesmo patamar que "não quero que meu filho use drogas, seja um marginal, mate alguém… etc."
Enquanto não pararmos de ver o fato de ser gay como algo Não-natural, por mais que não tenha o" ato natural" da procriação da espécie, não importa a lei que exista, o direito que defenda, as organizações que proclamem, estaremos rodando em círculos, camuflando e maquiando preconceitos, medos, sonhos, felicidades.
Gente morrendo, homens se casando e formando família por pressão de religião, filhos problemáticos, gente se matando pq não se aceita, corações partidos, traumas emocionais, limitações, desvios de conduta, falta de fé, problemas psicológicos, desequilíbrios sexuais, tabus, violência e etc.
Como nao?
Eu sou da epoca em que metaleiro com camisa do Iron Maiden apanhava de punk e punk com camisa do Colera apanhava de metaleiro.
Sempre se bateu e se apanhou por causa de musica no Brasil. Do mesmo jeito que se apanha e se bate por causa de futebol.
Eu ja fui hostilizado por um grupo de Gavioes da Fiel porque estava com um agasalho da Independent, a marca de skate que um deles achou que era a torcida do Sao Paulo.
Na verdade o homem tem essa tendencia ao comportamento tribal desde sempre.
So precisa de um motivo para exerce-lo.
Concordo com a ideia do comportamento tribal, mas vejo uma grande diferença.
Metaleiro que apanhava de punk e punk que apanhava de metaleiro…
Gay apanha, mas bate em quem?
Por mim, matava todo e qualquer racista, homofóbico, misógino preconceituoso. A única coisa ruim disso é q não ia sobrar um único ser humano pra contar história, né?
O ponto é: você não estaria sendo preconceituoso com os preconceituosos?
Como diz André Dahmer: assassinos, vamos matar todos eles!
O ponto é que existe muita rivalidade, rixa, bronca, preconceito, em tudo quanta coisa. Da música ao esporte, do comportamento a religião. Países foram separados graças a preconceitos, assim como muitas guerras acontecem até hoje pois um lado briga com o outro.
E todos aqueles que mandam mensagens de paz são ignorados, até desrespeitados muitas vezes.
A questão é que por mais que o gosto seja de cada um, no final, no fundo do âmago pessoal, muitos consideram "um mundo perfeito" aquele que o agrada, que tenha tudo que apenas ele quer, e mais nada.
Creio que não existe "amigo ou inimigo", isso é uma posição formada a partir de um ponto de vista diferente. O ponto é definir se é possível ou não tolerar aquele ponto de vista diferente. Será que é fácil tolerar um cara que defende a pena de morte para quem não o agrada [tipo mano brown], ou o cara que defende a pena de morte de bandidos [tipo o bolsonaro]?
Tem aquela pergunta: o que é melhor "PARA MIM"? O ponto é esse, o melhor para mim é o melhor para mim e que se "dane" o resto? É daí que começa as guerras.
Homofobia é coisa de viado…
Texto interessante, apesar de não concordar completamente com certos pontos levantados. Saliento a conclusão, em que está escrito que "as pessoas poderem falar o que quiser". Concordo em parte. Acho que a forma como o assunto é tratado no Brasil é totalmente equivocada, proibindo e punindo a pessoa de expressar sua opinião seja ela qual for (mesmo que essa seja racista, discriminatória etc). Ela vai para uma direção extremista. Defendo a ideia de que uma pessoa possa expressar suas ideias de forma livre, mesmo que ela seja eticamente e'ou moralmente condenável.
Porém acredito em limites.
Deve haver uma fronteria também para o outro excesso. E para mim, ela chega quando uma pessoa, de alguma forma, incentiva com que outras cometam crimes.
Então, no caso do Bolsonaro, em que ele expressa sua opinião racista e homofóbica (apesar de discordar por completo dele) acredito que ele tem direito de falar. Porém, caso o Bolsonaro chegasse para o filho e falasse: "Filho, pode bater nele, pq ele é gay." Ai sim, teríamos chegado à borda e ele deveria ser processado, não apenas civilmente, mas tbm penalmente.
Bem, apesar de defender a criminalização da homofobia por achar uma tática válida de disputa ideológica concordo contigo sobre a questão de que não é a letra da lei que mudará algo no Brasil ou no mundo, porém é uma ferramenta válida de disputa ideológica na sociedade até por que crenças, fé e afins são norteadas por ideologia.
Por compreender que há uma disputa ideológica não acho tudo bem cada um falar que bem entende, se não fosse por esta disputa não estaria nos nossos livros de história que apesar de todo o crescimento econômico e desenvolvimentista da Ditadura Militar ela foi ruim por que cerceou direitos, perseguiu pessoas e matou… É não estou colocando em questão mortes em confrontos armados ou os justiçamentos das/os guerrilheiras/os (justiçamento pra mim é prática que só reafirma a ideologia dominante), mas uma série de mortes que são escondidas até hoje e por causa do embate e disputa ideológica de que a Ditadura Militar não foi um tempo de bonanças faz a população em geral ter noção que golpes de estado feitos por uma minoria não são bacanas e não beneficiam a todas/os.
No final das contas o debate sobre a criminalização da homofobia e do kit anti-homofobia são instrumentos de disputa da hegemonia válidos e que dentro dos processos sociais e políticos ajudam sim a consolidar uma forma de sociedade que gostaría de se ter, isso não quer dizer intolerância religiosa, até por que uma coisa é fé e outra coisa são as instituições religiosas que quando vamos dar uma olhada no que pregam e na suas prática são de uma incoerência tacanha…
No mais tenho pleno acordo que é importantíssimo ter noção de quem é quem dentro da sociedade, até por que o não dizer quem é quem tem nos legado nos últimos 20 anos composições ideológicas e políticas estranhas.
PS: Pelo que eu acompanho não seria uma opção sexual, pois as/os LGBTs não escolhem se serão LGBTs ou não.
Ponto de vista válido pra discussão mais pé no chão sobre os crimes de tolerância. De repente, faz sentido andar um pouco na contramão e fugir das soluções simplistas e pausterizadas.
Como exigir de um Estado que ele aprove uma lei protegendo uma parcela da população que ele mesmo discrimina? Entregar kit anti-homofobia pode ser uma ótima ideia, mas e a hipocrisia de esperar que crianças entendam que "não há nada de errado em ser gay" quando a própria lei do país é prova disso?
Antes de mais nada, deveríamos estar discutindo a legalização do casamento gay ou, como eu descreveria melhor, a disponibilidade de um direito básico para uma parte da população brasileira que tem todas as mesmas obrigações do resto.
Eu não sou homofóbico, mas acho normal que minha personalidade não goste do homossexualismo assim como eu não gosto de bolo de chocolate. Penso que acima de tudo deve-se lembrar que o ser humano é esssencialmente diferente e deve-se respeitar as escolhas de cada um. Não gostar de homossexualismo hoje é tratado como crime sendo que é só um gosto pessoal equivalente ao de gostar.
Em resumo, minha vida, eu convivo e trato normalmente um homossexual. Mas reservo ao meu direito de não gostar de tal comportamento, aceitar os homossexuais na sociedade não é ser obrigado a gostar disso e ser um também. Sou contra qualquer tipo de agressão e intolerância seja com qualquer tipo de pessoa, mas sou contra taxar pessoas injustamente de homofóbicas apenas por terem a opinião pessoal delas.
Ok você ter sua opinião, mas é preconceito você dizer que não gosta de uma pessoa por ela ser homosexual. Acho que isso nunca deveria entrar em questão, eu não deixo de gostar das pessoas simplesmente porque são heteros. Desgosto e gosto das pessoas pela sua essência, carater, honestidade, etc etc…Com quem fazemos sexo não importa a ninguem.
Ação democrática legitima (a de afirmar que os homossexuais são perseguidos) de pessoas de grande habilidade de Mídia; a qual cito no Blog que vou sugerir no seguimento para conhecimento e avaliação.
Quando digo grande habilidade no saber como tratar Notícias e Informações; isto decorre do fato da maneira ruidosa e coerente como conseguem transformar um fato (lamentável é claro) em um factóide (fato maximizado, ampliado acima da sua real razão de ser) de grande repercussão, como é feito diversas vezes que ocorre algum tipo de agressão a homossexuais; cujos números estão muito aquém das agressões contra a mulher e as mútuas entre torcedores, pelo fato fútil de serem torcedores de Times diferentes… Comento isto aqui como elogio à forma inteligente como os homossexuais trabalham os Meios de Comunicação, reproduzindo aqui e ali elementos de Merchandising para aprovar o PLC 122.
É estranho e difícil para eu entender como os homossexuais e a Mídia que têm dentro da sua comunidade ─ hoje e no decorrer da história ─ pessoas inteligentes semelhantes aos filósofos gregos homossexuais: o grande retórico Lísias e o inteligentíssimo Aristófanes, autor do Mito do Andrógino, ver, obra O Banquete da Platão ─; também artistas, intelectuais, pessoas de várias formações acadêmicas e principalmente as da área das Letras; não atentem para o que chamo de estupidez lingüística, que é o chavão acusativo HOMOFÓBICO (de homo-fobia), sabendo-se que homo (latim, homem), homo (grego; igual, semelhante; que é usado em homofobia) e fobia (grego, φόβος ─ medo com decorrente ação retro-ativa de fugir). Do que se conclui que: ao chamarmos alguém de homofóbico estaremos dizendo exatamente ser aquele que tem o sentimento de medo (fobia) a vítima desse (o criminoso no exato entendimento do termo) que lhe infunde medo.
Não tenho nada absolutamente nada contra os reais direitos dos homossexuais; entretanto tenho tudo contra O PLC 122 OU A DITA LEI HOMOFÓBICA (este é o título do meu Blog), cujo endereço é http://www.verdaderespeitoejustica.blogspot.com , no qual, demonstro ser esta lei, não aquilo que defende os direitos dos homossexuais e sim, um odioso instrumento de Censura; como também está de maneira sintética (sinopse) em outro Blog meu, endereço http://www.sinteserespeitoejustica.blogspot.com .
P.S.: Apenas para reforçar como lembrete e gerar interesse ou curiosidade com relação ao Blog citado. CLAUSTRO + FOBIA, FOTO + FOBIA e algumas outras fobias têm plena assertiva nas suas construções, pelo fato óbvio de que quem está enclausurado ou diante de uma forte luz, desesperadamente busca fugir. O que aconteceu com as pessoas que têm conhecimento lingüístico? E o bom senso, o que foi feito dele (no não haver cuidado com o que se escreve e veicula), quando se mantêm o absurdo chavão chamado HOMOFOBIA, que é exatamente contra aquilo que se quer defender?.. Obrigado e parabéns pela dignidade democrática de respeitar opiniões.
Atenciosamente JORGE VIDAL
Assunto polemico…(MAMILOS!!!!!!!!!!!!).
Na boa, so acho que nao nada errado em tu nao querer um filho gay, e ate concordo com umas coisas que o Bolsonaro disse naquele já fatidico video. Se eu votasse, votaria nele talvez.
Meu Deus!!!
Liberdade de expressão? Cadê ela para quem quiser defender a pedofilia?
Liberdade de expressão? Cadê ela para quem quiser defender a pedofilia?
O problema é que o Brasil é o pais mais hipocrita do mundo.
Não se pode falar mal de nada, não se pode não gostar de nada, não se pode ser contra nada que é dito como correto.
Sou contra homofobia e esses grupos direitistas, porém, exatamente por ser contra esses grupos, tenho que garantir MEU direito de ser contra eles, e só posso garantir meu direito, se eu garantir o direito deles.
Se eu posso falar que o Bolsonaro é um retardado, porque ele não pode falar que um gay é retardado? Se eu posso falar que toda Direita é retrograda, porque nao se pode falar que toda esquerda é comedora de criancinhas?
Aqui tenta-se esconder tudo de ruim, simplesmente não falando dele.