Escute – Um produto, um movimento e um novo modelo de trabalho
Alguns de vocês já devem ter visto por aí um filme com o Gilberto Gil, um anúncio com seu rosto, ou um release que fala do novo projeto da Som Livre e de um novo modelo de trabalho entre agência e cliente. Mas ok. O que isso significa de verdade e como isso afeta um processo de trabalho?
Então vamos pela ordem. Eu trabalho na Santa Clara, e estou no time desse projeto desde a chegada do brief, e ao invés de escrever um post para falar bem de algo que eu fiz, resolvi contar como que esse modelo rolou no dia a dia. Justamente pela natureza da criação e do modelo de trabalho, esse projeto não foi nada convencional.
Nesse caso a agência é sócia do cliente. Ou seja, se nossa campanha gerar boas vendas, nós ganhamos bons dinheiros. Se nossa campanha for um fiasco, nossa remuneração também será. Faz sentido né?
Escute é o novo serviço de música da Som Livre. Diferente do que você pode imaginar, esse não é mais um serviço que vai vender download de músicas e ter playlists que são chamadas de rádios. Esse não é um serviço que se propõe a levar a música para você, e sim um serviço que tem como objetivo fazer você se aproximar da música. Mas também diferente do que você sabe, ele nem sempre se chamou Escute.
1. O nome
O projeto chegou já em desenvolvimento, e já com um nome. Mas como podemos trabalhar baseados em resultado se não acreditamos no nome do produto?
Podemos sugerir outro nome? – Sim.
Partindo do brainstorm de nomes, demos de cara inúmeras vezes com domínios que não estavam livres ou não eram negociáveis.
Quando demos de cara com o Escute, sabíamos que era ele o escolhido. O cliente também amou. Então as negociacões foram levadas para um outro nível e com muito esforço conseguimos os domínios.
Arrumamos pra cabeça né. Agora temos que fazer um logo novo.
2. A marca
Frente a esse movimento que já falamos, e ao nome (que já é uma ação), decidimos que precisávamos de um ícone. Algo que no futuro suporte uma evolução de marca e que tivesse peso visual suficiente para ser rapidamente conhecido pela forma e estilo.
Pô. Estamos falando de cultura pop, jovens, geração Y, história do rock, contra cultura… é um universo muito farto. Mas ao mesmo tempo somos um produto de uma gravadora, que faz parte de um grupo de mídia, e que se relaciona com outras gravadoras.
3. O planejamento
Bom. Basicamente nosso objetivo é lançar um site. Só que nossa métrica de sucesso não se resolve em um PPT com dados de acesso. Isso não paga o lanchinho das crianças né.
Você, usuário antenado que sabe usar torrent, que compra coisas no iTunes com uma conta americana, que acha que orkut é velho… você talvez não enxergue tanto benefício num produtos desses, mas acredite: baixar músicas de um jeito fácil, pagando pouco e ouvir no celular não é realidade pra muita gente.
Então aqui vai um pedacinho do enorme raciocíno que fizemos como planejamento pra campanha:
Estamos num momento onde as pessoas querem participar de tudo. Elas querem e podem se aproximar e interferir no que um artista se propõe a ser. Alguns deles sacaram que isso pode ser um novo jeito de comercializar seu trabalho. Essa abertura no espectro de possibilidades de interação e de comercialização revoluciona o mercado da música a cada dia que alguém cria um novo jeito, único e próprio de se manifestar.
Hoje, você consome conteúdo musical e não mais música. Hoje você está com fone do seu celular quase que tatuado na sua orelha enquanto anda pela cidade. Vê, faz e compartilha fotos e vídeos de shows em real time. Assiste filmes que misturam os conceitos antigos de video clipe com ações comerciais que aumentam a profundidade da experiência musical e a levam para onde nem som tem. Joga com seus amigos, presencialmente ou não, jogos que te fazem virar um rock star ou um beatle por algumas horas. Participa de tudo isso, as vezes pagando e as vezes não.
Aí chegamos basicamente em dois raciocínios que precisavam caminhar juntos:
Pela visão do artista: Não seria incrível se pudessemos contar com a ajuda deles em em defender nosso produto – que oferece uma experiência diferente, mas que principalmente vende o produto dele? O que será que um artista tem para falar para você, justamente no momento que você está mais disposto a escutar?
Pela visão do usuário: Não seria incrível se você pudesse em um só lugar ver seu artista favorito ao vivo, ouvir música selecionada por especialistas ou por você mesmo, escolher quais músicas quer que o artista toque para você, conversar com gente que também está vendo e ouvindo, baixar sons relacionados, conhecer novos sons e pessoas, baixar as músicas desse show que você ajudou a fazer e ainda por cima pagar tudo na conta do seu celular?
4. A campanha de lançamento
Então partimos desse planejamento pensando em 3 frentes:
- Manifesto
Uma série de filmes e anúncios onde os próprios artistas apoiam o projeto e falam sobre suas opiniões sobre o que vem acontecendo no mercado musical, mas principalmente: que são consumidores de música também. Veja que lindo que ficou esse primeiro filme com o Gil:
- Shows interativos ao vivo
Uma plataforma que trará 5 shows transmitidos ao vivo pela internet, num site que integra o vídeo, facebook, twitter e um painel, onde em real-time, todos poderão votar na próxima música que o artista vai tocar. Tudo live e grátis. Esse shows também são divulgados na TV, em revistas, e também pelos próprios artistas.
E daqui em diante teremos a continuação da campanha com sustentação, varejo e outras idéias em desenvolvimento.
5. O que foi difícil
- Relação cliente, agência e produtoras
Imagine quantos “donos” esse projeto não tem. Imagine a quantidade de paus que não aconteceram até que cliente e agência chegassem no mesmo lugar. Imagine quantas reuniões, calls e emails não foram trocados para juntar desenvolvedores de 2 empresas diferentes, agência e clientes em meses de projeto.
- Artistas
Juntar o interesse sobre o show, com a agenda atarefada de todos eles, não é nada fácil. Ainda mais por não precisarmos só deles pro dia do show, mas também para gravar os filmes e anuncios – e aprová-los. Aprová-los nem sempre parece tão fácil. As vezes o cara pode estar num avião ou no ônibus da turnê e só nos responder dias depois. Voltar atrás em coisas que já estavam prontas aconteceu bastante, e ainda, loucuras como alterar o roteiro do filme no set, resolver layout com o artista do lado… redator e diretor de arte criando on-demand.
- Desenvolvimento
Fazer um site que esteja preparado para milhares de acessos simultâneos, integrados a um sistema interativo de votações, que tem que estar ligado com o estúdio de forma que o artista faça parte e realmente aproveite essa experiência. Ainda, integrar isso a um sistema de tecnologia já existente na estrutura do cliente.
- Timing
Apesar de estarmos trabalhando há 6 meses no projeto, ele teve um período de “tour” no cliente – onde todas as gravadoras e empresas do Grupo Globo, que a Som Livre faz parte, precisaram ser envolvidas e precisavam aprovar essa coisa toda. No final, o tempo para botar isso de pé foi bem apertado.
6. Finalmente no ar
Os filmes já estão por aí. Os anúncios também. O site também já está no ar, e até o final do mês grátis para que todo mundo possa ver e ouvir à vontade.
E hoje, 3a feira, às 20h você vai poder ver e participar desse show inédito, interativo e único com um dos pilares da música nacional: Gilberto Gil.
Passa lá mais tarde: www.escute.com










Falar que é um tipo de Grooveshark, só que com apoio dos artistas seria errado né?
Os usuários querem facilidade e conteúdo.
Coisas que o Grooveshark e o Spotify tem, e o Escute não.
A campanha é bem legal, gostei. A estratégia também. ] Mas o serviço em si não é nada novo. É um Grooveshark pra quem não conhece o Grooveshark.
Uai, tem que se cadastrar no globo.com para usar o Escute? E essa história de que "O som é livre"?
cade o connect com o facebook? atiraram no pé.
o slogan "O som é livre" é porque o serviço é da Som Livre, obviamente.
Acho o blog excelente e adoro idéias publicitárias.
O projeto é interessante! Mas como vc mesmo disse, quem sabe usar bem um torrent não vai se interessar tanto por isso. Viva a música livre!
Vc quer um site inovador em música? Consiga os direitos de utilização do pandora no Brasil, negocie com as gravadoras, e deixe a música fluir livremente.
Meus 2 centavos.
Achei a estratégia brilhante. A melhor forma de se incutir uma cultura nova na mente das pessoas é utilizar uma outra ja existente, a igreja católica mostra que é um modelo de negócios funcional ha 2 mil anos.
Na minha humilde opinião o modelo de negócios (utilizar o serviço integrado a conta de celular) é a coisa mais interessante da proposta, mas não é suficiente para se tornar usável.
Vou relatar minha experiência de uso do escute. com salientando especialmente os pontos que não gostei.
1) Efeito "mais do mesmo"
Quando bati o olho e vi um banner do justin bieber e outro da Ivete Sangalo com Luan Santana, me pareceu estar visitando o sonora ou a radio uol. Não me agregou nada, não me mostrou que a proposta era realmente ser diferente.
2) Confusão visual
O site causa uma sensação de desconforto. Muita informação, muita coisa chamando atenção e sem áreas delimitadoras de conteúdo que te fazem respirar.
Ainda nessa linha, o padrão monocromático deixou o site monótono. Não me deu vontade de navegar, não me senti atraído a clicar em nada (especialmente da area de fold pra baixo).
3) Limitação do Sistema
Após todos esses inconvenientes resolvi clicar em uma música (lembre-se que neste momento estava absolutamente desconfortável com o site) e quando me dei conta, o sistema estava limitado ha 30 segundos somente, precisando me cadastrar para ouvir uma música completa.
Considerações finais.
Assim como a grande maioria das pessoas, fui impactado por um "manifesto" na tv. Por mais que parecesse óbvio, não me liguei que tudo isso era propaganda vinculado à Som Livre e criei boas espectativas sobre algo realmente reacionário ou no mínimo diferente.
Mas quando acessei o site não vi isso.
Cadê o manifesto? Cadê informações que me mostram a verdadeira proposta do site?
Enfim, acessei o site como usuário final, e não como profissional da área. Esperei algo novo e me deparei com frustrações. Meu objetivo com esse comentário é contribuir para a melhora do serviço através de uma experiência válida.
É sempre bom lembrar que a primeira impressão é a que fica.
Quando acessei o site, brochei, em função de todas essas questões relatadas.
Sou publicitário de agência, mas há alguns anos migrei para a área de internet me especializando em user experience e design de interação.
A partir daí comecei a perceber que de nada vale uma bela estratégia publicitária, um planejamento minucioso se o produto final não for atraente. É sempre bom lembrar que a primeira impressão é a que fica.
senti absolutamente a mesma coisa.
confusão, limitações, dificuldade em transmitir a idéia do site…
Eu sinceramente esperava algo mais.
Enquanto isso, fiquem com Spotify ou até mesmo o Grooveshark.
Bruno, obrigado pelos comentários. Eu mesmo tenho minhas ressalvas com o produto nesse momento. Mas eu sei que o site acabou de ser lançado, e sei a dificuldade que é fazer isso em uma empresa gigante, cheia de regras e processos que as vezes impossibilitam um simples facebook connect. Mas tudo vai sempre estar em constante melhoria. É o trabalho de um monte de gente, e que só está começando e não terminando. Esse seu tipo de feedback, construtivo e respeitoso é tipo de coisa que gera mudança. Passei isso tudo pro pessoal do site, e tenho certeza que itens da sua lista já estavam na deles.
Sempre as ordens.
Me interesso bastante sobre o mercado musical e seus novos caminhos, tenho até um projeto que deve entrar no ar nos proximos meses. Quando entrar, provavelmente também serei chicoteado
O mais legal é que eu só fiz a campanha, e tem gente que acha é só chegar pro meu cliente e pedir pra ele fazer o site igual ao Grooveshark (que é ilegal). Mas enfim. Manda aí quando o seu entrar no ar. abs!
Muito bom este feedback! Na verdade sou mais um a sentir o mesmo que você.
cara, incrivelmente ridiculo e fadado ao fracasso… esse release tá com cara de briefing… o redator não se deu ao trabalho nem de escrever, os maiores cliches também já estão embutidos como "antenados", que sabem usar torrent (quem usa torrent vcs acham que vão usar esse site inutil), até mesmo falar que orkut é velho, que de fato é uma discussão inutil. boa sorte
Eu acho que usar o termo ilegal, não vai atrair as pessoas que estão acostumadas a usar esses serviços “ilegais”, pensaram q isso seria meio q chamar o consumidor de ladrão?
Boa sorte! gostei do site.
A idéia é legal… Mas ao meu ver… o usuário não quer pagar para consumir o conteúdo, mesmo que seja barato, mas falou em pagar, a massa cai fora e a minoria, talvez amante da música e do projeto vai querer pagar por isto. . Se estudar mais como funciona o projeto do Grooveshark, talvez se torne mais interessante.
Sempre um modelo novo é bem-vindo e empolgante. Mas o cadastro obrigatório na globo.com é um desserviço.
Acho o modelo de negócios interessante: pague x (pouco) por mês e tenha acesso à milhões de músicas. Já é algo que é feito em todo o mundo, música vira uma comodidade assim como água e gás. No entanto, acho que esse projeto só vai funcionar de fato, quando as outras gravadoras embarcarem. Não adianta nada se elas não toparem a parceria. De que adianta um site onde vc paga pra ter acesso a várias músicas e 8 entre cada 10 artistas que vc procura não estão lá pq não são da Som Livre? Mas com as parcerias tem tudo para ser ótimo! É a evolução do modelo de negócios do music business, um modelo que funciona para todos, onde todos ganham. Que tem a capacidade de ajudar a derrubar o tabu do paradigma digital.
Duca este projeto, parabéns!
Com o perdão do meu comentário parecer imbecil…eu digitei 03 artistas nacionais bem conhecidos na busca: Djavan, Capital Inicial e Skank…e apareceu a seguinte mensagem "Busca em construção! Talvez eu não entenda direito o seu pedido. Vê lá se tá digitado direito ou tente buscar outro som" e na sequência "acesse o blog e descubra como buscar melhor". Oi? Acessar um blog para entender como faço uma busca? Puta atraso.
Independentemente da discussão sobre legal ou ilegal, no Grooveshark, Torrent e tantos outros…eu encontro Djavan, Skank e Capital Inicial.
Parabéns pelo planejamento, excelente!
Meus sentimentos pelo produto, catástrofe!
A internet é mesmo implacável. O rapaz se dá ao trabalho de escrever um post quilométrico revelando toda a brilhante trajetória do seu job e, imediatamente, os comentários arrebentam (com argumentos pertinentes) todo seu case de sucesso. O rapaz que estava todo pimpão já deve ter dado uma brochada enorme. É uma pena, mas já está mais do que na hora dos profissionais de agência aprenderem a se comunicar na rede. Esse modelo de depoimento, como se estivesse dando uma entrevista ao Jô, não passa mais impune. Isso era na época do Olivetto. Agora, e aqui, o receptor é muito mais "antenado".
@rsaqqara Criticas fazem parte da dinamica de um site que não conta só com uma audiência genial e qualificada. Aqui no blog tem muito acesso de gente que ta em começo de carreira, estudantes e tal, e que não sabem muito como as coisas funcionam.
O modelo do post, nao foi nada a ver com Jô Soares, e sim com um modelo que temos tentado por aqui, e tem sido muito bem aceito, justamente por estimular a discussão. Como sempre, boa parte dos comentários precisa ser ignorada por serem simples mimimis de gente que prefere supor que os outros nao pensam do que entender o que se é apresentado.
Obvio que a Som Livre, o Lobão, o DRM, o Escute e basicamente qq coisa que falarmos aqui, sempre vai ter algum lado negativo, errado, ou que não tenha 100% de aprovação. Mas essa é inclusive o motivo de existencia do post e do blog. Dividir e aprender.
De acordo com a minha profissão e com a categoria do post, estamos falando de publicidade. Em primeiro lugar preciso te agradecer por ter achado "brilhante" a trajetória do meu job.
Eu contei o processo de uma campanha, e não a conclusão dela. Ainda tá tudo muito no começo para sabermos se vai ser um "case de sucesso" ou não.
Nesse processo, não quis pregar certou ou errado. Contei o que realmente aconteceu. Então não esperei passar "impune" aos implacáveis visitantes do blog ou coisa parecida. Pelo contrário. Esses feedbacks são passados pro cliente para que ele evolua isso no futuro. Para que ele continue tentando se livrar de toda e qualquer amarra que o limite na hora de fazer e vender seu produto.
Chegar aqui e chutar que ta tudo errado, e principalmente, que eu preciso aprender a me comunicar, é muito achismo seu. Todo mundo tem o direito de nao gostar. Isso é obvio.
Agora eu to tentando entender o real objetivo desse comentário. Ele simplesmente não agrega nada na discussão. E viu, não fiquei brochado não. Os resultados estão sendo ótimos, e quem sabe, não conseguimos mais um "case de sucesso".
Caso queira continuar esse papo, e quiser me explicar como um profissional de agência deve se comunicar, me manda um email. Tá lá no cabeçalho do post.
Um abraço.
Caro Rodrigo, agradeço sua atenção.
Vamos por partes, eu não chutei que está tudo errado, disse apenas que a sua posição frente ao seu leitor estava errada. Achismo meu? Pode ser, não tenho compromisso nenhum em dar minha opinião nesse post baseado em pesquisas qualitativas e quantitativas. Entretanto, numa análise empírica do seu texto, tenho segurança de que ela está muito mais próxima da verdade do que do engano. E, a partir do momento que você decidiu fazer um post na famosa "via de mão dupla" da web, você não pode ficar magoadinho quando alguém faz uma crítica à sua posição.
Também discordo de você, Rodrigo, quanto a não agregar nada à discussão. Veja quantos comentários negativos tiveram e você se deu ao trabalho de responder apenas ao meu. Ao dar atenção exclusiva ao único comentário que “nada agrega”, você está sendo incoerente com a sua própria afirmação, praticamente criando um paradoxo. Então, acredito, por meio do achismo, que minha opinião gerou sim uma discussãozinha, principalmente se considerarmos que ela aconteceu com o autor do post.
Que bom que os resultados estão sendo ótimos, ficaria preocupado se eles seguissem a tendência que vimos aqui.
Com relação a lhe explicar como um profissional de agência deve se comunicar, infelizmente não posso ajudar, pois não tenho cacoete de professor, mas não tem segredo não, se você ler bastantes posts por aí vai acabar se aperfeiçoando. Eu faço sempre isso.
Aproveitando a nova oportunidade de comentar nesse post, vou mais uma vez fazer uso do achismo e afirmar que o ego do profissional de propaganda é muito maior que sua preocupação com os resultados do cliente. Veja você novamente, eram 27 oportunidades de responder de forma esclarecedora os comentários que questionavam o serviço do seu cliente, mas não, você só se preocupou em responder o meu, o único que falava da sua postura. Já em relação às críticas pertinentes que foram direcionadas ao serviço, você se limitou a tratar como "mimimis". E, com base no achismo novamente, acredito que os autores desses “mimimis” podem ser consumidores em potencial do serviço do seu cliente. Mas enfim, isso não é problema meu.
Portanto, Rodrigo, na falta de um real objetivo para o meu comentário anterior, que tal escolher este: a revelação de que a imagem pessoal do publicitário ainda deixa para segundo plano os interesses de quem paga as contas da agência. Pelo menos, é o que eu acho.
Um abraço, Rodrigo.
Você é o tipo de cara que, se esse site fosse um daqueles antigos fóruns de discussão, seria bloqueado por comentar off topic. um abraço.
Ou não. Abraço.
Eu fiz mais de 300 psds desse projeto! O plano de comunicação de lançamento e da marca está muito bom. Parabéns a todos os envolvidos.
(escrevi coisa pra car@alho mas deu pau na hora de publicar o comentário, então fod@a-se vou resumir)
Depois da entrevista do Lobão no IG fica difícil avaliar qualquer iniciativa que contenha as palavras "Som Livre" e "Gilaberto Grill" http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/lob…
Serviço de música paga em 2011?A industria fonográfica continua insistindo nessas fórmulas antigas e fracassadas. "Você que acha que o orkut velho…não enxergue tanto benefício" por esse presuposto entendo que o público sejam as classes C/D/E, certo? Oferecer um serviço pago para usuários que tem recursos financeiros limitados não é coerente. Vamos supor que cada música custe R$0,90 sendo assim um CD com 15 músicas pode custar R$13,50. Esquece é mais confortável gastar R$5,00 e comprar o cd no camelô.
Experiência:
Me animei ao ver a lista dos ganhadores do Grammy cliquei para ouvir e aos 24seg a música para. Porra! é um teaser, me senti ouvindo a rádio uol em 2001. Fui para o Grooveshark e usei a playlist para ouvir lá todos as músicas. "Ah! mas você não é o público!" ahãn, isso vai acontecer da mesma forma com o target mas com outra mecânica….. "filhão!, baixa umas música para mim, eu entre no Escute e peguei uma lista dos maiores sucessos do Roberto Carlos, mas não vou pagar R$0,50 cada".
Me aproximei da música? Sim mas em outro lugar que oferece o serviço de graça
Modelo de negócio:
E isso tudo reflete no dia a dia do trabalho nesse novo modelo de negócio, se a coisa não começar a dar dindin é provável que o interesse da agência que (além de ganhar grana) é promover a interação, experimentação do usuário com ferramenta fique em segundo plano. Como a gência irá se comportar dentro desse cenário vai abrir mão do seu "core business" em detrimento do lucro, puro e simples?
Logo
Um projeto que propõem uma nova experiência com conteúdo musical e tem esse logo, é preciso ter algo novo, inspirador e não mais do mesmo:
http://www.google.com.br/images?q=rounded%20stick…
http://www.sxc.hu/photo/944346
Esse é o meu ponto de vista.
Abrs e boa sorte
A propaganda até pode ser boa mas o serviço é péssimo! Depois que li esse blog não quero nem chegar perto disso!
http://pedroparanagua.net/2011/02/06/escute-o-som…
O planejamento, a defesa e tudo mais foi empolgante, em especial os vídeos com o Gilberto GIl que foram perfeitos.
Mas quando entrei no site (pra checar a execução) me desapontei e tenho uma única pergunta.
No que ele é melhor ou diferente do Grooveshark?
Me lembrou o logo da CLARO
Eu curti. A Apple tá aí pra provar que se comprar o oficial é mais fácil que baixar o pirata o povo compra, mesmo classe baixa. Só tem que ver se o Escute vai ter facilidade e catálogo. Se tiver, emplaca.
Eu tenho algumas dúvidas quanto ao modelo de negócios da iTunes Store.
Será que funciona porque o usuário do Ipod/iphone é obrigado a utilizar o iTunes para transferir seus arquivos e ali encontra um sistema amigável e conveniente para compra de músicas e aplicativos. Ou funciona porque sim, pagar 0,99 cents por uma música realmente é uma puta ideia?
Vale lembrar que na gringa existe uma cultura de se pagar por música (não só por música, mas produtos e serviços web em geral) e a própria iTunes é o maior case de sucesso nesse quesito. Mas no Brasil… historicamente não parece ter dado certo.
Eu tenho a impressão que o brasileiro médio (que não passa 12-16hs por dia na internet como a maioria de nós) AINDA não vê vantagem em pagar por algo que não seja físico, como um arquivo digital em mp3. O valor agregado dado a isso por aqui é muito pequeno. Tanto que muitas bandas, principalmente independentes "dão" sua música gratuitamente para download esperando outro tipo de compensação como: aumento da base de fãs, possibilidade de novos contatos para shows, etc.
Chris Anderson falou muito sobre isso no livro Free, que como o próprio nome diz também é gratuito
O mercado mudou isso é fato. Agora é quebrar a cabeça e descobrir como lidar com isso.
Na boa, a proposta pode até dar certo, como disse o Dias, tá ai a Apple faturando alto com o iTunes Store.
Porém, poderiam nos poupar dessa conversinha de manifesto, musica livre, viva o novo blá blá blá.
Nada mais é que uma loja virtual de música, onde não tenho que levantar a bunda da cadeira pra comprar a musica que eu quero. Nada de revolucionário.
Até pagaria por músicas, pra não ter que comprar o cd todo e tal. Sem querer ser repetitivo é essa mascarada, essa envelopada falsa de manifesto pela música livre que não cola.
[ ]'s
Não é isso tudo.
Acho o projeto em si interessante, mas a comunicação não está direcionada para o público que se quer atingir. Se o objetivo é alcançar as classes C e D através do mote "democracia musical", "todos ganham", "pirataria não", a campanha contra a compra de CDs e DVDs piratas é mais clara e tem mais apelo.
Para combater a cultura do "de grátis", o negócio tem que ser realmente novo e realmente bom. E não vejo nenhuma dessas características no Escute.
No mais, parabéns à agência, porque, independentemente do sucesso ou do fracasso do projeto, não é qualquer uma que tem estrutura para colocar algo tão complexo na rua.
serviços por assinatura sempre têm o problema de que, assim que cancelar o serviço, não dá pra ouvir mais nada.
mas os modelos do Zune Marketplace e do Sonora (quanto você quiser em streaming, "x" por mês pra baixar sem DRM) ainda não são tão comuns.
Acho q todo o projeto para tentar readequar a industria a internet é bem vindo, mas pra mim o projeto brasileiro que se adequa mais a realidade da internet é o do tramavirtual, onde vc baixa de graça e o artista ganha, desde o independente de garagem a banda grande, não sei quanto aos rendimentos e tal, e ainda tem muito o q melhorar, mas parece o mais próximo da realidade, se a tv consegue ser de graça por causa da publicidade porque a internet não?
Quanto ao post legal, mas fala de tudo muito por cima acaba ficando com cara de release pago mesmo, não que seja isso.
O típico e velho papo furado esse projeto, pra tentar refazer o filme que ta queimado a muito tempo.
Seria como se você engordasse durante 15 anos e quizesse emagrecer em duas semanas.
Fiasco total.
Querem passar uma imagem de projeto cultural e social pra salvar essa indústria que castigou artístas e consumidores durante anos.
Fiquei com uma baita sensação de "mais do mesmo" numa roupagem de revolução da indústria. Cadê a mudança? Não entendi, não sei se por miopia minha ou por ineficácia da comunicação.
ainda prefiro o Grooveshark
Ok, todo mundo quer dizer quanto trabalhou, agora todos os estudantes que fazem projetos semelhantes e não tem a mínima noção de quanto isso pode valer?
Só faltou contar se a remuneração foi boa, ou não.
Quanto foi?
Fora comentários acima dos quais concordo com muitos, identidade visual completamente fraca.