Nesta Black Friday, compre “Nada”
| por Carlos Merigo { 25.nov.2009 } |
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Nos Estados Unidos, a primeira sexta-feira após o dia de Ação de Graças é marcado por uma correria ao consumo. Na chamada “Black Friday”, o comércio pratica descontos generosos, fazendo com que as pessoas enfiem a mão no bolso.
O pessoal do movimento britânico Do The Green Thing resolveu mostrar qual vai ser o produto mais quente dessa Black Friday: nada. Zero, nada de nada, algo que não custou nada para ser feito, não gastou nenhum tipo de recurso e também vai ser vendido a preço de nada.
O “Nothing” imita uma página de produto da Amazon, e traz diverso depoimentos em vídeo sobre consumo consciente. Artistas e bandas falam sobre o nada, todo mundo está falando sobre o nada.
Seria exagero chamar de protesto, é sim uma forma ácida e sensato de alertar sobre o consumo desenfreado.
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Dentro da sacola vc pode colocar esse produto: http://www.wishlist.nu/2007/09/12/nothing/
Porém esse já custa 4 dólares…
blá blá blá. e a publicidade, não são contra?
Excelente ideia.
Querido Thiago, o equilíbrio é necessário em QUALQUER lugar. Experimente vender algo que seu cliente não precisa exaustivamente (vide polishop) e você vai ter uma empresa que se torna uma piada.
Mas seria uma piada engraçada. Imagino a receita mensal do polishop e, se fosse a minha, (espero que um dia a minha seja ainda maior), estaria rindo à toa…como numa ótima piada. Ou você precisa dos 2 pares de allstar e 3 de adidas que tem no armário? Ou seu 3º ipod era mesmo necessário? Afinal 60gb nunca serão mais do que suficientes.
Thiago, uma coisa é você criar desejos. Outra é você forçar a compra.
A All Star não precisa dizer Compre um all star a todo santo momento.
“Piada engraçada” para quem, cara pálida? para o anunciante ou para o cliente?
Enfim. Este “Nothing” não é um manifesto comunista, é apenas um pedido de reflexão sobre o consumismo. Faz tempo já (desde a decada de 90, alias) que o capitalismo no Brasil deixou de ser selvagem.
O consumo desenfreado é um perigo para o estado quanto para o mercado. A crise imobiliaria aconteceu pelo excesso de oferta e consumo exagerado por parte dos consumidores que, depois, não puderam pagar (e acabaram pagando um preço alto por isso).
Sem falar na questão ética de “estuprar” quase que por completo o consumidor com o “não perca, aproveite, confira”.
O que a Polishop faz é até ilegal, dado que as tv´s só podem comercializar 25% do seu horário com publicidade ( aí vendem como se fosse um programa para a Polishop e dizem nao ter resonsabilidade por ser um programa “indenpendente”).
A função do publicitário não é buscar o lucro irrestrito para o seu cliente a reves do consumidor e dos valores éticos. A função dele é pensar para o cliente e isso inclui respeitar o consumidor.
“Não subestime o consumidor. Ele é a sua mulher”.- David Ogilvy
A sociedade já é fundamentada na publicidade. E, com isso, acabam ocorrendo coisas como esta: http://www.chmkt.com.br/2009/11/brincadeira-de-crianca.html
Tudo que é demais é perigoso. Até a água que refresca, pode acabar te afogando.