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Não somos mainstream

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{ 27 de outubro de 2009, 9:45 }

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mainstream

Esse ano tive a oportunidade de conhecer pessoas com o seguinte perfil H/M, AB, 20-35 anos e que, curiosamente (na minha opinião), não dão tanta importância para a internet, Twitter e etc. É engraçado publicar sobre esse assunto agora, já que o Marcos também escreveu a respeito mas de um ponto de vista mais pessoal. E é algo que temos conversado bastante, como engajar pessoas que não tem um relacionamento diário com tecnologia?

Essas pessoas que conheci têm email e o acessam como nós acessamos a nossa caixa do correio no prédio. Semanalmente e pronto. Algumas dessas pessoas estão empregadas e usam o email do trabalho normalmente como todos nós embora deixem o Outlook fechado e abram de vez em quando para ver se chegou algo. Mas sem ansiedade.

Uma dessas pessoas é uma artista. Tem celular. Não tem computador. Acessa a internet ocasionalmente em Lan Houses. Usa SMS e MMS mas não tem um celular de ultima geração. Não tem Twitter. Tem MSN. Acessa o Orkut para se comunicar com seus amigos e saber como eles estão.

Por que estou citando essa experiência? Simples. Porque nós vivemos em um gueto e esquecemos disso. Achamos que todo mundo tem os nossos hábitos. Nós somos parte dos 10% do Twitter que fazem 90% do conteúdo que aparece por lá. Quer mostrar que olha para fora do nosso gueto? Assista a novela, pegue o metrô e o ônibus sem usar um fone de ouvido.

As piadas do Twitter, os memes da internet, os zemayerfacts e etc fazem parte do nosso ambiente de trabalho. Claro que isso roda muito no nosso mercado (de comunicação), reverbera também em outros canais eventualmente e isso faz com que achemos que somos parte do mainstream. Nós não somos o mainstream. Já experimentou falar para o seu porteiro que o elevador quebrado é Fail?

Para não falarem que estou sendo preconceituoso, vou dar outro exemplo. Já experimentaram falar para o seu amigo que acessa o email semanalmente que só de pensar em um chopp já te dá ressaca feelings? Ele provavelmente vai entender o que você falou mas não o porque de você colocar o feelings no final da frase.

São exemplos que remetem a um diálogo do filme “De Volta pro Futuro” quando o Marty McFly fala que algo é “Heavy” e o Doc pergunta se no futuro há algum problema com a gravidade. É falar algo de um universo que outras pessoas não entendem a referência.

Nós vivemos de comunicação. É nossa obrigação viver nessa overdose de informação. É como nos mantemos atualizados, como sabemos o que vai comover o público e etc. E temos que fazer isso mesmo. Cada vez mais temos que nos manter atualizados.

Twitter, blogs e todas as ferramentas mobile são importantíssimas e revolucionárias, estão mudando muita coisa na nossa vida, inclusive a maneira que lidamos com a mídia. Mas é um exagero esperarmos que uma piada do Twitter vire piada nacional se ainda não foi coberta por nenhum veículo da mídia tradicional.

As vezes tenho a impressão de que algumas campanhas são feitas para movimentar o nosso mercado e não para os consumidores. E acho que muitas das vezes é porque estamos presos no nosso dia a dia e não olhamos ao redor.

No primeiro episódio de “Mad Men” (que só comecei a assistir agora. Uma vergonha, eu sei) há uma situação dessas quando o protagonista, Don Draper, tenta empurrar uma campanha de cupons para uma loja de artigos femininos “porque mulheres adoram cupons”. Ignorando o fato de existirem mulheres diferentes.

E aí chego na pergunta chave: como vamos engajar esse público se nós acabamos vivendo em um mundo paralelo? Quais são as maneiras que temos de nos aproximar dessa realidade e não tentar impor a nossa realidade?

===============
E já que falei de engajamento, você já preencheu a pesquisa mundial de engajamento da CScape? É até o dia 30/10 e você recebe o relatório quando for lançado.

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52 Comentários para “Não somos mainstream”

  1. Zelenski: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 9:58

    Belo texto, Daniel.

    Eu acho que até rola um movimento que cruza esses “mundos paralelos”. Como a tentativa de interação com os internautas no Fantástico, ou os programas de TV que mostram os vídeos (geralmente, só vídeo engraçado) que bombaram no youtube na semana.

    Mas, creio eu, hoje só se pega o que é polêmico ou o que dá audiência fácil. Mas isso hoje. Acredito que daqui um tempo será tudo conectado. A TV, que tanto assistem, será conectada à rede, por exemplo.

    Abraços!


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  2. Gilberto: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 10:03

    Um dos melhores textos q li aqui…parabéns…


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  3. Gardy Helena: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 10:04

    Isso me faz lembrar do campanha da Sprint (companhia de comunicaçao nos EUA), que tinha um ad na TV bem seletivo..
    Quando eu ví a primeira vez, pensei: uau! agora tá assim, todo mundo antenado em tecnologiaaaa…
    Saí de casa com o ad na cabeça, e fui comentar com alguns amigos. Pra minha infelicidade (ou não) alguns deles (maioria!) não fazia idéia do que eu falava.

    Segue link no youtube do ad:

    http://www.youtube.com/watch?v=L-tRHNElTo4


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  4. Thiago S. Rosa | Twitterthiagorsr: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 10:23

    Nós somos um gueto, porém, um gueto que ecoa vibrações até nas avenidas mais largas desta cidade. Pode ter certeza que deste “gueto” ainda vai sair muita tendência para este pais chamado Brasil! Gostei do texto, por sinal.

    Abraços!


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  5. Chicko: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 10:30

    Putz…mudou muito isso aqui. Tá mais bonito…
    .
    E pensar q no começo era só um blog sobre publicidade.
    .
    Nostalgico?! Apenas um H/CD/20-25 feliz por ver um lugar q ele sempre visitava ter crescido tanto.
    .
    = ]


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  6. Kevin: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 10:42

    Pois é meu caro, já cheguei a essa conclusão faz muito tempo! Publicitário é uma raça que só anda entre eles e só conversa entre eles e a consequencia disso é a alienação.

    Muitas vezes fazemos uma campanha/propaganda/etc e achamos legal, mostramos para um amigo (publicitário) e ele acha legal tb… daí achamos que vai funcionar! Porém, se mostrarmos isso para o target real da parada, ele não entende! E assim como Marty McFly, estamos passando uma mensagem que não será compreendida por boa parte.

    Assim, podemos parar para pensar naquele velho argumento sobre a TV como meio de comunicação em massa, onde as pessoas falam que vc é visto por milhões, mas no fundo vc atinge poucas pessoas. Talvez seja pq a propaganda que fazemos não é feita para esses milhões e só isso. O problema não está com o meio e sim com nossa campanha, pois só sabemos pensar nos segmentos específicos do público, que procuramos deixar cada vez mais limitados nos briefings.


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  7. miguel: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 10:44

    pq “feelings” no final da frase?

    haehehe … sério, essa não conheço.


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  8. Paulo Vadjayna: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 10:45

    Daniel, tudo bem…!?!?!? bem legal esta tua visão a respeito desta vanguarda tecnologista que como qualguer grupo social influencia sim o todo… influencia… mas não está no topo nem no alto de nada… a mídia bebe da fonte do twitter por exemplo, aqui na Jovem Pan eu uso o twitter por exemplo para pesquisar frases para o nosso programa “Frases da Semana” por exemplo… é uma fonte….agora a respeito de como vamos “sugerir o hábito” de twittar e se engajar nas novas mídias de comunicação as pessoas que se enquadram neste teu prfil, já é algo interessante, no ponto de vista pessoal é algo zuado.. no pontod e vista profissional… necessário…
    como vamos atrair os consumidores para o nosso lado…!?!?!?

    INTEGRANDO E POPULARIZANDO AS MIDIAS

    COMUNICANDO O QUE FOR DE REAL INTERESSE COMUM

    isso que busco fazer… bora!?!?!? huahauha
    grande abraço


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  9. PG: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 10:46

    Pô, mas cês só foram se tocar disso agora? Eu acho sinceramente que vocês deveriam sair mais da frente do computador e ver o Brasil profundo, pegar ônibus, ir no parque, andar na calçada, de preferência, sem teclar no smartphone ao mesmo tempo. Ah, e parar de assistir Mad Men.


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  10. Tálita Sobral: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 10:47

    Tenho que concordar, ultimamente, várias propagandas são feitas de publicitários para publicitários.

    Gostei bastante do texto e realmente: Nós não somos o mainstream! É bom ler isso para acordar um pouco, e enxergar o que se passa de verdade!
    Abraços!
    =D


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  11. murilo campos | Twittermurilo_campos: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 10:49

    tive sensação parecida quando vi pelo google analytics alguns dados sobre os visitantes no meu blog.

    Pra começar, net discada é quase 25% – e eu achando que nem existia mais ! ;-(… browser era 95% IE 6.0 – só mudou agora por causa do youtubis (aleluia).. resolução de telas como 800×600 é significativo, e 1024 a 768 é unanime..

    As vezes fico tentando imaginar quem são meus leitores..

    O post ta bem legal, só discordo do gueto. Gueto tem a ver com discriminação.. as pessoas são enxutadas em um espaço pra ficarem por lá.. dizem os academicos que não há guetos no brasil..

    o gueto mais facil de visualizar a ideia é o bronx negro.

    me sinto mais é numa torre nivel A++++++++++ olhando pra baixo e vendo os modenzinhos de 56.6k hahaha

    bixo, quem acessa internet de banda larga no iphone para ler o twitter deve ser algo como 0,000000000000000000000000000000001 da população haha na buena

    abs


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  12. Mayra Massuda: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 10:53

    Me faz pensar

    @mayramassuda


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  13. Luiz: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 10:59

    Rapaz, a muito tempo não lia um texto tão bom! Parabéns, fez muita gente pensar!


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  14. : Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 11:03

    Belo texto Daniel.

    E como alguém ai já falou, serve um pouco de alerta para não ficarmos (publicitários) tão alienados em si, achando que o que vivemos é igual ao resto da população…

    As vezes o tal do “out of the box” é isso: Sair um bucado desse nosso mundinho ultra-concectado e ter uma experiencia junto ao mundo alem da comunicação.

    Valeu pelo texto.


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  15. Murillo Moretti | TwitterMurilloMoretti: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 11:09

    É isso aí!! Excelente texto Daniel!! é por isso que a publicidade brasileira está muito atrás das outras…estamos lá atrás pq os publicitários brasileiros vivem no seu mundinho nerd, enquanto “tudo” rola fora do tal mundinho nerd.


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  16. Ale: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 11:24

    Esse assunto tb foi abordado pelo Washington Olivetto
    http://www.chmkt.com.br/2009/0.....ivoso.html


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  17. Danilo Idman: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 11:25

    Merigo, achei perfeito esse texto. Acho que o engajamento é importante, mas pra maioria das pessoas, a tecnologia entra em suas vidas de forma natural. Nós mesmos, não imaginávamos o twitter e os zemayerfeelings tão presentes em nossas vidas, mas com o tempo as coisas foram se transformando.
    Muita gente opta por não usar a tecnologia por livre opção, mas mais cedo ou mais tarde, como daqui a 10 anos, será natural….


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  18. Monique Ribeiro: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 11:31

    Muito legal o artigo! Concordo que somos a minoria que se envolve completamente nesse mundo da comunicaçao e e essencial que estejamos integrados tambem no ambiente onde a maioria vive!


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  19. Laércio: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 11:40

    E mais preocupante é constatar que este mundo paralelo é habitado por uma maioria esmagadora de pessoas que trazem para o on-line a sua inércia no off-line.

    Aqueles que trabalham com comunicação, e ai eu me incluo, tem que manter o sensor extra ambiente de trabalho sempre ligado… já é antiga, mas sempre relevante, a ideia que temos que pensar, pesquisar e produzir sempre fora do nosso mundo.


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  20. Junior | Twittersaiudagaveta: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 12:05

    Pois é, só fazemos essa refelxão quando nos deixamos pensar e desligamos o botão da “ansiedade tecnológica”.
    Nós vislumbramos tudo, menos o mundo que está ao nosso redor.
    O Laércio aí do comentário nº19 matou a pau a questão central do seu belo texto.
    Amplexos.


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  21. Mário: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 12:18

    O problema da publicidade é o publicitário.

    Não tem profissão aonde exista mais panelinha e ego inflado. #fato


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  22. Bruna Pires: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 12:34

    Oi Daniel, primeiramente parabéns pelo post, ele realmente não é “uma novidade”, como alguns comentários sugerem, mas retoma um assunto que precisamos refletir sim, e lembrar, dia a dia.

    O meu comentário é mais um acréscimo, na realidade. O fato é que nosso mundinho não atrapalha apenas a comunicação Online para Offline. Quantas e quantas vezes erramos na comunicação Online para público Online, por acreditarmos ainda que todos os usuários conversam nos mesmos códigos que nós publicitários.

    Conforme já comentado por aqui, a grande maioria ainda desconhece diferentes browsers, redes sociais, costumes e modos de quem está passos a frente.

    Enfim, foi válido demais ler o seu post e lembrar com tantos detalhes e exemplos que o caminho não é apenas esse.

    Parabéns!


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  23. Zacca: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 12:43

    Analogamente a seu texto:

    Da mesma forma que deve ser um pecado mortal/sacrilégio para vocês ouvir alguém dizer a vocês deste “mundinho” que o jurássico RÁDIO responde AINDA pela maior força de divulgação (percentual e absoluta) de um artista ou grupo musical no nosso país. E de fato, É ASSIM ainda… (mesmo tendo diminuido um pouco o seu share com as novas “tecnologias”)

    É preciso ter mais pé-no-chão com a realidade brasileira na hora de propor ações de marketing, pois as ações parece mesmo que se voltam mais para os próprios profissionais da área do que para os desejados clientes.


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  24. Bruno Bergher | Twitterbbergher: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 13:11

    Ótimo texto, Daniel. Tentando adicionar algo, diria que a diferença entre ‘a gente’ e ‘eles’ é que nós vemos tudo isso como um fim, enquanto a população em geral vê simplesmente como o que é de fato: um meio.

    É claro que não dá pra dizer que usamos o Twitter simplesmente porque ‘é legal’ ou ‘é novo’, mas sem dúvida temos prazer de participar de coisas online simplesmente por envolver alguma inovação específica e complexa, algum mashup genial ou porque resolve um problema exclusivo de pessoas que ficam online o dia inteiro ou tem smartphone.

    E acho que isso acontece em qualquer nicho. O povo de tuning não deve entender como o cara compra um Gol pelado na concessionária e dirige feliz, como alguém muito ligado em moda não deve entender alguém que tem uma relação puramente utilitária com roupas. A diferença é que quem trabalha com comunicação tem um poder a mais de decisão nisso tudo, e acho que é bem aí que sua chamada é mais preciosa.


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  25. Bruno Tozzini | Twittertozzini: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 13:19

    Muito bom o post. Eu acho que a resposta para sua pergunta é basicamente saber usar e dosar as midias ideiais para cada cliente ou cada situação.

    Exatamente por tudo isso que vce descreveu que eu não concordo (e dou risada) quando alguns dizem por ai que a midia tradicional morreu… blablabla
    e olha que meu trabalho é criacao em midias sociais e marketing de guerrilha. Teóricamente eu seria mais um a defender isso pra vender meu peixe.

    Não é todo mundo que se interessa pelo “viralzinho” do momento, o flashmob de não sei de onde ou o trendtopics do ze mayer… e isso é natural.
    E também não é em todo job que temos a obrigação de engajar, só porque essa é a ordem da vez. As vezes um anuncio ou filme na tv bem feito, com uma boa ideia, resolve a necessidade do cliente. Em outros casos uma ação bem feita nas redes sociais ou uma guerrilha resolvem sem precisar do restante.

    Como disseram ai em cima , e eu concordo, “temos que sair mais da frente do computador e ver o Brasil profundo, pegar ônibus, ir no parque, andar na calçada, de preferência, sem teclar no smartphone ao mesmo tempo.”

    abs


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  26. Liane Santi: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 15:07

    Tenho muitos amigos que não são publicitários – aliás, a grande maioria deles. E se 10% SABE o que é twitter – apesar de SABER o que é Facebbok, mas não participar – , estou sendo extremamente otimista.
    Porque eles não vivem na frente do computador o dia todo tendo que escrever coisas inteligentes para os outros lerem. Porque a vida deles acontece fora daqui, em outros círculos sociais onde o contato entre as pessoas é concreto – olho no olho, palavra, aperto de mão. Porque o MSN se basta como forma de troca: é instantâneo e para as poucas horas (SE) diárias em que estão online,resolve e faz sentido. Enquanto a gente vê quem tem o último modelo de ipod ou iphone, pra muita gente o status está no aparelho celular com melhor capacidade, potência e design (com parâmetros bem diferentes do que consideramos) pra ouvir na rua.
    Por isso, a frase que melhor resume esse texto que é muito bom: “Quer mostrar que olha para fora do nosso gueto? Assista a novela, pegue o metrô e o ônibus sem usar um fone de ouvido”.


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  27. Bia: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 15:37

    Não tenho dúvidas que as campanhas são feitas para impressionar as agências concorrentes, e não para os consumidores. O número de pessoas impactadas e que realmente vão dar importância a qq coisa é mínimo. Prefiro as propagandas de antigamente, super honestas, simples e falam o q querem sem enrolar.


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  28. Nanda Dias: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 16:00

    Adorei o texto. Eu me sinto assim o tempo todo. Qto mais nós comunicólogos inserimos nesse mundo, mais distantes ficamos do mundo dos seres comum. É mesmo um exercício diário termos que aprofundar tanto em novas mídias e novas tribos e ao mesmo tempo temos que conhecer nosso publico e entender o que eles querem e não confundir nosso meio com o resto do mundo…

    é… não é fácil ser publicitário ne mesmo rsrsrs


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  29. Leo Becker: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 18:54

    Muito bom o texto! Eu vivo isso toda a semana, quando me reúno com grandes amigos, mas que não são do nosso meio. No início eu até tentava explicar tudo, mas hoje em dia prefiro conversar sobre o que deu na novela das 8 do que o último post do #9. E isso acho que nos limita de uma forma, que daqui a pouco não vamos conseguir mais atingir nosso público.


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  30. cottonboy: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 19:17

    Merigo, são as duas coisas mais importantes que eu aprendi na faculdade:

    “O Brasil não é ipanema”

    e

    “A linguagem é como uma roupa. A depender da ocasiao, ela muda”.

    Que é basicamente tudo isso que voce falou resumido em duas frases.

    Deve ser mania te twitter. Resumir tudo hahahaahah

    abs


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  31. Caio Rangel Monteiro: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 19:56

    O texto está ótimo.
    Tenho certeza que esse texto representa a opinião de muitos publicitários.
    Parabéns.


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  32. rp: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 21:07

    Também não entendi o porquê do uso da palavra
    “feelings” no final da frase. É sério. Estou
    muito curioso. Se alguém puder explicar…


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  33. Marcelo Chabes | Twittermarcelochabes: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 22:20

    Beeeelooo texto. Mto bom.


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  34. Arthur Ginder da Costa: Reply to this comment
    terça-feira, 27 de outubro de 2009 - 22:46

    Belo post, fiz o meu TCC sobre um ag. digital e quase briguei com um integrante do grupo querendo convencê-lo de que nem todo mundo é obrigado a saber o que é orkut, facebook, etc, mesmo trabalhando no meio.
    Até duas semanas atrás eu não sabia o que era o Tumblr. Com tantas novidades ao mesmo tempo e cada vez menos tempo, como exigir o mesmo conhecimento q


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  35. Rodrigo Cunha | Twitterrodrigocunha: Reply to this comment
    quarta-feira, 28 de outubro de 2009 - 0:01

    Texto extremamente elucidativo. Está aí o que sempre pensei mas nunca esvrevi.

    Parabéns Daniel!


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  36. Multiplicidade nas formas de comunicação « Idéias Fervilhantes: Reply to this comment
    quarta-feira, 28 de outubro de 2009 - 0:33

    [...] com as mídias mudou e continuará mudando. Uma excelente leitura que indico sobre isso está no Blog Brainstomr9, onde o Daniel, autor do texto, explora o acesso das pessoas efetivamente ao mundo digital  e seu [...]


    WordPress MU WordPress MU
  37. Gustavo Gitti: Reply to this comment
    quarta-feira, 28 de outubro de 2009 - 0:55

    Muito bom ver o Sollero como colaborador aqui.

    Ótimo post. É bem o que penso. O que chamamos de internet é um umbigo pois a maioria das pessoas não vê o que vemos. E preconceito não é dizer isso, mas ignorar isso.

    Abração!


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  38. Bruno Tozzini | Twittertozzini: Reply to this comment
    quarta-feira, 28 de outubro de 2009 - 8:16

    feelings é coisa do VF


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  39. Rafael Leite: Reply to this comment
    quarta-feira, 28 de outubro de 2009 - 8:32

    Muito bom o texto. Parabéns!
    Domingo eu estava com alguns amigos jantando e estava passando na TV alguns vídeos que estavam bombando na internet. Todos eu já tinha visto durante a semana, mas o resto do pessoal dava gargalhada a cada vídeo novo. Fiquei indignado, pensando “porra, o que que esse pessoal faz durante a semana?”
    O texto respondeu. Eu que era a carta fora do baralho.
    Parabéns novamente.


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  40. André Seitsugo: Reply to this comment
    quarta-feira, 28 de outubro de 2009 - 9:42

    Concordo com o texto sim, mas isso não é nenhuma novidade. E agora vou contar uma novidade pra vcs, publicitário não cria tendência, só copia.


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  41. Felipe: Reply to this comment
    quarta-feira, 28 de outubro de 2009 - 9:50

    Putz, esse texto diz td o que eu penso há muito tempo! Perfeito!

    Parabéns, Sollero!

    PS: Eu também não entendi essa do “feelings” no final da frase. hehe. Alguém poderia explicar?


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  42. Pancho: Reply to this comment
    quinta-feira, 29 de outubro de 2009 - 13:54

    Parabens muito bom material..

    Parabens material muito bom ..

    Imagine, você tem o Fantastico no Brasil ou em outros programas que convidamos você a ter uma experiência mínima interativo, aqui no Uruguai, a mídia ainda não ajuda.
    é necessário educar as pessoas em geral é o tempo cuesti’on.
    Eu compreendo as tendências e sempre competiu, ou melhor, nós vemos isso acontecendo na rua ou pessoas .. e depois temos a propor.

    Eu não só devem mostrar coisas que são feitas e de algum modo o sentimento de partilha e de educar o povo comum, para ir assimilando cada inovação.

    abraços! from uruguai!


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  43. Luiz Cavalheiros: Reply to this comment
    quinta-feira, 29 de outubro de 2009 - 23:56

    Olha, sendo sincero, achei o tema um pouco antigo.
    Esta discussão de “como vamos atingir a todos” ou de q há uma infinidade de públicos e nichos q desconhecemos existe desde q eu comecei em publicidade. Lembro lá no início dos anos 90 o Nizan dizendo q publicitário tem q assistir novela. E é verdade. Olhamos para nosso umbigo e nosso cotidiano hiper-antenado desde muita antes do facebook.
    Olhar em volta não é só produtivo para quem é publicitário e quer fazer uma campanha de sucesso para quem usa Pentes Flamengo. Olhar em volta faz de qualquer um uma pessoa melhor, madura.
    Outra verdade é q nunca daremos conta de toda a riqueza de grupos, pessoas e suas respectivas vontades e desejos. Ainda bem. Deixa isso para Deus, q inclusive já tem twitter.
    Já pensou q o tal artista q não tem twitter e vê emails de vez em qdo não queira ser “engajado”? E q talvez a forma de tocá-lo seja respeitando isso?
    Fico muitas vezes me perguntando se todas essas novas formas de interação entre as pessoas tem q ser olhadas só pelas lentes do consumo. Eu não gostaria de receber uma tradicional carta de amor com um comercial de Axe no cantinho.
    Bom, são só amigáveis provocações de fim de noite.
    Abs!


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  44. Daniel Sollero: Reply to this comment
    sexta-feira, 30 de outubro de 2009 - 8:20

    @Luiz Cavalheiros:
    Oi Luiz,

    gostei dos questionamentos. Vamos lá.
    O tema realmente é antigo. Eu apenas coloquei em uma perspectiva mais moderna justamente para poder traze-lo de volta à discussão. Principalmente com os novos profissionais e estudantes.
    Sobre respeitar a vontade de não se engajar é uma coisa que levamos muito a sério aqui na iChimps. Trabalhamos com níveis de engajamento, ou seja, não consideramos que todas as pessoas devam ter o mesmo nível de engajamento com qualquer ação. Existem pessoas que vão salvar um site como favorito, outras que vão falar para as pessoas que acha que precisam saber e ainda terão outras pessoas que criarão um fã-clube, uma comunidade do orkut e vão tentar se manter em contato constante com a marca e com outros fãs.
    Mas esse último exemplo é o mundo ideal e, no mundo real, as coisas são diferentes. Pessoas são diferentes logo, seu nível de engajamento também.

    Concordo que olhar ao redor faz com que as diferenças sejam entendidas, que sejamos pessoas melhores e tudo mais. Mas a publicidade, assim como Don Draper em MadMen, acha que sabe tudo o que o consumidor/cliente quer. E isso não é real. Muitos dos profissionais que lêem esse blog, que têm acesso a internet e tal vão para o trabalho de carro. Ou, na pior das hipóteses, usam o transporte público desde que estejam ouvindo suas músicas preferidas no fone de ouvido.
    Esse post, assim como o seu comentário, foi feito para ser uma provocação saudável, que gere o debate e que faça com que as pessoas parem para pensar.

    Sobre receber carta de amor com patrocínio acho que isso depende de quem te escreveu a carta, né? Se for a Axe, com certeza eu não gostaria. Agora, se for minha esposa, com certeza eu vou adorar, independente do logo do patrocinador.


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  45. Leonardo: Reply to this comment
    domingo, 1 de novembro de 2009 - 21:28

    Culpa Mea, ou Culpa Nossa?


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  46. Vivi: Reply to this comment
    segunda-feira, 2 de novembro de 2009 - 23:30

    Independente se o tema é antigo, manjado ou sei lá o que, alcançou seu objetivo, gerou discussão, no bom sentido é claro. A comunicação foi eficaz! Rss

    Todos nós sabemos da diversidade de público, de gostos e costumes, mas, estamos aqui (mercado) justamente para isso, adequar e planejar.

    Seja em qual mundo este publicitário viva, seja lá por qual meio ele conduza suas campanhas, torço para que ele defenda também a preservação da sua própria espécie. Aquela que nasceu ligada a cordão umbilical e não a que vive ligada a um “cordão virtual”.

    Abs.,


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  47. Luiz Cavalheiros: Reply to this comment
    terça-feira, 3 de novembro de 2009 - 15:42

    Daniel,
    bacana sua resposta. Na verdade creio q concordo com seu texto original. Só adicionei uma perspectiva um pouco diferente. Foi bom vc atualizar o tema assim como é bom saber q este dilema existe há muito tempo. Talvez ele seja inerente à profissionais de comunicação em geral. Claro q hj em dia a variedade, quase confusão, de novos canais de comunicação faz esta necessidade de navegação por outros meios e realidades mais importante ainda.

    Grande abs!


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  48. Marketing Digital: Reply to this comment
    quinta-feira, 5 de novembro de 2009 - 11:24

    Muito legal!!

    e é verdade…
    não é porque temos várias contas nas rede sociais e outras, que todo mundo também tem…

    Adorei o texto!!


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  49. Faiano Sanromã: Reply to this comment
    segunda-feira, 9 de novembro de 2009 - 10:22

    Não entendo o porque de posts seguidos (no mercado publicitário), rebaixando o movimento nas redes sociais e o crescimento dela. Gostaria de entender o que está por trás disso tudo. Será o medo desnecessário, (já que ela ñ veio para tomar o lugar e sim para somar) de que a web ta crescendo e que isso pode acabar com as outras mídias que são mtooo mais caras e lucrativas?

    A verdade é que o Twitter, Orkut, Youtube, MSN e etc, são o futuro e ñ o presente, e são mídias que tem uma abordagem diferente e uma forma diferente de se comunicar. O que acontece agora é apenas um momento de adaptação, para que no futuro (assim como o mundo) tudo se torne globalizado e integrado.

    Dai a gente tem 2 opções, ou começamos a nos adaptar para que no futuro podermos saber bem com o que estamos lidando e de como trabalhar para essas redes, ou envelhecemos e paramos no tempo.

    Graças a Deus nada é absoluto nesse mundo e por esse motivo, as empresas e pessoas que já estam se adaptando, estão na frente e quem quiser parar no tempo, mto bom, menos concorrência. Hehehe!!!!

    Abs


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  50. Das cavernas à cadeira… « Design: Ações e Críticas: Reply to this comment
    segunda-feira, 9 de novembro de 2009 - 23:58

    [...] a imagem acima que encontrei no Brainstorm9, não pude deixar de pensar sobre como vivemos hoje em [...]


    WordPress MU WordPress MU
  51. N: Reply to this comment
    sexta-feira, 13 de novembro de 2009 - 23:30

    [...] [...]


    Unknown Unknown
  52. Relatório sobre engajamento digital para download | Brainstorm #9: Reply to this comment
    segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 - 11:38

    [...] algum eu fiz um post em que convocava os leitores do Brainstorm#9 para respoderem a uma pesquisa sobre o engajamento [...]


    WordPress 2.8.6 WordPress 2.8.6

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