A economia dos aplicativos
Inside The App Economy: Mark Pincus, fundador da Zynga, empresa por trás do popular “FarmVille”
A edição dessa semana da Business Week traz uma excelente matéria sobre o que chamam de “A economia dos aplicativos”, inexistente há apenas dois anos. De jogos tolos e pedaços minúsculos de código, na maior parte do tempo, sem utilidade, os aplicativos para celulares e redes sociais geram hoje fortunas para o seus empreendedores.
Com cerca de 100.000 softwares criados, grande parte na App Store da Apple, a economia dos aplicativos tornou-se um negócio altamente lucrativo para startups como Zynga, Playfish e Playdom. Além da atenção de investidores, as três companhias, juntas, geram um valor estimado em 300 milhões de dólares anuais com a venda de bugigangas digitais.
A receita é simples: conquiste muitos usuários com diversão gratuita, incentive a viralização natural, e venda itens digitais para permitir que os jogadores subam de nível. E acredite: qualquer jogador é obcecado por níveis.
“FarmVille” (61 milhões de usuários) e “Mafia Wars” (25.8 milhões), os mais populares apps no Facebook.
O mais popular nessa linha de jogo social é o “FarmVille”, da Zynga, que já tem 20 aplicativos do mesmo tipo lançados. No último mês foram cerca de 60 milhões de jogadores em busca de ter a fazenda mais próspera do Facebook. A matéria da BW ainda brinca: “Existem 20 vezes mais pessoas nos campos virtuais de FarmVille do que nas fazendas reais dos Estados Unidos.”
Esses números dão a Zynga um status de jovem Google, tanto em crescimento como na atmosfera proporcionada aos funcionários: chefs contratados para servir duas refeições ao dia, assim ninguém precisa perder tempo saindo na rua em busca de almoço, por exemplo.
Cada produto da Zynga, que eles próprios preferem chamar de serviço, serve como laboratório de teste para novas ideias. Todo e qualquer clique dentro dos aplicativos são registrados, o que permite aos desenvolvedores perceberem o impacto de cada pequena mudança. Quando começaram a vender sementes de batata-doce digitais em “FarmVille”, por U$ 5 o “pacote”, ganharam 400 mil dólares em três dias.
“Pet Society” (20.5 milhões de usuários) e “Restaurant City” (17.3 milhões), desenvolvidos pela londrina Playfish.
Outra maneira de conseguir as moedas de troca virtuais, além de acabar com o limite do cartão de crédito, é participar de ações de empresas parceiras de “FarmVille”, como instalar a toolbar de determinado site ou se cadastrar em outro.
É também da Zynga outro popular aplicativo de Facebook, “Mafia Wars”. Certamente você já recebeu dezenas de convites de amigos para participar da disputa virtual de gangsters. Já “Café World”, lançado recentemente, arrebatou 16 milhões de usuários nas duas primeiras semanas de existência (atualmente está com 24 milhões).
App Store: Mais de 85 mil aplicativos para iPhone e iPod Touch
A londrina Playfish é dona dos apps “Pet Society” (20.5 milhões de usuários) e “Restaurant City” (17.3 milhões). A estimativa da empresa, com rumores de que será comprada pela gigante Electronic Arts, é arrecadar 75 milhões de dólares ao ano.
A Playdom, de Mountain View, California, criou “Mobsters” (14 milhões de usuários), “Bumper Stickers” (11.7 milhões), “Own Your Friends” (10.1 milhões), entre outros. Esses três exemplos são para MySpace.
Fazer dinheiro com bens digitais não é nenhuma novidade, a internet e o universo dos games contam com dezenas de exemplos de conteúdo sendo vendido por um punhado de dólares. E não estou falando de jogos on demand, expansões para games high-end, canções para jogos musicais, etc, e sim de objetos com custo quase zero de produção. A grande diferença, agora, é que as possibilidades nunca foram tão amplas, sociais e lucrativas.

Adicionando: Mafia Wars foi o primeiro titulo de sucesso, junto com Texas Hold’in (que depois teve o nome trocado para zynga poker) e o Friends For Sale, que é de outra desenvolvedora.
Eles sim são bons empreendedores digitais.
Conseguem vender nada por cinco dólares cada!
As pessoas não compram a batata doce na vida real por esse preço, pq acha muito caro, mas na virtual…
Engraçado como a chegada do Iphone o mundo dos aplicativos ganhou força e virou uma otima oportunidade de negocio, porém outros sistemas mobile (vide WM) não tem a mesma força de criação de aplicativos. Nas redes sociais o que eram apenas jogos viraram formas de midias de baixo custo e alto retorno!
Dugarai esse post! Eu não sabia que desenvolver este tipo de aplicativo dava tanto $ Obrigado pela dica!
5 dólares por um saco de sementes de batata-doce VIRTUAL?
Putz, nunca foi tão fácil ficar milionário…
Enquanto a Apple vende aplicativos para seu smartphone o google cria um sistema operacional baseado em Linux para desenvolvimento de aplicativos open source. Vamos ver quem vai se dar melhor…
Apesar de acreditar que cada vez mais aplicativos como esses serão ferramentas fortíssimas de MKT meu post tem outro objetivo.
http://www.ccsp.com.br/ultimas/noticia.php?id=42523
O link acima é da nova campanha da escola de idiomas Wizard e deve ser observado com muita atenção.
Tanto o filme quanto a estratégia de mídia adotada pela W nessa campanha mostram fielmente uma face muito delicada da publicidade brasileira.
É complicado julgar, mas é triste constatar que grandes agências pensam assim. Porém, é ainda pior ver que profissionais de MKT acreditem numa comunicação tão datada como essa.
Sensacional o post, parabéns. Vou lá na BW dar uma olhada.
[...] um valor estimado em 300 milhões de dólares anuais com a venda de bugigangas digitais.” [LER MAIS] Compartilhe e [...]
Merigo
Por favor, você poderia citar a fonte do seguinte trecho?
“Quando começaram a vender sementes de batata-doce digitais em “FarmVille”, por U$ 5 o “pacote”, ganharam 400 mil dólares em três dias.”
Muito obrigado.
A “fonte” das informações é a revista Business Week desta semana.
Muito bom e elucidativo o post.
Eu ODEIO os Farmvilles e MafiaWars da vida mas não tenho como negar a força que os mesmos apresentam na rede social.
Inclusive pessoas que jamais imaginava que mexeriam com esses apps estão lá diariamente cuidando das ovelhas, ganhando medalhas pros patos etc..
Como a reportagem e outros por aqui falaram… jeito fácil de ganhar dinheiro.
Mas tem q ter uma certa estrutura, ainda outro dia me lembrava dos “Novos milionários” do Second Life, construiam casas, criavama acessórios e trocavam tudo por Lindens… Onde estarão essas pessoas agora já que o Second Life pra mim tá falido?
Não sei se concordo contigo não, @otto.
Penso ser realidades diferentes. Literalmente!
E no caso das aplicações para redes sociais, se elas por acaso não dessem certo, o Orkut não estaria planejando uma mega mudança em sua estrutura, a meu ver, para tentar “fazer frente” ao avanço fo Facebook, maior rede social do mundo…
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