Arquivo para o ano de 2008
Change.gov
Depois desse post, eu prometi a mim mesmo que ficaria um bom tempo sem falar sobre Barack Obama, de como sua campanha se transformou em um marco para a política e para a comunicação. Chega de hypar o cara, já que é hora de esperar pra ver.
Acontece que o presidente eleito nem mesmo teve tempo de ler os relatórios do Serviço Secreto sobre a Área 51, e sua equipe já inaugurou o site Change.gov, uma espécie de gabinete virtual.
Assim como no projeto “My Starbucks Idea” da Starbucks, a proposta é permitir que as pessoas possam contribuir com idéias para o mandato de Obama e opinar sobre diversas questões políticas e sociais.

Além disso, o site pede para que as pessoas compartilhem suas histórias e sentimentos durante a campanha eleitoral. O Change.gov traz também um blog, que promete detalhar cada passo do novo presidente, e pretende ensinar a população os conceitos de uma administração pública.
Para quem se perguntava se Obama continuaria seu trabalho e sua relação próxima com as pessoas na internet mesmo depois de eleito, está aí a primeira resposta. E demorou menos de 48 horas depois do resultado das eleições.
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Teste de atenção: Whodunnit?
Dando continuidade ao seu genial teste de atenção, premiado em Cannes Lions esse ano, o Departamento de Transportes de Londres lançou um novo filme baseado na mesma premissa.
No estilo do clássico jogo de tabuleiro “Detetive”, o espectador deve descobrir quem matou o lorde. Mas para isso é preciso prestar bem atenção no que acontece ao redor.
Seria o Coronel Mostarda com o candelabro na sala de estar?
A criação é da WCRS, com produção da Gorgeous.
| Dica do WorkForFood
Holograma da CNN: Making Of

Os bastidores do famigerado holograma da CNN, incluindo entrevista com o vice-presidente da emissora.
Noir Posters

Cartazes de filmes atuais de super-heróis em estilo noir. Criados pelo artista Timothy Lim.
Braincast TV | Criação x Planejamento
O segundo bloco do Braincast TV na JWT, traz um papo sobre a integração e diferenças das áreas de criação e planejamento dentro de uma agência de publicidade.
Não por acaso, a conversa rolou com o diretor de planejamento Ken Fujioka e com o diretor de criação Jean Boëchat.
Confira o índice abaixo e assista. Se preferir, veja no Videolog com opção HD-Off.

(00:30) – Luta no gel – Planejamento X Criação
(01:28) – Planejamento: O mais novo departamento
(02:47) – Briefings mais simples ou mais completos?
(04:58) – Nem um, nem outro… Os dois!
(06:40) – O planejamento criativo
(07:10) – No mesmo patamar
(08:55) – Dando chance pro acaso
(09:45) – O planejamento como um definidor de problemas
(11:06) – Arquitetura de informação
(13:00) – O “retro-planejamento”
The Big Picture: Obama

Uma coleção de notícias contadas através de fotos (incríveis), feita pelo Boston Globe.
O holograma da CNN
Além dos números acompanhados segundo a segundo, uma das coisas que mais chamou atenção na cobertura da eleição presidencial americana foi o holograma da CNN.
No vídeo abaixo, a repórter Jessica Yellin em holograma explica como funciona. São 35 câmeras de alta definição capturando em tempo real todo o corpo, e transmitindo para o estúdio da emissora. O resultado impressiona pela qualidade e realismo.
George Lucas deve estar dizendo nesse momento: “Eu já sabia!”. Isso sim é o futuro, não o GIF animado da capa da revista Esquire.
Barack Obama: O candidato presidente que mudou mais do que uma eleição
Hoje é dia de eleição nos Estados Unidos. Um dia que faz o mundo todo voltar a atenção para a escolha do presidente de um único país, porque sabemos que é mais do que isso. Trata-se de uma decisão que influenciará o futuro de muitas nações. Aquele papo clichê que você já está careca de ouvir.
Só que hoje também é o dia que marca o fim de uma pequena grande revolução na maneira de fazer campanha política. Mais do que isso, na maneira de fazer comunicação. Como disse Arianna Huffington no The Huffington Post, antes mesmo do resultado das eleições americanas já podemos declarar um vencedor: a internet.
Em 2000 e 2004, a internet já despontava como organismo essencial de uma disputa eleitoral, mas nada comparado com ao que aconteceu agora, em 2008. Sendo mais específico, ao que a campanha épica do candidato Barack Obama foi capaz de fazer no ambiente online e nas novas mídias em geral, ao mesmo tempo que influenciou permanentemente a linha que divide online e offline e atingiu a cultura pop.

E mais do que simplesmente anunciar, foi uma campanha que reescreveu as regras de como atingir os eleitores, arrecadar dinheiro, organizar voluntários, monitorar e moldar a opinião pública, além de lidar com ataques políticos, muitos deles feitos por blogs que nem existiam há quatro anos atrás.
Como diz matéria no NY Times, tratou-se de iniciativas guiadas pela tecnologia, focadas no microtarget, tão engajadoras que foram capazes de envolver americanos, que nem nunca tinham votado antes, no processo eleitoral, em especial o público jovem-adulto. O que no fim das contas vai significar um recorde de comparecimento às urnas.
É óbvio que a televisão e os jornais continuam desempenhando papel importante na escolha de um presidente, mas não como antes. Se transformou em uma via altamente influenciada pela internet, ao invés do contrário. E quando Obama veiculou um comercial de 30 minutos nas três maiores emissoras de TV americanas, o fez com dinheiro arrecadado na web.
Quando se fala em 120 mil seguidores no Twitter, um grupo no Facebook com 2.3 milhões de membros e 11 milhões de views em um vídeo no YouTube, os números parecem baixos se comparados ao alcance de uma mídia de massa, mas formam uma comunidade de pessoas que fazem diferença, que são altamente multiplicadoras e influenciadoras.

Essa comunicação feita de pessoa pra pessoa construiu uma gigantesca plataforma de conteúdo que independeu da vontade de grandes grupos de mídia. Mais do que isso, provou o poder da integração, da mensagem pulverizada nos mais diferentes meios.
Por outro lado, a televisão e os jornais aprenderam grandes lições com as possibilidades da internet, produzindo conteúdo exclusivo, aproveitando o que é gerado pelas pessoas e desenvolvendo ferramentas, mapas interativos, widgets eleitorais, etc.
Alguns exemplos: mapas da CNN, Yahoo, CQ, New York Times, Washington Post. Projeto Video Your Vote do YouTube. Twitter Vote Report. Twitter Election. Google 2008 U.S. Election.
São ferramentas que permitem analisar, compartilhar, agregar, categorizar, dissecar tudo quanto é tipo de informação sobre as eleições, que além de informar estimulam a participação do usuário. Aplicativos que não eram possíveis nas eleições passadas, e hoje são parte integrante das mídias sociais.

Enquanto isso, no Brasil, sofremos do contrário. Candidatos e veículos não podem utilizar a internet para construir uma campanha e engajar eleitores, demonstrando a falta de conhecimento do meio pelos órgãos da lei. Sobre o assunto, recomendo assistir os dois blocos do Braincast TV sobre marketing político, com os convidados Marcelo Tas e Soninha Francine: Parte 1 | Parte 2.
No mercado publicitário, já estamos há um bom tempo discutindo o novo cenário das mídias, a convergência da comunicação e a busca por uma mensagem cada vez mais integrada. A cada conversa percebemos que não existe uma receita, o caminho exato, existem tentativas e a coragem de arriscar.
Mas se existe um exemplo incontestável do que pode ser buscado daqui pra frente na comunicação das marcas, do que foi capaz de concretizar toda essa discussão que travamos há meses, anos, é o exemplo da campanha de Barack Obama. Portanto, acostume-se, você ainda vai ver muito esse case em apresentações e palestras daqui em diante.
Recapitulando posts sobre Obama aqui no blog:
* A campanha e design de Barack Obama
* Obama Mobile
* Obama lança aplicativo para iPhone
* Barack Obama veicula anúncios in-game em “Burnout: Paradise”
* Designers for Obama
* Wassup 2008
* Very best of Sarah Palin
| Créditos: Foto 1 por NyYankee. Foto 2 por Jonathan Purvis












