Arquivo para o mês de Julho de 2008
Yahoo! Big Idea Chair Brasil 2008
O Yahoo! deu início a campanha para a segunda edição do prêmio Big Idea Chair no Brasil. Assim como acontece em outros 11 países, a proposta é premiar apenas um case, a grande idéia do ano, escolhida por um júri formado por profissionais do mercado.
Obviamente, essa grande idéia precisa envolver internet de alguma maneira. Outro diferencial, é que aqui todos os envolvidos com o case, agência, produtora e anunciante, levam o prêmio: uma enorme poltrona roxa.
O teaser do Big Idea Chair nesse ano brinca justamente com isso: duas pessoas vão a Teodoro Sampaio aqui em São Paulo, rua famosa por suas lojas de móveis, em busca de uma poltrona roxa. Veja aqui. Vale conferir também os cases premiados em outros países no ano passado.
| Hoje no Passado |
- 2007: Harry Potter | Magic Coffee Cup — Sensacional, e simples, ação realizada em uma livraria chamada ODEL, no Sri Lanka, para divulgar o lançamento do sétimo e [...]
- 2006: Don’t Die For a Diet — Nós vivemos falando das mudanças que a internet trouxe para nossas vidas, da revolução que ela está causando na mídia, [...]
- 2006: Ricard | Feel Sunny — Intervenções em estátuas não são novidade em campanhas de guerrilha, mas é uma ação sempre bem-vinda pelo espírito transgressor e [...]
- 2005: Doce sem enjoar — Mais do que qualquer “Guerra dos Mundos”, “Batman Begins” ou o “King Kong” de Peter Jackson, os verdadeiros blockbusters esperados [...]
Gears Of War 2 | Rendezvous
Eu fiquei em dúvida entre postar esse vídeo aqui no Brainstorm #9 ou no Save Game, mas lembrei do Leão de Bronze que o comercial/trailer de “Gears Of War” ganhou em Cannes no ano passado.
Criado pela McCann Erickson, foi premiado por “Best Use Of Music” ao colocar a batalha épica de Marcus Fenix contra os Locusts embalada pela música “Mad World” de Gary Jules. Fato que inclusive aumentou as vendas da canção na iTunes Store, por exemplo.
O comercial/trailer de “Gears Of War 2″ segue o mesmo estilo, utilizando o próprio engine do game para colocar o roteiro em prática. É o que se chama de machinima, técnica que a Microsoft vem utilizando com freqüência em suas campanhas para os títulos do Xbox 360.
Desta vez a criação é da T.A.G., com produção da Anonymous Content. O vídeo foi apresentado na semana passada, na E3, a maior feira de games do mundo.
“Gears Of War 2″ será lançado em novembro, o que vai me fazer desistir de vez de tentar conseguir 100% de Achievements no primeiro da franquia. Fazer o que, é um feito praticamente impossível para um mero mortal.
BBC 2 | House of Saddam
A BBC 2 produziu um documentário sobre a queda do império de Saddam Hussein, que a emissora já promete ser polêmico.
Para anunciar a estréia do programa, encomendou o comercial abaixo para a agência Red Bee Media. Com trilha remixada de “O Poderoso Chefão”, a família do ex-ditador literalmente derrete.
A pós-produção é da Finish.
Coke Zero | Rooftop Racer
Além dos 13 pilotos patrocinados pela marca na NASCAR, a parceria da Coca-Cola com a maior associação automobilística americana renomeou a prova das 400 Milhas de Daytona para Coke Zero 400.
A corrida aconteceu no inicio do mês, mas obviamente a Coca-Cola pretende continuar aproveitando o acordo milionário durante todo o ano. Aliás, vale lembrar que a NASCAR é mais um território de disputa ferrenha entre Coca e Pepsi.
O “Coke Zero Rooftop Racer” é um advergame que coloca o jogador na pele do piloto Elliott Sadler. Só que não basta correr, é preciso equilibrar um garrafa de Coca-Cola Zero no teto do carro, enfrentando diversos obstáculos, mudanças climáticas e as batidas dos outros competidores.
O jogador recebe códigos dependendo de sua pontuação, que podem ser trocados por bônus escondidos através do menu do game. Os códigos habilitam novos carros, modos de jogo e até uma vending machine de Coca-Cola.
Criado pela Crispin Porter + Bogusky, o game tem jogabilidade simples, divertida e uma caprichada produção gráfica.


Queda de OVNI em Londres marca lançamento de novo carro da Vauxhall
Para marcar o lançamento do modelo Insignia, a montadora britânica Vauxhall, subsidiária da General Motors, realizou uma ação de PR Stunt em um dos cenários mais famosos do mundo: a Tower Bridge, em Londres.
A ação é um local de queda de OVNI, com placas de alerta e seguranças no estilo MIB ao redor, o que obviamente chama atenção das pessoas que passam. Além disso, a mídia espontânea foi garantida na internet e com matérias em jornais locais.
O motivo da ação, o novo carro, irá ser revelado pela fabricante na British International Motor Show, que começa amanha, dia 22. Mais fotos da ação aqui


[UPDATE] Confira o vídeo completo da ação:
[/UPDATE]
| Via brandflakes e Herd
“Batman: O Cavaleiro das Trevas” mereceu a campanha que teve (e vice-versa)
Uma pergunta que eu e os leitores do Brainstorm #9 fizemos nos últimos meses finalmente foi respondida: “O filme vai ser tão bom quanto a campanha de marketing?”. A princípio parece uma pergunta estranha, mas natural depois de tudo o que o ARG de “Batman: O Cavaleiro das Trevas” entregou e prometeu.
A sensação comum era que se a publicidade era tão envolvente e mobilizadora, o produto final só poderia trazer muito mais do que isso. Uma expectativa gerada por mais de 1 ano teria que ser suprida, impossível esperar menos do que isso.
E ao sair do cinema, não há dúvidas de que o melhor filme de super-herói já feito (se é que podemos chamá-lo assim) mereceu a campanha que teve. Todo o seu universo e complexos personagens mereciam fazer parte da vida dos fãs e dos não tão fãs por mais do que duas horas e meia de exibição.
Como você já percebeu, esse post não é uma crítica do filme. Você pode ler ótimas no Omelete e no Cinema Em Cena, por exemplo. Esse texto é para destacar mais um aspecto positivo e que encerra, de maneira magistral, o ARG produzido pela 42 Entertainment.

Em diversos detalhes do filme de Chistopher Nolan você pode perceber a atuação da campanha. Nenhum aspecto do jogo de realidade alternativa foi aleatório, cada capítulo tem a sua relação com “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, que você pode rever os devidos links, seções e acontecimentos em ordem cronológica no whysoserious.com.
É óbvio que você não precisa ter participado do ARG para gostar do filme. Ninguém precisa procurar pistas, resolver mistérios, atender ligações inesperadas e sair as ruas para ir ao cinema. Mas também é óbvio que quem o fez tem a experiência amplificada.
A indústria do entretenimento anda fazendo isso muito bem nos últimos tempos. Fala com dois públicos distintos. Com o espectador casual da mesma maneira que antes, mas oferecendo uma relação muito mais próxima para os fãs. São inúmeros exemplos recentes: a trilogia “Matrix”, “Lost”, “Cloverfield”, “Heroes”, até a “A Bruxa de Blair” se encaixa nisso.

Qualquer um pode acompanhar os episódios de “Lost” na TV, e assistir naquele formato que sempre existiu. Mas quem quiser mais, quem quiser participar e fazer parte da história tem ARG, livro, revista em quadrinhos, filmetes para celular, game para PC, Xbox 360 e PlayStation 3, etc.
O que um ARG como o do novo Batman nos ensina é que é preciso mais do que nunca mudar a velha segmentação de público que conhecemos. A decisão de com quem e como falar deve ser baseada em interesses. Não importa se um ARG não atinge a massa, não é pra isso que ele é feito e pensado.
Acredito que o esquema abaixo, feito pela 42 e que me permito copiar aqui, demonstra bem essa divisão de público. Como se trabalha com os diferentes níveis de interesse das pessoas em um ARG. Falamos também bastante sobre o tema no Braincast 14. Ouça aqui.

Casuais: Representam a maior parte da audiência, com um modesto nível de interação que acontece primariamente online. Eles seguem um guia que o ajudam a participar da experiência.

Ativos: Representam a audiência média de um ARG, com um nível significante de interação online e offline. Eles seguem a experiência a sua maneira, no ritmo que desejam.

Entusiastas: Representam o topo da audiência, com o mesmo nível de interação online e offline. São profundamente engajados com a experiência e geradores de conteúdo dentro de sua comunidade.
Qualquer um desses três níveis de público que acompanharam as ações do ARG, certamente terão uma experiência diferenciada no cinema. Pela minha cabeça foi comum o pensamento durante o filme: “Ah, então foi por isso…” ou “Falaram disso naquela ação…”
Quem nunca nem ouviu falar disso ou não teve saco para acompanhar, também se diverte, mas a campanha é uma lição de como falar com um público que espera mais, que precisa mais para dar a você alguns minutos de atenção tão fragmentada.
Quando bem feito os resultados são claros, diretos e lucrativos. Uma mania gerada, ingressos disputados, e que transformam o público em parte essencial da divulgação, os multiplicadores que tornam possível não depender, em nada, da mídia como a conhecemos.
E por fim, gostaria de dizer: não quero ver mais nenhum Coringa. O personagem definitivo já foi feito. Bate uma tristeza ao final do filme por saber que não veremos aquilo novamente. O discurso parece batido por causa de sua morte, mas a verdade é que o cara roubou a cena e entrou pra história.
Oreo Elevator
Uma das tradições mais antigas em “termos de biscoito” (olha que isso vale uma tese) é mergulhar um Oreo no leite. Talvez aqui no Brasil você não tenha muito esse costume, mas nos Estados Unidos isso se transformou em praticamente um ícone da marca pertencente a Kraft Foods.
Baseada nisso, a DraftFCB de Nova York utilizou um elevador panorâmico para criar uma mídia inusitada, demonstrando o slogan “Milk’s favorite cookie”.
Confira no vídeo abaixo a mídia em ação:
| Enviado por Cláudio Lima
Spike TV | Star Wars: There Is Much To Be Learned
A Spike TV, canal a cabo que é uma divisão da MTV Networks, pertencente a Viacom, fechou um contrato de exclusividade por seis anos para exibir todos os filmes da série “Star Wars”.
O desafio da Mother de Nova York era convencer não apenas os fãs, porque esses certamente tem diversas edições especiais em DVD, mas um grupo mais amplo de pessoas a assistir os filmes novamente.
Elas já viram, conhecem a histórias e os personagens memoráveis, mas qualquer um tem muito a aprender com o universo Star Wars. Exemplos: Se um cara parece perigoso, ele provavelmente é; Nunca assuma que coisas fofinhas são inofensivas; Competição pode trazer a tona o lado negro das pessoas.
Os comerciais enfatizam, com bom humor, exatamente isso: a cada vez que você assiste Star Wars, aprende alguma coisa que pode ser aplicada no cotidiano. Duvida?
Então confira os 4 filmes da campanha. O primeiro abaixo, e os outros depois do jump.












