Effie Awards 2008: “Wii Would Like to Play”
Na última quarta-feira a noite em Nova York foram anunciados os vencedores do Effie Awards 2008.
Eu já disse aqui uma vez, mas não custa lembrar: no meio de tantos outros prêmios de prestígio como Clio, One Show e Cannes Lions, porque o Effie é importante? Porque mais do que criatividade e formato, o Effie leva em conta a eficiência das campanhas. Os resultados é que são as estrelas do festival.
E o vencedor do prêmio máximo, o Grand Effie, foi a campanha “Wii Would Like to Play”, criada pela Leo Burnett para o Wii da Nintendo. O júri citou como diferencial o fato de não focarem em um público jovem-adulto masculino, e sim nas famílias. Mães, pais e avós que também podem jogar videogame, convidando uma audiência bem mais ampla para experimentar o Wii.

A proposta da Leo Burnett concorreu com outros quatro trabalhos: “Media Ambush iPhone Launch” da Anomaly para a Keep A Child Alive, “Ecomagination” da BBDO para GE, “Let It Out” da JWT para Kleenex e “Sirloin vs. Angus” da Secret Weapon Marketing para Jack In The Box.
Acredito que o que vale questionar é a influência da campanha para o Wii na febre em que o console se transformou. Será que ela é a responsável pelo sucesso da Nintendo? Duvido. O Wii é um case de produto diferenciado e bem posicionado aliado a RP, portanto é perigoso fazer parecer que os méritos são meramente publicitários.
Na gravação do Braincast TV na semana passada (em breve no ar), falamos exatamente de como ninguém lembra de ter visto um comercial de Wii. Que eles existem, existem, mas ninguém sabe dizer como são. Relembre aqui.













Sexta-feira, 6 de Junho de 2008 - 12:35
Acho que a publicidade ajudou sim a divulgar o videogame… Mas acho que o principal realmente foi o boca a boca (”Ja ouviu falar no wii?”).
o/
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008 - 14:38
O Wii é revolucionário enquanto plataforma de entretenimento, sem dúvida. Mas, entre os entendidos de videogame - e pode ser também comprovado em blogs e foruns sobre o assunto - o Wii impressiona no começo, mas nem todos os jogos usam todo o potencial da detecção de movimentos. Ou seja, talvez, se dependesse só das propriedades do produto em si, o Wii não seria um sucesso.
Concordo que não foi só a campanha, mas certamente ela ajudou. Agora, se ela ajudou mais ou menos que as outras campanhas que concorreram ao Effie, isso sim é discutível.
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008 - 15:48
Eu trabalhei em um agência onde eu mostrei essa propaganda para o chefe da bodega, e ele achou uma merda. Eu fico feliz de não trabalhar mais lá e de ver uma campanha de bom gosto dando certo.
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008 - 16:00
Concordo com os amigos acima, nao acho que os méritos foram da campanha, mas sim, ela teve seu papel.
Não é pq aqui no Brasil nós nao vemos as campanhas que significa que elas nao passem e que nao funcionam!
Grande abraço e sucesso
Fiquem com Deus
Daniel
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008 - 16:13
Na verdade o próprio console, através do boca-a-boca faz sua divulgação.
Era o que muita gente no mundo dos games esperava. Interatividade “total”.
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008 - 16:50
Reza a lenda que a melhor publicidade não resolve um produto ruim. E com isso concluo que tudo faz parte de uma estratégia muito bem pensada, estudo de mercado, potencial, para onde vamos…..onde a publicidade ajudou certamente.
E acredito que o que vale questionar é a existência de tantos prêmios de criação e o seu questionamento [desculpa a redundância] logo com esse, que aos meus olhos é um dos poucos [senão o único] que contempla toda a cadeia de valor do negócio [gerencia de produto, desenvolv, análise de mercado, publicidade, mkt, tendencia, futuro...]….????
abs
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008 - 17:10
Qualquer profissional de marketing com um pingo de bom senso sabe que o sucesso de um produto, de uma marca, de um start-up depende de uma estratégia de negócios bem construída e implementada.
Achei muito boa a estratégia de segmentação adotada ou melhor, a não-segmentação de público-alvo. Isso é pensamento latera!
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008 - 22:51
Tiago, entendido de videogame? para com isso.
Comprovar em blogs? para com isso.
Nem todos os jogos usam o potencial do console, isso vale para qualquer videogame, seja Wii, Xbox 360 ou PS3.
O produto só é um sucesso pelos jogos, e os jogos só sao divertidos pelas propriedades do produto. Bota estes mesmos jogos no PS3 para voce ver que merda que fica.
Sobre a campanha, ela é um lixo, é uma das piores campanhas de todos os tempos, tipico de campanha japonesa. Premiar pelo foco é uma babaquice pois isso foi direcionamento estrategico da empresa no lancamento do produto, nao da agencia que fez a campanha.
Leonardo, seu chefe estava certo. Ele que deve estar feliz de vc nao trabalhar mais lá.
O unico papel da campanha foi mostrar que o Wii nao precisava de campanha tradicional.
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008 - 23:01
Começou falando bem sobre videogames, aí desceu ao nível de elogiar uma pessoa que não consegue enxergar graça nem mesmo no iphone. Não vou discutir, mas se você quiser, eu passo o contato desse meu ex “chefe” e você trabalha lá, feliz, com ele.
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Terça-feira, 10 de Junho de 2008 - 22:54
Foi sim uma estratégia bem construída, mas discordo que não houve segmentação do publico alvo.
Os outros consoles estão investindo pesadamente em inovações técnicas, oferecendo melhor interface gráfica e processadores mais velozes, focando exclusivamente em oferecer mais tecnologia para o mesmo público-alvo - o hard gamer. Essas inovações atrairam um publico de faixa etaria maior, mas deixaram de lado um enorme mercado potencial - os usual gamers (que nao tem tempo de ficar aprendendo a manipular diversos comandos para cada jogo e cada geração de console), as mulheres (sem machismo, mas elas costumam se interessar por jogos diferentes dos homens) e o publico infantil (que não quer complexidade em alta resolução, mas diversão pura e simplesmente).
É aí que entra o Wii, com seu controle quase intuitivo, console barato e um espectro de jogos que não despertavam interesse das concorrentes. Apesar da qualidade gráfica inferior e processador mais limitado em relação aos concorrentes, atende o que seu público-alvo deseja.
Além do mais, a Nintendo precisava desse fôlego pra sobreviver na batalha do setor.
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